Category

Notícias

Category

Na última quarta-feira (28), foi realizada a Assembleia Geral dos Pós-Graduandos da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT). O fórum tratou de duas pautas: a eleição da nova diretoria da Associação de Pós-Graduandos – APG e a greve dos profissionais da educação.

Participaram da assembleia discentes de 10 programas de pós-graduação da UFMT, e ainda estiveram presentes técnicos, professores e representações estudantis do Diretório Central dos Estudantes (DCE), além da Pró-Reitora de Pós-Graduação, Leny Caselli Anzai.

Após mais de 3 horas de debate, onde foram abordados aspectos da pós-graduação no Brasil, em Mato Grosso e na UFMT, os discentes discutiram de forma aprofundada a importância da APG e sua função de mobilização, representação e luta para com as pautas da pós-graduação.

Foi eleito como Presidente da APG-UFMT, o discente Caiubi Emanuel Souza Kuhn, do Programa de Pós-Graduação em Geociências. Outra importante deliberação foi o apoio à luta dos profissionais da educação, manifestado através de uma carta.

Informações de Caiubi Emanuel Souza Kuhn, presidente da APG UFMT.

Na última quarta-feira (26) foi aprovado na Câmara dos Deputados o investimento de 10% do PIB em Educação. Leia mais: 10% do PIB para a educação: batalha vencida na Câmara

A ANPG, assim como diversas entidades do meio educacional e científico comemorou a aprovação como uma vitória do país, rumo ao desenvolvimento e valorização da educação.

Assim, a entidade assinou, nesta semana, uma carta de reconhecimento ao trabalho dos parlamentares integrantes da Comissão Especial do PL 8035/2010 e da Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados que contribuíram para essa conquista.

De acordo com o documento “Os movimentos e as entidades signatários desta Carta estão convictos: mais uma vez aqueles que desconfiam das capacidades do Brasil e não prezam pela justiça social erraram, erram e errarão em seus textos e em sua análise. É somente com um patamar de investimento equivalente à importância e à complexidade do direito à educação pública que serão dadas as condições necessárias para a emergência de um país justo, sustentável e próspero. Desse modo, parabenizamos a coragem e a correção dos senhores e das senhoras na aprovação da meta de investimento em políticas públicas educacionais equivalente a 10% do PIB.”

Leia a íntegra da carta aqui.

 

Da Redação.

Membros da antiga e da nova gestão. A diretora da ANPG, Tamara Naiz (de branco), acompanhou a assembleia. Foto: APG UnB

Na última quarta (27) ocorreu a Assembleia Geral dos Estudantes de Pós-Graduação da Universidade de Brasília (UnB). Foi discutido um texto base com propostas apresentadas pela chapa que irá assumir a próxima gestão da entidade.

Membros da antiga gestão afirmaram que pela primeira vez um grupo se organiza para a disputa da entidade apresentando um texto para a discussão em assembleia. A assembleia contou com cerca de 30 estudantes de diversos programas de pós-graduação.

A discussão política foi bastante viva, inclusive com algumas polêmicas. Mas no final foi aprovado apoio à greve dos professores e estudantes da graduação e a defesa da paridade. Também foi aprovada uma série de propostas para reestruturação da APG em contato com a base de estudantes com a criação de um Conselho de Entidades de Base, além de definir a necessidade de uma política de independência financeira. Outra importante proposta aprovada foi a construção de um seminário sobre a Ditadura Militar, buscando abrir os arquivos da UnB. Três estudantes da UnB, Honestino Guimarães, Paulo de Tarso e Ieda Delgado desapareceram durante o regime. A nossa entidade terá o nome desta última como homenagem a uma vítima do regime militar. A entidade participará da campanha “Pela punição aos crimes da ditadura”.

Campanha de Bolsas

A nova gestão se comprometeu a fortalecer a luta com o conjunto das entidades estudantis. A primeira atividade é a Caravana em Brasília, em conjunto com a ANPG.

A chapa eleita é bastante representativa, conta com 16 estudantes de 12 programas distintos. A nova diretoria se mostrou comprometida com as lutas históricas dos estudantes e com uma proposta política definida contra os cortes no orçamento público e exigindo da presidenta Dilma Rousseff outra política para atender a demanda dos professores federais em greve e o atendimento das reivindicações dos estudantes.

