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Por força do período eleitoral, a Audiência Pública que aconteceria na Câmara Federal, na próxima quarta-feira (27), com a temática “Valorização da Ciência e dos Pesquisadores: Caminhos para o reconhecimento e implementação dos direitos dos pós-graduandos” está cancelada. Conforme notificação recebida hoje, estão impossibilitadas quaisquer atividades promovidas ou solicitadas pelos deputados nos auditórios do Congresso Nacional. Sendo assim, a diretoria da ANPG vem através desta divulgar o cancelamento da Audiência.

Mesmo sem a realização da atividade, que marcaria o início da Campanha por mais direitos para os Pós-Graduandos, a diretoria da ANPG reitera a importância do Movimento Nacional de Pós-Graduandos amplificar o diálogo com deputados, comissões e demais atores que possam impulsionar a tramitação de projetos e políticas que resultem em melhores condições de pesquisa.

A luta pela valorização da ciência e dos pesquisadores é central para os pós-graduandos brasileiros. Continue fazendo parte da luta por mais direitos, organizando ações na sua Universidade. Acompanhe as próximas atividades nacionais da Campanha por mais direitos para os pós-graduandos.

Participe!

Brasil, 25 de agosto de 2014.

 

ANPG acredita que a regulamentação e fiscalização dos cursos de especialização é um fator importante que se apresenta com muita força no sentido da garantia de direitos

O Conselho Nacional de Educação (CNE) realizou, no começo deste mês, audiência pública em Brasília para debater o Marco Regulatório dos Cursos de Pós-Graduação Lato Sensu Especialização. O evento contou com a participação da sociedade civil, do Poder Público e de representantes de entidades ligadas ao meio acadêmico e ao desenvolvimento científico e tecnológico. O texto referência, em sua 12ª versão, que serviu de base para a audiência resultou de inúmeras reuniões da Comissão formada para estudar o caso, das contribuições diversas de entidades e pessoas interessadas e especialistas no tema. A expectativa do CNE é que o marco entre em vigor em 2015.

A Comissão que analisa e estuda o marco regulatório da pós-graduação lato sensu, composta por Erasto Fortes Mendonça (Presidente), José Eustáquio Romão (Relator), Luiz Fernandes Dourado, Luiz Roberto Liza Curi e Sérgio Roberto Kieling Franco, teve a sua primeira reunião para discutir o assunto em abril de 2013. Nesta ocasião, deu-se início a série de reuniões semanais para debater o parecer que resultaria dos trabalhos da Comissão que se preocupou em fazer um levantamento histórico da pós-graduação no Brasil, incluindo a evolução do conceito de especialização como pós-graduação e sua normatização.
A criação dessa Comissão atende a uma reivindicação histórica da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), que é a necessária regulamentação da pós-graduação lato-sensu (com exceção da regulamentação dos programas de residência em saúde, consideradas como Especialização, que serão analisadas separadamente, visto suas peculiaridades que devem ser levadas em consideração).
Para a entidade, a regulamentação e acompanhamento dos cursos de especialização é uma questão que se apresenta com muita força no sentido da garantia de direitos. A ANPG esteve presente na audiência e apresentou algumas contribuições ao texto orientador do marco regulatório dos Cursos de Graduação Lato Sensu Especialização, como: a necessidade da garantia da gratuidade dos cursos nas instituições oficiais de ensino público; e a previsão e oportunidade para que o pós-graduando considerado pendente em disciplinas possa recuperar essas matérias, garantindo o sucesso de sua formação; a expedição em caráter de urgência de certificação ao pós-graduando para fins profissionais ou acadêmicos; percentual de vagas para estudantes bolsistas, inclusive com cotas sociais e étnicas; garantia de condições de estruturas física (com observância das normas de acessibilidade), tecnológica, pedagógica e de recursos humanos para atendimento aos pós-graduandos e professores, entre outras.
“Acreditamos que a pós-graduação lato-sensu é um processo importante na formação de recursos humanos, que cumpre papel importante na qualificação de profissionais para o mercado, contribuindo para a reinvenção de formas de gestão dos serviços públicos e privados, instrumentos e perspectivas de trabalho, entre outros alcances”, opina Tamara Naiz, presidenta da ANPG.
A entidade defende o fim dos cursos “caça-níqueis” e a garantia da fiscalização em prol da qualidade das especializações, além de implementação, pelo MEC, de um sistema de informações aberto ao público em geral, disponibilizando os dados nacionais referentes à pós-graduação lato sensu. A ANPG acredita que é importante a criação de novos cursos aprovados pelo MEC e que haja fiscalização, inclusive, para que o pós-graduando tenha a quem recorrer no caso de descumprimento da regulamentação.
Debater a regulamentação dos cursos de pós-graduação lato sensu apresenta elementos para discutir a democratização da educação e o zelo pela qualidade das experiências formativas.

