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Conforme deliberado no 38° CONAP, e pela importância que o tema possui no debate nacional, realizou-se no dia 23 de outubro o 1° Seminário sobre Meio Ambiente da ANPG: A contribuição dos Pós-Graduandos para a Política Ambiental Brasileira, organizado em parceria da APG-UFSCar, nesta universidade.

O seminário contou com duas mesas: a primeira, organizada para debater a contribuição da ciência às políticas ambientais no pais, foi composta por acadêmicos  – professor Ricardo Rodrigues, integrante da SBPC, especialista em restauração florestal e o historiador e mestre em desenvolvimento econômico Thomas de Toledo – e a segunda, organizada para debater a atualidade das políticas ambientais, composta por gestores, pós-graduandos e movimentos sociais. Pela atualidade do tema, o debate em torno do código florestal acabou assumindo o foco da discussão. O pró-reitor de pós-graduação da UFSCar, Bernardo Arantes do Nascimento, compôs a mesa de abertura, prestigiando a atividade.

27 pós-graduandos de 9 instituições de diversos estados, e pelo menos 3 APGs participaram das discussões. Realizadas as apresentações das mesas, o debate foi feito com grande participação dos presentes, que levantaram questionamentos, polêmicas, expuseram opiniões e dados no sentido de contribuir com o enriquecimento do debate. Após as mesas, foi constituído um grupo de discussão que procurou levantar as principais polêmicas e os consensos do seminário.

Analisando as discussões em torno do código florestal, foi identificada a necessidade de se realizar, também, uma discussão sobre a política agrícola e pecuária no país. É consenso entre os participantes deste seminário que é urgente e necessária a realização de uma reforma agrária com apoio para que o assentado desenvolva a produção. Para tal, é ainda mais urgente a atualização dos índices de produtividade agrícola, importante inclusive para medir a real necessidade de expansão da fronteira agrícola brasileira. Um uso sustentável da terra, com técnicas já conhecidas atualmente, como agricultura de precisão e recuperação de áreas degradadas, por exemplo, devem ser a base de uma mudança na lógica de produção predatória ainda vigente e hegemônica no país.

Debate

A principal polêmica foi em torno da necessidade ou não de um novo código florestal, inclusive porque há divergências sobre a quais interesses cada uma das propostas atende. Foi considerado ainda que importantes setores da comunidade científica brasileira produziram relatórios com contribuições que precisam ser consideradas pelo congresso nacional ao legislar a respeito do meio ambiente. Especificamente a respeito do código florestal, a SBPC e a abc produziram um relatório com preocupações e propostas a respeito de Áreas de Proteção Permanente (APPs) e Reservas Legais, considerando a importância dos corredores ecológicos para a manutenção da biodiversidade, por exemplo, e problemas relacionados à compensação de biomas, entre outros. Ainda sobre a contribuição da comunidade científica, foi consenso a necessidade da produção de estudos sobre os impactos econômicos e sociais da manutenção e da alteração proposta do Código Florestal. Mantendo ou alterando o código, há necessidade de regulamentação da legislação para que ela seja efetivada.

Outro acúmulo construído no seminário foi acerca da necessidade de políticas públicas voltadas ao estimulo do reflorestamento em propriedades rurais. O Estado tem que assumir tal função.

Resultado de um excelente acúmulo, o presente documento indica a necessidade ampliação do debate para as demais APGs, buscando a participação de mais pós-graduandos sobre o tema.

De São Carlos, Hugo Bendini, Leonardo Reis, Luana Bonone, Raquel Negrão e Thiago Custódio

O Nobel de Química Martin Chalfie (2008) esteve no Complexo do Alemão na última segunda-feira (17). O cientista participou do lançamento do projeto pH do Planeta, que se realiza na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia 2011. ANPG aproveita a Semana para lançar ciclo de debates sobre o PNPG 2011-2020 e convoca APGs a realizarem a e a divulgarem suas atividades durante a Semana.
 
