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 De 15 a 17 de agosto, no Rio de Janeiro, acontece o Seminário Internacional: História dos Conceitos entre Política, História e Literatura.

clique na imagem para ampliar.

 

A atividade acontece na Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na PUC-Rio e na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).

Haverá emissão de certificado aos participantes.
 
Confira alguns dos palestrantes: Chenxi Tang (Berkeley)
David Armitage (Harvard University)
João Feres Júnior (IESP/UERJ)
João Paulo Garrido Pimenta (USP)
Jorge Myers (Universidad Nacional de Quilmes)
Lilia Schwarcz (USP)
Lucia Bastos (UERJ)
Luciana Villas Bôas (UFRJ)
Marco Antonio Pamplona (PUC-Rio)
Maria Elisa Mader (PUC-Rio)
Murilo Sebe Bon Meihy (PUC-RJ)
Pedro H. Villas Bôas Castelo Branco (UFF)
Roberto Rocha (UFRJ)
Sérgio Alcides (UFMG)
Sven Trakulhun (Universität Zürich)
 
Da Redação.
 

 

Vista aérea do campus Santa Mônica da Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

A partir do dia 29 de agosto estarão abertas as inscrições de seleção para os Cursos de Mestrado e Doutorado em História da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Há 21 vagas para Doutorado e 40 vagas para Mestrado.

A inscrição deverá ser feita na Secretaria do Programa de Pós-Graduação em História, Av.

João Naves de Ávila, 2.121, CEP. 38.408-100 – Uberlândia, MG. Campus Santa Mônica,

Bloco H, 2º. Andar, sala 1H50, Fone/Fax: (34) 3239-4395, e-mail: [email protected],  das 8 às 11h e das 14 às 17h.

As linhas de pesquisa para o Mestrado são: História e Cultura (8 vagas);  Política e Imaginário (14  vagas); Trabalho e Movimentos Sociais (10 vagas) e Linguagens, Estética e Hermenêutica (8 vagas).

Para o Doutorado as vagas estão assim distribuídas: História e Cultura (9 vagas); Política e Imaginário (3 vagas); Trabalho e Movimentos Sociais (5 vagas) e Linguagens, Estética e Hermenêutica (4 vagas).

O processo seletivo compreende as seguintes etapas:

– Avaliação do projeto de pesquisa;

– Prova de proficiência em língua estrangeira;

– Prova dissertativa de conhecimento específico para os candidatos ao Mestrado;

– Avaliação do curriculum vitae;

– Entrevista.

 

Mais informações e as datas de cada etapa podem ser obtidas no Edital.

 

Da Redação.

*As opiniões aqui reproduzidas são de responsabilidade de seus autores e não representam, necessariamente, a opinião da entidade. Artigos podem ser enviados para [email protected] 

Esqueceram das humanas?

 

Por Theófilo Rodrigues

 “Nossa República é torta, mas pode desentortar-se com o trabalho de vocês” (Luiz Werneck Vianna em conferência no XV Congresso Brasileiro de Sociologia).

Na semana passada a presidenta Dilma Rousseff anunciou com pompa e circunstância o programa Ciência Sem Fronteiras. O novo programa pretende oferecer até 2014 cerca de 100 mil bolsas de estudo no exterior para graduandos e doutorandos. Serão 75 mil bolsas financiadas pelo governo federal e outras 25 mil pela iniciativa privada.

O Ciência Sem Fronteiras é uma parceria entre o Ministério de Ciência e Tecnologia e o Ministério da Educação e as bolsas serão concedidas pelo CNPq e pela CAPES. O programa é um passo fundamental para o fortalecimento da produção científica brasileira com vistas ao desenvolvimento soberano do país, ainda que não altere decisivamente o lento processo de inovação tecnológica aplicado pelas empresas nacionais.

O programa possui 20 áreas prioritárias para onde serão concedidas as bolsas de estudo. Todas ligadas às áreas de exatas e biológicas. Justamente aqui reside a principal deficiência do programa: como desenvolver o conhecimento do país ignorando o relevante papel a ser desempenhado pela produção científica das áreas de humanas e ciências sociais?

