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O aumento de 10% foi, sem dúvida, uma grande conquista. Mas os pós-graduandos continuarão na luta pelo reajuste imediato de 40% do valor atual.

O 23º Congresso Nacional dos Pós-Graduandos chega ao terceiro dia com a sensação de quem conquistou uma batalha em meio a guerra. Fruto da intensa mobilização, travada há quase quatro anos, o valor da bolsas de pesquisas ganhou aumento de 10% nesta última sexta-feira (4), anunciado pelo presidente da CNPq, Glaucius Oliva. O reajuste é visto com bons olhos por todos os pós-graduandos, mas é entendido como insuficiente para o desenvolvimento pleno das ciências e tecnologias.

Por isso, para discutir um novo posicionamento na campanha #MinhaBolsaNaoAumentou, APGs de todo país se reuniram na manhã deste sábado (5), em mais uma atividade do Congresso. Foi unânime a posição de que o reajuste proposto não cobre a inflação nem as metas do Plano Nacional de Pós-Graduandos (PNPG) e, que, no mínimo deve se chegar ao aumento de 40% do valor atual. Nesse sentido, as entidades propuseram intensificar as mobilizações através de uma nova fase da campanha, convocando um calendário nacional de atividades, que inclui entre outras tarefas, a organização de uma caravana rumo a Brasília.

Luana Bonone, diretora de comunicação da ANPG, avaliou que a conquista só foi possível porque os estudantes seguiram unidos na batalha. “Eu não tenho dúvidas que a vitória parcial é fruto das reivindicações e do nosso esforço coletivo em aprovar esta medida. Não somente pelo grau da mobilização, mas pela bandeira, acertada para ser apresentar aos estudantes. Devemos seguir juntos nessa nova fase da campanha”.

A questão da expansão do número de bolsas de pesquisa e de uma política de assistência estudantil também foram abordadas como fatores cruciais.

Juliano Quintela, presidente da Associação dos Pós-Graduandos da Unifesp, levantou outro ponto que entusiasmou os participantes: é preciso estimular outros estudantes a participarem do movimento, afinal, a política faz parte da ciência e a ciência ajuda a promover a política.“Devemos continuar cobrando uma postura do governo através de e-mails, abaixo-assinados e até caravanas. Mas, é importante levar aos colegas a importância que tem a mobilização pelas conquistas concretas. É preciso deixar claro que gastar energias com as reivindicações é justo, é de direito e dá resultado se todos estiverem unidos”, avaliou.

Patricia Blumberg, de São Paulo.

Evento reuniu 2 mil pós-graduandos de todo o Brasil e deliberou sobre rumos da entidade nos próximos 2 anos

A capital paulistana foi palco do mais importante encontro da Associação Nacional de Pós Graduandos, o 23º Congresso Nacional de Pós-Graduandos. Durante os dias 3 a 5, a UNIFESP recebeu mais de 2 mil pós-graduandos de todo o país para deliberar sobre a plataforma de atuação que a ANPG seguirá nos próximos dois anos e eleger a nova diretoria da entidade.

O fórum reuniu 274 delegados, sendo 42% de mulheres, de 45 instituições de ensino superior, que elegeram a mestranda em comunicação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Luana Bonone, da “Chapa Unificada”, a nova presidenta.

A chapa recebeu o apoio da ex-presidente da entidade, Elisangela Lizardo: Defendo essa chapa, uma chapa representativa que vai colorar todo o suor liberado por cada pós-graduando desse país”, afirmou.

Plenária aprova Caravana da ANPG

Luana Bonone, presidenta eleita e Elisangela Lizardo, presidenta da gestão cessante da ANPG.

Após o núncio de reajuste de 10% no valor das bolsas, vitória que a entidade conquistou a partir da principal campanha da última gestão, a plenária final aprovou a continuidade da campanha por um reajuste de 40% com a realização de uma Caravana a Brasília, a realizar-se em agosto, após a posse da nova diretoria.

 “Queremos a reposição da inflação e ganho real, mas é preciso uma política permanente de reajustes, valorização e ampliação das bolsas dos pós-graduandos”, defendeu Luana.

Além disso, durante a plenária final, também foram aprovados uma Carta aberta dos estudantes da Universidade de São Paulo e a defesa de um novo marco regulatório de ciência e tecnologia, que privilegie a pesquisa voltada para o desenvolvimento do país e considere as desigualdades sociais, a difusão da cultura e a ciência humanizada.

Debates focam em desenvolvimento nacional

Ao longo dos três dias, convidados dos mais diversos segmentos, educacional, científico e político, conduziram discussões em grupos de debates temáticos e conferências. Os pós-graduandos também apresentaram seus trabalhos na IV Mostra Científica da ANPG. 

Um dos temas centrais do congresso foi o desenvolvimento nacional, com principal enfoque na urgência da destinação de maiores investimentos para educação, ciência, tecnologia e inovação.

