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Na tarde desta quinta-feira (5) o Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou por unanimidade o reconhecimento legal da união homoafetiva, que torna praticamente automáticos os direitos que hoje são obtidos com dificuldades na Justiça e põe fim à discriminação legal dos homossexuais. "O reconhecimento, portanto, pelo tribunal, hoje, desses direitos, responde a um grupo de pessoas que durante longo tempo foram humilhadas, cujos direitos foram ignorados, cuja dignidade foi ofendida, cuja identidade foi denegada e cuja liberdade foi oprimida", afirmou a ministra Ellen Gracie.

Pela decisão do Supremo, os homossexuais passam a ter reconhecido o direito de receber pensão alimentícia, ter acesso à herança de seu companheiro em caso de morte, podem ser incluídos como dependentes nos planos de saúde, poderão adotar filhos e registrá-los em seus nomes, dentre outros direitos.

Neste contexto de comemorações pelo reconhecimento dos direitos dessa parcela da população brasileira, reproduzimos artigo de Alexsandro do Nascimento Santos, mestre em Educação pela PUC-SP.

As opiniões aqui reproduzidas são de responsabilidade de seus autores e não representam, necessariamente, a opinião da entidade.

Pelo direito à humanidade

por Alexsandro do Nascimento Santos*

 

O reconhecimento da humanidade está ancorado na alteridade. O direito de ser humano depende do quanto somos vistos pelo outro como iguais, como sendo parte da mesma comunidade. Historicamente, diferentes grupos foram excluidos dessa relação por fatores diversos: pertencimento religioso, condição étnico-racial, gênero, orientação sexual, entre outros. Para além de uma exclusão somente no plano simbólico; esses grupos foram, sistematicamente, violentados fisica e moralmente por gerações e gerações.

Com os processos de sofisticação das estruturas de regulação social e com a consolidação dos discursos médico, jurídico e político como norteadores das relações sociais, homens e mulheres com orientação homoafetiva; bem como aqueles que ocupam lugares de cruzamento e fronteira de gêneros (travestis, transsexuais, transgêneros) foram classificados como ‘criminosos’, ‘anormais’, ‘imorais’ e, com base nessas classificações, tiveram seu direito à humanidade negado.

Refazer o percurso que teceu a comunidade humana e desfazer essas forças poderosas de exclusão não é fácil. A trama de discursos/práticas sociais de aprisionamento e marginalização desses homens e mulheres é intensa e acaba por construir subjetividades preconceituosas, homofóbicas e transfóbicas que, a despeito das evidências da alteridade, não conseguem reconhecer nesses ‘outros’ a mesma humanidade que lhe constitui. Também essa mesma trama faz com que esses sujeitos excluidos internalizem a homofobia e a transfobia, num processo de auto-desqualificação, o que potencializa o sofrimento psiquico e amplia a vulnerabilidade social.

A decisão do Supremo, que reconhece a legitimidade da união de pessoas do mesmo sexo é um passo muito significativo nessa refazenda. Estou feliz com esse passo. Estou feliz com o fato de termos avançado no reconhecimento dessa humanidade que me faz.

Celebremos. E lutemos por outros avanços.

 

*Alexsandro é Mestre em Educação pela PUC-SP, professor da Pós-Graduação da UniFMU e Consultor Legislativo da Câmara Municipal de São Paulo.

A Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP sedia o seminário Tarefas do teórico político na instituição e constituição de repúblicas, na quinta-feira (12) às 10 horas.

A palestra faz parte dos Seminários do Programa de Pós-Graduação do Departamento de Ciência Política, que têm como objetivo enriquecer a formação dos alunos de mestrado e doutorado e aproximá-los de pesquisadores brasileiros e estrangeiros.

O evento ocorre na sala 105 do prédio de Filosofia e Ciências Sociais.

É gratuito, aberto a todos os interessados e não exige inscrição prévia.

Endereço: Av. Prof. Luciano Gualberto, 315, Cidade Universitária, São Paulo
Contato: (11) 3091-3754

 

Da Redação.

Curso oferece 20 vagas e terá início em agosto

Estão abertas até o dia 16 de maio as inscrições para o processo seletivo da quarta turma do Mestrado Multidisciplinar e Profissionalizante em Desenvolvimento e Gestão Social da UFBA, promovido pelo Centro Interdisciplinar de Desenvolvimento e Gestão Social (CIAGS). Os interessados devem preencher o formulário online disponível no Portal Gestão Social.