Texto de Marcius Siddartha, membro da nova gestão da APG UnB.

 

No próximo dia 22 de julho acontece a abertura da 64ª Reunião Anual da SBPC, na Universidade Federal do Maranhão, em São Luís. A expectativa dos organizadores do maior evento científico do país é que mais de 10 mil participantes circulem pela reunião.

As atividades se dividem entre Programação Científica, Sessão de Pôsteres, SBPC Jovem, SBPC Cultural e ExpoT&C. As conferências, simpósios e mesas-redondas já estão confirmados e podem ser conferidos aqui.

De acordo com a SBPC, o tema em 2012 – Ciência, Cultura e Saberes Tradicionais para Enfrentar a Pobreza –  encerra a questão da inclusão social, abrindo espço para incorporarmos, de forma definitva, ainda que não totalmente completa, a questão da inclusão social em nossos eventos. 
A ANPG participará ativamente da 64ªRA, inclusive realizando a posse da nova gestão. A solenidade de posse acontece na terça-feira (24), às 18h no
Auditório Principal do Centro Paulo Freire. Uma homenagem a um dos fundadores da ANPG, José Augusto Mochel, está sendo preparada. Os pós-graduandos que estiverem em São Luís já estão convidados.

Mais informações sobre a 64ª RA da SBPC: http://www.sbpcnet.org.br/saoluis/home/

Atividades da ANPG na 64ª RA da SBPC

Abertura da 64ª RA da SBPC

Domingo (22/7) – das 19h às 21h

Local: Centro de Eventos

Mesa-Redonda: FRONTEIRA DA CIÊNCIA SEM FRONTEIRAS

Terça-feira (24/7) – das 15h30 às 18h

Coordenador: Helena Bonciani Nader (SBPC/UNIFESP)

Participantes: Jorge Almeida Guimarães (CAPES), Glaucius Oliva (CNPq), Maira Baumgarten Correa (UFRGS) e Luana Bonone (ANPG)

Local: Centro Paulo Freire – Auditório Principal

Solenidade de Posse da nova gestão da ANPG

Terça-feira (24/7) às 18h

Local: Centro Paulo Freire – Auditório Principal

Reunião da diretoria plena da ANPG

Quarta-feira (25/7), das 10h às 18h

Local: sala de aula ainda não definida

Perspectivas da avaliação da pós-graduação brasileira (Ciclo de Debates sobre o PNPG)

Quarta-feira (25/7) às 18h

Local: Prédio do CCH/UFMA Auditório Ribamar Carvalho

Da Redação.

*As opiniões aqui reproduzidas são de responsabilidade de seus autores e não representam, necessariamente, a opinião da entidade. Artigos podem ser enviados para [email protected] 

Fernando Amorim é vice-presidente do Proifes-Federação (Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior)


Após um intenso processo de negociação, que consumiu muitos meses e envolveu praticamente todas as forças políticas que acreditam e apostam no jogo democrático, a Comissão Especial do Congresso aprovou dois importantes dispositivos que criam condições materiais para transformar profundamente o sistema educacional brasileiro. A meta que estabelece que o piso para o salário dos professores deve ser igual ou superior as médias das profissões que exigem formação de ensino superior equivalente e a polêmica meta 20 que criam as condições para que todos os brasileiros tenham acesso a uma educação pública de qualidade da pré-escola a universidade. Hoje existem 10 milhões de crianças fora da pré-escola e 30 milhões de jovens que não completaram o ensino médio e estão excluídos da possibilidade de ter acesso, no mercado formal de trabalho, a um emprego com dignidade e remuneração adequada.

A decisão do Congresso é uma evidência de que começa a se formar no país a consciência política de que existem condições objetivas para reverter este quadro de injustiça social e que os recursos públicos deverão ser utilizados para financiar a sua superação definitiva. Foram os primeiros passos de uma luta política que está longe de terminar. Simbolicamente a votação ocorreu a cerca de quinze dias da data em que o Manifesto dos Pioneiros da Educação foi lançado há oitenta anos.