A Semana Nacional de Ciência e Tecnologia ocorre de 17 a 23 de outubro e conta com mais de 13 mil atividades realizadas por mais de 700 instituições distribuídas por 556 cidades brasileiras. A ANPG aproveita a Semana para lançar um Ciclo de Debates sobre o PNPG 2011-2020 (Plano Nacional de Pós-Graduação), nesta quinta-feira (20), às 17h, em parceria com a APG da Unifesp e com participação da professora Soraya Smaili – professora da instituição e ex-presidente da ANPG. O lançamento ocorrerá no anfiteatro do Infar (Instituto Nacional de farmacologia), no campus da Unifesp da Vila Clementino (São Paulo). 
 
A entidade nacional convoca ainda as Associações de Pós-Graduandos (APGs) de todo o país a realizarem a e a divulgarem suas atividades durante a Semana.
 
Aproximar cientistas do povo
 
Segundo o coordenador nacional da Semana, professor Ildeu de Castro (MCTI), a proposta da atividade, que já está na sua terceira edição, é aproximar a comunidade científica da população em geral. “É a sociedade que sustenta a realização de pesquisa no país”, justifica Ildeu, defendendo ainda a importância de iniciativas que busquem fazer com que estudantes, professores e pesquisadores tenham maior contato com a sociedade e que, ao mesmo tempo, ajudem a fazer a população saber o que está sendo pesquisado no país.
 
“A Semana promove atividades em espaços onde a população está, como terminais rodoviários, praças públicas, shoppings populares, escolas, e também abre as universidades para que as pessoas tenham acesso. É preciso mostrar que a ciência é uma coisa bonita, por isso na Semana ocorrem atividades interativas, de experimentação, há muita criatividade, mostrando que o ensino de ciência pode ser mais dinâmico”, diz o coordenador Ildeu de Castro. Para ele, é necessário melhorar “drasticamente” o ensino de ciências nas escolas brasileiras. 
 
O tema deste ano – Mudanças climáticas: Desastres naturais e prevenção de riscos – responde a esta preocupação de aproximar a comunidade científica do conjunto da sociedade: “incêndios, seca e outras mazelas comuns no Brasil são desastres naturais. Um dos objetivos da Semana é que esses temas sejam debatidos nas escolas, por exemplo”, explica Ildeu de Castro. Ele lembra ainda que países como Japão e Cuba já têm tradição anterior de medidas de prevenção diante de desastres naturais, mas o Brasil precisa fazer com que este debate seja feito e chegue à população.  
 
Complexo do Alemão
 
Além do Nobel de Química, o lançamento da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia no Complexo do Alemão contou também com a presença do ministro em exercício da Ciência, Tecnologia e Inovação – pasta que organiza o evento. “O Poder Público tem que fazer isso, tem que entrar nessas comunidades. Além da pacificação, da presença da polícia, o Estado precisa também entrar para propor novas alternativas a essa juventude criativa, e a ciência é uma delas”, opina o coordenador da Semana, professor Ildeu de Castro (MCTI).
 
O projeto pH do Planeta, menina dos olhos da Semana de Ciência e Tecnologia, é parte do Experimento Global que se realiza em todo o mundo durante o Ano Internacional da Química (AIQ 2011). A iniciativa integra uma série de atividades e eventos propostos pela Unesco e pela União Internacional de Química Pura e Aplicada (IUPAC) para o AIQ 2011, cujo lema é “Química para um mundo melhor”.
 
Ciência na escola
 
Este experimento faz parte de um conjunto de ideias e ações destinadas à melhoria da educação e da pesquisa em química (e em ciências) no país e é uma maneira de se contribuir para uma conscientização coletiva sobre importância da qualidade da água e para a preservação do planeta Terra. Os alunos coletam, auxiliados pelo professor, uma amostra de água proveniente de uma fonte natural local. Eles irão medir o pH da amostra, através da utilização de soluções indicadoras coloridas. Os valores médios provenientes dos resultados da turma deverão ser lançados no Banco de Dados Nacional do Experimento Global (Global Experiment Database), juntamente com informações sobre a amostra e a escola participante, através de um portal nacional de recebimento dos dados (portal QNInt da Sociedade Brasileira de Química).
 
