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*As opiniões aqui reproduzidas são de responsabilidade de seus autores e não representam, necessariamente, a opinião da entidade. Artigos podem ser enviados para [email protected] 

Wanderley de Souza é professor titular da UFRJ e membro da Academia Brasileira de Ciências e da Academia Nacional de Medicina. Artigo publicado no Jornal do Brasil de sexta-feira (11).

Há muitos anos, todos os chefes de Estado e de governo incorporaram em seus discursos a priorização das áreas de educação, ciência e tecnologia como absolutamente essenciais para assegurar o progresso econômico e social de forma sustentada. Pelos motivos os mais variados, na maioria das vezes, o discurso não veio acompanhado de decisões traduzidas em efetivo aumento orçamentário para estes setores.

Em recente livro intitulado Sobre a China, lançado no Brasil pela editora Objetiva em 2011, Henry Kissinger nos traz alguns documentos e transcrições de discursos e conversas com autoridades da China, que merecem ser mais divulgados. Em relação ao tema do nosso interesse, merece destaque o discurso de Deng Xiaoping, sucessor de Mao e grande arquiteto do processo de desenvolvimento da China. Afirmou ele: "A chave para conquistar a modernização é o desenvolvimento da ciência e da tecnologia. E, a menos que prestemos especial atenção na educação, será impossível desenvolver a ciência e a tecnologia. Palavras vazias não levarão nosso programa de modernização a lugar algum; devemos ter conhecimento e pessoal treinado".

Efetivamente, Deng e seus sucessores (Jiang Zemin e Hu Jintao) investiram significativamente nas áreas de educação, ciência e tecnologia, fazendo com que a China, em relativamente pouco tempo, passasse por uma transformação significativa nestas áreas, com forte impacto no desenvolvimento econômico e social. Em pouco tempo percebemos o aumento considerável de jovens pesquisadores chineses nos melhores laboratórios de pesquisa dos Estados Unidos e da Europa. Logo em seguida, as revistas científicas passaram a publicar, com frequência crescente, artigos científicos de excelente qualidade provenientes de laboratórios da China.

Revistas editadas na China passaram a ter elevado impacto. Cito como exemplo, a revista Cell Research fundada em 1990 pelo Shangai Institute of Cell Biology e que já conta com um fator de impacto de 9.4. A título de exemplo, a revista brasileira de maior prestígio (Memórias do Instituto Oswaldo Cruz) foi fundada em 1909 e tem um fator de impacto de 2.0. Gradualmente, o número de artigos publicados em revistas internacionais provenientes da China foi aumentando e em 2009 alcançou o elevado número de 118.108 artigos publicados, passando o país a ocupar a segunda posição mundial, conseguindo ultrapassar países de grande tradição científica como a Alemanha, Inglaterra, França e Japão.

Por outro lado, a Universidade de Pequim já aparece entre as cinquenta melhores universidades do mundo no ranking elaborado pela Times Higher Education em 2011, ocupando a 49ª posição (neste ranking a melhor universidade brasileira é a USP, que ocupa a 178ª posição). O exemplo chinês mostra como em apenas uma geração é possível transformar um país tendo como alicerce básico o investimento em educação, ciência e tecnologia.

A China segue os passos do Japão e da Coreia. Os resultados são tão evidentes que nos surpreende o fato de o Brasil ainda seguir engatinhando nesta área, com idas e vindas. No período 2003 a 2010 tivemos aumentos crescentes de orçamento na área de C&T, mas os orçamentos de 2011 e 2012 sofreram cortes significativos, que estão deixando perplexa toda a comunidade acadêmica brasileira.

A ANPG finalizou seu 23º Congresso neste mês, elegendo a estudante Luana Bonone, “capixaba de Minas Gerais e mineira do Espírito Santo”, como costuma brincar,  sua nova presidenta.

Delegados na Plenária Final do 23º CNPG

O encontro marcou um importante momento de participação dos jovens neste que é o maior e mais importante fórum de deliberação do Movimento Nacional de Pós-Graduandos. Mais de 3 mil estudantes e 45 instituições de ensino, de 18 estados brasileiros, participaram do processo congressual, indicando a nova gestão que estará à frente da entidade pelos próximos dois anos.

