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Os senadores aprovaram, na noite de hoje (7), projeto que regulamenta o sistema de cotas raciais e sociais nas universidades públicas federais em todo o país. Pela matéria, relatada pela senadora Ana Rita (PT-ES), metade das vagas nas universidades deve ser separada para cotas.
 
A reserva será dividida meio a meio. Metade das cotas, ou 25% do total de vagas, será destinada aos estudantes negros, pardos ou indígenas de acordo com a proporção dessas populações em cada estado, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
 
A outra metade das cotas será destinada aos estudantes que tenham feito todo o segundo grau em escolas públicas e cujas famílias tenham renda per capita até um salário mínimo e meio. Para os defensores da proposta, esse modelo que combina cotas raciais e sociais é o mais amplo e uniformiza as políticas de reserva de vagas que existem nas diversas universidades federais.
 
O projeto de regulamentação da política de cotas é aprovado depois que o Supremo Tribunal Federal declarou ser constitucional esse tipo de ação afirmativa nas universidades. A aprovação da matéria foi em votação simbólica, pela maioria dos senadores presentes. O projeto já passou pela Câmara dos Deputados e segue agora para sanção presidencial.
 
Fonte: Agência Brasil
 
 
*As opiniões aqui reproduzidas são de responsabilidade de seus autores e não representam, necessariamente, a opinião da entidade. Artigos podem ser enviados para [email protected]
 
Carlos Orsi é editor assistente do site ‘Inovação Unicamp’
 
Artigo Publicado no Brasilianas.org
 
Relatório da NBS sobre pesquisa
Embora mais de 70% de todas as atividades de pesquisa e desenvolvimento realizadas nos Estados Unidos sejam feitas em empresas privadas, apenas 13% deste trabalho é voltado para pesquisa básica, setor onde se encontra o maior potencial para inovações radicais e que segue precisando de forte apoio estatal, diz o relatório “Research, Development, Innovation and the Science and Engeneering Workforce”, publicado pela National Science Board (NSB). A NSB é o órgão dirigente da Fundação Nacional de Ciências dos EUA e atua em capacidade consultiva para o presidente e o Congresso. 
Para exemplificar a importância da pesquisa acadêmica financiada com verbas federais para o processo de inovação tecnológica do país, o trabalho se vale dos números de citações de artigos científicos em patentes concedidas nos EUA. “Citações de artigos de autoria da indústria (…) perderam participação nas citações de capa das patentes, principalmente por conta do aumento dos artigos da academia, que cresceram de 58% para 64%”, no período de 1998 a 2010.
 
As áreas em que houve crescimento mais expressivo foram engenharia – onde a academia respondia por 46% das citações na capa das patentes em 1998, chegando a 63% em 2010 – e física, com salto de 43% para 66%. 
 
Além de servir de base para uma parcela cada vez maior das patentes registradas, as pesquisas acadêmicas também geram cada vez mais patentes próprias: dados da Associação de Gerentes de Tecnologia Universitária (AUTM, na sigla em inglês) indicam que o número de pedidos de patente feitos por universidades praticamente dobrou em menos de uma década, indo de 6.500 em 2001 para 11.300 em 2009. E a maior parte da pesquisa acadêmica é financiada pelo governo federal: em 2009, as atividades de pesquisa e desenvolvimento realizadas em universidades consumiram US$ 54,9 bilhões (cerca de R$ 110 bilhões) em 2009, sendo que 58% desse valor veio do erário.
 
Setor privado
 
Apenas 3% das empresas americanas conduzem atividades de pesquisa e desenvolvimento, mas essa pequena parcela respondeu por 71% de todo P&D realizado no país em 2009, diz o relatório, e por mais de 60% de todo o investimento. No entanto, 80% dos recursos privados de P&D são voltados para o “desenvolvimento”. Do restante, 13,9% são investidos em pesquisa aplicada e 5%, em pesquisa básica.
 
“O financiamento de desenvolvimento geralmente apoia inovação incremental, em vez da transformativa”, destaca o relatório. “Inovações transformativas tornam-se mais prováveis quando a pesquisa básica leva a passos quânticos na expansão do conhecimento”, prossegue o texto. “Aqui, o governo federal desempenha um papel fundamental, arcando com 53% de todo o financiamento de pesquisa básica nos EUA,comparado com 22% do setor de negócios”.
 