A SBQ e o MCTI estão distribuindo 30 mil kits deste experimento para as escolas públicas do país, que realizam o experimento intensamente durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, e também ao longo de todo o ano. Em São Paulo e Bahia, órgãos educacionais e instituições locais também estão produzindo kits para as escolas.
 
Da redação, com informações de www.inovacaotecnologica.com.br

A ANPG e a APG da UFSCar realizarão o 1º Seminário de Meio Ambiente da ANPG, que ocorre neste fim-de-semana (22 e 23 de outubro), na Universidade Federal de São Carlos, Campus São Carlos. 
 
O objetivo do seminário é debater o papel da Ciência, representada pelos acadêmicos, no debate ambiental, assim como discutir a política ambiental brasileira.

O seminário foi programado para coincidir com os primeiros dias do Simpósio Internacional de Ecologia, na UFSCar, em comemoração aos 35 anos de pós-graduação em Ecologia. O I Simpósio Internacional de Ecologia é realizado pelos primeiros programas de pós-graduação da área  (Ufscar, UnB, UNICAMP e INPA) na semana de 23 a 26 de outubro na Ufscar , e que contará com a participação de pós-graduandos de diversos estados brasileiros da área de ecologia. 

O seminário foi proposto pela APG-UFSCar durante o 38º CONAP (Conselho Nacional de Associações de Pós-Graduandos), com o objetivo de iniciar a discussão entre os pós-graduandos, APGs e a diretoria da ANPG, sobre questões ambientais e política ambiental brasileira, como por exemplo a atual proposta de mudança do Código Florestal Brasileiro, PL 30/11, aprovado na Câmara dos Deputados e atualmente em tramitação no Senado.

Venha contribuir com essa discussão e se informar mais sobre os temas! Sua participação, pós-graduando, é muito importante!

Para se inscrever, por favor, confirme sua participação através do e-mail da APG UFSCar: [email protected]. A entrada é franca!

Programação: 
 
SÁBADO, 22 de Outubro
 
A partir das 17:30: Atividade Cultural de Abertura
LOCAL: Area de Convivência Sul – Palquinho DCE-UFSCAR
 
DOMINGO, 23 de Outubro

Mesas: 
08:30 a 10:45:  O Papel da pós-graduação nas Questões Ambientais
Debatedores: Prof. Dr. Ricardo Ribeiro Rodrigues
                          Thomas de Toledo – mestre em desenvolvimento econômico pela Unicamp
Mediadores: Prof. Bernardo Arantes do Nascimento Teixeira (pró-reitor), ANPG e APG-UFSCar

11:15 a 13:30: Política Ambiental Brasileira
Debatedores: Mayra Jankowsky -Diretora Municipal de Agricultura, Pesca e Meio Ambiente de Cananéia e Vale do Ribeira
                          
14:30 a 15:30: Grupos de Discussão (GDs)
 
15:00 a 17:30: Mesa redonda (SIMPÓSIO) – Os 35 anos de trajetória dos programas de pós-graduação em Ecologia
Palestrantes:
Coordenadores dos programas de pós-graduação em Ecologia do INPA, da Unicamp, da UnB e da UFSCar.

17:30: Encerramento do Seminário

19:30-23:00: Coquetel de abertura – 35 anos da Pós-graduação em Ecologia

Da redação, com APG UFSCar

 

Na última sexta-feira (30) as Associações de Pós-Graduandos (APGs) da Unicamp entregaram ao presidente da CAPES, professor Jorge Guimarães, um porquinho com moedas colhidas durante os protestos realizados na universidade pelo reajuste das bolsas de pesquisa. A doação tem o jocoso objetivo de complementar as verbas governamentais para garantir um reajuste, já que as bolsas de mestrado e doutorado estão com valor congelado há mais de três anos – já são 1.222 dias nesta quarta-feira (4). Considerando apenas a inflação acumulada do período, a defasagem chega aos 18%.

