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Por Antônio Arapiraca*

Como de costume, causou bastante furor na mídia internacional o anúncio dos laureados com o prêmio Nobel de 2010. Na Física, os ganhadores foram André Geim e Konstantin Novoselov, da Universidade de Manchester, na Inglaterra. Eles coordenam uma pesquisa com um novo tipo de material chamado grafeno – uma forma de carbono muito fina – que pode substituir o silício no processo de fabricação de chips de computadores. O grafeno chega a ser cerca de 200 vezes mais forte do que o aço estrutural e tem excelente comportamento como condutor.

Acredito que este seja um momento para debater a questão da ciência, da tecnologia e da inovação no mundo. Em se tratando do Brasil, parece que a forma em que vem sendo discutido o processo eleitoral tem abafado qualquer outro debate. Um rápido olhar na mídia mostra que a pauta sobre o Nobel no país não vem tendo a mesma relevância dada pela mídia internacional.

A concessão de um Nobel seria um ótimo momento para explorar nos meios de comunicação os extraordinários avanços que o país obteve na seara científica e tecnológica nas últimas décadas. Hoje, o Brasil conta com uma ciência em franca ascensão e a produz num nível comparável ao dos grandes centros científicos do mundo. E no tema do qual trata o Nobel 2010 o país já tem especialistas em grande quantidade.

Nova fonte de radiação foi pouco divulgada

Um bom exemplo disto é o do físico Daniel Cunha Elias, que realiza pesquisas no laboratório da dupla laureada, em Manchester. Elias publicou entre 2008 e 2009 dois artigos (1,2) sobre suas descobertas experimentais relacionadas ao grafeno em parceria com os ganhadores do Nobel em duas das mais prestigiosas revistas científicas do mundo. Mas, ao contrário do que muitos poderiam pensar, o cientista não é um destes pesquisadores brasileiros que tiveram suas formações no exterior. Ele concluiu em 2009 o doutorado no Departamento de Física da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), orientado pelo professor Elmo Salomão, um experimentado pesquisador brasileiro na área. Ou seja, o cientista teve toda sua formação feita no país, com alguns estágios no exterior e foi nessa fase que começou a colaboração com Geim e Novoselov.

Vale ressaltar que o Departamento de Física da UFMG é um reconhecido centro de excelência internacional na pesquisa em física e engenharia de materiais. Neste departamento existem diversos pesquisadores que dominam as técnicas de produção de dispositivos semicondutores, que servem de base para a construção de chips de computador. Estes chips são a pedra angular da microeletrônica e alteraram de forma marcante o nosso modo de vida.

Podemos citar também o Laboratório Nacional de luz Síncrotron (LNLS), em Campinas/SP, que é um grande acelerador de elétrons que permite que radiação eletromagnética possa fazer investigação da estrutura molecular dos mais diversos tipos de materiais, o que traz o desenvolvimento de novas tecnologias, como por exemplo, fármacos inteligentes que ajudariam com mais eficiência no tratamento de diversas enfermidades. Ainda sobre LNLS, é de causar estranheza que o anúncio da construção de uma nova fonte de radiação, maior e mais potente, tenha sido pouco alardeada. Esta nova fonte síncrotron, com 3 GeV de capacidade energética, é equivalente às fontes Alba (Espanha) e Diamond (Reino Unido), e é superior à fonte Soleil (França), que conta com 2,75 GeV. Não é preciso ser um expert em análise política internacional para perceber que a construção de um equipamento deste tipo consolida o país como potência detentora de uma bem sucedida engenharia de aceleradores. Os esforços empreendidos internacionalmente na construção dessas facilidades para investigações científicas e industriais poderiam ser um indicativo da necessidade de maior atenção da mídia nacional?

Expansão da rede de educação tecnológica

Além disto, o papel destacado do Brasil neste contexto tecnocientífico tem chegado aos editorias das publicações especializadas, como é o caso de editorial de 15 de julho de 2010 da publicação inglesa Nature, intitulado "Brazil’s biotech boom". Neste editoral a Nature analisa a biotecnologia no Brasil e passa em revista os impressionantes avanços conquistados em 10 anos de investimentos massivos nesta área. A Nature deixa subjacente que um país com um dos maiores biomas do mundo tem muito a acrescentar nesse contexto e complementa dando destaque à pesquisa coordenada por instituições brasileiras que levou ao sequenciamento do DNA da Xyllela Fastidiosa que é uma bactéria que acomete plantações de cítricos, como a laranja.