O Manifesto colocou pela primeira vez um programa que tem como objetivo principal o acesso universal a uma educação pública de qualidade. Seu texto ainda é atual e o país ainda está longe de alcançar o objetivo da universalização do acesso ao sistema educacional público. Uma remuneração adequada para os professores é fundamental para uma educação pública de qualidade, que, por sua vez, também é fator essencial para promover o desenvolvimento econômico sustentado com distribuição de renda.

Esta decisão se reveste de maior importância porque corresponde a um movimento daqueles que acreditam e investem no aperfeiçoamento da democracia no país. Nesta conquista se destacam aqueles que atuaram na Conferência Nacional de Educação e, continuaram a atuar no Fórum Nacional de Educação para que estas importantes metas fossem incorporadas ao Plano Nacional de Educação. Estas forças políticas que atuaram no Congresso a partir dos partidos políticos e do movimento social já haviam conquistado, em 2009, uma importante mudança na Constituição 
Federal que estabelece como parâmetro para a formulação da Lei Orçamentária Anual as referências definidas nos Planos Setoriais Plurianuais aprovadas no Congresso Nacional.

Esta luta teve alguns protagonistas importantes que se destacaram pela capacidade de formular propostas para a Conferência Nacional de Educação e pela determinação em negociar utilizando todas as formas e espaços políticos disponíveis. Desta forma, criaram as condições para que fossem aprovadas no Congresso Nacional. Entre estes protagonistas se destacam a UNE e a UBES representando os estudantes, a CNTE, a Contee, Fasubra e o Proifes representando os professores e os servidores técnicos e administrativos, CUT e a CTB, e as associações de secretários municipais e estaduais de educação. Todas estas entidades estiveram sempre presentes no intenso processo de negociação no Congresso Nacional e estavam presentes a votação na Comissão Especial. Algumas ausências importantes em todo o processo, tanto na Conferência como no processo de negociação: A Andes e a Anel.

A democracia brasileira avança e sai fortalecida e se inicia um novo processo de luta para a construção de um Sistema Nacional de Educação para dar materialidade às vitórias expressas no Plano Nacional de Educação.

Fotos: Marcos Santos / USP Imagens

A Universidade de São Paulo acaba de consolidar a primeira etapa do programa A USP nos Jogos Olímpicos e Jogos Paraolímpicos 2016 – Programa de Incentivo e Suporte Técnico Esportivo. Em cerimônia realizada na tarde da quinta-feira (28), o reitor da USP João Grandino Rodas recebeu os atletas, estagiários e representantes das unidades que integram o programa. No encontro, os oito atletas e doze estagiários do projeto assinaram os termos de outorga das bolsas e foram esclarecidos sobre as regras que irão nortear a iniciativa. O principal objetivo é inserir a USP técnica, científica e pedagogicamente nos Jogos Olímpicos de 2016, que acontecerão no Rio de Janeiro.

Em seu pronunciamento, o reitor destacou que os atletas e estagiários selecionados nesta primeira etapa terão importante atuação no programa. “Todos vocês são, a partir de agora, os ‘embaixadores’ desta iniciativa que pretende inserir, cada vez mais, o esporte no dia-a-dia da Universidade. Esta é minha colaboração para as futuras administrações da USP”, enfatizou. Rodas também lembrou que este incentivo ao esporte será um caminho para que a USP se mantenha entre as maiores universidades do mundo. “Antes de qualquer coisa, precisamos ensinar a nossos alunos que o esporte é coisa séria”, ressaltou.

Investimentos e suporte

Na primeira parte do encontro, o coordenador geral do programa, professor Alberto Carlos Amadio, destacou os avanços do projeto, que foi instituído oficialmente no dia 3 de dezembro de 2010, e descreveu como será a participação dos atletas selecionados, estagiários e as principais características do programa. “Levamos um ano e meio para estruturar o programa até esta primeira etapa”, disse, ressaltando os investimentos de R$ 4,2 milhões que serão aplicados na iniciativa pela própria USP. Os valores serão investidos, basicamente, em ações integradas para pesquisa; para avaliações de equipes e atletas nacionais; para educação continuada de atletas e treinadores; para suporte e treinamento de equipes olímpicas e paraolímpicas brasileiras e estrangeiras; e para o apoio a atletas olímpicos integrantes do quadro de alunos, funcionários e professores. Amadio lembrou ainda que, outros R$ 13,8 milhões, além dos valores destinados ao programa, serão destinados a reformas dos centros esportivos dos campi da Universidade. “No Cepeusp, por exemplo, já temos um projeto de remodelação do velódromo e da pista de atletismo”, informou.