“Estes investimentos em pesquisa básica criam os tijolos da inovação, criando a base de conhecimento transformativo de que o setor privado lança mão”, afirma a NSB.
O relatório nota que, a despeito da crise internacional, o investimento dos EUA em P&D segue “forte”, mas que a recente redução do apoio do setor privado e os cortes de gastos públicos são motivo de preocupação.
 
O trabalho encontra sinais de recuperação do investimento de capital de risco em ciência e tecnologia. Depois de atingir em pico em 2000 e de oscilar entre altos e baixos até 2007, esse tipo de investimento caiu por dois anos consecutivos – em 2008 e 2009 – mas voltou a subir em 2010.
 
Necessidade
 
“P&D básico e aplicado que o setor privado não tem probabilidade de sustentar em nível suficiente requer financiamento sustentado e direto do governo federal”, conclui o relatório. Isso é necessário “para criar a base de conhecimento de ideias de potencial transformativo” que gera inovação.
Além disso, em cenários de retração do investimento privado, é preciso que o Estado supra esse papel – algo que, de acordo com a NSB, ocorreu nos dois períodos de redução de atividade econômica verificados neste século. A despeito desse fato, o relatório adverte que o financiamento público para universidades de pesquisa vem caindo, ao mesmo tempo em que o número de estudantes e os custos aumentam.
 
“O financiamento público é essencial para sustentar a excelência das instituições públicas de pesquisa que desempenham um papel significativo no sistema de inovação dos EUA”, adverte o trabalho.
 
 
 

 

A Associação Nacional de Pós-Graduandos da Universidade Federal de Santa Catarina  (APG/UFSC) , elaborou um manifesto pedindo a Isonomia das Bolsas de Pesquisa. Além do documento – que reúne uma série de reinvindicações – uma petição pública foi disponibilizada na rede pedindo apoiadores ao movimento em favor do reajuste e da valorização permanente.

Seguindo o calendário de atividades da entidade, a APG/UFSC, convida a todos para a reunião ampliada que visa discutir atividades do próximo período.

Pautas:

1- Preparação da Assembleia da APG, prevista para dia 10/08;

2- Participação da APG nos órgãos Colegiados. 

Serviço

Quando: 06/08

Horário: 18h

Local: DCE

Da redação, com informações da APG/UFSC

 

 

 

 

 

 

 

 

A Associação dos Pós-Graduandos da Universidade Federal de Goiás (APG/UFG) aprovou por unanimidade apoio à greve unificada da educação. Apoio não se dá apenas no campo das ideias. Os pós-graduandos estão construindo ações efetivas para se somar, ainda mais, na luta pela educação brasileira. 

Abaixo, segue nota da entidade:
 
PÓS-GRADUAÇÃO EM GREVE
 
 
 
A Associação dos Pós-Graduandos da UFG (APG/UFG) reitera seu apoio incondicional às greves da educação federal e, em especial, da Universidade Federal de Goiás. Em sua Assembléia de fundação, a APG-UFG aprovou apoio à greve e em posterior resolução de sua diretoria convocou os pós-graduandos à greve estudantil na Pós. Entendemos ser imprescindível que a Greve seja total, na graduação, na pós-graduação e entre os técnicos administrativos. Nesse sentido defendemos que os professores dos programas de pós-graduação não retornem às aulas e também às demais atividades de pesquisa fomentadas pelo CNPQ e pela CAPES tendo em vista que uma das reivindicações dessa greve é não submeter a comunidade educacional aos ditames anti-democráticos de Ministérios e Agencias de Fomento.  Esse é o momento de combatermos conjuntamente a lógica produtivista que privilegia a quantidade em detrimento da qualidade e não prevê os recursos necessários para as demandas exigidas.
 
