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Na noite da última quinta (10), a ANPG esteve presente na posse da primeira reitora mulher da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a professora Roselane Neckel. Ela e a vice-reitora Lúcia Helena Martins Pacheco foram vencedoras do segundo turno da eleição realizado em novembro de 2011.

Após a solenidade, que contou com a presença da secretária de Relações Institucionais da Presidência da República, Ideli Salvatti, do deputado federal Pedro Uczai e do secretário de Educação do Estado, Eduardo Deschamps, além de representantes dos estudantes, servidores e de outras entidades da área da educação, a reitora anunciou os nomes dos pró-reitores e ocupantes dos demais cargos que farão parte de sua equipe.

As manifestações mais fortes do discurso de Roselane Neckel foram no sentido de colocar a UFSC a serviço do Estado e do país. “Devemos ser um espaço de construção de sujeitos cidadãos”, afirmou. “Temos o direito de sonhar com um Brasil melhor e superar desigualdades sociais que nos atingem de norte a sul”.

APG UFSC e a nova reitora, professora Roselane Neckel. 

A vice-presidenta da Associação de Pós-Graduandos da UFSC, Jouhanna Menegaz, compôs a mesa da solenidade representando a ANPG e em sua fala refletiu acerca da aproximação entre universidade e sociedade. “A produção do saber, da ciência e da tecnologia devem ser instrumentos a serviço do desenvolvimento do Brasil e da redução das desigualdades sociais ainda muito presentes em nosso país”, pontuou.

Entre os compromissos que a nova reitora assumiu estão a adoção de uma política de permanência dos estudantes, reduzindo a evasão acadêmica, a potencialização do uso dos recursos públicos e uma postura pró-ativa e propositiva frente aos governos federal, estadual e municipal.


Da Redação.

 

 

Tomou posse na tarde dessa quarta (9) como nova presidenta do Conselho Nacional de Juventude (CONJUVE) para o biênio 2012/2013, Ângela Guimarães. Baiana de Salvador, socióloga e professora, militante do movimento estudantil, é ex militante da União da Juventude Socialista (UJS), da qual compôs a Direção Nacional e ex-membro da executiva nacional da União de Negros pela Igualdade (UNEGRO).

A nova mesa diretora, empossada durante a 28ª Reunião Ordinária do CONJUVE, terá duas mulheres. Além de Ângela, foi eleita pelo segmento da sociedade civil Rebeca Ribas como vice – presidenta. Rodrigo Amaral continua sendo o Secretário Executivo do Conselho.

 

Da esquerda para a direita: Assis Filho (Sec. Adj. de Juventude do Gov. do Maranhão e Conselheiro do CONJUVE), Ângela Guimarães (Presidenta do CONJUVE), Rebeca Ribas (Vice – Presidenta), Severine Macedo (Secretária Nacional de Juventude) e Rodrigo Amaral (Secretário Executivo do CONJUVE).

A Secretária Nacional de Juventude, Severine Macedo que deu posse à mesa diretora do CONJUVE elogiou a maturidade dos conselheiros que de forma consensual elegeram, sem disputa, a nova direção do CONJUVE.

A eleição de Ângela para o Conselho marca a ascensão que muitos jovens experimentaram desde a implantação da política nacional de juventude, em 2005, com a criação do CONJUVE e da Secretaria Nacional de Juventude. Em sete de julho de 2010, a  PEC 42/2008 foi aprovada no Senado Federal (dando origem à Emenda Constitucional n°65/2010), incluindo o termo Juventude na Constituição. E em 15 de fevereiro de 2012, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados aprovou o Estatuto da Juventude.

O Estatuto da Juventude é uma declaração de direitos e deveres dos jovens, acrescida de estrutura jurídica mínima que permite discutir, formular, executar e avaliar políticas públicas de juventude, ou seja, um instrumento jurídico-político para promover os direitos da juventude.

Além das conquistas institucionais, a execução de programas especificamente voltados à juventude, como Projovem, ProUni, Reuni e Pronatec acabaram por, nas palavras da novapresidente “promover uma contaminação positiva” em torno de políticas públicas para esta parcela estratégica da sociedade.

“Recebo com otimismo esta tarefa. Estou certa de que é um grande momento para a afirmação da juventude no país. Vivemos o maior período de democracia ininterrupta e o Brasil vem crescendo alicerçado em três pilares: crescimento econômico, diminuição das desigualdades e consolidação dos direitos sociais. Essa combinação beneficia o cenário das políticas públicas para a juventude brasileira”, pontuou Ângela.