“A produção de inovação tecnológica carece de uma política econômica que garanta, de fato, que a indústria nacional e os setores privados e públicos consigam investir em uma inovação que atenda a demanda de crescimento do país e que, em especial, atenda a demanda de elevação da qualidade de vida do povo”, finalizou Elisangela. 

Em breve serão publicadas todas as resoluções aprovadas na Plenária Final.

 

Da Redação.

Sem reajustes há quase quatro anos, o presidente do CNPq, Glaucius Oliva, anunciou o reajuste durante a manhã desta sexta, no 23º Congresso Nacional de Pós-Graduandos. 

 

Glaucius Oliva, presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) acaba de anunciar o resultado de uma importante luta dos estudantes pós-graduandos, travada há quase quatro anos: o aumento das bolsas de pesquisa em todo país.

A partir de 1º julho deste ano, o valor das bolsas, vinculadas tanto ao CNPq quanto à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), ganhará um aumento de 10% no valor atual. Hoje, quem quer se dedicar à pesquisa acadêmica recebe o benefício de R$ 1.200 para mestrado e R$ 1.800 para doutorado.

O anúncio aconteceu nesta sexta-feira (04), durante a realização do 23º Congresso Nacional de Pós- Graduandos, organizado pela Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), em um debate sobre “Pesquisa e Pós-graduação: desafios para a construção de uma universidade sem fronteiras". Além de Glaucius Oliva, também compuseram a mesa Jorge Almeida Guimarães, presidente da Capes e Gustavo Balduino, secretário executivo da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (ANDIFES).

“A verba sairá exclusivamente do CNPq e acredito que isso ocorra também com a Capes, pelo fato de que não recebemos reajustes em nosso orçamento. Esperamos chegar em breve a um aumento de 40% , como os estudantes reivindicam e como é justo, mas precisamos de pelos menos 120 milhões na conta. Vamos trabalhar juntos para que isso ocorra e para que a ciência e tecnologia recebam os holofotes que merecem”, avaliou Oliva. 

A bolsa é um instrumento para viabilizar a execução de projetos científicos e tecnológicos nas pesquisas subordinadas, vinculadas e supervisionadas pelo Ministério da Ciência e Tecnologia – MCT e pelo Ministério da Educação (MEC). Na última avaliação trienal realizada pela Capes, no ano de 2010, registrou-se um crescimento de cerca de 20% no número de cursos de pós-graduação em relação à avaliação anterior realizada em 2007. Hoje, são mais de 2.700 cursos de mestrado e 1.600 de doutorado. 

A Campanha de Bolsas da ANPG é de longa data. No último dia 29 de março pós-graduandos do país todo paralisaram as atividades em torno da bandeira do reajuste.

Leia mais sobre a paralisação do dia 29 de março aqui.

Para a presidente da ANPG, Elisangela Lizardo, “sem a valorização dos pós graduandos, o desenvolvimento da ciência no Brasil não se efetivará plenamente”.

A garantia da meta do PNPG é o que norteia o reajuste pleiteado pela ANPG. Considerando o valor das bolsas CAPES em 2005, que eram maiores que as do CNPq, e garantindo a isonomia entre as bolsas oferecidas pelas duas agências. Assim, para isso, aos valores de 2005 das bolsas de mestrado e doutorado da CAPES, devem-se somar 50%, consoante previsto pelo PNPG, mais a inflação do período 2005-2010 (27,89%). Os cálculos levam ao resultado de um reajuste das bolsas de mestrado dos atuais R$ 1.200 para R$ 1.672,16 (39,34%) e as bolsas de doutorado passariam de R$ 1.800 para R$ 2.479,78 (37,76%).

Assim, o reajuste anunciado não contempla a reivindicação da ANPG, porém, a medida foi bem recebida pela entidade e pelos presentes ao 23º CNPG. As APGs e a ANPG entretanto, pretendem intensificar a mobilização e lançar uma nova fase da Campanha de Bolsas. Uma das proposta é a Caravana a Brasília, como forma de pressionar ainda mais as agências e o governo federal em torno da necessidade de um reajuste completo.

Patricia Blumberg e Eleonora Rigotti, de São Paulo.

Debates e IV Mostra Científica também foram algumas das atividades do dia

O segundo dia do 23º CNPG começou com uma importante conquista para o movimento nacional de pós-graduandos: o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Glaucius Oliva, anunciou  um  aumento do valor das bolsas de pesquisa em todo país de 10%, vigorando a partir de 1 de julho.

O anúncio aconteceu durante o debate sobre “Pesquisa e Pós-graduação: desafios para a construção de uma universidade sem fronteiras". Além de Glaucius Oliva, também compôs a mesa Gustavo Balduino, secretário executivo da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (ANDIFES).

Leia mais sobre o reajuste das bolsas de mestrado e doutorado aqui.

