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CLAE - Flávio
A ANPG participou ativamente do 17º Congresso Latino-Americano e Caribenho (CLAE), realizado de 17 a 22 de agosto, em Manágua, capital da Nicarágua. Reunindo o movimento estudantil de toda a América Latina, o evento contou com diversas mesas de debate nas quais foram discutidos diversos temas ligados à educação.

O painel intitulado “Integração e Articulação da Educação na América Latina e Caribe”, realizado na última terça-feira (19), contou com a participação do Diretor da ANPG, Flávio Franco; além do Reitor da Universidade Autônoma de Nicarágua (UNAN), Elmer Cisnero; e da Pró-Reitora de Relações Internacionais da Universidade de Integração Latino-Americana (UNILA Brasil), Giselle Ricobom.

Os conferencistas ressaltaram a importância de criar espaços institucionais entre os estados latino-americanos para promover o intercâmbio acadêmico entre estudantes e professores na América Latina.

O reitor da UNAN ressaltou a necessidade de recuperar o pensamento crítico latino-americano nas universidades como também que as universidades criem condições e possibilidades de intercambio cultural cientifico no sentido de promover a produção do ensino pautada no desenvolvimento econômico dos estados e a preservação da identidade latino-americana.

A pró-reitora da UNILA destacou a iniciativa do governo brasileiro em promover a integração da educação na América Latina através da criação desta universidade, que possibilita uma formação acadêmica voltada para compreensão das particularidades e especificidades dos diversos países que compõem a comunidade latino-americana e caribenha. Na UNILA, os estudantes têm a possibilidade de ter uma formação interdisicplinar voltada para o desenvolvimento das potencialidades que cada país tem, contribuindo, assim, com o desenvolvimento econômico de seus países.

Giselle ressaltou também que a UNILA é uma universidade composta por 50% de brasileiros e 50% de estudantes estrangeiros da América Latina (de 10 países da região, sendo a maioria da América do Sul, mas a intenção é ampliar o número de vagas); e a instituição oferece a formação bilíngüe em português e espanhol voltada para América Latina. Além disso, ela destacou que os estudantes possuem um forte acompanhamento pedagógico no decorrer de seus cursos, e ressaltou a necessidade de que os estados latino-americanos apoiem mais esta iniciativa na promoção de bolsas de estudos para custeio da vida acadêmica dos alunos estrangeiros na UNILA.

“O 17º Congresso da OCLAE é um espaço importante da luta política dos estudantes secundaristas, universitários e pós-graduandos latino-americanos e caribenhos, organizados em diversas entidades estudantis que permite a discussão dos rumos da educação na comunidade latino-americana”, opinou Flávio, Diretor da ANPG. Durante o debate, ele defendeu que os Estados devem prover uma educação pública, gratuita e de qualidade.

O painel contou com intervenções ricas de estudantes de diversos países, tendo como foco a recuperação de um pensamento crítico latino-americano que promova um ensino superior com maior mobilidade internacional entre as universidades. Também foi levantada a importância da produção do conhecimento, da Ciência e da Tecnologia voltada para a promoção do desenvolvimento econômico e para o enfrentamento das desigualdades econômicas e sociais que persistem nos estados latinos.

A importância do ENLACES
Discutir integração do ensino superior na comunidade latino-americana e caribenha é destacar o importante papel do ENLACES (Espaço Latino-Americano e Caribenho de Educação Superior) criado pela OCLAE e vinculado ao CELAC (Comunidade de Estados Latino americanos e Caribenhos), que vem contribuindo positivamente para o processo de consolidação de uma rede de setores do movimento educacional latino-americano.

A ANPG acredita que o ENLACES é um espaço político do movimento educacional latino-americano que tem conquistado bons êxitos, mas devemos fortalecê-lo cada vez mais na perspectiva de valorização do pensamento latino-americano nas universidades.

Nesta perspectiva, defendemos uma integração do ensino superior que estabeleça uma maior cooperação tecnológica e cientifica da produção do conhecimento entre as instituições de ensino superior, através da criação de um sistema de ensino que possibilite a convalidação dos créditos e diplomas entre as universidades; que haja financiamento de bolsas de estudos na graduação e pós-graduação, para a mobilidade internacional dos estudantes. Essas ações têm como foco a construção da unidade latino-americana de uma educação crítica, reflexiva, emancipatória, voltada para a construção do desenvolvimento econômico dos estados latino-americanos e caribenhos.

