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Convites para adesão ao grupo de estudos multidisciplinar serão coordenados pelo presidente da ABC, Jacob Palis, e pelos pesquisadores Carlos Nobre e Pedro Leite da Silva Dias

Leia a nota divulgada no site da Academia:

 "Diante do quadro de destruição enfrentado pela população de diversas áreas do país recentemente atingidas pelas chuvas, a Academia Brasileira de Ciências (ABC) se solidariza com as vítimas das tragédias ambientais e sociais ocorridas.

 A ABC se propõe a contribuir com o Governo Federal e Governos Estaduais, mobilizando alguns dos principais cientistas do país para avaliar como a ciência e tecnologia podem contribuir para a previsão, prevenção e mitigação dos impactos dos desastres naturais.

 Os convites para adesão ao grupo de estudos multidisciplinar serão coordenados pelo presidente Jacob Palis e pelos membros da ABC Carlos Nobre e Pedro Leite da Silva Dias, especialistas em mudanças climáticas."

 

Fonte: Jornal da Ciência

Veja também: Glaucius Oliva é nomeado novo presidente do CNPq

Foram publicadas nesta terça-feira (25/1) as primeiras nomeações para o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). Glaucius Oliva foi nomeado para exercer o cargo de presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A posse acontecerá na quinta-feira, 27 de janeiro, em Brasília.

Também foram nomeados Fernanda de Negri, para exercer o cargo de chefe da Assessoria de Acompanhamento e Avaliação das Atividades Finalísticas da Secretaria-Executiva do MCT, e Luiz Antonio de Mello Rebello, para exercer o cargo de chefe de gabinete do MCT.
 

 

Fonte: Jornal da Ciência

Telegramas revelam pressão americana sobre parceria entre Brasil e Ucrânia para reconstrução da Base de Alcântara

Ainda que o Senado brasileiro venha a ratificar o Acordo de Salvaguardas Tecnológicas EUA-Brasil (TSA, na sigla em inglês), o governo dos Estados Unidos não quer que o Brasil tenha um programa próprio de produção de foguetes espaciais. Por isso, além de não apoiar o desenvolvimento desses veículos, as autoridades americanas pressionam parceiros do país nessa área – como a Ucrânia – a não transferir tecnologia do setor aos cientistas brasileiros.

A restrição dos EUA está registrada claramente em telegrama que o Departamento de Estado enviou à embaixada americana em Brasília, em janeiro de 2009 – revelado agora pelo WikiLeaks ao Globo. O documento contém uma resposta a um apelo feito pela embaixada da Ucrânia, no Brasil, para que os EUA reconsiderassem a sua negativa de apoiar a parceria Ucrânia-Brasil, para atividades na Base de Alcântara no Maranhão, e permitissem que firmas americanas de satélite pudessem usar aquela plataforma de lançamentos.

Além de ressaltar que o custo seria 30% mais barato, devido à localização geográfica de Alcântara, os ucranianos apresentaram uma justificativa política: "O seu principal argumento era o de que se os EUA não derem tal passo, os russos preencheriam o vácuo e se tornariam os parceiros principais do Brasil em cooperação espacial" – ressalta o telegrama que a embaixada enviara a Washington.

A resposta americana foi clara. A missão em Brasília deveria comunicar ao embaixador ucraniano, Volodymyr Lakomov, que "embora os EUA estejam preparados para apoiar o projeto conjunto ucraniano-brasileiro, uma vez que o TSA (acordo de salvaguardas Brasil-EUA) entre em vigor, não apoiamos o programa nativo dos veículos de lançamento espacial do Brasil".

Mais adiante, um alerta: "Queremos lembrar às autoridades ucranianas que os EUA não se opõem ao estabelecimento de uma plataforma de lançamentos em Alcântara, contanto que tal atividade não resulte na transferência de tecnologias de foguetes ao Brasil".

O Senado brasileiro se nega a ratificar o TSA, assinado entre EUA e Brasil em abril de 2000, porque as salvaguardas incluem concessão de áreas, em Alcântara, que ficariam sob controle direto e exclusivo dos EUA. Além disso, permitiriam inspeções americanas à base de lançamentos sem prévio aviso ao Brasil.