Qual será o desenvolvimento que o Brasil terá na próxima quadra histórica com o alijamento da produção feita pelas ciências sociais? Ao isolar o campo de produção das humanas o governo federal passa um perigoso sinal para a sociedade brasileira, qual seja, o de que qualquer desenvolvimento serve aos interesses do país, independente de sua relação com a cultura local, a identidade nacional e a justiça social.

O francês Pierre Bourdieu já havia nos ensinado há algum tempo que “a atividade científica implica um custo econômico, e o grau de autonomia de uma ciência depende, por sua vez, do grau de necessidade de recursos econômicos que ela exige para se concretizar”. Sob esta chave interpretativa poderíamos vislumbrar uma autonomia das ciências humanas em relação às outras áreas. Mas não é disso que se trata. O pano de fundo da crítica a ser apresentada ao Ciência Sem Fronteiras tem claramente a ver com a decisão política tomada pelo governo de não investir na área que melhor pode subsidiar a formulação de projetos de alto impacto social, cultural e institucional.

O apagão de mão de obra qualificada pelo qual o Brasil passa, em especial nas áreas tecnológicas, não pode servir de justificativa para o isolamento de outros campos do saber. Precisamos sim de mais técnicos capazes de desenvolver a engenharia infraestrutural. No entanto, este processo não pode ser descolado do desenvolvimento da engenharia das relações sociais que é a vocação das ciências humanas.

Num momento em que o país pretende aliar em sua agenda o desenvolvimento econômico, social e democrático, o governo federal dá um passo atrás no estabelecimento de suas prioridades. Decisão contraditória que nos remete ao processo de desenvolvimento econômico conservador que o país viveu na década de 70 do século passado.

 

Theófilo Rodrigues é mestrando em Ciência Política na UFF.

O Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF) promove Oficina de Instrumentação Científica e Inovação Tecnológica (O2i) a partir de hoje (3), na sede da instituição, no Rio de Janeiro.

Inteiramente gratuita e com vagas limitadas, a iniciativa, voltada para profissionais, empreendedores, professores e estudantes das áreas de física e engenharias, tem como objetivo estimular parcerias e criar ambiente propício à inovação em áreas tecnológicas, colocando em contato esses especialistas, que aplicam ou desenvolvem instrumentação, dispositivos e processos para caracterização, quantificação e controle de parâmetros físicos.

Para os organizadores do evento, a deficiência em instrumentação científica é um dos gargalos do desenvolvimento científico e tecnológico brasileiro. "Formar profissionais qualificados para desenvolver instrumentação para projetos de base científica e tecnológica é certamente um quesito importante para que o país alcance autonomia nesses áreas", afirma Geraldo Cernicchiaro, um dos organizadores do O2i e também coordenador do Mestrado Profissional em Física com ênfase em Instrumentação Científica do CBPF, pioneiro nesse campo de formação e selecionando candidatos todos os semestres.

Com um programa de cursos, palestras e oficinas em Instrumentação Eletrônica,  Sensores, Controle de Processos, Automação, Medidas, Computação, Mecânica e Nanotecnologia, totalizando 18 horas de oportunidades de interação, a ideia dos organizadores do O2i é estabelecer um fórum permanente para articulação de temas de interesse dos grupos atuantes em instrumentação e inovação – os dois "is" conectados na sigla que identifica o evento, previsto para acontecer a cada dois anos.

Para participar do O2i, o interessado deverá se cadastrar no sítio, onde também poderá obter mais informações sobre o evento. Embora não haja limite de data para inscrição, os organizadores lembram que a quantidade de vagas para os cursos é limitada.

 Mais informações: mesonpi.cat.cbpf.br/o2i/

Fonte: Ascom do CBPF

Arqueólogos e pesquisadores estão fazendo um abaixo-assinado eletrônico, que será entregue à Secretaria Estadual de Cultura pedindo que a decisão seja revista.