Nós pós-graduandos temos consciência dos prejuizos imediatos da paralisação, tanto para as avaliações dos programas, quanto para os estudantes e professores. Porém entendemos que essa greve tem o sentido de evitar prejuizos muito maiores como a perpetuação da lógica produtivista, a desestruturação da carreira Docente e a precarização dos serviços técnicos administrativos que são sintomas de um projeto de educação voltado a interesses de mercado. Tudo isso tem sido reafirmado nas recentes posturas do Governo Federal que privilegia o orçamento público para demandas do capital, com pagamentos da dívida e grandes finaciamentos a mega corporações empresariais em detrimento da valorização dos trabalhadores e de uma ciência crítica e emancipatória.
 
É fundamental a continuidade e aprofundamento do movimento de greve. Juntos e organizados temos a oportunidade de demonstrar na prática que as mudanças são frutos das mobilizações sociais. Por isso defendemos a ação conjunta ao lado de técnicos e professores. É essencial também que os Comandos Locais e Nacionais de Greve ao lado das organizações da pós-graduação em todo país  e o ANDES-SN tenham como pauta prioritária o adiamento de prazos e avaliações, prorrogações de defesas e qualificações, manutenção de verbas e a extensão das bolsas junto às instituições de fomento e regulação e o Governo Federal.
 
 
 
 
Para continuar lendo, clique aqui 
Da redação, com informações APG/UFG
 

Sancionada em 2006, a lei 11.340, conhecida popularmente como Lei Maria da Penha, completa hoje seu sexto aniversário. A cidadã Maria da Penha, representante e protagonista do enfrentamento à violência contra a mulher foi a figura central na construção dessa conquista. Hoje, segundo dados da Secretaria de Políticas para Mulheres, 329 mil denúncias – feitas pelo Disque – foram registradas de 2006 a 2012. A quantidade expressiva de ligações mostra quão importante foi a entrada em vigor da Lei. 

A Diretora de Mulheres da Associação Nacional de Pós Graduandos (ANPG), Hercília Melo, comemora a data, mas, pontua os avanços necessários para seu real cumprimento. “A Lei é um forte instrumento de enfrentamento à violência contra a mulher, que vem acarretando mudanças nas relações atuais de gênero. Nesse sentido, o sexto aniversário nos traz muitos motivos a comemorar e, ao mesmo tempo, nos impulsiona a continuar lutando pela efetivação dessa conquista, pois ainda há descumprimento de medidas protetivas e demora nos julgamentos”.

Hercília ressalta que é preciso aumentar o número de delegacias especializadas, centros de referência e abrigos temporários. “Acredito que a Lei Maria da Penha é uma estratégia valiosa para o projeto de sociedade que vislumbramos: Com relações mais justas e igualitárias”.
 
Da redação.
 

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação em exercício, Luiz Antonio Elias, pediu, sexta-feira (3), à Associação Brasileira das Universidades Comunitárias (Abruc) apoio ao movimento em favor da destinação de 50% do fundo social arrecadado com o pagamento dos royalties do petróleo na camada pré-sal às áreas de Educação e de Ciência e Tecnologia. 

“O pré-sal é o momento significativo para cravar a questão da educação e da ciência e tecnologia”, argumentou Elias, ao lembrar que, “como dizia [o economista] Celso Furtado: ou a gente aproveita a oportunidade de tirar, desse recurso natural, a expansão da capacidade da economia brasileira ou nós vamos ficar para trás”. O projeto de lei nº 2.565/2011, que tramita na Câmara dos Deputados desde outubro do ano passado, determina as regras da partilha entre os estados. 
 
A Abruc representa as Instituições Comunitárias de Educação Superior (Ices), segmento universitário sem fins lucrativos, atua com o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). “Buscamos uma inserção ainda mais intensa nas questões de Estado, tanto na educação quanto na ciência e na tecnologia”, anunciou o presidente da associação Vilmar Thomé. 
 
O ministro em exercício ressaltou o fato de as Ices estarem presentes no interior do País. “Trabalhando em sintonia com as universidades comunitárias, podemos ter um braço de expansão da pesquisa científica e da formação de recursos humanos”, afirmou Elias. “Elas têm um aspecto fundamental: estão mais capilarmente incluídas no Brasil do que as federais. Isso é um elemento muito importante para avançarmos não só na educação superior, mas em todos os campos educacionais, como na ampliação das bases de ciência.”
 