Os ucranianos se ofereceram, em 2008, para convencer os senadores brasileiros a aprovarem o acordo, mas os EUA dispensaram tal ajuda. Os EUA não permitem o lançamento de satélites americanos desde Alcântara, ou fabricados por outros países mas que contenham componentes americanos, "devido à nossa política, de longa data, de não encorajar o programa de foguetes espaciais do Brasil", diz outro documento confidencial.

Sob o título "Pegando Carona no Espaço", um outro telegrama descreve com menosprezo o voo do primeiro astronauta brasileiro, Marcos Cesar Pontes, à Estação Espacial Internacional levado por uma nave russa ao preço de US$ 10,5 milhões – enquanto um cientista americano, Gregory Olsen, pagara à Rússia US$ 20 milhões por uma viagem idêntica.

A embaixada definiu o voo de Pontes como um gesto da Rússia, no sentido de obter em troca a possibilidade de lançar satélites desde Alcântara. E, também, como uma jogada política visando à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"Num ano eleitoral, em que o presidente Lula sob e desce nas pesquisas, não é difícil imaginar a quem esse golpe publicitário deve beneficiar. Essa pode ser a palavra final numa missão que, no final das contas, pode ser, meramente ‘um pequeno passo’ para o Brasil" – diz o comentário da embaixada dos EUA, numa alusão jocosa à célebre frase de Neil Armstrong, o primeiro astronauta a pisar na Lua, dizendo que seu feito se tratava de um pequeno passo para um homem, mas um salto gigantesco para a Humanidade.

(José Meireles Passos)

 

Fonte: O Globo, 25/01
 

Carlos Aguiar de Medeiros, professor do Instituto de Economia da UFRJ, recebeu o "The 2011 James H. Street Scholar", concedido anualmente a um acadêmico latino-americano

A premiação é concedida pela Association for Evolutionary Economics (AFEE). Carlos Aguiar de Medeiros foi o ganhador da edição 2011, por sua produção na área de desenvolvimento econômico comparado.

Graduado em Economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Medeiros tem mestrado em Engenharia de Produção pela UFRJ e doutorado em Ciência Econômica pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). É professor e pesquisador do Instituto de Economia da UFRJ.

Mais informações sobre a premiação podem ser obtidas aqui.
 

Fonte: Jornal da Ciência

Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico, e Joaquim José de Camargo Engler, diretor administrativo, são nomeados para novos mandatos pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin

Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), e Joaquim José de Camargo Engler, diretor administrativo, foram reconduzidos para exercer suas funções no Conselho Técnico-Administrativo da fundação pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

As nomeações, para novos mandatos de três anos a partir do término dos atuais, são fundamentadas nos parágrafos únicos dos artigos 13 da Lei 5.918-60 e 14 dos Estatutos da Fapesp, aprovados pelo Decreto 40.132-62, e foram publicadas no Diário Oficial do Estado de São Paulo de 21 de janeiro de 2011.

Brito Cruz é professor no Instituto de Física Gleb Wataghin, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Graduou-se em Engenharia Eletrônica pelo Instituto Tecnológico da Aeronáutica, em 1978. Obteve os títulos de Mestre em Ciências (1980) e Doutor em Ciências (1983) no Instituto de Física Gleb Wataghin da Unicamp.

Foi pesquisador convidado do Istituto Italo Latino Americano na Universitá degli Studi, em Roma (Itália), visitante residente nos Laboratórios Bell da AT&T, em Holmdel (NJ, EUA), e professor visitante na Université Pierre et Marie Curie, em Paris (França). É membro da Academia Brasileira de Ciências desde 2000.

Brito Cruz foi diretor do Instituto de Física Gleb Wataghin (1991 a 1994 e 1998 a 2002) e pró-reitor de Pesquisa da Unicamp (1994 a 1998). Foi reitor da Unicamp de abril de 2002 a abril de 2005 e presidente da Fapesp de 1996 a 2002. É diretor científico da Fapesp desde abril de 2005.

Engler é engenheiro agrônomo formado pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo (USP), na qual é professor titular do Departamento de Economia, Administração e Sociologia. Doutor em Agronomia pela Esalq, Master of Science (MS) e Doctor of Philosophy (Ph.D.) em Economia Agrícola pela The Ohio State University, nos Estados Unidos.

Entre outros cargos foi diretor da Esalq, coordenador da Comissão de Especialistas de Ensino de Ciências Agrárias do Ministério da Educação, coordenador de Administração Geral da USP, coordenador e Prefeito do Campus da USP em Piracicaba, diretor do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) e chefe de gabinete do reitor da USP. Foi professor visitante do Centro de Estudos de Economia Agrária do Instituto Gulbenkian de Ciência de Portugal.