Bela e imponente, apesar de degradada, a Casa da Fazenda Capão do Bispo está no meio de um impasse. Após 37 anos como sede do Centro de Estudos do Instituto de Arqueologia Brasileira, o imóvel, na Avenida Dom Helder Câmara, em Del Castilho, no Rio de Janeiro, terá de ser desocupado até o fim do mês, voltando para a Secretaria Estadual de Cultura.

No casarão do fim do século XVIII funcionam laboratórios, salas de pesquisa e biblioteca e estão guardadas importantes peças encontradas em sítios arqueológicos no estado (entre cerâmica, líticos e arte rupestres), que terão que ser transferidas.

Inconformados com o repentino despejo, arqueólogos e pesquisadores estão fazendo um abaixo-assinado eletrônico, que será entregue à secretaria pedindo que a decisão seja revista. Até segunda-feira (1), o documento somava 1.008 assinaturas.

Não há justificativa para a decisão, que vai prejudicar o trabalho de uma importante instituição de pesquisa e de vários arqueólogos. Lá há milhares de achados arqueológicos que nós guardamos , protesta o arqueólogo Paulo Seta, vice-presidente do instituto, acrescentando que a instituição, em quase quatro décadas, formou centenas de arqueólogos.

Segundo Seta, a instituição apenas foi informada de que não havia mais interesse do estado em manter o acordo de ocupação do prédio, sem maiores explicações. Ele diz que o uso havia sido acertado num termo de ajustamento de conduta – assinado em 1974, renovado em 1977, e, desde então, renovado automaticamente – em que o instituto comprometeu-se a instalar ali um centro de pesquisa e a cuidar da manutenção. Já o estado, segundo o instituto, ficaria responsável pelas obras de infraestrutura.

A subsecretária estadual de Cultura, Bia Caiado, disse que o acordo de cessão do imóvel feito com o instituto foi assinado em 1974 e expirou após cinco anos. Desde então, segundo ela, nenhum outro documento foi firmado.

O instituto possui outras sedes em Belford Roxo. Eles não vão simplesmente ficar na rua. Queremos transformar o Capão do Bispo num centro cultural totalmente voltado para a população, sem nenhuma área restrita, como fizemos recentemente num espaço que inauguramos em Manguinhos , comentou Bia.

O estado de conservação do prédio é precário. Segundo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que tombou o imóvel em 1947, tanto o Inepac quanto o Instituto de Arqueologia já foram oficiados sobre a necessidade de restauração. Com características comuns às construções rurais que ocupavam a região na época, a casa, que pertenceu ao primeiro bispo do Rio, tem capela interna e varanda com colunas toscanas. De acordo com o instituto, o governo estadual pouco investiu na manutenção do prédio. Ainda segundo os arqueólogos, a intervenção mais recente foi feita na década de 90, mas sequer foi acabada.

 

História

Criado em 1961, o Instituto de Arqueologia Brasileira é presidido por Ondemar Dias, um dos mais renomados arqueólogos do País. A instituição presta serviços de arqueologia a instituições públicas e tem estado à frente das mais importantes descobertas registradas nos últimos 20 anos no Rio. Entre elas, a de uma paliçada (espécie de cerca que constituía uma fortificação), achada em 2007, no subsolo da igreja de Nossa Senhora do Carmo, na Praça Quinze, primeira prova material da presença europeia no Rio antes mesmo da fundação da cidade, em 1565.

 

Fonte: O Globo

Presença Internacional do Brasil destaca em sua reportagem de capa que, da mesma forma que as empresas, a ciência brasileira também se torna cada vez mais global.

Em reportagem de 12 páginas, a publicação bimestral da Totum Excelência Editorial, com edições em português e inglês, apresenta exemplos do crescimento da ciência, tecnologia e inovação (CT&I) no País e como esse cenário positivo tem ampliado a internacionalização nesse setor.

