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Foto: SBPC
Documento é entregue à chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann
A presidente da SBPC, Helena Nader, esteve no dia 30 de agosto em Brasília, no Congresso Nacional, para entregar ao governo e a diversos parlamentares proposta de um novo marco legal na área de ciência, tecnologia e inovação (C,T&I). Resultado de um grupo de trabalho instituído pelos conselhos nacionais de Secretários Estaduais para Assuntos de C,T&I (Consecti) e das Fundações de Amparo à Pesquisa (Confap), a proposta visa eliminar os principais entraves legais da área.
 
O objetivo é imprimir modernidade, agilidade e simplificação na legislação da área, de modo que o sistema de C,T&I possa cumprir plenamente seu papel no desenvolvimento econômico e social do País. 
Um exemplo é o regramento para aquisições e contratações, hoje ordenado pela Lei Federal de Licitações. A proposta cria uma legislação específica para a área de C,T&I, que flexibiliza os processos de seleção dos fornecedores, contemplando qualidade, durabilidade, assistência técnica e garantia.
 
Isenção dos impostos de importação para máquinas, equipamentos, aparelhos, instrumentos, peças de reposição e acessórios destinados à pesquisa científica; processo simplificado e rápido para as importações; estímulo à participação das instituições públicas de C,T&I no processo de inovação; e acesso à biodiversidade sem autorização prévia são alguns dos itens abordados. Veja  aqui a íntegra do documento.
 
A proposta, na qual a SBPC e a Academia Brasileira de Ciências (ABC) são signatárias, foi entregue por Helena Nader, ao senador José Sarney, presidente do Senado e do Congresso Nacional; ao deputado Marcos Maia, presidente da Câmara dos Deputados; ao senador Eduardo Braga, presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado; e ao deputado Bruno Araújo, presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI) da Câmara. No executivo, receberam a proposta a chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffman; e o secretário executivo do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luiz Antonio Rodrigues Elias.
 
As audiências foram acompanhadas do deputado Sibá Machado (PT-AC), que é o articulador político da proposta; do representante da ABC, Elibio Reich; do presidente da Consecti, Odenildo Teixeira Sena; e do presidente da Confap, Mário Neto Borges.
 
Pré-sal – No dia 31 de agosto, em Brasília, a presidente da SBPC também teve uma audiência com o senador Wellington Dias (PT/PI) sobre os royalties do pré-sal. Na ocasião, ela reforçou a importância de se definir a destinação desses recursos e os percentuais que serão aplicados na educação, ciência e tecnologia e inovação. Helena Nader ressaltou que essa definição é imprescindível para que o País alcance um novo patamar de desenvolvimento econômico e social. Segundo ela, a SBPC irá encaminhar uma carta para todos os senadores e deputados chamando a atenção para este fato.
 
Fonte: SBPC
A Câmara dos Deputados aprovou o parecer da deputada Jandira Feghali (PCdoB/RJ) à Medida Provisória nº 536/2011, que trata da ampliação do valor da bolsa e oferece outros benefícios para os médicos residentes em todo o país. O texto, que segue para apreciação do Senado Federal, prevê a elevação do valor da bolsa de R$ 1.916,45 para R$ 2.384,82; a garantia às licenças paternidade (5 dias) e maternidade (120 dias); o enquadramento dos estudantes como contribuinte individual da previdência social; a prorrogação do tempo de residência em caso de afastamento por motivo de saúde ou das licenças mencionadas e a garantia de alimentação e moradia durante os plantões.
 
Outro importante benefício foi a isenção da cobrança mensal do Imposto de Renda sobre o valor das bolsas dos residentes. “A legislação isenta do IR as bolsas de estudo e de pesquisa que não importem contraprestação de serviços. A prioridade dos estudantes é o treinamento. Uma especificidade que não encontra paralelo em outra área do conhecimento”, defende Jandira. A deputada incluiu ainda um dispositivo que autoriza o Poder Executivo a fazer a revisão anual do valor da bolsa para médicos residentes.
  