Mudanças no novo marco regulatório

Uma das mudanças previstas no novo marco regulatório dos cursos de pós-graduação lato sensu será o certificado de especialização na mesma área de conhecimento ao estudante de mestrado ou doutorado que não defender a dissertação ou a tese no final do curso. Para aproveitar a formação e transformá-la em especialização o estudante precisa ter sido aprovado na qualificação. Esta possibilidade deverá constar no regulamento do curso de mestrado ou doutorado. Essas instituições poderão certificar os estudantes independentemente de ofertarem os cursos de especialização. Também haverá a possibilidade de os alunos aproveitarem os estudos e as atividades concluídos no mestrado ou doutorado em cursos de especialização.

O novo marco também vai ampliar a possibilidade de oferecer especializações. As instituições que oferecem mestrado ou doutorado poderão ofertar especializações na mesma área.
Além dessas instituições, poderão ofertar especializações, as escolas de Governo, desde que atendam à formação e ao desenvolvimento de servidores públicos; as instituições de pesquisa científica, públicas e privadas, na mesma área de atuação; e, as instituições de ensino superior que oferecem cursos de graduação. No entanto, para ofertarem cursos de especialização lato sensu essas instituições deverão ter conceito 4 ou superior nas avaliações de curso do Ministério da Educação (MEC) – que vão de 1 a 5. A pós-graduação deverá ser oferecida na mesma área dos cursos de graduação. Atualmente o conceito exigido é 3 e não é necessário oferecer cursos na mesma área.
O novo marco estabelece também que pelo menos 75% dos professores tenham título de mestre ou doutor e que os demais tenham, no mínimo, título de especialista na mesma área em que lecionam.
Ao fim da audiência pública, o relator conselheiro José Eustáquio Romão antecipou estar convencido sobre o caráter profissional da pós-graduação lato sensu especialização e garantiu que todas as sugestões serão avaliadas pela comissão do marco regulatório. Romão ressaltou que é descartada a possibilidade de arquivar o documento atual e recomeçar as discussões do início. “O único atendimento que não vamos poder fazer é anular tudo o que foi feito e começar da estaca zero porque seria um desrespeito a todos que trabalharam até aqui”. Ainda assim, afirmou que não está descartado o agendamento para ouvir entidades e especialistas.
O relator também salientou a necessidade de rever a referência das áreas de conhecimento utilizada pela Capes a fim de preservar a interdisciplinaridade. O próximo passo será a consolidação das propostas por Romão e a apresentação da nova versão do texto orientador do marco regulatório aos membros da comissão. Se for aprovado, seguirá ao plenário da Câmara de Ensino Superior do Conselho Nacional de Educação e, em seguida, para chancela do ministro da Educação para, então, passarem a vigorar as novas regras.

Da redação com informações da EBC

CLAE - Flávio
A ANPG participou ativamente do 17º Congresso Latino-Americano e Caribenho (CLAE), realizado de 17 a 22 de agosto, em Manágua, capital da Nicarágua. Reunindo o movimento estudantil de toda a América Latina, o evento contou com diversas mesas de debate nas quais foram discutidos diversos temas ligados à educação.

