Programa destina-se a jovens profissionais com formação superior interessados em aperfeiçoar-se em temáticas relacionadas a questões de países em desenvolvimento em diversas áreas. Inscrições vão até 31 de julho.
O DAAD (Deutscher Akademischer Austausch Dienst) ou Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico, em português, oferece vagas no programa CURSOS DE PÓS-GRADUAÇÃO COM RELEVÂNCIA PARA PAÍSES EM DESENVOLVIMENTO.
Com este programa, o DAAD tem o objetivo de oferecer cursos em universidades alemãs com temáticas relacionadas aos interesses de profissionais procedentes e atuantes em países em desenvolvimento.
Mantido com recursos do Ministério Federal de Cooperação Econômica, os cursos foram escolhidos pelo DAAD através de um rigoroso processo de seleção. Em 2012 serão oferecidos 43 cursos nas mais diferentes áreas.
Três deles tem nível de Doutorado: Development Studies/ZEF, na Universidade de Bonn, Economia Agrária, na Universidade de Giessen/Hohenheim e Mathematics in Industries and Commerce, na TU Kauserlsautern. Os candidatos a esses cursos devem ter concluído o mestrado. Os demais cursos tem nível internacional de Master.
O DAAD concede bolsas integrais ou parciais e a duração dos cursos varia de 12 a 24 meses.
A inscrição pode ser feita no escritório do DAAD no Rio de Janeiro até 31 de julho, ou pode ser enviada para o DAAD em Bonn (Alemanha) até 31 de agosto. Caso a documentação seja enviada diretamente para as universidades, a data-limite é 15 de outubro.
O programa oferece, nesta edição, 43 cursos de mestrado/doutorado em: gestão e política econômica, planejamento regional, engenharia e ciências próximas, ciências agrícolas, florestais e ambientais, matemática, saúde, ciências sociais, educação, direito e mídia.
Mais informações podem ser encontradas no sítio do DAAD.
Da redação com informações da Agência FAPESP.
Segundo o presidente da Finep, Glauco Arbix, além do contingenciamento de 20% dos recursos Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), outros cortes no Ministério da Ciência e Tecnologia também afetam a agência. O contingenciamento total será de quase R$ 1 bilhão.
Em entrevista coletiva nesta terça-feira (29), o presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Glauco Arbix, declarou a queda no orçamento da agência para o ano de 2011. Ele, que assumiu o cargo na Finep em janeiro deste ano, afirma que o Brasil está muito atrasado no quesito inovação, “é preciso recuperar o tempo perdido promovendo uma mudança em como as empresas entendem a inovação”, disse.
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| “O Brasil não tem muito tempo para esperar. Estamos hoje pressionados pela China, pela Índia, por vários países emergentes. Nós temos a obrigação de concentrar esforços e tentar dar um salto muito grande à frente, para que a gente consiga projetar o Brasil no cenário internacional e melhorar, efetivamente, as condições de vida da nossa população”,disse o presidente da FINEP, Glauco Arbix. Foto: Observatório USP |
Dados revelam que os recursos públicos de estímulo à área deveriam ser de cerca de R$ 30 bilhões anualmente, sendo que em 2011 a verba será de apenas R$ 6 bilhões. Mesmo com os cortes o volume previsto no orçamento para esse ano é resultado de uma ampliação de 50% com relação ao montante aprovado em 2010.
Segundo Arbix, a interação entre o governo, a iniciativa privada e os institutos de pesquisa sempre foi complexa, mas a situação está começando a melhorar. “Os últimos dados revelam que 30% do investimento em capital fixo no mundo é feito em inovação. Para o Brasil, isso significa entre R$ 50 milhões e R$ 60 milhões. Metade desse total deve ser feito pelo setor público”, afirmou.
Recursos para 2011
Apesar de o montante de dinheiro público disponível para o incentivo à inovação no Brasil ter aumentado 50% entre este ano e 2010, o crescimento se deu na modalidade crédito. Isso significa que são recursos disponibilizados para financiamento de empresas e devem ser retornados à Finep ao contrário do que acontece com os recursos não reembolsáveis e de subvenção.