Fonte: Agência Fapesp, 26/01

 

Para debater com Nicolelis, o professor José Luiz Goldfarb, da PUC-SP, também participará do evento através de videoconferência pela Internet.  Além disso, todo seminário, que terá duração de duas horas, será transmitido via twitcam, através do perfil @blogprogRN.  Os interessados em participar no local precisam se inscrever através do e-mail [email protected].  Apenas 50 pessoas poderão acompanhar o evento dentro do auditório.
 
Miguel Nicolelis é médico com doutorado em Ciências (Fisiologia Geral) pela Universidade de São Paulo. Atualmente é professor titular do Departamento de Neurobiologia e Co-Diretor do Centro de Neuroengenharia da Duke University (EUA), professor do Instituto Cérebro e Mente da Escola Politécnica Federal de Lausanne (Suíça) e Diretor Científico do Instituto Internacional de Neurociências de Natal Edmond e Lily Safra (IINN-ELS). Nicolelis é considerado um dos maiores pesquisadores do planeta na área de neurociências e, por diversas vezes, lembrado para o Prêmio Nobel. Ele lidera pesquisas que podem, por exemplo, representar avanços históricos no tratamentot do Mal de Parkinson.
 
Já o professor José Luiz Goldfarb é graduado em em Física pela USP, mestrado em Filosofia e História da Ciência (McGill University, Canadá) e doutorado em História da Ciência pela Universidade de São Paulo.  Atualmente é professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, vice-coordenador do Programa de Estudos Pós-Graduados em História da Ciência.  Além disso, coordena o Twitter da PUC/SP e é presidente da Cátedra de Cultura Judaica da Universidade. É também coordenador de diversos programas de incentivo à leitura, como o “São Paulo: um Estado de Leitores”, da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, além de ser curador do Prêmio Jabuti da Câmara Brasileira do Livro.
 
O movimento dos Blogueiros Progressistas nasceu a partir da articulação do Centro de Mídia Alternativa Barão de Itararé.  O seu primeiro encontro nacional reuniu mais de 300 blogueiros, tuiteiros, ativistas e curiosos em São Paulo nos dias 20, 21 e 22 de agosto de 2010.  Os blogueiros progressistas do RN estão organizando o seu I Encontro Estadual para o período de 25 a 27 de março de 2011.
 
Serviço
 
“Redes sociais, participação política e desenvolvimento da ciência”, com prof. Miguel Nicolelis. Participação do prof. José Luiz Goldfarb e mediação do jornalista Sérgio Vilar.
Data: 28/01/2011
Local: Auditório da Livraria Siciliano (Midway Mall, em Natal/RN)
Horário: 20h
Inscrição: através do e-mail: [email protected].
Outras informações: (84) 8719 1700
 
Na quarta-feira, o biólogo brasileiro Stevens Rehen encontrou à venda na internet um meio de cultura para células-tronco. Por 73 libras esterlinas (cerca de R$ 195), qualquer internauta pode adquirir 500 mililitros do produto, licenciado por uma universidade americana e comercializado por uma firma inglesa.
 
Na embalagem, não há qualquer indicação de que o substrato custou três anos de pesquisa e vários dissabores para Rehen, pesquisador da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) responsável pela primeira linhagem brasileira de células de pluripotência induzida. Infelizmente, as vendas no site não renderão ao País um único centavo.
 
Sua história ilustra bem a frustração de muitos pesquisadores brasileiros. Satisfeitos com o aumento das verbas públicas destinadas à ciência, ainda se debatem com uma burocracia kafkiana – como a define Rehen – e uma imensa dificuldade para transformar descobertas de bancada em produtos.
 
Em 2007, o cientista carioca teve a ideia de criar um meio de cultura para células-tronco embrionárias. Dois anos depois, chegou a um substrato "melhor que os vendidos no mercado".
 
Precisava então testá-lo em outras linhagens de células, além da que trouxera do seu pós-doutorado nos Estados Unidos. Importou-as, mas não conseguiu desvencilhá-las na alfândega. Ficaram lá até estragar.
 
Em 2009, decidiu enviar um aluno para os Estados Unidos: lá, ele testaria o produto em outras linhagens. Como esperado, os resultados comprovaram a qualidade do invento. Inesperada foi a voracidade dos americanos.
 
