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O ministro Fernando Haddad confirmou nesta terça-feira (18) a nova equipe que vai compor o ministério. Além dos novos nomes, Haddad anunciou novas secretarias e também fusões.

Malvina Tuttman, reitora da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio), assumirá a presidência do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), no lugar de Joaquim Soares Neto, que pediu demissão em dezembro.

O novo titular da Secretaria de Educação Superior (Sesu) é o professor Luiz Cláudio Costa, reitor da Universidade Federal de Viçosa (UFV).

O MEC terá novas secretarias. Uma delas, destinada a cuidar especificamente da questão da regulação dos cursos superiores. O primeiro titular será o professor Luís Fernando Massonetto, da Universidade de São Paulo (USP).

A outra secretaria terá a responsabilidade de intensificar as relações com as redes municipais e estaduais de educação. O comando ficará com o deputado federal Carlos Abicalil (PT-MT).

A nova titular da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad) será a professora Cláudia Dutra, ex-secretária de Educação Especial. A Secretaria de Educação Especial (Seesp) será incorporada à Secad.

Quem fica

Já a Secretaria de Educação a Distância (Seed) será extinta e suas atribuições serão repassadas para a Secretaria de Educação Básica (SEB), cuja titular é Maria do Pilar Lacerda, mantida no cargo.

Permanecem ainda nos cargos Eliezer Pacheco, da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec); Jorge Guimarães, da Coordenação de Aperfeiçoamento do Pessoal de Nível Superior (Capes); Daniel Balaban, do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), e José Henrique Paim Fernandes, da Secretaria-Executiva.

Fonte: Jornal da Ciência, com informações da Assessoria de Comunicação do MEC
 

Conferência em Paris marca lançamento oficial do Ano.
 
O Ano Internacional da Química, organizado pela Unesco e pela União Internacional de Química Pura e Aplicada, celebrará as contribuições vitais da química. Para lançar o Ano, célebres químicos, incluindo vários ganhadores do Prêmio Nobel, participam de conferência nos dias 27 e 28 de janeiro, na sede da Unesco (Paris).
 
Após celebrar o Ano Internacional da Astronomia, em 2009, e o Ano Internacional da Biodiversidade, em 2010, é a vez de promover atividades voltadas para a química.
 
Os objetivos gerais do Ano são: aumentar a valorização e o entendimento públicos sobre química para atender às necessidades do mundo; estimular o interesse dos jovens pela química; gerar entusiasmo pelo futuro criativo da química; celebrar o papel das mulheres na química, ou os principais eventos históricos na química, inclusive os centenários do Prêmio Nobel de Marie Curie, além da fundação da Associação Internacional de Sociedades Químicas.
 
Mais informações podem ser obtidas no site oficial do Ano.
 
Fonte: Jornal da Ciência
Na madrugada do dia 12 de janeiro de 2011, o Brasil perdeu um dos mais importantes cientistas do mundo. O físico teórico Jayme Tiomno morreu, aos 90 anos, no Rio de Janeiro e mais uma vez não vimos sequer uma linha escrita sobre o fato nos grandes veículos de comunicação do país. Concordo que a contratação de um grande craque do futebol para um dos maiores times brasileiros possa ser a primeira página – afinal, o futebol é uma paixão nacional. Uma tragédia como a da região serrana carioca deve ocupar também as chamadas principais. Porém, nem uma nota de rodapé noticiando a perda de um cientista da envergadura de Jayme Tiomno. Isso chega a ser uma indelicadeza, uma falta de respeito com a memória nacional.
 
Por Antônio Arapiraca*
 
O professor Tiomno foi um dos precursores no desenvolvimento da física no país e, juntamente com César Lattes, José Leite Lopes, Marcelo Damy e Mário Schemberg, entre outros, ajudou na formação de uma sólida estrutura de pesquisa. Ele também participou da fundação de instituições como o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF) no Rio de Janeiro. Pouco é divulgado, mas o Brasil conta com uma das mais sólidas escolas em física de partículas do mundo e grandes avanços na área foram protagonizados por pesquisadores brasileiros como Jayme Tiomno. O prestigiado físico norte-americano John Archibald Wheeler declarou certa vez, em 1998: "Eu sempre penso que Tiomno foi um físico pouco reconhecido. Seu trabalho de 1947-1949 sobre captura e decaimento de muons foi pioneiro e mereceria o devido reconhecimento via premiação adequada".
 
