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Neste 8 de março, a ANPG relembra alguns fatos históricos marcantes protagonizados por mulheres.

1788 – o político e filósofo francês Condorcet reivindica direitos de participação política, emprego e educação para as mulheres.

1792 – Inglaterra

Mary Wollstonecraft escreve um dos grandes clássicos da literatura feminista – A Vindication of the Rights of Woman (A Reivindicação dos Direitos da Mulher) – onde defendia uma educação para meninas que aproveitasse seu potencial humano.

1827 – Brasil

Surge a primeira lei sobre educação das mulheres, permitindo que freqüentassem as escolas elementares; as instituições de ensino mais adiantado eram proibidas a elas.[2]

1832 – Brasil

Nísia Floresta.

1840 – Lucrécia Mott luta pela igualdade de direitos para mulheres e negros dos Estados Unidos.A brasileira Nísia Floresta, do Rio Grande do Norte, defendia mais educação e uma posição social mais alta para as mulheres. Lança uma tradução livre da obra pioneira da feminista inglesa Mary Wollstonecraft. Inspirada nesta obra, Nísia escreve Direitos das mulheres e injustiça dos homens. Mas Nísia não fez uma simples tradução, ela se utiliza do texto da inglesa e introduz suas próprias reflexões sobre a realidade brasileira. É por isso considerada a primeria feminista brasileira e latino-americana.

1857- Estados Unidos

No dia 8 de março, em uma fábrica têxtil, em Nova Iorque, 129 operárias morrem queimadas numa ação policial porque reivindicaram a redução da jornada de trabalho de 14 para 10 horas diárias e o direito à licença maternidade. Mais tarde foi instituído o Dia Internacional da Mulher, 8 de março, em homenagem a essas mulheres.

1859 – surge na Rússia, na cidade de São Petersburgo, um movimento de luta pelos direitos das mulheres.

1862 – durante as eleições municipais, as mulheres podem votar pela primeira vez na Suécia.

1865 – na Alemanha, Louise Otto, cria a Associação Geral das Mulheres Alemãs.

1866 – No Reino Unido, o economista John S. Mill escreve exigindo o direito de voto para as mulheres inglesas

1869 – é criada nos Estados Unidos a Associação Nacional para o Sufrágio das Mulheres

1870 – Na França, as mulheres passam a ter acesso aos cursos de Medicina.

1874 – criada no Japão a primeira escola normal para moças

1878 – criada na Rússia uma Universidade Feminina

1879 – Brasil

As mulheres têm autorização do governo para estudar em instituições de ensino superior; mas as que seguiam este caminho eram criticadas pela sociedade.

1893 – Nova Zelândia

Pela primeira vez no mundo, as mulheres têm direito ao voto.

1901 – o deputado francês René Viviani defende o direito de voto das mulheres

1917 – Brasil

A professora Deolinda Daltro, fundadora do Partido Republicano Feminino em 1910, lidera uma passeata exigindo a extensão do voto às mulheres.

1920 – EUA

Sufrágio feminino.

1922

Bertha Lutz fundou a Federação Brasileira pelo Progresso Feminino (FBPF).

1928 – Brasil

O Governador do Rio Grande do Norte, Juvenal Lamartine, consegue uma alteração da lei eleitoral dando o direito de voto às mulheres. Elas foram às ruas, mas seus votos foram anulados. No entanto, foi eleita a primeira prefeita da História do Brasil: Alzira Soriano de Souza, no município de Lajes – RN.

1932 – Brasil

Getúlio Vargas promulga o novo Código Eleitoral, garantindo finalmente o direito de voto às mulheres brasileiras.

1937/1945 – Brasil

O Estado Novo criou o Decreto 3199 que proibia às mulheres a prática dos esportes que considerava incompatíveis com as condições femininas tais como: "luta de qualquer natureza, futebol de salão, futebol de praia, pólo, pólo aquático, halterofilismo e beisebol". O Decreto só foi regulamentado em 1965.

1945

A igualdade de direitos entre homens e mulheres é reconhecida em documento internacional, através da Carta das Nações Unidas.

1949

São criados os Jogos da Primavera, ou ainda "Olimpíadas Femininas". No mesmo ano, a francesa Simone de Beauvoir publica o livro O Segundo Sexo, no qual analisa a condição feminina.