O curso de Mestrado Multidisciplinar em Desenvolvimento e Gestão Social está estruturado em seqüências de ensino que compreendem disciplinas, oficinas, seminários, atividades de pesquisa, Residência Social e dissertação-projeto. A Residência Social é realizada pelos mestrandos no exterior e é uma tecnologia criada pelo CIAGS/UFBA, registrada junto ao Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI).

As seqüências de ensino que compõem o curso são: 1) Indivíduo, Sociedade e Desenvolvimento Sócio-Territorial; 2) Desenvolvimento Sustentável, Cultura e Identidades; 3) Estratégias e Instrumentos de Desenvolvimento e Requalificação Territorial; 4) Trilhas Curriculares e Escalas de Intervenção em Desenvolvimento e Requalificação Sócio-Territorial; 5) Tecnologias Sociais em Desenvolvimento Sócio-Territorial: Pesquisa, Intervenção e Experiências.

Serão oferecidas 20 vagas e o curso terá início em agosto de 2011.

Informações adicionais: www.gestaosocial.org.br | (71) 3331.2949 | [email protected]


Da Redação

 De acordo com o professor Pedro Garcia Duarte, coordenador do programa de pós-graduação do Departamento de Economia da FEA, o curso já existia na unidade, mas com outro nome (Economia das Instituições e do Desenvolvimento) e uma proposta curricular diferente. Houve a necessidade, para os professores, de se adequar o curso às novas realidades – "e dar uma estrutura mais bem definida para a área", diz Duarte.

Chegou-se então a um curso mais focado no debate sobre a economia do desenvolvimento, o que permite diversas abordagens. “Pode se ter abordagem histórica, quantitativa, teórica, sob aspectos institucionais e de desenvolvimento”, explica o professor Pedro Duarte.

Ao modificar o curso, a FEA também buscou atrair mais alunos que se identifiquem com estas questões. “O perfil do aluno que buscamos é aquele que quer estudar desenvolvimento econômico em uma abordagem mais ampla”, diz Duarte. O que a faculdade espera, também, é que os alunos sejam muito participativos, e que aproveitem, ao máximo, todas as atividades da Universidade. “É esse ambiente que é o grande diferencial de um programa de doutorado”, explica.

Sobre o curso
A grade curricular do programa de doutorado em Economia do Desenvolvimento será baseada em dois eixos temáticos: teoria do desenvolvimento econômico e métodos quantitativos, e história econômica e do pensamento econômico. Entre as disciplinas ministradas, os assuntos tratados variam de economia brasileira a macroeconomia do desenvolvimento econômico. “Percebe-se pelas disciplinas que ele [o curso] tem um caráter plural”, pontua o coordenador Pedro Duarte.

Além das disciplinas oferecidas pelo próprio programa, o curso exigirá também que o aluno frequente matérias de outros setores da Faculdade, como Econometria e Otimização Dinâmica, que são promovidas pela pós-graduação da FEA. Segundo Duarte, no caso de Econometria, que se refere a métodos matemáticos e estatísticos para economia, o aluno poderá escolher dentre várias linhas, a que mais se adeque ao seu projeto de pesquisa. “A ideia é que ele escolha uma que vai ajudá-lo na tese”.

Ainda de acordo com o professor, já existem cursos sobre o mesmo tema em outras instituições. Mas, para ele, o fato de proporcionar uma gama maior de discussões representa o diferencial do programa na USP. “Aqui a gente quer expor o aluno a diferentes abordagens”, conta. Sobre a capacitação do profissional formado, Duarte afirma que o curso tem o potencial de formar profissionais tanto para a área acadêmica quanto para o trabalho em agências de pesquisa, como o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), ligado ao governo federal.

Desafios
Segundo Duarte, o desenvolvimento econômico sempre foi, principalmente para os países da América Latina, um tema muito forte e, por esse motivo, ainda continua com questões que são fundamentais. No caso do Brasil, ele acredita também que este é um momento oportuno para a discussão do assunto, devido à situação econômica do país. “O Brasil está relativamente bem no panorama dos países latino-americanos em termos de crescimento, mas tem uma série de desafios a enfrentar”, ressalta.

Sobre a importância do curso para a USP, Duarte afirma que ele se encaixa perfeitamente em seu perfil, que é de ser uma universidade de excelência nas diversas áreas. Além disso, garante que o curso é único, na medida em que o Departamento de Economia da FEA permite essa diversidade de abordagens. “A Universidade tem que se orgulhar dessas iniciativas porque elas contribuem efetivamente para o debate sobre a questão do desenvolvimento econômico”.

