Category

Notícias

Category

Foi publicada na sexta-feira (5/8), no Diário Oficial da União, a Portaria 593, que institui o grupo de trabalho (GT) para a criação da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), já chamada de “Embrapa da indústria”. A empresa vai estabelecer uma rede que envolva a cooperação entre empresas nacionais, instituições científicas e tecnológicas e instituições de direito privado, com vistas à geração de produtos e processos inovadores.

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante, revelou que no orçamento ministerial deste ano já foram alocados R$ 30 milhões para o projeto, volume que deve ser ampliado no ano que vem.

Diferentemente da FINEP, a Embrapii não será uma estatal, mas sim uma instituição com a gestão compartilhada entre os setores público e privado, com governança majoritariamente privada, e que vai possibilitar a conexão entre a comunidade científico-tecnológica e as companhias.

O projeto tem como modelo a experiência alemã do Instituto Fraunhofer, fundação composta por 60 centros de pesquisa especializados em áreas diversas, e que terá parceria com instituições no Brasil.

O GT – Embrapii será integrado por membros da Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e da Inovação (Setec/MCTI), da Confederação Nacional da Indústria (CNI),  do Serviço Nacional de Indústria (Senai), do Instituto Nacional de Tecnologia (INT/MCTI), do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT) e da FINEP.

Os representantes titulares e seus suplentes serão indicados pelos titulares dos órgãos e entidades representados e designados em ato próprio pelo ministro Mercadante. O GT será presidido pelo representante da Setec, e a vice-presidência ficará a cargo da CNI. Competirá à FINEP exercer a função de secretaria executiva do grupo.

Um processo-piloto envolvendo três institutos tecnológicos (IPT, Senai Cimatec-BA e INT) servirá para ajudar a definir com mais propriedade a figura jurídica final da Embrapii. A meta, até 2014, é chegar a 30 centros tecnológicos de excelência e atendimento à demanda da indústria. De acordo com Mercadante, a Embrapi será uma espécie de organismo certificador para que as instituições mantenham a competência e possam aproximar-se da iniciativa privada.

Flexibilidade

O secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCTI, Ronaldo Mota, destacou a importância da iniciativa para explorar a capilaridade dos institutos tecnológicos nessa sua interação direta com as empresas nas áreas selecionadas. “Em geral, os institutos poderão com máxima flexibilidade responder às demandas, minimizando burocracia e maximizando eficiência”, enfatizou.

O custeio das interações com as empresas será distribuído entre a Embrapii, o instituto associado e a empresa demandante. "Os institutos deverão se relacionar com a empresa via um acordo de colaboração, que deverá estipular metas, cronogramas e garantias de qualidades. Todos esses, elementos auditáveis”, acrescentou.

O processo-piloto deverá durar aproximadamente seis meses e nesse período será definida a área de atuação de cada instituto envolvido no projeto. Após a conclusão dessa etapa, será criada oficialmente a Embrapii.

Fonte: MCTI

clique na imagem para ampliar.

Acontece entre os dias 21 e 23 de setembro, no Auditório Hebe de Azevedo Biagioni (IMECC), na Unicamp, o VI Encontro Científico dos Pós-Graduandos do IMECC. Os participantes contarão com plenárias dos professores Ubiratan D’Ambrosio, Aloísio Araújo e Pushpa Narayan Rathie, e também com uma palestra sobre proteção intelectual com Soraia Calonego da Agência de Inovação Inova Unicamp. Serão realizadas duas mesas redondas, uma delas será formada por ex-alunos que seguiram carreiras acadêmicas de sucesso e a outra por doutores que estão trabalhando na iniciativa privada.

 As inscrições poderão ser feitas a partir de 1° de agosto até 9 de setembro pelo sítio do evento. Para quem deseja apresentar trabalho (oral ou painel), a data limite para submissão é 19 de Agosto. Veja aqui a programação e mais informações. Alunos de graduação também são bem-vindos.

O banco Itaú, que é um dos patrocinadores do evento, fará um processo seletivo no IMECC nos dias do evento. Interessados, por favor, entrem em contato por email com a Comissão Organizadora através do email: [email protected]

Fonte: Comissão Organizadora do VI Encontro Científico dos Pós-Graduandos do IMECC.