"Entre 1997 e 2007, o número de artigos brasileiros em publicações científicas internacionais mais que dobrou, chegando a 19 mil por ano – mais que Holanda e Suíça. A participação brasileira nas publicações científicas internacionais subiu de 1,7%, em 2002, para 2,7%, em 2008." Esses são alguns dos indicadores apresentados pela reportagem a partir de dados do Relatório Unesco sobre Ciência 2010.

Outro indicador importante é o aumento na quantidade de pesquisadores no Brasil por milhão de habitantes, que subiu de 401, em 2000, para 657, em 2007.

A reportagem também aponta a ampliação de acordos de cooperação em CT&I firmados por instituições do Brasil e do exterior. Entre os destaques são citados acordos assinados pela Fapesp com agências de fomento e instituições de ensino superior e de pesquisa na França, no Reino Unido e em diversos outros países.

"Essa parceria tem gerado intenso tráfego de pesquisadores de lá que vem para cá, e daqui que vão para os Estados Unidos", disse à reportagem Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da Fapesp. De acordo com a revista, a "cooperação de pesquisadores brasileiros com seus colegas europeus nas duas organizações contribuirá para elevar os índices do País no ranking de colaboração científica internacional (…). O momento, no entanto, é bom para subir degraus".

"A ciência no Brasil já atingiu um patamar que facilita as parcerias internacionais, e há muita gente de outros países interessada em parcerias em áreas como bioenergia e agricultura, entre outras", disse Brito Cruz.

A reportagem cita como exemplo do aumento do interesse internacional pelo Brasil como parceiro de pesquisas a criação, em 2010, de um escritório local do Centre National de La Recherche Scientifique (CNRS) da França, principal instituição estatal francesa de fomento à pesquisa, com orçamento anual de 3,4 bilhões de euros.

"É um esforço de mão dupla. Além de identificar oportunidades de conjugação de esforços, o escritório também exibirá mais claramente a realidade brasileira para os franceses. Mostrará que aqui também há pesquisadores, instituições e estruturas de pesquisa de primeira linha", disse Jean Pierre Briot, diretor do escritório sediado no Rio de Janeiro.

Mas a reportagem ressalta que não basta se tornar mais internacional. "Para render os efeitos econômicos e sociais esperados das economias do conhecimento, a pesquisa e a ciência brasileiras precisam enfrentar ainda o desafio de integrar-se mais decididamente à atividade econômica privada, criando raízes nas empresas de forma a gerar inovação em produtos e serviços oferecidos no mercado."

"Nessa área, parece haver ainda longo caminho a ser percorrido. Afinal, lembra Brito Cruz, em 2009 foram concedidas, nos Estados Unidos, exatas 103 patentes a inventores brasileiros – apenas cinco a mais do que em 2000 (inventores indianos, por comparação, registraram 679 patentes em 2009, ante 131 em 2000)", disse a revista.

De acordo com o estudo da Unesco, em 2008 o setor público ainda respondia por 55% do investimento bruto em pesquisa no Brasil, cabendo às empresas os 45% restantes – na União Europeia, o índice correspondente ao setor privado atinge 65% do total.

"Na opinião de Brito Cruz, o menor desenvolvimento da pesquisa empresarial não decorre de falta de recursos ou estímulos, pois há aqui ações de fomento competitivas com as de outros países: ele se deve, principalmente, a questões macroeconômicas, como a carga tributária e o custo do capital muito elevados. ‘Também é preciso mais estímulo à exportação, pois o mercado internacional exige competitividade, o que demanda mais pesquisa’", destacou a PIB.

 

A reportagem Nas redes do conhecimento integra o número 13 – Mar/Abr 2011 da revista, que pode ser lido gratuitamente em www.revistapib.com.br/pdf/PIB-ed13.pdf

Fonte: Agência Fapesp

Com o tema “2011 razões para marchar por desenvolvimento sustentável com justiça, autonomia, igualdade e liberdade”, a 4º edição da Marcha das Margaridas acontece nos dias 16 e 17 de agosto, em Brasília, e são esperadas mais de 100 mil mulheres. A passeata é organizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetags) e Sindicatos de Trabalhadores Rurais.