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Confira as imagens do diretor da ANPG Marcelo Fabiano, que é também integrante do movimento de pós-graduandos da Unicamp (Pró-pós), entregando a irreverente doação ao presidente da CAPES:

Veja mais fotos no perfil do Facebook de Gustavo Shimizu.

Da redação

A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC) fazem, nesta quinta-feira (29), um ato em favor da destinação de parte dos royalties do pré-sal para ciência, tecnologia e inovação. As entidades defendem a proposta abraçada pelo ministro Aloizio Mercadante (MCTI), de destinação de 30% dos royalties para Educação e 7% para Ciência, Tecnologia e Inovação. A ANPG participa do ato, embora mantenha a campanha iniciada em 2009, em parceria com a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a União Brasileira ds Estudantes Secundaristas (UBES), pela destinação de 50% das verbas do fundo social do pré-sal para Educção, Ciência e Tecnlogia. A bandeira das entidades estudantis tem força no Senado.
 
O evento será às 15h, no plenário 1 do anexo 2 da Câmara dos Deputados, em Brasília. Foram convidadas entidades educacionais, científicas e empresariais, ministros, deputados e senadores.
 
A SBPC e a ABC, em conjunto com o próprio ministro Aloizio Mercadante, pautam que sejam destinados pelo menos 7% do montante dos roialties para o orçamento da ciência nacional.
 
As regras da divisão dos lucros gerados pela exploração de petróleo na camada do pré-sal, descritas no projeto de lei 8.051/2010 e apresentadas pelo deputado Fernando Jordão (PMDB-RJ), estão na pauta de votação na Câmara dos Deputados.
 
O senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) apresentou uma emenda que garante a destinação de 50% das verbas do fundo-social do pré-sal para Educação. A pedido da ANPG, o senador concordou em incluir ciência e tecnologia neste percentual. A emenda tem força no Senado que, por proposta do senador Cristóvão Buarque (PDT-DF), deve aprovar, ainda, a vinculação de 80% desses recursos da educação para investimento na educação básica.
 
Duas boas propostas
 
Para a presidente da ANPG, Elisangela Lizardo, a aprovação de qualquer ds duas propostas significaria um grande avanço em termos de investimentos em educação e ciência e tecnologia no país. Elisangela considera muito salutar a inserção das sociedades científicas na luta pelos recursos do pré-sal, como as entidades representativas dos estudantes já fazem desde 2009, e acredita em vitória: "a defesa da vinculação de recursos do pré-sal para educação e ciência e tecnologia é uma pauta urgente e que convenceu a maioria do Congresso Nacional, então a perspectiva de uma vitória nesta votação é muito boa", avalia a presidente da ANPG.
 
A SBPC e a ABC também organizam um abaixo-assinado pela internet. O link do documento, que pode ser assinado pela internet, foi enviado para mais de cem sociedades científicas, dentre as quais a ANPG, que é a 99ª entidade filiada à Sociedade. "Estamos pedindo um percentual que é extremamente viável", disse Helena Nader, presidente da SBPC. 
 
O receio das entidades é em relação à postura da presidente Dilma Rousseff, que é contra qualquer tipo de vinculação, especialmente  se não houver um prazo de validade da Lei, sob pena de engessar os recursos provenientes da exploração do petróleo na camada pré-sal. Entidades e parlamentares buscam uma solução mediada junto à Presidência da República.
 