O painel intitulado “Integração e Articulação da Educação na América Latina e Caribe”, realizado na última terça-feira (19), contou com a participação do Diretor da ANPG, Flávio Franco; além do Reitor da Universidade Autônoma de Nicarágua (UNAN), Elmer Cisnero; e da Pró-Reitora de Relações Internacionais da Universidade de Integração Latino-Americana (UNILA Brasil), Giselle Ricobom.

Os conferencistas ressaltaram a importância de criar espaços institucionais entre os estados latino-americanos para promover o intercâmbio acadêmico entre estudantes e professores na América Latina.

O reitor da UNAN ressaltou a necessidade de recuperar o pensamento crítico latino-americano nas universidades como também que as universidades criem condições e possibilidades de intercambio cultural cientifico no sentido de promover a produção do ensino pautada no desenvolvimento econômico dos estados e a preservação da identidade latino-americana.

A pró-reitora da UNILA destacou a iniciativa do governo brasileiro em promover a integração da educação na América Latina através da criação desta universidade, que possibilita uma formação acadêmica voltada para compreensão das particularidades e especificidades dos diversos países que compõem a comunidade latino-americana e caribenha. Na UNILA, os estudantes têm a possibilidade de ter uma formação interdisicplinar voltada para o desenvolvimento das potencialidades que cada país tem, contribuindo, assim, com o desenvolvimento econômico de seus países.

Giselle ressaltou também que a UNILA é uma universidade composta por 50% de brasileiros e 50% de estudantes estrangeiros da América Latina (de 10 países da região, sendo a maioria da América do Sul, mas a intenção é ampliar o número de vagas); e a instituição oferece a formação bilíngüe em português e espanhol voltada para América Latina. Além disso, ela destacou que os estudantes possuem um forte acompanhamento pedagógico no decorrer de seus cursos, e ressaltou a necessidade de que os estados latino-americanos apoiem mais esta iniciativa na promoção de bolsas de estudos para custeio da vida acadêmica dos alunos estrangeiros na UNILA.

“O 17º Congresso da OCLAE é um espaço importante da luta política dos estudantes secundaristas, universitários e pós-graduandos latino-americanos e caribenhos, organizados em diversas entidades estudantis que permite a discussão dos rumos da educação na comunidade latino-americana”, opinou Flávio, Diretor da ANPG. Durante o debate, ele defendeu que os Estados devem prover uma educação pública, gratuita e de qualidade.

O painel contou com intervenções ricas de estudantes de diversos países, tendo como foco a recuperação de um pensamento crítico latino-americano que promova um ensino superior com maior mobilidade internacional entre as universidades. Também foi levantada a importância da produção do conhecimento, da Ciência e da Tecnologia voltada para a promoção do desenvolvimento econômico e para o enfrentamento das desigualdades econômicas e sociais que persistem nos estados latinos.

A importância do ENLACES
Discutir integração do ensino superior na comunidade latino-americana e caribenha é destacar o importante papel do ENLACES (Espaço Latino-Americano e Caribenho de Educação Superior) criado pela OCLAE e vinculado ao CELAC (Comunidade de Estados Latino americanos e Caribenhos), que vem contribuindo positivamente para o processo de consolidação de uma rede de setores do movimento educacional latino-americano.

A ANPG acredita que o ENLACES é um espaço político do movimento educacional latino-americano que tem conquistado bons êxitos, mas devemos fortalecê-lo cada vez mais na perspectiva de valorização do pensamento latino-americano nas universidades.

Nesta perspectiva, defendemos uma integração do ensino superior que estabeleça uma maior cooperação tecnológica e cientifica da produção do conhecimento entre as instituições de ensino superior, através da criação de um sistema de ensino que possibilite a convalidação dos créditos e diplomas entre as universidades; que haja financiamento de bolsas de estudos na graduação e pós-graduação, para a mobilidade internacional dos estudantes. Essas ações têm como foco a construção da unidade latino-americana de uma educação crítica, reflexiva, emancipatória, voltada para a construção do desenvolvimento econômico dos estados latino-americanos e caribenhos.

