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      Ocorrerá, dia 30 de novembro, o I Seminário de Pós-Graduandos da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), das 8h às 18h, no auditório do CCBSIII. O evento visa discutir as perspectivas e avanço na pós-graduação da UFMT, além de reativar a associação de pós-graduandos da instituição.

      O diretor de Relações Institucionais da ANPG, Thiago Lopes Matsushita, e o diretor de Tecnologias da Informação e da Comunicação, Thiago Custódio, participarão do evento, respectivamente nas palestras “Avaliação Trienal da CAPES” e “O papel da ANPG e APGs na política nacional de pós-graduação (PNPG 2011-2020)”.

Veja o convite do evento aqui.

Juliana Cruz, com UFMT

  Leia mais sobre o assunto aqui: Iniciado processo de seleção de novos coordenadores de área da Capes

A ANPG convoca os pós-graduandos a participarem do processo de indicação dos coordenadores de área da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). 

Junto aos colegiados de seus programas de pós-graduação e às pró-reitorias das universidades, os pós-graduandos deverão acompanhar a indicação de três a cinco nomes por área para cada instituição, que cumpram os pré-requisitos estabelecidos. Apenas um dos indicados poderá pertencer a seus quadros, e estão vedadas indicações de profissionais que têm cargo na administração central ou diretorias das instituições, ”salvo casos excepcionais devidamente justificados”.

O mandato dos coordenadores de área é de três anos, sendo possível uma recondução. A escolha dos nomes cabe ao presidente da Capes, que recebe listas tríplices elaboradas pelo Conselho Superior (CS) da agência, para cada uma das 46 áreas. Também serão escolhidos os coordenadores-adjuntos, cujos nomes são indicados pelos coordenadores titulares, com a escolha final cabendo ao presidente da Capes.

O CS da Capes forma as listas tríplices a partir de indicações da comunidade acadêmica (programas de pós-graduação, associações e sociedades científicas). As indicações deverão ser feitas pelo site da Capes: www.capes.gov.br.

As associações de programas de pós-graduação e sociedades científicas também poderão indicar até três nomes por área. Não é possível indicar pesquisadores que exerçam cargos na diretoria ou de representação da própria associação ou sociedade científica.

As indicações podem ser enviadas até dia 26 de novembro, e os currículos dos indicados serão analisados ao longo do mês de dezembro. Calendário anexo à Portaria 207, que disciplina os procedimentos de escolha e foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira, dia 25, prevê a divulgação dos resultados do processo até 10 de março de 2011.

Terminado o período de consulta, a Diretoria de Avaliação da Capes preparará uma lista com todos os indicados que atendem os pré-requisitos e seus respectivos números de indicações. A partir daí, o CS trabalhará em dezembro e em janeiro de 2011 para analisar currículos e formar as listas tríplices para cada uma das 46 áreas.

Leia a íntegra a Portaria 207 em:
http://www.in.gov.br/imprensa/visualiza/index.jsp?jornal=1&pagina=26&data=25/10/2010

Da redação, Juliana Cruz

Na sexta-feira (12), o Tribunal Regional Federal da 5ª Região, no Recife, derrubou a liminar que suspendia o Enem 2010, permitindo assim a liberação do gabarito da prova e também do site que atende os estudantes que foram prejudicados com o cabeçalho invertido.
A ANPG reitera o posicionamento de suas entidades-irmãs União Nacional dos Estudantes (UNE) e União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), que defendem a aplicação de uma prova opcional aos estudantes que se sentiram lesados.

O posicionamento da ANPG, em palavras da sua presidente Elisangela Lizardo: "A ANPG valoriza o Enem enquanto instrumento que representa um acúmulo no sentido da democratização do ensino superior brasileiro e, por isso, reiteramos a opinião da UNE e da UBES, nossas entidades irmãs, de exigir a realização de uma segunda prova para todos os estudantes que se sintam prejudicados”.

“Exigimos ainda retratação do MEC a respeito do tratamento destinado por meio de redes sociais aos estudantes que prestaram a prova e, por fim, pautamos a urgência de medidas incisivas para solucionar os recorrentes problemas na aplicação do exame, especialmente aquelas medidas que digam respeito às empresas contratadas para realizar o processo", completa Elisangela.

