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O departamento de Ciência Política da FFLCH-USP divulgou a programação do seminário da Pós-Graduação do segundo semestre. Participam nesta edição, pesquisadores nacionais e internacionais, com objetivo de estabelecer laços e tornar mais viva a dinâmica acadêmica no departamento.  Para participar, não há necessidade de inscrição prévia.

Os Seminários objetivam estreitar laços com pesquisadores nacionais e estrangeiros e constituem uma das principais atividades de formação dos alunos de Mestrado e Doutorado em Ciência Política da USP. A programação é dividida em Seminários de Departamento (DCP) e Seminários de Área. Os primeiros se destinam a conferências de caráter abrangente e os segundos à produção de ponta no interior das áreas de Instituições Políticas (IP), Teoria Política (TP) e Relações Internacionais (RI).

SERVIÇO

Local: Prédio de Filosofia/Ciências Sociais da Cidade Universitária, Av.

Professor Luciano Gualberto, 315 São Paulo – SP

 

Mais informações: 3091 3754 ou http://www.fflch.usp.br/dcp/          

 

Fonte: USP online

 

Os presidentes do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Glaucius Oliva, e do Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI), Jorge Ávila, participaram da mesa-redonda "Open Innovation INPI e CNPq", realizada durante a 64ª Reunião Anual da SBPC, em São Luís, que foi conduzida pelo presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior (Capes), Jorge Guimarães.

Os principais temas tratados na mesa foram cenários nacionais e internacionais da ciência e tecnologia, avanços e fragilidade no campo da inovação, propriedade intelectual e desafios para superar as novas contingências da economia globalizada com alta competitividade.

Oliva começou apresentando o cenário de crescimento da ciência na última década, com o aumento no número de pesquisas e de artigos científicos no país, além do crescimento no número de professores com doutorado nas instituições de ensino superior e elevação nos quantitativos de ingressos na graduação e de currículos na Plataforma Lattes. Em contraponto, apresentou informações que demonstram situação oposta na área tecnológica, citando como indicadores o baixo número de patentes brasileiras registradas no Escritório Americano e o comparativo da capacidade de investimento em ciência e tecnologia do Brasil com a Coréia do Sul, o Japão, a Alemanha e os EUA.

"Na última década, dados apontam que estamos aprofundando nossa dependência tecnológica. Temos dificuldades na balança comercial brasileira em cinco setores considerados de média e de alta intensidade tecnológica, como farmacêutico, tecnologias da informação e comunicação, complexo industrial da saúde, química e máquinas e equipamentos", completou Oliva.

Open innovation – De acordo com o presidente do CNPq, os desafios a serem enfrentados são gerar inovação e patentes, qualificar pessoal para inovação nas empresas, promover o investimento em inovação pelas empresas, atrair talentos para a ciência, melhorar a educação básica e melhorar a percepção da sociedade sobre o valor e a importância da ciência. "A ciência brasileira não pode se abster de olhar de frente para esses desafios e enfrentá-los. Para que seja rico e sem pobreza o país precisa inovar efetivamente", disse Oliva.

Para isso, há necessidade de estimular a open innovation, que significa procurar competências complementares fora do ambiente institucional ou empresarias e desenvolver projetos conjuntos. "Quero inovar, não sei fazer sozinho e vou procurar fora de onde estou outro ator para desenvolver projetos conjuntos, por meio de licenciamento de opção, acordos de financiamento de pesquisa, criação de empresas dentro de centros universitários, realização de chamadas de projetos por empresas, estágios, consultorias, doações por empresas, entre outras", disse.

Leia a continuação da matéria aqui.

 

Fonte: Jornal da Ciência 

 

 

A família Nachbin é velha conhecida da ciência brasileira. No início dos anos 1950, Leopoldo Nachbin tornou-se o primeiro brasileiro mestre em matemática reconhecido internacionalmente. Na mesma década, foi um dos fundadores, junto com o também engenheiro Maurício Peixoto, do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), hoje ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O objetivo era promover o conhecimento matemático, base do desenvolvimento tecnológico que começava a ser alavancado no país, com a criação também do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em 1951, e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), em 1960, entre outras instituições.

Passados 19 anos da morte de Leopoldo, a tradição da pesquisa matemática na família é mantida pelo filho, André Nachbin. Pesquisador do IMPA, André enfatiza, contudo, que sua linha de pesquisa é totalmente diferente da do pai. Enquanto Leopoldo se esbaldava com holomorfia em espaços infinitos, análise matemática e espaços vetoriais topológicos, André trabalho com conceitos não menos abstratos, mas mais voltados para a realidade, como ondas em regiões costeiras, prestando contribuições à oceanografia.