1951

Aprovada pela Organização Internacional do Trabalho a igualdade de remuneração entre trabalho masculino e feminino para função igual.[9]

1962 – Brasil

É criado no dia 27 de agosto foi sancionado o Estatuto da Mulher casada, que garantiu entre outras coisas que a mulher não precisava mais de autorização do marido para trabalhar, receber herança e em caso de separação ela poderia requerer a guarda dos filhos.

1975 – Argentina

Reconhecendo a gravidade da situação da mulher no mundo na época, a Assembléia Geral da ONU proclamou que 1975 seria o Ano Internacional da Mulher. A ONU promove a I Conferência Mundial sobre a Mulher, na Cidade do México. Na ocasião, é criado um Plano de Ação.

1979 – Brasil

Eunice Michilles, então representante do PSD/AM, torna-se a primeira mulher a ocupar o cargo de Senadora, por falecimento do titular da vaga.

A Convenção para a Eliminação de todas as Formas de Discriminação contra a Mulher foi adotada pela Assembléia Geral.

A equipe feminina de judô inscreve-se com nomes de homens no campeonato sul-americano da Argentina. Esse fato motivaria a revogação do Decreto 3.199.

1980 – Brasil

Recomendada a criação de centros de autodefesa, para coibir a violência doméstica contra a mulher. Surge o lema: Quem ama não mata.

1983 – Brasil

Surgem os primeiros conselhos estaduais da condição feminina (MG e SP), para traçar políticas públicas para as mulheres. O Ministério da Saúde cria o PAISM – Programa de Atenção Integral à Saúde da Mulher, em resposta à forte mobilização dos movimentos feministas, baseando sua assistência nos princípios da integralidade do corpo, da mente e da sexualidade de cada mulher.

1985 – Brasil

Surge a primeira Delegacia de Atendimento Especializado à Mulher – DEAM (SP) e muitas são implantadas em outros estados brasileiros. Ainda neste ano, com a Nova República, a Câmara dos Deputados aprova o Projeto de Lei que criou o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher.

1985 – Nações Unidas

É criado o Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (Unifem), em lugar do antigo Fundo de Contribuições Voluntárias das Nações Unidas para a Década da Mulher.

1987 – Brasil

Criação do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher do Rio de Janeiro – CEDIM/RJ, a partir da reivindicação dos movimentos de mulheres, para assessorar, formular e estimular políticas públicas para a valorização e a promoção feminina.

1988 – Brasil

Através do lobby do batom, liderado por feministas e pelas 26 deputadas federais constituintes, as mulheres obtêm importantes avanços na Constituição Federal, garantindo igualdade a direitos e obrigações entre homens e mulheres perante a lei.[9]

1993

Ocorre, em Viena, a Conferência Mundial de Direitos Humanos. Os direitos das mulheres e a questão da violência contra o gênero recebem destaque, gerando assim a Declaração sobre a eliminação da violência contra a mulher.

1996 – Brasil

O Congresso Nacional inclui o sistema de cotas, na Legislação Eleitoral, obrigando os partidos a inscreverem, no mínimo, 20% de mulheres nas chapas proporcionais.

2006

Sancionada a Lei Maria da Penha. Dentre as várias mudanças, a lei aumenta o rigor nas punições das agressões contra a mulher.

O Parlamento pasquistanês aprova mudança na lei islãmica sobre o estupro: a lei exigia que uma mulher estuprada apresentasse como testemunhas quatro homens considerados "bons muçulmanos" ou, caso contrário, enfrentaria acusações de adultério.

A nova lei tira este crime da esfera das leis religiosas e o inclui no código penal.

2010

Brasil elege a primeira mulher para o cargo de Presidente da República: Dilma Rousseff. 

ANPG 

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) vai acrescentar, na plataforma eletrônica Lattes, que traz currículos e atividades de 1,8 milhão de pesquisadores de todo o país, duas novas abas para divulgação pública. Em uma delas, os cientistas brasileiros informarão sobre a inovação de seus projetos e pesquisas; e na outra, deverão descrever iniciativas de divulgação e de educação científica.

Com a mudança, cientistas de todos os campos de investigação deverão descrever, na Plataforma Lattes, dados sobre a organização de feira de ciências, promoção de palestras em escolas, artigos e entrevistas concedidas à imprensa – além das informações básicas como dados pessoais, formação acadêmica, atuação profissional, publicações, linhas e projetos de pesquisa, áreas de atuação e domínio de idioma estrangeiros. A intenção do CNPq é aumentar o conhecimento da sociedade sobre as atividades científicas que ocorrem no país.

