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Natasha Ramos

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“Campanhas Presidenciais. Mídia e eleições na América Latina: Brasil, Chile e Venezuela”, da autora Katia Saisi, é o tema do Debate Cedem/Unesp, que será realizado no dia 30 de setembro de 2014 às 18h30, promovido pelo Cedem – Centro de Documentação e Memória da Unesp.

As campanhas que elegeram Dilma Rousseff, Sebastián Piñera e Hugo Chávez como presidentes do Brasil, do Chile e da Venezuela são o foco da análise deste livro, que esmiúça a relação entre mídia e política nesses países. Katia Saisi acompanha a propaganda televisiva dos candidatos e a cobertura diária dos principais jornais desses países: Folha e Estado, no Brasil, El Mercurio, no Chile, e El Universal, na Venezuela. Mas antes de mergulhar no universo de cada país, a autora traça um panorama da democracia na América Latina, descrevendo os processos históricos, políticos e eleitorais dos 20 países que integram a região.

O sistema legislativo e o financiamento de partidos e campanhas eleitorais também são analisados comparativamente. O estudo identifica os princípios norteadores dos discursos dos candidatos e da cobertura jornalística sobre eles, relacionando as estratégias discursivas com os mitos políticos clássicos, mostrando que em cada país há a prevalência de um modelo, ainda que o personalismo seja uma tendência geral. Revela a ascensão de novas formas de comunicação dos candidatos (mídias alternativas, desde rádio e TVs comunitárias, celulares e redes sociais), que estão mudando o modo de se fazer política na atualidade.

Palestrantes
Kátia Saisi: graduação em jornalismo pela PUC-SP, especialização em Comunicação e Marketing, mestrado em Comunicação e Mercado – ambos pela Faculdade Cásper Líbero e doutorado em Ciências Sociais (Política) pela PUC-SP. Diretora executiva da Pluricom Comunicação Integrada e professora convidada da ECA-USP, Instituto do Legislativo Paulista e Universidade São Judas Tadeu.

Genira Chagas: jornalista, mestre em Comunicação e Semiótica e doutora em Política pela PUC-SP. Sua área de pesquisa está relacionada às telecomunicações, com foco em radiodifusão. Coordena a área de comunicação do IPPRI/Unesp (Instituto de Políticas Públicas e Relações Internacionais).

Vera Lucia Michalany Chaia: concluiu o doutorado em Ciência Politica pela Universidade de São Paulo em 1991 e a livre-docência em 2000 pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Atualmente é professora-associada na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Atua na área de Ciência Política, com ênfase em Comunicação Política, Comportamento Político e Política Brasileira. É coordenadora e pesquisadora do Neamp (Núcleo de Estudos em Arte, Mídia e Política), do Programa de Estudos Pós-Graduados em Ciências Sociais da PUC-SP e do CNPq.

Duração: 2h30
Vagas limitadas: 70

Serviço:

As inscrições são gratuitas, basta enviar nome completo, e-mail e instituição para: Sandra Santos, e-mail: [email protected] .
Certificado de participação:
Quando: 30/09/14 às 18h30
Onde: Praça da Sé, 108 – 1º andar (metrô Sé) (11) 3116–1701

Mais informações: www.cedem.unesp.br

Campanha por Mais Direitos

A pesquisa e o pesquisador são elementos fundamentais no desenvolvimento científico, cultural, artístico e social do país. Os pós-graduandos brasileiros têm exercido papel fundamental na qualificação profissional e na produção de bens e serviços através de suas pesquisas.

Contudo, muitos pós-graduandos enfrentam cotidianamente obstáculos que dificultam a permanência e conclusão de seus cursos de formação. Apesar de muitos enfrentamentos, não alcançamos ainda a valorização permanente das bolsas de pesquisa e não estamos incluídos ainda na distribuição dos recursos do Programa Nacional de Assistência Estudantil.

A luta por melhores condições de pesquisa e por mais verbas para Ciência, Tecnologia e Inovação demonstram que os pós-graduandos estão em busca de avanços e investimentos públicos na formação dos recursos humanos que o Brasil precisa. Mas, para que isso se concretize, é preciso fortalecer a pós-graduação e oferecer uma formação digna.

Um dos passos importantes nesse sentido foi a aprovação unânime, durante o 24º Congresso Nacional de Pós-Graduandos (CNPG), do Documento de Direitos e Deveres das Pós-Graduandas e Pós-Graduandos, elaborado a partir das dificuldades e potencialidades locais vivenciadas para o desenvolvimento cientifico do país, destinado a regular direitos e deveres dos pós-graduandos regularmente matriculados em Instituições de Ensino Superior públicas e privadas brasileiras, nas modalidades lato e stricto sensu.