Da redação, com informações da Agência de Notícia Jornal Floripa

A pedido da comissão pró-APG da Universidade Federal do Ceará (UFC), o deputado Federal Chico Lopes (PCdoB-CE) fez um pronunciamento em apoio à campanha dos pós-graduandos pelo reajuste das bolsas de pesquisa. Em sua intervenção, o deputado declarou que a reivindicação dos pós-gradundos é "mais do que justa", além de "necessária e urgente para o progresso acadêmico e científico brasileiro".

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Confira a íntegra do pronunciamento:

 

Senhor presidente,

Senhoras deputadas, senhores deputados,

Venho a esta tribuna hoje para falar de uma importante luta dos estudantes brasileiros e de nossa comunidade acadêmica. Um movimento que ganha dimensão nacional, na tentativa de fazer valer sua reivindicação, que acreditamos ser mais do que justa: necessária e urgente para o progresso acadêmico e científico brasileiro.

Desde o dia 19, até esta sexta-feira, a 23 de setembro de 2011, todos os pós-graduandos do Brasil estarão organizados nas suas diferentes universidades, reivindicando o reajuste imediato das bolsas de mestrado e doutorado.  Essa reivindicação não é pautada apenas pelo corporativismo, mas passa pelo projeto de um País soberano também em Ciência,Tecnologia e Inovação, áreas estratégicas para o desenvolvimento econômico.

Não há como discutir avanços nessas áreas estratégicas e produção científica qualificada sem falar do papel de uma pós-graduação de qualidade, capaz de formar mestres e doutores capacitados nas suas diferentes áreas de atuação.  E não há como falar de uma pós-graduação de qualidade, sem falar de uma política permanente de valorização das bolsas de pesquisa.

Essas bolsas, senhor presidente, senhoras e senhores deputados, já acumulam três anos sem reajuste por parte da CAPES e do CNPq, que hoje pagam a seus pós-graduandos, respectivamente, R$ 1200,00  e R$ 1800,00, menos do que três salários mínimos. Para se ter uma ideia da deterioração real desse valor, a mesma bolsa equivalia a 4,34 salários em junho de 2008.

Já são 1.206 dias sem reajuste! Desde então, a inflação acumulada soma 17,56%. Segundo os cálculos do Dieese de agosto de 2011, o montante necessário para um trabalhador e sua família suprirem as despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência é R$ 2.278,77. Segundo o IBGE, profissionais que concluíram graduação ganham, em média, 7,8 salários mínimos (R$ 3.642), enquanto os pós-graduandos, que se esforçam para ir além e contribuir com a pesquisa científica e o progresso acadêmico, recebem de R$ 1.200,00 a R$ 1.800,00, valores em claro descompasso e grande contradição.

Assim como lutamos e conquistamos uma política de valorização real do salário mínimo,precisamos consolidar uma política de reajustes reais e regulares para as bolsas de pós-graduação, se quisermos ter pesquisadores compromissados e com condições dignas de se dedicar a suas atividades.

Para que as metas do Plano Nacional de Pós-Graduação 2005-2010 fossem cumpridas, o valor atual da bolsa de mestrado deveria ser R$ 1.672,16 e a de doutorado R$ 2.479,78. Isso significa um reajuste de quase 40% dos valores atuais. Se queremos avançar para nos tornar uma economia forte, com protagonismo na conjuntura e no mercado internacional, precisamos nos somar a essa luta dos pós-graduandos, representados por sua Associação Nacional, a ANPG. Porque o Governo Lula, em seus oito anos, deixou grandes conquistas e vitórias para a comunidade acadêmica, impulsionando o ensino, a pesquisa e a extensão de modo inédito, investindo na infraestrutura dos campo, valorizando os professores, criando novas universidades e arregimentando mais e mais alunos, colaborando para uma maior democratização do Ensino Superior. Esse movimento positivo precisa se refletir, também, em melhores condições para os pós-graduandos, agora no Governo Dilma. Essa causa, além de justa pra com os nossos pesquisadores, é fundamental para o avanço da ciência e do desenvolvimento em nosso País.

Era o que tinha a dizer.