Conselhos profissionais
 
Para dar mais segurança jurídica aos conselhos profissionais, foram incluídos no texto critérios para a definição do valor das anuidades dos conselhos que fiscalizam o exercício profissional de diversas carreiras no mercado de trabalho. De acordo com o texto aprovado, ficou estabelecido um limite máximo para os valores praticados por todos os conselhos profissionais no país, com correção anual pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Até a aprovação do projeto de lei de conversão à MP nº 536, apenas os conselhos federais e regionais de Contabilidade, Educação Física e Representantes Comerciais tinham a cobranças de anuidades regulamentadas em lei. 
 
Fonte: Deputada Jandira Feghali
 

Confira as resoluções aprovadas por Associações de Pós-Graduandos (APGs) e comissões pró-APG de universidades de todo o país que participaram do 38º Conselho Nacional de APGs (Conap) da ANPG entre 18 e 21 de agosto deste ano em Recife (PE). Entre as resoluções, há uma campanha pelo reajuste imediato das bolsas de mestrado e doutorado, a opinião dos pós-graduandos acerca do Programa Ciência Sem Fronteiras e um primeiro documento do movimento acerca do PNPG 2011-2020, publicado poucos dias antes do encontro. 

Cerca de 60 pessoas, entre membros de APGs, comissões pró-APG e estudantes de pós-graduação participaram dos debates. Importantes personalidades do meio científico e político prestigiaram o evento, entre eles o professor da UFPE e ex-ministro de C&T, Sérgio Rezende; José Bertoti, secretário de C&T e Desenvolvimento Econômico da Prefeitura de Recife; Marcelino Granja, secretário de C&T de Pernambuco e Antônio Carlos Pavão, professor da UFPE e diretor do Museu Científico Espaço Ciência.

As propostas aprovadas foram fruto dos debates ocorridos nos grupos de discussão, painéis e conferências organizados durante o CONAP. Muitos adendos foram incluídos também durante  a plenária final.

Convocação do 23º Congresso

Além das resoluções anexas ao final desta matéria, foi constituída uma comissão de organização do 23º Congresso Nacional de Pós-Graduandos, convocado para ocorrer em abril de 2012. Elisangela Lizardo, Luana Bonone, Marcelo Arias, Thiago Custódio, João Carlos Azuma, Joelson Souza, Rogério Monteiro e Pedro Tourinho compõem a comissão e são encarregados de propor, receber e analisar as propostas de realização do Congresso. A princípio, São Paulo (SP), Campinas (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Belo Horizonte (MG) são as quatro cidades que podem receber o fórum.

O 38º Conap demonstrou a organização do movimento de pós-graduandos pelo Brasil. Certamente as APG’s precisam crescer e se fortalecer ainda mais. Os desafios foram lançados: a nova fase da Campanha de Bolsas, os debates acerca do PNPG 2011-2020 e a realização do 23º Congresso Nacional de Pós-Graduandos (CNPG).

CONFIRA AS RESOLUÇÕES, DIVIDIDAS EM TRÊS PARTES: 1) Agenda do movimento 2) Resoluções 3) Moções

1) Agenda do Movimento Nacional de Pós-Graduandos

  • 19 a 23 de setembro – Semana Nacional pelo Reajuste Já – Campanha de Bolsas (Confira resolução)
  • Setembro de 2011 – Mês de debate do PNPG nas universidades / Campanha de bolsas (Confira resolução)
  • Outubro de 2011 – Realização do 1º Seminário de Meio-Ambiente, realizado pela APG-UFSCAR em parceria com a ANPG / Participação na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia / Campanha de bolsas (Confira resolução)
  • Outubro de 2011 a Abril de 2012 – Relançamento da campanha de memória do Movimento Nacional de Pós-Graduandos, tendo como centro divulgar a campanha institucional de 25 anos da ANPG em mídias universitárias e comunitárias e colher materiais que ajudem a resgatar a história da entidades nacional, assim como das APGs. 
  • Abril de 2012 – Realização do 23º Congresso Nacional de Pós-Graduandos. 

2) Resoluções:

3) Moções

Da redação, com colaboração de Luiza Sposito Vilela, da APG PUC-Rio

 

Foto: Antonio Cruz/ABr

O Ministro da Ciência Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante, defendeu nesta terça-feira (13), na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), do Senado, que o Congresso Nacional reveja as receitas do fundo setorial CT-Petro retirados pela Lei nº 12.351/2010, sancionada pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva em dezembro do ano passado. O ministro é favorável a que o dinheiro seja usado para investimentos em educação (30%) e em ciência, tecnologia e inovação (7%), o que se aproxima da defesa da ANPG por 50% do pré-sal para educação, ciência e tecnologia. A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC) também defendem a vinculação de verbas provenientes do pré-sal para o investimento nessas áreas.

