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Natasha Ramos

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Já estão abertas as inscrições para o maior festival estudantil da América Latina. O encontro retorna à capital fluminense entre 26 de janeiro e 1º de fevereiro de 2015 e irá celebrar a língua nacional, suas variações, contextos e lugares sociais

A ANPG, em parceria com as entidades estudantis UNE e UBES, coordenará a Mostra de Ciência e Tecnologia e os debates relacionados ao tema, dentro da programação da Bienal

8a Bienal da UNE, realizada em Olinda, em 2013
8a Bienal da UNE, realizada em Olinda, em 2013

O maior e mais aguardado festival estudantil da América Latina já tem data, tema e local definidos. Abrindo as comemorações dos 450 anos da capital Rio de Janeiro, a 9ª Bienal da União Nacional dos Estudantes (UNE) será realizada entre os dias 26 de janeiro e 1º fevereiro de 2015.

Os sete dias de evento contarão com shows, atividades culturais e esportivas, mostras científicas, oficinas e debates espalhadas por espaços da capital carioca. As inscrições já estão abertas.

A Bienal da UNE apresentará o tema #vozesdobrasil, um convite à reflexão sobre a língua como elemento da identidade cultural brasileira: A língua portuguesa e suas variações, os idiomas de origem negra e indígena, a relação entre a fala e a escrita em seus amplos contextos e lugares sociais.

INSCRIÇÕES
Qualquer estudante pode se inscrever no festival. As inscrições de participantes e para aqueles que desejam apresentar trabalhos podem ser realizadas pelo site da UNE www.une.org.br

As áreas que recebem trabalhos são: música, artes visuais, literatura, audiovisual, artes cênicas, ciência e tecnologia e projetos de extensão.

A inscrição individual para os participantes que querem fazer oficinas, ir aos shows e participar dos debates tem o valor de R$ 60, com alojamento incluso. Já para os estudantes que querem apresentar trabalhos na mostra selecionada, a inscrição é gratuita.

Estarão isentos de taxas os estudantes cotistas, prounistas e do Fies. Outras informações serão divulgadas diariamente pelas redes da UNE. Dúvidas podem ser enviadas para o e-mail [email protected]

#VOZESDOBRASIL
Sempre preocupada em investigar os elementos de formação do povo brasileiro, a Bienal da UNE destaca, dessa vez, a língua nacional com suas características, variações, misturas e possibilidades. A Bienal busca a polifonia das vozes, que marcam a construção do país desde a colonização até os dias de hoje, traduzindo a brasilidade em um universo de modos de fala e escrita tão característicos de um país culturalmente rico e ainda marcado por fortes desigualdades.

“A Bienal chega ao Rio da Academia Brasileira de Letras e da Biblioteca Nacional, o Rio da gíria poética das favelas, das invenções linguísticas do funk, do rap e do samba, o Rio das narrativas imortais de Machado de Assis e tantos outros, o Rio da língua portuguesa e também da francesa, inglesa, holandesa e de tantas outras que o visitam, o Rio que completa 450 anos com uma multiplicidade de falas e sentidos tão própria do Brasil”, destaca um trecho do manifesto da 9ª edição, que pode ser lido aqui.

A BIENAL E O RIO
A Bienal retorna à cidade maravilhosa após três bem sucedidas edições (2001, 2007 e 2011). A relação entre os estudantes brasileiros e o Rio é contada na história. A UNE foi fundada em terras cariocas e a sua sede funcionou na Praia do Flamengo, 132, até 1ª de abril de 1964, data em que foi incendiada por agentes da ditadura militar que acabava de se instalar no país. Hoje, a entidade está reconstruindo o prédio, no mesmo local, a partir de um projeto doado por Oscar Niemeyer, com inauguração prevista para 2016.

Desde a sua primeira edição, realizada em 1999, em Salvador (BA), a Bienal da UNE tem o intuito de divulgar as produções artísticas e culturais dos estudantes de todas as regiões do Brasil. Fazem parte desse repertório música, cinema, literatura, teatro, ciência e tecnologia. O festival também abre espaço para aulas-espetáculos, grandes shows, atividades esportivas, oficinas e seminários.