FONTE: Ascom do MCTI
 
A greve nas instituições federais de ensino tem impacto diferente na graduação, na pós-graduação e na pesquisa. Segundo professores ouvidos pela Agência Brasil, embora a graduação esteja parada em praticamente todas as universidades, ainda que alguns cursos não tenham aderido, parte dos programas de pós-graduação manteve seu calendário normal e deve retomar às atividades este mês e é comum os núcleos de pesquisa das instituições manterem as atividades no período de greve.
 
“A greve é um estado estranho para nós da academia. Muitas das categorias quando entram em greve assumem as consequências [da paralisação]. Quando terminar a greve, os professores vão ter de repor estas aulas nas férias”, disse o professor associado da Escola de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (UFBA), André Lemos, representante da área de comunicação no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), agência de fomento à produção científica ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.
 
Segundo Lemos, os programas de pós-graduação não param. O professor informou que a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), órgão responsável pela avaliação dos cursos de pós-graduação stricto sensu no país, enviou documento ao programa do qual ele faz parte na UFBA, que, segundo Lemos, deve ter circulado em outros programas de pós-graduação do país, e informou que nenhum calendário será alterado. “Prazo de bolsas, editais, toda a burocracia das agências está mantida, como se não estivéssemos em greve”, disse. Capes e CNPq foram procuradas, mas não se manifestaram.
 
Tema polêmico
Apesar da paralisação parcial ser prática comum, o tema é polêmico e divide órgãos decisórios dentro das universidades durante a greve. O professor da Escola de Serviço Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e diretor da associação de docentes da instituição, Mauro Iasi, disse que o conselho de pós-graduação da escola não se posicionou, por não ser possível encontrar um consenso entre seus membros.
 
“Isso é muito desigual dentro da universidade. O conselho de pós-graduação empacou na discussão sobre suspender as atividades. Ficou dividido ao meio entre os professores que apoiavam a greve e desejavam suspender o calendário e aqueles que preferiram mantê-lo. Isso mostra que há no mínimo uma divisão na universidade entre manter a greve e qual o peso da greve na pós-graduação”, disse Iasi, que confirmou que houve paralisação da pós-graduação no programa em que leciona.
Produtivismo acadêmico – O docente da UFRJ disse que a pesquisa faz parte da pauta de greve dos professores, que pedem, entre outras coisas, aumento do número e valor das bolsas e autonomia universitária para seu gerenciamento, além de fazerem críticas ao que se coloca como “produtivismo acadêmico”, uma busca por produção quantitativa como norteadora dos critérios de qualidade e eficiência acadêmicos.
 
“É possível parar. É nesse contexto de escassez de bolsas [de estudo] que se faz necessário parar a pesquisa”, afirmou a docente da Faculdade de Ciência Política da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio), Clarissa Gurgel.
 
Clarissa, que participa do comitê de greve da UniRio, diz que as propostas de reestruturação de carreira do governo tendem a desvalorizar a pesquisa, separando as universidades em duas “classes”, de forma muito semelhante ao modelo de educação superior dos Estados Unidos: “escolões”, dedicados a formar para o mercado, e “centros de excelência”, para pesquisa de ponta. E faz isso por meio dos critérios de avanço na carreira, que passam a ser atrelados à produção acadêmica, quantificada em números brutos, ao mesmo tempo que propõe a transferência para os docentes da responsabilidade de buscar recursos para os projetos de pesquisa, através do mecanismo da “retribuição por projeto”.
“[O governo] deixa de oferecer recursos públicos para pesquisa e obriga o professor a correr atrás de edital de parceria público-privada para pesquisa. O professor agora é um trabalhador que precisa se desdobrar em mil outras atividades para conseguir recursos, o que nada mais é do que precarizar e flexibilizar o trabalho do professor”, diz a docente. Ela informa que as atividades de pesquisa na UniRio foram paralisadas.
 