Já o coordenador executivo do programa, professor Valdir José Barbanti, explicou que o programa não prevê que a USP prepare atletas.

“Nossa universidade, numa iniciativa pioneira entre as instituições públicas de ensino superior, prestará suporte e auxílio a atletas bolsistas da universidade e também da comunidade externa desde que, comprovadamente, atendam os requisitos de seleção do projeto”, descreveu.

Para integrar o programa, o atleta deverá ter qualificação estadual, nacional ou internacional em sua modalidade. “Quem sabe, num futuro próximo possamos identificar um atleta com qualificação olímpica”, disse. O regime e os valores das bolsas destinadas aos atletas e estagiários do programa seguem as regras das entidades financiadoras de pesquisa e do Ministério do Esporte.

O programa

Instituído no dia 3 de dezembro de 2010, o programa A USP nos Jogos Olímpicos e Jogos Paraolímpicos 2016 – Programa de Incentivo e Suporte Técnico Esportivo é estruturado em quatro áreas temáticas de atuação: infraestrutura física, avaliações e exames de diagnóstico da saúde do atleta, oferecimento de cursos de reciclagem e capacitação para membros de equipes técnicas e a concessão de bolsas de suporte básico para alunos da USP que sejam atletas, talentos olímpicos ou monitores.

Para tanto, conta com a participação de unidades da Universidade que atuarão em campos específicos no projeto. A Escola de Educação Física (EEFE), que realizará avaliações clínicas e funcionais e educação continuada; Escola de Educação Física e Esporte de Ribeirão Preto (EEFERP), que atuará na coordenação executiva e concessão de bolsas para alunos da USP; Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH), modalidades paraolímpicas; Faculdade de Medicina (FM), que atuará em avaliações clínico-funcionais; Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF), avaliações toxicológicas; Faculdade de Saúde Pública (FSP), avaliações nutricionais; Faculdade de Odontologia (FO), avaliações da saúde bucal; Centros de Práticas Esportivas dos campi, infraestrutura e instalações e modalidades olímpicas; e as Associações Atléticas Acadêmicas (LAAUSP), que auxiliarão na coordenação, organização e suporte técnico-administrativo.

A cerimônia contou ainda com a presença de representantes e diretores das unidades envolvidas no programa, bem como dos oito atletas selecionados: Ana Luiza Lopes Pallassão (FO), do remo; Arthur Gola de Paula, da Escola Politécnica (Poli), remo; Augusto de Paula Felipe (EACH), hockey sobre a grama; Bianca Miarka (EEFE), remo; Diana de Freitas Mathias (EACH), taekwondo; Gabriel Campos Alves de Moraes (EEFE), remo; Gabriele Matias Avelino Bonfim (EACH), natação; e João Augusto Hackerott, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG), atleta da vela.

Mais informações: (11) 3091-9190 ou (16) 3602-0529, email [email protected], site www.olimpiadas2016.usp.br

Fonte: Agência USP de Notícias.

Entre os dias 31 de outubro e 3 de novembro o Conselho Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Direito (CONPEDI) realizará, em Niterói (RJ), seu XXI Congresso Nacional.

Promovido pelo CONPEDI e pela Universidade Federal Fluminense – UFF, com apoio da Capes  e do CNPq, sob tema “O NOVO CONSTITUCIONALISMO LATINO AMERICANO: DESAFIOS DA SUSTENTABILIDADE”, o evento pretende fomentar a discussão sobre a pesquisa em Direito no Brasil.

A submissão de artigos pode ser feita até 31 de agosto. Os resultados serão divulgados até 30 de setembro de 2012.

Clique aqui para enviar seu artigo.

Sai mais no sítio oficial do evento.

Da Redação.

 
Estudantes comemoram a aprovação dos 10% do PIB para a educação na Câmara dos Deputados. Foto: UNE

Dezenas de estudantes acompanharam em Brasília a reunião da comissão especial do Plano Nacional de Educação (PNE – PL 8035/10) na Câmara dos Deputados. Muitos com os rostos pintados (em referência aos caras-pintadas de 1992) e com bandeiras das entidades estudantis nas mãos, eles foram as testemunhas de um momento histórico para o país: a aprovação da aplicação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) do País em políticas do setor em até dez anos.

