| Foto: SBPC |
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| Documento é entregue à chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann |
Confira as resoluções aprovadas por Associações de Pós-Graduandos (APGs) e comissões pró-APG de universidades de todo o país que participaram do 38º Conselho Nacional de APGs (Conap) da ANPG entre 18 e 21 de agosto deste ano em Recife (PE). Entre as resoluções, há uma campanha pelo reajuste imediato das bolsas de mestrado e doutorado, a opinião dos pós-graduandos acerca do Programa Ciência Sem Fronteiras e um primeiro documento do movimento acerca do PNPG 2011-2020, publicado poucos dias antes do encontro.
Cerca de 60 pessoas, entre membros de APGs, comissões pró-APG e estudantes de pós-graduação participaram dos debates. Importantes personalidades do meio científico e político prestigiaram o evento, entre eles o professor da UFPE e ex-ministro de C&T, Sérgio Rezende; José Bertoti, secretário de C&T e Desenvolvimento Econômico da Prefeitura de Recife; Marcelino Granja, secretário de C&T de Pernambuco e Antônio Carlos Pavão, professor da UFPE e diretor do Museu Científico Espaço Ciência.
As propostas aprovadas foram fruto dos debates ocorridos nos grupos de discussão, painéis e conferências organizados durante o CONAP. Muitos adendos foram incluídos também durante a plenária final.
Convocação do 23º Congresso
Além das resoluções anexas ao final desta matéria, foi constituída uma comissão de organização do 23º Congresso Nacional de Pós-Graduandos, convocado para ocorrer em abril de 2012. Elisangela Lizardo, Luana Bonone, Marcelo Arias, Thiago Custódio, João Carlos Azuma, Joelson Souza, Rogério Monteiro e Pedro Tourinho compõem a comissão e são encarregados de propor, receber e analisar as propostas de realização do Congresso. A princípio, São Paulo (SP), Campinas (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Belo Horizonte (MG) são as quatro cidades que podem receber o fórum.
O 38º Conap demonstrou a organização do movimento de pós-graduandos pelo Brasil. Certamente as APG’s precisam crescer e se fortalecer ainda mais. Os desafios foram lançados: a nova fase da Campanha de Bolsas, os debates acerca do PNPG 2011-2020 e a realização do 23º Congresso Nacional de Pós-Graduandos (CNPG).
CONFIRA AS RESOLUÇÕES, DIVIDIDAS EM TRÊS PARTES: 1) Agenda do movimento 2) Resoluções 3) Moções
1) Agenda do Movimento Nacional de Pós-Graduandos
- 19 a 23 de setembro – Semana Nacional pelo Reajuste Já – Campanha de Bolsas (Confira resolução)
- Setembro de 2011 – Mês de debate do PNPG nas universidades / Campanha de bolsas (Confira resolução).
- Outubro de 2011 – Realização do 1º Seminário de Meio-Ambiente, realizado pela APG-UFSCAR em parceria com a ANPG / Participação na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia / Campanha de bolsas (Confira resolução)
- Outubro de 2011 a Abril de 2012 – Relançamento da campanha de memória do Movimento Nacional de Pós-Graduandos, tendo como centro divulgar a campanha institucional de 25 anos da ANPG em mídias universitárias e comunitárias e colher materiais que ajudem a resgatar a história da entidades nacional, assim como das APGs.
- Abril de 2012 – Realização do 23º Congresso Nacional de Pós-Graduandos.
2) Resoluções:
- Carta de Pernambuco
- Campanha de Bolsas 2011 – Reajuste já!