A ANPG, portanto, como fruto dos debates do 24º CNPG e das lutas empreendidas em sua história, convoca o movimento nacional de pós-graduandos para construir a Campanha por mais Direitos aos Pós-Graduandos, reunindo apoiadores e empreendendo atividades em prol desse objetivo.

Pela valorização da pesquisa e do pesquisador, a Campanha destaca a necessidade da adoção de medidas que garantam a ampliação de direitos, dentre elas:

– Universalização e valorização das bolsas de pesquisa;

– Estabelecimento de mecanismo de reajuste anual dos valores das bolsas de pesquisa;

– Assistência Estudantil: direito à moradia universitária, bandejão, atenção à saúde, passe-livre estudantil;

– Mais condições de Pesquisa: 13a Bolsa de Pesquisa, Taxa de Bancada, Financiamento para eventos científicos, Tradução e Publicação, Auxílio Defesa, Direito a afastamento por razões de saúde, Férias, Equipamento de proteção individual (EPI), Adicional insalubridade;

– Melhoria nas relações acadêmicas: Combate ao assédio moral e sexual, orientação e atenção periódica, direito à representação discente;

– Mais verbas para Ciência e Tecnologia: Investimento de 2% do PIB brasileiro em C,T&I, Destinação dos royalties do minério para C,T&I no novo Código Mineral, Lei federal que componha os recursos do FNDCT, Aporte de recursos a cada novo projeto e programa, para que as ações correntes não sejam prejudicadas.

Participe conosco da “Campanha por mais direitos para os pós-graduandos” e divulgue a agenda de mobilização da sua instituição através do e-mail: [email protected].

Fique atento ao site e às redes sociais da ANPG e acompanhe quais serão os próximos passos da Campanha!

>> Veja o  Documento de Direito e Deveres dos Pós-Graduandos

>> Veja a Moção de Apoio à Campanha por mais Direitos para os Pós-Graduandos e Financiamento para C,T&I

Da redação

Tema: Movimento de mulheres e luta feminista na América Latina e Caribe

O Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais (CLACSO) anuncia o lançamento do Concurso de Bolsas de estudo Julieta Kirkwood “Movimentos de mulheres e luta feminista na América Latina e Caribe” direcionado a pesquisadores(as) sociais do continente latino-americano e Caribe. Esta iniciativa busca incentivar a realização de estudos originais sobe o tema e promover a exposição dos trabalhos finalistas em um seminário acadêmico internacional.

O nome do Concurso é uma homenagem à investigadora e ativista feminista chilena Julieta Kirkwood (1936-1985), cuja produção intelectual constitui um referencial teórico e político dentro do pensamento feminista do Chile e da América Latina.
Esta concurso concederá três bolsas de pesquisa de seis meses, no valor de U$ 3.000 (três mil dólares) aos ganhadores e a participação destes em um evento acadêmico internacional. As inscrições se encerram no dia 30 de novembro de 2014.

Para mais informações, acesse:
http://www.clacso.org.ar/concursos_convocatorias/becas_kirkwood.php

Ao retirar as humanidades das opções de estudo no exterior e excluir Portugal dos destinos possíveis, programa do governo no campo da educação impõe novas fronteiras ao conhecimento, aponta Renato Lessa

Por Renato Lessa

O governo brasileiro, há poucos anos, lançou um ambicioso programa de internacionalização no campo da educação, denominado ‘Ciência sem Fronteiras’. A iniciativa ganhou vulto e hoje se apresenta como prioritária no campo da cooperação científica. O programa proporciona a estudantes brasileiros – sobretudo, mas não exclusivamente, de graduação – vivência em instituições internacionais significativas.

Sendo a atividade científica uma prática, não digo sem fronteiras, mas com fronteiras distintas das geopolíticas, a exposição de jovens brasileiros a um universo mais cosmopolita é de valor indisputável. Cabe, no entanto, refletir sobre as fronteiras que acabamos por criar, mesmo em contextos nos quais cremos que estamos a eliminá-las.

Criar fronteiras e distinções é atributo humano. Mesmo em experimentos mais libertários, nos quais limites são implodidos, instituímos novos limites que, por sua vez, estabelecem novas oportunidades, inapelavelmente autolimitadas. Fora do âmbito improvável de sujeitos ungidos por uma onipotência de fundamento divino, somos seres que a todo tempo criamos novos limites.