A partir de agora, Bonone ocupará o mesmo cargo que já foi de importantes nomes da vida pública brasileira e terá o desafio de representar os mais de 200 mil pós-graduandos, conhecendo a realidade de cada Associação de Pós-Graduandos (APGs) e debatendo soluções para a pesquisa de excelência.

Pertencem à história da entidade campanhas memoráveis como a da discussão do papel dos mestrados profissionalizantes, da valorização do mestrado acadêmico, das bolsas de formação e da universidade pública de qualidade. Vale ressaltar também que a ANPG é única entidade de pós-graduandos a compor a direção da Organização Continental Latino Americana e Caribenha dos Estudantes, a OCLAE. A ANPG compõe ainda o Conselho Superior e o Conselho Técnico- Científico da CAPES e o Conselho Deliberativo do CNPq.  

Doutorado, militância, crise econômica, Guimarães Rosa e PIBIC, o cachorro 

Com o presidente Lula, na UFMG, quando era Diretora da UNE
Em Cuba, com a ex-presidenta da ANPG, Elisangela Lizardo, Luiza Lafetá, diretora da UNE e Manuela Braga, presidenta da UBES. Abaixo, o cachorro PIBIC

Quem se depara com a nova presidenta da ANPG em uma roda informal de bate papo ou na tranquilidade mineira do chopp após um dia corrido, não encontra ali discursos insuflados nem pose blasé. Com sorriso leve, a pós-graduanda Luana Bonone, de 30 anos, é do tipo que prefere sempre ouvir antes de falar, e faz questão de que todos falem. 

Pós-graduanda em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), foi estudante de jornalismo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e encerrou seu bacharelado já com gosto pela pesquisa. Nascida em Vitória, no Espírito Santo, costuma brincar que é também mineira pela forma calorosa com que o estado a acolheu durante a universidade. Lembra com carinho da época em começou um novo ciclo de vida, ao sair da casa dos pais e enfrentar um mundo desconhecido pela frente. Um mundo de luta e de sonhos.

Esse jeito sonhador, afável e manso, contudo, não é o mesmo quando Luana pega no microfone. A habilidade em discursar objetivamente em público, sem pestanejar, vem de longos anos de militância. Quando ingressou na universidade, Luana logo tomou conhecimento das instâncias do movimento estudantil. Foi do Centro Acadêmico (CA) de Comunicação Social e do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFMG. Depois, assumiu a diretoria regional da UNE no estado e, logo em seguida, assumiu a presidência da União Estadual dos Estudantes de Minas Gerais (UEE-MG).

E não para por aí. Acabada a gestão da UEE, veio para São Paulo assumir a diretoria de Comunicação da UNE, que faz parte da executiva da entidade. Depois, começou a trabalhar como jornalista e deu início à especialização na área. Neste momento, foi chamada a desenvolver algumas atividades na ANPG e, assim, descobriu um movimento com um potencial de intervenção muito interessante. Não tardou para entrar no mestrado e na própria diretoria da entidade, novamente como diretora de comunicação, na gestão 2010-2012.

Toda essa energia também é muito bem gasta com os estudos. Bonone esse ano também tem a tarefa de defender sua dissertação de mestrado e já pensa no projeto de doutorado, que quer dar início no ano que vem. Além disso tudo, sobra um tempinho para ler um bom romance brasileiro, curtir uma cerveja com amigos, viajar, ver a família e – fôlego – brincar com o PIBIC, o cachorro que ganhou carinhosamente o nome do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica.

Defensora do projeto de transformação social iniciado pelo governo Lula, Bonone une o lado jornalista ao lado militante ao teorizar sobre a atual conjuntura econômica: “Estou convencida que o modelo de produção e circulação de mercadorias e valores vigente no mundo é extremamente excludente e opressor. As crises são intrínsecas a este sistema e apenas agudizam suas características. Ao mesmo tempo, gosto da perspectiva oriental que enxerga a crise como possibilidade, acho que o ambiente é propício para debater alternativas”. 

Sobre o papel da ciência e a tecnologia para os avanços do país, é incisiva: “Penso que o papel, por um lado, deve ser o de procurar dar resposta às grandes questões concernentes ao desenvolvimento nacional, como o combate à ainda abissal desigualdade social que existe no país, a erradicação de doenças que já não existem em outros países, para citar apenas dois exemplos. Por outro lado, a ciência deve ser livre, deve haver estímulo à ciência de base sobre os mais variados temas, pois se pretendêssemos dar exclusividade à ciência aplicada ou à ciência “pragmática", que buscasse resolver apenas problemas específicos, concretos e imediatos, estaríamos defendendo um empobrecimento absurdo da pesquisa nacional.”