Atualmente 2 mil empresas são beneficiadas pelos recursos da agência. As micro e pequenas empresas são 95% do total. A previsão da financiadora é triplicar o número até 2014, bem como aumentar a participação das de médio e grande porte.
Na entrevista Arbix também aproveitou para defender investimentos em inovação, para que o Brasil possa concorrer com outras nações como a China. “O Brasil não tem muito tempo para esperar. Estamos hoje pressionados pela China, pela Índia, por vários países emergentes. Nós temos a obrigação de concentrar esforços e tentar dar um salto muito grande à frente, para que a gente consiga projetar o Brasil no cenário internacional e melhorar, efetivamente, as condições de vida da nossa população”, concluiu.
Da redação.
Em edital lançado na última sexta-feira(25), a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) busca profissional para atuar como representante da entidade na Câmara dos Deputados e no Senado. A intenção é instituir e manter um diálogo constante com os Congressistas brasileiros,contribuindo para a disseminação do uso do conhecimento científico durante o processo legislativo. Além de ampliar as perspectivas dos legisladores sobre o valor da interação Ciência-Sociedade na definição das Políticas Públicas.
Para se inscrever é necessário que o candidato possua Formação e atuação em Ciências Exatas ou Tecnológicas, Ciências Biológicas, Ciências Humanas e Sociais e Comunicação, com pelo menos cinco anos de atuação profissional e interesse em políticas de C&T.
O “Programa de Assessoria junto ao Congresso Nacional” tem inscrições abertas até o dia 30 de abril.
Veja o edital em: http://www.sbpcnet.org.br/site/arquivos/Edital.pdf
Da redação com informações da SBPC
O Projeto Temático "Socio-Economic Impacts of Climate Change in Brazil: quantitative inputs for the design of public policies", apoiado pela FAPESP, tem uma vaga de Pós-Doutorado no Departamento de Economia da FEA-USP.
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| Faculdade de Economia da USP. Foto: Jornal da USP |
O candidato deve submeter um projeto que tenha relação com pelo menos
uma das seguintes áreas de conhecimento:
a) Impactos socioeconômicos e regionais das mudanças climáticas no Brasil;
b) Transição para uma economia e para uma sociedade de baixo carbono;
c) Desenvolvimento rural e mudanças climáticas.
Não se exige formação especifica em economia, mas em ciências sociais e ambientais em geral.
Mais informações: www.nesa.org.br, nos links “Projeto Temático FAPESP” e, em seguida, “Projeto Temático sobre Mudanças Climáticas [FAPESP].”
A vaga está aberta a brasileiros e estrangeiros. O selecionado receberá Bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP, no valor de R$ 5.028,90 mensais.
Aplicações serão recebidas até o dia 29 de abril.
Da redação, com informações da FAPESP
Parceria entre o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCT) lança Edital para apoiar a realização, no Brasil, de congressos, simpósios, workshops, seminários, ciclos de conferências e outros eventos similares relacionados à Ciência, Tecnologia e Inovação.
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V Semana da Ciência e Tecnologia do CEFET-MG. Foto: Arquivo CEFET-MG |
Os eventos devem ocorrer no período entre 1º de julho 2011 e 30 de junho de 2012. Ao todo serão investidos R$ 20 milhões oriundos dos orçamentos do CNPq e da Finep.
Para o gestor do Edital, Carlos Alberto de Alencar Mota, a iniciativa colabora para desenvolver a Política Nacional de Ciência e Tecnologia. “Desde 2003 o CNPq vem lançando anualmente editais com a finalidade de apoiar a realização de eventos científicos, tecnológicos e de inovação realizados no país, em todas as áreas do conhecimento, buscando divulgar a atividade científica e fomentar intercâmbios científicos e tecnológicos entre grupos de pesquisa nacionais e/ou internacionais”. Neste período foram lançados oito editais, um por ano, que juntos investiram um montante de R$ 135 milhões.