A Marcha das Margaridas é uma ação estratégica das mulheres do campo e da floresta para conquistar visibilidade, reconhecimento social, político e cidadania plena. Realizada nos anos 2000, 2003 e 2007, a marcha vem se consolidando na luta contra a fome, a pobreza e a violência sexista, entretanto há um longo caminho para trilhar por mais políticas estruturantes e políticas públicas para as mulheres.

Os assuntos que são discutidos neste ano são “Biodiversidade e Democratização dos Recursos Naturais”, “Terra, Água e Agroecologia”, “Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional”, “Autonomia Econômica”, “Trabalho e Renda”, “Educação Não Sexista”, “Sexualidade e Violência”, “Saúde e Direitos Reprodutivos” e “Democracia, Poder e Participação Política”.

“No mês da Jornada de lutas dos movimentos sociais e sindicais, a UNE se soma as causas das trabalhadoras rurais, apoiando as conquistas e as reivindicações que vão apresentar em Brasília, com a Marcha das Margaridas”, diz o presidente da UNE, Daniel Iliescu.

Além da participação da União Nacional dos Estudantes (UNE), União Brasileira dos Estudantes (UBES) e Associação Nacional dos Pós-Graduandos (ANPG)a marcha conta com a presença da União Brasileira de Mulheres (UBM), Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Conselho Nacional de Saúde (CNS), Movimento da Mulher Trabalhadora Rural (MMTR), Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB), Marcha Mundial das Mulheres (MMM), – Coordenação das Organizações dos Produtores Familiares do Mercosul (Coprofam), Rede de Mulheres Rurais da América Latina e Caribe (REDELAC), Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB), dentre outros.

 

Programação

A agenda da marcha concentra as atividades a partir das 20h do dia 15 de agosto, quando as primeiras delegações chegam. Para a manhã do dia seguinte estão previstos a inauguração da Mostra Nacional das Margaridas, Painéis de Debates, o lançamento da Campanha Contra Agrotóxicos e do Projeto de Lei de Iniciativa Popular para Reforma Política, além de atividades culturais, uma sessão solene no Congresso Nacional e Exposição Fotográfica sobre a trajetória de lutas das mulheres trabalhadoras rurais. À tarde acontece o lançamento do CD Canto das Margaridas e à noite show com Margareth Menezes.

No dia 17 de agosto, a Marcha das Margaridas caminha rumo à Esplanada dos Ministérios pela manhã, lá as mulheres realizam o ato político da Marcha em frente ao Congresso Nacional. A presidenta Dilma já confirmou, por meio da Secretaria-Geral da Presidência da República, que encontrará as mulheres logo após o ato.

 

Marcha das Margaridas

A maior mobilização de mulheres trabalhadoras rurais do campo e da floresta do Brasil tem esse nome, como uma forma de homenagear a trabalhadora rural e líder sindical Margarida Maria Alves.

Margarida Alves é um grande símbolo da luta das mulheres por terra, trabalho, igualdade, justiça e dignidade. Rompeu com padrões tradicionais de gênero ao ocupar por 12 anos a presidência do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Alagoa Grande, estado da Paraíba. À frente do sindicato fundou o Centro de Educação e Cultura do Trabalhador Rural. A sua trajetória sindical foi marcada pela luta contra a exploração, pelos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras rurais, contra o analfabetismo e pela reforma agrária. Margarida Alves foi brutalmente assassinada pelos usineiros da Paraíba em 12 de agosto de 1983.

Acesse o sítio da Marcha das Margaridas.

 

Fonte: Estudantenet

A nova política industrial brasileira – o Plano Brasil Maior – cujo lançamento ocorreu nesta terça-feira (2) pela presidenta Dilma Rousseff, vai permitir um acréscimo de R$ 2 bilhões no orçamento da Finep para 2011. Os novos recursos, que serão aplicados, na forma de crédito, em projetos inovadores de empresas, são provenientes do Programa de Sustentação do Investimento (PSI 3), gerido pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Social (BNDES). 