Continuidade
Na Universidade Federal da Bahia (UFBA), por outro lado, as pesquisas continuaram, o que ocorreu anteriormente em outras greves na instituição. “Tradicionalmente, mesmo em situações de greve, a pesquisa tem continuidade, até porque as bolsas continuam sendo pagas e os pesquisadores continuam tendo obrigação de tocar suas pesquisas e manter seu ritmo de produção na área de pesquisa. Isso tem sido a norma nas situações anteriores de participação e continua sendo a norma na situação atual”, disse o professor da Faculdade de Comunicação da UFBA, Marcos Palacios. Embora o docente tenha parado as atividades na graduação, as pesquisa do núcleo que lidera seguem seu calendário normal.
 
Fonte: Agência Brasil 

A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) elegeu na quarta-feira (01), a nova mesa diretora que será presidida pelo reitor da Universidade Federal do Pará (UFPA), Carlos Edilson Maneschy. A eleição e posse aconteceram durante a 103ª reunião extraordinária do Conselho Pleno e contou com a participação de 56 reitores associados à Andifes.

 
A mesa diretora eleita cumprirá o mandato de um ano e é composta, além do presidente, do 1º vice-presidente, reitor Edward Madureira Brasil, da Universidade Federal de Goiás (UFG), tendo como suplente a reitora Ângela Maria Paiva, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). O segundo vice-presidente é o reitor da Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL), Paulo Márcio Silva, que tem como suplente o reitor Felipe Martins Müller, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).
 
Em seu primeiro pronunciamento como presidente da Andifes, o reitor Carlos Maneschy afirmou que espera conduzir a Associação à altura da responsabilidade que ela possui, e preservar seu papel de protagonista conquistado ao longo dos anos. “Mantendo a unidade em nossa instituição daremos continuidade à política adotada pelos dirigentes da Andifes. Nestes moldes iremos atuar pela preservação da autonomia universitária e efetividades do Programa de Extensão Excelência e Internacionalização”, disse. 
 
Para o presidente, o atual momento vivido pelas Universidades Federais em greve exige equilíbrio no diálogo e nas ações para evitar desdobramentos que prejudiquem ainda mais o funcionamento das universidades. Segundo Carlos Maneschy, além da greve, é necessário concentrar os trabalhos emergenciais no fechamento do orçamento de 2013, que terá novo modelo proposto pela Andifes, mas que ainda não há conhecimento do valor do reajuste para o próximo ano.  
                      
Currículo
 
O Magnífico reitor Carlos Edilson de Almeida Maneschy, é professor titular da UFPA, onde se graduou como engenheiro mecânico em 1977. Mestre pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, doutor e pós-doutor em Engenharia Mecânica pela Universidade de Pittsburgh, Carlos Maneschy é também bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e consultor da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Fonte: Portal Andifes

O Conselho de Representantes Discentes da APG UFBA deliberou em assembleia realizada dia 27 de Julho, reinvindicações que visam melhorias para a universidade e pautas prioritárias para a pós-graduação da instituição. A entidade já se reuniu com o pró-reitor de pós-graduação, Antônio Alberto Lopes, e agora busca apresentar o documento para a reitoria da universidade. Acesse aqui e conheça as reinvindicações.

Seguindo o calendário de mobilizações, o conselho convoca os estudantes:

 

A Associação de Pós-Graduandos da Universidade Federal da Bahia (APG/UFBA) convoca:

CONSELHO DE REPRESENTANTES ESTUDANTIS
(Stricto e lato-sensu)

Pauta:
1. Informes;
2. Resposta da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduac
̧ão ao ofício sobre as reivindicações aprovadas na Assembleia Geral da APG/UFBA;
3. Estado de Mobilizaç
ão;
4. Caravana à Brasília – 40% de reajuste já́! 


Obs: O Conselho de Representantes Estudantis é aberto! A APG/UFBA convida todos os estudantes de pós- graduação para este debate! 

SERVIÇO

Data: 07/08 (terça-feira) -16h  
Local: ISC – Instituto de Saúde Coletiva (Campus Canela – sala a confirmar) 

Para mais informações, entre em contato pelos e-mails: 

www.apgufba.blogspot.com.br 

[email protected] 

[email protected]

 

Da redação, com informações da APG/UFBA

*As opiniões aqui reproduzidas são de responsabilidade de seus autores e não representam, necessariamente, a opinião da entidade. Artigos podem ser enviados para [email protected]

 

Mozart Neves Ramos é professor da Universidade Federal de Pernambuco, é membro do Conselho de Governança do Todos Pela Educação e do Conselho Nacional de Educação.