Antes de anunciar o valor do reajuste, Glaucius fez uma observação interessante do ponto de vista dos avanços das novas formas de girar e gerar capital: “O papel central do conhecimento, da economia global, desde que o homem é homem, vem fundamentalmente dessa habilidade de apreender o nosso entorno, de conhecer o entorno e, a partir disso, formular soluções, Essa aplicação tem sido elemento central da espécie humana. Evidentemente que do ponto de vista econômico, muitos outros elementos foram fundamentais na consolidação dos países, mas, principalmente a partir do século XXI, ficou claro que a riqueza de uma nação está estritamente relacionada com o fato de gerar conhecimento”

Gustavo Balduino também discorreu sobre o tema e apresentou uma proposta da ANDIFES que diz respeito a um Programa para Expansão, Excelência e Internacionalização das Universidades Federais. A intenção da entidade é que o Programa seja estratégico para o Sistema das Universidades Federais e também seja uma nova etapa da expansão universitária brasileira, pós-Reuni, projeto apresentado também pela entidade em 2003 e adotado em 2007, pelo então governo Lula. “Estamos construindo junto ao Ministério da Educação alguns caminhos para que esta proposta seja levada à presidente da República”, afirmou Balduino.

 

Mostra Científica

A IV Mostra Científica da ANPG compõe a programação do 23º Congresso Nacional de Pós-Graduandos. O objetivo é socializar a riqueza e diversidade da produção científica dos pós-graduandos de todos os cantos do país em uma Mostra interativa. Assim, haverá duas modalidades de apresentação – pôster eletrônico e discussões temáticas – e espaço para todas as áreas de conhecimento. Nesta sexta-feira (4), foram apresentados temas como a questão da sustentabilidade e meio-ambiente urbano e a poética de Guimarães Rosa no Grande Sertão: Veredas.

O coordenador da mostra, Pedro Luis Teixeira de Camargo, explicou que serão apresentados trabalhos sobre meio-ambiente, esporte, história da sociedade. “Queremos proporcionar uma maior interdisciplinaridade entre os pós-graduandos de maneira que os diferentes mestrandos e doutorando do pais consigam ter um entendimento dos desafios e trabalhos que estão sendo desenvolvidos nas universidades brasileiras”.

 

Mesas de debate

À tarde, foi a vez de cinco debates simultâneos levarem a reflexão aos participantes. Os temas foram: “Educação Básica: Desafio para a pós-graduação brasileira; As desigualdades regionais e o desafio da expansão; “Modelos de pós-graduação e o desafio da internacionalização; “Avaliação Trienal da Capes: produtividade versus qualidade; “Pesquisa e Desenvolvimento: a relação entre a universidade e o setor produtivo”;  e “Controle Social e participação popular: conquistas, perspectivas e atuais desafios da saúde.

Participaram dos debates outros convidados, com destaque para a presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), Manuela Braga, para falar sobre ensino básico; Arquimedes Ciloni, representante do Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação (MCTI) e José Fernandes Lima, Conselho Nacional de Educação (CNE).

Camila Hungria, de São Paulo.

O segundo dia de atividades do 23º CNPG foi também dedicado aos grupos de discussões. Ao todo, foram realizadas cinco discussões temáticas nas dependências da UNIFESP

Depois da principal atividade do dia, o debate sobre “Pesquisa e Pós-graduação: desafios para a construção de uma universidade sem fronteiras” que anunciou um aumento de 10% nos valores das bolsas de pesquisa CNPq e Capes a partir do primeiro dia de julho, foram promovidos simultaneamente vários grupos de discussão sobre temas que abarcam o universo do pós-graduando, como a relação entre universidade e setor produtivo, o desafio da internacionalização e a avaliação do sistema de bolsas de pesquisa.

Estiveram presentes como expositores representantes de diversos setores da sociedade. Políticos, cientistas sociais, lideranças estudantis, membros de ministérios, coordenadores e militantes de movimentos sociais fizeram suas contribuições e trocaram experiências com os delegados e observadores que participam do congresso.

Confira abaixo tudo que rolou na tarde desta sexta-feira (4), durante o ciclo de debates:

Avaliação Trienal da Capes: produtividade versus qualidade

O diretor de avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Lívio Amaral, foi o convidado especial da ANPG para expor e explicar aos estudantes o sistema de avaliação trienal da agência de fomento. Amaral também apresentou os números da pós-graduação no Brasil e falou sobre os novos investimentos que precisam ser feitos para se avançar na formação de novos mestres e doutores no país.

Na primeira parte da exposição, destacou os números dos programas da CAPES voltados a estimular o aperfeiçoamento de pessoal e instituições de nível superior. Como exemplo, no programa Pró-equipamento, estão sendo destinados em 2011 mais de 80 milhões de reais para equipamentos decursos de pós-graduação no país. E o programa Ciência Sem Fronteiras pretende conceder 75 mil bolsas no exterior até 2013.