O festival é sempre marcado pelo debate e investigação acerca de um elemento específico da formação do povo brasileiro. Entre os temas já abordados estão a relação entre o Brasil e a África, a integração latino-americana, o samba e a cultura popular.

A última edição da Bienal, em 2013, desceu e subiu as históricas ladeiras de Olinda, em Pernambuco, celebrando o centenário de Luiz Gonzaga, o mestre Gonzagão. O tema “A volta da Asa Branca” pontuou a programação que contou com a participação de Lenine, Alceu Valença, J.Borges, entre outros artistas brasileiros.

Confira os vídeos das últimas edições da Bienal da UNE:

1999 – 1ª Bienal da UNE: http://goo.gl/dL8aAK
2001 – 2ª Bienal da UNE: http://goo.gl/Q2hqLT
2003 – 3ª Bienal da UNE: http://goo.gl/CvEzDX
2005 – 4ª Bienal da UNE: http://goo.gl/JtBWYu
2007 – 5ª Bienal da UNE: http://goo.gl/O6NW3v
2009 – 6ª Bienal da UNE: http://goo.gl/hkn934
2011 – 7ª Bienall da UNE: http://goo.gl/jv8oOW

SERVIÇO
O quê? 9ª Bienal da UNE
Quando? 26 de janeiro a 1º de fevereiro de 2015
Quanto? R$ 60
Onde? Rio de Janeiro
Informações? facebook.com/bienaldauneoficial

Da redação com informações da UNE

No dia 08/11/13, na cidade de Porto Alegre, cerca de 30 pessoas realizaram um ato de profundo desrespeito à memória do povo brasileiro. Aglomeraram-se em frente ao Memorial Luiz Carlos Prestes, ainda não inaugurado. De forma agressiva e violenta, estas pessoas gritavam palavras de ordem e portavam cartazes com dizeres de intolerância política e ódio, principalmente contra a memória de Luiz Carlos Prestes. Os manifestantes chegaram a propor a destruição do memorial, uma das últimas obras do grande Oscar Niemeyer.

Recentemente, temos observado em todo país manifestações dos autointitulados arautos da democracia e da liberdade, mas que, com seus discursos e posturas, encobrem atitudes reacionárias. Defendem, como nos velhos tempos, a supressão da liberdade, a intervenção militar e pregam soluções golpistas que renegam outros pensamentos e interesses que não sejam os seus.

A ANPG repudia tais ações e ideias e coloca-se em defesa do memorial Luiz Carlos Prestes. O memorial representa não só a memória de um lutador, mas também a memória brasileira. Orientamos os pós-graduandos a participar das ações em defesa do memorial.

Viva a memória de nosso povo!

Brasil, 17 de novembro de 2014.

Diretoria da ANPG

A Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) vem a público demonstrar seu repúdio ao ato da Reitoria da UNESP, publicado no Diário Oficial do Estado de São Paulo no dia 23 de outubro deste ano, determinando a suspensão por 60 dias de 95 estudantes dessa universidade, dentre eles estudantes de pós-graduação, como punição pela mobilização política desses estudantes em 2013.

Essa ação da Reitoria da UNESP é um atentado contra a liberdade de manifestação política, assegurada a todos os cidadãos pela Constituição Federal, padecendo de flagrante inconstitucionalidade e desarrazoabilidade a penalidade disciplinar aplicada coletivamente aos estudantes. Estes estudantes participaram da legítima ocupação da Reitoria da UNESP em 2013. Movimento que se deu, lembremos, no contexto da luta por condições de acesso e permanência no ensino superior e reivindicava uma maior participação dos estudantes nos órgãos decisórios colegiados da universidade. Essas reivindicações, de cunho justo e democrático, a ANPG assume como sua própria bandeira de luta.