Inscrições
As inscrições para o processo seletivo do curso de doutorado em Economia do Desenvolvimento podem ser feitas até o dia 10 de junho, na Secretaria de Pós-graduação da FEA.

As demais informações como documentação, notas de corte, requisitos do projeto e bibliografia podem ser conferidas no edital do processo seletivo.

A FEA fica na Av. Prof. Luciano Gualberto, 908, Cidade Universitária, São Paulo. Para mais informações, basta acessar o folder de divulgação do curso, ou o site da FEA.


Fonte: Lucas Rodrigues / USP Online

Estudantes defendem vinculação de 10% do PIB à área de educação. Foto: Beto Oliveira

Representantes da União Nacional dos Estudantes (UNE), da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) entregaram na manhã de ontem ao presidente da Câmara, Marco Maia, 59 sugestões de emendas ao Plano Nacional de Educação (PNE) – PL 8035/10, que estabelece as metas do setor para 2011 a 2020. Entre elas, está a destinação de 50% do fundo social do pré-sal para o financiamento da educação e o estabelecimento de um percentual mínimo de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para os investimentos públicos na área.

Esse percentual do PIB representa cerca de R$ 367 bilhões por ano – R$ 110 bilhões a mais do que o orçamento do setor para 2011. O PNE enviado pelo governo propõe a vinculação de 7% do PIB.

O presidente da Comissão Especial do Plano Nacional de Educação, deputado Gastão Vieira (PMDB-MA), avaliou que o ponto central da discussão sobre o PNE será o financiamento do setor para garantir a melhoria do ensino. “A provocação dos estudantes é muito bem-vinda. Existem outros setores da sociedade que defendem ‘mais ousadia’ na questão educacional”, afirmou.

Gastão Vieira informou que a primeira audiência pública sobre o plano está marcada para a próxima quarta-feira (11). Para que as sugestões dos estudantes sejam incorporadas à discussão do plano, esclareceu, é preciso que algum deputado as apresente formalmente como suas.

Universidades
Outra sugestão das entidades é a adoção de medidas para equiparar o número de universidades públicas ao de privadas. Atualmente, segundo a Ubes, a UNE e a ANPG, a relação é de 80% de unidades privadas para 20% de públicas. A diretora de Relações Institucionais da UNE, Marcela Rodrigues, explicou que os estudantes querem um PNE que assegure a democratização da universidade pública, estimule o acesso de jovens ao ensino superior, estabeleça mecanismos efetivos de financiamento para alunos e viabilize recursos para pesquisa e extensão.

A presidente da Comissão de Educação da Câmara, deputada Fátima Bezerra (PT-RN), que também participou da reunião, vai conversar com o senador Roberto Requião (PMDB-PR), presidente da Comissão de Educação do Senado, para discutir uma estratégia comum para acelerar a tramitação do PNE.

(*) Matéria atualizada às 16 horas.

Fonte: Agência Câmara

A Reunião Magna 2011 da Academia Brasileira de Ciências (ABC) contou com a participação dos ministros da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, e da Educação, Fernando Haddad; além dos presidentes das principais entidades de entidades de fomento à pesquisa no país: a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal do Ensino Superior (Capes), o Conselho Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento (CNPq) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). A presidenta da ANPG, Elisangela Lizardo, também esteve no Rio de Janeiro e acompanhou de perto os debates.

 

Ministro de C&T, Aloizio Mercadante, durante Reunião Magna da ABC.

O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, afirmou na tarde desta terça-feira (3) que o setor pode perder até R$ 1 bilhão com a nova lei do pré-sal, em discussão no Congresso Nacional. “Este ano, nós já teríamos perdido R$ 900 milhões pela decisão do Congresso de como repartir os royalties do petróleo. O MCT, que tinha uma parcela assegurada de receita, teve a parcela diluída no Fundo Social, que ainda não está regulamentado, mas que jamais chegará ao que nós tínhamos”, disse o ministro.

Mercadante declarou-se defensor da bandeira de 50% do Fundo Social do Pré-Sal para Educação, Ciência e Tecnologia, defendida pela ANPG desde a descoberta das reservas de pré-sal e que compõe uma campanha feita em conjunto com a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES). No mesmo instante em que o ministro fez a declaração, a presidente da ANPG, Elisangela Lizardo, declarou em seu twitter que os estudantes estão ao lado do MCT na defesa dos recursos para educação e C&T.