Em relação aos desafios dessa gestão, Ângela apontou três destaques: a ampliação da articulação com os Ministérios, como forma de capilarizar e fortalecer as ações do CONJUVE (que é um conselho consultivo); o enfrentamento à violência, uma pauta estabelecida e reafirmada nas Conferências Nacionais de Juventude (2008 e 2011) e a agenda nacional do trabalho decente, visando garantir remuneração justa e possibilidade de conciliação entre trabalho e estudo.

“A precarização do trabalho juvenil é uma de nossas preocupações. O desemprego entre os jovens é três vezes maior que a média nacional. Os 50 milhões de jovens deste país precisam contar com uma rede de apoio e representação, para isso trabalharemos firme na articulação do CONJUVE com os conselhos estaduais e municipais, promovendo e ampliando a participação social na construção de políticas públicas de, para e com a juventude”, finalizou.

 

O CONJUVE

O Conselho Nacional de Juventude foi criado em 2005 pela Lei 11.129, a mesma que instituiu a Secretaria Nacional de Juventude, vinculada à Secretaria-Geral da Presidência da República, e o Programa Nacional de Inclusão de Jovens (Projovem). O Conselho tem, entre suas atribuições, a de formular e propor diretrizes voltadas para as políticas públicas de juventude, desenvolver estudos e pesquisas sobre a realidade socioeconômica dos jovens e promover o intercâmbio entre as organizações juvenis nacionais e internacionais. 
Os membros do Conselho são escolhidos para mandato de dois anos, mediante eleição direta, e os cargos de presidente e vice-presidente são alternados, a cada ano, entre governo e sociedade civil. 

Para a nova gestão do CONJUVE foram eleitos 40 conselheiros titulares e suplentes que representam movimentos, associações, organizações, redes, fóruns e entidades de apoio às políticas públicas de Juventude. A ANPG foi eleita para uma vaga, Como titular, assumirá a vaga Luana Bonone, presidenta da ANPG. Além da missão de dar continuidade aos trabalhos já desenvolvidos pelo Conselho, o colegiado terá vários outros desafios. Já entre as primeiras ações está a mobilização e participação na Conferência Rio+20, que acontece em junho, além de encaminhar e responder as demandas apontadas na 2ª Conferência Nacional de Juventude.

Saiba mais acessando o sítio do CONJUVE http://www.juventude.gov.br/conjuve/

Da Redação.

clique na imagem e visite o sítio oficial do 26º Prêmio Jovem Cientista

Estão abertas as inscrições para o 26º Prêmio Jovem Cientista (PJC). Pesquisadores, universitários e estudantes do ensino médio de todo o Brasil podem participar do concurso, que distribuirá R$ 600 mil em premiações – incluindo aí o valor de bolsas do CNPq. O prazo de inscrição termina em 31 de agosto de 2012.

O tema deste ano, Inovação Tecnológica nos Esportes, foi escolhido com o intuito de estimular pesquisadores e estudantes a voltarem suas atenções para o setor esportivo e se alinharem com as demandas governamentais de incentivo para a área, diante da realização da Copa e das Olimpíadas no Brasil.

O mundo dos esportes sempre caminhou de mãos dadas com as descobertas da ciência e da tecnologia. O que seria de um craque de futebol se suas chuteiras não tivessem sistema de amortecimento? Como garantir a segurança dos atletas sem uma pista com revestimento antiderrapante? Como avaliar hoje a resistência dos esportistas sem monitorar, a cada movimento, seus batimentos cardíacos, gasto energético, velocidade? Quantos não são os projetos que utilizam o esporte como ferramenta educacional e de inclusão social?

Diante dos grandes eventos esportivos que em breve serão realizados no Brasil, a escolha do tema se mostra bastante propícia, já que pesquisadores das mais diversas áreas estão sendo chamados a se alinhar com as prioridades governamentais de incentivo às inovações tecnológicas nos esportes. Além disso, a demanda por resultados nas competições esportivas conduz ao desenvolvimento de tecnologias que podem beneficiar a população como um todo, não só os atletas.

