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Nesta 64ª Reunião Anual da SBPC a ANPG realizará o Ato de Posse da nova diretoria.
No dia 12 de julho de 1986, quarenta e sete pós-graduandos reunidos na Universidade Federal do Paraná (UFPR) fundaram a Associação Nacional de Pós-Graduandos. A ANPG foi criada com um documento que assinalava dezesseis objetivos da nova entidade, entre eles lutar por mais e melhores bolsas, elaborar uma estratégia de lutas e prioridades, lançar um jornal oficial e tornar a ANPG influente junto aos demais setores acadêmicos e ao conjunto da sociedade.
Porém, muito antes, nos anos 60 e 70 (a pós-graduação brasileira foi regulamentada em 1965) os pós-graduandos já vinham se articulando em torno de bandeiras próprias. Data da década de 70 a criação das Associações de Pós-Graduandos (APGs) mais ativas na resistência à ditadura, entre elas APG da Unifesp e PUC-Rio (1976).
As APGs foram as bases para a formação de um movimento nacional unificado de pós-graduandos, o que se concretizaria em meados da década seguinte. Elas também funcionaram como núcleos de articulação contra a ditadura, ao lado da UNE e da UBES. Em 1977 os pós-graduandos se mobilizaram para enfrentar a tão notória e vergonhosa invasão da PUC-SP pela Polícia Militar. Também se reuniram com vários segmentos da comunidade acadêmica em torno da iniciativa de organizar a reunião da SBPC daquele ano, ameaçada pelo regime militar.
Thereza Galvão da Silva e Edson Pereira Cardoso (PUC-Rio), Ricardo Berbara e Aristóteles Moraes e Silva Neto (UFRJ), José Augusto Mochel e Luiz Eugênio Mello (Unifesp), Paolo Livotto e Benjamim Mendes (Unicamp) são alguns dos integrantes da 1ª gestão da ANPG. José Augusto Mochel, maranhense, será homenageado durante a Posse da gestão 2012-2014, compondo a programação oficial da 64ª Reunião Anual da SBPC, em São Luís, ainda este mês. Saiba mais sobre as atividades da ANPG na 64ª RA da SBPC aqui.
De lá pra cá o Movimento Nacional de Pós-Graduandos cresceu, espalhou-se pelo Brasil e hoje possui raízes fortes de Norte a Sul do país. Não foram poucas as batalhas travadas pela ANPG, desde o Fora Collor, passando pelos difíceis anos FHC (tanto para a ciência como para a educação), até ser, em 2003, pela primeira vez, recebida pelo então Ministro de C&T, Roberto Amaral. Nos anos 2000 a ANPG também concretizou sua aproximação com os grupos PET, com a realização do 1º Encontro de Jovens Cientistas, que terá sua 13ª edição neste mês, também durante a 64ª RA da SBPC.
Não há como falar dos 26 anos da ANPG sem citar a maior sociedade científica do país. Os pós-graduandos sempre estiveram presentes tanto nas reuniões anuais da SBPC como em sua construção cotidiana. Ano passado, na comemoração dos 25 anos da ANPG, durante a 63ª RA da SBPC em Goiás, foi anunciado pela presidenta da entidade, Helena Nader, a ANPG como 99ª entidade científica filiada à SBPC. O reconhecimento de todo o trabalho feito até aqui e o que ainda está por vir. Na ocasião da comemoração dos 25 anos pudemos reunir diversos ex-presidentes e ex-diretores, que puderam juntos compartilhar histórias e experiências de um passado e de um presente de luta em defesa da ciência e do Brasil. Relembre aqui o Ato de 25 anos.
