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A ANPG e a APG da UFSCar realizarão o 1º Seminário de Meio Ambiente da ANPG, que ocorre neste fim-de-semana (22 e 23 de outubro), na Universidade Federal de São Carlos, Campus São Carlos. 
 
O objetivo do seminário é debater o papel da Ciência, representada pelos acadêmicos, no debate ambiental, assim como discutir a política ambiental brasileira.

O seminário foi programado para coincidir com os primeiros dias do Simpósio Internacional de Ecologia, na UFSCar, em comemoração aos 35 anos de pós-graduação em Ecologia. O I Simpósio Internacional de Ecologia é realizado pelos primeiros programas de pós-graduação da área  (Ufscar, UnB, UNICAMP e INPA) na semana de 23 a 26 de outubro na Ufscar , e que contará com a participação de pós-graduandos de diversos estados brasileiros da área de ecologia. 

O seminário foi proposto pela APG-UFSCar durante o 38º CONAP (Conselho Nacional de Associações de Pós-Graduandos), com o objetivo de iniciar a discussão entre os pós-graduandos, APGs e a diretoria da ANPG, sobre questões ambientais e política ambiental brasileira, como por exemplo a atual proposta de mudança do Código Florestal Brasileiro, PL 30/11, aprovado na Câmara dos Deputados e atualmente em tramitação no Senado.

Venha contribuir com essa discussão e se informar mais sobre os temas! Sua participação, pós-graduando, é muito importante!

Para se inscrever, por favor, confirme sua participação através do e-mail da APG UFSCar: [email protected]. A entrada é franca!

Programação: 
 
SÁBADO, 22 de Outubro
 
A partir das 17:30: Atividade Cultural de Abertura
LOCAL: Area de Convivência Sul – Palquinho DCE-UFSCAR
 
DOMINGO, 23 de Outubro

Mesas: 
08:30 a 10:45:  O Papel da pós-graduação nas Questões Ambientais
Debatedores: Prof. Dr. Ricardo Ribeiro Rodrigues
                          Thomas de Toledo – mestre em desenvolvimento econômico pela Unicamp
Mediadores: Prof. Bernardo Arantes do Nascimento Teixeira (pró-reitor), ANPG e APG-UFSCar

11:15 a 13:30: Política Ambiental Brasileira
Debatedores: Mayra Jankowsky -Diretora Municipal de Agricultura, Pesca e Meio Ambiente de Cananéia e Vale do Ribeira
                          
14:30 a 15:30: Grupos de Discussão (GDs)
 
15:00 a 17:30: Mesa redonda (SIMPÓSIO) – Os 35 anos de trajetória dos programas de pós-graduação em Ecologia
Palestrantes:
Coordenadores dos programas de pós-graduação em Ecologia do INPA, da Unicamp, da UnB e da UFSCar.

17:30: Encerramento do Seminário

19:30-23:00: Coquetel de abertura – 35 anos da Pós-graduação em Ecologia

Da redação, com APG UFSCar

 

Na última sexta-feira (30) as Associações de Pós-Graduandos (APGs) da Unicamp entregaram ao presidente da CAPES, professor Jorge Guimarães, um porquinho com moedas colhidas durante os protestos realizados na universidade pelo reajuste das bolsas de pesquisa. A doação tem o jocoso objetivo de complementar as verbas governamentais para garantir um reajuste, já que as bolsas de mestrado e doutorado estão com valor congelado há mais de três anos – já são 1.222 dias nesta quarta-feira (4). Considerando apenas a inflação acumulada do período, a defasagem chega aos 18%.

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Confira as imagens do diretor da ANPG Marcelo Fabiano, que é também integrante do movimento de pós-graduandos da Unicamp (Pró-pós), entregando a irreverente doação ao presidente da CAPES:

Veja mais fotos no perfil do Facebook de Gustavo Shimizu.

Da redação

A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC) fazem, nesta quinta-feira (29), um ato em favor da destinação de parte dos royalties do pré-sal para ciência, tecnologia e inovação. As entidades defendem a proposta abraçada pelo ministro Aloizio Mercadante (MCTI), de destinação de 30% dos royalties para Educação e 7% para Ciência, Tecnologia e Inovação. A ANPG participa do ato, embora mantenha a campanha iniciada em 2009, em parceria com a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a União Brasileira ds Estudantes Secundaristas (UBES), pela destinação de 50% das verbas do fundo social do pré-sal para Educção, Ciência e Tecnlogia. A bandeira das entidades estudantis tem força no Senado.
 