Para concorrer, pesquisadores e estudantes universitários devem se inscrever pela internet. Alunos do ensino médio, além de poder utilizar a web, têm também a opção de enviar suas pesquisas pelos Correios. O regulamento completo e a ficha de inscrição estão disponíveis em www.jovemcientista.cnpq.br

Sobre o prêmio

O PJC é uma iniciativa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI), em parceria com a Fundação Roberto Marinho, a Gerdau e a GE. Quatro categorias são premiadas: Graduado, Estudante do Ensino Superior, Estudante do Ensino Médio e Mérito Institucional. Há ainda uma Menção Honrosa para um pesquisador doutor que, em sua trajetória, tenha se destacado na área relacionada ao tema do prêmio. Os orientadores das três categorias principais e as escolas dos três classificados do Ensino Médio são agraciados com notebooks de última geração, como forma de estimular e reconhecer a cadeia de aprendizagem.

Na categoria Mérito Institucional são premiadas as duas instituições – uma de ensino médio e outra de ensino superior – às quais estiver vinculado o maior número de trabalhos com mérito científico, desenvolvidos por candidatos inscritos nas categorias Graduado, Estudante do Ensino Superior e Estudante do Ensino Médio.

 

Mais informações podem ser encontradas em http://www.jovemcientista.cnpq.br/

Fonte: Ascom do CNPq


 
clique na imagem acima e visite o sítio do Centro de Estudos e Memória da Juventude

A revista Juventude.br  anuncia que está aberta a chamada de artigos para suas próximas edições.

Serão aceitos artigos que versem sobre os temas dos dossiês ou sobre outros temas ligados à juventude, suas práticas, sociabilidade, cultura, participação política, formas de ação coletiva e memória. Também serão aceitas resenhas de livros recentes ou clássicos ligados aos temas acima mencionados.

Os dossiês dos próximos dois números e as datas limites para envio de artigos e resenhas são os seguintes:

Número 12 – Dossiê temático: “Educação e trabalho” – Data limite para envio de artigos: 23 de junho.

Número 13 – Dossiê temático: “Políticas públicas e juventude” – Data limite para envio de artigos: 01 de outubro.

Os artigos para o próximo número deverão ser enviados até o dia 23 de junho para o e-mail: [email protected] . Devem ter até 20 laudas digitadas com fonte Time News Roman 12 e espaço 1,5. As resenhas não devem ultrapassar 5 laudas.

A revista Juventude.br é uma publicação do Centro de Estudos e Memória da Juventude voltada para o debate e a divulgação de pesquisas sobre a juventude. Pretende ser um elo entre a produção acadêmica e os movimentos juvenis, aprofundando a reflexão sobre a condição juvenil no Brasil e favorecendo as possibilidades de sua transformação.

A revista é distribuída gratuitamente para lideranças e organizações juvenis cadastradas pelo CEMJ e pode também ser acessada através da internet:http://www.cemj.org.br/nossosProjetos_RevistaJuventude_br.asp


Fonte: CEMJ

Na tarde desta terça-feira (8), a ANPG, a UNE e a UBES reuniram-se mais uma vez com o Ministro da Educação, Aloizio Mercadante. A pauta do encontro foi a destinação de 10% do PIB para Educação e 50% do Fundo Social e dos royalties do pré-sal para educação, bandeira encampada pelas entidades estudantis desde a descoberta das reservas de petróleo na camada do pré-sal.

 

Na ocasião, os três presidentes das entidades, Luana Bonone, Daniel Iliescu e Manuela Braga, respectivamente, convidaram o Ministro a participar do Ato “PNE Já”, que ocorreu hoje (quarta) em Brasília e tem por objetivo sensibilizar os parlamentares pela aprovação imediata do Plano Nacional de Educação e a defesa da bandeira dos investimentos em Educação.

ANPG, UNE e UBES se reúnem com Ministro da Educação, Aloizio Mercadante. Brasília, maio de 2012.

 

Ao se apresentar como presidenta recém – eleita da ANPG, Luana Bonone apresentou ao Ministro a reivindicação de reajuste das bolsas de mestrado e doutorado. Embora a ANPG tenha garantido o reajuste de 10% do valor, como anunciado pelo presidente do CNPq, Glaucius Oliva, durante o 23º Congresso Nacional de Pós-Graduandos (leia mais aqui), a campanha continua. O pleito da ANPG e das APGs de todo o país é de 40% de reajuste, como forma de compensar a inflação do período e fazer cumprir as metas do PNPG 2005-2010.