Em entrevista ao Brasilianas.org, André Nachbin explicou porque é tão difícil divulgar as teorias do pai ao público leigo e falou da boa fase da matemática brasileira no exterior, reflexo, em parte, dos trabalho de Leopoldo no IMPA. E revelou, ainda, qual o trabalho do instituto para atrair novos cérebros, como essa estratégia foi ampliada para o programa Ciência sem Fronteiras, do governo federal, e qual o andamento da coletanea de artigos de Leopoldo Nachbin, que será lançada em breve. Confira.

Brasilianas.org – Os conceitos com os quais Leopoldo Nachbin trabalhou na matemática, como a topologia abstrata, são poucos difundidos e acessíveis. Qual a explicação para esse afastamento entre a obra de Leopoldo e a sociedade em geral?
André Nachbin – Topologia é uma área da matemática, que é bastante abstrata e fundamental para o estudo das estruturas e dos conjuntos, abertos e fechados. Na pesquisa do meu pai é uma coisa muito avançada, e eu mesmo, como matemático, não consigo botar as mãos nos detalhes. E mais difícil ainda é colocar isso numa linguagem para o leigo, o não-matemático. Já vi tentativas, no jornalismo, de se fazer isso, mas acaba que o público não entende direito e o matemático lê aquela coisa meio torna, com gafes técnicas. Mas a contribuição dele foi muito grande em várias áreas, como na topologia, análise funcional, análise complexa, holomorfia.

Leia a continuação da entrevista aqui.

 

Fonte: Brasilianas.org

A Faculdade de Artes e Letras (FAL) da Universidade da Beira Interior (UBI), em Portugal, oferece três bolsas de investigação e doutoramento em Ciências da Comunicação. Os candidatos selecionados desenvolverão trabalhos de pesquisa doutoral na Unidade de Investigação Laboratório de Comunicação Online (Labcom). As inscrições poderão ser feitas até o dia 7 de setembro.
 
As bolsas terão o valor anual de 4 mil euros cada e se destinam a alunos de todos os países, candidatos ao primeiro ano do doutorado em Ciências da Comunicação da UBI, que serão financiados por um período de dez meses, entre 1º de outubro de 2012 e 31 de julho de 2013.
 
Poderão concorrer os titulares de mestrado em Ciências da Comunicação ou área afim. As propostas de candidatura deverão incluir comprovante de candidatura ao 1º ano do Curso de Doutoramento em Ciências da Comunicação da UBI e uma carta de intenções, na qual o candidato deve declarar estar disposto a integrar-se em uma das linhas de investigação do Labcom. Não é necessário indicar já um tema ou projeto específico de tese.
 
As inscrições deverão ser feitas exclusivamente pelo e-mail [email protected].
Mais informações, clique aqui
 
Fonte: Agência FAPESP 

Na última semana, dentro da programação da 64ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), foram realizados treinamentos para o uso do Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). O evento acontece na capital maranhense, São Luís. Participaram da capacitação um total de 117 pessoas, que aproveitaram a oportunidade para aprender como melhor utilizar a ferramenta.

A servidora da Capes Katyusha Madureira Loures de Souza apresentou o histórico do portal, que teve início em 2000. Falou como funcionava a disponibilização de periódicos científicos antes da criação da ferramenta e como o serviço facilitou o acesso a essas publicações.

Dados da evolução do portal também foram apresentados. Em 2001, o portal podia ser acessado em seu conteúdo completo por 72 instituições. Já em 2011 este número subiu para mais de 300. Com relação ao percentual de títulos disponibilizados, Katyusha explicou que depende da demanda dos usuários e das solicitações feitas por eles para compra de novos títulos e referente ao acesso ao portal, os dados também demonstram aumento. Em 2003, foram registrados 10 milhões de acessos; em 2011, o número subiu para 67 milhões.

A servidora também falou de parcerias realizadas entre a Capes, no âmbito do Portal de Periódicos, que estimulam a utilização do conteúdo disponibilizado. Uma delas é o prêmio da Systems Links, entregue esta semana à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), por ter sido a instituição que mais acessou as revistas científicas Science, Signaling e Translational, além de incentivar treinamentos internos para o uso adequado do conteúdo do portal.