“No século 21, o cientista reconhece seu papel de engajamento na sociedade. Ele sabe que está sendo pago e financiado e que deve uma prestação de contas sobre o que faz”, disse o presidente do CNPq, Glaucius Oliva, em entrevista à Agência Brasil. “Ainda há um fosso grande entre aqueles que fazem ciência e aqueles que consomem e financiam a ciência. A sociedade não conhece com profundidade toda a riqueza com que a ciência brasileira tem contribuindo para o desenvolvimento nacional”, avaliou.

Segundo Oliva, passou a ser papel dos cientistas dar publicidade às atividades de pesquisa, mostrar experimentos e explicar projetos para o público, e ligar o trabalho a inovações que contribuam com as políticas públicas e até mesmo para a criação de novos produtos a serem lançados no mercado.

A mudança na plataforma Lattes poderá ocorrer em até dois meses. O modelo e a funcionalidade das abas já estão formatados e respeitarão as regras de transparência de informações públicas. O CNPq muda já na próxima semana o portal www.cnpq.br que, entre outras funções, permite acesso à plataforma Lattes.

Os novos dados informados serão considerados pelos 48 comitês de avaliação do CNPq quando forem aprovar projetos de pesquisa e conceder bolsas de estudo a professores e estudantes universitários. O conselho terá indicadores para avaliação dos trabalhos científicos em quesitos de inovação e de produção em divulgação científica, como ocorre hoje com a cobrança de publicação de artigos científicos, os papers, em revistas especializadas, inclusive do exterior.

Desde junho do ano passado, o CNPq exige, na submissão eletrônica das propostas de pesquisa e nos relatórios eletrônicos de concessão científica, que sejam descritos, “em linguagem para não especialistas”, a relevância do que está sendo proposto e os resultados atingidos. “Com isso, eu passo a ter um banco fantástico para alimentar [com dados] os jornalistas”, promete o presidente do CNPq. Segundo Oliva, o sistema terá busca de projetos e relatórios por palavras-chave, instituição e área geográfica. Por ano, cerca de 15 mil propostas de pesquisa são recebidas pelo conselho no edital universal (para todas as áreas do conhecimento).

Com a divulgação das propostas e relatórios, a expectativa de Oliva é despertar o interesse de “jovens talentos” para a ciência e criar uma nova cultura acadêmica em quatro anos – aproveitando o aumento significativo de novos mestres e doutores formados no Brasil. Na década passada, esse número dobrou, tendo atingido mais de 50 mil em 2009.

Além de mudar a cultura no ambiente acadêmico, o presidente do CNPq imagina que a divulgação de trabalhos e a educação científica possam alterar o comportamento social. “As pessoas têm que usar a ciência no dia a dia. Entender, por exemplo, que há relações de causa e efeito”, observou. “Educar para os valores da ciência e para o método científico na vida pessoal nos protege de extremismos e intolerâncias”, acrescentou Oliva.

Fonte: Agência Brasil

*As opiniões aqui reproduzidas são de responsabilidade de seus autores e não representam, necessariamente, a opinião da entidade. Artigos podem ser enviados para [email protected] 

Análise de cartas trocadas entre Oswaldo Cruz e outros médicos renomados no início do século 20 revela incertezas sobre a segurança e a eficácia dos soros e vacinas usados no Brasil, apesar do discurso público de total confiança nesses produtos.

Por Thaís Fernandes


Análise de cartas trocadas entre Oswaldo Cruz e outros médicos renomados no início do século 20 revela incertezas sobre a segurança e a eficácia dos soros e vacinas usados no Brasil, apesar do discurso público de total confiança nesses produtos.

Embora o conhecimento científico muitas vezes se apresente de forma inquestionável, seu processo de construção e consolidação é marcado por divergências. No início do século 20, por exemplo, cientistas liderados pelo médico e sanitarista Oswaldo Cruz esforçavam-se para atestar publicamente a segurança e a eficácia dos soros e vacinas usados no Brasil. Mas a análise da correspondência desses pesquisadores revela um cenário de incertezas em relação a esses produtos.

A controvérsia presente no processo de desenvolvimento e produção de soros e vacinas brasileiros nesse período foi analisada pelo sociólogo Jorge Carreta, pesquisador do Instituto Federal de São Paulo, em artigo da revista História, Ciências, Saúde: Manguinhos, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Para isso, ele examinou cartas trocadas entre Oswaldo Cruz, seus colaboradores Vital Brazil, Chapot Prévost e Francisco Fajardo e outro renomado médico da época, Miguel Pereira.