 

Mercadante se mostrou sensível à pauta, porém foi irredutível ao afirmar que não há orçamento disponível para tal aumento. De acordo com o Ministro, o primeiro reajuste de 10% acontecerá a partir de 1º de julho, com recursos exclusivos do CNPq e da CAPES. Mercadante se comprometeu ainda, que em 2013, outro reajuste de 10% será feito, visando compensar as perdas inflacionárias. Embora as agências ainda não tenham se pronunciado por meio de seus sítios eletrônicos e assessorias de imprensa, a ANPG entende que o anúncio público(veja aqui o vídeo do momento do anúncio) dos presidentes e do Ministro significa um compromisso direto com a pauta reivindicada.

 

Luana foi enfática e convidou o Ministro a se juntar à ANPG na pressão pelo aumento dos orçamentos dos Ministérios, “o corte no orçamento tem prejudicado muito a Educação e a C, T&I. Não podemos mais permitir que o dinheiro do país seja usado para pagar os juros da dívida. Os recursos humanos são o maior potencial do Brasil”, finalizou.

 

A ANPG permanece então na pressão por 40% de reajuste das bolsas de mestrado e doutorado. O anúncio de 10% de reajuste a partir de julho e mais 10% no início de 2013 são uma conquista da mobilização de todas as APGs e pós-graduandos espalhados pelo Brasil e uma prova real de que a ampliação do movimento é que vai garantir o reajuste esperado. Desde já a ANPG convoca todos a Brasília para a Caravana da ANPG, em agosto, conforme aprovado no 23º Congresso Nacional de Pós-Graduandos. Queremos reajuste real e uma política permanente de valorização das bolsas! Este foi o recado dado ao Ministro Mercadante na reunião e é com este tom que a ANPG seguirá pautando a valorização da pesquisa no Brasil.

 

ANPG

Durante o congresso, membros de APGS da UFC, ITA e UFSCAR avaliaram o encontro e principais pontos debatidos

Durante os dias 3 a 5 de maio a UNIFESP, em São Paulo, recebeu o 23º CNPG, que contou com mais de 2 mil estudantes de diversos estados do país para debater o desenvolvimento do Brasil, educação, ciência e tecnologia e definir a plataforma de atuação da entidade para os próximos 2 anos.

O congresso foi uma grande demonstração da politização crescente do movimento de pós-graduandos no Brasil. “Há um aprofundamento das discussões políticas de discussões estruturais dos problemas que nos afetam no dia a dia e esse é o ponto forte do encontro”, avaliou Leonardo Ferreira Reis, 25, mestrando em engenharia de produção e membro da APG da UFSCAR.

“Eu entendo esse congresso não como uma política estudantil, mas como uma política cientifica. Os cientistas estão entendendo a necessidade de se organizar politicamente para que as políticas de valorização e incentivo à ciência sejam criadas e implementadas”, concordou o mato-grossense Hiure Queiroz, pós-graduando em física do ITA.

Pós-graduando como profissional

“Nós, pós-graduandos, temos deveres muito claros, porém não sabemos nossos direitos”. Essa afirmação permeou o debate em torno de como o pós-graduando é visto no Brasil. “Quando lutamos pelo reajuste das bolsas, a questão não é obter assistência estudantil para um estudante completar seus estudos, mas, sim, garantir assistência para que seja realizada  pesquisa no país. Pesquisa. Essa, que é um dos pilares para o desenvolvimento do mesmo”, afirmou Hiure.

Leonardo foi além: “Eu considero o pós-graduando como um profissional. O pós- graduando está em formação, mas é um profissional que trabalha, produz, publica. O doutorando tem que inovar como pesquisador com uma carga de conhecimento profundo”. Nesse sentido, uma das questões levantadas pelos debatedores do congresso, foi, por exemplo, por que os anos de mestrado e doutorado não são contabilizados no cálculo dos anos de aposentadoria.

Reajuste das bolsas e valorização da ciência e tecnologia

Durante o congresso, o debate em torno do reajuste das bolsas foi central. A ANPG tem uma forte campanha por um reajuste de 40% e, no 23º CNPG, alcançou uma importante vitória nesse sentido: o presidente do CNPq anunciou um reajuste de 10%.

Leia mais: Saiu o primeiro reajuste das bolsas de mestrado e doutorado!