Durante a solenidade de lançamento da nova política industrial, foi anunciado também que o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) vai mudar de nome. A partir de agora, a pasta ocupada por Aloizio Mercadante vai se chamar Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. 

O novo reforço financeiro da Finep é resultado da execução recorde (90 dias) do primeiro empréstimo tomado junto ao PSI – R$ 1,75 bilhão – a partir de negociação direta entre a presidenta Dilma e o ministro Mercadante. Os recursos serão aplicados pela Finep em cerca de 80 projetos de inovação em áreas consideradas prioritárias, como energia, saúde, tecnologias da informação e da comunicação (TICs), aeroespacial, novos materiais, defesa, sustentabilidade ambiental e biodiversidade. 

Com a meta de execução alcançada, a Finep obteve da presidenta sinal verde para a viabilização de mais um financiamento, o que acaba de ser autorizado. A nova concessão de crédito para que a Finep aplique em projetos inovadores eleva o orçamento total de 2011 da financiadora para cerca de R$ 8 bilhões, incluindo recursos não-reembolsáveis do FNDCT, utilizados para apoio à pesquisa em universidades e instituições de ciência e tecnologia. 

As taxas anuais dos empréstimos da Finep via PSI 3 serão de 4% a 5%. Com orçamento total de R$ 75 bilhões, o programa será estendido até dezembro de 2012. 

Para o presidente da Finep, Glauco Arbix, o expressivo aumento de recursos para a inovação precisa estar colado com o crescimento do padrão de qualidade dos projetos. “Para isso, as análises devem ter foco em pesquisa, desenvolvimento e tecnologia sem perder de vista o componente inovador”, afirma Arbix. 

“Inovar para competir. Competir para crescer” 

Com o slogan “Inovar para competir. Competir para crescer”, o Plano Brasil Maior prevê uma série de ações iniciais que vão desde a desoneração das exportações, com a criação do Reintegra, até a regulamentação da Lei de Compras Governamentais, passando pelo fortalecimento da defesa comercial e pela criação de regimes especiais setoriais, com redução de impostos. 

 

Fonte: MCT

Congresso será de 10 a 14 de agosto em Montevidéu. UNE defenderá o fortalecimento da integração latino-americana por meio da educação

 

O 16º Congresso Latino-Americano e Caribenho de Estudantes (Clae), importante espaço de discussão para definir os rumos da educação no continente, acontece na cidade de Montevidéu, no Uruguai, durante os dias 10 a 14 de agosto. Na ocasião, questões como a regulamentação do ensino privado, o fortalecimento da educação pública e a mobilidade acadêmica serão temas fortemente discutidos.

De acordo com o comitê organizador do encontro, mais de três mil delegados já confirmaram presença.  A União Nacional dos Estudantes (UNE), a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e a ANPG estarão presentes.

Bandeiras

A delegação brasileira levanta como principal bandeira no fórum a integração latino-americana para um desenvolvimento soberano do continente por meio da educação. “Defendemos um projeto de desenvolvimento do Brasil, mas isso só é possível com um desenvolvimento solidário ao da América Latina. Queremos, com nossa participação, fortalecer essa integração por meio da educação”, explica o presidente da UNE, Daniel Iliescu.

Um dos principais debates levantados no congresso será a criação de um plano de mobilidade acadêmica para o continente, que preserve o caráter público do ensino e que contribua para a integração justa e solidária dos países da região. “Esse é um elemento muito importante para a integração, e que atualmente não é promovido por nenhum governo na América Latina”, comenta o diretor de Relações Internacionais da UNE e Secretário Executivo da OCLAE, Mateus Fiorentini. “Vamos dar visibilidade a duas experiências concretas que o Brasil tem nessa área, que são a UFFS (Universidade Federal da Fronteira do Sul) e a UNILA (Universidade Federal sa Integração Latino-Americana)”, complementa Iliescu.