Amadorismo, contra-senso e sensacionalismo
 
Estaria Wheeler se referindo à Real Academia de Ciências da Suécia? Sim, em carta escrita ao físico sueco Stig Gunnar Lundqvist, em 6 de fevereiro de 1987, Wheeler recomenda a inclusão de Tiomno na concessão da honraria daquele ano (o Prêmio Nobel de Física). O episódio está relatado em mais detalhes em artigo da Revista Brasileira de Ensino de Física publicado em 2003 pelos físicos José Maria Filardo Bassalo e Olival Freire Júnior, professores das Universidade Federal do Pará e da Universidade Federal da Bahia respectivamente. Neste artigo, intitulado "Wheeler, Tiomno e a física brasileira", os autores passam em revista as relações entre o físico brasileiro e o físico norte-americano, seus trabalhos em parceria e como o regime militar afetou o desenvolvimento desta ciência no país.
 
O reconhecimento de Wheeler não foi suficiente para o comitê do Nobel, mas o impacto dos trabalhos de Tiomno é amplamente reconhecido na literatura especializada da área. Todos os dias no mundo inteiro suas formulações são utilizadas, mesmo que no nosso país pouco se saiba sobre este e tantos outros cientistas.
 
Para mim foi tão espantoso a ausência de qualquer comentário acerca do assunto na grande mídia, que me debrucei teimosamente sobre algumas editorias de ciência. Nenhuma citação sobre a morte do cientista. Em lugar de uma pauta como essa, estampava na chamada principal da editoria de ciência de um "grande" jornal do país: "Cientistas criam frangos que não desenvolvem gripe aviária". Chega a ser patético tamanho amadorismo, contra-senso e sensacionalismo. Acredito eu que o leitor, de qualquer que seja o nível, entenderia que cientistas modificam e não "criam" frangos. Com esse exemplo, talvez até Aldous Huxley, no universo ficcional do seu brilhante Admirável Mundo Novo, com seus ovos bokanovskizados, acharia mise-en-scène, factoide e deselegante a atual cobertura de ciência e tecnologia da mídia nacional.
 
*Antônio Arapiraca é ex-vice-presidente da ANPG.
 
Fonte: Observatório da Imprensa

A Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Paraná será presidida por Paulo Roberto Slud Brofman

 

Professor do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), Brofman disse que se sente honrado em ter recebido o convite para assumir a presidência de um dos principais agentes na atuação da política de ciência e tecnologia do Paraná.

"Este cargo, muito bem conduzido pelo professor Zeferino Perin, trará a mim a responsabilidade imensa de buscar solidificar o que está bom e tentar melhorar e expandir a capacidade operativa da fundação, buscando, na esfera municipal e federal, parcerias que possam disponibilizar mais recursos para ciência e tecnologia paranaense", comentou Brofman.

A posse será no dia 1° de fevereiro, às 11h. O local ainda será definido.
 
Brofman tem 61 anos, é nascido em Curitiba e médico com especialização em cirurgião cardiovascular. Formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) em 1972, fez residência, especialização, mestrado e doutorado na Universidade de São Paulo (USP).

Foi professor visitante da Universidade de Toronto e membro honorário do Instituto de Tecnologia Biomédica da Universidade de Erlangen-Nuremberg-Alemanha. Foi também presidente da Sociedade Paranaense de Cardiologia, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardio-vascular e da Associação Brasileira de Terapia Celular.

Na PUC-PR, além de professor, é coordenador do Núcleo de Tecnologia Celular, pertencente a Rede Nacional de Terapia Celular do Ministério da Saúde. Além disso, é membro do Comitê Científico do Programa Binacional de Terapia Celular Brasil/Argentina e coordenador da Subagenda Nacional de Prioridades de Pesquisa em Saúde na área de Complexo Industrial da Saúde-Biotecnologia da Secretária de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde.