O evento será às 15h, no plenário 1 do anexo 2 da Câmara dos Deputados, em Brasília. Foram convidadas entidades educacionais, científicas e empresariais, ministros, deputados e senadores.
 
A SBPC e a ABC, em conjunto com o próprio ministro Aloizio Mercadante, pautam que sejam destinados pelo menos 7% do montante dos roialties para o orçamento da ciência nacional.
 
As regras da divisão dos lucros gerados pela exploração de petróleo na camada do pré-sal, descritas no projeto de lei 8.051/2010 e apresentadas pelo deputado Fernando Jordão (PMDB-RJ), estão na pauta de votação na Câmara dos Deputados.
 
O senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) apresentou uma emenda que garante a destinação de 50% das verbas do fundo-social do pré-sal para Educação. A pedido da ANPG, o senador concordou em incluir ciência e tecnologia neste percentual. A emenda tem força no Senado que, por proposta do senador Cristóvão Buarque (PDT-DF), deve aprovar, ainda, a vinculação de 80% desses recursos da educação para investimento na educação básica.
 
Duas boas propostas
 
Para a presidente da ANPG, Elisangela Lizardo, a aprovação de qualquer ds duas propostas significaria um grande avanço em termos de investimentos em educação e ciência e tecnologia no país. Elisangela considera muito salutar a inserção das sociedades científicas na luta pelos recursos do pré-sal, como as entidades representativas dos estudantes já fazem desde 2009, e acredita em vitória: "a defesa da vinculação de recursos do pré-sal para educação e ciência e tecnologia é uma pauta urgente e que convenceu a maioria do Congresso Nacional, então a perspectiva de uma vitória nesta votação é muito boa", avalia a presidente da ANPG.
 
A SBPC e a ABC também organizam um abaixo-assinado pela internet. O link do documento, que pode ser assinado pela internet, foi enviado para mais de cem sociedades científicas, dentre as quais a ANPG, que é a 99ª entidade filiada à Sociedade. "Estamos pedindo um percentual que é extremamente viável", disse Helena Nader, presidente da SBPC. 
 
O receio das entidades é em relação à postura da presidente Dilma Rousseff, que é contra qualquer tipo de vinculação, especialmente  se não houver um prazo de validade da Lei, sob pena de engessar os recursos provenientes da exploração do petróleo na camada pré-sal. Entidades e parlamentares buscam uma solução mediada junto à Presidência da República.
 
Da redação, com informações da Agência de Notícia Jornal Floripa

A pedido da comissão pró-APG da Universidade Federal do Ceará (UFC), o deputado Federal Chico Lopes (PCdoB-CE) fez um pronunciamento em apoio à campanha dos pós-graduandos pelo reajuste das bolsas de pesquisa. Em sua intervenção, o deputado declarou que a reivindicação dos pós-gradundos é "mais do que justa", além de "necessária e urgente para o progresso acadêmico e científico brasileiro".

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Confira a íntegra do pronunciamento:

 

Senhor presidente,

Senhoras deputadas, senhores deputados,

Venho a esta tribuna hoje para falar de uma importante luta dos estudantes brasileiros e de nossa comunidade acadêmica. Um movimento que ganha dimensão nacional, na tentativa de fazer valer sua reivindicação, que acreditamos ser mais do que justa: necessária e urgente para o progresso acadêmico e científico brasileiro.

Desde o dia 19, até esta sexta-feira, a 23 de setembro de 2011, todos os pós-graduandos do Brasil estarão organizados nas suas diferentes universidades, reivindicando o reajuste imediato das bolsas de mestrado e doutorado.  Essa reivindicação não é pautada apenas pelo corporativismo, mas passa pelo projeto de um País soberano também em Ciência,Tecnologia e Inovação, áreas estratégicas para o desenvolvimento econômico.