Da redação

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21/08/2014 – ANPG, UNE e Ubes debatem os desafios da educação durante o 17º CLAE
18/07/2014 – Principal encontro de estudantes da América Latina será realizado na Nicarágua

17 CLAE

Com muita alegria os jovens nicaraguenses estão recebendo o movimento estudantil de toda a América Latina para o 17º Congresso Latino-Americano e Caribenho (CLAE), que acontece na Universidade Nacional de Ingenuaria (UNI), na capital da Nicarágua, Manágua. É esperada a participação de 5 mil estudantes de mais de vinte países do continente no evento que começou no domingo (17) e vai até amanhã (22)

Na última terça-feira (19), as entidades estudantis brasileiras participaram de três mesas que debateram questões importantes para uma educação transformadora.

A presidenta da ANPG, Tamara Naiz, participou da mesa “Por el carácter público de la educación: la necessaria regulación de la educación privada”. Neste debate, no qual foi discutida a necessidade de regulação do ensino privado, Tamara afirmou que as entidades estudantis brasileiras já entenderam o poder da educação no processo de inclusão.

Ela destacou as consequências negativas das mudanças neoliberais no ensino superior, que pararam de investir nas universidades públicas. “Não é à toa que é brasileiro o maior grupo educacional do mundo, o Kroton, que lida com o ensino como uma mercadoria”, disse. E lembrou também da necessidade de regulamentação da graduação e da pós-graduação para que, somadas às conquistas recentes de financiamento, o movimento estudantil e educacional possa de agora em diante lutar por questões muito mais avançadas.

A presidenta da UNE, Vic Barros, apresentou um panorama da educação brasileira na mesa que discutiu financiamento e gratuidade da educação como dever do Estado. Vic afirmou que a constituição brasileira de 1988 já superou esse debate assegurando a educação como pública e gratuita. Ela ressaltou que o confronto no setor sempre foi entre o público e o privado.

A universitária relembrou o governo neoliberal da década de 90 que arquitetou uma “privatização branca”, com o sucateamento do ensino público, e o espaço livre para o crescimento do ensino privado. Além disso, na época, o ensino técnico foi esquecido. “Desde que o Lula assumiu temos melhorado, apesar de ainda termos muitas contradições. Porém, saímos de um patamar de 20 milhões para 90 milhões no investimento da educação”, destacou.

Vic ressaltou também a nacionalização do sistema de ingresso no ensino superior e as cotas para estudantes oriundos de escolas públicas como medidas importantes para a democratização do ensino. Ela lembrou da dificuldade do financiamento que pela primeira vez na história pode ser superada agora, com as conquistas suadas do movimento estudantil dos royalties do petróleo, do Pré-Sal e a aprovação do Plano Nacional de Educação que garante o encaminhamento de 10% do PIB para o setor.

A presidenta da Ubes, Bárbara Mello, participou na mesa que enfatizou o livre ingresso, o bem estar estudantil e a permanência. A líder dos secundaristas afirmou que o acesso ao ensino superior tem sido democratizado muito nos últimos anos no Brasil. Ela elencou alguns mecanismos dessa mudança, como a Lei das Cotas e o ProUni. “A expansão do ensino técnico também é muito importante. O jovem tem uma profissão antes mesmo de entrar na faculdade”, ressaltou. Para ela a formação técnica é ainda uma forma de independência para o Brasil dos EUA e países imperialistas. Ela reafirmou a necessidade de mais políticas de assistência estudantil para sustentar esses avanços.

Participaram ainda de mesas do 17º CLAE representando o Brasil: Flávio Franco, diretor da ANPG, o professor Luciano Rezende, ex-presidente da ANPG e representante da Fundação Maurício Grabois, e a Pró-Reitora de Relações Internacionais da UNILA (Universidade Federal da Integração Latino-Americana), Giselle Ricobom.