 

A proposta do ministro contraria interesse de prefeitos e governadores que querem os recursos do pré-sal para custear gastos ordinários. “O dia a dia tem que ser resolvido com o crescimento do país, com a geração de renda”, disse. “O pré-sal é uma riqueza provisória, temporária. O prefeito de amanhã não vai ter o pré-sal. Talvez a geração dos nossos netos não terá. O que nós vamos deixar para eles?”.

A posição de Mercadante coincide com a demanda da comunidade científica. A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciência (ABC) recolheram assinaturas em um abaixo-assinado e o enviou à presidenta Dilma Rousseff. O documento defendendo a partilha dos royalties para educação, ciência, tecnologia e inovação. O ministro levou uma cópia do abaixo-assinado para os senadores.

De acordo com cálculo feito pelas entidades científicas, só o percentual de 30% dos valores destinados a estados e municípios pode gerar R$ 3,97 bilhões anuais, “quantia que possibilitaria dar um salto na qualidade do ensino, especialmente na educação básica”, diz o documento.

“O Brasil precisa se preparar para a economia do conhecimento, para a economia verde e sustentável. O pré-sal é o grande passaporte para a gente dar esse salto. Essa visão imediatista é um erro. É só olhar para os países grandes produtores de petróleo. A Venezuela aqui do lado descobriu os grandes reservatórios de petróleo em 1974, mas não conseguiu se desenvolver. Outros países, como a Noruega, conseguiram. Vamos seguir os bons exemplos”, declarou Mercadante.

A liderança do governo no Congresso trabalha para que criar uma nova forma de partilha dos royalties, evitando a derrubada do veto do então presidente Lula à chamada Emenda Ibsen, referência ao deputado Ibsen Pinheiro (PMDB-RS), que determinava a divisão igualitária dos royalties do pré-sal entre todos os estados e municípios.

Após o veto, Lula ainda encaminhou ao Parlamento um projeto de lei estabelecendo uma parcela maior aos estados produtores; e criando um fundo social para educação, ciência, tecnologia e inovação, combate à pobreza, meio ambiente e esporte.

Fonte: Agência Brasil

 

Segue breve relato da Associação de Pós-Graduandos da Universidade Estadual de Maringá (APG-UEM) sobre a recebte ocupação da reitoria daquela universidade, da qual a APG participou:

 
"Car@s,
 
A Associação de Pós-Graduandos da UEM participou da ocupação da reitoria durante os nove dias de movimento. Entregamos a reitoria na última sexta-feira (2) de manhã com o compromisso do reitor e do Estado de cumprimento de todas as reivindicações. Uma das vitórias específicas dos pós-graduandos é o compromisso assumido pelo governo estadual de triplicar o número de bolsas da Fundação Araucária. Fizemos um grande ato de desocupação com a presença de 2000 mil estudantes, todos com sorrisos estampandos nos rostos, efusivos com a vitória material e simbólica. Estamos convictos que entramos em uma nova fase do movimento estudantil da UEM. Obrigado a todos apoiaram nossa luta, que está apenas começando. 
 
Abraços, APG-UEM".
 
A ANPG manifestou seu apoio à ocupação da UEM desde os primeiros dias do movimento. Tal apoio foi formalizado na semana passada com a nota que segue:
 