Chico Lopes

Deputado federal – PCdoB-CE 

 

Confira as imagens da mobilização ocorrida nessa sexta-feira (23). A campanha de bolsas continua nessa semana com a intensificação da enxurrada de e-mails para as autoridades. Saiba como participar clicando aqui.

Veja o que rolou nas universidades na Semana Nacional de Mobilização pelo Reajuste de Bolsas Já:

Confira as imagens do ato na UFSCar realizado nessa sexta (23):

Fotos: Álbum postado no perfil do facebook de Raquel Negrão, pós-graduanda da UFSCar.

Após o sucesso da “Semana Nacional de Mobilização pelo Reajuste das Bolsas Já!”, a campanha conitnua com novas ações. Com a justa pauta de reajuste imediato das bolsas de mestrado e doutorado Capes e CNPq, congeladas há 3 anos, nesta semana (26 a 30) a campanha se concentrará na enxurrada de e-mails para autoridades com a pauta do reajuste. Segue abaixo um modelo de e-mail (fique à vontade para escrever o seu próprio texto) e os endereços de quem queremos pressionar. 
 
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Corte, cole e envie. Contribua com a campanha!
  
Linha de Assunto: Campanha pelo Reajuste de Bolsas Já!
 
Exmo.(a) Sr(a) Nome da autoridade
Cargo 
 
Escrevo para reivindicar o reajuste imediato das bolsas de mestrado e doutorado no país, com valor congelado desde 2008. Apoio e faço parte da "Campanha Nacional pelo Reajuste de Bolsas Já!", organizada pela Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG).
 
ASSINATURA
Atividade que exerce e/ou instituição em que faz pesquisa
 
Endereços de e-mail sugeridos:
 
Excelentíssima Senhora Dilma Rousseff
Presidenta da República
ATENÇÃO! Não é possível enviar e-mail direto. É preciso acessar o formulário disponível neste link e colar lá a sua mensagem. 
 
Exmo. Sr. Aloizio Mercadante
Ministro de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI)
 
Exmo. Sr. Fernando Haddad
Ministro de Estado da Educação (MEC)
 
Ilmo. Sr. Glaucius Oliva
Presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)
 
Ilmo. Sr. Jorge Guimarães
Presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
 
 
Participe!
 
Baixe materiais da Campanha de Bolsas 2011
Assine e divulgue o abaixo-assinado online pelo #reajustedebolsasja
Siga a ANPG no Twitter (@anpg) e no Facebook (Associação Nacional de Pós-Graduandos)
Repercuta as ações da campanha e dissemine informações sobre o reajuste. Utilize sempre a hashtag #reajustedebolsasja
Envolva todos os seus contatos na campanha
 
ANPG
 

 

Foto: Renato Araújo/Ag. Brasil
Deputados durante sessão de votação da regulamentação da emenda constitucional 29, promovida pelo Projeto de Lei 306/2008.
O diretor de Saúde da ANPG, Pedro Tourinho, participa, nesta terça-feira (27), de um ato no Congresso Nacional mobilizado pelo movimento Primavera da Saúde. A pauta é 10% da receita corrente burta da União para a Saúde, como previsto no projeto original da Emenda Constitucional 29 (EC-29), elaborado pelo Senado. O objetivo é garantir aumento dos recursos para a pasta, diferente do que ocorreu na Câmara dos Deputados. O ato será a partir das 10 horas desta terça, com entrega de flores aos senadores, e também à presidente Dilma Rousseff.
 
O encaminhamento do projeto que regulamenta a EC-29 ao Senado transforma a “Grande Festa da Primavera da Saúde”, marcada para o dia 27 de setembro, em Brasília, em um ato ainda mais indispensável na defesa do Sistema Único de Saúde, avalia Gilson Carvalho, médico pediatra e de saúde pública. Além da atividade em Brasília, a Primavera da Saúde será marcada também por atos-festa em diversas regiões do país. 
 