(Assessoria de Comunicação da Seti/PR)

Fonte: Jornal da Ciência

A presidente da ANPG, Elisangela Lizardo, participou do 1º Encontro de Grêmios da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), na mesa “Ciência, Pesquisa e Extensão no Ensino Médio”. O debate contou também com a presença do professor Isaac Roitman (SBPC).
 
A Presidente da ANPG, Elisangela Lizardo, participou neste domingo (16) da mesa “Ciência, Pesquisa e Extensão no Ensino Médio”, que integrou o 1° Encontro de Grêmios da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), que se encerra na terça-feira (18) no Rio de Janeiro.  O presidente da Comissão de Educação da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Isaac Roitman, debateu com Elisangela.

A presidente da ANPG ficou animada com a disposição dos estudantes em debater ciência: "os jovens secundaristas acham que a ciência pode ser bem legal, mas que é necessário fazê-la de forma criativa, com a utilização de laboratórios, de experimentos… o debate foi muito proveitoso, deu para sentiu o interesse dos secundaristas por projetos de iniciação científica e por ciência".

Houve até quem se descobrisse cientista durante o debate, conta Elisangela. Vanderlei é um estudante do Amazonas. Interessado, ele participou do debate e surpreendeu-se com a descoberta de que cientista não é só quem faz experimentos em laboratórios. “O Vanderlei, do Amazonas, por exemplo, se descobriu cientista. Um cientista social. Até então, ele acreditava que só era cientista quem desenvolvia algum trabalho nas áreas de física, química ou biologia”, conta Elisangela.

Os participantes da mesa foram convidados a participar da 63ª Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), a realizar-se em Goiás, e do 3º Salão de Divulgação Científica da ANPG, que ocorre durante essa reunião. O salão é organizado pelas entidades estudantis, ANPG, Ubes e também a União Nacional dos Estudantes (UNE).

 
7ª Bienal da UNE

Durante esta semana, a ANPG continua no Rio de Janeiro, onde organiza sua reunião de diretoria, participa do 4º Diálogo Nacional de Organizações e Movimentos Juvenis (saiba mais aqui ) e organiza a Mostra Científica da Bienal (saiba mais aqui ).

Da redação

O Ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, nomeou o engenheiro eletrônico Glaucius Oliva para ser o novo presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Leia também:

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FAP do Paraná tem novo presidente

Glaucius Oliva é graduado pela Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo (USP), tem mestrado (USP) e doutorado (pela University of London) em Cristalografia. Seus principais interesses de pesquisa estão centrados em biologia estrutural e suas aplicações no planejamento e desenvolvimento de novos fármacos, com particular ênfase em doenças endêmicas brasileiras. Glaucius Oliva é membro titular da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e comendador da Ordem Nacional do Mérito Científico.

Fonte: Portal do MCT
 

Uma primeira radiografia da estrutura da secretaria de Ciência, Inovação e Desenvolvimento Tecnológico, e de seus órgãos vinculados, foi apresentada na segunda-feira ao governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, pelo secretário Cleber Prodanov

No encontro entre Genro e Prodanov, realizado no Palácio Piratini, houve a entrega de propostas de, segundo Prodanov, "curtíssimo, curto, médio e longo prazos" ao governador. Ainda em janeiro, por exemplo, o governo do estado deverá autorizar o lançamento de uma série de editais da Fundação de Amparo à Pesquisa do Rio Grande do Sul (Fapergs), no valor superior a R$ 20 milhões, nas áreas de iniciação científica, bolsas de pesquisa, inovação e fomento à relação universidade/empresa .

Os editais, conforme o secretário, "serão uma boa sinalização com impacto na comunidade científica", movimentando pesquisadores na execução de trabalhos em busca da inovação, com recursos da Fapergs e da própria secretaria.