Amaral também apresentou um quadro da evolução dos números de cursos de pós-graduação stricto sensu no Brasil. Segundo dados da CAPES, nos anos 70 eram aproximadamente 500 cursos de mestrado e 200 de doutorado. Em2010, o número chega a 2.700 cursos de mestrado e 1.600 de doutorado.  A partir do ano 2000, criou-se ainda a categoria mestrado profissional, que hoje contabiliza 360 cursos.

O diretor divulgou ainda a distribuição geográfica dos programas de pós-graduação pelo Brasil e, assim como os demais indicadores sociais, a avaliação mostrou uma maior concentração de cursos nas regiões sul e sudeste do país. No entanto, Amaral ressaltou que o crescimento no norte e nordeste tende a ser maior em relação às demais regiões. “Estamos na direção certa, mas a velocidade tem que ser maior se quisermos acabar com esta desigualdade. Os estados precisam ajudar no processo”, disse.

Controle Social e participação popular: conquistas, perspectivas e atuais desafios da saúde

As conquistas populares no Brasil têm apresentado trajetória emblemática para a mobilização social em defesa do direito à saúde. Foi a partir deste eixo que os convidados Julia Roland, do Ministério da Saúde (MS) e Paulo Navarro, do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (CEBES), relataram suas experiências e explicaram seus pontos de vista.

A década de 80, segundo os expositores, representou o momento de institucionalização das práticas inovadoras para o setor,fundamentadas na concepção da saúde como produção social e direito, que foram consolidadas na década de 90, nas Conferências e nos Conselhos de Saúde.  A 8ª Conferência Nacional de Saúde, realizada em 1986, tornou-se um marco por ter discutido o aprofundamento dos grandes temas que culminaram na inscrição, na Constituição Federal, da participação da comunidade como uma das diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS).

“As diferentes formas de participação popular nas ações estatais são decorrentes do longo processo de lutas sociais. Este processo de lutas assegurou que a participação popular fosse inclusa na Constituição de 1988 e na legislação do Sistema Único de Saúde (SUS). Na construção dos serviços de saúde há a necessidade de incorporar a participação da população na formulação, fiscalização, execução e manutenção de políticas que visam atender as necessidades de cada localidade”, explicou Roland.

Contudo, Paulo Navarro, dando sequência ao debate, avaliou que hoje o principal desafio dos órgãos gestores é conseguir ampliar os setores sociais, os segmentos que representam o conjunto da sociedade. É preciso,segundo o representante do CEBES, compreender o papel da política de saúde como um papel transformador, capaz de promover igualdade e extinguir as mazelas sociais que ainda assolam o país. “É difícil vencer elementos que amarram e que travam a construção do sistema de saúde”, concluiu.

Por fim, Roland lançou uma pergunta aos participantes: o problema da saúde pública é creditado à gestão ou a falta de recursos? A resposta foi unânime: dos dois. Chegou a conclusão de que, para haver na prática participação e controle social, é preciso travar uma ampla batalha coma atual política econômica do país.

Pesquisa e desenvolvimento: a relação entre a universidade e o setor produtivo

Representando o Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação (MCTI), o professor e engenheiro Arquimedes Ciloni, traçou um panorama dos investimentos e do desenvolvimento científico e tecnológico do país nas últimas décadas. “No Brasil sempre tivemos dificuldade em convencer os empresários a investir em pesquisas”, afirmou.

Para ele, é fundamental que haja maiores investimentos no setor para que o Brasil possa crescer e se desenvolver economicamente. “Grande parte do ralo do orçamento das universidades se dá pela compra de equipamentos de alta tecnologia. Não produzimos nada disso aqui, precisamos enfrentar isso e modificar essa situação. Até quando vamos querer exportar toneladas de ferro e soja para comprar chips da China?”, finalizou.

Educação Básica: Desafio para a pós-graduação brasileira

Para debater a importância e a relação da educação básica com a pós-graduação, foram convidados José Fernandes Lima, do Conselho Nacional de Educação (CNE); Manuela Braga, presidente da União Brasileira de Estudantes Secundaristas (UBES); e Marimélia Porcionato, professora da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).

Assim como José Fernandes Lima, Manuela defendeu a intrínseca relação entre todas as etapas do ensino: “Temos que investir no sistema nacional de educação e transformar a educação a partir do sistema nacional de educação. Não podemos discutir ensino básico separadamente, por exemplo”, explicou.

Para a estudante, um dos pontos cruciais desse debate é, também a criação de políticas de assistência estudantil: “Não adianta criar metas de acesso, se não há condição do estudante permanecer estudante”, disse.

Além disso, os debatedores levantaram a necessidade de se reforçar a criação de planos cargos e carreiras para os estudantes.  

Camila Hungria, de São Paulo.

Após participação no congresso, Jorge Guimarães concedeu uma entrevista à ANPG. Confira.