A atividade científica, em particular, por mais induzida que seja à inovação e à descoberta, é sempre orientada por decisões de política científica que estabelecem tanto oportunidades quanto limites. Não há sociedade que não estabeleça fronteiras internas e restrições em todas as atividades que desenvolve e promove por meio de políticas de governo.

Duas fronteiras, com algum impacto restritivo, estão presentes no programa ‘Ciência sem Fronteiras’. Uma, de caráter geral, diz respeito à exclusão, do conjunto de cursos abertos ao programa, do vasto campo das humanidades. Outra, mais específica, tem a ver com a não inclusão de Portugal como país de destino dos estudantes brasileiros beneficiados pelo programa.

Crença na inovação
Em ambas, trata-se de decisões de natureza política, normais e legítimas em Estados democráticos. No entanto, é sempre importante indagar a respeito das crenças subjacentes a processos de decisão política.

A decisão política de não contemplar o conjunto das humanidades no programa decorre de uma crença nas virtudes intrínsecas da ideia de ‘inovação’. Deixo de lado o aspecto em nada incontroverso do termo, para pôr sob foco a subcrença de que a inovação tem parte necessária com progresso tecnológico e este, por sua vez, exige como condição de possibilidade a prioridade para as chamadas ciências da natureza – tanto orgânicas quanto inorgânicas.

Uma das piores formas de obscurantismo consiste em sustentar que o conhecimento científico a respeito dos processos naturais não faz parte do patrimônio cultural dos humanos, opondo, assim, ciência à cultura. Obscurantismo análogo consiste, entretanto, em supor que o esforço de conhecimento sobre processos históricos, sociais e culturais tem relevância cognitiva menor e incidência diminuta na vida prática dos humanos.

Para o bem ou para o mal, há incontáveis ‘inovações’ conceituais e práticas decorrentes do exercício reflexivo sobre a história e a vida social. A exclusão desse campo constitui fronteira injustificável do ponto de vista do conhecimento e a interposição de um limite ao desenvolvimento da capacidade de interpretação do próprio país.

As universidades portuguesas, apesar da significativa internacionalização, não são consideradas ‘parceiras’ sobretudo por serem lusófonas. A língua portuguesa é rebaixada à categoria de um idioma regional, não compatível com os padrões da linguagem científica internacional. Não se admite que o idioma português – tal como o espanhol – possa ocupar tal dimensão.

É, ademais, uma decisão de política linguística que aplica ao idioma português um efeito de menos-valia. Além disso, implica não reconhecer a excelência e o cosmopolitismo das universidades portuguesas, fortemente associadas ao conjunto do sistema universitário europeu.

Renato Lessa
Fundação Biblioteca Nacional
Instituto de Ciências Sociais
Universidade de Lisboa

Fonte: Ciência Hoje

Os artigos publicados não expressam necessariamente a opinião da ANPG e são de total responsabilidade dos autores.

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A Associação Nacional de Pós-Graduandos participou da 261ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Saúde, realizado em nos dias 11 e 12 de setembro, em Brasília. No primeiro dia de reunião, foram debatidos os temas: Criação do Instituto de Saúde Indígena (INSI), Balanço da Gestão 2008-2014 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e a apresentação da proposta de orçamento para Saúde no ano de 2015. O Diretor de Saúde da ANPG, Dalmare Sá, participou dos dois dias.

IMG-20140910-WA0008“O INSI irá nutrir parte das responsabilidades que hoje são totalmente executadas pela Secretária de Saúde Indígena – SESAI. Ficará sob sua responsabilidade serviços de atenção básica em saúde aos povos indígenas que vivem nas aldeias, além de executar ações de saneamento ambiental, edificações de saúde indígena e de fortalecimento do controle social da saúde indígena. O INSI terá ligação direta com a SESAI, o que será um marco crucial para a melhoria da qualidade no subsistema de saúde indígena. O INSI flexibilizará as formas de contratação de profissionais de saúde para atuarem nos Distritos sanitários especial indígena (DSEI), bem como fomentará a formação de profissionais de saúde originários das aldeias”, explica o Diretor de Saúde da ANPG, Dalmare Sá, que esteve presente nos dois dias.