As recentes manifestações dos estudantes chilenos contra o governo e a mercantilização da educação também estarão no eixo dos debates do congresso como motivação para se discutir a organização dos movimentos sociais na América Latina. “Os estudantes estão protagonizando essas manifestações contra o governo e esse processo de confronto tem gerado, além do desgaste do governo, um amadurecimento do movimento estudantil do país. Isso culminará em uma organização nacional, que eles ainda não têm”, conclui Mateus.

Programação do Congresso

A direção da UNE também se mobiliza para levar a Montevidéu membros de entidades parceiras para compor as mesas de debate e qualificar ainda mais as discussões. “Abordaremos o tema “Olimpíadas” e queremos levar alguém do Ministério do Esporte para falar sobre como o evento pode ser mais um elemento de fortalecimento da integração do continente”, explica Mateus.

No congresso acontecerão conferências com os temas "A crise do capitalismo e suas alternativas na América Latina", "Educação Pública no século 21" e "A Unidade dos Movimentos Sociais e o compromisso do movimento estudantil na luta emancipatória continental".

Além disso, o evento reunirá as comemorações dos 45 anos da Organização Continental Latinoamericana e Caribenha de Estudantes (Oclae). O encontro será encerrado no domingo, dia 14, com uma Tribuna Antiimperialista, e a Plenária Final, que aprovará resoluções e elegerá a próxima direção da Oclae.

Sobre a OCLAE

Atualmente a OCLAE reúne mais de 30 federações de estudantes de 23 países do continente, tem assento no conselho consultivo da Organização das Nações Unidas (ONU), participa do Instituto Internacional da Unesco para Educação Superior da América Latina e Caribe (Iesalc) e compõe a comissão de segmento da rede de enlaces da Unesco. Em 2009, desempenhou papel de destaque na Conferencia Mundial de Educação, que aconteceu em Paris, na França.

A OCLAE foi fundada em 1966, depois do 5º Congresso Latinoamericano e Caribenho de Estudantes, como uma resposta dos estudantes à intervenção norte-americana na educação dos países do continente. Nesse período, no Brasil, estabeleceu o MEC-Usaid com os Estados Unidos, acordo que promoveu uma reforma no ensino público do país. 

Fonte: Estudantenet

 

Durante a última Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), realizada em Goiânia no mês de julho, aconteceu também mais uma Assembleia Geral da entidade.

Além da posse da nova diretoria eleita em março, Helena Nader (presidente), Ennio Candotti e Dora Fiz (vice-presidentes) e Rute Gonçalves de Andrade (secretária – geral), também foram empossados onze novos integrantes do Conselho da SBPC.

 

 

Moções

Os sócios da SBPC presentes na Assembleia aprovaram o encaminhamento de sete moções. Entre elas, duas tiveram ação destacada da ANPG: uma diz respeito à presença de um representante dos pós-graduandos no Conselho Deliberativo do CNPq (fato que foi garantido pelo então Ministro de C&T, Sérgio Rezende, mas que até hoje não se concretizou). A outra moção foi em defesa de mais recursos para educação pública, ciência e pesquisa para o futuro da Juventude. Aprovada por unanimidade, ela foi elaborada em consonância com a campanha das entidades estudantis que reivindica 10% do PIB para a Educação e a Campanha de Bolsas da ANPG, que exige o aumento do valor das bolsas de mestrado e doutorado, sem reajuste há três anos.

Duas moções sobre o Código Florestal serão encaminhadas ao Senado Federal. Uma defende maior participação dos cientistas e da SBPC nos debates sobre o novo Código Florestal, em curso no Congresso, e a outra reivindica a inclusão da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) na relatoria sobre o novo código.

As outras moções aprovadas trataram sobre a situação dramática dos quadros de pessoal dos Institutos de Pesquisa do Ministério da Ciência e Tecnologia; apoio à formulação de políticas públicas de combate à homofobia nas escolas e universidades brasileiras; e repúdio ao projeto que autoriza a contratação de professores temporários sem pós-graduação nas universidades brasileiras (o PLS 220/2010 que trata do assunto está em tramitação no Senado).

 

 

Acesse aqui a íntegra das moções aprovadas. 

 

Da Redação com Jornal da Ciência.