O projeto de Lei que regulamenta a Emenda Constitucional 29 foi aprovado na Câmara dos Deputados, após três anos parado naquela Casa. Entretanto, a redação com a qual o projeto retorna ao Senado Federal para deliberação definitiva retira cerca de 7 bilhões em recursos do Sistema Único de Saúde (SUS), informa Gilson Carvalho. 
 
A votação começou com apreciação do destaque do DEM que retirava do projeto a definição da base de cálculo da Contribuição Social para Saúde (CSS). Sem essa base de cobrança, a CSS não poderá efetivada. Assim, foi aprovado um projeto que mantém a forma de financiamento atual com um agravante: os Estados conseguiram tirar dos 12% de sua base de cálculo o equivalente aos recursos do Fundeb. Assim, a Saúde perde R$7 bi. Nos discursos, que se repetiram no Plenário, parlamentares de vários partidos se posicionaram contrários à criação de mais um imposto, o que apontava para o resultado final da votação. 
 
O diretor de Saúde da ANPG e integrante do Conselho Nacional de Saúde pela entidade, Pedro Tourinho, diz que as entidades que participam da Primavera da Saúde apoiavam a medida proposta de aplicação da CSS. Entretanto, diante da derrota na Câmara, a proposta que unifica o movimento social é a defesa do projeto originalmente elaborado pelo Senado, que propõe a destinação de 10% da receita corrente bruta da União para a pasta. "Se a garantia desse índice será feita por meio de redução de juros, pelo estabelecimento de um imposto sobre grandes fortunas, pelo aumento da taxação sobre produtos que oneram o Sistema Único de Saúde, isso é algo que o governo terá que resolver", avalia Pedro. Para ele, uma taxação progressiva – como a CSS ou o imposto sobre fortunas – é uma boa alterantiva, mas o central agora é garantir o aumento dos recursos da saúde, por isso o fundamental é garantir uma vinculação orçamentária conforme proposto pelo projeto original da EC-29.
 
Tal situação torna a manifestação desta terça-feira (27), assim como atos em todo o país de apoio à bandeira de mais recursos para o SUS mais imprescindível do que antes, avalia o médico pediatra e de saúde pública Gilson Carvalho. Estão sendo convocados todos os integrantes do Conselho Nacional de Saúde, assim como conselhos e secretarias estaduais e municipais, entidades dos movimentos sociais e “todos os defensores da saúde pública”. 
 
Engavetamento à vista
 
O receio do médico Gilson Carvalho é que o governo trabalhe para atrasar a tramitação do projeto por conta da polêmica acerca de um novo imposto. Segundo agências de notícias, os líderes aliados detectaram um movimento na base e na oposição para que o Senado ressuscite o mecanismo que obriga a aplicação de 10% da receita corrente bruta da União no setor. Essa vinculação injetaria muito mais recursos no setor do que o Planalto está disposto a despender. “Não há hipótese de o governo aceitar o restabelecimento dos 10%”, afirmou o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE). “Não interessa ao governo votar esse projeto agora”, resumiu o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR).”
 
Por outro lado, a oposição insiste na tecla de não criar nova fonte de recursos, contrariando o discurso da presidente Dilma Rousseff, que vem defendendo em diversas ocasiões a importância de garantir mais recursos para a saúde. “Não nos venha com a idéia de criar imposto novo ou nova receita para financiamento da saúde. Não precisa. Um país que fala em trem-bala para beneficiar uns poucos não tem autoridade moral para falar em mais recursos para a saúde”, declarou o presidente nacional do DEM, senador José Agripino Maia (RN). Até mesmo dentro da base aliada, há quem já tenha declarado ser favorável aos 10%, como o petista gaúcho Paulo Paim. “Como existe essa possibilidade de os 10% voltarem, vão empurrar o projeto com a barriga para o ano que vem”, prevê Paim. Outro problema para o Planalto é que o projeto do Senado prevê ainda mais gasto adicional, desta vez para os estados – que poderiam pressionar a União a repassar mais recursos para os governos estaduais.
 