O balanço da gestão da ANVISA apresentado pelo seu Diretor Presidente, o farmacêutico Dirceu Barbano, trouxe como pilares de sua gestão: a transparência e o diálogo, o fortalecimento institucional, melhorias das práticas regulatórias, consolidação da imagem internacional e ampliação da articulação e integração das vigilâncias sanitárias. O destaque fica na obtenção pela ANVISA da Certificação de Reconhecimento de Autoridade Reguladora de Referência Regional para Medicamentos das Américas dado pela Organização Panamericana de Saúde (OPAS) e para publicação da Portaria 736/14 que facilita a obtenção de patentes para produtos de interesse do SUS.

Por fim, foi apresentado aos conselheiros a proposta de orçamento para saúde que está em apreciação no Congresso Nacional. Desta destaco o aumento significativo do orçamento para bolsas de residência multiprofissional/médicas (passando de 352 para 680 milhões), bem como o investimento previsto de 145 milhões para pesquisa, avaliação, inovação e produção de novas tecnologias e insumos estratégicos para o SUS.

O segundo dia de reunião foi iniciado com o debate de informes da Comissão Intersetorial de Recursos Humanos, que trouxe o processo de avaliação de municípios aptos a receber cursos de medicina, para fins de ampliar o número de médicos no Brasil, 39 municípios estão adequados para tal. O próximo passo será abertura de edital para instituições privadas que tenham interesse de abrir cursos nestas localidades.

Em seguida, foi debatida a proposta de decreto que convoca a 15ª Conferência Nacional de Saúde, cujo tema será: “Saúde Pública de Qualidade para cuidar bem das Pessoas: Direito do Povo Brasileiro”, sendo esta o maior espaço de debate e consolidação do SUS.

Para finalizar a reunião tratou do detalhamento da organização final da IV Conferência Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora, que é o ápice do processo de conferências estaduais e macroregionais que ocorreram durante todo ano de 2014 em todos os estados e Distrito Federal. Foram apresentados seus eixos principais e quais serão os temas debatidos nos espaços, como diálogos temáticos e transversais.

 Da redação

Temas interdisciplinares como os processos de urbanização e a dinâmica do uso da terra na Amazônia, as mudanças socioambientais e a saúde da população serão discutidos no dia 26 de setembro, em Campinas (SP).

O evento reunirá alunos dos programas de pós-graduação do Centro de Ciência do Sistema Terrestre do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e do Núcleo de Estudos de População (NEPO) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Denominado IV Seminário da Linha de Pesquisa em População, Ambiente, Espaço e Sustentabilidade: Diálogos Transversais NEPO–INPE, o evento será realizado na Unicamp e interessados podem solicitar inscrições, até o dia 20 de setembro, através de email para Antonio Miguel Vieira Monteiro ([email protected]) com cópia para Ana Paula Dal’Asta ([email protected]).

Estão programadas três mesas temáticas: 1) Ferramentas teórico-metodológicas para a compreensão dos processos de urbanização e da dinâmica de uso e cobertura do solo na Amazônia brasileira; 2) Agro-indústria e dinâmica populacional; e 3) Mudanças socioambientais, desastres socialmente construídos e saúde da população.

Fonte: INPE

Bolsistas de mestrado e doutorado – CAPES e CNPq
Os prazos regulamentares máximos de vigência das bolsas de estudo, iguais ou superiores a 24 meses, destinadas à titulação de mestres e doutores, poderão ser prorrogados por até quatro meses, se comprovado o afastamento temporário das atividades da bolsista, provocado pela ocorrência de parto durante o período de vigência da bolsa. O afastamento temporário deverá ser formalmente comunicado à agência de fomento, acompanhado da confirmação pela Pró-Reitoria, coordenação do curso ou orientador, conforme o caso, especificando as datas de início e término do efetivo, além de documentos comprobatórios da gestação e nascimento. Observado o limite de quatro meses, não serão suspensos os pagamentos dos benefícios da bolsa durante o afastamento.

Afastamento temporário no pós-doutoramento (CAPES)
A suspensão temporária deverá ser solicitada por meio de ofício assinado pelo coordenador do projeto e encaminhado via correio, com no mínimo dois meses de antecedência. No ofício deverão constar: as datas de início e fim (dia/mês/ano) da suspensão juntamente com os motivos como, por exemplo, estágio pós-doutoral no exterior ou afastamento por motivos de saúde, entre outros. O bolsista terá a bolsa imediatamente suspensa pela área técnica na data indicada pelo coordenador do projeto. A CEX comunicará por meio de ofício o parecer de deferimento ou indeferimento da suspensão. Somente o bolsista que obtiver aprovação da suspensão via ofício, poderá ter sua bolsa reativada no sistema SAC (http://sac.capes.gov.br/sac) pela área técnica após o retorno nas suas atividades.