O ministro da Educação, Fernando Haddad, prestou esclarecimentos ao Senado Federal nesta terça-feira (16) a respeito dos problemas no Enem 2010. Ao chegar ao Senado, o ministro defendeu que o exame seja aplicado para alunos que se sentiram prejudicados com as falhas registradas, bandeira defendida pela UNE, pela UBES e pela ANPG.

Outra opinião convergente com a pauta das entidades representativas dos estudantes apresentada pelo ministro da Educação é a de realização da prova mais de uma vez ao ano: "o problema, na minha opinião, se resolve com mais de uma edição do exame ao longo do ano, como aliás estava programado para termos neste ano. Isso vai permitir que outras empresas (gráficas) entrem na disputa, e que o Enem tenha, assim, mais parceiros", afirmou Haddad, em resposta a questionamentos feitos por senadores durante a sessão.

A UNE e a Ubes criaram uma central de reclamações para os alunos que se sentiram prejudicados, que podem tanto telefonar para o número (11) 2771 0792  das 9h às 17h em dias úteis quanto enviar e-mails para [email protected].

As entidades também comemoraram a decisão da justiça, que fortalece o Enem, "importante instrumento de democratização da universidade brasileira", nas palavras do presidente da entidade universitária, Augusto Chagas. A UNE, assim como a UBES, defendeu em notas publicadas semana passada a realização de uma segunda prova do Enem opcional, para todos e todas estudantes que se sentiram prejudicados e consideram que o cancelamento do exame prejudicaria a maioria dos estudantes.

Quem concorda com a importância do Enem é o reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Aloísio Teixeira, que garantiu, em entrevista divulgada nesta terça-feira (16), que a universidade manterá 60% das vagas destinadas ao exame. A segunda prova do vestibular da UFRJ ocorre neste domingo (21). Para Aloísio, “é claro que não era para ter havido erro, mas o Enem é um êxito, um passo à frente para a democratização do acesso ao ensino superior”.

A Associação Nacional dos Dirigentes de Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) também lançou nota, em 10 de novembro, afirmando que mantém a confiança no Enem.

 

Juliana Cruz, com informações do Vermelho

Foto: Luana Bonone
Diretora da ANPG em campanha de bolsas realizada na semana da posse da atual gestão, em maio de 2010.

De acordo com a portaria n° 220, de 12 de novembro, publicada no Diário Oficial desta terça-feira (16/11) pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), a vigência da bolsa poderá ser prorrogada por até quatro meses, com extensão da bolsa garantida às parturientes, conforme pauta apresentada pela ANPG ao órgão. A medida vale para todas as modalidades de bolsa. Para a ANPG, próximo passo é a valorização das bolsas, com aumento do número e reajuste do valor.

Para a diretora de mulheres da ANPG, Anne Benevides, “esta é uma grande conquista de todos os pós-graduandos e todas as pós-graduandas brasileiras. Afinal, trata-se de um direito básico que até então era negado pelo Estado”.

A concessão da licença maternidade às bolsistas da Capes, nos moldes do que já ocorria com bolsistas do CNPq, atende a uma reivindicação antiga da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) e foi pauta de recorrentes campanhas realizadas pela entidade.

A presidente da entidade, Elisangela Lizardo, também comemorou a conquista: “é estimulante ver o resultado concreto de uma luta tão cotidiana em termos de direitos para os pós-graduandos. Este é um passo importantíssimo que a Capes dá no sentido da humanização das bolsas, atendendo a demanda apresentada pela ANPG”.

Foto: Luana Bonone
A presidente da ANPG, Elisangela Lizardo e a vice-presidente, Carol Pinho, protocolando documento com reivindicações da entidade endereçado ao presidente da instituição, Jorge Guimarães

 Valorização das bolsas

Coerente com o conjunto de ações desenvolvidas pela ANPG no último período, Elisangela completou: “o próximo passo é a valorização das bolsas, em maior número e com valor reajustado. Temos confiança que a Capes também será sensível a esta importante bandeira para o avanço da pós-graduação no país”.

Dando sequência a esta luta histórica, só nesta gestão foram diversas ações que pressionaram por esta conquista: no 22º Congresso Nacional de Pós-Graduandos, realizado no Rio de Janeiro em abril deste ano, foi aprovada resolução em favor da licença com extensão da bolsa.

Na semana da posse da atual diretoria, foi realizada ainda uma campanha de bolsas que teve duas pautas centrais: a campanha pela aprovação da licença-maternidade pela Capes, e a campanha pelo aumento do número e valor das bolsas da Capes e do CNPq.