Artigo publicado no Correio Braziliense.

 

Para um país que tem hoje o sexto Produto Interno Bruto (PIB) do mundo, é preocupante verificar que, no ranking da produtividade, segundo levantamento da instituição de pesquisa americana The Conference Board, o Brasil ocupa apenas a 75ª posição. Quando comparado com os países da América Latina, fica em 15º lugar, à frente apenas da Bolívia e do Equador. A situação não é diferente se levarmos em conta o ranking de outros indicadores, como de inovação e de competitividade. De acordo com alguns especialistas, apesar dessa importante colocação no ranking mundial do PIB, o crescimento econômico brasileiro está em xeque, por conta de fatores como a baixa produtividade, ausência de uma educação de qualidade e infraestrutura limitada.

Porém, entre todos os fatores que possam contribuir para a sustentabilidade econômica, um deles é crucial: a educação de boa qualidade. Há uma clara relação entre anos de estudo e o crescimento do PIB per capita, mesmo sem considerar explicitamente o fator da oferta com qualidade. Quanto maior o número de anos de estudo, maior o PIB per capita; é o impacto da educação na distribuição de renda. No Brasil, um ano a mais de estudo impacta, em média, 15% na renda de uma pessoa, mas, se ela tiver o ensino superior completo, esse impacto é de 47%.

Tomando como referência o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o País fez um progresso importante em termos de anos de escolaridade da população, que atualmente é de 7,2 anos. Apesar disso, o percentual significa que a média da população brasileira não tem sequer o ensino fundamental completo. É muito pouco quando comparamos com a situação de países vizinhos, como Chile, Uruguai, México e Argentina. Isso é mais grave quando levamos em conta que esses 7,2 anos se realizam com uma baixa qualidade de ensino.

Nesse campo, o da qualidade, o Brasil tem melhorado nas séries iniciais do ensino fundamental, mas há 10 anos encontra-se estagnado nas séries finais do ensino fundamental e do ensino médio. O grave é que estagnamos num patamar muito baixo. Nas séries finais do fundamental, o percentual de alunos que completa essa etapa com aprendizado adequado em matemática não chega a 15%; no médio, o percentual é ainda menor, apenas 11%. Aí está o grande gargalo para o desenvolvimento sustentável.

Uma das consequências disso é a baixa produtividade do trabalhador. Os dados da The Conference Board também revelam que a produtividade média do trabalhador brasileiro é cerca de 20% da do trabalhador americano. Para mudar esse quadro, o país precisa não só ampliar os investimentos em educação, mas fazer com que os recursos cheguem, de fato, à escola, por exemplo, promovendo melhoria nos salários dos professores, nas condições de trabalho, na infraestrutura.

O currículo precisa dialogar mais com o cotidiano das crianças, adolescentes e jovens, dando sentido ao que se ensina e aprende. Estimular mais as habilidades de cada um dos nossos alunos, pois hoje tratamos como se todos fossem absolutamente iguais. A escola "empurra" conteúdos e não é capaz de promover um processo de ensino-aprendizagem mais motivador.

Os últimos números do Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf) também mostram que estamos perdendo a corrida. Entre outras coisas, os resultados evidenciam que o Brasil avançou nos níveis iniciais do alfabetismo, mas não conseguiu progressos visíveis no alcance do pleno domínio de habilidades que são hoje condição imprescindível para a inserção plena numa sociedade moderna. Somente 62% das pessoas com ensino superior completo e 35% das pessoas com o ensino médio completo são classificadas como alfabetizadas em nível pleno. São percentuais muito baixos para um país que tem o 6º PIB mundial. Mais: esses percentuais há 10 anos eram melhores – respectivamente 76% e 49%.

Por isso é muito oportuna a iniciativa do Ministério da Educação (MEC) de enfrentar para valer a questão da alfabetização de nossas crianças, por onde tudo começa. É preciso que o Brasil da economia das commodities se transforme em referência em educação de qualidade. O País precisa acordar para isso, ou não seremos uma economia sustentável.