As cartas tratavam do uso do soro antipestoso, que estava sendo produzido por Cruz no recém-criado Instituto Soroterápico Federal (que posteriormente deu origem à Fiocruz) para combater e prevenir a peste bubônica. Naquele período, a doença havia se tornado um problema de saúde pública no Brasil e o soro estava começando a ser testado em pessoas doentes e naquelas que tinham algum risco de contrair a doença.

A correspondência analisada mostra que, a despeito da confiança mostrada publicamente por Oswaldo Cruz e seus colaboradores em relação ao uso do soro, vários fracassos ocorreram durante seu processo de produção. “Não havia toda a certeza que eles tentavam transmitir ao público”, afirma Carreta.

O pesquisador conta que Cruz e seus colegas faziam experiências individualmente e depois trocavam os resultados por carta, onde relatavam as reações aos diferentes tipos de soro. “O conteúdo das cartas mostra a incerteza em relação à eficácia e à segurança do soro”, resume. Os principais problemas estavam associados à definição da dosagem correta, aos efeitos colaterais e ao processo de fabricação.

Em uma das cartas, por exemplo, Chapot Prévost relata a Francisco Fajardo o resultado de testes do soro antipestoso com 56 adultos e sete crianças. Ele conclui: “Em suma, de todas as pessoas por mim inoculadas não houve uma só que não apresentasse algum problema podendo ser atribuído ao trabalho de imunização.”

Desconfiança geral

Mesmo não tendo conhecimento desses resultados, a população temia os possíveis perigos dos soros e vacinas para a saúde e mostrava grande resistência em relação a seu uso. Um marco dessa oposição popular foi o episódio da Revolta da Vacina, em 1904, quando as pessoas se rebelaram contra a campanha de vacinação obrigatória, instituída pelo governo federal para combater a varíola.

A oposição popular à vacinação obrigatória reivindicada por Oswaldo Cruz culminou com a chamada Revolta da Vacina, em 1904. Cartuns publicados na época (como o acima) retratam o clima de guerra do momento. (imagem: Arquivo/ Fiocruz)

Essa incerteza não se restringia à população. Até na comunidade médica não havia consenso em relação aos efeitos da administração de soros e vacinas. Muitos médicos colocavam em xeque a própria bacteriologia, em que se baseava o combate às epidemias e cujos métodos eles não consideravam científicos. Em carta a Oswaldo Cruz, por exemplo, o médico Miguel Pereira manifestou suas dúvidas sobre o soro antipestoso – chegando inclusive a mencionar falecimentos em decorrência da imunização – e declarou-se inimigo de seu uso.

A desconfiança em relação ao soro antipestoso aumentou em 1906, quando um dos colaboradores de Cruz, Francisco Fajardo, morreu horas depois de ter injetado em si mesmo o soro produzido pelo Instituto Soroterápico. Embora as opiniões médicas sobre a causa de sua morte fossem contraditórias, a maior suspeita recaía sobre o soro. Mas Cruz continuava enfático ao defender a segurança do uso do produto.

Carreta explica que a adoção do discurso de infalibilidade dos soros e vacinas por Cruz estava relacionada à defesa do projeto do Instituto Soroterápico e de seus planos para a saúde pública brasileira. Além disso, o sanitarista acreditava em sua própria ciência. “Para ele, os acidentes decorrentes da aplicação do soro eram pouco importantes se comparados à quantidade de vidas que seriam salvas”, diz.

O pesquisador ressalta que a atuação de Oswaldo Cruz e seus colegas foi muito importante para consolidar a crença dos médicos e do público nos soros e vacinas. “Apesar de turbulento e controverso, esse trabalho foi fundamental para estabelecer a confiança nos produtos da bacteriologia e o sucesso atual das campanhas de vacinação no Brasil”, avalia.

O Prêmio Marta Rossetti Batista destina-se a premiar a melhor monografia inédita de História da Arte e Arquitetura, escrita em português, sobre o modernismo no Brasil, um dos temas que foram objeto das pesquisas de Marta Rossetti Batista, ex-diretora e ex-professora do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) da USP.

O prazo de inscrição será de 06 de fevereiro a 13 de março de 2012 e os interessados devem preencher a Ficha de Inscrição no sítio do prêmio.