Da redação

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21/08/2014 – ANPG, UNE e Ubes debatem os desafios da educação durante o 17º CLAE
18/07/2014 – Principal encontro de estudantes da América Latina será realizado na Nicarágua

17 CLAE

Com muita alegria os jovens nicaraguenses estão recebendo o movimento estudantil de toda a América Latina para o 17º Congresso Latino-Americano e Caribenho (CLAE), que acontece na Universidade Nacional de Ingenuaria (UNI), na capital da Nicarágua, Manágua. É esperada a participação de 5 mil estudantes de mais de vinte países do continente no evento que começou no domingo (17) e vai até amanhã (22)

Na última terça-feira (19), as entidades estudantis brasileiras participaram de três mesas que debateram questões importantes para uma educação transformadora.

A presidenta da ANPG, Tamara Naiz, participou da mesa “Por el carácter público de la educación: la necessaria regulación de la educación privada”. Neste debate, no qual foi discutida a necessidade de regulação do ensino privado, Tamara afirmou que as entidades estudantis brasileiras já entenderam o poder da educação no processo de inclusão.

Ela destacou as consequências negativas das mudanças neoliberais no ensino superior, que pararam de investir nas universidades públicas. “Não é à toa que é brasileiro o maior grupo educacional do mundo, o Kroton, que lida com o ensino como uma mercadoria”, disse. E lembrou também da necessidade de regulamentação da graduação e da pós-graduação para que, somadas às conquistas recentes de financiamento, o movimento estudantil e educacional possa de agora em diante lutar por questões muito mais avançadas.

A presidenta da UNE, Vic Barros, apresentou um panorama da educação brasileira na mesa que discutiu financiamento e gratuidade da educação como dever do Estado. Vic afirmou que a constituição brasileira de 1988 já superou esse debate assegurando a educação como pública e gratuita. Ela ressaltou que o confronto no setor sempre foi entre o público e o privado.

A universitária relembrou o governo neoliberal da década de 90 que arquitetou uma “privatização branca”, com o sucateamento do ensino público, e o espaço livre para o crescimento do ensino privado. Além disso, na época, o ensino técnico foi esquecido. “Desde que o Lula assumiu temos melhorado, apesar de ainda termos muitas contradições. Porém, saímos de um patamar de 20 milhões para 90 milhões no investimento da educação”, destacou.

Vic ressaltou também a nacionalização do sistema de ingresso no ensino superior e as cotas para estudantes oriundos de escolas públicas como medidas importantes para a democratização do ensino. Ela lembrou da dificuldade do financiamento que pela primeira vez na história pode ser superada agora, com as conquistas suadas do movimento estudantil dos royalties do petróleo, do Pré-Sal e a aprovação do Plano Nacional de Educação que garante o encaminhamento de 10% do PIB para o setor.

A presidenta da Ubes, Bárbara Mello, participou na mesa que enfatizou o livre ingresso, o bem estar estudantil e a permanência. A líder dos secundaristas afirmou que o acesso ao ensino superior tem sido democratizado muito nos últimos anos no Brasil. Ela elencou alguns mecanismos dessa mudança, como a Lei das Cotas e o ProUni. “A expansão do ensino técnico também é muito importante. O jovem tem uma profissão antes mesmo de entrar na faculdade”, ressaltou. Para ela a formação técnica é ainda uma forma de independência para o Brasil dos EUA e países imperialistas. Ela reafirmou a necessidade de mais políticas de assistência estudantil para sustentar esses avanços.

Participaram ainda de mesas do 17º CLAE representando o Brasil: Flávio Franco, diretor da ANPG, o professor Luciano Rezende, ex-presidente da ANPG e representante da Fundação Maurício Grabois, e a Pró-Reitora de Relações Internacionais da UNILA (Universidade Federal da Integração Latino-Americana), Giselle Ricobom.

Da redação com informações de Cristiane Tada, da UNE

Matéria relacionada

18/07/2014 – Principal encontro de estudantes da América Latina será realizado na Nicarágua

comunicasul
Os encontros acontecem até o dia 11 de setembro com diversos convidados

Os processos de luta pela democratização da comunicação no continente sul-americano serão discutidos em uma série de encontros promovidos pelo ComunicaSul – Coletivo de Comunicação Colaborativa. A atividade contará com três debates, sempre às 19h de quinta-feira, com início no dia 21 de agosto até 11 de setembro.

O Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé sediará os três primeiros encontros, na Rua Rego Freitas, 454, conjunto 13 (próximo ao metrô República), em São Paulo. Já a última reunião ocorrerá no Espaço Cultural Latino-Americano (ECLA), com direito à exibição de filme e confraternização de encerramento. A entrada, em todas as noites, é gratuita.

Abrindo os Encontros ComunicaSul , Nilton Viana, editor-chefe do jornal Brasil de Fato, traça um panorama da comunicação na América do Sul, na sequência, a repórter do Vermelho, Mariana Serafini, conta sobre suas experiências na cobertura de eventos recentes no Paraguai, como as últimas eleições do país e a busca pela verdade acerca do massacre de Curuguaty e para fechar, Wagner William conta tudo sobre os bastidores de sua matéria premiada que investigou a Operação Condor.

PROGRAMAÇÃO:

21 de agosto: Abertura
-Wagner William (Vencedor do Prêmio Vladimir Herzog na categoria melhor reportagem de jornalismo investigativo, em 2013, com matéria sobre a Operação Condor)
-Nilton Viana (Brasil de Fato)
-Mariana Serafini (Portal Vermelho)

28 de agosto: A democratização da comunicação no continente sul-americano
-Leonardo Severo (Hora do Povo/CUT e autor dos livros Latifúndio Midiota e Bolívia nas ruas e urnas contra o imperialismo)
-Gustavo Codas (Economista e jornalista do Paraguai)
-Javiera Olivares (Colégio de Periodistas do Chile)
-Renata Mielli (Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé)

04 de setembro
-Marina Terra (Opera Mundi) – fala sobre a comunicação na Venezuela
-José Reinaldo (Portal Vermelho)

11 de setembro: Encerramento no ECLA (Rua da Abolição, 244 – Bexiga)
-Apresentação da primeira parte do documentário Batalha do Chile (em memória aos 41 anos da morte de Salvador Allende)
-Discotecagem Radio Maíz

Da Redação

horta USP

Na manhã da última sexta-feira (15), pós-graduandos da Universidade de São Paulo (USP) reuniram-se para conversar sobre os problemas da universidade e conhecer um projeto de extensão Criando Terras concebido e conduzido pelos integrantes do Programa de Pós-Graduação em Ciência Ambiental no Instituto de Energia e Ambiente (IEE).

“Perante a greve, estávamos pensando em como poderíamos participar disso de maneira ativa e não convencional. Como esse projeto sofreu corte por conta dessa situação da universidade, achamos que tinha tudo a ver promover a atividade, que, de alguma forma, dialoga com as questões levantadas pela paralisação”, diz Henrique Kefalas, mestrando em Ciência Ambiental e um dos coordenadores do projeto de extensão Criando Terra no IEE.

Os estudantes organizaram um café da manhã comunitário e apresentaram seu projeto de extensão, modalidade que raramente inclui a categoria de pós-graduandos na USP. A estrutura da horta é tradicional, com canteiros de alvenaria retangulares, que foram reaproveitados de uma antiga iniciativa dos funcionários. Mas, a distribuição das diversas espécies vegetais é feita de modo não-convencional, cujos espaços não são regularmente delimitados para cada cultura. “Nós retomamos essa iniciativa dos funcionários e começamos a cultivar a horta com um sistema não tradicional, que envolve permacultura, sustentabilidade, agricultura familiar e urbana”, explica Henrique.

Desse modo, plantas aromáticas – como a hortelã – protegem as vizinhas de insetos, folhas secas – espalhadas por todo solo – servem de adubo e retém a umidade do solo e parte do espaço é coberto com vários centímetros de folhas, palha, galhos e outros materiais orgânicos preparando a terra para o plantio.

Após o financiamento do Criando Terra no IEE ter sido aprovado juridicamente nas instâncias deliberativas da universidade, em julho de 2013, oito estudantes (4 de graduação e 4 de pós-graduação) resolveram tocar o projeto voluntariamente, enquanto esperavam o recurso sair. Não contavam, no entanto, que isso demoraria cerca de um ano para acontecer.

“Nós concorremos e ganhamos um edital de sustentabilidade socioambiental lançado pela SGA (Superintendência de Gestão Ambiental) no ano passado, mas o recurso, que, à princípio, havia sido liberado, foi congelado no começo do ano. Agora, parte da verba foi repassada, pois o instituto entendeu que o projeto era estratégico para fortalecer a pós-graduação em Ciência Ambiental”, explica Henrique.