Em 2010, das 19.678 solicitações iniciais de apoio à pesquisa apresentadas à FAPESP 42% foram apresentadas por mulheres. O percentual tem crescido continuamente desde 1992, quando foi de 30%.

Segundo levantamento feito pela FAPESP, a taxa de sucesso global, definida como o número de propostas aprovadas dividido pelo número de propostas analisadas no ano, foi, em 2010, de 61% para as mulheres e de 60% para os homens.

Para as grandes áreas de Ciências da Saúde, Ciências Agrárias e Engenharias, observa-se um crescimento forte na proporção de mulheres. Em Ciências da Saúde, o percentual cresceu de 34% em 1992 para 54% em 2010; para Ciências Agrárias, foi de 23% em 1992 para 40% em 2010. No caso das Engenharias, a participação feminina quase triplicou, passando de 8% para 22% no período.

Nas grandes áreas de Ciências da Saúde, Ciências Humanas e Linguística, Letras e Artes mais da metade dos solicitantes é do sexo feminino. Em Ciências Biológicas, a tendência é de crescimento na participação das mulheres, que passou de 42% em 1992 para 48% em 2010.

Entretanto, os dados indicam que, apesar de maioria, há um ligeiro decréscimo do número de solicitantes mulheres nas áreas tradicionalmente com forte presença feminina, como Ciências Humanas, que caiu de 56% em 1992 para 52% em 2010, e Linguística, Letras e Artes, que passou de 57% para 52% no mesmo período. Em contrapartida, o percentual de crescimento é significativo em áreas com forte presença tradicionalmente de homens, como Agrárias e Engenharias. 

De 1992 a 1998, houve um forte aumento na quantidade de pesquisadores, homens ou mulheres, que solicitaram apoio à FAPESP, a uma taxa média de mais de 730 pesquisadores por ano. De 1998 a 2003, houve estabilidade na quantidade de pesquisadores, com um número total em torno de 7 mil.

De 2003 a 2010, observa-se uma retomada do crescimento na quantidade de pesquisadores, agora com uma taxa média de crescimento de 267 pesquisadores por ano.

Durante todo o período de 1992 a 2010, o número de pesquisadoras evoluiu obedecendo ao mesmo padrão de curto prazo do crescimento de pesquisadores do sexo masculino, mas, na média, a intensidade de crescimento no número de pesquisadoras foi ligeiramente maior, o que levou a um aumento na proporção de pesquisadoras.

Leia o relatório completo com gráficos comparativos no Newsletter Indicadores de C&T&I em São Paulo – Março de 2011: www.fapesp.br/publicacoes/indicadores/032011b.pdf 

 

Fonte: Agência FAPESP

clique na imagem para ampliar

Na próxima segunda-feira (15), às 14 horas, o Instituto de Estudos Sociais e Políticos (IESP), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) promove a palestra “Cooperação Sul-Sul e Agendas de Política Externa em Perspectiva Comparada”.

O palestrante será o Prof. Carlos Milani (IESP-UERJ e UNIRIO), formado pelo Instituto Rio Branco no Curso de Preparação à Carreira de Diplomata (Ministério das Relações Exteriores, 1992), Mestrado em Ciência Política na Universidade de Paris III (1993), doutorado em Estudos do Desenvolvimento pela Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais (EHESS, 1997), um primeiro pós-doutorado na UFBA (2002-2004, bolsa PRODOC/FAPESB) e um segundo no Instituto de Estudos Políticos de Paris (2008-2009, bolsa CAPES).

Foi funcionário internacional da UNESCO junto ao Setor de Ciências Sociais e Humanas (Paris, 1995-2002), professor no IEP de Paris (1997-2002) e professor convidado em várias universidades (Montreal, Colima, UFRGS, UCM, IEP/Paris). É, atualmente, professor-adjunto da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Departamento de Estudos Políticos, UniRio) e Professor colaborador do Programa de Pós-Graduação em Administração da Unigranrio. Atualmente, é também pesquisador do IPEA no âmbito do PNPD-2011, com o projeto sobre a cooperação Sul-Sul em perspectiva comparada. É sócio pleno da Associação Brasileira de Ciência Política (ABCP), da Associação Brasileira de Relações Internacionais (ABRI), da International Political Science Association (IPSA) e da International Studies Association (ISA).