As propostas devem ser encaminhadas ao CNPq exclusivamente via Internet, por intermédio do Formulário de Propostas Online, disponível na Plataforma Carlos Chagas, até o dia 4 de abril.
Poderão se inscrever pesquisadores, professores e especialistas com vínculo empregatício ou funcional com instituições de ensino superior; centros e institutos de pesquisa e desenvolvimento públicos e privados; ou empresas públicas; ou ainda dirigentes de Associação Científica ou Tecnológica de âmbito nacional. Os projetos terão o valor máximo de financiamento de R$ 150.000,00 e cada proponente poderá apresentar uma única proposta.
Para saber mais consulte o Edital.
Da redação com informações da Ascom do MCT.
A Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP (Universidade de São Paulo) ficou em 14ª lugar no ranking mundial de repositórios de acesso aberto Webometrics, divulgado pelo laboratório Cybermetrics, vinculado ao Conselho Superior de Pesquisas Científicas da Espanha. Isso significa estar à frente de renomadas universidades internacionais, como por exemplo, o MIT (Massachusetts Institute of Technology). Se forem consideradas somente as coleções institucionais, a biblioteca sobe mais uma posição.
A biblioteca está associada a Networked Digital Library of Theses and Dissertations (NDLTD), uma iniciativa global reconhecida pela UNESCO.
“Quando criamos a biblioteca, o cadastramento da tese por parte do autor era opcional. Depois a Universidade entendeu que a disponibilização deveria ser obrigatória, o que ampliou significativamente o número de documentos. Essa classificação aponta que o trabalho desenvolvido está na direção certa”, afirmou Maria de Lourdes Rebucci Lirani, diretora Técnica de Informática do CISC e coordenadora da equipe de desenvolvimento. Ainda de acordo com ela, além da oferta, a credibilidade do conteúdo é um dos fatores da boa classificação. “Cada vez mais a rede mundial de computadores tem sido usada para fins educacionais. Consequentemente, isso faz com que aumente a busca por conteúdos digitais autenticados, confiáveis. A tendência é crescer, e os autores só têm a ganhar com as possibilidades geradas por ferramentas como essa”, concluiu.
História
Criada em 2001 pelo Centro de Informática de São Carlos (CISC) da USP, e mantida pelo mesmo órgão, a Biblioteca Digital conta atualmente com um acervo de mais de 27 mil trabalhos. No ano passado, seu conteúdo passou a ser disponibilizado em quatro idiomas (português, inglês, espanhol e francês), o que representou uma significativa contribuição no processo de internacionalização que vem sendo alavancado pela Universidade.
Acesse aqui a Biblioteca de Teses e Dissertações.
Da redação, com informações de Edmilson Luchesi, da Assessoria de Comunicação do Campus de São Carlos.
por Antônio Arapiraca*
À primeira vista, a origem de recentes avanços da indústria de cosméticos não teria nada em comum com o da pesquisa em arqueologia e paleontologia, ou mesmo com os novos passos da indústria de fármacos e da eletrônica. No entanto, um tipo especial de luz vem sendo responsável por ajudar essas e outras áreas a obter novos produtos ou realizar importantes descobertas. Os cientistas chamam esse tipo de radiação de Luz Síncrotron. E o Brasil está entre os países que detém a tecnologia de construção de fontes que emitem essa radiação, através do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), em Campinas, São Paulo.
| Fachada do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron em Campinas/SP (Foto: LNLS/Divulgação) |
Ano passado, a direção do LNLS anunciou a construção de uma nova fonte, maior e mais potente do que a atual, que conta com um tubo em forma de anel de 93,2 metros de comprimento, onde um feixe de elétrons é acelerado até atingir uma energia de 1,37 GeV (Gigaelétron-Volts¹). Estes elétrons quando colocados em movimento numa trajetória circular emitem a chamada luz síncrotron, um tipo de radiação altamente intensa.