"Moção de Apoio da Associação Nacional de Pós-Graduandos à ocupação na UEM
 
A Associação Nacional de pós-graduandos (ANPG) manifesta todo seu apoio aos estudantes – graduandos e pós-graduandos – da Universidade Estadual de Maringá, que estão mobilizados em ocupação da reitoria da UEM. É honroso que os estudantes desta universidade se organizem de forma tão brava e audaz para lutar pelo ensino público, gratuito, universal e de qualidade. A ANPG deseja que as reivindicações sejam atendidas e que a UEM cresça ainda mais com esta nova geração de estudantes lutadores. Saudamos ainda a atitude do movimento por nominar sua ocupação com o nome do mais novo mártir da educação, o adolescente chileno Manuel Gutierrez Reinoso, morto pela polícia durante ato dos estudantes chilenos. Lamentamos ainda que no século XXI seja preciso que o sangue regue a terra para que o direito a educação seja assegurado. Por outro lado, desejamos que este mesmo sangue fertilize esta mesma terra e faça germinar novas e maiores conquistas para o movimento estudantil e que estas redundem numa sociedade mais justa e fraterna. Nos solidarizamos com o estudantes que protestam contra o corte de verbas que as universidades estaduais do Paraná sofreram e fazemos coro a luta para que o governo federal destine 10% do PIB para a educação imediatamente. Desejamos toda a força e sucesso ao vitorioso Movimento de Ocupação Manuel Gutierrez Reinoso.
 
Estamos juntos nessa luta
 
Associação Nacional de Pós-Graduandos"
 
Da redação

Associação Nacional de Pós Graduandos – ANPG, a União Nacional dos Estudantes – UNE e a União Brasileira de Estudantes Secundaristas – UBES divulgam, por ocasião do 7 de setembro de 2011, uma “Carta aos estudantes brasileiros”. O documento é assinado pelos presidentes das entidades estudantis e comemora a data ao mesmo tempo em que pede a aprovação de uma reforma política ampla, que fortaleça a democracia e a participação popular e combata a corrupção e os privilégios de poucos.

A carta anuncia também o início de uma grande mobilização popular para a realização do abaixo-assinado que recolherá milhões de assinaturas pelos 10% do PIB e 50% do Pré-sal pra educação.

“Desta forma, chamamos a juventude brasileira a ocupar cada vez mais espaços, físicos e virtuais, nas ruas, nas escolas, nas universidades, na internet e nas redes sociais, sensibilizando a sociedade brasileira e pressionando todos os governos para aprofundar e ampliar as mudanças necessárias ao país”, diz um trecho do documento.

Leia abaixo a carta divulgada pelas entidades:

CARTA AOS ESTUDANTES BRASILEIROS

Brasil, 7 de setembro de 2011

Neste dia de simbolismo inegável e de valor histórico ainda em construção, ecoando com os brados daqueles que, durante os últimos 189 anos, continuam a gritar pela independência de todas e todos brasileiros, deixam-se aqui as seguintes palavras, idéias e sonhos para a classe estudantil da nossa nação.

O Brasil dos jovens de 2011 é um país em movimento, cada vez menos dependente de seus grilhões, mas ainda profundamente distante de ser livre. A independência, relembrada neste 7 de setembro, é um processo de caminhar, é o desejo de atravessar a ponte histórica que levará o país ao futuro. É a perspectiva de deixar, na outra margem, a desigualdade social, a opressão e exclusão da juventude, a miséria, a injustiça, os preconceitos de todos os tipos contra as mulheres, negros, idosos, gays, lésbicas, pobres, nordestinos, analfabetos e tantos outros representantes do povo não favorecido deste país.

O Brasil dos estudantes desta década –a década de 10– será um país de mudanças sem precedentes. Será o início de nossa primavera, tal como essa que se apresenta em setembro de 2011, após uma incessante demonstração de vigor e mobilização dos jovens no último mês de agosto. O “Agosto Verde e Amarelo” do movimento estudantil levou milhares às ruas de todo o país, culminando com a grande “Marcha dos Estudantes” sobre Brasília, no dia 31, fazendo reverberar o grito de exigência dos 10% do PIB e dos 50% do fundo social do Pré-sal investidos exclusivamente na educação brasileira.

A grande transformação na educação é um imperativo, com a superação do analfabetismo, das brutais desigualdades regionais, do desequilíbrio na qualidade de ensino acessível para ricos e pobres, da má remuneração dos professores e das ainda injustas políticas de acesso à universidade. A essa bandeira, juntam-se outras indispensáveis, erguidas pelo movimento social brasileiro neste 7 de setembro: a redução imediata das taxas de juros do país e a mudança da política econômica, por mais desenvolvimento social e humano; a aprovação de uma reforma política ampla, que fortaleça a democracia e a participação popular e combata a corrupção e os privilégios de poucos; a redução da jornada de trabalho e o aumento nos ganhos reais dos trabalhadores; a reforma agrária, com o fim da violência no campo; a democratização da comunicação e do conhecimento, incluindo a aprovação de um plano ostensivo e acessível de internet em banda larga; a priorização da cultura, do esporte e de todas as políticas públicas para a juventude brasileira, como catalisadoras de um futuro de paz e igualdade social.