O norte da política estadual para o setor, disse Prodanov, "é a pesquisa, a inovação e a transferência de tecnologia". Outra prioridade será a de investir na captação de recursos. "Já começamos isso junto à Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e outros órgãos da União", adiantou o secretário.

Prodanov também anunciou a remodelação no lançamento de editais. "Eles serão diferenciados, transversais e articulados com outras secretarias", garantiu.

Por proposta do governador, simultaneamente ao trabalho de reorganização da Secretaria e reposicionamento da sua estrutura em relação à inovação, "serão atacadas questões urgentes relacionadas, por exemplo, à Fapergs e Uergs, assim como se dará grande importância à busca de mais verbas para aplicação nas áreas da pesquisa, inovação e transferência de tecnologia no Rio Grande do Sul".

(Com informações da Assessoria de Comunicação da Fapergs)

 

Fonte: Jornal da Ciência

 

Programa pode ser visto, a partir deste sábado e ao longo da semana, pela TV e pela internet

Divulgar os benefícios da ciência ajuda a estimular vocações e permite a defesa de mais recursos para as pesquisas. Consequentemente, mais desenvolvimento, mais avanços. Mas já há quem conteste o rumo do próprio desenvolvimento baseado nas novas tecnologias.

 Afinal, houve época em que a ciência podia tudo e que tudo seria possível no mundo a partir dos conhecimentos científicos. De repente, o louvado DDT, o pesticida que permitiu o aumento da produção agrícola, revelou-se desastroso para a saúde. Os CFCs dos sprays, geladeiras e ar condicionado começaram a abrir um buraco na camada de ozônio e tiveram de ser retirados de cena.

 Consta que os primeiros e verdadeiros divulgadores da ciência foram os gregos, com sua preocupação de ensinar a arte de pensar e duvidar; valorizando o pensamento como a grande força da vida humana. Repensar e definir o tipo de difusão e educação científica que queremos é o desafio dos convidados do programa.

 
Participantes:

– Maria de Fátima Brito Pereira, socióloga, diretora executiva da Casa da Ciência – o centro cultural de ciência e tecnologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro -, presidente da Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciência.

 – Henrique Lins e Barros, doutor em física e pesquisador titular do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, já foi diretor do Museu de Astronomia e Ciências Afins, outro espaço dedicado à popularização da ciência, é autor de filmes e obras de divulgação científica e integra o Conselho Editorial do Tome Ciência desde os anos 80.
 
– Nelson Maculan Filho, doutor em engenharia de produção, também conselheiro do programa desde o início, já foi reitor da UFRJ, Secretário Nacional de Educação Superior e Secretário de Educação do Estado do Rio de Janeiro.
 
– Rui Cerqueira Silva, doutor em zoologia de vertebrados, é professor titular do Departamento de Ecologia do Instituto de Biologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, com ampla experiência na preparação de professores do ensino médio.
 

Confira os canais que transmitem o "Tome Ciência":

– Rio TV, canal legislativo da Câmara Municipal do Rio de Janeiro (canal 12 da Net Rio), às 24h de sábado e 8h30 de domingo

 – TV Alerj, da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, às 19h de domingo, com reprises às 20h30 de quinta, por satélite (Satélite Brasilsat – B4 at 84° W), pela internet (www.tvalerj.tv) e pelos sistemas a cabo das seguintes cidades do estado: Angra dos Reis (14), Barra Mansa (96), Cabo Frio (96), Campos dos Goytacazes (15), Itaperuna (61), Macaé (15), Niterói (12), Nova Friburgo (97), Petrópolis (95), Resende (96), Rio de Janeiro (12), São Gonçalo (12), Teresópolis (39), Três Rios (96) e Volta Redonda (13)

 – TV Ufam, da Universidade Federal do Amazonas (canal 7 e 27 da Net), às 23h de domingo, com reprises às 19h de segunda e quinta e às 15h de sexta-feira

– TV Assembleia, da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (em Campo Grande pelo canal 9, em Dourados pelo canal 11, em Naviraí pelo canal 44 e internet – www.al.ms.gov.br/tvassembleia, às 20h de sábado, com reprises durante a programação