Apesar de jovem, a ANPG é membro da Organização Continental Latino-americana e Caribenha de Estudantes (OCLAE), do Conselho Nacional de Juventude (Conjuve), do Conselho Nacional de Saúde, do Conselho Superior (CS) e do Conselho Técnico-Científico (CTC) da Capes e do Conselho Deliberativo do CNPq, posições de destaque que coroam a importância da ANPG como entidade representativa dos pós-graduandos brasileiros. Não à toa o recente reajuste de 10% das bolsas de pesquisa, conquistado pela intensa mobilização e pressão da ANPG em conjunto com as APGs em torno da campanha #MinhaBolsaNaoAumentou, foi anunciado pelo presidente do CNPq durante o 23º Congresso Nacional de Pós-Graduandos.
O dia é de comemoração e de muitos planos pelo futuro que está por vir. Toda a história da ANPG aqui brevemente resumida nos dá a dimensão dos desafios que estão postos. Não nos furtaremos às batalhas, muito ainda precisa ser feito. Contamos com a companhia de cada pós-graduando deste país.
Saudações estudantis!
Viva a ANPG!
ANPG
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I Encontro gaúcho de pós-graduandos e II Salão da pós-graduação da UFRGS organizado pela APG UFRGS iniciou-se ontem(11) e vai até a sexta-feira com uma programação que articula a dimensão científica e o debate de temas caros ao movimento nacional de pós-graduandos e ao debate geral acerca das políticas de educação, ciência e tecnologia.
A secretária geral da ANPG, Jouhanna Menegaz, participou da abertura do evento que aconteceu na na Faculdade de Educação, campus Central da UFRGS e tinha como tema as políticas de pós graduação no Brasil. No espaço, dentre outras temáticas, houve destaque para o debate acerca da política de bolsas de pós-graduação e a necessidade de estabelecimento de uma política permanente de valorização das mesmas, como destacou Jouhanna em sua fala.
A programação na íntegra pode ser conferida no blog da APG UFRS www.apgufrgs.blogspot.com
Texto de Jouhanna Menegaz.
Em vez de estabelecer em lei que 10% do Produto Interno Bruto (PIB) serão dedicados à educação, sem especificar a fonte dos recursos, o Congresso Nacional poderia direcionar as salas de aula uma parcela dos royalties do petróleo – nos níveis municipal, estadual e federal. A recomendação foi feita nesta terça-feira (10) pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, durante audiência pública promovida pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE).
A garantia de 10% do PIB – algo em torno de R$ 425 bilhões – está prevista no projeto aprovado pela Câmara dos Deputados do novo Plano Nacional de Educação (PNE). Leia mais: 10% do PIB para a educação: batalha vencida na Câmara!
Para isso, porém, o governo deveria praticamente dobrar a quantia atualmente dedicada ao setor. Segundo os cálculos apresentados pelo ministro à comissão, a quantia adicional seria equivalente a cinco vezes a arrecadação da extinta Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), que era destinada ao financiamento da saúde. Em sua opinião, não existe, no momento, espaço para se aumentar a carga tributária.
"Qual é a discussão verdadeira? É de onde virão os recursos. Por que não se estabelece vinculação dos royalties de petróleo com a educação em todos os níveis? Se houver uma fonte de financiamento, então é para valer. Espero que o Senado abra esse debate. Com os royalties, fazemos a revolução que o Brasil precisa na educação", sugeriu Mercadante.
Ao comentar a greve dos professores universitários, que já dura quase dois meses, o ministro assegurou que a educação é uma prioridade, mas que a "grave crise econômica internacional" vai impor ao governo federal a definição de prioridades nas negociações salariais com servidores públicos que estão em greve. Ele disse que o governo tem um compromisso de reestruturar a carreira dos docentes e a ideia é valorizar principalmente a titulação e a dedicação exclusiva. "Esta é a universidade que queremos. Vamos beneficiar gente que tem pesquisa, que se titulou e que vai ter um compromisso prioritário com a universidade", anunciou.
Segundo Mercadante, ao contrário dos países desenvolvidos da Europa onde está na pauta o debate de redução de direitos, desemprego e cortes salariais, a situação é inversa no Brasil. "O governo conseguiu ajustar taxa de câmbio, reduziu fortemente a taxa de juros, fez uma política agressiva de compras públicas", ressaltou o ministro.