De acordo com o edital, o vencedor receberá o valor bruto de R$ 40.000,00 (quarenta mil reais).

A divulgação da obra vencedora, seu(s) autor(es) e editor(es) ocorrerá até 1° de junho de 2012 no sítio www.ieb.usp.br/premio.

Maiores informações sobre o Prêmio Marta Rossetti Batista de História da Arte e Arquitetura poderão ser obtidas pelo site www.ieb.usp.br/premio, telefone 3091-1149 ou e-mail [email protected]

Fonte: USPonline

Rodrigo Cavalcanti, secretário-geral, Elisangela Lizardo, presidenta e Carolina Pinho, vice-presidenta da ANPG durante a reunião da diretoria plena da entidade.

Na tarde do último domingo (4), diretores da ANPG e pós-graduandos de todo o país reuniram-se na sede da entidade, em São Paulo. O objetivo da atividade foi debater, entre outros assuntos, a convocação e os detalhes da realização do 23° Congresso Nacional de Pós-Graduandos (CNPG) e a Campanha de Bolsas.

O encontro também foi importante para estabelecer metas precisas em relação ao calendário da ANPG até o CNPG, bem como coletivizar as recentes ações, como a participação da ANPG no Fórum Social Mundial Temático e na reunião do secretariado da OCLAE.

Foi aprovada uma moção de repúdio à repressão das atividades do movimento estudantil na Unicamp e na USP. E também uma nota contra cortes no orçamento. Vale ressaltar que a ANPG já havia se manifestado, na ocasião dos cortes, e a nota vem no sentido de reforçar a opinião da entidade.

 

Acúmulo de Bolsas com vínculo empregatício

Os pós-graduandos presentes puderam colaborar com sugestões e reflexões acerca do acúmulo de bolsas com vínculo empregatício (leia mais aqui).

A posição da ANPG é forte no sentido de que não serão admitidos cortes de bolsas e que, se for editada uma nova portaria (com novas regras) que elas valham apenas para novas bolsas.

Foi adiada, para o próximo dia 20 de março, a 2ª reunião da comissão para estudar os casos de acúmulo de bolsas com vínculo empregatício.

Composta pela Associação Nacional de Dirigentes de Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), Fórum de Pró-Reitores de Pós-Graduação e Pesquisa (Foprop), Capes, CNPq e ANPG, a comissão tem caráter consultivo.

Todas as sugestões e reflexões colhidas pela presidenta da ANPG na reunião serão levadas ao encontro do dia 20. Aqueles que quiserem contribuir podem enviar email para [email protected]

 

23º CNPG

O Edital de Convocação do 23º Congresso publiciza o local e a data do fórum.

O 23° Congresso Nacional de Pós-Graduandos foi oficialmente convocado para os dias 3 a 6 de maio, em São Paulo, na UNIFESP. Veja o edital.

São esperados cerca de 1000 participantes de todo Brasil. A programação, ainda em construção, já conta com a confirmação do Ministro de C,T &I, Marco Antônio Raupp, do membro da comissão de elaboração do PNPG e membro do Conselho Nacional de Educação (CNE) José Fernandes Lima e do secretário Executivo da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (SEPPIR), Mário Theodoro.

Ainda aguardam confirmação nomes como o da filósofa da USP, Marilena Chauí e do neurocientista Miguel Nicolelis.

Esta edição do Congresso apresenta duas inovações: a primeira é a publicação de um documento-base, em fase de elaboração, que norteará todos os debates do fórum.

A segunda inovação diz respeito aos grupos organizados e pessoas que queiram manifestar suas opiniões acerca do Movimento Nacional de Pós-Graduandos. Para tanto, deverão ser elaboradas teses prévias ao Congresso. As teses são condição para os que desejam inscrever ou compor chapas candidatas à diretoria da ANPG.

Em breve, todo o detalhamento acerca da publicação das teses será publicado aqui no sítio da ANPG.

O regimento e a ata padrão para eleição dos delegados serão divulgados na próxima segunda-feira (12).

 

Campanha de Bolsas

Compondo as atividades da Jornada de Lutas das entidades estudantis, cujas reivindicações principais são: a destinação de 10% do PIB e de 50% do Fundo Social do Pré-sal para educação, ciência e tecnologia, a ANPG convocou todas as APG’s e pós-graduandos para atividades pelo Brasil em torno dessas bandeiras e do Reajuste Imediato das Bolsas de Mestrado e Doutorado.