Assim que a universidade percebeu a oportunidade de negócio, iniciou os contatos com possíveis parceiros para licenciar o produto. Uma empresa de Cambridge assinou o primeiro contrato. Em nove meses, o meio de cultura chegou ao mercado.
 
Quando soube que os americanos se apoderaram da descoberta, Rehen protestou. Mas não obteve uma revisão do acordo já firmado. No máximo, o compromisso de que, no próximo contrato, receberá 40%.
 
Em 2003, Rehen e o neurocientista Sidarta Ribeiro, do Instituto Internacional de Neurociência de Natal (IINN), escreveram uma carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Sublinhavam a urgência da desburocratização do processo de importação.
 
Em 2004, o pesquisador carioca publicou uma carta na Nature depois de realizar um levantamento sobre o problema no País. Em 2007, os mesmos dados foram atualizados e divulgados na Public Library of Science.
 
Levantamento. A mobilização da comunidade científica surtiu efeito: uma instrução normativa da Receita Federal, no fim de 2007, e a primeira resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em 2008. Os dois documentos priorizam o processamento de material científico na alfândega e estabelecem limites de 24 a 48 horas para liberação dos itens importados.
 
No ano passado, Rehen repetiu o levantamento. Reuniu as opiniões de 165 cientistas de 13 Estados. Cerca de 76% afirmaram já ter perdido material na alfândega e 99% adaptaram sua linha de pesquisa para minimizar os percalços aduaneiros. "Percebemos uma melhora, mas ainda está aquém do aceitável", afirma o pesquisador.
 
Em novembro, Rehen teve uma agradável surpresa: um telefonema do secretário da Receita Federal, Otacílio Cartaxo, convidando-o para uma reunião com representantes da própria Receita, do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), do Ministério da Saúde e da Anvisa.
 
No encontro, todos expuseram seus pontos de vista. Receita e Anvisa atribuíram os problemas ao preenchimento desastrado dos formulários de importação. Os cientistas reconheceram a falta de talento burocrático de muitos pesquisadores, mas também apontaram a falta de preparo dos fiscais para lidar com o material científico.
 
Por fim, todos reconheceram suas limitações e acordaram algumas diretrizes. A Anvisa ficou de estudar um modo de reduzir o tempo de inspeção. A Receita discutiria internamente a criação de espaços aduaneiros especiais para acondicionar o material científico e de canais mais rápidos para processar os produtos importados.
 
Ao Estado, o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, afirmou que os compromissos assumidos pelo governo continuam como prioridades na pauta do governo Dilma. Até citou uma ideia dada por Rehen durante a reunião na Receita. "Queremos escolher um porto e um aeroporto para ser o destino preferencial do material importado", sublinhou Mercadante. "Os fiscais da Receita e da Anvisa serão especialmente treinados e haverá lugares com infraestrutura adequada para armazenar perecíveis ou animais."
 
Marco legal. Vários cientistas ouvidos pelo Estado disseram que o excesso de burocracia permeia as demais atividades cotidianas dos cientistas, não só a importação: dos mecanismos para compra de insumos às autorizações ambientais necessárias para coletar material biológico.
 
"Precisamos de um novo arcabouço legal para a atividade científica", afirma Mario Neto Borges, presidente do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap). Ele acredita que não vale a pena negociar só no varejo de cada órgão fiscalizador estratégias para libertar a pesquisa dos entraves burocráticos. É necessário mudar a legislação que define o modo como a ciência é fiscalizada.
 
Fonte: O Estado de S. Paulo

Foi lançado nesta sexta-feira, 21, o novo programa de parceria entre a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). A iniciativa oferece 120 bolsas de pós-graduação em diferentes modalidades. As inscrições vão até o dia 9 de março.

O programa Capes-Embrapa tem como objetivo estimular e apoiar a realização de projetos conjuntos de pesquisa no país utilizando-se de recursos humanos e de infra-estrutura disponíveis em diferentes instituições de ensino superior e unidades de pesquisa da Embrapa. Serão elegíveis projetos apresentados por pesquisadores atuantes em programa de pós-graduação stricto sensu recomendado pela Capes e associado a grupos de pesquisa da Embrapa.