Já a nova fonte síncrotron, que se chamará Sirius, contará com 3 GeV de capacidade energética, e será equivalente às fontes ALBA (Espanha) e Diamond(Reino Unido), e superior à fonte Soleil (França), que conta com 2,75 GeV. Um detalhe importante é que o LNLS foi o primeiro laboratório deste tipo construído no hemisfério sul, o que demonstra que aqui nas nossas terras férteis e verdejantes temos também capacidade de desenvolver áreas de altíssima tecnologia.
Essa é uma porta aberta para colocar o país no páreo de uma tendência mundial, que é utilizar esse tipo de luz para auxiliar diversas pesquisas científicas e industriais, estimulando assim o desenvolvimento de novas tecnologias. Com esse tipo de luz, o Brasil poderá ser um importante colaborador e até mesmo galgar o protagonismo nos mais variados tipos de investigações no mundo, como o desenvolvimento de fármacos inteligentes, que ajudariam com mais eficiência no tratamento de diversas enfermidades. Para ajudar nesse tipo de pesquisa o LNLS mantém centros de pesquisas associados, como o Centro de Biologia Molecular e Estrutural (CEBIME) que em conjunto com o Instituto Butantandesenvolve um estudo que investiga a estrutura de uma proteína que é sintetizada pelo parasita Schistosoma mansoni, responsável pela esquistossomose. Elucidar a estrutura desta proteína vai abrir perspectiva para o desenvolvimento de uma vacina contra a doença.
A corrida pelo desenvolvimento de novos materiais para a indústria de computadores, produzindo assim chips processadores mais velozes e eficientes, tem sido acirrada em todo mundo. E no LNLS existem poderosos microscópios que ajudam a radiação Síncrotron na caracterização e estudo de semicondutores, além de laboratórios de microfabricação e síntese química. A preocupação com este tipo de tecnologia é tanta que em 2008 o LNLS criou o Centro de Nanociência e Nanotecnologia Cesar Lattes (C2Nano), que visa estudar as propriedades dos materiais em nível atômico e molecular.
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| Anel Acelerador com a proteção de concreto para evitar que os cientistas tenham contato com a radiação (Foto: LNLS/Divulgação) |
O leque de aplicações dessa luz especial não para por aí. É possível também estudar a formação de aminoácidos no espaço, simulando, em laboratório, as condições de formação dos mesmos em atmosferas estelares. Os aminoácidos formam as proteínas e têm importantes relações com a molécula de DNA, já que essa molécula determina a identidade e a ordem do aminoácido na proteína. Ou seja, esse tipo de radiação nos dá importantes informações sobre a origem da vida. Aplicações mais inusitadas já são feitas nas áreas de arqueologia e palentologia e é possível investigar a estrutura interna de um fóssil sem causar danos ao mesmo.
Segundo o diretor do LNLS, Antônio José Roque da Silva, 85% da tecnologia presente hoje no laboratório foi totalmente desenvolvida no país. Ele aponta que a questão da inovação tecnológica tem sido uma preocupação constante e que o LNLS tem buscado parceiros. "Nós temos hoje recursos de fontes governamentais e de parcerias com a indústria. Estas últimas somam um montante de 10% de todo o volume. Nosso maior parceiro atualmente é a Petrobrás, mas estamos tentando diversificar", disse. O cientista apontou que o LNLS contratou recentemente um pesquisador francês, especialista na interação com áreas de cosméticos. Além disso, a Natura e outras empresas foram convidadas para aprenderem sobre as possibilidades do LNLS para o setor.
Referente ao montante orçamentário para construção da nova fonte Sirius, Roque da Silva informou que o custo será de aproximadamente 200 milhões de dólares num período de 4 a 5 anos de construção e que, apesar da cifra parecer alta, esse valor está bem abaixo do qual seria caso o país fosse comprar toda a tecnologia no exterior. "Como já temos a tecnologia e o aprendizado de construção de uma fonte de radiação, isso minimiza os custos", afirmou.