Segundo Joaquim Alves da Silva Junior, mestrando em Ciência Ambiental e outro coordenador do projeto, com a crise na USP que afetou diversos âmbitos da universidade, o recurso destinado para o edital foi reduzido de R$ 50.000 para R$ 30.000. Este valor só foi liberado para o Instituto agora em junho. Mas, “por questões burocráticas, ainda não conseguimos movimentar esse recurso”, explica Joaquim.

Entre os temas debatidos na atividade de sexta destacam-se a importância da extensão na pós-graduação, a resistência da comunidade acadêmica a essas iniciativas e a necessidade de interação entre os pós-graduandos de toda a universidade para o surgimento de outras iniciativas colaborativas. Após a conversa, os presentes foram convidados a plantar mudas e sementes na horta, colocando em prática o que aprenderam com os responsáveis pelo espaço.

“Foi gratificante realizar essa atividade, pois saimos dos esquemas de assembleia, que, apesar de importantes, acabam não promovendo uma outra metodologia de participação dos alunos de graduação e pós-graduação. Também, foi a primeira vez que conseguimos levar alguém da APG da Capital para conhecer o projeto”, explica Joaquim.

A visita ao programa faz parte das atividades proposta pelos pós-graduandos da USP-Capital durante a greve que se estende por 80 dias.

Da redação com colaboração de Phillipe Pessoa e Mariana Moura

Proposta de cotas do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da USP é aprovado no CCP (Conselho Consultivo de Pós-Graduação). Ainda falta ser aprovado em duas instâncias para entrar em vigor

cotas na pós-graduaçãoUma Comissão de Cotas do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da USP foi criada para estudar formas de se estabelecer cotas para os chamados PPIS (pretos, pardos, indígenas e pessoas com deficiência).

O trabalho inicial dessa Comissão foi estudar o regimento e normas do programa de pós-graduação para verificar se havia possíveis empecilhos. Depois, o grupo estudou processos e editais de pós-graduação que já possuem ações afirmativas e política de cotas. “Em Antropologia, existem políticas de cotas em programas de pós, por exemplo, da UnB e UFRJ e está crescendo”, explica Jacqueline Moraes Teixeira, doutoranda e membro da Comissão de Cotas do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da USP.

A Comissão optou pela escolha do teto (em vez do piso) para estabelecer quantas pessoas serão contempladas por essa política de cotas. “Optamos pela reserva de vagas, em vez de número de vagas. Será reservado uma porcentagem do número total de vagas oferecidas anualmente. Assim, 20% para pretos e pardos e 5% para pessoas portadoras de deficiência. No caso de indígenas, optamos pela criação de vagas, pois esses povos trazem algumas especificidades em relação à língua e sua formação acadêmica, que não necessariamente obedece a lógica clássica que temos na universidade. Então, no caso deles, faríamos um processo separado do geral, e criaríamos duas vagas anualmente para os povos indígenas”, explica Jacqueline.

Para terem direito às cotas, seria necessária uma auto-declaração em todas as categorias. O que diferencia um grupo de outro seria a necessidade de apresentar alguns documentos específicos que deverão ser entregues no ato da inscrição. No caso dos pretos e pardos, a documentação é a mesma, apenas é necessário escolher essa opção no ato da inscrição.

No caso de pessoas portadoras de deficiência, diferente do que acontece na maioria das instituições universitárias que possuem política de cotas para esse grupo, que solicita uma declaração médica com a descrição do que a pessoa possui, a Comissão optou pela apresentação de um memorial escrito pelo candidato, que descreva a sua vida e quais foram e são suas limitações físicas, o que, segundo Jacqueline, ajudaria o programa, inclusive, a pensar ajustes e melhorias para atender essas pessoas. E, no caso dos povos indígenas, seria necessário, no ato da inscrição, entregar também um memorial, no qual ele deve dizer sua etnia, trajetória acadêmica e sua formação.

Instâncias deliberativas

Para o programa de cotas do Programa de Pós Graduação em Antropologia Social da USP entrar em vigor, ele deve ser aprovado por três instâncias deliberativas. A primeira delas, o CCP (Conselho Consultivo de Pós-Graduação), que reúne os professores do programa, já aprovou o projeto. Resta ainda, o programa passar pelo crivo do CPG (Comissão de Pós-Graduação), que reúne os coordenadores de pós-graduação daquela unidade, no caso, a FFLCH; e pela Câmara de Normas e Recrusos (CaN) da USP, por onde passam todas as propostas de mudanças de estatuto e de procedimentos.