Aulas públicas, debates, atos políticos e twittaço são algumas das atividades sugeridas para serem realizadas nas universidades entre os dias 26 e 30 de março.

As atividades devem ser comunicadas à ANPG através dos e-mails ou perfis nas redes sociais para que sejam divulgadas e posteriormente documentadas.

Fechando a semana de atividades, a ANPG pretende organizar uma audiência pública convocada pelas comissões que tratam de Educação e de Ciência e Tecnologia na Câmara dos Deputados (CEC e CCTCI) para pautar a questão.

Saiba mais sobre a Campanha de Bolsas

 

Da Redação. 

  Edital de Convocação

 

A Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), entidade de representação dos Pós-Graduandos no Brasil, em atenção aos termos estatutários, especialmente os artigos 10° a 17°, CONVOCA todos os seus membros a participarem do 23º Congresso Nacional de Pós-Graduandos (23º CNPG), que realizar-se-á nos dias 03 a 06 de maio, na Universidade Federal de São Paulo – (UNIFESP), Campus São Paulo, com a seguinte pauta:

 

a) Debate e deliberação sobre teses, moções, recomendações e propostas relacionados com Análise de Conjuntura; Política Educacional; de Ciência e Tecnologia e Movimento Nacional de Pós-Graduandos;

b) Ações a serem desenvolvidas pela ANPG no próximo período;

c) Eleição de Diretoria para o próximo período;

d) Demais assuntos de interesse geral. O 23° CNPG regular-se-á por Regimento própio e Regimento Interno complementar, aprovados pela Comissão Organizadora, eleita no 38° CONAP, também em atenção aos termos estatutários.

 

No aguardo do comparecimento de V.Sas.

 

São Paulo, 4 de março de 2012.

 

Elisangela Lizardo

Presidenta da ANPG

 

 Baixe a versão em pdf.

A ANPG convoca seus diretores e convida as APGs e pós-graduandos em geral para sua reunião da diretoria plena, a ser realizada no próximo domingo (dia 4 de março), a partir das 10h na sede da entidade, localizada á Rua Vergueiro, 2485, bairro Vila Mariana, São Paulo (SP).
 
A reunião, com início marcado para as 10h, seguirá até por volta das 18h tendo como pautas:
 
1 – 23º CONGRESSO NACIONAL DE PÓS-GRADUANDOS
– Convocação do 23º Congresso Nacional de Pós-Graduandos (CNPG) para 3 a 6 de maio de 2012 (serão aprovados edital de convocação e regimento geral e será apresentado o informe do andamento da estrutura);
– Programação do Congresso;
– Documento-base para o Congresso
(Será distribuído o primeiro material de convocação do congresso)
 
2 – CAMPANHA DE BOLSAS
– Acúmulo de bolsas com vínculo empregatício (informe da comissão e debate)
– Agenda do movimento pelo reajuste das bolsas
 
3 – Outros informes e agendas
– Eleições do CONJUVE
– Participação da ANPG no Fórum Social Mundial Temático e na reunião do secretariado da OCLAE
– Outros informes
 
 
Participe!
 
ANPG
(11) 4117-911

Ivan Domingues é professor do Departamento de Filosofia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Artigo publicado na edição 289 da revista Ciência Hoje.

 

*As opiniões aqui reproduzidas são de responsabilidade de seus autores e não representam, necessariamente, a opinião da entidade. Artigos podem ser enviados para [email protected] 

 

A ocorrência, nos meios científicos, de plágio, fraude e outras práticas ilícitas preocupa a comunidade acadêmica brasileira e as entidades de apoio à pesquisa no país. Essa preocupação vai além do plágio e da fraude, ações graves, mas bem diferentes, envolvendo ainda expedientes como o fracionamento da produção (conhecido como técnica do salame), o requentamento dos artigos, a falsa coautoria e a combinação de citações, entre outros.

As instituições do setor precisam definir diretrizes e sanções para o controle do problema, mas estas devem ser adequadas às características das diferentes áreas, em especial no caso das humanidades.

Nos últimos tempos, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) vêm se ocupando do plágio e da fraude nas ciências, e certamente a comunidade acadêmica está preocupada com o tema, justificando seu reexame. Os dois ilícitos são diferentes, embora compartilhem mais de um ponto em comum, e sua adequada abordagem conceitual deve estar atenta aos contextos, bem como às especificidades das áreas.