Ao falar sobre a disputa de recursos e prioridades, o ministro brincou: "vou insistir no debate de C&T no Congresso, vou ser pior que o [senador Eduardo] Suplicy com o Renda Mínima".

 

Para além das commodities

Dando consequência à sua promessa, Mercadante participou na quarta-feira (4) de audiência pública no Senado onde expôs o Plano de Ação de seu ministério. O ministro enfatizou que o Brasil não pode cair na armadilha de se acomodar em ser apenas um grande exportador de commodities e precisa disputar o mercado mundial de tecnologia de ponta.

A sua defesa de investimentos em inovação tecnológica já está virando bordão. Durante o debate na Reunião Magna da ABC, Mercadante destacou que "o Brasil tem em média 300 patentes, a China tem 9 mil" e defendeu que a Finep seja um banco público para financiar projetos de inovação. Preocupado em envolver o setor privado no avanço do aporte em inovação no país, suaproposta é que haja quatro fundos setoriais para este financiamento: setor financeiro, indústria da construção civil, indústria automobilística e indústria de mineração.

De acordo com Elisangela, existe concordância na ANPG com a política de acelerar a produção de inovação no país, desde que essa inovação esteja comprometida não apenas com o desenvolvimento econômico, mas também com o social.

 

Educação

Durante sua apresentação, o ministro da Educação, Fernando Haddad, divulgou os números da base de dados National Science Indicators (NSI), que registram o bom desempenho do Brasil no ranking mundial da produção de conhecimento.

Ministro da Educação, Fernando Haddad, apresentou dados do National Science Indicators (NSI), que registram bom desempenho do país no rankin mundial de produção de conhecimento.

O país apresentou, entre 2007 e 2008, o maior crescimento entre as demais nações: passou de pouco mais de 19 mil para cerca de 30 mil artigos publicados em periódicos científicos indexados. Ultrapassou a Rússia e a Holanda e chegou a 13º melhor produtor de conhecimento do mundo, contribuindo com 2,12% dos artigos de 183 países. “É o maior crescimento da história do país, um feito notável da academia brasileira, que abre um novo horizonte”, disse o ministro.

Haddad atribuiu o resultado principalmente a medidas como a expansão das universidades e a valorização dos profissionais do magistério: "o professor é o elemento central. Quem quiser ser professor, o governo brasileiro financiará", declarou o ministro. Fernando Haddad anunciou, ainda, que a CAPES tem a meta de atingir 100 mil bolsas PIBID (Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência).

 

Outro destaque da apresentação de Haddad foi o Plano Nacional de Educação (PNE), que tramita no Congresso, com 20 metas prioritárias e estratégias executivas para seu desenvolvimento nos próximos dez anos. A ANPG assinou, em conjunto com diversas entidades educacionais, 59 sugestões de emendas ao projeto.

Leia mais: UNE, Ubes e ANPG entregam 59 emendas ao Plano Nacional de Educação

 

O presidente da Capes, Jorge Guimarães; o presidente da Agência Espacial Brasileira, Marco Antonio Raupp;  o ministro de C&T, Aloizio Mercadante; o presidente da ABC, Jacob Palis e o presidente do CNPq, Glaucius Oliva durante Reunião Magna da ABC, no Rio de Janeiro.

PNPG

Elisangela perguntou ao ministro sobre as expectativas de realização de pesquisa no Pronatec e sobre a incidência das diretrizes e metas do Plano Nacional de Pós-Graduação (PNPG) no PNE. O ministro respondeu que a presidente Dilma Rousseff contruirá mais 200 IFETs (Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia), cujo projeto pedagógico dedica especial atenção à iniciação científica. Haddad declarou, ainda que "algumas metas do PNPG estão incorporadas no PNE, como meta de titulação de mestres e doutores. O restante, aprovaremos por decreto".

Em conversa com o presidente da Capes, Jorge Guimarães, a presidente da ANPG ouviu que "o PNPG está pronto, vamos divulgar em breve", ao que respondeu e twittou: "a @anpg aguarda ansiosa".

 

Finep

Também falando ao público da ABC, o presidente da Finep, Glauco Arbix, qualificou os processos permanentes de inovação como a garantia do futuro. “A nova Finep deve aumentar o volume mas também a qualidade dos recursos investidos”, afirmou o presidente da agência financiadora do MCT. Arbix defendeu que para alcançar um modelo de desenvolvimento mais efetivo, não basta o crescimento que o país já vem alcançando no setor, mas saltos maiores, que diminuam a distância para os países mais desenvolvidos.