Para aprofundar o panorama da reflexão em torno das causas dos pós-graduandos e da realidade do ensino, da ciência e Tecnologia no Brasil, o 23º CNPG recebeu Jorge Guimarães, presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) para uma explanação sobre o tema “A década da Pós-Graduação: (PNPG 2011-2020)".

O convidado trouxe à plateia atenta uma série de dados a cerca da evolução dos cursos de pós-graduação stricto sensu no Brasil. Segundo a CAPES, nos anos 70 eram aproximadamente 500 cursos de mestrado e 200 de doutorado. Em 2010, o número chega a 2.700 cursos de mestrado e 1.600 de doutorado. A partir do ano 2000, criou-se ainda a categoria mestrado profissional, que hoje contabiliza 360 cursos.

Um dos temas da exposição de Jorge foi o PNPG. Vinculado ao PNE (Plano Nacional de Educação), o Plano Nacional de Pós-Graduação 2011-2020 (PNPG) traz uma série de metas e diretrizes para as políticas de pós-graduação e pesquisa no Brasil. “Temos que desenvolver o país, e sem ciência, tecnologia e inovação não tem saída”, afirmou.

Confira a seguir uma entrevista exclusiva que o presidente da CAPES concedeu à redação da ANPG:


Com o lançamento do PNPG, que prevê as diretrizes da Pós-graduação de 2010 até 2020, como o senhor avalia as condições reais de realização das metas do plano? 

Positivamente. Mercadante (Aloizio, Ministro da Educação) queria colocar o PNPG junto com o PNE (Plano Nacional da Educação) e, a não ser que haja algum acidente de percurso, não há muito risco da gente não cumprir as metas propostas. A partir de 2020, estarmos formando 25 mil doutores por ano, o dobro em relação a 2012.

Esse crescimento acontecerá na medida em que houver financiamento, mas  as metas do PNPG não são apenas metas para a CAPES, são metas nacionais para a pós-graduação brasileira. O relator do PNE (o deputado Angelo Vanhoni) subiu a meta para 35 mil doutores, o que eu acho uma meta muito ousada mas, para tanto, ele propõe um aumento significativo de orçamento para atingir esse nível.


Como o senhor avalia a relação da CAPES com a ANPG?

A relação é excelente. A ANPG é, talvez, a única entidade que tem uma representação formal e clara dos nossos principais “clientes”, que são os estudantes. A gente tornou isso oficial na lei, a ANPG compõe dois dos nossos conselhos, o superior e o técnico científico. Os representantes dos estudantes nesses colegiados são uma extensão da diretoria da CAPES, presente nos locais em que gostaríamos de estar presente e que o estudante representa essa segurança. Nos dois conselhos, de forma muito positiva, os estudantes estão acompanhando as discussões, fazendo sugestões e dando um retorno muito importante para as nossas direções. 

Uma situação que aflige os estudantes da UNIFESP e vários outros estudantes é a assistência estudantil: não há restaurante, não há subsídio de estudo, não há moradia. A justificativa do governo federal é que os estudantes pós-graduandos não são alunos, mas profissionais. Qual sua opinião?

Isso é um planejamento que está dentro da autonomia universitária e não há lei que interfira. O que tem ocorrido, quando a ente compara modelos de universidade, é que as universidades demonstram cuidado especial com todos os seus alunos, inclusive a parte de planejamento, mas temos presenciado isso com o programa “Ciência sem Fronteiras”. Essa é uma questão crucial. Hoje, há algumas iniciativas nesse sentido, mas nas principais capitais o planejamento tem sido distorcido e isso não quer dizer que essa dificuldade não deva avançar no sentido de resolver.

 

Patricia Blumberg, de São Paulo.

 

 

Marcio Pochmann e Ildeu de Castro Moreira ressaltaram a urgência de reformas no ensino superior e na pesquisa.

Quais são hoje os nossos desafios no Brasil? Foi a pergunta, que é o tema central do 23º Congresso da ANPG, que norteou as colocações dos dois convidados da entidade para conduzir a Conferência "Desafios Brasileiros: a ciência como questão nacional", atividade que fechou a programação do primeiro dia do congresso e lotou o auditório da Unifesp, Leitão da Cunha.

Dois nomes de peso mesa conduziram a conferência e nortearam os rumos do debate: Marcio Pochmann, presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e Ildeu de Castro Moreira, representante do Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação (MCTI).

Segundo Pochmann, o atual modelo de ensino prioriza a fragmentação do conhecimento, o que “é cada vez mais alienante e dificulta o conhecimento de um todo”. Além disso, para o pesquisador, as condições para os estudantes são precárias. “A maior parte dos jovens que estudam no Brasil trabalha pelo menos oito horas por dia. Uma pesquisa feita pelos institutos de ensino pressupõe que os estudantes leem menos de cinco livros por ano. Educação não é uma fábrica de salsicha, precisa de cuidado”, protestou Pochmann, muito aplaudido pelos estudantes presentes.