Luana Bonone se diz satisfeita com a crescente atuação da ANPG, que tem ocupado, inclusive, as ruas de todo país. Espera, em sua gestão, ampliar e consolidar a rede do movimento, com a construção de APGs em instituições de todas as unidades da federação, além de melhorar a participação qualificada nos espaços institucionais e garantir  pautas fundamentais como eixos da gestão.

“Neste sentido, creio que a ANPG precisa eleger algumas políticas centrais, que definiremos no planejamento de gestão. Mas, pelo congresso, é claro que ficam alguns indícios: uma política permanente de valorização das bolsas de pesquisa é um desses pontos; outro é o debate sobre o modelo e avaliação da pós-graduação brasileira e a discussão sobre internacionalização também ganha relevância, além, é claro, de bandeiras mais gerais como 10% do PIB e garantia de 50% de investimento do Fundo Social do Pré-Sal para as áreas de educação e ciência e tecnologia, bandeira que encampamos ao lado de entidades como SBPC, ABC, UNE, UBES”, explica. 

Durante os próximos dois anos, Luana Bonone será a representante dos pós-graduandos brasileiros, sustentando seus direitos e amplificando seus anseios. Sabe que a agenda é grande e os compromissos são muitos. Por isso, como uma boa jornalista, sintetiza a nova fase com uma frase de seu conterrâneo de coração, Guimarães Rosa: “O senhor… mire, veja: o mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas – mas que elas vão sempre mudando. Afinam ou desafinam, verdade maior. É o que a vida me ensinou. Isso que me alegra montão".

 

Patricia Blumberg.

 

A economista Maria da Conceição de Almeida Tavares é a ganhadora do prêmio Almirante Álvaro Alberto para Ciência e Tecnologia de 2011. Ela recebe o prêmio nesta quinta-feira (17), às 11h, da Presidente da República, Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto. Às 16h30, a professora profere palestra na sede do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI). 



O prêmio, que comemora 30 anos e tem a parceria da Fundação Conrado Wessel e da Marinha do Brasil, busca reconhecer pesquisadores brasileiros pelo trabalho realizado ao longo de sua carreira em prol do avanço da ciência e pela transferência de conhecimento da academia ao setor produtivo. O Conselho Deliberativo do CNPq, na edição de 2011, contemplou a área de Ciências Humanas, Sociais, Letras e Artes.



Para o presidente do CNPq, Glaucius Oliva, "o prêmio representa um esforço coletivo, entre o CNPq, a Fundação Conrado Wessel e a Marinha no sentido de fomentar cada vez mais a pesquisa no Brasil, e reconhecer o trabalho do pesquisador que tanto se esforça para melhorar as condições do nosso país. Além disso, com este prêmio estimulamos também a cultura do conhecimento, motivando assim mais vocações para as carreiras científicas".



Foto: TV Senado – Programa Agenda Econômica (www.senado.gov.br/noticias/tv)

Sobre a premiada

Maria da Conceição Tavares é graduada em Matemática pela Universidade de Lisboa e em Economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), da qual é professora Emérita. Fez mestrado na Universidade de Paris II e doutorado em Economia da Indústria e da Tecnologia pela UFRJ.



Lecionou nas universidades Estadual de Campinas (Unicamp), Latinoamericana de Ciencias Sociales da Argentina, Nacional Autonoma do México, Pontifícia Universidade Católica do Chile e na Fundação Getúlio Vargas (FGV), entre outras instituições. Foi consultora de várias instituições entre elas, Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), Comissão Econômica para a América Latina (Cepal), Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Instituto Nacional de Investigação Científica (Inic), de Portugal.



Entre os prêmios e honrarias recebidas estão o título de Doutor Honoris Causa, da Universidade de Buenos Aires, na Argentina, Ordem de Bernardo O Higgins, Gran Official, do Governo do Chile, Oficial da Ordem de Rio Branco, do Ministério das Relações Exteriores (MRE), Ordem ao Mérito do Trabalho, do Ministério do Trabalho e Prêmio BNDES de dissertação de mestrado.