 

Baixe aqui as apresentações em power point do presidente da Capes, Jorge Guimarães e do presidente do CNPq, Glauco Arbix, contendo os Planos de Metas das agências.

 


Da Redação, com informações da Agência Brasil, MCT e Jornal da Ciência.

As fotos foram cedidas pela Assessoria de Comunicação da ABC.

Ministro Aloizio Mercadante e o neurocientista Miguel Nicolelis em reunião da Comissão do Futuro da Ciência Brasileira (CFCB). Foto: MCT

O diagnóstico da ciência brasileira, da formação de Recursos Humanos e da carreira de pesquisadores e universitários é o ponto de partida da Comissão do Futuro da Ciência Brasileira (CFCB), que se reuniu nesta quinta-feira (5) no Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), em Brasília.

O ministro Aloizio Mercadante abriu o encontro, que teve a participação de representantes do MCT, de integrantes e presidente da Comissão, o neurocientista Miguel Nicolelis.

Criada em março, a CFCB é composta por 21 membros, entre cientistas brasileiros e internacionais, com a função de discutir os rumos da ciência brasileira em longo prazo. “Vamos fazer uma diagnóstico da situação atual e levantar propostas de visão do futuro”, explicou Nicolelis.

O grupo pretende conferir a situação de professores e alunos da academia, as condições de importação de insumos e equipamentos para pesquisa e a interação entre ciência e sociedade. Para o ministro Mercadante, a Comissão representa um avanço do cenário científico.

“Queremos debater, discutir, aprofundar essa reflexão e, sobretudo, procurar aplicar com eficiência os recursos que o povo brasileiro paga para que possamos promover a ciência, a tecnologia e a inovação”, disse o ministro.

 

Fonte: MCT

Thiago Custódio, diretor de Diretor de Tecnologias da Informação e da Comunicação da ANPG, esteve presente em atividades em duas universidades paulistas recentemente, Universidade de São Paulo (USP) e Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

Ambas as ações fazem parte da Campanha de Bolsas da entidade. A intenção é realizar atividades pelo Brasil visando mobilizar os pós-graduandos em torno do reajuste do valor das bolsas, uma vez que se encontram sem reajuste há três anos.

Leia mais: Campanha de Bolsas: batalha estratégica para a ANPG

Unicamp
As APGs (Associações de Pós Graduandos) da Unicamp reuniram-se no final de abril com a ANPG para debater os rumos e ações da Campanha de Bolsas na Universidade.

As APGs da Matemática, Química e Engenharia, compreendendo a importância da mobilização dos acadêmicos neste momento decidiram três ações concretas:


– Elaboração de material próprio da Campanha, com dados locais;
-Envio dos artigos produzidos pelos mestrandos e doutorandos às agências de fomento (Capes, CNPq) e aos Ministérios de C&T e Educação como forma de confrontar a produção científica com a estagnação do valor das bolsas;
-Instalação de um relógio na entrada do Restaurante Universitário marcando os dias sem reajuste dos valores das bolsas.

USP
Na Universidade de São Paulo um debate foi promovido na tarde de ontem sobre os direitos dos Pós-Graduandos.

Contando com uma expressiva plateia o debate abordou, entre outros pontos, uma dimensão da realidade dos pós-graduandos: a dicotomia entre ser estudante e trabalhador.

Na opinião de Custódio, os pós-graduandos se enxergam também como trabalhadores na medida em que vislumbram em sua pesquisa, em seu objeto de estudo, um processo de intervenção consciente na natureza, alterando-a e modificando-a sob bases racionais e métodos pré-estabelecidos. Essa compreensão não nega a perspectiva de que ainda são uma base técnico-científica em formação. Ainda assim, o contínuo processo de formação não nega ou exclui os produtos da pesquisa. Portanto, trata-se de uma singularidade, a saber, aquela em que a formação coincide-se com os produtos, uma dimensão onde trabalho e aprendizado estão relacionados dialeticamente.

Ainda de acordo com Custódio, a compreensão dessas duas faces da realidade do pós-graduando, como trabalhador e estudante, tem sido fundamental na elaboração e no acúmulo teórico e político da ANPG na definição das ações concretas.

A inserção no mercado de trabalho, o PL dos pós-graduandos e a Campanha de Bolsas também foram assuntos debatidos.