Não há como discutir avanços nessas áreas estratégicas e produção científica qualificada sem falar do papel de uma pós-graduação de qualidade, capaz de formar mestres e doutores capacitados nas suas diferentes áreas de atuação.  E não há como falar de uma pós-graduação de qualidade, sem falar de uma política permanente de valorização das bolsas de pesquisa.

Essas bolsas, senhor presidente, senhoras e senhores deputados, já acumulam três anos sem reajuste por parte da CAPES e do CNPq, que hoje pagam a seus pós-graduandos, respectivamente, R$ 1200,00  e R$ 1800,00, menos do que três salários mínimos. Para se ter uma ideia da deterioração real desse valor, a mesma bolsa equivalia a 4,34 salários em junho de 2008.

Já são 1.206 dias sem reajuste! Desde então, a inflação acumulada soma 17,56%. Segundo os cálculos do Dieese de agosto de 2011, o montante necessário para um trabalhador e sua família suprirem as despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência é R$ 2.278,77. Segundo o IBGE, profissionais que concluíram graduação ganham, em média, 7,8 salários mínimos (R$ 3.642), enquanto os pós-graduandos, que se esforçam para ir além e contribuir com a pesquisa científica e o progresso acadêmico, recebem de R$ 1.200,00 a R$ 1.800,00, valores em claro descompasso e grande contradição.

Assim como lutamos e conquistamos uma política de valorização real do salário mínimo,precisamos consolidar uma política de reajustes reais e regulares para as bolsas de pós-graduação, se quisermos ter pesquisadores compromissados e com condições dignas de se dedicar a suas atividades.

Para que as metas do Plano Nacional de Pós-Graduação 2005-2010 fossem cumpridas, o valor atual da bolsa de mestrado deveria ser R$ 1.672,16 e a de doutorado R$ 2.479,78. Isso significa um reajuste de quase 40% dos valores atuais. Se queremos avançar para nos tornar uma economia forte, com protagonismo na conjuntura e no mercado internacional, precisamos nos somar a essa luta dos pós-graduandos, representados por sua Associação Nacional, a ANPG. Porque o Governo Lula, em seus oito anos, deixou grandes conquistas e vitórias para a comunidade acadêmica, impulsionando o ensino, a pesquisa e a extensão de modo inédito, investindo na infraestrutura dos campo, valorizando os professores, criando novas universidades e arregimentando mais e mais alunos, colaborando para uma maior democratização do Ensino Superior. Esse movimento positivo precisa se refletir, também, em melhores condições para os pós-graduandos, agora no Governo Dilma. Essa causa, além de justa pra com os nossos pesquisadores, é fundamental para o avanço da ciência e do desenvolvimento em nosso País.

Era o que tinha a dizer.


Chico Lopes

Deputado federal – PCdoB-CE 

 

Confira as imagens da mobilização ocorrida nessa sexta-feira (23). A campanha de bolsas continua nessa semana com a intensificação da enxurrada de e-mails para as autoridades. Saiba como participar clicando aqui.

Veja o que rolou nas universidades na Semana Nacional de Mobilização pelo Reajuste de Bolsas Já:

Confira as imagens do ato na UFSCar realizado nessa sexta (23):

Fotos: Álbum postado no perfil do facebook de Raquel Negrão, pós-graduanda da UFSCar.

Após o sucesso da “Semana Nacional de Mobilização pelo Reajuste das Bolsas Já!”, a campanha conitnua com novas ações. Com a justa pauta de reajuste imediato das bolsas de mestrado e doutorado Capes e CNPq, congeladas há 3 anos, nesta semana (26 a 30) a campanha se concentrará na enxurrada de e-mails para autoridades com a pauta do reajuste. Segue abaixo um modelo de e-mail (fique à vontade para escrever o seu próprio texto) e os endereços de quem queremos pressionar. 
 
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Corte, cole e envie. Contribua com a campanha!
  
Linha de Assunto: Campanha pelo Reajuste de Bolsas Já!
 
Exmo.(a) Sr(a) Nome da autoridade
Cargo 
 
Escrevo para reivindicar o reajuste imediato das bolsas de mestrado e doutorado no país, com valor congelado desde 2008. Apoio e faço parte da "Campanha Nacional pelo Reajuste de Bolsas Já!", organizada pela Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG).
 