A economista também publicou dezenas de artigos em livros e publicações nacionais e estrangeiras, publicou e organizou mais de dez livros e publicou capítulos em mais de 20 livros.



O Almirante Álvaro Alberto

O Almirante Álvaro Alberto (22/04/1889 a 31/01/1976), ao longo de mais de meio século, permaneceu em contato com a ciência. Estudou Engenharia na Escola Politécnica do Rio de Janeiro e na École Centrale Técnique de Bruxelas, Bélgica. Frequentou a Escola Naval do Rio de Janeiro.

Por mais de 30 anos dedicou-se ao magistério sem abandonar suas pesquisas. Idealizador e primeiro presidente do CNPq, então Conselho Nacional de Pesquisas, o Almirante Álvaro Alberto também foi o representante brasileiro na Comissão de Energia Atômica (CEA) das Nações Unidas (ONU) e presidiu a Academia Brasileira de Ciências (ABC).



Fonte: Assessoria de Comunicação do CNPq

Nesta quarta-feira (16), às 12 horas, no corredor de acesso ao plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília, várias sociedades científicas brasileiras farão uma manifestação pública. O objetivo é pleitear que no Projeto de Lei (PL) 2565/2011, que definirá as regras da partilha dos royalties do petróleo, seja estabelecido um percentual obrigatório de investimento para as áreas de educação, ciência, tecnologia e inovação (C, T&I).

Liderada pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), a proposta da comunidade científica é que do total de recursos que serão divididos entre estados e municípios 50% sejam destinados para a educação. A manifestação também visa garantir o restabelecimento dos recursos dos royalties do petróleo que eram destinados ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e que ficaram fora da nova regra de partilha.

Na ocasião, a presidente da SBPC, Helena Nader, entregará ao relator da matéria, o deputado Carlos Zarattini (PT-SP), um documento com essas reivindicações. “É imprescindível que os parlamentares se conscientizem da importância de se pré-fixar os investimentos que deverão ser destinados à educação e C, T&I”, ressalta Nader. “Seria uma forma de corrigir uma omissão, pois o projeto aprovado pelo Senado apenas prevê que Estados e Municípios devam investir nessas áreas, sem determinar percentuais.”

A presidente da SBPC lembra que, se o PL 2565/2011 for aprovado sem essa definição, o Brasil perderá uma chance histórica de ter recursos suficientes para promover uma melhoria radical na qualidade do ensino público. “Precisamos garantir que na educação sejam investidos, no mínimo, 10% do PIB – algo que só conseguiremos se tivermos novas fontes de recursos”, ressalta. “É isso o que pleiteamos para o Plano Nacional de Educação”, finaliza.

A vice-presidenta da APG da UFSC, Jouhanna Menegaz, participará do ato em Brasília representando a ANPG. Na semana passada as entidades estudantis estiveram ao lado da SBPC na reivindicação pela aprovação imediata do Plano Nacional de Educação (leia mais aqui).

“Este é um momento crucial, de estabelecer as prioridades do país no gasto dos recursos oriundos do pré-sal. Ou investimos em educação, ciência e tecnologia ou continuaremos exportando comodities”, pontuou Jouhanna.

Serviço
Ato pelos royalties do pré-sal para educação, ciência, tecnologia e inovação

Data: 16/05/2012 (quarta-feira)

Local: Corredor de acesso ao Plenário da Câmara dos Deputados – Brasília – DF

Horário:  12h 

 

Da Redação.

 

No dia 8 de maio foi realizada no 10º Congresso Internacional da Rede Unida a primeira reunião do fórum de pós graduandos em saúde coletiva, mobilizada pelo estudante de doutorado da Fiocruz David Soeiro, pelo Diretor de Saúde da ANPG, Pedro Tourinho e por outros estudantes da área de universidades como a UFRJ e a USP.


Na reunião que contou com a presença das professoras Laura Feuerwerker, membro da Rede e da professora Maria Amelia Veras do fórum de coordenadores de saúde coletiva, os pós graduandos presentes debateram questões da área e reiteraram o compromisso dos pesquisadores com a defesa de um sistema de saúde como um direito e de acesso universal à população brasileira, que garanta a equidade, a integralidade, o controle social, a descentralização e regionalização e um financiamento público com gestão pública do sistema.