– TV Câmara, da Câmara Municipal de Angra dos Reis (canal 14 da Net e internet), às 19h de quarta-feira, com reprises durante a programação

 – TV Câmara da Câmara Municipal de Bagé (canal 16 da Net), durante a programação e no horário de 20 h de sexta-feira

 – TV Ales, da Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo (canal 12 da Net), às 9h e 22h de quinta-feira

– TV UFSC, da Universidade Federal de Santa Catarina (canal 15 da Net), às 21h de quinta-feira, com reprises durante a programação

 – TV Unicamp (canal 12), às 21h de quarta-feira, 19h de sexta-feira e 13h de sábado.

– TV Câmara Caxias do Sul, às 12h de sábado, com reprises às 12h de domingo, 16h de segunda a quinta e 20h15 de sexta-feira.

 Além disso, o programa pode ser visto a qualquer hora no site http://www.tomeciencia.com.br

 O programa, apresentado pelo jornalista André Motta Lima, conta com o apoio de pauta das sociedades vinculadas à SBPC, além de um Conselho Editorial de cientistas.

(Informações do site do Tome Ciência)

Fonte: Jornal da Ciência

Mostra conta com apresentação de trabalhos orais e pôsteres de temáticas diversas
 

 A programação da Mostra Científica da 7ª Bienal da UNE, no Rio de Janeiro, foi divulgada.

A Mostra, que teve mais de 300 trabalhos inscritos, apresentará 52 trabalhos orais e 47 pôsteres de pós-graduandos de todo o país. Com seis sessões para cada modalidade de apresentação, a mostra científica terá os seguintes eixos temáticos: “Trabalho”, “Meio Ambiente”, “Diversidade e Cultura”, “Educação”, “Questões de Gênero”, “Memória e História”, “Políticas Públicas”, “Saúde”, “Propriedade Intelectual”, “Mídia e Comunicação” e “Ciência, Tecnologia e Inovação”.

 
Homenagem

O cientista José Marcio Ayres será o homenageado da Mostra Científica. Formado em Ciências Biológicas pela USP, com mestrado em primatologia no INPA (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia) e doutorado na Universidade de Cambridge, Ayres tornou-se notável ao idealizar a criação das reservas de desenvolvimento sustentável Mamirauá e Amanã na Amazônia, sendo um dos precursores do desenvolvimento sustentável no Brasil. Theófilo Rodrigues, coordenador de C&T da Mostra, valoriza a atualidade das idealizações de Ayres.

A ANPG e a participação do pós-graduando

A ANPG estará presente na 7ª Bienal da UNE e a sua presidente, Elisangela Lizardo, participará do debate sobre popularização da Ciência. O físico Ildeu de Castro Moreira, diretor do Departamento de Popularização e Difusão da Ciência e Tecnologia (DEPDI) do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), também participará do debate.

Além da presença na Mostra Científica, a ANPG participará do 4º Diálogo Nacional de Organizações e Mov. Estudantis (saiba mais aqui). Ainda, haverá uma reunião ampliada da diretoria da ANPG, aberta à participação de APGs e pós-graduandos de todo o Brasil, que ocorrerá no dia 21, a partir das 14h. O local da reunião será divulgado segunda-feira (17).

A participação dos pós-graduandos na Mostra é extremamente importante. Para Eleonora Rigotti, coordenadora de áreas da Bienal, ao reunir no evento trabalhos científicos que não necessariamente estão na academia, como trabalhos de não-estudantes que desenvolvem projetos de pesquisa ou extensão, surge a oportunidade de diálogo entre diferentes áreas, permitindo ao pós-graduando “agregar informação e conhecimento para pesquisa que está em curso”. “O evento não é só de arte e cultura, mas também de ciência”, completa Eleonora.