ASSINATURA
Atividade que exerce e/ou instituição em que faz pesquisa
 
Endereços de e-mail sugeridos:
 
Excelentíssima Senhora Dilma Rousseff
Presidenta da República
ATENÇÃO! Não é possível enviar e-mail direto. É preciso acessar o formulário disponível neste link e colar lá a sua mensagem. 
 
Exmo. Sr. Aloizio Mercadante
Ministro de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI)
 
Exmo. Sr. Fernando Haddad
Ministro de Estado da Educação (MEC)
 
Ilmo. Sr. Glaucius Oliva
Presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)
 
Ilmo. Sr. Jorge Guimarães
Presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
 
 
Participe!
 
Baixe materiais da Campanha de Bolsas 2011
Assine e divulgue o abaixo-assinado online pelo #reajustedebolsasja
Siga a ANPG no Twitter (@anpg) e no Facebook (Associação Nacional de Pós-Graduandos)
Repercuta as ações da campanha e dissemine informações sobre o reajuste. Utilize sempre a hashtag #reajustedebolsasja
Envolva todos os seus contatos na campanha
 
ANPG
 

 

Foto: Renato Araújo/Ag. Brasil
Deputados durante sessão de votação da regulamentação da emenda constitucional 29, promovida pelo Projeto de Lei 306/2008.
O diretor de Saúde da ANPG, Pedro Tourinho, participa, nesta terça-feira (27), de um ato no Congresso Nacional mobilizado pelo movimento Primavera da Saúde. A pauta é 10% da receita corrente burta da União para a Saúde, como previsto no projeto original da Emenda Constitucional 29 (EC-29), elaborado pelo Senado. O objetivo é garantir aumento dos recursos para a pasta, diferente do que ocorreu na Câmara dos Deputados. O ato será a partir das 10 horas desta terça, com entrega de flores aos senadores, e também à presidente Dilma Rousseff.
 
O encaminhamento do projeto que regulamenta a EC-29 ao Senado transforma a “Grande Festa da Primavera da Saúde”, marcada para o dia 27 de setembro, em Brasília, em um ato ainda mais indispensável na defesa do Sistema Único de Saúde, avalia Gilson Carvalho, médico pediatra e de saúde pública. Além da atividade em Brasília, a Primavera da Saúde será marcada também por atos-festa em diversas regiões do país. 
 
O projeto de Lei que regulamenta a Emenda Constitucional 29 foi aprovado na Câmara dos Deputados, após três anos parado naquela Casa. Entretanto, a redação com a qual o projeto retorna ao Senado Federal para deliberação definitiva retira cerca de 7 bilhões em recursos do Sistema Único de Saúde (SUS), informa Gilson Carvalho. 
 
A votação começou com apreciação do destaque do DEM que retirava do projeto a definição da base de cálculo da Contribuição Social para Saúde (CSS). Sem essa base de cobrança, a CSS não poderá efetivada. Assim, foi aprovado um projeto que mantém a forma de financiamento atual com um agravante: os Estados conseguiram tirar dos 12% de sua base de cálculo o equivalente aos recursos do Fundeb. Assim, a Saúde perde R$7 bi. Nos discursos, que se repetiram no Plenário, parlamentares de vários partidos se posicionaram contrários à criação de mais um imposto, o que apontava para o resultado final da votação. 
 
O diretor de Saúde da ANPG e integrante do Conselho Nacional de Saúde pela entidade, Pedro Tourinho, diz que as entidades que participam da Primavera da Saúde apoiavam a medida proposta de aplicação da CSS. Entretanto, diante da derrota na Câmara, a proposta que unifica o movimento social é a defesa do projeto originalmente elaborado pelo Senado, que propõe a destinação de 10% da receita corrente bruta da União para a pasta. "Se a garantia desse índice será feita por meio de redução de juros, pelo estabelecimento de um imposto sobre grandes fortunas, pelo aumento da taxação sobre produtos que oneram o Sistema Único de Saúde, isso é algo que o governo terá que resolver", avalia Pedro. Para ele, uma taxação progressiva – como a CSS ou o imposto sobre fortunas – é uma boa alterantiva, mas o central agora é garantir o aumento dos recursos da saúde, por isso o fundamental é garantir uma vinculação orçamentária conforme proposto pelo projeto original da EC-29.
 