Da redação com informações de Cristiane Tada, da UNE

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18/07/2014 – Principal encontro de estudantes da América Latina será realizado na Nicarágua

comunicasul
Os encontros acontecem até o dia 11 de setembro com diversos convidados

Os processos de luta pela democratização da comunicação no continente sul-americano serão discutidos em uma série de encontros promovidos pelo ComunicaSul – Coletivo de Comunicação Colaborativa. A atividade contará com três debates, sempre às 19h de quinta-feira, com início no dia 21 de agosto até 11 de setembro.

O Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé sediará os três primeiros encontros, na Rua Rego Freitas, 454, conjunto 13 (próximo ao metrô República), em São Paulo. Já a última reunião ocorrerá no Espaço Cultural Latino-Americano (ECLA), com direito à exibição de filme e confraternização de encerramento. A entrada, em todas as noites, é gratuita.

Abrindo os Encontros ComunicaSul , Nilton Viana, editor-chefe do jornal Brasil de Fato, traça um panorama da comunicação na América do Sul, na sequência, a repórter do Vermelho, Mariana Serafini, conta sobre suas experiências na cobertura de eventos recentes no Paraguai, como as últimas eleições do país e a busca pela verdade acerca do massacre de Curuguaty e para fechar, Wagner William conta tudo sobre os bastidores de sua matéria premiada que investigou a Operação Condor.

PROGRAMAÇÃO:

21 de agosto: Abertura
-Wagner William (Vencedor do Prêmio Vladimir Herzog na categoria melhor reportagem de jornalismo investigativo, em 2013, com matéria sobre a Operação Condor)
-Nilton Viana (Brasil de Fato)
-Mariana Serafini (Portal Vermelho)

28 de agosto: A democratização da comunicação no continente sul-americano
-Leonardo Severo (Hora do Povo/CUT e autor dos livros Latifúndio Midiota e Bolívia nas ruas e urnas contra o imperialismo)
-Gustavo Codas (Economista e jornalista do Paraguai)
-Javiera Olivares (Colégio de Periodistas do Chile)
-Renata Mielli (Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé)

04 de setembro
-Marina Terra (Opera Mundi) – fala sobre a comunicação na Venezuela
-José Reinaldo (Portal Vermelho)

11 de setembro: Encerramento no ECLA (Rua da Abolição, 244 – Bexiga)
-Apresentação da primeira parte do documentário Batalha do Chile (em memória aos 41 anos da morte de Salvador Allende)
-Discotecagem Radio Maíz

Da Redação

horta USP

Na manhã da última sexta-feira (15), pós-graduandos da Universidade de São Paulo (USP) reuniram-se para conversar sobre os problemas da universidade e conhecer um projeto de extensão Criando Terras concebido e conduzido pelos integrantes do Programa de Pós-Graduação em Ciência Ambiental no Instituto de Energia e Ambiente (IEE).

“Perante a greve, estávamos pensando em como poderíamos participar disso de maneira ativa e não convencional. Como esse projeto sofreu corte por conta dessa situação da universidade, achamos que tinha tudo a ver promover a atividade, que, de alguma forma, dialoga com as questões levantadas pela paralisação”, diz Henrique Kefalas, mestrando em Ciência Ambiental e um dos coordenadores do projeto de extensão Criando Terra no IEE.

Os estudantes organizaram um café da manhã comunitário e apresentaram seu projeto de extensão, modalidade que raramente inclui a categoria de pós-graduandos na USP. A estrutura da horta é tradicional, com canteiros de alvenaria retangulares, que foram reaproveitados de uma antiga iniciativa dos funcionários. Mas, a distribuição das diversas espécies vegetais é feita de modo não-convencional, cujos espaços não são regularmente delimitados para cada cultura. “Nós retomamos essa iniciativa dos funcionários e começamos a cultivar a horta com um sistema não tradicional, que envolve permacultura, sustentabilidade, agricultura familiar e urbana”, explica Henrique.

Desse modo, plantas aromáticas – como a hortelã – protegem as vizinhas de insetos, folhas secas – espalhadas por todo solo – servem de adubo e retém a umidade do solo e parte do espaço é coberto com vários centímetros de folhas, palha, galhos e outros materiais orgânicos preparando a terra para o plantio.