A União Nacional dos Estudantes – UNE , a União Brasileira de Estudantes Secundaristas – UBES e a Associação Nacional de Pós Graduandos – ANPG entendem que a última gestão do governo federal e esta que chega ao seu primeiro 7 de setembro demonstraram sensibilidade frente a essas necessidades. No entanto, acreditam que ainda é preciso muito mais para alcançar, de fato, a independência. Desta forma, chamamos a juventude brasileira a ocupar cada vez mais espaços, físicos e virtuais, nas ruas, nas escolas, nas universidades, na internet e nas redes sociais, sensibilizando a sociedade brasileira e pressionando todos os governos para aprofundar e ampliar as mudanças necessárias ao país.

Para amplificar esse grito, anunciamos aqui o início de uma grande mobilização popular para a realização do abaixo-assinado que recolherá milhões de assinaturas pelos 10% do PIB e 50% do Pré-sal pra educação.

Esta carta é, portanto, um documento para a reflexão e um convite, aberto e irrestrito, a todas e todos os jovens estudantes do Brasil que, generosos e corajosos, mobilizados hoje e sempre, construirão o Brasil mais justo, honesto e desenvolvido com o qual sonhamos e para o qual estudamos e trabalhamos.

Viva a independência construída todos os dias pelo estudo e trabalho de milhões da brava gente brasileira!
Viva os sonhos e as lutas de gerações por um país soberano, democrático, justo e feliz!
Viva a voz da juventude que em setembro grita por liberdade e amor pelo Brasil!

Daniel Iliescu – presidente da UNE
Yann Evanovick – presidente da UBES
Elisangela Lizardo – presidente da ANPG

Em matéria do G1, a presidente da ANPG, Elisangela Lizardo, debate a questão da fuga de cérebros do Brasil e pauta a valorização das bolsas de pesquisa.
 
O Tribunal de Contas da União (TCU) analisa processos que pedem a devolução de pelo menos R$ 30 milhões concedidos por órgãos do governo federal em forma de bolsas de estudo de pós-graduação no Brasil e no exterior.
 
Os valores consideram os 115 processos encaminhados pela Controladoria-Geral da União (CGU) ao tribunal em 2010, que envolvem casos de prestação de contas irregular, pessoas que receberam os valores mas não concluíram os cursos e bolsistas que foram para o exterior e não retornaram ao Brasil.
 
São bolsas de estudos concedidas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, e pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), ligada ao Ministério da Educação.
No fim de julho, o governo anunciou uma parceria entre Capes e CNPq, o programa Ciência Sem Fronteiras, que prevê 100 mil bolsas de intercâmbio nas principais universidades do exterior para estudantes do nível médio ao pós-doutorado (veja no vídeo acima).
 
A CGU apontou irregularidades no relatório de 2010 das tomadas de contas especiais, que são processos instaurados pelos órgãos do governo federal quando os danos ao erário superam R$ 23 mil.
 
Conforme a Controladoria, os processos foram repassados para julgamento do TCU. Somente no ano passado, foram 108 processos relativos ao CNPq, que somam R$ 29,5 milhões, e sete da Capes, no valor total de R$ 1,3 milhão, totalizando 115 constatações de supostas fraudes.
 
Esses casos se referem a bolsas concedidas entre 1999 e 2009, mas os processos foram instaurados somente no ano passado. Os processos pedem a devolução de, em média, R$ 260 mil — há casos de valores que chegam a R$ 500 mil. A maioria dos casos ainda não foi analisada pelo TCU.
Em consulta ao site do tribunal, o G1 localizou cerca de 70 decisões relativas a bolsas da Capes e do CNPq. São processos encaminhados desde 2003 ao TCU, nos quais foram publicados acórdãos que determinam a devolução de quantias.
 
CNPq
 
O vice-presidente e diretor de Cooperação Institucional do CNPq, Manoel Barral Neto, diz que são poucos os casos de fraude envolvendo bolsistas, em comparação com o universo total de bolsas concedidas. Em relação a bolsas no exterior, segundo ele, foram concedidas 3,2 mil bolsas e 16 casos de estudantes que foram, não voltaram e não ressarciram os cofres públicos.
 