Fotos: Arquivo ANPG
Anne (à esq.) pautando a questão das bolsas com o professor Lívio Amaral (à dir.).
Diretores da ANPG em reunião com o ministro da Educação e com o presidente da Capes, no dia da posse.
Elisangela Lizardo e Jorge Guimarães em mesa da 4ª CNCTI.

Audiência com a Capes

A pauta da licença-maternidade foi apresentada pela diretora de mulheres da ANPG, Anne Benevides, ao diretor de avaliação da Capes, Lívio Amaral, que recebeu a diretoria na ocasião. Na ocasião, a ANPG protocolou um documento endereçado ao presidente da Capes cobrando medidas emergenciais à pesquisa no Brasil, dentre as quais a licença-maternidade.

Na mesma semana, a ANPG se reuniu com o Ministro Fernando Haddad e a presidente da entidade, Elisangela Lizardo, apresentou a pauta também neste espaço.

A pauta foi ainda reforçada na Caravana de Ciência, Tecnologia e Inovação da ANPG, realizada entre março e maio de 2010 em todas as regiões do país, e nos materiais das entidades, sempre aparecendo como bandeira urgente na luta pela humanização das bolsas.  E novamente pautada durante a participação da ANPG na 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (CNCTI).

Campanha de humanização das bolsas

A pressão pela edição da portaria foi retomada quando da edição de outro documento, a portaria conjunta n° 001 da Capes e do CNPq, que permitiu acumulação de bolsas com trabalho remunerado. Por consequência do debate acerca desta última portaria, a ANPG lançou uma campanha pela humanização das bolsas, por meio de nota, novamente pautando como questões centrais a licença-maternidade e a bandeira por mais e melhores bolsas.

O fôlego da reivindicação se renovou com a abordagem feita pelos diretores da ANPG ao presidente da Capes, professor Jorge Guimarães, durante a 62ª Reunião Anual da SBPC, realizada em julho, em Natal (RN). Durante o evento da SBPC, a ANPG realizou também o seu 2° Salão Nacional de Divulgação Científica, onde foi massificada a distribuição de material com 10 pontos importantes à pós-graduação no Brasil, dentre os quais a humanização das bolsas, inclusive com direito a licença-maternidade.

Fotos: Arquivo ANPG
Acima, diretoria da ANPG em reunião com a Capes (maio). Abaixo, a diretora Tamara Naiz e a presidente da ANPG com o presidente da Capes.

 

Reivindicação

Após todas essas movimentações, o presidente da Capes, em audiência com a presidente da ANPG, informou que a portaria estava pronta para ser assinada, com a garantia de 4 meses de licença para as parturientes, embora sem remuneração. A ANPG então pautou, imediatamente, a importância de estender também a bolsa, para garantir a mensalidade às futuras mães.

Com a aprovação da portaria, os pós-graduandos podem comemorar uma reivindicação da ANPG atendida, como foi reconhecido pela própria Capes. E, o mais importante, mais uma vitória dos estudantes de pós-graduação consolidada, rumo à conquista da humanização das bolsas, como condição necessária ao desenvolvimento da pesquisa no Brasil de forma democrática e inclusiva.

Da redação, Luana Bonone, diretora de Comunicação da ANPG, com informações do Jornal da Ciência

O professor e pesquisador Isaac Roitman, coordenador do Grupo de Trabalho de Educação, da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), acredita que a ciência é o melhor caminho para se entender o mundo. Para ele, o conhecimento científico é o capital mais importante do mundo civilizado e investir nesse conhecimento irá contribuir para que os seus resultados estejam ao alcance de todos.

“É fundamental que o ensino de ciências seja feito de modo agradável e divertido”, defende Isaac Roitman, que já exerceu atividades como professor e gestor em diversas instituições de ensino e pesquisa. Graduado em odontologia e doutor em ciências (microbiologia), fez pós-doutoramento na Pace University, em Nova Iorque, nos Estados Unidos; Hebrew University, em Jerusalém, Israel; University of Kent at Canterbury, em Canterbury, no Reino Unido; e na University of Sussex, em Brighton, também no Reino Unido.