Hoje, União, estados e municípios aplicam juntos cerca de 5% do PIB na área. Na proposta original do Executivo, a previsão era de investimento de 7% do PIB em educação. O índice foi sendo ampliado gradualmente pelo relator, deputado Angelo Vanhoni (PT-PR) e atende às reivindicações dos movimentos sociais da área, em especial as entidades ANPG, UNE e UBES.

Pelo texto aprovado na noite de ontem, o governo se compromete a investir pelo menos 7% do PIB na área nos primeiros cinco anos de vigência do plano e 10% ao final de dez anos. A proposta segue agora para o Senado.

O deputado Paulo Rubem Santiago (PDT-PE) afirmou que o cumprimento dos 10% ainda depende, além da aprovação no Senado, da pressão de movimentos sociais. “É preciso ter em vista que o Orçamento no Brasil é autorizativo. A efetivação dessas verbas ainda depende de mobilização ao longo dos próximos dez anos”, alertou.

Para Luana Bonone, presidenta da ANPG, a mobilização dos estudantes foi fundamental para a conquista. “As entidades estudantis mostraram, mais uma vez, que a pressão é fundamental para que as conquistas aconteçam. A exemplo de nossa mobilização pelo reajuste das bolsas de pesquisa, parcialmente conquistado no mês de maio, agora temos mais essa vitória. A pressão continuará no Senado”, garantiu.

“Nós soubemos que havia uma tentativa de adiar essa votação para depois das eleições, então nos entendemos que era fundamental ocupar o plenário para constranger e impedir que isso fosse feito”, explicou o presidente da UNE, Daniel Iliescu.

A comissão especial aprovou ainda o prazo de um ano após a sanção do PNE para a aprovação da Lei de Responsabilidade Educacional. O projeto, que já está em tramitação na Câmara (PL 7420/06), estabelece responsabilidades de gestores públicos na melhoria da qualidade do ensino.

 

Pressão

As entidades estudantis há muito vem pressionando o governo e mobilizando a sociedade em torno da necessidade de mais investimentos em Educação. Diversos atos, abaixo-assinado, cartas e reuniões com o governo federal aconteceram. Na manhã de ontem, uma marcha tomou conta das ruas de Brasília. 3 mil estudantes, entre eles representantes de 44 DCEs (Diretórios Centrais de Estudantes) de universidades federais em greve, pressionaram, mais uma vez, os governantes.

Marcha dos Estudantes reuniu 3 mil em Brasília na manhã da terça(26). Foto: UNE

 

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, recebeu os estudantes, entre eles o vice-presidente da ANPG, Hyllo Nader, que lhe entregaram uma lista de reivindicações como a ampliação da assistência estudantil, melhoria da estrutura das universidades, mais restaurantes universitários, creches, moradias, bolsas e outras formas de auxílio para garantir a permanência dos estudantes nas instituições de ensino superior. Um relatório detalhado sobre a situação de cada uma das 44 universidades presentes na manifestação também foi apresentado como forma de alertar para a necessidade de melhorias e valorização do setor.

 

No documento entregue pelo vice-presidente da ANPG, as principais reivindicações tratam do reajuste do valor das bolsas de pesquisa (o aumento concedido em maio deste ano é de 10% e a reivindicação da ANPG é de mais 30%) e sobre a extensão dos prazos pela Capes e pelo CNPq daqueles pós-graduandos que estão com as atividades paralisadas em razão da greve dos docentes e técnicos-administrativos.

 

Nesta semana a ANPG enviou às agências nacionais de fomento, Capes e CNPq, um pedido para que os prazos dos projetos (defesa de dissertação, depósito e etc.) sejam adaptados aos novos calendários acadêmicos das universidades em greve, inclusive no tocante à concessão de bolsas.

 

Leia mais: Greve nas federais: ANPG solicita à Capes e ao CNPq atenção aos prazos dos pós-graduandos

 

Compromisso

Em seu perfil na rede social Twitter o presidente da UNE citou os compromissos assumidos por Mercadante: Ampliação do orçamento do PNAES – Plano Nacional de Assistência Estudantil para 2013; Criar linha de crédito específica para a construção de moradias e restaurantes universitários; Convocação urgente de concurso público para a contratação de professores e técnico-administrativos para as universidades federais; Criação de uma comissão de diagnóstico da infraestrutura das IFES com a participação dos estudantes em nível nacional e local; Plano de Consolidação da Expansão das Universidades Federais com a garantia de recursos para a conclusão das obras do REUNI.