"Quando abre processo, muitos resolvem a situação. A gente tenta negociação mais amigável. Não havendo acordo, a gente manda para o TCU. Quando sentem que ficou sério, negociam. Em grande parte dos casos, há acordo no TCU", diz Barral Neto.
 
Conforme o vice-presidente do CNPq, todos os bolsistas que saem do país para estudar assinam termo de compromisso que os obriga a permanecer no Brasil após o curso pelo mesmo tempo em que ficaram no exterior,. Caso contrário, têm de devolver os recursos. Eles mandam um relatório anual sobre o curso e também precisam apresentar certificado de conclusão.
 
Para Barral Neto, o aumento de bolsas para o exterior previsto não preocupa o governo. Para ele, não haverá incremento nas irregularidades relativas às bolsas.
 
"O processo, atualmente, de prestação de contas já é rigoroso. A gente detecta todos esses casos e vamos manter o mesmo sistema de controle. Nos relatórios analisados, não há nenhuma evidência de que precisemos tornar a coisa mais rígida."
 
Pós-graduandos
 
Na avaliação de Elisangela Lizardo, presidente da Associação Nacional de Pós-Graduandos, os casos de "fuga de cérebros", quando os profissionais não retornam ao Brasil, são poucos.
 
"O governo tem por política cobrar de volta dos que não voltam, e a gente acha que é importante uma negociação, solução que não prejudique, mas a gente respeita essa decisão de cobrar uma responsabilidade com o recurso público da população. Mas é um número pequeno. A evasão não é significativa e tem sido cada vez menor."
 
Ela diz que a maioria dos casos é de alunos que obtêm melhores oportunidades de trabalho durante o curso e acabam ficam no exterior. Mas há ainda, segundo ela, situações em que o estudante precisa deixar o curso e também fica em situação irregular, uma vez que a apresentação da certidão de conclusão é obrigatória.
 
Elisangela Lizardo afirma que o aumento das bolsas vai ajudar a comunidade científica, mas ainda é preciso mais políticas, principalmente voltadas para a pesquisa dentro do Brasil.
 
"Falta política de valorização das bolsas", diz. Segundo ela, atualmente um aluno de mestrado ganha cerca de R$ 1,2 mil como bolsa, o que ela considera "pouco" para um profissional formado que ganharia muito mais no mercado.
 
Engenheira fez acordo
 
A engenheira Maria Angélica Fonseca Krause é uma das ex-bolsistas que responderam a processo no TCU.
 
No ano passado, fez acordo com o tribunal para o pagamento de R$ 100,6 mil em 96 parcelas após o tribunal afirmar que ela cometeu irregularidade por ter ido estudar na Alemanha e não ter retornado ao Brasil.
 
Ela obteve bolsa do CNPq em 1991 para um doutorado em ciências naturais na Technische Universität Braunschweig, na Alemanha. O processo começou em 2009.
 
A defesa da engenheira afirmou ao G1 que argumentou que não houve má fé por parte da pesquisadora uma vez que o órgão em que ela trabalhava antes de ir para a Alemanha, um instituto de pesquisa em Joinville (SC), fechou.
 
Maria Angélica Fonseca Krause diz se sentir “imensamente injustiçada” com a decisão do TCU e do CNPq. “A bolsa que recebi foi concedida ao Centro de Desenvolvimento Biotecnológico de Joinvile, onde eu trabalhava. Essa bolsa foi transferida para mim em troca do meu salário. Eu tive que assinar as condições impostas. Isso significa que os 4 anos que fiquei na Alemanha eu apenas recebia a bolsa, apesar de estar empregada. Quando eu deveria retornar, o centro foi fechado e eu não tinha onde trabalhar”, disse a engenheira.
 
Ela afirmou também que o CNPq jamais entrou em contado no endereço alemão para dizer que Maria Angélica deveria voltar ao Brasil. “Aparentemente eles enviavam cartas para um endereco em Joinville, para alguém que não conheco e que não dei jamais o endereco.”
 
Maria Angélica diz que, após dez anos, recebeu correspondência do TCU e foi conversar. “Confesso que me arrependo, pois estou sendo imensamente prejudicada. Tendo que pagar por uma bolsa, com juros, que foi concedida à uma Instituicao, para que a mesma pudesse economizar o meu salario. Estou pagando por ter trabalhado por quatro anos.”
 