Ele frisou, no entanto, que o Executivo precisa de tempo para analisar a evolução da crise econômica mundial e saber quais as possibilidades concretas que o orçamento de 2013 terá para contemplar as demandas do conjunto dos servidores.
Dos três pontos acordados em 2011 entre o MEC e as entidades representativas dos professores universitários, dois foram cumpridos com o reajuste salarial de 4% e a incorporação das gratificações aos salários, segundo o ministro Aloizio Mercadante. Ambos são retroativos a março deste ano.
O ministro considera importante estender algum tipo de benefício aos técnicos administrativos das universidades públicas que tome por base a certificação e a titulação. Entretanto, destacou que essa avaliação cabe à área econômica do governo. "Estamos perdendo esses profissionais para o mercado porque os salários pagos são baixos. Não há ainda um compromisso da área econômica", disse Mercadante.
(Informações Agência Senado e Agência Brasil)
Foi publicada nesta quarta-feira, 11, a Portaria nº 96, que dispõe sobre o reajuste das bolsas de mestrado e doutorado, pós-doutorado e de iniciação científica, tecnológica e à docência, ofertadas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC).
De acordo com o documento, a bolsa de mestrado passa para R$ 1.350, a de doutorado para R$ 2 mil, a de pós-doutorado vai a R$ 3.700 e a de iniciação científica a R$ 400. Como o pagamento é efetuado referente ao mês anterior, os créditos com os devidos aumentos serão a partir do mês de agosto.
O anúncio do reajuste foi feito pelo presidente do CNPq, Glaucius Oliva, durante o 23º Congresso Nacional de Pós-Graduandos, realizado no mês de maio em São Paulo.
Leia mais: Saiu o primeiro reajuste das bolsas de mestrado e doutorado!
O reajuste, que não estava previsto no orçamento da União, foi conquistado pelas centenas de pós-graduandos que se mobilizaram por todo o país, em especial no Dia Nacional de Paralisação, ocorrido em 29/3.
A ANPG, porém, continua com sua campanha pela Valorização das Bolsas e está preparando para agosto uma Caravana a Brasília, em prol dos 40% de reajuste, cálculo feito com base nas metas do PNPG e na reposição da inflação do período.
Da Redação.
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A Associação dos Pós-Graduandos da UFBA (APG-UFBA) foi às ruas no último dia 2 de julho num ato público unificado pela educação juntamente com estudantes e professores do ensino básico e superior neste dia comemorativo da independência da Bahia. Compreendendo que esta data comemorativa representa um marco da luta do povo travada pela independência da Bahia, que expressa, no fundo, a consolidação da independência brasileira, este é um dia histórico em que o povo baiano, a classe trabalhadora e a juventude foram às ruas para mostrar que a luta pela independência ainda se mantém viva, traduzida pelas reivindicações de um povo que ainda luta por um país soberano.
Foi com esta compreensão que a Assembleia Geral dos Pós-graduandos da UFBA (realizada no dia 27/6) incluiu o 2 de Julho em seu calendário de mobilizações, decidindo levar para o ato a pauta de reivindicações dos estudantes. Somando-se a luta pela educação pública, gratuita e de qualidade levantada pelos professores da rede básica em greve há mais de 80 dias, dos professores, discentes de graduação e técnicos da UFBA em greve há cerca de 30 dias, os pós-graduandos levantaram alto a bandeira da luta pela universalização e reajuste imediato de 40% do valor das bolsas de pesquisa. A faixa com essas reivindicações foi carregada pelos estudantes durante todo o trajeto.
Na tarde do dia 5 de julho a pauta de reivindicações dos pós-graduandos foi entregue ao pró-reitor de pós-graduação, Robert Evan Verhine, e na segunda-feira, 9, uma audiência pública da reitoria com o movimento estudantil.