O portal também está em constante atualização funcional e tecnológica, com o objetivo de facilitar as buscas e contribuir para o melhor uso da ferramenta. Os participantes do treinamento tiveram a oportunidade de realizar buscas e esclarecer dúvidas durante o treinamento.

Portal de Periódicos

Por meio do Portal de Periódicos, a Capes oferece para a comunidade acadêmica brasileira o acesso a publicações atualizadas e conteúdos de alto nível, assinados com editores e associações nacionais e internacionais. O conteúdo é apresentado de forma livre e gratuita no Portal de Periódicos para as instituições de ensino e pesquisa no Brasil que atendem a alguns critérios definidos pela Capes. Atualmente, 398 instituições têm acesso ao Portal de Periódicos.

A Capes adquire, anualmente, novos títulos nas diferentes áreas do conhecimento para atender às solicitações dos usuários e renova os demais conteúdos com os editores. O Portal de Periódicos possui um grande acervo de publicações científicas, com mais de 31 mil periódicos em texto completo, 121 bases referenciais, 105 bases de livros eletrônicos, 64 bases de teses e dissertações, 57 bases de estatísticas, 34 obras de referência, 10 bases de patentes, além de normas técnicas, arquivos abertos e redes de e-prints.

Acesse o Portal de Periódicos da Capes: http://www.periodicos.capes.gov.br

Fonte: Ascom da Capes

Tendo aprovado em seu 23º congresso a realização de uma caravana no mês de agosto em defesa dos 40% de reajuste das bolsas de pesquisa, a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) convoca todos os pós-graduandos a ocuparem a cidade de Brasília nos dias 28, 29 e 30 de agosto em defesa do reajuste das bolsas de pesquisa e em defesa de uma política permanente de valorização.

Em maio, na cena do congresso da ANPG, a CAPES e o CNPq anunciaram para agosto deste ano um reajuste de pouco mais de 10% nestes valores. As bolsas de mestrado passariam de R$1.200,00 para R$ 1.350,00 e as de doutorado de 1.800,00 para R$ 2.000,00. Segundo as duas agências de fomento um novo aumento de 10% aconteceria em janeiro de 2013.

Entretanto, para a ANPG este ajuste ainda é muito insuficiente. O movimento nacional de pós-graduandos reivindica de forma justa que o governo federal apresente o reajuste dos 40% necessários para a valorização da pesquisa no país, de modo que as bolsas de mestrado alcancem o valor de R$ 1.680,00 e as de doutorado R$2.520,00, ainda em 2012.

Já se passaram mais de quatro anos desde que o governo federal efetivou o último aumento nas bolsas. Desde então os pesquisadores viram suas bolsas de pesquisa serem corroídas pela inflação acumulada no período, de forma que o reajuste de 40% imediatos se constitui no mínimo para que as bolsas não apenas superem a inflação acumulada no período como também se valorizem de fato, acompanhando o crescimento econômico do país.

Reivindicaremos também em Brasília, no bojo do movimento dos 40%, que também se estabeleça uma política permanente de valorização e isonomia das bolsas de pesquisa. Para tanto, lançaremos nesta Caravana uma forte campanha em prol desta que é um direito dos pós-graduandos brasileiros. Queremos direito e não apenas concessões!

Essa luta é nossa, portanto mobilizem-se! Organizem listas de interessados e solicitem passagens e transporte nas reitorias de suas universidades ou em quaisquer outros espaços viáveis. Será com nossa ampla mobilização que conseguiremos pressionar os parlamentares e o governo federal por mais investimentos na ciência e tecnologia. Valorizar as pesquisas é valorizar a soberania nacional, o desenvolvimento científico, social e humano. Em última instância, valorizar as pesquisas é valorizar o Brasil.

Todos à Brasília!

A ANPG elaborou uma moção direcionada à presidenta Dilma, na perspectiva de que os pós-graduandos, através das APGs espalhadas pelo Brasil, sejam recebidos pela presidenta para tratar das políticas de bolsas e do orçamento da CT&I.

É necessário que as APGs preencham a moção, assinem e enviem para tanto para a ANPG como para a Secretaria-Geral da Presidência da República.

emails: [email protected] e [email protected]

 

Faça download do cartaz da caravana aqui. Divulgue na sua universidade!