Na ocasião, foi elaborada uma carta de princípios denominada Carta do Rio de Janeiro, que dentre outras questões sinaliza “ que o sistema nacional de pós-graduação deve ser flexível o suficiente para proporcionar uma formação diversa para a docência, pesquisa e o trabalho em saúde conforme as necessidades do SUS.” 

 

A vice-presidenta da APG UFSC, Jouhanna Menegaz, presente na atividade, pontuou que este foi um movimento importante de articulação dos pós graduandos em saúde e que esta atividade foi o pontapé inicial da organização dos pós graduandos em saúde, de maneira mais ampla, e que  em breve outras ações e encaminhamentos serão dados.

 

Leia a Carta do Rio de Janeiro na íntegra.

 

Da Redação.

A Pró-Reitoria de Pós-Graduação da Universidade de São Paulo (USP) lançou um portal que reúne teses e dissertações de mestrado e doutorado relacionadas aos temas que serão tratados durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (RIO+20).

clique na imagem acima e visite o sítio

A RIO+20 será realizada entre os dias 20 e 22 de junho no Rio de Janeiro. As dissertações e teses foram defendidas na USP entre junho de 1992 e setembro de 2011.

A seleção, com cerca de 1,3 mil trabalhos, permite realizar buscas por autor, resumo e palavras-chave, além do download da pesquisa completa.

Além disso, também oferece uma análise do material por especialistas da USP sobre os avanços e desafios das pesquisas nas áreas de governança e Agenda 21, economia verde e inclusão social e mudanças climáticas.

Mais informações: www.prpg.usp.br/usprio+20

Fonte: Agência FAPESP 

Marcelo Gleiser é professor de física teórica no Dartmouth College, em Hanover (EUA), e autor de "Criação Imperfeita". Artigo publicado na Folha de São Paulo de domingo (13).

*As opiniões aqui reproduzidas são de responsabilidade de seus autores e não representam, necessariamente, a opinião da entidade. Artigos podem ser enviados para [email protected] 

Fazer pesquisa é caro, mas vale a pena. Vamos pensar apenas na ciência de base, ou seja, a ciência que não tem o objetivo imediato de ser "útil" via aplicações tecnológicas ou gerando riqueza, cuja meta é investigar a natureza. Quanto um país deve investir nesse tipo de pesquisa?

Quando se discute como equilibrar o orçamento da União, é crucial questionar como os fundos vindos do contribuinte devem ser usados. Afinal, existem necessidades críticas em educação, infraestrutura de transporte, modernização de hospitais, atendimento médico para milhões de necessitados etc.

Num ensaio recente na "New York Review of Books", uma prestigiosa publicação americana, o prêmio Nobel Steven Weinberg afirma que a solução nunca deve ser tirar dinheiro de áreas necessitadas para financiar pesquisa de base (ou qualquer outra). Por outro lado, o investimento na pesquisa de base deveria ser uma opção óbvia para qualquer país que pretende ter uma posição de liderança internacional.

No início do século 20, físicos lidavam com um modo inteiramente novo de interpretar a natureza. Einstein forçou uma revisão dos conceitos de espaço, tempo e energia. Planck, Bohr, Schrödinger e Heisenberg nunca poderiam ter imaginado que suas ideias revolucionárias sobre a física do átomo efetivamente redefiniriam o mundo em que vivemos. Deles veio a revolução quântica, que gerou incontáveis aplicações tecnológicas, incluindo todos os equipamentos digitais, dos computadores aos raios laser, fibras ópticas e tecnologias nucleares.

Em seu ensaio, Weinberg mostra sua preocupação com o futuro da ciência de grande porte, projetos que alcançam bilhões de dólares. Recentemente, o sucessor do Telescópio Espacial Hubble, o Telescópio Espacial James Webb, teve seu orçamento cortado. Após muito drama, o financiamento foi restituído, mas ficou a insegurança. No mundo das partículas, a bola está com a Europa e seu mega-acelerador, o LHC. Cientistas americanos se juntaram ao projeto depois de perceberem a possibilidade de seu acelerador nacional desaparecer.

Na minha opinião, cortar o fomento à pesquisa de base, incluindo projetos bem definidos de alto custo, é inadmissível. Um mundo focado no imediato, no pragmático, pode ser eficiente, mas é extremamente monótono. Imagine um mundo sem as descobertas sensacionais que andam sendo feitas sobre o Cosmo e os mistérios da matéria; um sem estrelas explodindo, sem galáxias colidindo e buracos negros.