A mobilização continua!
Texto de Maíra Gentil – Diretora de Relações Internacionais da ANPG e Doutoranda em Educação da UFBA.
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No próximo dia 22 de julho acontece a abertura da 64ª Reunião Anual da SBPC, na Universidade Federal do Maranhão, em São Luís. A expectativa dos organizadores do maior evento científico do país é que mais de 10 mil participantes circulem pela reunião.
As atividades se dividem entre Programação Científica, Sessão de Pôsteres, SBPC Jovem, SBPC Cultural e ExpoT&C. As conferências, simpósios e mesas-redondas já estão confirmados e podem ser conferidos aqui.
De acordo com a SBPC, o tema em 2012 – Ciência, Cultura e Saberes Tradicionais para Enfrentar a Pobreza – encerra a questão da inclusão social, abrindo espço para incorporarmos, de forma definitva, ainda que não totalmente completa, a questão da inclusão social em nossos eventos.
A ANPG participará ativamente da 64ªRA, inclusive realizando a posse da nova gestão. A solenidade de posse acontece na terça-feira (24), às 18h no Auditório Principal do Centro Paulo Freire. Uma homenagem a um dos fundadores da ANPG, José Augusto Mochel, está sendo preparada. Os pós-graduandos que estiverem em São Luís já estão convidados.
Mais informações sobre a 64ª RA da SBPC: http://www.sbpcnet.org.br/saoluis/home/
Atividades da ANPG na 64ª RA da SBPC
>Abertura da 64ª RA da SBPC
Domingo (22/7) – das 19h às 21h
Local: Centro de Eventos
>XIII Encontro Nacional de Jovens Cientistas
Terça-feira (24/7) às 10h
Local: Tenda da ANPG – Espaço de Convivência UFMA
>Mesa-Redonda: FRONTEIRA DA CIÊNCIA SEM FRONTEIRAS
Terça-feira (24/7) – das 15h30 às 18h
Coordenador: Helena Bonciani Nader (SBPC/UNIFESP)
Participantes: Jorge Almeida Guimarães (CAPES), Glaucius Oliva (CNPq), Maira Baumgarten Correa (UFRGS) e Luana Bonone (ANPG)
Local: Centro Paulo Freire – Auditório Principal
>Solenidade de Posse da nova gestão da ANPG
Terça-feira (24/7) às 18h
Local: Centro Paulo Freire – Auditório Principal
>Reunião da diretoria plena da ANPG
Quarta-feira (25/7), das 10h às 18h
Local: sala de aula ainda não definida
>Perspectivas da avaliação da pós-graduação brasileira (Ciclo de Debates sobre o PNPG)
Quarta-feira (25/7) às 18h
Local: Prédio do CCH/UFMA – Auditório Ribamar Carvalho
Da Redação.
A I Jornada de Ciências Sociais da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) é um evento organizado em parceria pelos alunos do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da UFJF (PPGCSO-UFJF) e pelos discentes da graduação em ciências sociais da UFJF, representados pelo Centro Acadêmico de Ciências Sociais Darcy Ribeiro.
O evento buscará reunir em seu interior dois eventos já tradicionais da comunidade acadêmica juiz-forana: a Semana de Ciências Sociais – tradicionalmente organizada pelo Centro acadêmico de ciências sociais Darcy Ribeiro, e que este ano entrará em sua XIV edição – e o Seminário de pós-graduação em ciências sociais – evento organizado pelos alunos da pós-graduação e que este ano celebrará sua IV edição.
As atividades da I Jornada de Ciências Sociais da UFJF serão compostas por conferências, palestras, mesas redondas e Grupos de Trabalho. Estas atividades ocorrerão entre os dias 17 a 21 de Setembro de 2012 nas dependências do Instituto de Ciências Humanas da UFJF.
Prazos e normas para submissão de trabalhos podem ser conferidos aqui.
Da Redação.




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