A ocupação da Reitoria da UNESP deu-se após meses de greve, sem que a Reitoria desse uma resposta aos manifestantes. Vale lembrar que essa mobilização cobrava, junto à administração central da UNESP, um acordo que previa o atendimento de diversas reivindicações, dentre elas a bolsa auxílio aos estudantes que comprovam carência socioeconômica.

A ANPG coloca-se ao lado dos estudantes que são injustamente ameaçados de punição, conclamando todos os pós-graduandos e suas organizações para demonstrarem seu apoio ao direito de livre manifestação política de todos os estudantes e convoca para que se mobilizem para evitar a efetivação dessas descabidas punições.

Brasil, 17 de novembro de 2014.

Diretoria da ANPG

 

Links relacionados:

Unesp suspende 95 alunos por ocupação de reitoria em 2013

Nota da reitoria da Unesp sobre a suspensão de alunos

A ANPG realizará reunião de sua diretoria plena neste fim de semana, 15 e 16 de novembro. A programação contará com:
– Debate sobre “Conjuntura: Desafios e Perspectivas para a economia brasileira e os movimentos sociais do próximo período”, no sábado (15), das 9h30 às 12h30
Em seguida, será realizada a reunião com a diretoria plena da Associação, que iniciará na tarde de sábado, com as seguintes pautas:
– Planejamento de gestão,
– Campanhas prioritárias para a entidade.
Para tal,  a ANPG convida a todas as APGs e seus representantes para estarem presentes na cidade de São Paulo neste fim de semana.
Local: Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo (SEESP):  R. Genebra, 25 – Bela Vista, São Paulo – SP
Da redação

UnB

A eleição para a nova gestão da Associação de Pós-graduandos (APG) Yeda Delgado da Universidade de Brasília foi realizada nos dias 11 e 12 de novembro e decidiu quem estará à frente da entidade no período 2014-2015.

Apenas uma chapa se inscreveu para o pleito que movimentou votos de pós-graduandos de cerca de 36 programas de pós-graduação, segundo a comissão eleitoral. Foram mais de uma centena de estudantes que compareceram para decidir os rumos da representação discente dos pós-graduandos da UnB. Ao fim do processo saiu vencedora e legitimada a chapa Resgatando a APG.

“Foi uma eleição calma, pude conversar com os pós-graduandos, discutir problemas de cada curso, criar um boletim de informação. Essa foi uma experiência e tanto pra mim, já que é a primeira grande eleição de APG que eu participo. Estou muito emocionado”, disse Gabriel Nascimento, aluno do Mestrado em Linguística Aplicada da UnB, recém-eleito presidente da APG-UnB, e diretor da ANPG. Ele participu também de duas gestões de Centro Acadêmico e acompanhou uma de DCE.

“O próximo passo agora é se apresentar pra comunidade acadêmica e perseguir a pauta dos pós-graduandos”, conclui.

Da redação

“Esperamos que a nossa conquista contagie outras APGs para que lutem por assistência estudantil para pós-graduação em suas respectivas instituições”, diz Fabiano Coelho, doutorando em História na UFGD

A Associação de Pós-Graduandos (APG) da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) conquistou, recentemente, o direito à assistência estudantil para os pós-graduandos da Instituição. Esta proposta começou a ser debatida, primeiramente, entre os pós-graduandos, via APG, e se tornou uma das bandeiras centrais de luta da entidade.

”A APG-UFGD havia identificado, por meio de diálogos com os pós-graduandos, que a assistência estudantil era uma questão fundamental e precisava ser debatida e dialogada com a Administração Central da UFGD”, explica Fabiano Coelho, doutorando em História e coordenador geral da APG-UFGD na gestão 2013-2014.

“A conquista da Política de Assistência Estudantil da Pós-Graduação da UFGD foi ímpar e significativa para os estudantes da Instituição. Em nossas reuniões e debates com os colegas envolvidos em sua elaboração, destacávamos que a UFGD, desde seu nascimento em 2005, tem se caracterizado pelo seu compromisso social e inovador, e a política de assistência para pós-graduação era uma oportunidade histórica que a UFGD tinha para ser referência no estado de Mato Grosso do Sul e no restante do país”, complementa Fabiano.