 

Da Redação

Acontece de hoje, terça-feira (3) a 6 de maio no campus da Universidade Federal de Goiás (UFG), na cidade de Catalão, a Reunião Regional da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

Serão realizadas 12 conferências e mesas-redondas, além de 37 minicursos. Os assuntos abordados são de interesse não apenas do meio acadêmico – docentes, pesquisadores e estudantes de nível superior –, mas também da sociedade em geral.

A Reunião Regional da SBPC em Catalão é o 36º evento de caráter regional que a SBPC realiza no país com o objetivo de promover o desenvolvimento científico e tecnológico em uma região específica.

A intenção principal dessas atividades é discutir políticas públicas em ciência e tecnologia, educação, saúde e meio ambiente além de disponibilizar conhecimentos que possam ajudar a promover o desenvolvimento sustentável da região. Boa parte das discussões versará sobre o tema central desta edição: “Ciência e Tecnologia para a Agricultura, a Pecuária e a Mineração no Século 21”.


Mais informações e programação completa no sítio: http://www.sbpcnet.org.br/catalao/home/

 

Da Redação com informações da SBPC.

Como noticiamos no dia 26 deste mês, o sítio www.jovemcientista.cnpq.br entrou no ar na data de ontem, com regulamento completo e ficha de inscrição para a 25ª edição do prêmio Jovem Cientista. Os candidatos poderão se inscrever até o dia 31 de agosto pela internet ou pelos Correios.

O tema desta edição, que comemora os 30 anos do prêmio e os 60 anos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que instituiu o projeto, é Cidades Sustentáveis.

Os pesquisadores e estudantes de nível superior poderão inscrever trabalhos relacionados a uma das seguintes linhas de pesquisa:

– Vulnerabilidade, risco e mudanças climáticas nas cidades;
– Urbanização, ambiente e gestão das águas urbanas;
– Produção do espaço urbano e apropriação da natureza relacionada com a questão do solo / água / ventos e dos recursos energéticos; –
– Políticas urbana, ambiental e de saúde relacionadas com a questão do lixo;
– Planejamento urbano, gestão e conflitos ambientais;
– Políticas de transporte e de mobilidade nas cidades;
– Agricultura urbana e cidade sustentável;
– Implicações socioambientais da legislação urbana;
– Paisagem urbana e arquitetura sustentável;
– Cidades em fronteiras transnacionais e gestão ambiental.


O Prêmio

O Prêmio Jovem Cientista é uma iniciativa do CNPq, em parceria com a Fundação Roberto Marinho, a Gerdau e a General Electric do Brasil (GE). Quatro categorias são premiadas: Graduado, Estudante do Ensino Superior , Estudante do Ensino Médio , e Mérito Institucional. Há ainda uma Menção Honrosa para um pesquisador com título de doutor que tenha se destacado por sua trajetória na área relacionada ao tema do prêmio. Os orientadores das três categorias e as escolas dos três classificados do Ensino Médio são agraciados com laptops, como forma de estimular e reconhecer a cadeia de aprendizagem.

Na categoria Mérito Institucional serão premiadas duas instituições – uma de ensino médio e outra de ensino superior – às quais estiverem vinculados o maior número de trabalhos com mérito científico, desenvolvidos por candidatos inscritos nas categorias Graduado, Estudante do Ensino Superior e Estudante do Ensino Médio.


Premiação

Na categoria Graduado os vencedores são agraciados com R$30 mil (1º lugar); R$20 mil (2º lugar) e R$15 mil (3º lugar). Para Estudantes do Ensino Superior , os valores são de R$15 mil para o 1º lugar, R$12 mil para o 2º lugar e R$10 mil para o 3º lugar. Estudantes do Ensino Médio classificados em 1º, 2º e 3º lugares recebem um Laptop de última geração cada um.

No Mérito Institucional, serão pagos R$35 mil para cada uma das duas instituições – uma de Ensino Médio e uma de Ensino Superior – que tiverem o maior número de trabalhos com mérito científico inscritos. O pesquisador que for indicado para a Menção Honrosa ganhará R$20 mil.

Além da premiação relacionada, todos os premiados recebem bolsas de estudo do CNPq, caso atendam aos critérios normativos do órgão. Os pesquisadores classificados em primeiro lugar em cada uma das categorias (Graduado, estudante do Ensino Superior e Estudante do Ensino Médio), também participarão da Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em 2012.

 

Da Redação com informações da Assessoria de Comunicação Social do CNPq