A infraestrutura e os recursos de custeio para a execução do projeto serão disponibilizados pela Embrapa. A Capes financiará os recursos para o pagamento de bolsas de estudo nas seguintes modalidades: 20 bolsas de mestrado no país, 50 bolsas de doutorado no país com período facultativo no exterior de até seis meses e 50 bolsas de pós-doutorado no país. Cada proposta poderá solicitar até o limite de oito bolsas de estudo.

Os projetos apresentados deverão atender a uma ou mais linhas de apoio descritas no edital. São 39 temas de pesquisa agropecuária a serem apoiadas, em áreas como agroenergia, nanotecnologia e saúde animal.

O programa Capes-Embrapa é coordenado pela Diretoria de Bolsas no País (DPB). A previsão é de que o resultado seja divulgado a partir de maio. Mais informações pelo telefone (61) 2022-6310 ou pelo email [email protected] .

Acesse o edital.

Fonte: Portal CAPES

Ocorreu reunião da diretoria da ANPG na última sexta-feira (21), a partir das 14 horas, no auditório do Museu da República, Rio de Janeiro (RJ), durante as atividades da 7ª Bienal da União Nacional dos Estudantes (UNE). Entre as pautas, a diretoria fez uma atualização das suas opiniões acerca da situação política do país, definiu a realização de uma campanha de valorização das bolsas de pesquisa, e deu início à organização do próximo Conselho Nacional de Associações de Pós-Graduandos (CONAP).

Participaram da reunião cerca de 30 pessoas, entre diretores da ANPG e representantes de APGs, de pelo menos 10 estados diferentes. No sábado (22), as bandeiras da campanha de bolsas definidas pela diretoria já estavam na rua, compondo o mosaico da Culturata da 7ª Bienal da UNE.

Mobilizações

Sobre o primeiro assunto da reunião, houve um rico debate que apontou a importância da ANPG ter se posicionado favoravelmente à candidatura de Dilma Rousseff no segundo turno das eleições. Ao mesmo tempo, discutiu-se a necessidade de se fazer pressão para que as pautas em prol do desenvolvimento do Brasil sejam atendidas.

Neste sentido, foram reforçadas pautas relativas à Educação e Ciência e Tecnologia, tais como a exigência de reposição dos 600 milhões cortados do orçamento da C&T; a garantia de 10% do PIB para a educação; a quebra do veto de 50% do fundo social do pré-sal para a Educação e importância da destinação desta verba também à C&T.

Durante as discussões, as sinalizações de ajuste fiscal e a dificuldade de negociação do salário mínimo de R$ 580,00 foram apontados como elementos que denotam a necessidade de mobilizações. Esses pontos também foram contrastados com o aumento dos salários dos poderes legislativo e executivo, que no menor dos casos chegou a cerca de 60%.

Campanha de bolsas

O segundo ponto tratado na reunião foi a campanha de bolsas da ANPG. Os estudantes discutiram a necessidade de reajuste do valor das bolsas de mestrado e doutorado, que já estão sem reajuste há três anos, como foco da campanha.

A reunião decidiu organizar um abaixo-assinado pela bandeira definida, assim como pautar uma audiência com a presidente Dilma Rousseff, para que os pós-graduandos possam apresentar a sua pauta.

A intenção da ANPG é realizar uma caravana com APGs de todo o país a Brasília no momento dessa audiência com o governo. Os textos do panfleto da campanha e abaixo-assinado serão em breve divulgados na página da ANPG.

A campanha de bolsas é uma luta constante do movimento nacional de pós-graduação. No final de 2010 foi realizada uma ofensiva dos pós-graduandos no Congresso Nacional pautando a valorização das bolsas de pesquisa, com direito à proposta de emenda ao orçamento e articulação com deputados e senadores em favor da pauta.

CONAP

O terceiro ponto da reunião foi a realização do próximo Conselho Nacional de Associações de Pós-Graduandos (CONAP).

Os diretores presentes definiram prioridade de realização no Nordeste (Pernambuco ou Ceará), mas abriram a possibilidade de realizar o CONAP também no Rio Grande do Sul ou em São Paulo. A decisão final caberá à executiva da ANPG. O indicativo de data é 21 a 24 de abril, coincidindo com o feriado do Dia de Tiradentes, em referência à Conjuração Mineira.

Outra decisão é que o Seminário para debater as Organizações Sociais (OS) será realizado de forma casada com o CONAP.