A Política de Assistência Estudantil da Pós-Graduação da UFGD será orientada pelas diretrizes da Política de Assistência Estudantil da PROAE (Pró-Reitoria de Assuntos Comunitários e Estudantis) que, por sua vez, se norteia pelos princípios gerais do Programa Nacional de Assistência Estudantil (PNAES) do Ministério da Educação. Os programas de assistência que compõem essa política são:

I – Programa Bolsa Permanência;
II – Programa Restaurante Universitário;
III – Programa Auxílio Alimentação;
IV – Programa Moradia Estudantil;
V – Programa Esporte, Recreação e Lazer;
VI – Programa Acompanhamento Psicossocial e Saúde;
VII – Programa de Incentivo a Participação e Organização Estudantil;
VIII – Programa Apoio aos Acadêmicos Pais e Mães;
IX – Programa Acessibilidade aos Estudantes Portadores de Necessidades Especiais;
X – Programa Apoio à Língua Estrangeira.

A princípio, uma primeira conquista foi no ano de 2013, quando a APG pleiteou junto a Reitoria da UFGD a extensão do subsídio de 50% no valor das refeições no Restaurante Universitário também para os pós-graduandos. Até então, apenas os graduandos tinham esse direito. Mas não parou por aí. Depois dessa conquista, a APG tomou fôlego para pleitear mais direitos aos pós-graduandos, que foi um processo que demandou esforços e a superação de desafios.

“Entendíamos que outros programas de assistência estudantil também deveriam ser estendidos à pós-graduação. Nessa perspectiva, agendamos uma reunião com o Reitor da UFGD, prof. Dr. Damião Duque de Farias, que nos atendeu prontamente, e dialogamos sobre a possibilidade de se criar uma “Política de Assistência Estudantil” para a pós-graduação na UFGD, haja vista que, os estudantes de Graduação já tinham uma política que os respaldassem”, explica Fabiano.

Na ocasião, a partir de um debate acessível e aberto, o reitor da Universidade reconheceu o mérito da proposta e autorizou via Portaria a criação de uma “Comissão de Elaboração da Política de Assistência Estudantil da Pós-Graduação da UFGD”. Após os trabalhos dessa comissão, representada por membros da APG-UFGD, Pró-Reitoria de Assuntos Comunitários e Estudantis (PROAE/UFGD) e Pró-Reitoria de Ensino de Pós-Graduação e Pesquisa (PROPP/UFGD), elaborou-se uma minuta da política que veio a ser apreciada e aprovada pelo Conselho Universitário (COUNI/UFGD) no dia 06 de outubro de 2014.

“A aprovação da Política de Assistência Estudantil para a Pós-Graduação na UFGD não deve ser encarada somente como uma conquista dos estudantes da UFGD, mas sim como um sinal do reconhecimento e fortalecimento de uma demanda real e urgente que deve ser debatida internamente em outras Instituições de Ensino Superior e discutida como política de Estado em um programa nacional. Visto que o objetivo do governo, em sintonia com a sociedade, é ampliar a qualificação e verticalizar o ensino, sem deixar de aprofundar as condições de acesso e inclusão, a permanência é dimensão fundamental nesse processo”, opina Hermes Moreira Júnior, pró-reitor de Assuntos Comunitários e Estudantis da UFGD.

A APG-UFGD elegeu recentemente sua nova diretoria, que assumiu as ações da entidade em outubro deste ano, encarando o desafio de continuar o trabalho da antiga gestão. “A antiga gestão fez um ótimo trabalho e conseguiu conquistar direitos, até então, não oferecidos por nenhuma outra universidade no país. Destaco aqui, o auxílio alimentação, auxílio moradia e bolsa permanência, dentre outros”, comenta Zulmária Targas, doutoranda em História e a nova Coordenadora-Geral da APG-UFGD.