APGs avaliam novo posicionamento da Campanha de Bolsas

ANPG reúne-se com MEC e pauta reajuste imediato das bolsas de mestrado e doutorado

“Esse primeiro aumento é a ponta de iceberg. A campanha parte do ponto de vista de que o Brasil é uma nação que quer ser soberana em Ciência, Tecnologia e inovação. Precisamos ter uma política de valorização de tudo isso e entender o papel do pós-graduando como um protagonista nesse desenvolvimento”, avaliou Cíntia Eufrásio, mestranda em ecologia e recursos naturais da UFC .

Leonardo avalia o reajuste alcançado como uma vitória importante, porém um valor que ainda está aquém das necessidades do setor no país. “ Há uma demanda clara de 40% e essa demanda é mantida. Vejo essa sinalização pelo reajuste como uma vitória no sentido de diálogo”, explicou.

“O pós-graduando é um protagonista do desenvolvimento do país. Precisamos entender isso, fortalecer cada vez mais o movimento e o debate de valorização da ciência para construir uma política constante e consistente”, finalizou Cíntia.

 

Camila Hungria, de São Paulo.

O ato, que prevê a entrega de um documento ao presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), é organizado pela ANPG, UNE e UBES, com apoio da SBPC , da ABC (Academia Brasileira de Ciências) e da SBF (Sociedade Brasileira de Física), entre outras associações.

Na manhã da próxima quarta (9), a ANPG, em conjunto com a UNE, a UBES e a SBPC, organiza em Brasília o Ato "PNE já! 10% do PIB para Educação e 50% do Fundo Social e dos royalties do pré-sal para educação". A atividade acontecerá às  11h no Salão Verde da Câmara dos Deputados.
O intuito da manifestação é sensibilizar os parlamentares para  a urgência na aprovação do Plano Nacional de Educação (PNE), aprovado em 2010 e que está tramitando em uma comissão especial no Congresso. O plano tem como função sistematizar a educação brasileira, estabelecendo metas e estratégias para implementação entre os anos 2011 e 2020.
Além disso, as entidades reivindicam que  50% dos royalties do petróleo da camada do pré-sal sejam destinados a investimentos no sistema educacional e científico. Um documento foi elaborado pelas entidades e será entregue aos parlamentares.

Movimentação
Não é de hoje a pressão das entidades estudantis e científicas em torno dessas bandeiras. Desde 2010 as Jornadas de Lutas da UNE, UBES e ANPG tratam dessa temática.

A campanha #educação10 contou com um abaixo assinado e manifestações pelo país. “Os cortes sistemáticos no orçamento vêm prejudicando a educação e a ciência, elementos fundantes de um país que pretende estar entre as nações protagonistas do mundo”, destacou a presidenta eleita da ANPG, Luana Bonone.
Em diversas reuniões com o MCTI e MEC a ANPG pautou a importância dos investimentos em Educação, C, T&I. Em março de 2011 as entidades organizaram uma passeata com cerca de 5 mil estudantes em Brasília. Após a passeata, as entidades foram recebidas pela presidente Dilma Rousseff e pelo ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, em audiência que durou cerca de uma hora. As entidades apresentaram as principais pautas em relação ao PNE, com prioridade àquelas relacionadas ao financiamento da educação. A presidente concordou com a necessidade de priorização da educação e falou da necessidade de reconhecimento profissional, valorização social e dignidade salarial dos professores. Segundo Dilma, este é um elemento basilar da ação política concreta do governo.

Leia mais: 5 mil estudantes lotam a Esplanada dos Ministérios e são recebidos pela presidenta Dilma
 

De acordo com outro abaixo-assinado lançado pela SBPC e ABC no ano passado, “uma distribuição estratégica dos royalties, que contemple às áreas de educação e C,T&I, representa uma oportunidade histórica de inserir o Brasil na era da economia do conhecimento, enterrando de vez o passado de subdesenvolvimento”.
 

Serviço
Ato "PNE já! 10% do PIB para Educação e 50% do Fundo Social do pré-sal para educação, ciência e tecnologia"

Data: 09/05/2012 (quarta-feira)

Local: Salão Verde da Câmara dos Deputados – Brasília – DF

Horário:  11h

Da Redação.

Nos dias 8 e 9 de maio (terça e quarta-feira), o Conselho Nacional de Juventude (Conjuve) realiza sua 28ª Reunião Ordinária, com a posse dos novos membros da sociedade civil eleitos em abril para o biênio 2012/2013. A posse acontece nesta terça-feira, a partir das 9h30, no Auditório do Centro Cultural Banco do Brasil, localizado no Edifício Tancredo Neves, SCES, Trecho 2, em Brasília – DF.