Tal situação torna a manifestação desta terça-feira (27), assim como atos em todo o país de apoio à bandeira de mais recursos para o SUS mais imprescindível do que antes, avalia o médico pediatra e de saúde pública Gilson Carvalho. Estão sendo convocados todos os integrantes do Conselho Nacional de Saúde, assim como conselhos e secretarias estaduais e municipais, entidades dos movimentos sociais e “todos os defensores da saúde pública”. 
 
Engavetamento à vista
 
O receio do médico Gilson Carvalho é que o governo trabalhe para atrasar a tramitação do projeto por conta da polêmica acerca de um novo imposto. Segundo agências de notícias, os líderes aliados detectaram um movimento na base e na oposição para que o Senado ressuscite o mecanismo que obriga a aplicação de 10% da receita corrente bruta da União no setor. Essa vinculação injetaria muito mais recursos no setor do que o Planalto está disposto a despender. “Não há hipótese de o governo aceitar o restabelecimento dos 10%”, afirmou o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE). “Não interessa ao governo votar esse projeto agora”, resumiu o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR).”
 
Por outro lado, a oposição insiste na tecla de não criar nova fonte de recursos, contrariando o discurso da presidente Dilma Rousseff, que vem defendendo em diversas ocasiões a importância de garantir mais recursos para a saúde. “Não nos venha com a idéia de criar imposto novo ou nova receita para financiamento da saúde. Não precisa. Um país que fala em trem-bala para beneficiar uns poucos não tem autoridade moral para falar em mais recursos para a saúde”, declarou o presidente nacional do DEM, senador José Agripino Maia (RN). Até mesmo dentro da base aliada, há quem já tenha declarado ser favorável aos 10%, como o petista gaúcho Paulo Paim. “Como existe essa possibilidade de os 10% voltarem, vão empurrar o projeto com a barriga para o ano que vem”, prevê Paim. Outro problema para o Planalto é que o projeto do Senado prevê ainda mais gasto adicional, desta vez para os estados – que poderiam pressionar a União a repassar mais recursos para os governos estaduais.
 
A saúde em números
 
O Brasil ocupa a 72ª posição no ranking da Organização Mundial de Saúde (OMS) de investimento em saúde, quando a lista é feita com base na despesa estatal por habitante. Os diversos governos gastam, juntos, uma média anual de US$ 317 por pessoa, segundo a última pesquisa da OMS, com dados relativos a 2008.
 
O desempenho brasileiro é 40% mais baixo do que a média internacional (US$ 517). A liderança do ranking de 193 países pertence a Noruega e Mônaco, cujas despesas anuais (US$ 6,2 mil por habitante) são vinte vezes maiores do que as brasileiras. Apesar de o Brasil possuir a maior economia da América do Sul, três países do continente se saem melhor nesse quesito: Argentina, Uruguai e Chile.
 
As despesas a partir de convênios particulares movimentam mais do que o dobro das finanças do Sistema Único de Saúde (SUS). O SUS é gratuito e atende os 190 milhões de brasileiros. Os planos privados beneficiam um quarto da população brasileira.
 
Da redação, com informações do Blo Primavera da Saúde e agências
 
Esta semana deverá ser decisiva para a definição da forma como serão distribuídos os royalties do petróleo. Enquanto o governo aposta num acordo em torno do relatório do senador Vital do Rêgo Filho (PMDB-PB) sobre o PLC 16/10, que aguarda inclusão na ordem do dia do Plenário, diversos senadores de regiões produtoras e não produtoras articularam suas propostas para garantir a participação de seus estados ou áreas de interesse na divisão dos recursos.A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), a Academia Brasileira de Ciências (ABC) e a ANPG lutam para garantir vinculação de verbas do pré-sal para educação, ciência e tecnologia.
 