Segundo ela, a atual gestão tem como metas aumentar o número de afiliados da APG/UFGD, pois, até o momento, são poucos; angariar fundos para suprir algumas necessidades básicas, entre elas, adquirir mobília para a sala da APG localizada no pavilhão de convivência da UFGD (outra conquista importante da antiga gestão); dialogar com autoridades da Universidade para que possam ter um lugar com direito a voto nas reuniões do COUNI (Conselho Universitário); lutar para garantir que o pós-graduando esteja amparado pelo seguro de vida durante as suas atividades acadêmicas. “Além de organizarmos pelo menos um novo evento para ampliar as discussões sobre a pós-graduação”, completa Zulmária.

I Seminário Sul-Mato-Grossense de Pós-Graduandos e I Encontro de Pós-Graduandos da UFGD

A nova diretoria da APG-UFGD realizou, entre os dias 20 e 23 de outubro, o I Seminário Sul-Mato-Grossense de Pós-Graduandos e o I Encontro de Pós-Graduandos da UFGD. Os eventos contaram com a presença de pós-graduandos das universidades públicas e privadas de Mato Grosso do Sul e estudantes de graduação e graduados interessados em continuar sua formação acadêmica. A presidenta da ANPG, Tamara Naiz, esteve presente na ocasião, prestigiando os eventos, e participou da mesa “Assistência estudantil e direitos dos pós-graduandos”.

UFGD

“Durante o Seminário, muitas dúvidas foram esclarecidas sobre direitos e deveres de um pós-graduando. Também se discutiu a importância da ação dos pós-graduandos para a conquista e consolidação desses direitos. O Seminário contribuiu também para a divulgação da própria APG-UFGD e espero que esse evento tenha inspirado outros pós-graduandos para formarem órgãos de representatividade da categoria em outras universidades. Ainda, foi uma oportunidade para dialogarmos com a presidenta da ANPG para entender como a entidade funciona e quais as metas previstas pela gestão em vigor”, diz Zulmária.

Da redação

Uerj01

As universidades públicas do Rio de Janeiro vão passar a reservar vagas nos cursos de pós-graduação para estudantes cotistas. O Sistema vai valer para os cursos de mestrado e doutorado, especialização, aperfeiçoamento e demais cursos oferecidos pelas universidades públicas do Estado do Rio de Janeiro (Uerj, Uenf e Uezo).

A reserva de oportunidades está prevista na lei estadual 6.914, de autoria do deputado Zaqueu Teixeira (PT), e sancionada pelo governador Luiz Fernando Pezão (PMDB). A legislação entrou em vigor com a publicação no Diário Oficial na última sexta-feira (7).

De acordo com o texto, o objetivo é assegurar gratuitamente o aprimoramento, qualificação e especialização profissional a estudantes carentes. Do total de vagas, 12% são destinadas a estudantes graduados negros e indígenas; 12% a estudantes oriundos da rede pública e privada de ensino superior; e 6% para pessoas com deficiência, filhos de policiais civis e militares, bombeiros, inspetores de segurança e administração penitenciária mortos ou incapacitados em razão do serviço.

“Aprovamos como resolução, no 24° Congresso Nacional de Pós-graduandos, a defesa de cotas na pós-graduação brasileira, um passo importante para democratização do acesso, diversificação do perfil dos pós-graduandos e para a potencialização da pesquisa e da produção do conhecimento no país”, comentou Tamara Naiz, presidenta da ANPG.

No caso de cotas destinadas aos alunos da rede privada de ensino, são englobados os estudantes carentes, ou seja, beneficiários de bolsas de estudo como o Fundo de Financiamento Estudantil (FIES), o Programa Universidade para Todos (PROUNI) ou outro incentivo do governo.

Para o deputado Zaqueu Teixeira, a nova modalidade de cotas é importante para modificar o cenário da pós-graduação. “É importante para dar mais chances a quem está entrando no mercado de trabalho e permitir condições iguais àqueles que buscam alçar postos mais altos nas instituições onde trabalham”, disse.

De acordo com a nova lei, as instituições, “no exercício de sua autonomia, adotarão os atos e procedimentos necessários para a gestão do sistema, observados os princípios e regras estabelecidos na legislação estadual”.