Para a nova gestão do Conjuve foram eleitos 40 conselheiros titulares e suplentes que representam movimentos, associações, organizações, redes, fóruns e entidades de apoio às políticas públicas de Juventude. A ANPG foi eleita para uma vaga(titular e suplente).
Além da missão de dar continuidade aos trabalhos já desenvolvidos pelo Conselho, o colegiado terá vários outros desafios. Já entre as primeiras ações está a mobilização e participação na Conferência Rio+20, que acontece em junho, além de encaminhar e responder as demandas apontadas na 2ª Conferencia Nacional de Juventude.
Segundo a secretária nacional de Juventude, Severine Macedo, a renovação dos membros da sociedade civil do Conjuve ocorre em um momento muito importante para a Política Nacional de Juventude. “Entramos em um novo ciclo de participação e controle social da Secretaria Nacional de Juventude e dos Ministérios que implementam projetos e programas para a juventude brasileira. O processo eleitoral foi democrático e contemplou a diversidade das organizações juvenis, o que demonstra a maturidade e o avanço da política juvenil.”
Nas atividades da 28ª Reunião Ordinária serão debatidas as perspectivas e desafios do Conjuve e também a apresentação das diretrizes e definição das prioridades do órgão. Haverá ainda a composição das comissões, eleição da vice-presidência e posse da nova mesa diretora. Participam da reunião o secretário-executivo da Secretaria-Geral, Rogério Sottili, e a secretária nacional de Juventude, Severine Macedo.

O Conjuve
O Conselho Nacional de Juventude foi criado em 2005 pela Lei 11.129, a mesma que instituiu a Secretaria Nacional de Juventude, vinculada à Secretaria-Geral da Presidência da República, e o Programa Nacional de Inclusão de Jovens (Projovem). O Conselho tem, entre suas atribuições, a de formular e propor diretrizes voltadas para as políticas públicas de juventude, desenvolver estudos e pesquisas sobre a realidade socioeconômica dos jovens e promover o intercâmbio entre as organizações juvenis nacionais e internacionais.
Os membros do Conselho são escolhidos para mandato de dois anos, mediante eleição direta, e os cargos de presidente e vice-presidente são alternados, a cada ano, entre governo e sociedade civil.

Da Redação.

 

Sem reajustes há quase quatro anos, o presidente do CNPq, Glaucius Oliva, anunciou o reajuste durante a manhã da sexta (4), durante o 23º Congresso Nacional de Pós-Graduandos. O reajuste anunciado, de 10%, não atende a reivindicação de ANPG, que é de 40%. A entidade já aprovou uma Caravana a Brasília, no mês de agosto, para cobrar os outros 30%.

 

O anúncio aconteceu na sexta-feira (04), durante a realização do 23º Congresso Nacional de Pós- Graduandos, organizado pela Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), durante o debate “Pesquisa e Pós-graduação: desafios para a construção de uma universidade sem fronteiras". Além de Glaucius Oliva, também compôs a mesa Gustavo Balduino, secretário executivo da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (ANDIFES).A partir de 1º julho deste ano, o valor das bolsas, vinculadas tanto ao CNPq quanto à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), ganhará um aumento de 10% no valor atual. Hoje, os bolsistas recebe o benefício de R$ 1.200 para mestrado e R$ 1.800 para doutorado.Glaucius Oliva, presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) anunciou durante o 23° Congresso Nacional de Pós-Graduandos o resultado de uma importante luta dos pós-graduandos, travada há quase quatro anos: o aumento das bolsas de pesquisa em todo país.

“A verba sairá exclusivamente do CNPq e acredito que isso ocorra também com a CAPES pelo fato de que não recebemos reajustes em nosso orçamento. Esperamos chegar em breve a um aumento de 40% , como os estudantes reivindicam e como é justo, mas precisamos de pelos menos 120 milhões na conta. Vamos trabalhar juntos para que isso ocorra e para que a ciência e tecnologia recebam os holofotes que merecem”, avaliou Oliva. 

Ainda segundo Oliva, "Há um compromisso assumido pelos nossos ministros [da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação, ministérios aos quais a Capes e o CNPq estão vinculados] de que no início de 2013 vamos completar esse aumento com a inflação corrigida porque vamos incluir isso no Projeto de Lei Orçamentária de 2013", explicou.