 

Serviço:

Palestra “Cooperação Sul-Sul e Agendas de Política Externa em Perspectiva Comparada”.

Palestrante: Prof. Carlos Milani (IESP-UERJ e UNIRIO)

Data: 15 de agosto (segunda-feira), às 14 horas

Local: IESP-UERJ  – Rua da Matriz, 82 – Botafogo – Rio de Janeiro

 

Da Redação.

A edição nº 2 do #pontofalei será com o economista Marcio Pochmann, que é presidente do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e professor licenciado do Instituto de Economia e do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho da Unicamp.

Com o tema juventude e desenvolvimento, ele responderá perguntas dos internautas à partir das 20h desta quarta-feira (10).

Marcio é um expoente do grupo chamado de "desenvolvimentistas", militantes da causa do desenvolvimento nacional com sustentabilidade e justiça social. Foi Secretário do Trabalho da Prefeitura de São Paulo entre 2001 e 2004 e na gestão criou o programa Bolsa Trabalho, que associava o benefício da transferência de renda à qualificação profissional de jovens.

#pontofalei é uma twitcam do sítio MadMídia. Perguntas, sugestões e comentários podem ser enviados através do perfil no twitter @pontofalei_ ou pelo e-mail [email protected]

Da Redação.

Prestes a completar 74 anos de vida, a União Nacional dos Estudantes (UNE) se prepara para dar início a mais um ciclo de mobilização, que teve seu ponto de partida no Congresso da entidade, mês passado em Goiânia, ao final de um processo que envolveu mais de 1,5 milhão de estudantes. Nessa quarta-feira (10), às 10h, em Brasília, o Auditório Freitas Nobre da Câmara dos Deputados foi palco da posse oficial da nova diretoria da UNE, que estará à frente da entidade pelos próximos dois anos.

Parlamentares e outras autoridades se revezaram na sessão solene da posse da nova diretoria da União Nacional dos Estudantes (UNE), na manhã desta quarta-feira (10), na Câmara dos Deputados em Brasília. Todos foram manifestar o compromisso de ajudar a entidade na luta pela melhoria na educação no Brasil. Do PSOL ao PSDB, parlamentares elogiaram a atuação da UNE em defesa do Brasil, não apenas na área educacional, mas como inspiração na prática política. 

O novo presidente, Daniel Iliescu, que comandou o evento, reafirmou o propósito da entidade de lutar, junto ao Congresso Nacional, para aprovar projetos que destina 10% do PIB (Produto Interno Bruto) e 50% do fundo social do pré-sal para a educação.
Desmentindo a propaganda feita pela grande mídia, de que a juventude brasileira atual é despolitizada, Daniel disse que “o Brasil é feito de lutadores, exemplos de vida, que se dedicam e não tem medo de enfrentar poderosos e aqueles que não querem justiça social em nosso país”. 

Ele e os demais oradores se uniram na defesa da ideia de que o desenvolvimento do país está ligado a uma educação de qualidade para todos. Iliescu disse que a solenidade de posse faz parte da programação do mês verde e amarelo, o mês de agosto que reúne data importante para a educação como o Dia do Estudante – 11 de agosto. 

Agosto Verde e Amarelo

O objetivo da UNE também é ocupar o espaço do Congresso para encaminhar as principais pautas de reinvindicações da entidade, como as 59 emendas do Plano Nacional de Educação (PNE), e lançar oficialmente a participação da entidade na Jornada Nacional de Lutas, que este ano engendra o tema “Agosto Verde e Amarelo”. Será um mês de muita mobilização, com diversas marchas e passeatas em todos os cantos do Brasil.
O estandarte da UNE é a defesa incondicional dos 10% do PIB e 50% do fundo social do Pré-sal para a educação. Mas em cada lugar haverá a incorporação de bandeiras locais aos protestos, como a luta pela melhoria do transporte público e mais investimentos na educação municipal e estadual.
A principal marcha do mês, a passeata nacional dos estudantes da UNE, UBES e ANPG, acontecerá no dia 31, em Brasília. O conjunto de manifestações unitárias conta também com a presença de movimentos sociais e sindicais. Para o novo presidente da UNE, Daniel Iliescu, o Brasil vive momento único de oportunidades em diversas áreas e precisa se convencer de que é “necessário e urgente priorizar a educação em todas as suas etapas”.
Por isso, a nova diretoria da UNE convoca todos os estudantes a participarem desta grande mobilização: “Vamos às ruas nessa jornada para tornar público o debate deste Plano Nacional de Educação que é tão decisivo. Precisamos envolver a sociedade para discutir a educação que queremos para os próximos dez anos”.