Da redação com informações d’O Dia e do Jornal do Brasil

Dalmare CNS

O Diretor de Saúde da ANPG, Dalmare Sá, esteve presente, representando a entidade, na 263ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Saúde, realizada nos dias 5 e 6 de novembro. A reunião teve início com o lançamento do “Guia Alimentar para População Brasileira”, publicação que busca fundamentar a prevenção da obesidade e desnutrição em todo o país, por meio da promoção da alimentação saudável.

A avaliação e planejamento das seguintes políticas de saúde estiveram em pauta: Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, Politica Nacional de Oncologia, Doenças Renais e Crônicas e Política Nacional de Atenção Integral a Saúde da Criança (PAISC). Todas estas políticas têm tido avanços significativos em suas áreas, com resultados animadores dos indicadores de saúde, como, por exemplo, o cumprimento do objetivo do milênio número 4 antes do previsto pelo Brasil, com a diminuição da mortalidade infantil nacional. Contudo, existe a necessidade de maior aprofundamento e difusão de alguns temas, tais como o racismo institucional que a Política de Saúde da População Negra combate.

Além destes pontos foi aprovado com algumas ressalvas o Relatório Anual de Gestão dos gastos públicos em saúde, apresentados pela Comissão de Financiamento (COFIN). Foi tratado também da retirada do Conselho Federal de Medicina do Plenário do CNS após diversas ausências da entidade devido a não concordância com as posições tomadas pelo plenário do mesmo, tais como a posição contrária ao “Ato Médico” e a posição favorável ao programa “+Médicos”, todas ações que visaram a melhora da saúde de toda população brasileira. A Comissão Intersetorial de Recursos Humanos (CIRH) também expôs alguns pareceres sobre abertura e avaliação de cursos de saúde no país.

Por fim, dois pontos foram debatidos que têm grande importância para os pós-graduandos e a pós-graduação no país: a apreciação das novas resoluções da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa, que versaram sobre: Pesquisas Estratégicas para o SUS, Acreditação de Conselhos de Ética em Pesquisas e Especificidades éticas das Pesquisas nas Ciências Sociais e Humanas e de outras que se utilizam de metodologias próprias destas áreas, que serão apreciadas a posteriori para colaborações no Encontro de Conselhos de Ética em Pesquisa e através de uma Consulta Pública. O outro ponto de grande importância, principalmente para os pós-graduandos residentes, foi a análise do regimento da IV Conferência Nacional de Saúde do Trabalhador e Trabalhadora, que prepara o CNS para a fase final de preparação para este grande evento que ocorrerá de 15 a 18 de dezembro e será o novo norteador das políticas para a área.

Da redação

Evento discutirá pesquisa realizada na área de TI

O Instituto de Ciência da Informação da Universidade Federal da Bahia promove o IV Seminário de Pesquisa do PPGCI/UFBA: Integrando Graduação e Pós-Graduação, nos dias 20 e 21 de novembro. O objetivo do evento, que será realizado no ICI/UFBA (campus Canela), é construir um espaço de apresentação e discussão em torno das pesquisas desenvolvidas no PPGCI/UFBA e no ICI. Com isso, busca-se desenvolver a interlocução entre os professores e alunos de Pós-Graduação e da Graduação, para que haja o compartilhamento do conhecimento produzido e a integração para o crescimento da pesquisa no Instituto.

As inscrições, para professores e alunos que tenham interesse em apresentar seus trabalhos de pesquisa, devem ser feitas até o dia 10/11, através do envio de e-mail com resumo para seminá[email protected].

Mais informações pelo telefone: (71) 3283-7751.

Da redação

Matéria Conjuve - Forum de políticas da juventude

Fonte da imagem

O I Fórum Global de Políticas de Juventude provido pela ONU foi realizado em Baku-Azerbaijão, de 28 a 30 de outubro. O evento reuniu mais de 700 participantes de 165 países, entre ativistas, organizações da sociedade civil, agências da ONU, acadêmicos, ministros, entre outros. O encontro teve como objetivo avaliar o atual cenário das políticas de juventude no mundo, em especial, os 20 anos da adoção das metas estabelecidas entre diversos países, no Programa Mundial de Ação para Jovens (Wpay, 1995).