Após o financiamento do Criando Terra no IEE ter sido aprovado juridicamente nas instâncias deliberativas da universidade, em julho de 2013, oito estudantes (4 de graduação e 4 de pós-graduação) resolveram tocar o projeto voluntariamente, enquanto esperavam o recurso sair. Não contavam, no entanto, que isso demoraria cerca de um ano para acontecer.

“Nós concorremos e ganhamos um edital de sustentabilidade socioambiental lançado pela SGA (Superintendência de Gestão Ambiental) no ano passado, mas o recurso, que, à princípio, havia sido liberado, foi congelado no começo do ano. Agora, parte da verba foi repassada, pois o instituto entendeu que o projeto era estratégico para fortalecer a pós-graduação em Ciência Ambiental”, explica Henrique.

Segundo Joaquim Alves da Silva Junior, mestrando em Ciência Ambiental e outro coordenador do projeto, com a crise na USP que afetou diversos âmbitos da universidade, o recurso destinado para o edital foi reduzido de R$ 50.000 para R$ 30.000. Este valor só foi liberado para o Instituto agora em junho. Mas, “por questões burocráticas, ainda não conseguimos movimentar esse recurso”, explica Joaquim.

Entre os temas debatidos na atividade de sexta destacam-se a importância da extensão na pós-graduação, a resistência da comunidade acadêmica a essas iniciativas e a necessidade de interação entre os pós-graduandos de toda a universidade para o surgimento de outras iniciativas colaborativas. Após a conversa, os presentes foram convidados a plantar mudas e sementes na horta, colocando em prática o que aprenderam com os responsáveis pelo espaço.

“Foi gratificante realizar essa atividade, pois saimos dos esquemas de assembleia, que, apesar de importantes, acabam não promovendo uma outra metodologia de participação dos alunos de graduação e pós-graduação. Também, foi a primeira vez que conseguimos levar alguém da APG da Capital para conhecer o projeto”, explica Joaquim.

A visita ao programa faz parte das atividades proposta pelos pós-graduandos da USP-Capital durante a greve que se estende por 80 dias.

Da redação com colaboração de Phillipe Pessoa e Mariana Moura

Proposta de cotas do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da USP é aprovado no CCP (Conselho Consultivo de Pós-Graduação). Ainda falta ser aprovado em duas instâncias para entrar em vigor

cotas na pós-graduaçãoUma Comissão de Cotas do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da USP foi criada para estudar formas de se estabelecer cotas para os chamados PPIS (pretos, pardos, indígenas e pessoas com deficiência).

O trabalho inicial dessa Comissão foi estudar o regimento e normas do programa de pós-graduação para verificar se havia possíveis empecilhos. Depois, o grupo estudou processos e editais de pós-graduação que já possuem ações afirmativas e política de cotas. “Em Antropologia, existem políticas de cotas em programas de pós, por exemplo, da UnB e UFRJ e está crescendo”, explica Jacqueline Moraes Teixeira, doutoranda e membro da Comissão de Cotas do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da USP.

A Comissão optou pela escolha do teto (em vez do piso) para estabelecer quantas pessoas serão contempladas por essa política de cotas. “Optamos pela reserva de vagas, em vez de número de vagas. Será reservado uma porcentagem do número total de vagas oferecidas anualmente. Assim, 20% para pretos e pardos e 5% para pessoas portadoras de deficiência. No caso de indígenas, optamos pela criação de vagas, pois esses povos trazem algumas especificidades em relação à língua e sua formação acadêmica, que não necessariamente obedece a lógica clássica que temos na universidade. Então, no caso deles, faríamos um processo separado do geral, e criaríamos duas vagas anualmente para os povos indígenas”, explica Jacqueline.

Para terem direito às cotas, seria necessária uma auto-declaração em todas as categorias. O que diferencia um grupo de outro seria a necessidade de apresentar alguns documentos específicos que deverão ser entregues no ato da inscrição. No caso dos pretos e pardos, a documentação é a mesma, apenas é necessário escolher essa opção no ato da inscrição.