 

 

Caravana dos Pós-Graduandos pelo reajuste das bolsas

Data: 28, 29 e 30 de agosto

Local: Brasília

Mais informações no www.anpg.org.br


Em maio deste ano, durante a realização do 23º Congresso Nacional de Pós-Graduandos, na cidade de São Paulo, foi feito o anúncio, pelos presidentes da CAPES e do CNPq, do reajuste de 20% das bolsas de mestrado, doutorado, iniciação científica e pós-doc no país (10% a partir de 1º de julho e 10% no início de 2013).

Em resposta à presidenta da ANPG, Luana Bonone, durante a 64ª Reunião Anual da SBPC, o presidente da CAPES, Jorge Guimarães, disse que as bolsas CAPES/REUNI serão reajustadas normalmente, em conjunto com as demais.

Havia uma insegurança tanto dos pós-graduandos beneficiados por essa modalidade de bolsas como da própria ANPG, uma vez que um comunicado oficial à agência não havia sido respondido até então.

A ANPG reforça que o reajuste conquistado até então se deve à mobilização incessante dos pós –graduandos em torno da Campanha de Bolsas. Porém, o reajuste ainda é aquém da reivindicação de 40%, percentual elaborado com base na recomposição da inflação do período e nas metas do PNPG 2005-2010.

Cumprindo uma deliberação do 23º CNPG, nos próximos dias 28,29 e 30 de agosto a ANPG, em conjunto com as APGs, organiza a Caravana a Brasília, com uma série de atividades na capital federal no sentido de mobilizar o governo em torno da necessidade do reajuste completo.

Saiba mais sobre a Caravana a Brasília clicando aqui.

 

Da Redação.

No dia seguinte após a posse da nova diretoria da ANPG, durante a 64ª Reunião Anual da SBPC, teve início a reunião de diretoria plena da entidade.

Os mais de 20 diretores presentes debateram as ações da ANPG para o próximo período de forma detalhada e sistemática. Cada diretor pode apresentar o planejamento de sua pasta e colher contribuições dos demais acerca das iniciativas propostas.

 

 

De acordo com a Secretária-Geral da ANPG, Jouhanna Menegaz, um dos pontos mais importantes foi a definição de uma política de valorização da pesquisa e do pesquisador para o desenvolvimento nacional traduzida na proposição de um projeto de lei que será reformulado com base no PL dos pós-graduandos com vistas a garantir reajustes e direitos aos estudantes. A minuta desse projeto de lei será apresentada durante a Caravana a Brasília, nos próximos dias 28,29 e 30 de agosto. “Ele será a principal pauta de articulação e luta da ANPG no próximo período”,  pontuou Jouhanna.

“A contribuição do conjunto dos diretores, de forma extremamente qualificada, certamente vai nos garantir a unidade necessária para a construção das pautas centrais da ANPG, como a politica permanente de valorização das bolsas, a batalha pelo orçamento para educação, ciência, tecnologia e inovação, além do debate do papel da ciência no desenvolvimento e na conquista da soberania do país. A gestão aponta, ainda, uma preocupação grande com o crescimento e consolidação do movimento nacional de pós-graduandos em cada universidade do Brasil e já começaremos com uma atividade de muita pressão e mobilização, que será a Caravana a Brasília, para a qual cada pós-graduando e pós-graduanda já estão convocados”, disse a presidenta da ANPG, Luana Bonone.

Veja abaixo o calendário de atividades e leia a Nota de Solidariedade ao Núcleo de Consciência Negra da USP,aprovada na reunião.

AGENDA

Caravana a Brasília

A ANPG prepara para os dias 28, 29 e 30 de agosto uma grande Caravana com cerca de 200 pós-graduandos de todo o país até a cidade de Brasília para pressionar o governo federal pelo reajuste imediato de 40% no valor das bolsas de pesquisa. O movimento nacional de pós-graduandos reivindica que as bolsas de mestrado alcancem o valor de R$ 1.680,00 e as de doutorado R$ 2.520,00 ainda em 2012.

 

Ciclo de debates “A ciência não está de braços cruzados. E você”

A ANPG vai percorrer as 5 regiões do Brasil debatendo o PNPG 2010-2020. As universidades que receberão os debates já estão se preparando. Sempre contando com a presença de especialistas nos temas, as atividades pretendem dar vazão às opiniões de Norte a Sul do país.

Julho: UFMA e UFC

Agosto: UFPA

Setembro: UnB

Outubro: UFRJ e UFRGS

 

3º Salão Nacional de Divulgação Científica

De 15 a 19 de outubro, a 3ª edição do salão debaterá Inovação, Desenvolvimento Sustentável e Soberania Nacional.