- Parecer preliminar da ANPG sobre o Plano Nacional de Pós-Graduação 2011-2020
- Resolução sobre o Programa Ciência Sem Fronteiras
- Seminário da ANPG sobre Organizações Sociais (OS) – documento final
3) Moções
- Moção de apoio da ANPG à greve dos funcionários e servidores
- Moção de Repúdio ao PLS 220/2010 (em tramitação no Senado)
- Moção de repúdio aos cortes de bolsas
- Moção sobre casos de estupro na Unicamp
Da redação, com colaboração de Luiza Sposito Vilela, da APG PUC-Rio
| Foto: Antonio Cruz/ABr |
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O Ministro da Ciência Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante, defendeu nesta terça-feira (13), na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), do Senado, que o Congresso Nacional reveja as receitas do fundo setorial CT-Petro retirados pela Lei nº 12.351/2010, sancionada pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva em dezembro do ano passado. O ministro é favorável a que o dinheiro seja usado para investimentos em educação (30%) e em ciência, tecnologia e inovação (7%), o que se aproxima da defesa da ANPG por 50% do pré-sal para educação, ciência e tecnologia. A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC) também defendem a vinculação de verbas provenientes do pré-sal para o investimento nessas áreas.
A proposta do ministro contraria interesse de prefeitos e governadores que querem os recursos do pré-sal para custear gastos ordinários. “O dia a dia tem que ser resolvido com o crescimento do país, com a geração de renda”, disse. “O pré-sal é uma riqueza provisória, temporária. O prefeito de amanhã não vai ter o pré-sal. Talvez a geração dos nossos netos não terá. O que nós vamos deixar para eles?”.
A posição de Mercadante coincide com a demanda da comunidade científica. A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciência (ABC) recolheram assinaturas em um abaixo-assinado e o enviou à presidenta Dilma Rousseff. O documento defendendo a partilha dos royalties para educação, ciência, tecnologia e inovação. O ministro levou uma cópia do abaixo-assinado para os senadores.
De acordo com cálculo feito pelas entidades científicas, só o percentual de 30% dos valores destinados a estados e municípios pode gerar R$ 3,97 bilhões anuais, “quantia que possibilitaria dar um salto na qualidade do ensino, especialmente na educação básica”, diz o documento.
“O Brasil precisa se preparar para a economia do conhecimento, para a economia verde e sustentável. O pré-sal é o grande passaporte para a gente dar esse salto. Essa visão imediatista é um erro. É só olhar para os países grandes produtores de petróleo. A Venezuela aqui do lado descobriu os grandes reservatórios de petróleo em 1974, mas não conseguiu se desenvolver. Outros países, como a Noruega, conseguiram. Vamos seguir os bons exemplos”, declarou Mercadante.
A liderança do governo no Congresso trabalha para que criar uma nova forma de partilha dos royalties, evitando a derrubada do veto do então presidente Lula à chamada Emenda Ibsen, referência ao deputado Ibsen Pinheiro (PMDB-RS), que determinava a divisão igualitária dos royalties do pré-sal entre todos os estados e municípios.
Após o veto, Lula ainda encaminhou ao Parlamento um projeto de lei estabelecendo uma parcela maior aos estados produtores; e criando um fundo social para educação, ciência, tecnologia e inovação, combate à pobreza, meio ambiente e esporte.
Fonte: Agência Brasil
Segue breve relato da Associação de Pós-Graduandos da Universidade Estadual de Maringá (APG-UEM) sobre a recebte ocupação da reitoria daquela universidade, da qual a APG participou:
A Associação Nacional de Pós Graduandos – ANPG, a União Nacional dos Estudantes – UNE e a União Brasileira de Estudantes Secundaristas – UBES divulgam, por ocasião do 7 de setembro de 2011, uma “Carta aos estudantes brasileiros”. O documento é assinado pelos presidentes das entidades estudantis e comemora a data ao mesmo tempo em que pede a aprovação de uma reforma política ampla, que fortaleça a democracia e a participação popular e combata a corrupção e os privilégios de poucos.
A carta anuncia também o início de uma grande mobilização popular para a realização do abaixo-assinado que recolherá milhões de assinaturas pelos 10% do PIB e 50% do Pré-sal pra educação.
“Desta forma, chamamos a juventude brasileira a ocupar cada vez mais espaços, físicos e virtuais, nas ruas, nas escolas, nas universidades, na internet e nas redes sociais, sensibilizando a sociedade brasileira e pressionando todos os governos para aprofundar e ampliar as mudanças necessárias ao país”, diz um trecho do documento.