No caso de pessoas portadoras de deficiência, diferente do que acontece na maioria das instituições universitárias que possuem política de cotas para esse grupo, que solicita uma declaração médica com a descrição do que a pessoa possui, a Comissão optou pela apresentação de um memorial escrito pelo candidato, que descreva a sua vida e quais foram e são suas limitações físicas, o que, segundo Jacqueline, ajudaria o programa, inclusive, a pensar ajustes e melhorias para atender essas pessoas. E, no caso dos povos indígenas, seria necessário, no ato da inscrição, entregar também um memorial, no qual ele deve dizer sua etnia, trajetória acadêmica e sua formação.

Instâncias deliberativas

Para o programa de cotas do Programa de Pós Graduação em Antropologia Social da USP entrar em vigor, ele deve ser aprovado por três instâncias deliberativas. A primeira delas, o CCP (Conselho Consultivo de Pós-Graduação), que reúne os professores do programa, já aprovou o projeto. Resta ainda, o programa passar pelo crivo do CPG (Comissão de Pós-Graduação), que reúne os coordenadores de pós-graduação daquela unidade, no caso, a FFLCH; e pela Câmara de Normas e Recrusos (CaN) da USP, por onde passam todas as propostas de mudanças de estatuto e de procedimentos.

É só após a aprovação nessas três instâncias que poderá ser implementado o processo seletivo para cotistas do programa. “Estamos no momento de fomentar apoio político de várias instâncias e mobilizar a opinião pública a nosso favor para o projeto seja implementado”, comentou Jacqueline.

Da redação

Oferecido pela terceira vez totalmente à distância e aberto para qualquer usuário, o curso de difusão tecnológica “Laboratório de introdução ao processamento de imagens e reconhecimento de padrões utilizando a linguagem Python e biblioteca Numpy” é uma iniciativa da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (FEEC) da Unicamp com o apoio da Escola de Extensão da Unicamp (Extecamp). Seus principais objetivos são aprimorar as habilidades de programação dos alunos utilizando o modelo matricial, evitando o uso de comandos explícitos de laço, e introduzir conceitos práticos de processamento de imagens e reconhecimentos de padrões. O curso também visa difundir o uso do pacote numérico Numpy e propiciar um ambiente moderno de aprendizagem teórico-prática de programação matricial utilizando a plataforma colaborativa Adessowiki.

Como o semestre letivo em universidades como a Unicamp foi adiado para início de setembro, este curso online também foi prorrogado. Desta forma, as inscrições estarão abertas até 29 de agosto através do link http://adessowiki.fee.unicamp.br/adesso-1 e o curso será ministrado de 31 de agosto a 4 de outubro de 2014. Seu público alvo envolve estudantes de graduação e pós-graduação interessados em aperfeiçoar suas habilidades de programação em processamento de imagens e reconhecimento de padrões baseados em imagens, bem como profissionais que trabalham no desenvolvimento de software de processamento de imagens. O curso tem como pré-requisitos habilidade de programação científica em C/C++, Java, MATLAB ou outras linguagens equivalentes, além de curso superior completo ou incompleto com ênfase em engenharia ou disciplinas que exijam conhecimento em Programação, Álgebra, Cálculo e Estatística. “Ao longo de cinco semanas, os participantes desenvolvem atividades e programações e podem comparar suas soluções com as dos demais alunos. O ambiente favorece o espírito de coletividade e o estímulo à interação e ao aprendizado”, ressalta Roberto Lotufo, professor responsável pelo curso.
Priscila Saboia, aluna de doutorado do Instituto de Computação da Unicamp, e Rossana Kantor, aluna do Ensino a Distância (EAD) “Docência no Ensino Superior” com especialização EAD, concordam que a interação é o grande diferencial deste curso on-line. “Participei da segunda edição e serei assistente voluntária da próxima. O principal destaque é que as respostas do curso são quase instantâneas e específicas. A abertura de tarefas e a colaboração entre os colegas gera um aprendizado ainda maior. Foi uma troca de experiência valiosa”, lembra Priscila. “Para mim este foi o melhor curso EAD que fiz. A sensação é a de estar em uma sala de aula presencial, pois o sistema é colaborativo e você conhece outras pessoas e sente vontade de aprender e ajudar. Além disso, o curso invoca as pessoas a participarem das discussões e há uma competitividade saudável e natural”, opina Rossana, participante da primeira edição e assistente voluntária da última edição.
Para Lotufo, a plataforma, o sistema de comentários, apoio de colegas, a leitura dos programas feitos pelos colegas, reconhecimento e participação ativa do professor promove espírito de equipe e participação coletiva. Espera-se que o aluno tenha dedicação mínima de oito horas semanais. “O participante desenvolverá diversas atividades além de três programas conceituais e realizará um teste por semana, totalizando 15 programas e cinco testes ao final”, explica o professor. Para mais informações sobre o curso acesse http://adessowiki.fee.unicamp.br/adesso/wiki/main/cursonumpypirp3e/view/.