Pior, imagine um mundo sem o que ainda não conhecemos e que nunca poderemos descobrir sem nossos instrumentos de exploração. Ademais, perderíamos todas as possíveis aplicações das descobertas.

 Uma possibilidade é a de incluir cada vez mais países com fortes economias emergentes, como a China, a Índia e o Brasil, no fomento aos grandes projetos. Esse é um dos argumentos a favor da inclusão do Brasil como país-membro do Observatório Europeu do Sul (ESO), uma discussão que deixo para depois.

Quando vejo as enormes quantias sendo gastas na defesa nacional, eu me pergunto se nossas prioridades no lado criativo ou destrutivo. Quando deixamos de investir no novo, ficamos condenamos a só olhar para o velho.

Acontece em São Paulo, nesta quinta e sexta (11), o Congresso Nacional da Federação Nacional dos Pós-Graduandos em Direito (FEPODI).

A FEPODI é uma associação civil sem fins lucrativos, constituída para representar os interesses dos mestrandos e doutorandos em Direito dos programas stricto sensu do Brasil.

A intenção é reunir alunos de graduação, pós-graduação, docentes e pesquisadores sob o tema “Problemáticas jurídicas e o atual estágio da pesquisa em direito no Brasil”. A expectativa dos organizadores é que o Congresso Nacional da FEPODI contribua para unificar os esforços de professores, alunos e pesquisadores da Pós-Graduação em Direto, enriquecendo o debate e enfatizando sua importância para a sociedade brasileira.

O diretor da ANPG, Thiago Custódio esteve no Congresso representando a ANPG. De acordo com ele “a organização dos pós-graduandos é de suma importância para o fortalecimento da rede do movimento”.

O evento é uma iniciativa conjunta da FEPODI, que conta com o apoio do Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade Nove de Julho – Uninove, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC SP e do Grupo de Pesquisa “Capitalismo Humanista”, coordenado pelo Prof. Dr. Ricardo Hasson Sayeg. O coordenador geral do Congresso e presidente da FEPODI, Doutorando Rogério Monteiro Barbosa, faz parte da chapa eleita durante o 23º Congresso Nacional de Pós-Graduandos para a nova gestão da ANPG. 

Mais informações podem ser encontradas no sítio da FEPODI.

Serviço
Congresso Nacional da Federação Nacional dos Pós-Graduandos em Direito (FEPODI)

Data: 10 e 11/05/2012

Local: Universidade Nove de Julho – Uninove, Campus Memorial da América Latina.

Av Francisco Matarazzo, 364. Barra Funda

São Paulo – SP


Da Redação.

Em novembro de 2011 aconteceu, no Rio de Janeiro, o 1º Seminário dos Estudantes de Pós-Graduação em Ciências Sociais do Estado do Rio de Janeiro (sepocs -rio).  Organizado pelos programas de pós-graduação do estado, com grande protagonismo dos próprios pós-graduandos, o objetivo do evento foi integrar os estudantes dos programas e suas pesquisas, além de fortalecer a organização do movimento nacional de pós-graduandos, fornecendo subsídios à própria atuação da ANPG.

Neste ano de 2012, a 2ª edição do evento acontecerá de 17 a 21 de setembro. As inscrições de resumos foram prorrogadas e vão até domingo (13).

De acordo com o blog do II sepocs-rio: “Propomos uma forma alternativa de evento, para estimular o debate e a participação dos estudantes em eventos científicos. O seu formato implica numa aceitação prévia dos resumos e papers, desde que obedecidas as normas de formatação, prazos e a pertinência temática. Não caberá à organização avaliar cientificamente o material enviado, mas ao proponente apresentá-lo e defendê-lo perante os pares, assim como ter seu trabalho comentado pelo debatedor da mesa”.


Mais informações: http://sepocs.blogspot.com.br/

Serviço

II Seminário dos Estudantes de Pós-Graduação em Ciências Sociais do Estado do Rio de Janeiro

Data: 17 a 21 de setembro de 2012

Local: Instituto de Filosofia e Ciências Sociais – IFCS/UFRJ

Largo de São Francisco de Paula, nº1 – Centro, Rio de Janeiro

Para ver o mapa, clique aqui.

Da Redação.