É só após a aprovação nessas três instâncias que poderá ser implementado o processo seletivo para cotistas do programa. “Estamos no momento de fomentar apoio político de várias instâncias e mobilizar a opinião pública a nosso favor para o projeto seja implementado”, comentou Jacqueline.

Da redação

Oferecido pela terceira vez totalmente à distância e aberto para qualquer usuário, o curso de difusão tecnológica “Laboratório de introdução ao processamento de imagens e reconhecimento de padrões utilizando a linguagem Python e biblioteca Numpy” é uma iniciativa da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (FEEC) da Unicamp com o apoio da Escola de Extensão da Unicamp (Extecamp). Seus principais objetivos são aprimorar as habilidades de programação dos alunos utilizando o modelo matricial, evitando o uso de comandos explícitos de laço, e introduzir conceitos práticos de processamento de imagens e reconhecimentos de padrões. O curso também visa difundir o uso do pacote numérico Numpy e propiciar um ambiente moderno de aprendizagem teórico-prática de programação matricial utilizando a plataforma colaborativa Adessowiki.

Como o semestre letivo em universidades como a Unicamp foi adiado para início de setembro, este curso online também foi prorrogado. Desta forma, as inscrições estarão abertas até 29 de agosto através do link http://adessowiki.fee.unicamp.br/adesso-1 e o curso será ministrado de 31 de agosto a 4 de outubro de 2014. Seu público alvo envolve estudantes de graduação e pós-graduação interessados em aperfeiçoar suas habilidades de programação em processamento de imagens e reconhecimento de padrões baseados em imagens, bem como profissionais que trabalham no desenvolvimento de software de processamento de imagens. O curso tem como pré-requisitos habilidade de programação científica em C/C++, Java, MATLAB ou outras linguagens equivalentes, além de curso superior completo ou incompleto com ênfase em engenharia ou disciplinas que exijam conhecimento em Programação, Álgebra, Cálculo e Estatística. “Ao longo de cinco semanas, os participantes desenvolvem atividades e programações e podem comparar suas soluções com as dos demais alunos. O ambiente favorece o espírito de coletividade e o estímulo à interação e ao aprendizado”, ressalta Roberto Lotufo, professor responsável pelo curso.
Priscila Saboia, aluna de doutorado do Instituto de Computação da Unicamp, e Rossana Kantor, aluna do Ensino a Distância (EAD) “Docência no Ensino Superior” com especialização EAD, concordam que a interação é o grande diferencial deste curso on-line. “Participei da segunda edição e serei assistente voluntária da próxima. O principal destaque é que as respostas do curso são quase instantâneas e específicas. A abertura de tarefas e a colaboração entre os colegas gera um aprendizado ainda maior. Foi uma troca de experiência valiosa”, lembra Priscila. “Para mim este foi o melhor curso EAD que fiz. A sensação é a de estar em uma sala de aula presencial, pois o sistema é colaborativo e você conhece outras pessoas e sente vontade de aprender e ajudar. Além disso, o curso invoca as pessoas a participarem das discussões e há uma competitividade saudável e natural”, opina Rossana, participante da primeira edição e assistente voluntária da última edição.
Para Lotufo, a plataforma, o sistema de comentários, apoio de colegas, a leitura dos programas feitos pelos colegas, reconhecimento e participação ativa do professor promove espírito de equipe e participação coletiva. Espera-se que o aluno tenha dedicação mínima de oito horas semanais. “O participante desenvolverá diversas atividades além de três programas conceituais e realizará um teste por semana, totalizando 15 programas e cinco testes ao final”, explica o professor. Para mais informações sobre o curso acesse http://adessowiki.fee.unicamp.br/adesso/wiki/main/cursonumpypirp3e/view/.

Da redação

Assembleia APG UFU

Na última segunda-feira (11), foi realizada a Assembleia Geral da APG da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) para debater as pautas 1. Eleição de Comissão Provisória e 2. Organização da Eleição da Coordenadoria da APG/UFU. O evento contou com a presença de trinta e um estudantes de pós-graduação.

Sobre a primeira pauta, a assembleia deliberou por unanimidade pela constituição de uma Comissão Provisória para administrar a entidade até a eleição de uma nova coordenadoria e que o pleito deverá ser organizado no menor prazo possível.