Membro Titular da Academia Brasileira de Ciência, foi diretor de Avaliação da Capes/MEC; assessor da Presidência do CNPq e presidente da Comissão Nacional de Avaliação de Iniciação Científica (Conaic/CNPq). Também foi diretor do Centro de Biociências e Biotecnologia da Universidade Estadual do Norte Fluminense; reitor, pró-reitor acadêmico e diretor de Pesquisa e Pós-Graduação da Universidade de Mogi das Cruzes; e professor titular e decano de Pesquisa e Pós-Graduação da Universidade de Brasília, entre outras funções. Exerce, atualmente, a função de coordenador de Comunicação Institucional da UnB.

Jornal do Professor – Qual é a importância da ciência e tecnologia na escola?

Isaac Roitman – A educação científica em conjunto com a alfabetização das letras e dos números são os três pilares de uma educação de qualidade. A ciência é o melhor caminho para se entender o mundo. O conhecimento científico é o capital mais importante do mundo civilizado. A educação científica desenvolve habilidades, define conceitos e conhecimentos, estimulando a criança a observar, questionar, investigar e entender de maneira lógica os seres vivos, o meio em que vivem e os eventos do dia a dia. Além disso, estimula a curiosidade e imaginação e o entendimento do processo de construção do conhecimento. Investir no conhecimento científico contribuirá para que os seus resultados estejam ao alcance de todos. É fundamental para que a sociedade possa compreender a importância da ciência no cotidiano. Ela também representa o primeiro degrau da formação de recursos humanos para as atividades de pesquisa científica e tecnológica. É preciso considerar que o analfabetismo científico aumentará as desigualdades, marginalizando do mercado de trabalho as maiorias que hoje já são excluídas.

JP – Como despertar o interesse das crianças e jovens pela ciência e tecnologia?

IR – No Brasil, com mais de 60 milhões de estudantes, ainda falta muito que fazer para que a educação científica tenha seu merecido destaque no currículo escolar. O desafio é criar um sistema educacional que explore a curiosidade das crianças e mantenha a sua motivação para aprender através da vida. As escolas precisam se constituir em ambientes estimulantes. Experiências recentes têm estimulado o interesse das crianças e jovens pela ciência e tecnologia. Um deles é o Projeto Mão na Massa, introduzido no Brasil pela Academia Brasileira de Ciências. Esse projeto faz uso de atividades experimentais, estimulando o desenvolvimento da linguagem oral e escrita e investindo na formação de docentes. Outra experiência de sucesso está sendo conduzida em Natal, Macaíba (RN) e Serrinha (BA). As crianças frequentam uma escola de ciências nos horários opostos ao horário escolar formal. Os ambientes de aprendizagem (laboratórios, oficinas, etc.) são desenhados e equipados especialmente para despertar o interesse pela ciência nos estudantes do ensino fundamenal.

JP – Qual a melhor forma para os estudantes aprenderem conteúdos de Ciência e Tecnologia?

IR – A célebre frase de Paulo Freire: “A leitura do mundo precede a leitura da palavra” aponta a importância da educação científica para as crianças que, de posse de um conjunto de conhecimentos, facilitam a realização da leitura do mundo onde vivem. A visão do mundo é construída a partir da infância, na família, e tem o seu ponto de inflexão na escola. Já há cerca de 800 anos Roger Bacon em seu Opus Maius – tratado sobre ciências –, dizia: “Sem um experimento nada pode ser conhecido adequadamente. Um argumento prova sob o ponto de vista teórico, mas não leva a necessária certeza para remover todas às dúvidas”. Diante das novas necessidades da educação em ciências no século XXI, a escola deve ser percebida como tendo um potencial riquíssimo de encontro humano, desperdiçado pela repetição secular de uma pedagogia tradicional. Através de uma nova educação científica no ensino fundamental poderemos mudar esse nível de ensino, preparando jovens que não vão aceitar um ensino médio ou superior de baixa qualidade. Nessa nova pedagogia, a experimentação deverá ser o principal instrumento de estímulo e da aprendizagem da ciência. Os recursos modernos de comunicação através de mídias digitais – vídeos, interação via TV digital e internet, etc – deverão ter um papel importante no ensino de ciências para nossos jovens.

JP – Qual a contribuição da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia na difusão e popularização da ciência no Brasil?

IR – A institucionalização da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) pode ser considerada como uma das mais importantes iniciativas desta década para a difusão e popularização da ciência no Brasil. A cada ano, essa semana consegue a adesão de um número maior de entidades. O balanço da edição de 2009 relata 24.972 atividades, desenvolvidas por 718 instituições em 472 municípios. Durante essa semana, as instituições de ensino e os institutos de pesquisas abrem as suas portas a toda a população, quebrando os muros de isolamento entre a ciência e a sociedade. A SNCT certamente estimulará atividades de divulgação científica durante todo o ano.