 

As demais agendas das diretorias provenientes dos planejamentos das pastas serão divulgadas oportunamente.

 

Da Redação.

O editorial "A inépcia de sempre", publicado na quinta-feira, 26/07, pelo jornal O Estado de São Paulo contém afirmações que contrariam a realidade. Assim, esclarecemos a seguir:

Diz o editorial: O programa foi bem recebido pela comunidade acadêmica, no seu lançamento, mas passou a ser fortemente criticado por entidades científicas e instituições de ensino superior à medida que foi sendo implementado. […] Na reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, que está sendo realizada em São Luís, os participantes também criticaram de forma veemente a inépcia do governo na implementação de um de seus programas mais importantes.

Nossos esclarecimentos: Não temos recebido as críticas citadas. Ao contrário; em nota conjunta emitida no dia 25/07, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), se dizem "totalmente a favor do Programa Ciência sem Fronteiras, por entender que vai melhorar a formação de um grande número de bons pesquisadores brasileiros" e que trata-se de "um importante instrumento para a internacionalização da ciência brasileira". Ver nota conjunta da SBPC e da ANPG aqui

Diz o editorial: Dos 11 mil estudantes enviados ao exterior entre o segundo semestre de 2011 e o primeiro trimestre de 2012, por exemplo, muitos haviam recebido só a passagem, até abril. […] Eles se instalaram nas cidades escolhidas para fazer graduação, especialização, mestrado ou doutorado, mas não receberam o depósito das bolsas no prazo fixado pelas agências de fomento, ficando assim sem ter como pagar aluguel, plano de saúde, alimentação, transporte e livros.

Nossos esclarecimentos: Os alunos recebem, de uma única vez, ainda no Brasil, os valores correspondentes à passagem de ida e volta, auxílio-instalação, seguro-saúde e auxílio para material didático. Até março/2012, recebiam também a primeira mensalidade. De abril em diante, passaram a receber as três primeiras mensalidades da bolsa antes de sair do país.

Diz o editorial: Apesar de não terem cumprido o cronograma de pagamento das bolsas, as autoridades educacionais foram implacáveis na cobrança de prestação de contas dos gastos e das atividades acadêmicas.

Nossos esclarecimentos: pelas normas operacionais do CNPq, todo beneficiário de bolsa tem 60 dias após o retorno ao país para fazer a prestação de contas e apresentar o relatório final de atividades. Os documentos solicitados nos pedidos de prorrogação por seis meses são efetivamente necessários, pois o CNPq não pode renovar a permanência de estudantes no exterior se não houver concordância formal da instituição que os recebe, uma descrição breve das atividades realizadas que permita avaliar o aproveitamento das mesmas, bem como clara definição das atividades que serão realizadas no período adicional.

Diz o editorial: Outro problema na implementação do Ciência sem Fronteiras é o atraso dos convênios com as principais instituições mundiais de ensino superior.

Nossos esclarecimentos: Os acordos de cooperação coletivos foram firmados com instituições que representam o conjunto das universidades de cada país (por exemplo, o Institute of International Education, nos EUA, e o Universities UK, no Reino Unido). Adicionalmente, visando incrementar os intercâmbios bidirecionais de estudantes e pesquisadores, e também promover pesquisas em cooperação bilateral, acordos individuais têm sido assinados com instituições de excelência. No entanto, dentro dos acordos globais, diversos estudantes já têm ido para estas instituições, especialmente os de doutorado-sanduíche e pleno e pós-doutorado.

Diz o editorial: Pelas regras do programa, a permanência dos bolsistas no exterior é de um ano (…). Mas, por causa da burocracia da máquina governamental, as bolsas precisam ser renovadas a cada seis meses. […]. Seguindo as regras do programa, eles pediram a renovação em maio, quando enviaram os relatórios acadêmicos para avaliação de desempenho. Como até agora só receberam informações desencontradas do CNPq, correm o risco de ter suas matrículas canceladas.