Para ler as 59 emendas do Plano Nacional da Educação (PNE) propostas pelas entidades clique aqui.

Fonte: Estudantenet e Portal Vermelho

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) publicou recentemente o “Plano de ação da Capes para expansão da formação de estudantes de pós-graduação, graduação e docentes no exterior”.

O documento traz, além de um relatório completo da atuação da Capes na cooperação internacional e na formação de recursos humanos no exterior, o cronograma e a previsão orçamentária para a implantação do novo plano de formação no exterior.

Acesse o documento.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Capes

ANPG, UNE e UBES mobilizaram delegação de mais de 500 estudantes para o congresso, que acontecerá a partir de amanhã em Montevidéu, Uruguai.

Durante os dias 10 a 15 de agosto, a cidade de Montevidéu, no Uruguai, se prepara para receber o 16º Congresso Latino-Americano e Caribenho de Estudantes (CLAE), o mais importante espaço de discussão para definir os rumos da educação no continente. Na ocasião, questões como a regulamentação do ensino privado, o fortalecimento da educação pública e a mobilidade acadêmica serão os principais temas discutidos.

Entre as mesas de debates destacam-se:

La necesaria organización de los estudiantes egresados y de posgrados que tem entre seus debatedores a ANPG (Brasil), Federico Kreimerman (FEUU), Lucas Aguilera (Consejero Superior UNRC, Arg) e ANIP (Chile);La reforma universitaria de Córdoba y su vigencia en el pensamiento latinoamericano e La unidad y lucha de los sectores de la educación: la perspectiva gremial de docentes y no docentes.

No congresso também acontecerá uma importante marcha relembrando os estudantes mártires das ditaduras na América Latina, quando quatro brasileiros serão homenageados: os estudantes João Carlos Haas Sobrinho, desaparecido em 1972; Honestino Monteiro Guimarães, desaparecido em 1973; Edson Luis de Lima Souto, morto em 1968 e Helenira Rezende de Souza Nazareth, também assassinada em 1968.

Além de compor a programação oficial do 16º CLAE, através da ANPG, vários pós-graduandos também compõem a delegação brasileira e participarão dos 5 dias de trocas de saberes e experiências com estudantes do continente.

Para o diretor de Políticas Educacionais da ANPG, Júlio Neto, o CLAE é um espaço importante para que as iniciativas de intercâmbio e fortalecimento do movimento latinoamericano em defesa da educação sejam construídos e fortalecidos, pontuou.

 

Da Redação.

 

Está em tramitação no Senado o Projeto de Lei 220/2010 que modifica o artigo 66 da Lei 9.394/1996, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), que exige que professores universitários tenham diploma de pós-graduação –especialização, mestrado ou doutorado. De acordo com o projeto de lei, os docentes de instituições públicas e privadas poderiam lecionar apenas com o diploma de graduação, desde que contratados em regime temporário.

O projeto é considerado um retrocesso pelas autoridades e especialistas do setor educacional. Para assegurar um mínimo de qualidade ao ensino superior, a LDB recomenda que pelo menos um terço dos professores das instituições de ensino superior tenha título de pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado). Essa determinação é acatada pelas universidades públicas e por várias universidades confessionais, mas desprezada por muitas universidades privadas – principalmente as que foram criadas nos últimos anos.