A partir da explanação de Pochmann, ficou claro que é urgente a criação de um novo modelo de ensino no país, um modelo que atenda às mazelas sociais e que dialogue com o futuro do país. Tudo isso é possível de se alcançar com mais investimentos no setor, como o próprio Ildeu de Castro Moreira, do Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação (MCTI), avaliou.

“Para que o país se desenvolva, é fundamental que os pós-graduandos se envolvam com atividades que vão além de suas pesquisas e que também tenham a preocupação com a divulgação científica e diversas outras formas de inovações sociais. E isso não depende do seu orientador”, brincou Moreira.

Além disso, o representante do Ministério enfatizou a importância da organização dos estudantes de pós-graduação e relembrou a época em que participou do movimento de pós-graduandos sob a égide da ditadura militar no país. "A Associação de Pós Graduandos marcou minha vida, espero que marque a de vocês”, finalizou.

Patricia Blumberg, de São Paulo.

Campanha pela valorização das bolsas de pesquisa, combate ao racismo, defesa do meio-ambiente e do desenvolvimento, além de transparência no legislativo foram temas abordados neste primeiro dia de atividade.

Após a solenidade de abertura, com o objetivo de aprofundar o debate central do congresso, “Desafios do Brasil”, e discorrer sobre as pautas do Movimento Nacional de Pós-graduandos (MNPG), a programação do 23º CNPG seguiu com quatro grupos de discussões simultâneos: “O desafio da construção da igualdade étnica na universidade”; “Rio + 20: Ciência, Tecnologia e Inovação a favor da sustentabilidade”, “As dimensões do esporte e o seu papel no desenvolvimento humano”; e “O papel do CNJ na construção de um Poder Judiciário mais transparente”.

Para expor esses desafios, a entidade convidou personalidades como Ennio Candotti, vice-presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e diretor do museu da Amazônia; Alexandre Rosa, do Centro de Estudos e Memória da Juventude (CEMJ); e Mário Theodoro, da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR).

Os debates costuraram as atuais bandeiras da ANPG, comoa campanha pela valorização das bolsas de pesquisa, o combate ao racismo, além da defesa do meio-ambiente e do desenvolvimento, e foram realizados durante toda a tarde desta quinta-feira (03).

Sustentabilidade e memória na cidade e na floresta

O vice-presidente da Sociedade Brasileira pelo progresso da Ciência (SBPC) e diretor do Museu da Amazônia, Ennio Candotti, conduziu a conversa do grupo de discussão sobre “C&T sustentabilidade e memória na cidade e na floresta”.

Em sua fala, o professor defendeu quatro princípios para se pensar os desafios do Brasil. Em primeiro lugar, ressaltou que o conhecimento produzido sobre a natureza no país ainda é muito incipiente. “Estamos longe de poder contar com um estoque de conhecimento que nos permita com facilidade que rumos devemos tomar para conservar a natureza, por exemplo”, explicou.

Em segundo lugar, ressaltou a participação crescente de novos interlocutores no debate sobre preservação do meio ambiente. “Milhões de pessoas estão emergindo da pobreza absoluta e devem ser trazidas para a discussão”, justificou.

Além disso, Ennio também criticou duramente o sistema de créditos de carbono praticado e ressaltou a necessidade de ampliar a circulação de conhecimento. “Os caminhos do patenteamento, proteção e valorização avançam,mas, assim, há um cerceamento da circulação do conhecimento. Isso cria problemas na discussão da conservação do planeta”, finalizou. 

Sistema judiciário é blindado de controle social

Criado em 31 de dezembro de 2004 e instalado em 14 de junho de 2005, o CNJ é um órgão do Poder Judiciário com sede em Brasília/DF e atuação em todo o território nacional, que visa, mediante ações de planejamento, à coordenação, ao controle administrativo e ao aperfeiçoamento do serviço público na prestação da Justiça.Debater o papel do CNJ na construção de um Poder Judiciário mais transparente foi o objetivo do segundo grupo de discussão.

Para Alexandre Gustavo Melo Franco Bahia, professor adjunto do Departamento de Direito da Universidade Federal de Ouro Preto e da Faculdade de Direito do Sul de Minas e especialista em Direitos Fundamentais, Estado Democrático de Direito,Minorias, Ativismo e Reforma do Judiciária, anfitrião desse segundo grupo de discussão, o sistema judiciário possui uma série de deficiências.

O professor frisou uma grande dificuldade encontrada entre os sistemas judiciários de cada tribunal: “Os sistemas são diferentes e nãoconversam entre si”. Além disso, na opinião dele a eficácia de regulamentação do órgão ainda é muito ligada a quem preside a CNJ. “O CNJ funciona por fases,depende de quem esta na presidência, que pode diminuir ou aumentar os poderes do órgão, que é hoje deficitário”.

A corrupção no legislativo também foi foco do debate. “O judiciário continua blindado do controle social. Em todos os países falamos sobre mecanismos para coibir a corrupção no legislativo, aqui é tabu. Precisamos mudar isso”, afirmou.