No acórdão, o TCU admite que não houve má fé. Mesmo assim, determinou a devolução da quantia. Atualmente, a engenheira mora na Itália e trabalha na área de energia solar.
 
Fonte: G1

Representantes da ANPG, da União Nacional dos Estudantes (UNE) e da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) reuniram-se com a presidente Dilma Roussef nessa quarta-feira (31/8) para entregar uma pauta de reivindicações. As duas bandeiras principais do movimento são a destinação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) e de 50% dos recursos do fundo social do pré-sal para a educação.

Mas os estudantes também cobram o fim do analfabetismo até 2016, a garantia de recursos para a conclusão das obras do REUNI (o programa de expansão universitária do governo federal), o reajuste imediato nos valores das bolsas para pós-graduação e a ampliação dos Institutos federais, entre outros.

A pauta do reajuste das bolsas foi apresentada pela presidente da ANPG, Elisangela Lizardo.  Além do reajuste imediato das bolsas de mestrado e doutorado, há mais de três anos sem nenhum aumento, Elisangela pautou o fortalecimento do sistema nacional de bolsas: “apresentei à presidenta Dilma que, para além de financiar bolsas no exterior, como prevê o programa Ciência Sem Fronteiras, é importante que o governo apresente também uma política geral de formação científica para os jovens brasileiros. Intensificar programas como PIBIC e PET, ampliar o PIBIC Jr. e valorizar as bolsas de mestrado e doutorado seria essa sinalização. Ela respondeu que gostou da proposta, em especial da Iniciação Científica (IC), e que refletirá com muito carinho a respeito”.
 
43 pautas
 
“A presidenta não se pronunciou pontualmente sobre cada um dos os 43 itens da nossa pauta, mas determinou que os ministros Fernando Haddad (Educação) e Gilberto Carvalho (Secretaria Geral da Presidência), presentes a reunião, ficassem responsáveis por nos dar uma resposta mais efetiva, em médio prazo”, disse o presidente da UNE, Daniel Iliescu. “Ela demonstrou particular simpatia pela nossa reivindicação de que metade do fundo social do Pré-sal seja destinado à área.”
 
A reunião dos estudantes com Dilma, no Palácio do Planalto, ocorreu após a Marcha dos Estudantes na Esplanada dos Ministérios. O ato encerrou um uma jornada de manifestações batizada de “Agosto Verde e Amarelo” pelos organizadores: a União Nacional dos Estudantes (UNE), a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG). O protesto reuniu cerca de 20 mil pessoas e contou com a participação da líder estudantil chilena Camila Vallejo.
Além das pautas específicas do movimento estudantil, o protesto também fez reivindicações no campo econômico. Os estudantes cobraram a queda da taxa de juros do Banco Central, o fim do superávit primário e a redução da jornada de trabalho sem redução de salário.
 
Nesta quinta-feira (1/9), Elisangela se reuniu com o Secretário do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia (CCT), Olival Freire, e participa de seminário sobre o Plano Nacional de Educação (PNE 2011-2020) e o Ensino Superior, organizado pela Secretaria de Ensino Superior do Ministério da Educação (Sesu/MEC).
 
Contra os juros altos
 
Os estudantes iniciaram o protesto na manhã desta quarta-feira (31/08) com a lavagem da escadaria de acesso ao Banco Central, onde, mais tarde, o Comitê de Política Monetária (Copom) se reuniria para decidir o futuro da taxa de juros. “A luta pela redução dos juros é uma bandeira histórica dos movimentos brasileiros que a UNE sempre apoiou”, justificou o líder estudantil.
 
De lá, partiram em passeata pela Esplanada dos Ministérios, encerrada em frente ao Congresso Nacional, em um ato que reuniu lideranças dos movimentos sociais e sindicais, além de parlamentares e representantes de organizações estudantis da Argentina e do Chile.
 
A presidente da Federação de Estudantes da Universidade do Chile (FECh), Camila Villejo, que ganhou notabilidade internacional ao comandar as mobilizações de massa que vêm sacudindo àquele país há três meses, compareceu ao protesto “para demonstrar a solidariedade do povo chileno às bandeiras de luta dos estudantes brasileiros”.
 