Ainda segundo Daniel, Mercadante se posicionou a favor do investimento de 50% dos royalties e do Fundo Social do Pré-Sal em Educação, Ciência e Tecnologia, uma bandeira levantada pelas entidades desde a descoberta da camada pré-sal, em 2006.

 

Da Redação com informações da Agência Brasil e Agência Câmara.

*As opiniões aqui reproduzidas são de responsabilidade de seus autores e não representam, necessariamente, a opinião da entidade. Artigos podem ser enviados para [email protected] 

Mario Eugenio Saturno é tecnologista sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Artigo publicado no Correio Braziliense de segunda-feira (25).

A importância da indústria brasileira vem diminuindo desde os anos 1980. Porém, como já é de conhecimento geral, é o setor que mais gera arrecadação ao Estado – 40%. É óbvio que os governos, em suas instâncias, têm que desonerar a indústria e estimular a inovação, pois, sem inovação, não é possível enfrentar o dragão chinês, que tem muitas patas, asas e lança chamas.

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) concluiu um estudo sobre as Incubadoras de Empresas no Brasil. São 16.394 empresas em 384 incubadoras por todo o País. E o MCTI e suas agências de fomento já investiram R$ 53,5 milhões em 341 projetos, de 2003 e 2011. O estudo apurou que o faturamento anual das empresas incubadas é de R$ 226 milhões. As 29.205 que surgiram em incubadoras faturam cerca de R$ 1,2 bilhão por ano. Certamente isso é um fato, exemplo a ser estimulado.

Constatou-se ainda que 55% das empresas desenvolvem produtos nacionais, 28% têm atividades voltadas para a economia local e 15% alçam voo no mercado internacional. E, ainda, 58% das empresas desenvolvem novos produtos ou processos por pesquisa científica.

O registro de patentes é indicador de desenvolvimento tecnológico e de pesquisa dos países. A Petrobras é a empresa que apresenta o maior número de pedidos e registros de patentes e já detém 1.349 depósitos de patentes no Brasil e 2.530 no exterior, sendo a maior titular de registros no País, de acordo com o Instituto Nacional da Propriedade Intelectual (INPI). A Petrobras também aparece em primeiro lugar na lista de patentes inovadoras estabelecida com base no Índice Mundial Derwent de Patentes (DWPI), produzido pela Thomson Reuters.

Por esse índice, entre 2001 e 2010, o total de pedidos de patentes inovadoras no Brasil aumentou 64%, somando 130 mil registros. E, desses, foram registrados 5,5 mil somente em 2010. Do total da década, 27% referem-se a patentes de universidades. Certamente essa participação não é maior porque não há uma política de registro de patentes que funcione, mesmo dentro do MCTI. Vejo isso pela minha instituição, eu mesmo já quis patentear projetos, mas o caminho tem muitas pedras e espinhos.

Entre os 10 maiores produtores de patentes, cinco são grandes companhias: Petrobras, Semeato Indústria e Comércio, Máquinas Agrícolas Jacto, Vale e Usiminas. E cabe ressaltar que a produção brasileira de patentes é pequena, já que no mundo são 48 milhões. Só a China, que é o líder, produz 3 milhões de registros inovadores. É isso mesmo, senhor político, é preciso fazer algo urgente.

A Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei) reuniu cerca de 1.900 participantes que produziu a "Carta de Joinville", documento resultante dos três dias de debates que teve como principal alerta à nação a falta de inovação como ameaça real à sobrevivência da indústria brasileira.

Assim, é preciso que os políticos gerem ideias e leis. De minha parte, sugiro que o MCTI crie um escritório que estimule o registro de patentes e construa pontes para a indústria que, por sua vez, receba grandes incentivos nos produtos novos. Não é simples, mas factível.

A ANPG enviou às agências nacionais de fomento, Capes e CNPq, um pedido para que os prazos dos projetos (defesa de dissertação, depósito e etc.) sejam adaptados aos novos calendários acadêmicos das universidades em greve, inclusive no tocante à concessão de bolsas. Leia a íntegra do ofício aqui.