JP – De que forma a Academia pode contribuir para a disseminação de conhecimentos científicos entre professores do ensino básico e a população em geral?

IR – A comunidade acadêmica sempre reconheceu a importância da educação científica e muito tem feito para colaborar, no sentido de que sejam ampliadas as oportunidades para a formação e treinamento nessa área. Um exemplo que se destaca são as reuniões anuais da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, que introduziu há vários anos a SBPC Jovem com ampla participação de estudantes e professores do ensino básico. Outras sociedades como a Sociedade Brasileira de Física, a Sociedade Brasileira de Química e a Sociedade Brasileira de Genética introduziram atividades relacionadas ao ensino de ciências. Em adição, a Associação Brasileira para Pesquisa em Ensino de Ciências e a Sociedade Brasileira para o Ensino da Biologia reúnem centenas de professores do ensino fundamental, médio e superior para discutir problemas, apresentar trabalhos e atualizar informações.

A preocupação de formação de recursos humanos em nível de pós-graduação para o ensino de ciências e matemática mostra o comprometimento da comunidade acadêmica com o ensino de ciências e matemática. Atualmente existem 58 cursos de pós-graduação de ensino de ciências e matemática com a seguinte distribuição: 26 mestrados profissionais, 23 mestrados acadêmicos e nove doutorados. A Academia tem participado ativamente de uma série de atividades importantes no ensino e na difusão da ciência e tecnologia, tais como: clubes de ciência, feiras de ciências, olimpíadas, museus e outros espaços de aprendizagem.

JP – É importante que os professores participem de cursos ou oficinas para reciclagem de conhecimentos ou aprendizado de novas técnicas para o ensino de disciplinas das áreas de ciência e tecnologia?

IR – Infelizmente, os professores de ensino básico durante a sua formação não tiveram a oportunidade de ter um preparo adequado para o ensino de ciências. É importante que, na formação dos futuros professores, os mesmos tenham um preparo tanto sob a dimensão de conteúdo como de pedagogia e metodologia contemporâneas. É fundamental que os professores que já estão atuando no ensino básico tenham a oportunidade de incorporar as informações do desenvolvimento científico e tecnológico e tenham treinamento, principalmente no que se refere às atividades de experimentação. É importante, também, estimular e proporcionar condições para que os professores participem de congressos e eventos relacionados com a ciência e tecnologia.

JP – É possível ensinar ciências de modo fácil e divertido? Que conselhos o senhor daria aos professores?

IR – É fundamental que o ensino de ciências seja feito de modo agradável e divertido. Os professores deveriam ter em mente que o ensino de ciências deva ser prazeroso. Há alguns meses o Presidente Lula visitou a escola de ciências de Natal, mencionada anteriormente. Nessa ocasião, perguntou a uma estudante de dez anos o seguinte: “Você gosta dessa escola de ciências?”. A aluna respondeu: “Isso não é escola de ciências, isso é um parque de diversões”. A resposta é auto-explicativa.

JP – O senhor poderia destacar experiências do passado que são importantes na educação científica do Brasil?

IR – Há 60 anos, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) implantou o Programa de Iniciação Científica, que permitia ao estudante universitário de graduação a vivência em um ambiente científico. Hoje esse programa tem a participação de cerca de 80 mil estudantes universitários em todo o Brasil, sendo que aproximadamente 40 mil são contemplados com bolsas. Em 2003 o CNPq lançou o Programa de Iniciação Científica Junior, nos moldes do programa já existente, que permite o treinamento científico de estudantes do ensino médio e profissional. Esse programa tem atualmente oito mil bolsistas. Recentemente, o CNPq lançou o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (PIBIT), que conta atualmente com três mil bolsas.

Outra experiência que merece destaque é a da implantação de um projeto voltado ao ensino de ciências, pela Fundação Brasileira para o Desenvolvimento de Ensino de Ciência (Funbec). Além da produção de material didático para o ensino da ciência, a Funbec produzia também equipamentos médico-eletrônicos. O lucro da venda desses equipamentos era revertido para a produção de material para o ensino da ciência. Essa iniciativa floresceu na década de 70, com a introdução de laboratórios portáteis de física, química e biologia, e da coleção Cientistas com parceria da editora Abril, que consistia de 50 kits contendo a biografia do cientista, um manual de instrução e material para a realização de experimentos. Nos anos em que o projeto sobreviveu foram vendidos cerca de três milhões de kits. A partir de 1980 as atividades foram gradativamente reduzidas. O último suspiro do empreendimento foi à criação da Revista de Ensino de Ciências, hoje extinta. Recentemente, uma iniciativa tenta reabilitar o projeto que teria um novo nome: Aventuras na Ciência.