Alegando que não há mestres e doutores em número suficiente para lecionar nessas universidades, o relator do projeto, senador Álvaro Dias (PSDB-PR), deu-lhe parecer favorável. O argumento usado é o mesmo dos dirigentes de várias escolas particulares. Segundo eles, haveria déficit de docentes titulados em várias áreas. "Um profissional com experiência tem muito a ensinar, mesmo que não tenha pós-graduação. Por outro lado, há aqueles que terminam a graduação e emendam com o mestrado. Que experiência têm eles para passar?", diz Ana Maria Souza, da Anhanguera Educacional.

Os especialistas, contudo, afirmam que os portadores de título de mestrado e doutorado têm sólido preparo teórico e conhecimento de técnica de pesquisa e metodologia científica – competências que os portadores de diploma de graduação não têm. Eles também alegam que o País tem 4,7 mil cursos de pós-graduação stricto sensu reconhecidos pelo Ministério da Educação (MEC) e fiscalizados pela Coordenação de Aperfeiçoamento do Pessoal de Nível Superior (Capes). Anualmente o Brasil forma 50 mil novos mestres e doutores. Hoje, 56% dos professores universitários são pós-graduados e a meta do Plano Nacional de Educação (PNE) é que esse número chegue a 75%.

 

Opiniões

A Associação Brasileira das Universidades Comunitárias (Abruc) divulgou uma nota oficial em que se posiciona de forma contrária ao projeto de lei.

A ANPG propôs e aprovou uma moção na Assembleia Geral da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Associação dos Pós-Graduandos em Engenharia Elétrica da Unicamp (APOGEEU) também se manifestou com uma moção sobre o assunto.

“Os investimentos em formação de mestres e doutores precisam ser ampliados no Brasil, é fato.  A preparação que o mestrado e o doutorado oferecem aos futuros docentes é essencial para a garantia da qualidade da graduação, e disso não podemos abrir mão", opina a presidenta da ANPG, Elisangela Lizardo.

 

Negócio

Para os dirigentes de universidades públicas, se as universidades privadas enfrentam problemas para contratar docentes com mestrado e doutorado, o motivo não estaria na falta de pós-graduados em número suficiente, mas nos baixos salários. "O gargalo está nas más condições de empregabilidade que as instituições particulares oferecem", diz o professor Roberto Piqueira, da Escola Politécnica da USP.

Além de desprezar as atividades de pesquisa e extensão, que são fortemente enfatizadas pela LDB, os grupos nacionais e internacionais que são donos de instituições de ensino – muitos dos quais com ações cotadas em bolsas de valores – demitiram os docentes mais experientes e contrataram bacharéis recém-formados, com o objetivo de reduzir custos.

 

Possível veto

O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou ser contrário à mudança. Segundo Haddad, a presidenta da República, Dilma Rousseff, também não concordaria em reduzir a exigência de qualificação de professores da educação superior. A proposta foi apresentada em agosto do ano passado, na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado. Foi aprovada na comissão e está desde o início de julho na Ordem do Dia da casa, à disposição para ser apreciado pelo Plenário.

Se aprovado no Senado, o projeto deve ainda passar pela Câmara dos Deputados, antes de chegar às mãos da presidenta, que poderá sancioná-lo ou vetá-lo.   

Haddad observou que o Governo Federal vem investindo, por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), na formação de pessoal com pós-graduação. A presidenta Dilma anunciou 100 mil bolsas de estudos para cursos no exterior, até 2014, no âmbito do programa Ciência Sem Fronteiras. 

 

Da Redação com informações do Estado de São Paulo e Ministério da Educação.

Entre os dias 18 e 23 de janeiro de 2011 a cidade do Rio de Janeiro recebeu a 7ª edição da Bienal da UNE: Brasil no estandarte, o samba é meu combate.

Mais de 5 mil estudantes participaram de debates, mostras artísticas, shows e puderam desfrutar além da rica programação com nomes de peso do samba como Leci Brandão e Haroldo Costa, mas também de toda beleza que a cidade oferece.

Mais de 100 deles apresentaram trabalhos científicos na Mostra de Ciência e Tecnologia, que homenageou o pesquisador José Márcio Ayres, árduo defensor da Amazônia.

Já estão disponíveis para acesso e download os Anais da Mostra Científica da 7ª Bienal da UNE.

ISBN:  978-85-61839-06-2

Acesse também o Catálogo da 7ª Bienal, com imagens e a história completa das bienais.

 

Da Redação.