Já sobre sobre a segunda pauta, foi deliberado com a maioria de doze votos a favor e onze contra que o pleito para a eleição da nova Coordenadoria da entidade acontecerá de forma virtual, devendo a Comissão Provisória providenciar os meios técnicos e informacionais para a realização da votação eletrônica, assegurando a transparência do processo. Também foi decidido por consenso entre os participantes, que deverá ser realizada uma reforma no estatuto da entidade, quando da convocação da próxima assembleia, e que o mandato da gestão que será eleita no próximo pleito terá apenas um ano de duração.

“O próximo passo agora é organizarmos as eleições, que será por meio virtual como desejávamos”, comenta Alecilda Oliveira, mestranda em Ciências Sociais e membro da Comissão Provisória votada na Assembleia em questão.

Da redação com informações da APG UFU

Após longa negociação, APG UNIFESP conquista o direito ao auxílio nos Restaurantes Universitários para os pós-graduandos

Após negociações com a Associação dos Pós-Graduandos (APG) da UNIFESP, a Reitoria da universidade, por meio das Pró-Reitoriais de Assuntos Estudantis e de Pós-Graduação e Pesquisa, aprovou a concessão do subsídio nos restaurantes universitários aos pós-graduandos de cursos stricto senso da Universidade (doutorandos e mestrandos).

Conforme aprovado no Conselho de Assuntos Estudantis (CAE), o valor a ser pago pelo estudante de pós-graduação em todos os campi será de R$ 3,50 ainda em 2014. Antes, o valor pago pelos pós-graduandos era o mesmo preço para visitante, ou seja, de R$ 9,50, com a empresa que assumiu recentemente.

As negociações entre a APG da UNIFESP e a Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE) já duravam cerca de um ano. A verba que a Universidade disponibilizou foi de R$ 500.000, que foi dividido proporcionalmente entre os campi que possuem programas de pós-graduação, baseado na quantidade de pós-graduandos em cada unidade.

Questões operacionais
Devido a questões operacionais, temporariamente e excepcionalmente, a partir de 18 de agosto e pelos próximos dois meses, o subsídio concedido aos estudantes de pós-graduação será igual ao dos estudantes de graduação, ou seja, R$ 2,50 (dois reais e cinqüenta centavos).

Segundo a PRAE, assim que as questões técnicas para implantação forem solucionadas, o valor passará a ser o aprovado no Conselho de Assuntos Estudantis (R$ 3,50).

Da redação

plataforma sucupira

Nova plataforma da CAPES possibilitará maior transparência e permanente acesso às informações e dados sobre o SNPG

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) está implementando uma nova e importante ferramenta que tem como objetivo coletar informações, realizar análises e avaliações e ser a base de referência do Sistema Nacional de Pós-graduação (SNPG). Mas, para isso, é importante que cada pós-graduando mantenha seu currículo Lattes atualizado, pois o programa se utilizará também dessas informações para atualização de seus dados.

Com essa plataforma, a comunidade acadêmica terá acesso em tempo real e com muito mais transparência às informações, processos e procedimentos que a CAPES realiza no SNPG. Igualmente, a plataforma propiciará a parte gerencial-operacional de todos os processos e permitirá maior participação das pró-reitorias e coordenadores de programas de pós-graduação.

“A plataforma Sucupira, que está em fase de implementação, tem vários fundamentos e objetivos, entre eles, talvez um essencial seja o de possibilitar a maior transparência e o permanente acesso às informações e dados sobre o Sistema Nacional de Pós-Graduação (SNPG)”, comenta Livio Amaral, Diretor de Avaliação da CAPES.

Neste momento, está sendo realizado o processo de inserção, conferência e homologação dos dados relativos a todas as atividades de 2013 para que o Programa entre em vigor. Desde abril, está disponível para preenchimento das informações de Coleta de Dados pelos programas de pós-graduação. O prazo para consolidação destas informações vai até 15 de setembro.

“Neste contexto, gostaria de contar com a colaboração dos pós-graduandos para irem às coordenações dos seus respectivos cursos, procurando aportar os seus dados e se disponibilizando a ajudarem o(a)s coordenadore(a)s e secretário(a)s, de modo que as informações de cada curso sejam as mais completas e exatas possíveis”, diz Lívio.