Vou abordá-los na perspectiva das humanidades – à exceção, porém, das artes, por sua especificidade. Para dar uma base de comparação, situarei alguns casos emblemáticos ocorridos nas ciências naturais. No fim, tratarei de outras distorções preocupantes, como repetição de artigos e ‘fatiamento’ da produção.

Deixarei de lado, por falta de espaço e por suas naturezas diferentes, a questão do conflito de interesses, bem como a prática de esconder os resultados negativos da pesquisa ou a falta de transparência, comum na área médica e com incidência nas ciências humanas e sociais.

Embora em princípio possa ser estendida aos tempos antigos e dar lugar a verificações e a questionamentos, a questão do plágio e da fraude em ciência, além da carga moral que sempre a acompanhou, só passou a ser tratada como questão legal ou jurídica na era moderna, em especial a partir do século 19, quando deu livre curso a um conjunto de implicações policiais e sanções econômicas. A peça jurídica que a circunscreve e disciplina as sanções é o direito de propriedade intelectual, surgido na época da Revolução Francesa.

Segundo historiadores das ciências, a fraude mais famosa de todos os tempos, desmascarada nos anos 1950, foi o ‘homem de Piltdown’, suposta descoberta do ‘elo perdido’ da evolução humana feita por Charles Dawson (1864-1916) em 1912, perto de Piltdown, no sul da Inglaterra. A ossada apresentada por ele (batizada como Eoanthropus dawsonii) parecia dar a chave da família dos hominídeos: tinha o crânio do homem moderno, a mandíbula de um macaco e dentes atípicos.

Parecia um achado extraordinário, e ganhou credibilidade na época, mas tudo era falso. A ossada não passava de uma montagem, e o autor um mero falsário – o que foi evidenciado 40 anos depois. A essa altura Dawson estava morto: apenas sua reputação foi atingida e seus retratos desapareceram dos museus de história natural.

Outra fraude famosa, esta no campo da física, foi a do alemão Jan Hendrik Schön, pesquisador do Laboratório da Bell e conhecido por ter publicado, em 2001, na revista científica Nature, um artigo revolucionário sobre um transístor feito de moléculas orgânicas, com aplicações extraordinárias em microeletrônica e medicina.

Mais tarde descobriu-se que os dados tinham sido forjados e que tudo que ele tinha publicado antes era falso. O autor foi demitido da Bell em 2002 e seu título de doutorado cassado pela Universidade de Konstanz (Alemanha) em 2004.

Esses tipos de fraude são considerados sumamente graves e todos concordam que o falsário deve ser duramente punido. Além das fraudes, há outros tipos de ilícitos, como o plágio, que por sua vez também varia, e cujos exemplos notórios serão fornecidos mais adiante e neste texto. Por ora, basta mencionar a cópia de artigos, teses e dissertações.

A palavra fraude vem dos termos latinos fraus ou fraudis, que significam dano feito a alguém, envolvendo astúcia ou trapaça, de que resulta algum proveito para quem o pratica e engano e prejuízo em quem é objeto ou dele é vítima. Já os romanos cunharam os termos plagiato e plagiarum – no sentido original, aquele que rouba escravos ou vende uma pessoa livre como escrava –, que deram origem ao plágio, ou seja, roubo literário ou científico, aproximando-se de compilare, que significa alguém ‘pilhar’ alguma coisa e se apresentar como autor de obra alheia.

Plágio e fraude são, portanto, ações diferentes, tendo em comum a intenção de enganar alguém ou a má-fé, junto com o objetivo de tirar algum proveito pessoal.

Diferentes fraudes

Há mais de um tipo de fraude. Um deles, como no caso de Dawson e seu ‘elo perdido’, é a fabricação de uma peça para comprovar um achado. Outro está na fabricação ou na maquiagem de dados, mais comuns em vários campos do conhecimento e da ação humana.

Os exemplos na área das ciências biológicas e da saúde incluem desde a alteração de resultados de pesquisa para favorecer o fabricante de um produto sob suspeita (medicamento, por exemplo), até a invenção de dados ou evidências para salvar a carreira de alguém ou confirmar uma tese e endossar uma linha argumentativa.

Exemplo excelente é o caso de Marc Hauser, famoso biólogo de Harvard, que hoje se encontra em quarentena, aguardando os resultados da investigação de um comitê, após ter sido acusado de forjar dados sobre o comportamento dos primatas. No campo das relações humanas, a maquiagem de dados de economia é utilizada por governos e especuladores visando obter algum proveito. Na área do direito e em outras, há casos e mais casos envolvendo adulteração de documentos.