Leia abaixo a carta divulgada pelas entidades:
CARTA AOS ESTUDANTES BRASILEIROS
Brasil, 7 de setembro de 2011
Neste dia de simbolismo inegável e de valor histórico ainda em construção, ecoando com os brados daqueles que, durante os últimos 189 anos, continuam a gritar pela independência de todas e todos brasileiros, deixam-se aqui as seguintes palavras, idéias e sonhos para a classe estudantil da nossa nação.
O Brasil dos jovens de 2011 é um país em movimento, cada vez menos dependente de seus grilhões, mas ainda profundamente distante de ser livre. A independência, relembrada neste 7 de setembro, é um processo de caminhar, é o desejo de atravessar a ponte histórica que levará o país ao futuro. É a perspectiva de deixar, na outra margem, a desigualdade social, a opressão e exclusão da juventude, a miséria, a injustiça, os preconceitos de todos os tipos contra as mulheres, negros, idosos, gays, lésbicas, pobres, nordestinos, analfabetos e tantos outros representantes do povo não favorecido deste país.
O Brasil dos estudantes desta década –a década de 10– será um país de mudanças sem precedentes. Será o início de nossa primavera, tal como essa que se apresenta em setembro de 2011, após uma incessante demonstração de vigor e mobilização dos jovens no último mês de agosto. O “Agosto Verde e Amarelo” do movimento estudantil levou milhares às ruas de todo o país, culminando com a grande “Marcha dos Estudantes” sobre Brasília, no dia 31, fazendo reverberar o grito de exigência dos 10% do PIB e dos 50% do fundo social do Pré-sal investidos exclusivamente na educação brasileira.
A grande transformação na educação é um imperativo, com a superação do analfabetismo, das brutais desigualdades regionais, do desequilíbrio na qualidade de ensino acessível para ricos e pobres, da má remuneração dos professores e das ainda injustas políticas de acesso à universidade. A essa bandeira, juntam-se outras indispensáveis, erguidas pelo movimento social brasileiro neste 7 de setembro: a redução imediata das taxas de juros do país e a mudança da política econômica, por mais desenvolvimento social e humano; a aprovação de uma reforma política ampla, que fortaleça a democracia e a participação popular e combata a corrupção e os privilégios de poucos; a redução da jornada de trabalho e o aumento nos ganhos reais dos trabalhadores; a reforma agrária, com o fim da violência no campo; a democratização da comunicação e do conhecimento, incluindo a aprovação de um plano ostensivo e acessível de internet em banda larga; a priorização da cultura, do esporte e de todas as políticas públicas para a juventude brasileira, como catalisadoras de um futuro de paz e igualdade social.
A União Nacional dos Estudantes – UNE , a União Brasileira de Estudantes Secundaristas – UBES e a Associação Nacional de Pós Graduandos – ANPG entendem que a última gestão do governo federal e esta que chega ao seu primeiro 7 de setembro demonstraram sensibilidade frente a essas necessidades. No entanto, acreditam que ainda é preciso muito mais para alcançar, de fato, a independência. Desta forma, chamamos a juventude brasileira a ocupar cada vez mais espaços, físicos e virtuais, nas ruas, nas escolas, nas universidades, na internet e nas redes sociais, sensibilizando a sociedade brasileira e pressionando todos os governos para aprofundar e ampliar as mudanças necessárias ao país.
Para amplificar esse grito, anunciamos aqui o início de uma grande mobilização popular para a realização do abaixo-assinado que recolherá milhões de assinaturas pelos 10% do PIB e 50% do Pré-sal pra educação.
Esta carta é, portanto, um documento para a reflexão e um convite, aberto e irrestrito, a todas e todos os jovens estudantes do Brasil que, generosos e corajosos, mobilizados hoje e sempre, construirão o Brasil mais justo, honesto e desenvolvido com o qual sonhamos e para o qual estudamos e trabalhamos.