Theófilo Rodrigues concorda com Rigotti: “o ponto alto da Mostra Científica será a riquíssima troca de experiências entre os pós-graduandos de todo o Brasil que acontecerá durante a apresentação dos trabalhos. Na área científica, esta troca de experiências teóricas e metodológicas é muito relevante”, diz. “A importância de mostras científicas como essa se dá pela necessidade cada vez mais urgente de popularizarmos a divulgação científica no país. (…) O interesse há. O que falta agora é oferecer estrutura para que esse interesse encontre de fato ressonância na sociedade. É aí que se localiza a importância da mostra científica”, conclui Theófilo.

Popularização da ciência

Questão bastante tratada por um dos principais cientistas brasileiros da atualidade, Miguel Nicolelis, e pelo novo Ministro de Ciência e Tecnologia, Aloísio Mercadante, a popularização da ciência no Brasil será também tema de debate na 7ª Bienal da UNE. Theófilo é direto: “ou o Brasil concretiza a popularização da ciência através de pesados investimentos e criação de uma nova cultura científica, ou estaremos destinados a sermos colônia para sempre. Soma-se a isso necessidade da política econômica se alterar. Somente com uma política econômica que reduza os juros e o superávit primário é que a indústria brasileira poderá investir em inovação tecnológica. Acredito que esse seja o tema central do debate”, finaliza.


Quando e onde

A mostra acontecerá entre os dias 19 e 22 de janeiro, no Museu da República, na cidade do Rio, e a programação pode ser encontrada aqui.

Com o novo governo, a pasta recebe novos programas e passa a contar também com a gestão das faculdades e universidades estaduais e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp)

Com a posse do novo governo estadual de São Paulo, foi mudada a estrutura administrativa voltada para ciência e tecnologia e ensino superior. A Secretaria de Desenvolvimento, que no último governo era a responsável pelas atividades de C&T, recebeu novas atribuições, teve sua estrutura renovada e ganhou também a denominação de Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia (SDECT).

 
Paralelamente, foi extinta a Secretaria de Ensino Superior, antiga responsável pelas faculdades e universidades estaduais paulistas (USP, Unicamp, Unesp e as Faculdades de Medicina de Marília e São José do Rio Preto). Essas atividades passam agora para a nova estrutura da SDECT.

 
Passam a integrar ainda a estrutura da nova secretaria a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e a Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp), que tem como objetivo ampliar o acesso à educação superior pública, por meio de cursos semipresenciais.

 
A secretaria também apresenta mudanças em sua estrutura básica, com novas coordenadorias. O programa Via Rápida do Emprego, que vai oferecer cursos profissionalizantes de acordo com a vocação econômica das regiões do estado, será gerido pela recém-criada Coordenadoria de Ensino Técnico, Tecnológico e Profissionalizante – responsável pela promoção de políticas públicas voltadas à formação de profissionais de nível técnico e de graduação tecnológica.

 
Em outra frente, caberá à nova Coordenação de Ensino Superior manter o diálogo permanente com a comunidade científica e incentivar ações voltadas ao desenvolvimento do ensino superior no estado, atendendo às necessidades da população e do mercado de trabalho.

 
Já a Coordenação de Empreendedorismo e Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte vai atuar na promoção de iniciativas voltadas ao desenvolvimento do empreendedorismo e à agilização de procedimentos de instalação, regularização e recuperação de micro e pequenas empresas.

 
As Coordenadorias de Desenvolvimento Regional e Territorial e de Ciência e Tecnologia, que já pertenciam à pasta, irão fortalecer suas ações e projetos em andamento, como o Programa de Fomento aos Arranjos Produtivos Locais (APLs) e o Sistema Paulista de Parques Tecnológicos (SPTec), com o objetivo de estimular a inovação, a competitividade das empresas e o desenvolvimento econômico sustentável do Estado.

 
Vinculam-se ainda à secretaria o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), a Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade (Investe São Paulo) e o Centro Paula Souza, autarquia responsável pela administração de Fatecs e Etecs.
 

Confira as alterações nos decretos nº 56.635/2011 e nº 56.636/2011: http://www.desenvolvimento.sp.gov.br/secretaria//files/decretos_56635_e_56636_2011.pdf

(Com informações do Portal da SDECT)

 

Fonte: Jornal da Ciência