Como em outros campos, certamente haverá maquiagem de documentos e invenção de dados em diferentes áreas das humanidades. No entanto, é mais difícil encontrar exemplos espetaculares, como os da física, da medicina e da biologia. As ciências humanas e sociais são, antes de tudo, ciências interpretativas e dificilmente o dado bruto, forjado ou não, vem à tona.

Resultado: nessas ciências, não é a fraude de dados que escandaliza, embora ocorra e seja condenada, mas os plágios e outras práticas, como a impostura, como bem mostrou o físico Alan Sokal, ao conseguir publicar, em 1996, um artigo deliberadamente fraudado na revista acadêmica Social Text, que não tinha revisão por especialistas. O caso ficou conhecido como Sokal Hoax – algo como o ‘embuste’, ‘paródia’ ou ‘conto do vigário’ de Sokal.

 

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Submissões para o ano de 2012 começaram em 6 de fevereiro. Sessões de Análise Comparativa para seleção de propostas serão realizadas mensalmente (foto:FAPESP)
A partir de 6 de fevereiro de 2012, as solicitações de Bolsas de Mestrado da FAPESP poderão ser submetidas em fluxo contínuo.

As sessões de Análise Comparativa para seleção de propostas de Bolsas de Mestrado serão realizadas mensalmente – exceto no mês de janeiro em virtude às férias coletivas da FAPESP –, em vez de serem realizadas duas vezes por ano como ocorria até 2011.

Com isso, a FAPESP espera uma maior agilidade na tramitação dessas solicitações, ao mesmo tempo em que se mantém a possibilidade da comparação com qualidade entre as solicitações em cada lote de análise.

A análise continuará usando pareceres de assessoria, analisados em sessões (agora mensais) de Análise Comparativa nas Coordenações de Área e Coordenação Adjunta.

Quando o sistema entrar em regime estacionário, espera-se que o prazo para análise seja similar àquele praticado para o caso das solicitações de doutorado, que foi de 74 dias em 2011 – este é um prazo médio, não devendo ser usado como prazo máximo, e não deve ser entendido como significando que a solicitação deve ser feita 74 dias antes da data em que se deseja a bolsa.

Como já vem sendo feito desde 2009, as solicitações deverão ser realizadas exclusivamente por meio do Sistema de Apoio a Gestão (SAGe).

As instruções completas para a apresentação de propostas de Bolsas de Mestrado estão disponíveis em www.fapesp.br/bolsas/ms.

Para o preenchimento dos formulários eletrônicos recomenda-se consultar o Manual SAGe para Submissão de Propostas de Mestrado: www.fapesp.br/bolsas/mestrado/manualsage_ms.pdf.

Fonte: Agência FAPESP 

Estão abertas, de 27 de fevereiro a 09 de março, as inscrições para do Processo de Seleção para Ingresso no Mestrado Acadêmico em Ciência e Tecnologia da Sustentabilidade da UNIFESP.

O exame de é composto de três etapas (prova escrita, entrevista e análise curricular). Todas elas são eliminatórias e serão conduzidas pela Coordenação do Programa.

As matrículas dos candidatos aprovados e com orientador estabelecido deverão ser efetuadas nos dias 26 e 28 de março. O início das aulas está previsto para 02 de abril.

De acordo com as informações da coordenação, o programa de mestrado contribuirá para (1) para o fortalecimento de uma consciência e abordagem correta e moderna do que se entende por desenvolvimento sustentável no país, tanto ao nível acadêmico quanto popular, (2) para a elevação dos índices de desenvolvimento humano do país e suas comunidades e (3) para a formação de recursos humanos especializados e competentes no atendimento das demandas sociais, econômicas e ambientais da academia, indústria e órgãos reguladores e certificadores.

Bolsas

O Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia da Sustentabilidade dispõe de uma cota de Bolsas de Estudo da CAPES (REUNI e Demanda Social (DS)) para o curso de Mestrado. O critério utilizado para a distribuição destas bolsas é a classificação obtida pelo (a) aluno (a) com relação à nota final obtida no Exame de Seleção para Ingresso no Programa (esta nota só terá validade até que outro processo seletivo seja realizado).

O Edital completo encontra-se na aba Ingresso no Programa (https://sites.google.com/site/ctdasustentabilidade/ingresso)

Fonte: UNIFESP