Resoluções próprias
Algumas universidades têm resoluções próprias acerca da licença maternidade, inclusive com a disponibilidade de cento e oitenta dias (em alguns casos). Os regimentos dos programas também podem apresentar características específicas para as licenças. Procure também a Pró-reitoria de Pós-Graduação da sua Instituição para maiores esclarecimentos, bem como a agência de fomento estadual.

Residência Multiprofissional e em Área Profissional da Saúde
De acordo com a RESOLUÇÃO Nº 3, DE 17 DE FEVEREIRO DE 2011 (CNRMS), a residente gestante ou adotante terá assegurada a licença maternidade ou licença adoção de até cento e vinte dias. A instituição responsável pelo programa de residência poderá prorrogar, nos termos da Lei nº 11.770, de 9 de setembro de 2008, quando requerido pela residente, o período de licença maternidade em até sessenta dias.

A residente é filiada ao Regime Geral de Previdência Social – RGPS como contribuinte individual e tem direito, conforme o caso, à licença maternidade de cento e vinte dias (Art. 4º, §§ 1º e 2º). Estando filiada ao RGPS, a residente precisa cumprir um período de carência de 10 meses para ter direito ao salário maternidade. Nesse caso, durante o período da licença, a residente terá direito ao salário maternidade, que será pago diretamente pela Previdência. Enquanto estiver recebendo pela Previdência, a bolsa da residente será suspensa e só voltará a ser paga quando a mesma retornar às suas atividades.

Caso o período da carência não foi cumprido, durante o período da licença, a residente não terá direito ao salário maternidade pago diretamente pela Previdência aos contribuintes individuais e nem à bolsa de Residência. A bolsa só voltará a ser ativada quando a residente retornar às atividades.

No caso de Instituições Federais de Ensino Superior financiadas pelo Ministério da Educação, a prorrogação da licença maternidade em até 60 (sessenta) dias será financiada por este Ministério. Da mesma forma, a prorrogação do treinamento em decorrência da dilatação do período da licença maternidade em até 60 (sessenta) dias também será financiada.

Recentes modalidades de formação
As recentes modalidades de formação – programas ministeriais – estão nos trazendo novas demandas no que tange a licença maternidade, inclusive sem normatização à respeito. Assim que nos acionam, estabelecemos contato (com a pós-graduanda e a secretaria ministerial) e tentamos ajudar nessas negociações. Inclusive, esse ano, conseguimos levantar questionamentos, minimizar prejuízos para as pós-graduandas, reunir comissões de deliberação e propor alteração para a regulamentação de próximas turmas, como se comprometeu a SGTES-Ministério da Saúde.

Quando o programa não conhece as regulamentações da CAPES e do CNPq
Escrevam para o fale conosco da ANPG para mais orientações.
Salário Maternidade
A segurada contribuinte individual e facultativa da Previdência Social tem direito ao Salário Maternidade (não é um salário mínimo, depende das contribuições acumuladas). Após o nascimento da criança, é possível solicitar o benefício, no caso de estar sem bolsa, rendimentos fixos ou renda própria e ter pelo menos dez contribuições.
Em casos de sentimento de violação de direitos
Procure o judiciário para uma interpretação mais favorável da situação e nesse caso, um advogado ou a defensoria pública da união entram com uma ação.
Vislumbres e possibilidades
A ANPG tem assento em comissões e conselhos superiores, inclusive no CNPq e na CAPES, o que acreditamos que potencializa as nossas conquistas e o atendimento de nossas reivindicações, enquanto coletivo de pós-graduandos. Muitas proposições vêm sendo acolhidas diante da nossa participação nesses espaços e por isso esperamos que cada vez mais os pós-graduandos tenham seus direitos/escolhas respeitados/as.
Ouvidorias
Associação Nacional de Pós-Graduandos:
http://anpg.org.br/fale.php
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação:
http://www.mct.gov.br/index.php/content/view/68390.html

Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior:
http://www.capes.gov.br/faleconosco

Regulamentações:
http://www.cnpq.br/web/guest/view//journal_content/56_INSTANCE_0oED/10157/547809
http://www.capes.gov.br/sobre-a-capes/legislacao/2340-portarias
http://www.in.gov.br/imprensa/visualiza/index.jsp?jornal=1&pagina=34&data=18/02/2011

I encontro UFPA 2

A presidenta da ANPG participou da mesa “Movimento nacional de pós-graduandos: o desafio da conquista de mais direitos”

O I Encontro de Pós-Graduandos da UFPA, realizado pela Associação de Pós-Graduandos – APG/UFPA na quinta (11) e sexta-feira (12), reuniu cerca de 270 pós-graduandos da Universidade Federal do Pará, da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), dentre outras, e teve como tema “Pesquisa e Ciência na Pós-Graduação: Avanços e Entraves”.