Da redação

Assembleia APG UFU

Na última segunda-feira (11), foi realizada a Assembleia Geral da APG da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) para debater as pautas 1. Eleição de Comissão Provisória e 2. Organização da Eleição da Coordenadoria da APG/UFU. O evento contou com a presença de trinta e um estudantes de pós-graduação.

Sobre a primeira pauta, a assembleia deliberou por unanimidade pela constituição de uma Comissão Provisória para administrar a entidade até a eleição de uma nova coordenadoria e que o pleito deverá ser organizado no menor prazo possível.

Já sobre sobre a segunda pauta, foi deliberado com a maioria de doze votos a favor e onze contra que o pleito para a eleição da nova Coordenadoria da entidade acontecerá de forma virtual, devendo a Comissão Provisória providenciar os meios técnicos e informacionais para a realização da votação eletrônica, assegurando a transparência do processo. Também foi decidido por consenso entre os participantes, que deverá ser realizada uma reforma no estatuto da entidade, quando da convocação da próxima assembleia, e que o mandato da gestão que será eleita no próximo pleito terá apenas um ano de duração.

“O próximo passo agora é organizarmos as eleições, que será por meio virtual como desejávamos”, comenta Alecilda Oliveira, mestranda em Ciências Sociais e membro da Comissão Provisória votada na Assembleia em questão.

Da redação com informações da APG UFU

Após longa negociação, APG UNIFESP conquista o direito ao auxílio nos Restaurantes Universitários para os pós-graduandos

Após negociações com a Associação dos Pós-Graduandos (APG) da UNIFESP, a Reitoria da universidade, por meio das Pró-Reitoriais de Assuntos Estudantis e de Pós-Graduação e Pesquisa, aprovou a concessão do subsídio nos restaurantes universitários aos pós-graduandos de cursos stricto senso da Universidade (doutorandos e mestrandos).

Conforme aprovado no Conselho de Assuntos Estudantis (CAE), o valor a ser pago pelo estudante de pós-graduação em todos os campi será de R$ 3,50 ainda em 2014. Antes, o valor pago pelos pós-graduandos era o mesmo preço para visitante, ou seja, de R$ 9,50, com a empresa que assumiu recentemente.

As negociações entre a APG da UNIFESP e a Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE) já duravam cerca de um ano. A verba que a Universidade disponibilizou foi de R$ 500.000, que foi dividido proporcionalmente entre os campi que possuem programas de pós-graduação, baseado na quantidade de pós-graduandos em cada unidade.

Questões operacionais
Devido a questões operacionais, temporariamente e excepcionalmente, a partir de 18 de agosto e pelos próximos dois meses, o subsídio concedido aos estudantes de pós-graduação será igual ao dos estudantes de graduação, ou seja, R$ 2,50 (dois reais e cinqüenta centavos).

Segundo a PRAE, assim que as questões técnicas para implantação forem solucionadas, o valor passará a ser o aprovado no Conselho de Assuntos Estudantis (R$ 3,50).

Da redação