A partir daí, a chancela dos dados, feita pelos coordenadores dos programas de pós-graduação, e homologação, pelos pró-reitores dos programas, vai até o dia 19 de setembro. Após essa data, os dados consolidados relativos ao ano de 2013 estarão permanentemente abertos para consulta na página da CAPES, disponibilizando a informação de quem fez a homologação/chancela sobre aquele período.

A CAPES ainda sugere o preenchimento contínuo dos dados de 2014, à medida que as atividades dos programas de pós-graduação sejam realizadas, para evitar sobrecarga de trabalho ao final do período. No início de 2015, será divulgada a data de chancela para os dados de 2014.

Quais os avanços para os processos da CAPES?

• Maior transparência dos dados para toda a comunidade acadêmica;
• Redução de tempo, esforços e imprecisões na execução de avaliação do Sistema Nacional de Pós-Graduação (SNPG);
• Maior facilidade no acompanhamento da avaliação;
• Maior confiabilidade, precisão e segurança das informações;
• Controle gerencial mais eficiente.

Quais os avanços para as Instituições de Ensino (IES)?

• Maior facilidade e simplicidade no processo de coleta/envio das informações;
• Imediata visibilidade das informações da instituição;
• Maior agilidade no processo de solicitações e facilidade na comunicação junto a CAPES;
• Melhor acesso e maior disponibilidade de informações sobre todo o SNPG para elaborar metas, ações e políticas institucionais e respectivos planos de desenvolvimento;
• Envio de informações continuamente em tempo real ao longo do ano;
• Possibilidade de integração com sistemas de registro acadêmico-corporativos.

Curiosidade:
A Plataforma foi nomeada em homenagem ao professor Newton Sucupira, autor do Parecer nº 977 de 1965. O documento conceituou, formatou e institucionalizou a pós-graduação brasileira nos moldes como é até os dias de hoje.

Clique aqui para acessar a Plataforma Sucupira!
Da redação

anpgisidoroA Polícia Militar de Minas Gerais, sob o comando do Coronel Machado, ordenada pelo prefeito Márcio Lacerda, há mais de uma semana anunciou que daria início a uma mega operação para despejar os moradores da ocupação Rosa Leão, que, junto com as ocupações Vitória e Esperança, habitam uma das maiores ocupações urbanas do Brasil, com cerca de 8 mil famílias. Ameaçados de serem despejados para dar lugar a um empreendimento imobiliário de alto luxo com intuito enriquecer empreiteiras que patrocinam as campanhas eleitorais dos mesmos políticos que querem expulsar as famílias, os moradores não têm alternativa senão resistir.

A região está ocupada há mais de um ano por famílias que possuem renda entre 0 e 3 salários mínimos, e se encontram na fila do programa Minha Casa Minha Vida há mais de três anos, e nenhuma resposta foi obtida até o presente momento da prefeitura de Belo Horizonte, que não entregou as casas do programa para famílias que possuem essa faixa de renda. Mesmo as lideranças se reunindo com a presidência da república que garantiu que, pelas vias legais do programa seria possível regularizar a situação das ocupações ou remoção dos terrenos onde já estão assentadas, em nada avançou o diálogo com o governo do estado e a prefeitura e tal ação de despejo foi autorizada pelo poder judiciário.

Questionados em reunião pelos moradores das ocupações, sobre alternativas para os moradores da região, ficou clara a ausência de proposta para essas famílias e a completa irresponsabilidade do governo do estado e da prefeitura. A tortura psicológica contra as famílias é constante. Um clima de terror se concretizou na região e é constante a presença de viaturas da polícia e helicópteros na região.

A resistência pacífica da comunidade diante da ilegalidade na retirada de direito mobilizou uma grande rede de solidariedade em todo o país por diversos movimentos sociais, e cidadãos que acreditam que a moradia digna deve ser um direito humano universal, que não deve ser negligenciado pela especulação imobiliária, e que todo apoio e solidariedade devem ser destinados a essas bravas famílias e todo repúdio a qualquer ameaça de massacre deve ser emitido ao poder público sobre medidas como essa.

A luta do povo brasileiro por melhores condições de vida é a luta dos pós-graduandos e de todos que se somam à construção de uma nova sociedade, com moradia digna, inclusive para aqueles que precisam de estrutura habitacional para poder estudar, pesquisar e ter direito de fomento ao desenvolvimento humano. A ANPG se solidariza com essas famílias e EXIGE das autoridades municipais e estaduais resolução efetiva do problema.

Brasil, 14 de agosto de 2014.

Diretoria da ANPG