Os resultados do I Fórum foram a criação de uma agenda global para enfrentar os desafios da juventude e o compromisso dos países na implementação das metas globais de políticas públicas (PPJs).

Ângela Guimarães, secretária-adjunta da Secretaria Nacional de Juventude (SNJ) e presidenta do Conselho Nacional de Juventude (Conjuve), apresentou as experiências brasileiras de participação da juventude na definição das PPJs: Conferência Nacional de Juventude, Conselho Nacional de Juventude (Conjuve), Participatório, Estatuto da Juventude e os Encontros Nacionais de Conselhos Estaduais e Municipais de Juventude. “Foi de grande importância este encontro, pois tivemos oportunidade de apresentar a rica e viva experiência brasileira de participação social da juventude na definição das políticas publicas. Representantes de outros países ficaram impressionados com nossos espaços de interação com os movimentos juvenis e as nossas agendas e ações. Como resultado ficamos de criar processos de cooperação bilateral entre o governo brasileiro e governo de países interessados nessa agenda de participação social e a política da juventude”, afirmou.

Segundo Ângela, foi de grande importância reconhecer que um país com a imensidão continental e cultural do Brasil, somada à sua diversidade regional consegue ao longo de uma década ter ações concretas que impulsionaram o desenvolvimento de milhões de jovens como as políticas de inclusão social na saúde, educação, cultura, emprego, dentre outros, assim como mantém um espaço de representação plural da juventude como o Conjuve que dá o tom na formulação e avaliação das políticas de juventude e que realiza também de forma constante os encontros nacionais de conselhos, articulando numa rede nacional que vem dos conselhos municipais, passando pelos estaduais até chegar ao nacional.

“Também chamou bastante atenção dos países presentes bem como da própria ONU o fato de realizarmos grandes espaços de ausculta juvenil como a nossa conferência nacional de juventude que é precedida tanto pelas etapas formais nas cidades e estados como valoriza e estimula a diversidade juvenil por meio da realização das conferencias livres, virtual, territoriais, regionais E da consulta aos povos e comunidades tradicionais.

Apresentamos ainda o nosso Estatuto da Juventude a nossa Carta de Direitos das e dos jovens brasileiros que também foi outro destaque da experiência brasileira. Diante de tudo isso, muitos países nos demandaram intercâmbio de nossas experiências e se mostraram interessados em conferir “In loco” a terceira edição da nossa conferência nacional de juventude em 2015, ao que respondemos lhes convidamos prontamente”, explicou Ângela.

Para o jovem Eduardo Zanatta, selecionado como representante da sociedade civil via chamada pública, participar do Fórum foi uma experiência única e pôde perceber que o Brasil é uma das referências sobre PPJs para outros países: “Sou formado em Relações Internacionais e pude colocar em prática aqui neste encontro o que aprendi na teoria. E senti que nossas políticas de juventude estão no caminho certo e têm se tornado referência, como por exemplo, veio tirar dúvidas comigo um representante do Instituto de Juventude do Governo Mexicano, que queria saber sobre as nossas políticas e disse que vai basear a legislação do estatuto da juventude, para a criação da deles”, diz.

Eduardo é presidente do Conselho Municipal de Juventude (CMJ) de Balneário Camboriú/SC, e foi na delegação brasileira juntamente com Ângela Guimarães da Secretaria Nacional de Juventude (SNJ), Murilo Amatneeks do Conselho Nacional de Juventude (CONJUVE) e João Scarpelini da Assessoria Internacional da SNJ.

O I Fórum Global de Políticas de Juventude foi organizado pelo Escritório do Enviado de Juventude do Secretário-Geral da ONU e o Ministério de Juventude do Azerbaijão, juntamente com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Unesco e o Conselho da Europa.

Da redação com informações do Conjuve.