O objetivo do evento é reunir os estudantes de pós-graduação da Universidade Federal do Pará e de demais instituições de pós-graduação para que experiências e conhecimentos específicos sejam trocados, bem como para discutir os problemas relacionados à pesquisa e à ciência na pós-graduação, propondo encaminhamentos para a superação de dificuldades.

A cerimônia de abertura contou com pronunciamentos do pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação (Propesp/UFPA), Emmanuel Tourinho; da presidenta da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), Tamara Naiz; além do presidente da APG/UFPA e organizador do encontro, Sidney Miranda. A cerimônia destacou a importância da ciência para a disseminação do conhecimento, da produção e da divulgação local.

“Este encontro é uma grande oportunidade de debate sobre a pesquisa científica na Amazônia. Para desenvolver uma região como a nossa, é preciso investir mais em pesquisa e ciência e, principalmente, valorizar nossos pesquisadores, pois são estes que entendem e sabem quais são as problemáticas que aqui existem”, falou o presidente da Associação de Pós-Graduandos da UFPA (APG/UFPA), Sydney Miranda, na cerimônia de abertura do I Encontro de Pós-Graduandos, realizado na tarde desta quinta-feira, 11 de setembro, no Auditório de Ciências Jurídicas (ICJ), Campus Profissional da Universidade Federal do Pará (UFPA).

Foto: Alexandre Moraes/UFPA
Tamara Naiz durante o Encontro. Foto: Alexandre Moraes/UFPA

Reconhecimento
“Falar dos desafios da Pós-Graduação é necessário, pois estimula o debate e os avanços na Região Amazônica. Desde quando foi criada em 1986, a ANPG luta pela defesa da educação, ciência e tecnologia. Com nossas discussões, temos conquistado mais vagas na pós-graduação. Precisamos reconhecer que a ciência tem um grande potencial para gerar riquezas e melhorar a sociedade, quase 90% das pesquisas no Brasil são realizadas por pós-graduandos. Temos o dever de divulgar a ciência”, pontuou a presidenta da ANPG, Tamara Naiz.

Assimetria
Sidney Miranda destacou a importância de refletirmos sobre a diferença de investimentos em pesquisas realizadas nas diferentes regiões do País. “Nós sabemos que há uma assimetria na pós-graduação no Brasil, pois a maioria dos investimentos é voltada para as Regiões Sul e Sudeste. Os investimentos destinados às universidades públicas do Norte não são suficientes para melhorar o desenvolvimento científico e tecnológico na Amazônia”, explicou o presidente da APG/UFPA.


Desafio

De acordo com o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Emmanuel Tourinho, discutir os avanços e entraves é importante para o aprendizado do pós-graduando, pois o Brasil precisa ter uma elite científica e tecnológica. “Ter jovens que investem na pós-graduação é um grande desafio. Do orçamento nacional, apenas 2% são destinados à ciência e tecnologia. Quando temos mais recursos, isso impacta de maneira positiva na pós-graduação”, declarou.

Esclarecimento
Para a mestranda Brena Barros, do Programa de Pós-Graduação de Ciências Farmacêuticas da UFPA, o evento é uma maneira de reunir ideias para o debate sobre a ciência. “O encontro é uma boa oportunidade para reunir ideias de diferentes pessoas, com a finalidade de esclarecer um pouco mais sobre a ciência na graduação e na pós-graduação. Temos que incentivar sempre o conhecimento para beneficiar a sociedade”, afirmou a estudante.

Durante os dois dias do evento, foram realizadas mesas-redondas sobre os principais avanços e desafios enfrentados pelos programas de pós-graduação da UFPA. Entre os temas discutidos, estão “Pesquisa e Ciência na Amazônia”, “O movimento nacional de pós-graduandos e o desafio da conquista de mais direitos” e “Perspectivas para os próximos anos: Expansão da Pesquisa e da Ciência na Amazônia”.

Da redação com informações da UFPA