Na Câmara dos Deputados, os estudantes participaram de uma sessão especial da Comissão de Direitos Humanos e Minorias em solidariedade à luta do povo chileno. “O governo do Chile tem violado os direitos fundamentais da população. Por isso, a nossa luta hoje não é mais uma demanda setorial dos estudantes, mas de toda a sociedade”, denunciou Camila aos vários deputados presentes.
As lideranças estudantis encerraram a atividade entregando a pauta de reivindicações ao presidente da Câmara, deputo Marcos Maia (PT-RS), pouco tempo antes do plenário da Casa aprovar o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), que visa ao aumento da oferta de cursos profissionalizantes para estudantes do ensino médio.
 
Da redação, com Carta Maior
Fotos: Pedro Tourinho e UNE

 

A nova diretoria da Associação de Pós-Graduandos da Universidade Federal da Bahia (APG-UFBa) toma posse nesta sexta-feira (2). Confira a data e local da posse e os princípios de atuação da gestão, descritos na carta abaixo.

 

Posse da nova gestão da APG UFBA – APG é pra lutar:
DATA: 02 de setembro (sexta-feira) de 2011
LOCAL: Escola de Enfermagem
HORÁRIO: 17h

 

CARTA DE APRESENTAÇÃO GESTÃO 2011-2012 DA ASSOCIAÇÃO DE PÓS-GRADUANDOS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA

Vimos, através desta, apresentar à comunidade a Gestão 2011-2012 da Associação de Pós-graduandos da Universidade Federal da Bahia (APG-UFBA – Gestão APG é pra Lutar!).

Esta gestão, eleita através de voto direto nos dias 16 e 17 de junho do presente ano, será a segunda gestão da representação discente de pós-graduandos da UFBA, após finalizada a gestão temporária anterior eleita em Assembléia Geral de Estudantes de pós-graduação da UFBA no dia 01 de junho de 2010, data que também marca a fundação da APG-UFBA.

Compreendendo a necessidade de fortalecer a luta dos estudantes de pós-graduação em nível nacional a APG-UFBA dialoga com outras APG´s do país através do contato com a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG – entidade representativa dos pós-graduandos brasileiros, fundada em 1986).

É por reafirmar nosso compromisso com os/as estudantes de pós-graduação da UFBA, que anexamos a esta carta de apresentação, a plataforma eleitoral desta gestão, e aproveitamos para chamar todos e todas estudantes de pós-graduação para construir junto conosco esta segunda gestão da APG-UFBA.

Finalizamos esta carta com um convite para a posse da Gestão 2011-2012 da APG-UFBA que se realizará na Faculdade de Enfermagem no dia 02 de setembro, próxima sexta-feira, às 17h.

Seguimos na defesa de uma APG comprometida com o acesso a pós-graduação pública, gratuita e de qualidade em todos os níveis! Saudações estudantis!

Salvador, 22 de agosto de 2011

Associação de Pós-Graduandos – APG-UFBA Gestão 2011-20112 – “APG É PRA LUTAR!”

 

Foto: Pedro Tourinho

A expectativa é que a presidenta Dilma Rousseff receba os estudantes para apresentarem suas pautas ao final da passeata. Além do investimento de 10% do PIB em educação, a Associação Nacional de Pós-Graduandos defende o investimento de 50% do Fundo Social do Pré-Sal em Educação, Ciência e Tecnologia. 

As duas vinculações de verbas já foram apresentadas como emendas da UNE, da UBES e da ANPG ao Plano Nacional de Educação (PNE 2011-2020) e a ANPG apresenta as mesmas propostas a serem incluídas no Plano Nacional de Pós-Graduação (PNPG 2011-2020).

 

Na parte da tarde está pr3evista uma Audiência Pública no Senado Federal sobre o PNE, com a participação das entidades dos estudantes secundaristas, universitários e pós-graduandos brasileiros. Em seguida haverá audiência também na Câmara dos Deputados, na Comissão de Direitos Humanos, com a participação da Camila Vallejo, presidente da Federação de Estudantes da Universidade do Chile (Fech), que veio ao Brasil para participar da Marcha dos Estudantes neste 31 de agosto.
 
Divulgue e participe das mobilizações pelo país!
 
Da redação