Lançada em outubro de 2009 pela ANPG em conjunto com a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), a bandeira de 50% das verbas do Fundo Social do pré-sal para a educação tem força no Senado. A emenda do Senador Inácio Arruda que representa a proposta dos estudantes tende a ser aprovada, desde que 80% do recurso seja destinado à educação básica, conforme acordo de líderes. Logo no começo da campanha, a ANPG pautou que a bandeira fosse por 50% do fundo social do pré-sal para educação e ciência e tecnologia, e permanece dialogando com o movimento para a garantia desta pauta.
 
Abaixo-assiando da SBPC e ABC
 
Neste mês de setembro a SBPC e a ABC passaram a mobilizar, com o apoio do Ministro Aloizio Mercadante (Ciência, Tecnologia e Inovação) uma outra campanha, que agrega esforços no sentido de garantir a vinculação de recursos provenientes da exploração do petróleo na camada do pré-sal para as pastas de educação e ciência, tecnologia e inovação. A SBPC e a ABC lançaram um abaixo-assinado com o objetivo de assegurar uma parte dos recursos do petróleo extraído da camada do pré-sal para educação, em ciência, tecnologia e inovação. Para assinar o abaixo-assinado, clique aqui.
 
O presidente do Senado, José Sarney, definiu o dia 5 de outubro como data-limite para o exame do veto do Executivo ao artigo 64 da Lei do Pré-Sal (Lei 12.351/2010), que trata do assunto. O governo quer evitar a derrubada do veto, o que representaria a distribuição dos royalties entre todos os estados e municípios, de acordo com os critérios do respectivo Fundo de Participação, ocasionando perda significativa na arrecadação dos estados e municípios produtores.
 
A proposta negociada pelo governo garante aos estados produtores, principalmente Rio de Janeiro e Espírito Santo, uma quantia próxima daquilo que já recebem anualmente: R$ 12 bilhões (valor estimado para em 2012). Além disso, o governo abriria mão de 4% sobre o percentual recolhido em participação especial.
 
Da redação, com Agência Senado e  Jornal da Ciência
 

Confira as oito imagens enviadas pela Associação de Pós-Graduandos da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (APG-UENF) para ilustrar a mobilização realizada na universidade para divulgar a Semana Nacional de Mobilização pelo Reajuste de Bolsas Já! Houve mobilização na sua universidade também? Envie fotos, vídeos e/ou informações para [email protected].

A campanha de bolsas continua, assine o abaixo-assinado pelo reajuste!

Diretores da APG-UENF divulgama  campanha de bolsas em seminários da universidade.
Comunidade universitária nadere à campanha de bolsas com assinaturas em mural instalado pela APG-UENF.

 

A movimentação nos corredores da universidade garantiu a divulgação da campanha entregraduandos e pós-graduandos na UENF.
Estudante deixa sua mensagem em apoio à campanha pelo reajuste das bolsas de mestrado e doutorado.
Estudantes que participavam de seminários conheceram a campanha de bolsas por meio de divulgação feita pela APG-UENF.
Além da divulgação em seminários e pelos corredores, foram afixadas faixas no campus universitário.
A faixa chamou a atenção na principal rua da universidade.
Os cartazes com apoios à campanha foram espalhados pela UENF.

 

Encerrando a Semana Nacional de Mobilização e dando conitnuidade à Campanha pelo Reajuste de Bolsas Já, organizada pela ANPG em conjunto com APGs de todo o país, diretores e colaboradores da ANPG conversam com o Ministro Fernando Haddad (MEC), na câmara municipal de São Paulo nesta sexta-feira (23) à noite.

O Ministro reconheceu que existe defasagem nos valores: "já faz tempo que não aumenta, né?".

Nesta sexta também, as APGs da UFScar e da USP de Ribeirão Preto realizaram manifestações pelo reajuste de bolsas. Em Ribeirão Preto a APG iria entregar a pauta de reajuste ao presidente do CNPq, Glaucius Oliva, que estraia na universidade.

O diretor da ANPG Thiago Custódio (na foto), em conjunto com os pós-graduandos Márcio Ortiz Meinberg (PUC-SP) e Marcelo Arias (APG-USP), além da graduanda Eleonora Rigotti, também da USP (na foto), apresentaram a pauta pelo reajuste de bolsas ao ministro Fernando Haddad durante atividade na Câmara Municipal de São Paulo nesta sexta-feira (23) à noite. 

Da redação