A conquista de um reajuste que sequer estava previsto no orçamento das agências é uma vitória da ANPG e de todos os pós-graduandos que paralisaram suas atividades no dia 29 de março (leia mais aqui). “10% é pouco, sabemos disso. Porém, a vitória tem que ser reconhecida. Nosso esforço precisa continuar, agora em busca dos outros 30%. Convoco cada pós-graduando a se juntar a nós nessa batalha, não só pelo reajuste imediato das bolsas de mestrado e doutorado, mas por uma política permanente de valorização das bolsas”, disse Luana Bonone, presidenta eleita da ANPG.

Campanha de Bolsas da ANPG é de longa data e uma nova fase está lançada. Em agosto, uma Caravana a Brasília será o ponto alto das mobilizações em torno dos 30% de reajuste.

Leia mais sobre a paralisação do dia 29 de março aqui.

Delegados aprovaram, na Plenária Final do 23º CNPG uma Caravana a Brasília, como forma de pressionar as agências e o governo federal. Foto: Eleonora Rigotti.

A bolsa é um instrumento para viabilizar a execução de projetos científicos e tecnológicos nas pesquisas subordinadas, vinculadas e supervisionadas pelo Ministério da Ciência e Tecnologia – MCT e pelo Ministério da Educação (MEC). Na última avaliação trienal realizada pela CAPES, no ano de 2010, registrou-se um crescimento de cerca de 20% no número de cursos de pós-graduação em relação à avaliação anterior realizada em 2007. Hoje, são mais de 2.700 cursos de mestrado e 1.600 de doutorado. 

A garantia da meta do PNPG 2005-2010 é o que norteia o reajuste pleiteado pela ANPG. Considerando o valor das bolsas CAPES em 2005, que eram maiores que as do CNPq, e garantindo a isonomia entre as bolsas oferecidas pelas duas agências. Assim, para isso, aos valores de 2005 das bolsas de mestrado e doutorado da CAPES, devem-se somar 50%, consoante previsto pelo PNPG, mais a inflação do período 2005-2010 (27,89%). Os cálculos levam ao resultado de um reajuste das bolsas de mestrado dos atuais R$ 1.200 para R$ 1.672,16 (39,34%) e as bolsas de doutorado passariam de R$ 1.800 para R$ 2.479,78 (37,76%).

Patricia Blumberg e Eleonora Rigotti, de São Paulo.

 

 

Terminou neste sábado (5) o 23º Congresso Nacional de Pós-Graduandos, que reuniu na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) cerca de 2 mil estudantes de todos os estados do país. O encontro elegeu a capixaba Luana Bonone, de 30 anos, —pós-graduanda em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP)— a nova presidenta da entidade.

Luana, diretora de comunicação da ANPG na última gestão, ex-diretora de Comunicação da UNE e ex-presidente da União Estadual dos Estudantes de Minas Gerais (UEE-MG), terá agora o desafio de representar milhares de estudantes pós-graduandos, conhecendo a realidade de cada APG e debatendo soluções para a pesquisa de excelência.

"O principal desafio da nossa gestão é fortalecer o movimento nacional de pós-graduandos, ter uma APG em cada universidade, em todos os estados. Isso para ter um movimento forte e poder lutar e conquistar os 40% de reajuste nas bolsas e construir uma política permanente para os pós-graduandos. Enfim, alcançar uma pós-graduação a serviço do desenvolvimento do Brasil", disse a nova presidenta.

Considerado o mais importante encontro dos estudantes pós-graduandos, o Congresso da ANPG definiu os rumos do movimento para os próximos dois anos através de um calendário nacional de atividades. Participaram da votação 283 delegados, dos 489 inscritos. Todo processo do Congresso atingiu mais de 45 instituições de ensino superior, em 18 estados brasileiros.

Com o tema “Desafios Brasileiros”, o encontro serviu também para convocar uma grande caravana rumo a Brasília, em defesa do reajuste de 40% do valor atual das bolsas de mestrado e doutorado, de uma política permanente de valorização das bolsas de pesquisa, bem como de ampliação das mesmas." A caravana a Brasília será a primeira de uma série de ações que darão sequência à Campanha de Bolsas da ANPG.

 

Camila Hungria, de São Paulo.