Outra iniciativa que foi implantada há mais de 20 anos e continua até o presente é o Programa de Vocações Científicas (Provoc) do Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz) que tem estimulado vocações na área biomédica, em centenas de jovens.

 

Fonte: Portal do Professor

O I Fórum Estadual de Professores de Sociologia do Rio de Janeiro ocorre nos dias 12 e 13 deste mês, no Instituto Superior de Educação do Rio de Janeiro (ISERJ).

O evento busca fortalecer não só o intercâmbio entre os professores de Sociologia, mas também seus vínculos com instituições de ensino de todo o estado, refletir sobre o programa e a metodologia da disciplina no Ensino Médio e apresentar  propostas e sugestões para uma política de ensino da sociologia no estado do Rio de Janeiro.
        
O fórum visa também discutir e analisar os resultados da lei sancionada em 2008, que torna obrigatório o ensino de Sociologia e Filosofia em instituições de Ensino Médio de todo o país. Como exemplo, se discutirá o impacto que a lei causou na demanda por profissionais da área, além do próprio sentido da Sociologia como disciplina, etc.

As inscrições podem ser feitas pelo e-mail [email protected], onde deve-se informar o nome completo, telefone para contato e vínculo institucional.   

Veja abaixo a programação do Fórum.

Da Redação, com SINDSERJ

A 1ª Conferência do Desenvolvimento (Code) ocorrerá de 24 a 26 de novembro na Esplanada dos Ministérios, realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Com convocação especial feita às entidades dos movimentos sociais e a setores da universidade brasileira, a conferência tem entrada franca e o formulário de inscrição está disponível no sítio da Code. As inscrições vão até esta sexta-feira (12).

O foco da mobilização para a Conferência são movimentos sociais e setores da universidade, no sentido de criar um espaço nacional de debates. A importância da participação dos pós-graduandos e dos demais setores interessados no desenvolvimento nacional se reforça pelo momento que o país vive: a transição entre governos é um momento propício para o debate sobre os rumos do desenvolvimento do país.

A Conferência do Desenvolvimento se consolida, portanto, como um espaço privilegiado de demarcação e disputa política em torno dos rumos do desenvolvimento nacional, mas também da participação da formulação de políticas públicas por parte do Governo Federal, que encontra-se em  fase de transição.

Durante os três dias, serão nove painéis temáticos sobre o desenvolvimento, 88 oficinas do desenvolvimento e 50 lançamentos de livros. São esperados mais de 200 palestrantes e debatedores. O presidente Lula participará da abertura da Conferência e a presidente eleita, Dilma, do seu encerramento.

As exposições serão norteadas pelos sete eixos temáticos do desenvolvimento definidos pelo Ipea: inserção internacional soberana; macroeconomia para o desenvolvimento; fortalecimento do Estado, das instituições e da democracia; estrutura tecnoprodutiva integrada e regionalmente articulada; infraestrutura econômica, social e urbana; proteção social, garantia de direitos e geração de oportunidades; e sustentabilidade ambiental.

Sem delegados, com muito debate

Diferente das cerca de 70 conferências realizadas durante os dois governos Lula, não haverá processo para a escolha de delegados. O objetivo da Code é criar um espaço nacional de debates no coração do Brasil, no momento em que o país volta a discutir planejamento e estratégias de desenvolvimento. Para isso, a conferência terá vídeos, apresentações de livros, instalações, projeções, oficinas e palestras. Desta forma, apresenta-se como espaço privilegiado de demarcação e disputa política em torno dos rumos do desenvolvimento nacional.

Aberta a toda a sociedade, a conferência será realizada no canteiro central da Esplanada dos Ministérios, em frente à Catedral de Brasília. Estarão presentes conselheiros de orientação do Ipea, diretores e técnicos de planejamento e pesquisa do Instituto, além de acadêmicos, representantes de entidades dos movimentos sociais e autoridades de todas as regiões do país. O Ipea não arcará com despesas de transporte, alojamento e alimentação, que ficarão a cargo do público.