Democracia racial: a grande falácia do país

A questão da desigualdade social e do preconceito que os negros e negras sofrem no Brasil (herança cotidianamente reafirmada de um 13 de maio de 1888 que significou mais uma mudança na metodologia de exploração da força de trabalho do que uma abolição de fato) é um assunto que normalmente causa polêmica. Até porque, muitos assinam embaixo que, em pleno século XXI, com tanto avanço nas discussões dos direitos humanos, é impossível haver discriminação por causa da cor de uma pele.

Para desmascarar a polêmica, a ANPG convidou Mário Theodoro, da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), e Alexsandro do Nascimento Santos, consultor legislativo da Câmara Municipal de São Paulo, para uma discussão sobre o tema.

Ambos discorreram sobre o assunto com muito afinco e afirmaram, através de números e dados, que, para além dos efeitos da Lei Áurea, que está prestes a completar 124 anos em maio, trabalhadores e estudantes brasileiros ainda são subdivididos em classes, mesmo após avanços.O homem branco ganha mais do que o homem negro pela mesma função. O estudante branco tem mais oportunidades do que o estudante negro, mesmo sendo alunos do mesmo colégio.

Para Santos, o Brasil não foi capaz de garantir que os negros libertos fossem tratados com o respeito que seres humanos e cidadãos mereciam, no campo ou na cidade. “Herança maldita disseminada na sociedade. E alimentada por discursos como o de que existe democracia racial. Não vamos progredir enquanto não existir políticas afirmativas, como o sistema de cotas, inclusive para pós-graduandos”, avaliou.

Theodoro seguiu a mesma linha. “Antes de tratar todos com igualdade é preciso tratar os desiguais de forma desigual através de ações afirmativas. Só assim, poderemos sonhar – um dia – em que negros e brancos, homens e mulheres, não se sintam como se tivessem vindo com a roupa errada para a festa.”

Esporte para além das atividades físicas

O reconhecimento do esporte como canal de socialização positiva ou inclusão social é revelado pelo crescente número de projetos esportivos destinados aos jovens, financiados ou não por instituições governamentais. Na literatura em educação física, esportes e lazer, sociologia e em outras áreas, também são crescentes indicações dos benefícios proporcionados pela prática regular de esportes, na formação moral ou da personalidade dos seus praticantes.

O professor Alexandre Rosa, do Centro de Estudos e Memória da Juventude (CEMJ) e mestrado em Educação Física e Sociologia, foi convidado pela ANPG para discutir o assunto e aprofundar, principalmente, a questão da pedagogia do esporte. Segundo o professor, o esporte contemporâneo passa por um processo complexo e permanente de metamorfose.

“Podemos dizer que não há mais um estatuto de verdade absoluta, isto é, não há mais fronteiras bem delimitadas entre os saberes. Isto porque, hoje, várias são as áreas do conhecimento que contribuem para que o esporte cresça em sua cientificidade”, avaliou Rosa, que ainda explicou:

 “A pedagogia do esporte tem o compromisso de analisar,interpretar e compreender as diferentes formas esportivas à luz de perspectivas pedagógicas. Obriga-se, de certa forma, a refletir sobre o sentido do esporte como prática de formação e educação, de realização da humanidade e da condição humana no homem. O esporte é pedagógico e, por conseguinte, educativo, tendo em vista a sua possibilidade de proporcionar obstáculos e desafios, fazendo com que o aluno experimente as regras e aprenda a lidar com o próximo”.

Camila Hungria, de São Paulo.

Cortes nas verbas em educação, ciência e tecnologia, cotas, financiamento privado de pesquisas e o papel da ANPG nos rumos do país foram abordados durante solenidade.

 

Pela primeira vez, em seus 25 anos de história, a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) abriu as portas da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), reconhecida pelo MEC como um importante centro de graduação e pós-graduação do país, para realizar o principal evento da entidade. Começou nesta quinta-feira, 03 de maio, o 23º Congresso Nacional de Pós-Graduandos (23º CNPG). Até domingo (6), diversas atividades discutirão o papel que a pesquisa, em especial a pós-graduação brasileira, deve ter na contribuição para o desenvolvimento do país, norteadas pelo tema “Desafios Brasileiros”.

Logo após o almoço, já se via o auditório Leitão da Cunha, localizado no campus da Vila Clementino, sendo tomado pelas delegações estudantis de pós-graduandos vindas de todos os cantos do Brasil. A solenidade de abertura contou com personalidades importantes da academia e da educação brasileira.

Walter Albertoni, reitor da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP); Reinaldo Salomão, Pró Reitor de Pós Graduação e Pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP); Soraya Smaili, da Associação dos Docentes da Universidade de São Paulo e ex-presidente da ANPG; Helena Nader, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC); e Alexandre Eduardo Silva, presidente da União Estadual de Estudantes São Paulo (UEE-SP) repaginaram a história da entidade e compuseram a mesa de “boas-vindas” do 23º CNPG.