A ANPG desde o início tem acompanhado o cotidiano da greve através das APGs e no dia 13 de junho lançou nota de solidariedade ao movimento, leia aqui.

"Enviamos esta solicitação à Capes e ao CNPq por dois motivos. O primeiro é garantir o direito dos pós-graduandos seguirem o mesmo calendário das universidades, muitos deles alterados em função da greve. Isso pode significar a alteração de uma data de depósito de dissertação ou tese, o que pode vir a exigir, por exemplo, uma extensão do tempo de bolsa deste pesquisador. O segundo motivo é pautar os mais diversos órgãos de governo sobre uma forte greve que toma conta das universidades federais e exige respostas, tanto no sentido de que sejam cumpridos os compromissos com os docentes, quanto no sentido de estabelecer compromissos para a estruturação e expansão das universidades públicas brasileiras", disse a presidenta da ANPG, Luana Bonone.

A intenção da entidade é enviar a mesma solicitação também para as fundações de apoio estaduais.


Entenda a greve

Em diversas universidades os estudantes também aderiram à greve dos docentes e técnicos.APG UFPEAPG UFSJAPG UFBA, APG UFV e o Fórum de Pós-Graduandos da UFPR aprovaram moções de apoio ao movimento. Na UFRJ e na UFF os pós-graduandos paralisaram as atividades.

No domingo (17), durante a Plenária Final do CONEG da UNE, fórum que reúne os Diretórios Centrais dos Estudantes, representantes da Andes e da Federação de Sindicatos de Trabalhadores em Educação das Universidades Brasileiras (Fasubra) receberam o apoio dos estudantes, no sentido de unir forças em torno das reivindicações pela melhoria da Educação.

Desde o dia 17 de maio os docentes das universidades federais estão em greve. No dia 11 de junho foi deflagrada a paralisação dos técnicos administrativos e no dia 13 do mesmo mês foi a vez dos servidores federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica também aderirem ao movimento.

Já são mais de 50 universidades e 4 Institutos Federais sem aulas. Nada menos que 70% do ensino superior federal está com as aulas suspensas, atingindo cerca de um milhão de estudantes. 

As principais reivindicações dos trabalhadores são o aumento do piso salarial em 22,8% e a correção das pendências da carreira desde 2007. O piso atual é de R$ 1.034. Os servidores fizeram uma greve de quase quatro meses no ano passado, mas não houve negociação com o governo e a paralisação foi encerrada. De acordo com o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), os professores pleiteiam carreira única com incorporação das gratificações em 13 níveis remuneratórios, variação de 5% entre níveis a partir do piso para regime de 20 horas correspondente ao salário mínimo do Dieese (atualmente calculado em R$ 2.329,35), e percentuais de acréscimo relativos à titulação e ao regime de trabalho.

Leia mais: Pós-graduandos e a greve dos docentes: movimentações pelo Brasil

Sem negociação

O governo voltou desmarcou a reunião prevista para a terça-feira (19), com representantes sindicais dos professores. O Ministério do Planejamento, que toca as negociações, apresentaria o esboço de um novo plano de carreira dos docentes, principal reivindicação dos docentes.

O Ministério do Planejamento recebeu o movimento pela primeira vez no dia 12 de junho, quando pediu uma trégua de 20 dias, mas a categoria recusou interromper o movimento sem ouvir uma proposta clara. A reunião do dia 19, cancelada, deveria, enfim, apresentar a proposta do governo.

O Planejamento confirmou o adiamento, mas não detalhou os motivos. Ainda não há data para um novo encontro.

De acordo com o “Manifesto à População”, documento lançado na Câmara dos Deputados nesta quarta (20) pelas entidades do setor da educação federal em greve (ANDES-SN, Sinasefe e Fasubra): Os trabalhadores da educação federal e estudantes estão em greve, porque estão conscientes de que é imprescindível lutar em defesa das Instituições Federais de Ensino. As negociações com o governo não avançam. No entanto, crescem a degradação das condições de trabalho, ensino e a deterioração da infraestrutura oferecida nas universidades, institutos e centros tecnológicos federais.

 

Da Redação.