As inscrições para a Conferência sobre Desenvolvimento vão somente até dia 12 de novembro. Ela tem entrada franca e o formulário de inscrição está disponível no sítio da Code. 

Por Luana Bonone, Diretora de Comunicação da ANPG, com informações do Ipea e do Diap

Teve inicio nesta segunda-feira, dia 8 de novembro, o I Salão de Pós-Graduação da UFRGS. O evento, que tem como finalidade debater a pós-graduação na UFRGS, é organizado pela Associação de Pós-Graduandos da UFRGS com apoio da própria universidade.

Na mesa de abertura, além da Presidente da APG, Gabriele Gotllieb, estavam o Pró-Reitor de Pós-Graduação, Aldo Lucion, e o Pró-Reitor de Pesquisa, João Schmidt. Todos ressaltaram a importância desta iniciativa pioneira de debater a pós-graduação na instituição e a inciativa da APG refundada após anos de inatividade.

Na primeira mesa de discussões do salão, esteve em pauta o Plano de Pós-Graduação da UFRGS (foto). Mediado pelo Diretor da APG, Mauricio Scherer, a mesa contou com as participações de Aldo Lucion, Pró-Reitor de Pós-Graduação, João Schmidt, Pró-Reitor de Pesquisa e Fábio Kessler Dal’Oglio, Coordenador do PPG em Desenvolvimento Rural da UFRGS.

Inspirados pelo novo Plano Nacional de Pós-Graduação, a intenção do debate era estimular a reflexão sobre um plano de pós-graduação da própria instituição. Entre os temas mais discutidos estavam a avaliação da CAPES e as questões relativas ao financiamento das pesquisas e das atividades de extensão nas atividades de pós-graduação.

O evento está sendo realizado na UFRGS entre os dias 8 e 12 de novembro e conta com mais de 85 trabalhos de pesquisa em pós-graduação escritos, e diversas oficinas e reuniões de áreas distribuídas nos três turnos. A noite, continuam a ser realizadas discussões relativas a pós-graduação em geral, e na UFRGS em específico; Nesta terça, a discussão versa sobre os direitos dos pós-graduandos.

 

Fonte: APG – UFRGS
 

Estão abertas as inscrições de trabalho científico e artístico para a 7ª Bienal da UNE, que ocorrerá entre os dias 18 e 23 de janeiro de 2011, no Rio de Janeiro, para o qual são esperados cerca de dez mil estudantes do Brasil e da América Latina. O término do período de inscrição é dia 30 de novembro.

Eleonora Rigotti, coordenadora de áreas da Bienal, afirma que é importante a participação do pós-graduando porque, ao reunir no evento trabalhos científicos que não necessariamente estão na academia, como trabalhos de não-estudantes que desenvolvem projetos de pesquisa ou extensão, surge a oportunidade de diálogo entre diferentes áreas, permitindo ao pós-graduando “agregar informação e conhecimento para pesquisa que está em curso”. “O evento não é só de arte e cultura, mas também de ciência”, completa Eleonora.

Já Fellipe Redó, diretor de cultura da UNE e coordenador geral do evento, conta que a bienal “é um espaço de dar visibilidade a essa produção jovem e acadêmica que está ocorrendo nas universidades, de possibilitar o diálogo e interação com outros trabalhos acadêmicos, e com isso buscar uma Ciência e Tecnologia mais avançada para o nosso país e nosso povo”.

A ANPG

 “A ANPG se insere nos contextos do movimento estudantil e do movimento acadêmico brasileiro, e cumpre a tarefa de buscar essa produção e assim garantir um grau maior tanto de qualidade dos trabalhos a serem apresentados quanto de interação com o meio acadêmico que está despontando nas universidades”, afirma Redó. Ele destaca, ainda, importância da participação da ANPG, “não só na mostra de ciência e tecnologia, mas em outros momentos da bienal, como os grandes debates temáticos, oficinas, num momento de incentivo a uma cultura mais diversa.”

Inscrições

Os trabalhos podem ser nas áreas de Artes Integradas, Música, Artes Cênicas, Artes Visuais, Audiovisual, Literatura, C&T, Mostra CUCA e Atividades Autogestionadas.

As inscrições podem ser feitas pela internet, sem custo, por meio do preenchimento do formulário disponível AQUI.  O resultado será divulgado no blog da 7ª Bienal no dia 06 de dezembro de 2010.