Informes

Foram passados na reunião informes sobre a atuação da ANPG no Conselho Técnico Científico (CTC), que realiza a Avaliação Trienal da CAPES; sobre o acompanhamento da entidade na comissão do Plano Nacional de Pós-Graduação (PNPG); sobre a atuação da entidade nos Conselhos Nacionais de Saúde e de Juventude (CNS e Conjuve). Houve ainda outros informes, como os das atividades das APGs e de outros espaços de atuação da ANPG.

Por fim, foram aprovadas cinco moções, bem como a resolução de que a ANPG defende a quebra do veto da presidência à garantia de 50% do Fundo Social do Pré-Sal para a Educação.


Moções aprovadas

Moção de repúdio ao corte e pela recomposição imediata dos Orçamentos do MCT e do MEC 

Moção em defesa da garantia dos direitos trabalhistas nas Instituições Privadas de Ensino Superior

Moção pelo aperfeiçoamento dos instrumentos de avaliação do ensino superior privado no país

Moção de solidariedade às vítimas das enchentes e de apelo ao poder público

Moção em defesa do auxílio moradia aos médicos residentes


Por Luana Bonone, Diretora de Comunicação da ANPG

Texto atualizado no dia 26 de janeiro para inclusão de duas moções e correção da "moção em defesa da garantia dos direitos trabalhistas…"

Com salários atrasados desde novembro, professores das Faculdades Integradas de São Carlos (Fadisc) não estão divulgando as notas dos alunos. A instituição tem ações trabalhistas que somam mais de R$ 3 milhões em multas. Preocupados com a situação, funcionários e estudantes escreveram uma carta pública com uma série de reivindicações.
 
Segundo os alunos de engenharia de produção e civil, o problema é antigo, mas chegou ao limite. Eles deveriam começar o terceiro ano agora, mas no boletim as notas do semestre passado ainda estão em aberto. “Esse ato já aconteceu outras vezes. Eles não entregam as notas porque não recebem os salários”, disse o estudante Ronaldo Gonçalves da Silva.
 
O problema de Silva é ainda mais delicado porque ele é bolsista. “Bolsista do ProUni não tem condições de se transferir para outra instituição. Ou ele cursa nessa ou aguarda alguma decisão do MEC. Então a gente fica de mãos amarradas”, lamentou.
 
Eles dizem também que são obrigados a pagar as mensalidades em juízo. “Nós já pagamos o mês de janeiro e teremos que pagar fevereiro também. Nós não temos aula. Nós estamos sendo obrigados a pagar por um serviço e não estamos recebendo o mesmo”, ressaltou o estudante Ricardo Buzinari.
 
Uma carta com todas as reivindicações foi feita e seria entregue na terça-feira (18). Eles querem uma resposta da direção. Além disso, já entraram em contato com o MEC.
 
Direitos Trabalhistas
 
Os professores também estão ameaçados e não descartam adiar o início das aulas. “Do ano de 2010, sempre recebemos uma retenção salarial que varia entre 40% e 50%. Isso significa que a gente não recebe o salário totalmente e ainda temos descontado o INSS e também o FGTS, que não é depositado no banco”, explicou o professor Reinaldo César.
 
No Ministério do Trabalho, em São Carlos, as ações contra os donos se acumulam desde 2003. São mais de R$ 3 milhões em multas. “Nós estamos com problemas de não pagamento de salários, não recolhimento de FGTS, de INSS, problemas com férias e outros inúmeros problemas trabalhistas. Quase toda a legislação vem sendo infringida de certa forma”, disse o gerente regional do Trabalho Valério Morillas Júnior.
 
Ainda de acordo com Morillas, novas explicações serão solicitadas. “Uma equipe vai apurar as dívidas da última apuração que ocorreu há mais de um ano. Serão lavradas novas multas que podem chegar a R$ 500 mil. Se houver algum crime tributário, também será encaminhado para a Procuradoria da República”.
 
No final da tarde, a diretora acadêmica da Fadisc, Iara Seneme Ferraz, disse, por telefone, que a faculdade tem problemas financeiros por causa de ações trabalhistas e que, por isso, 38% dos alunos pagam as mensalidades em juízo.
 
A instituição deve entrar com recurso junto ao Tribunal Regional do Trabalho de Campinas. Sobre o atraso no salário dos professores, a diretora afirma que a Fadisc está se esforçando para colocar os pagamentos em dia. A equipe da EPTV tentou contato com o MEC, mas não obteve retorno.
 
Fonte: EPTV