Temas como o corte nas verbas em educação, ciência e tecnologia, cotas nas universidades, financiamento privado de pesquisas e o papel da ANPG nos rumos do país foram abordados durante toda a abertura, ocupada por mais de 200 pares de ouvidos atentos, entre estudantes e membros do corpo docente da universidade.

Os convidados

Helena Nader começou seu discurso convidando a todos para a grande manifestação marcada para o dia 9 de maio, em Brasília, com o propósito de pressionar o Congresso Nacional a votar imediatamente o PNE com uma meta de investimento público da educação em 10% do Produto Interno Bruto (PIB). “Vamos pedir o apoio de todas as sociedades científicas para a proposta e a manifestação em Brasília. Trata-se de uma oportunidade única para garantirmos recursos expressivos para a educação e as áreas de C, T&I”, ressaltou a presidenta da SBPC.

Atualmente, a rápida aprovação do PNE e a destinação de mais investimentos públicos para a educação, como os 10% do PIB e 50% do Fundo Social do Pré-sal para a educação, são as principais bandeiras de luta da ANPG, além da campanha pelo aumento do valor das bolsas de pesquisa, divulgada através da hashtag #MinhaBolsaNãoAumentou.

O vice-presidente da SBPC e diretor do Museu da Amazônia, o professor Ennio Candotti ressaltou a importância dessas campanhas e levantou outras duas importantes bandeiras de luta para a entidade: “Além do aumento das bolsas, sugiro garantir o seguro saúde para os estudantes de pós-graduação. Também acredito que seria razoável que, assim como no colégio militar, que o tempo de bolsa contasse como serviço para a aposentadoria”, disse.

Para a ex-presidente da ANPG, Soraya Smaili, a produção científica é justamente a principal moeda de crescimento do país num futuro próximo e daí vem a importância das atividades da ANPG. “Hoje muito do que se faz de ciência e pesquisa e feito por meio da atividade de pós-graduação do país”, justificou Soraia.

O presidente da UEE-São Paulo, Alexandre Silva, encerrou a mesa de abertura relembrando um importante momento da luta estudantil na UNIFESP, quando houve mobilização pela paridade de votos no conselho universitário. “Hoje a Unifesp é uma universidade de excelência e por isso gostaria de saudar este congresso, nesse espaço democrático e de produção da ciência”.

 

Patricia Blumberg, de São Paulo.

UNIFESP

A Unifesp possui nove cursos de graduação na área da saúde e cursos de mestrado, doutorado e pós- doutorado. Seu campus fica localizado na Rua Botucatu 740, Vila Mariana.

COMO CHEGAR

Para chegar ao local do 23º Congresso Nacional de Pós Graduandos desça na estação de metrô Santa Cruz, linha azul. Siga pela Rua Pedro de Toledo, o credenciamento será realizado na entrada das pró- reitorias.   

VALORES

O valor do credenciamento foi estabelecido em R$150,00 (cento e cinquenta reais) e dá direito à alimentação, hospedagem e translado.

Para os pós-graduandos matriculados em instituições no município de São Paulo e que não utilizarem a estrutura de hospedagem, a inscrição custa R$50,00.

HOSPEDAGEM

Os pós – graduandos ficarão hospedados em hotel, e é necessário fazer o credenciamento antes do check in:

Hotel Excelsior, localizado na Av. Ipiranga, 770, Centro. Telefone: (11) 3331-0377. Metrô mais próximo: República, linha vermelha.

ALIMENTAÇÃO

O café da manhã será servido no hotel, bem como o jantar, para quem estiver hospedado. O almoço será servido na Unifesp.

TELEFONES DAS EMPRESAS AÉREAS:

TAM: 4002-5700

GOL: 0300 115 2121

AVIANCA: 4004-4040

 

Trajeto aeroportos – Unifesp:

Aeroporto Internacional Guarulhos: Airport Bus Service – EMTU.

Embarque: Aeroporto de Guarulhos

Destino Final:

1.     São Paulo (Praça da República). Pegue metrô na estação República, sentido Corinthians- Itaquera desça na Sé, pegue sentido Jabaquara e desça na estação Santa Cruz. Siga para a Rua Pedro de Toledo.

2.     São Paulo (Circuito dos Hotéis). Pegue metrô na estação Consolação, sentido vila Prudente e desça na estação Ana Rosa. Pegue metrô sentido Jabaquara e desça na estação Santa Cruz. Siga para a Rua Pedro de Toledo.

 

Aeroporto Congonhas: Ônibus sentido Metrô Conceição. Pegue o metrô sentido Tucuruvi e desça na estação Santa Cruz. Siga para a Rua Pedro de Toledo.

Confira a programação completa do 23º CNPG e da IV Mostra Científica.

 

Da Redação.