Em relação aos trabalhos de Ciência e Tecnologia, serão selecionados para Mostra no máximo 200 trabalhos na modalidade oral e cinquenta pôsteres. Os trabalhos orais serão apresentados em grupos multidiscipinares e cada autor terá 20 minutos para sua explanação. É obrigatório que os próprios autores apresentem seus trabalhos.

AQUI, o link para inscrições. Para inscrever-se, é necessário o título do trabalho, os nomes dos autores e instituições de vínculo, introdução, metodologia, resultados e conclusão dos trabalhos, bem como o nome da instituição de fomento/apoio e dados sobre os integrantes do grupo.

O regulamento das mostras pode ser encontrado aqui.

Já as atividades autogestionadas podem ser oficinas, seminários, conferências, etc. e são espaços de intercâmbio, reflexão e elaboração de visões sobre a arte e a cultura em geral. Nelas, os proponentes tem inteira responsabilidade na definição de seu formato e outras necessidades, sendo que a coordenação da 7ª Bienal fornecerá apenas a infraestrutura básica, como por exemplo o local para realizar a atividade, e a divulgação na programação do evento.

A Bienal

A partir de um qualificado rol de convidados e mesas-redondas, grandes atrações culturais, assim como da transversalidade de linguagens como música, cinema, teatro, arte digital, literatura e artes visuais, a 7ª Bienal da UNE se consolida como o principal instrumento para o mapeamento e difusão da cultura produzida por estudantes de todo o Brasil.

Da redação, com UNE.
 

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, enfatizou nesta sexta-feira, 5 de novembro, a necessidade das inovações tecnológicas promovidas pela indústria brasileira valorizarem a sustentabilidade ambiental. Após participar de reunião com empresários da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), no escritório da Confederação Nacional da Indústria (CNI) em São Paulo,  afirmou que esse será um grande diferencial competitivo do produto brasileiro em relação à maioria dos países concorrentes.

“A inovação deveria ter um viés pró-exportação e valorizar um ingrediente brasileiro diferenciado, que é a sustentabilidade. O Brasil tem matriz energética limpa, novas formas de energia e capacidade de desenvolver produtos com certificação verde, ambiental”, avaliou Coutinho. “Precisamos tirar proveito também de inovação com sustentabilidade ambiental e ter competência em comunicar isso para o mundo”, completou.

O presidente do BNDES afirmou que dobrar o investimento privado em inovação é um enorme desafio e deve ser encarado como grande prioridade do desenvolvimento do país. “A inovação é necessária para a competitividade e  aumento da presença do Brasil nos mercados globais em que temos vantagens”, enfatizou.

A duplicação do investimento privado em inovação é a principal meta da MEI, movimento de incentivo à inovação liderado pela CNI, lançado há dois anos. De acordo com a Pesquisa de Inovação Tecnológica (Pintec) divulgada semana passada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 38,6% das empresas industriais praticam inovação, seja em produtos, seja em processos.


Articulação

O aumento dessa taxa, de acordo com o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, passa pela articulação que a MEI tem feito com o próprio BNDES, ministérios de Ciência e Tecnologia e Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. “A MEI tem feito essa articulação para aumentar o investimento, que hoje chega a 1% do PIB apenas se somados os investimentos públicos e privados. Esperamos que isso possa aumentar muito, principalmente entre as pequenas e médias empresas”, afirmou Andrade.

Ressaltou ter sido a partir da articulação da MEI que o governo lançou, nesta sexta-feira, na CNI, a Sala de Inovação, que reunirá os órgãos federais da área de inovação num único lugar. “A Sala de Inovação vai facilitar o andamento dos projetos, que às vezes se perdem na burocracia, indo e vindo em ministérios. É uma solução prática”, definiu Robson Braga de Andrade.

Lembrou que depois do lançamento da MEI a parceria com o governo aumentou bastante. “Nos últimos meses tivemos muitos avanços. O presidente Lula aprovou R$ 500 milhões num edital voltado para a inovação e o desenvolvimento tecnológico e fizemos um convênio com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, o Sebrae, que está colocando R$ 25 milhões, e a CNI outros R$ 25 milhões, para a criação de 27 núcleos  estaduais de inovação que vão auxiliar as pequenas e médias empresas a inovar”, relatou.

Assegurou que a interlocução continuará com o próximo governo. “Teremos no início de dezembro uma reunião para trabalhar essa agenda com o novo governo”, informou o presidente da CNI.

Fonte: Agência CNI