A saúde em números
 
O Brasil ocupa a 72ª posição no ranking da Organização Mundial de Saúde (OMS) de investimento em saúde, quando a lista é feita com base na despesa estatal por habitante. Os diversos governos gastam, juntos, uma média anual de US$ 317 por pessoa, segundo a última pesquisa da OMS, com dados relativos a 2008.
 
O desempenho brasileiro é 40% mais baixo do que a média internacional (US$ 517). A liderança do ranking de 193 países pertence a Noruega e Mônaco, cujas despesas anuais (US$ 6,2 mil por habitante) são vinte vezes maiores do que as brasileiras. Apesar de o Brasil possuir a maior economia da América do Sul, três países do continente se saem melhor nesse quesito: Argentina, Uruguai e Chile.
 
As despesas a partir de convênios particulares movimentam mais do que o dobro das finanças do Sistema Único de Saúde (SUS). O SUS é gratuito e atende os 190 milhões de brasileiros. Os planos privados beneficiam um quarto da população brasileira.
 
Da redação, com informações do Blo Primavera da Saúde e agências
 
Esta semana deverá ser decisiva para a definição da forma como serão distribuídos os royalties do petróleo. Enquanto o governo aposta num acordo em torno do relatório do senador Vital do Rêgo Filho (PMDB-PB) sobre o PLC 16/10, que aguarda inclusão na ordem do dia do Plenário, diversos senadores de regiões produtoras e não produtoras articularam suas propostas para garantir a participação de seus estados ou áreas de interesse na divisão dos recursos.A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), a Academia Brasileira de Ciências (ABC) e a ANPG lutam para garantir vinculação de verbas do pré-sal para educação, ciência e tecnologia.
 
Lançada em outubro de 2009 pela ANPG em conjunto com a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), a bandeira de 50% das verbas do Fundo Social do pré-sal para a educação tem força no Senado. A emenda do Senador Inácio Arruda que representa a proposta dos estudantes tende a ser aprovada, desde que 80% do recurso seja destinado à educação básica, conforme acordo de líderes. Logo no começo da campanha, a ANPG pautou que a bandeira fosse por 50% do fundo social do pré-sal para educação e ciência e tecnologia, e permanece dialogando com o movimento para a garantia desta pauta.
 
Abaixo-assiando da SBPC e ABC
 
Neste mês de setembro a SBPC e a ABC passaram a mobilizar, com o apoio do Ministro Aloizio Mercadante (Ciência, Tecnologia e Inovação) uma outra campanha, que agrega esforços no sentido de garantir a vinculação de recursos provenientes da exploração do petróleo na camada do pré-sal para as pastas de educação e ciência, tecnologia e inovação. A SBPC e a ABC lançaram um abaixo-assinado com o objetivo de assegurar uma parte dos recursos do petróleo extraído da camada do pré-sal para educação, em ciência, tecnologia e inovação. Para assinar o abaixo-assinado, clique aqui.
 
O presidente do Senado, José Sarney, definiu o dia 5 de outubro como data-limite para o exame do veto do Executivo ao artigo 64 da Lei do Pré-Sal (Lei 12.351/2010), que trata do assunto. O governo quer evitar a derrubada do veto, o que representaria a distribuição dos royalties entre todos os estados e municípios, de acordo com os critérios do respectivo Fundo de Participação, ocasionando perda significativa na arrecadação dos estados e municípios produtores.
 
A proposta negociada pelo governo garante aos estados produtores, principalmente Rio de Janeiro e Espírito Santo, uma quantia próxima daquilo que já recebem anualmente: R$ 12 bilhões (valor estimado para em 2012). Além disso, o governo abriria mão de 4% sobre o percentual recolhido em participação especial.
 
Da redação, com Agência Senado e  Jornal da Ciência