Viva a independência construída todos os dias pelo estudo e trabalho de milhões da brava gente brasileira!
Viva os sonhos e as lutas de gerações por um país soberano, democrático, justo e feliz!
Viva a voz da juventude que em setembro grita por liberdade e amor pelo Brasil!
Daniel Iliescu – presidente da UNE
Yann Evanovick – presidente da UBES
Elisangela Lizardo – presidente da ANPG
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Representantes da ANPG, da União Nacional dos Estudantes (UNE) e da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) reuniram-se com a presidente Dilma Roussef nessa quarta-feira (31/8) para entregar uma pauta de reivindicações. As duas bandeiras principais do movimento são a destinação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) e de 50% dos recursos do fundo social do pré-sal para a educação.
Mas os estudantes também cobram o fim do analfabetismo até 2016, a garantia de recursos para a conclusão das obras do REUNI (o programa de expansão universitária do governo federal), o reajuste imediato nos valores das bolsas para pós-graduação e a ampliação dos Institutos federais, entre outros.
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A nova diretoria da Associação de Pós-Graduandos da Universidade Federal da Bahia (APG-UFBa) toma posse nesta sexta-feira (2). Confira a data e local da posse e os princípios de atuação da gestão, descritos na carta abaixo.
Posse da nova gestão da APG UFBA – APG é pra lutar:
DATA: 02 de setembro (sexta-feira) de 2011
LOCAL: Escola de Enfermagem
HORÁRIO: 17h
CARTA DE APRESENTAÇÃO GESTÃO 2011-2012 DA ASSOCIAÇÃO DE PÓS-GRADUANDOS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
Vimos, através desta, apresentar à comunidade a Gestão 2011-2012 da Associação de Pós-graduandos da Universidade Federal da Bahia (APG-UFBA – Gestão APG é pra Lutar!).
Esta gestão, eleita através de voto direto nos dias 16 e 17 de junho do presente ano, será a segunda gestão da representação discente de pós-graduandos da UFBA, após finalizada a gestão temporária anterior eleita em Assembléia Geral de Estudantes de pós-graduação da UFBA no dia 01 de junho de 2010, data que também marca a fundação da APG-UFBA.
Compreendendo a necessidade de fortalecer a luta dos estudantes de pós-graduação em nível nacional a APG-UFBA dialoga com outras APG´s do país através do contato com a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG – entidade representativa dos pós-graduandos brasileiros, fundada em 1986).
É por reafirmar nosso compromisso com os/as estudantes de pós-graduação da UFBA, que anexamos a esta carta de apresentação, a plataforma eleitoral desta gestão, e aproveitamos para chamar todos e todas estudantes de pós-graduação para construir junto conosco esta segunda gestão da APG-UFBA.
Finalizamos esta carta com um convite para a posse da Gestão 2011-2012 da APG-UFBA que se realizará na Faculdade de Enfermagem no dia 02 de setembro, próxima sexta-feira, às 17h.
Seguimos na defesa de uma APG comprometida com o acesso a pós-graduação pública, gratuita e de qualidade em todos os níveis! Saudações estudantis!
Salvador, 22 de agosto de 2011
Associação de Pós-Graduandos – APG-UFBA Gestão 2011-20112 – “APG É PRA LUTAR!”
| Foto: Pedro Tourinho |
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A expectativa é que a presidenta Dilma Rousseff receba os estudantes para apresentarem suas pautas ao final da passeata. Além do investimento de 10% do PIB em educação, a Associação Nacional de Pós-Graduandos defende o investimento de 50% do Fundo Social do Pré-Sal em Educação, Ciência e Tecnologia.
As duas vinculações de verbas já foram apresentadas como emendas da UNE, da UBES e da ANPG ao Plano Nacional de Educação (PNE 2011-2020) e a ANPG apresenta as mesmas propostas a serem incluídas no Plano Nacional de Pós-Graduação (PNPG 2011-2020).