Todo o leque de aplicações que pode ser feito com esse tipo de tecnologia faz com que o uso de radiação síncrotron pareça coisa de filme de ficção científica, mas é tudo pura realidade. Resta saber se, com as mudanças políticas e cortes orçamentários constantes, o país terá condições de manter investimentos em áreas de alta tecnologia como estas.
¹O elétron-volt é uma unidade de medida de energia. Um elétron-volt é a quantidade de energia cinética ganha por um único elétron quando acelerado por uma diferença de potencial elétrico de um volt, no vácuo.
Artigo originalmente publicado do portal Terra Magazine
Por João Antônio de Moraes, coordenador geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP)
Uma nova ordem mundial começa a alterar a geopolítica do petróleo e, mais do que nunca, precisamos entender este processo e tratar o pré-sal como uma riqueza extremamente estratégica. O acidente nuclear no Japão, as mudanças políticas no Norte da África e no Oriente Médio e a visita de Barack Obama ao Brasil são fatos correlatos que colocam em alerta os movimentos sociais na defesa da nossa soberania energética.
O tsunami japonês varreu, pelo menos temporariamente, os planos de expansão nuclear de dezenas de países que apostam nesta fonte de energia como principal alternativa para reduzir a dependência de hidrocarbonetos (óleo e gás natural). A tendência é que estes recursos se tornem cada vez mais estratégicos para saciar a fome de energia do planeta. Hoje os combustíveis fósseis (petróleo, carvão e gás) são responsáveis por mais de 80% da matriz energética global. As estimativas da Agência Internacional de Energia são de que o consumo de petróleo continue aumentando em termos absolutos, ultrapassando nos próximos dez anos a marca de 100 milhões de barris por dia.
Em função disso, já estamos assistindo à corrida das principais nações em busca de novas fronteiras produtoras de petróleo e gás para garantir suas necessidades de abastecimento. Não por acaso, o Brasil foi o primeiro pouso de Barack Obama na América Latina. Por trás de sua “cordial” visita, estão intenções nada amistosas. Os Estados Unidos são o maior consumidor de petróleo do planeta (utilizam 25% da produção global) e também o mais vulnerável em meio à onda de revoltas que assola o Norte da África e o Oriente Médio, principal fonte abastecedora do país.
Em troca de petróleo, o império norte-americano tem apoiado e sustentado ditaduras e governos autoritários nestas regiões, intervindo militarmente sempre que seus interesses são ameaçados. É o que está acontecendo agora na Líbia, da mesma forma como aconteceu no Irã, no Iraque e no Afeganistão. Mas as movimentações de peças no tabuleiro de xadrez do mundo árabe levam os analistas políticos a acreditarem que uma nova coalizão de forças colocará em xeque a posição confortável que os Estados Unidos usufruíam no Oriente Médio até então.
Para que Washington diminua sua dependência da região, o Brasil é a bola da vez. Com o pré-sal, nosso país será uma das maiores reservas de petróleo do planeta e é de olho nesta riqueza que os Estados Unidos vêm tentando fechar acordos e parcerias com o governo brasileiro e a Petrobrás. A FUP e os movimentos sociais são contrários à tese de que o pré-sal deve fazer do Brasil um grande exportador de petróleo. Queremos que este estratégico recurso seja explorado de forma sustentável para desenvolver toda a sua cadeia produtiva. Desde a construção de navios e plataformas até a indústria petroquímica e plástica.
É desta forma que o país irá gerar emprego e renda e não exportando petróleo cru para abastecer países ricos, como os Estados Unidos, que durante décadas exploram e usufruem de recursos energéticos alheios para sustentar seus absurdos níveis de consumo. O pré-sal, como disse a presidenta Dilma, é o passaporte para que as gerações futuras tenham um país desenvolvido, com oportunidades para todos. Mas isso só será possível investindo na cadeia produtiva do petróleo aqui no Brasil, fomentando a indústria nacional, gerando emprego e renda para milhões de brasileiros.
Artigo originalmente publicado em www.fup.org.br/
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