Nossos esclarecimentos: Como explícito em todos os editais públicos para seleção dos candidatos, as bolsas de graduação-sanduiche do programa Ciência sem Fronteiras são concedidas normalmente por 12 meses improrrogáveis, sem necessidade de renovação na metade do período. No início do programa, em caráter experimental e por solicitação explícita dos candidatos e sues orientadores acadêmicos, foram concedidas 294 bolsas por períodos inferiores a 12 meses, as quais podem ser renovadas até o limite de um ano, mediante solicitação do aluno e análise subsequente pelo CNPq. Dos 67 alunos nesta condição que solicitaram prorrogação, 17 já foram aprovados até o dia 26/7, e outros estão em processo de reconsideração mediante apresentação do novo plano de atividades, breve relatório que permita a avaliação do aproveitamento dos estudos já realizados e concordância formal da universidade no exterior. Como todos os 294 estudantes foram contatados para assegurar-lhes o direito à prorrogação, o numero de prorrogações aprovadas cresce todos os dias. A interrupção das renovações foi temporária e se deu porque no mês de junho ocorreu o ápice do julgamento e alocação dos novos candidatos aprovados nos editais para Portugal, Espanha, Bélgica, Holanda, Canadá, Austrália e Coréia, no qual tivemos mais de 25 mil candidatos, com implicações operacionais na negociação das novas vagas e as possíveis renovações de bolsas.
 
Diz o editorial:  As confusões causadas pela burocracia brasileira chegaram a tal ponto que algumas universidades estrangeiras já não querem mais aceitar bolsistas do programa.

Nossos esclarecimentos: Desconhecemos qualquer manifestação, formal ou informal, dessa natureza. Ao contrário, continuamos recebendo delegações ou representantes de universidades de vários países buscando por oportunidades de novos acordos de cooperação.

Em razão de suas dimensões e ineditismo, de fato ocorrem situações não previstas em relação ao programa Ciência sem Fronteiras. Constituem, porém, exceção – o que não tem nos eximido de acolher as queixas e corrigir os problemas que as motivaram.

Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)

 
Em paralelo à 64ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em São Luís, o Fórum Nacional dos Conselhos Nacionais de Secretários Estaduais para Assuntos de CT&I (Consecti) e das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) começou nesta segunda-feira (23), com posicionamentos convergentes sobre o papel das políticas de ciência, tecnologia e inovação (CT&I) no desenvolvimento do país. 
 
O ministro Marco Antonio Raupp reforçou seu ponto de vista diante de representantes de governos estaduais. “Passei toda a minha vida defendendo a importância da CT&I e não vai ser agora que eu vou mudar de posição, aliás, esse é meu papel dentro do governo”, disse. “E isso é um paradigma estabelecido na política de desenvolvimento do país, o Plano Brasil Maior.” 
 
Para o presidente do Confap, Mário Neto Borges, “esse é um momento de decisão sobre se nós queremos realmente ser uma potência científica”. O dirigente considera que a “mudança de patamar” passa pelo reforço do orçamento para a CT&I. “Conseguir 2% do PIB [Produto Interno Bruto] até 2020 é uma meta que nós precisamos perseguir com todas as forças, e isso inclui a questão dos royalties do petróleo, que não podem deixar de beneficiar o setor.”
 
A presidenta da ANPG, Luana Bonone, esteve na solenidade de abertura do evento e reforçou a centralidade da bandeira que a entidade levanta, em conjunto com a UNE, a UBES e diversas entidades científicas, entre elas a Academia Brasileira de Ciências (ABC) e a SBPC, em defesa de 50% do Fundo Social e dos royalties do pré-sal para educação, ciência, tecnologia e inovação.
 
Também preocupado com uma possível perda de recursos, o presidente do Consecti, Odenildo Sena, dirigiu-se aos representantes das pastas e entidades estaduais: “Meu apelo é para que secretários de CT&I e presidentes de Fundações de Amparo à Pesquisa [FAPs] somemos esforços e força política para não colocarmos em risco esse virtuoso avanço do país em CT&I”. 
 
A governadora do Maranhão, Roseana Sarney, ressaltou o efeito social da CT&I. “Transformar a ciência pura em inovação e tecnologia aplicada ao dia a dia das pessoas é o desafio da classe científica brasileira, que já demonstrou em diversas áreas do conhecimento o que é capaz de realizar”, afirmou. 
 
Novo código 
No primeiro dia do evento, que segue até quarta-feira (25), Confap e Consecti entregaram oficialmente proposta de substitutivo do Código Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, que tramita no Senado Federal (Projeto de Lei 619) e na Câmara dos Deputados (PL 2.177). Gerado sob a coordenação do MCTI, o texto tem colaboração de entidades do setor empresarial, como a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei) e o Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia (Fortec). 
 
Fonte: MCTI