Não se trata aqui de negarmos a importância do papel das eleições como forma de consolidação da democracia no país, mas reafirmar a necessidade de os meios de comunicação com maior visibilidade adotarem uma agenda que promova, a um patamar de destaque, pautas como estas sobre o atual estágio de desenvolvimento nacional, notadamente o verificado na última década. Talvez um pouco mais de espaço para discutir a participação brasileira no cenário científico e tecnológico internacional fosse mais benéfico para a nação. Talvez informar a população que um país que tem microeletrônica, biotecnologia e engenharia de aceleradores, como no caso do LNLS, é um país forte, é um país que se impõe no cenário internacional e que é bem visto nas negociações geopolíticas, se gabaritando a conquistar novos horizontes.

Gostaria de deixar claro que esses foram apenas três exemplos da grande rede tecnocientífica que existe no país hoje. Um exame mais acurado, para além do campo visual do autor deste artigo, vai mostrar que muitos passos, além dos já citados, foram dados na consolidação da hegemonia brasileira no cenário mundial da tecnologia. É evidente que essas são tarefas hercúleas, sobretudo quando falamos no diálogo com a indústria e na formação de quadros para alimentar todo o sistema. Inclusive, uma preocupação recente com a formação de recursos humanos altamente especializados técnica e culturalmente vem justificando a expressiva expansão da rede de educação tecnológica do país.

Mas, informar a população disto tudo, sobretudo a juventude, é crucial, pois é preciso deixar claro que investimentos deste tipo são uma parte do esforço para ajudar o país a ter mais inclusão social.

 

Fontes: Observatório da Imprensa e Blog pessoal de Antônio Arapiraca

 

* Antônio F. C. Arapiraca é Professor do Ensino Básico, Técnico e TecnológicoCEFET – MG e Douturando em Física pela UFMG.

Crédito: G1
Reitores das sete universidades se reúnem em Lavras, em 03/08/10

Mais uma etapa para a criação da Superuniversidade do Sul-Sudeste de Minas Gerais foi finalizada. O Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) unificado para a viabilização de um consórcio entre sete instituições federais do estado será entregue ao ministro da Educação, Fernando Haddad, em 15 de outubro, para avaliação das propostas. Nas próximas semanas, as universidades de Alfenas (Unifal), Itajubá (Unifei), Juiz de Fora (UFJF), Lavras (Ufla), São João del-Rei (UFSJ), Ouro Preto (Ufop) e Viçosa (UFV) apresentarão a proposta aos conselhos superiores das instituições, para apreciação e possíveis alterações, e à comunidade acadêmica, que será ouvida. A fusão, inédita no Brasil, viabilizará, além da integração acadêmica nos campos de ensino, pesquisa e extensão, formas mais eficientes e eficazes para o uso racional de recursos, parcerias para o desenvolvimento e troca de tecnologias, atuação em áreas estratégicas e ainda a discussão de soluções para os problemas sociais da região e do país.

O plano que será apresentado ao MEC também sugere a criação do projeto de lei que viabilizará legalmente a criação do consórcio entre as universidades. Atualmente, não há amparo legal para a criação da superuniversidade, já que a medida que regulamenta os consórcios no país não contempla estabelecimentos de ensino superior. Caso a lei seja aprovada, novas unificações poderão ser aprovadas em todo o Brasil. O ministério ainda trabalha para formatar juridicamente a proposta de criação do consórcio. O documento entregue pelos reitores poderá acelerar esse processo.

No entanto, mesmo antes que o projeto de lei seja aprovado, a criação da superuniversidade segue seu curso. O grupo vai elaborar um contrato entre as sete instituições para que, em 2011, algumas ações já possam ser desenvolvidas em conjunto. "Quando o projeto final for aprovado, o primeiro passo será assinar contratos indivuduais para as ações integradas. Será assim até que tenhamos amparo legal para o consórcio", explica José Luiz Rezende, vice-reitor da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Mesmo com a indefinição, o grupo está otimista com a aprovação legal do consórcio. "Acreditamos que a proposta possa ser aprovada logo. Contamos com apoio do MEC e aqueles que participam do projeto têm apostado no impacto positivo que a superuniversidade trará para o ensino", explica Luiz Cláudio Costa, retior da UFV.

Superiniciativa

Quando concretizada, a superuniversidade contará com 90 mil alunos, 15,6 mil vagas abertas a cada vestibular, 4,1 mil professores, 273 cursos de graduação e 179 programas de mestrado e doutorado espalhados por 17 cidades mineiras. O projeto prevê a autonomia das instituições, mas propõe um único plano de desenvolvimento institucional e a unificação dos métodos de avaliação. Por enquanto, os vestibulares não serão integrados. A captação de recursos ficará mais simples, o que resultaria na contratação de professores, construção de laboratórios, além de facilitar a troca de equipamentos e tecnologias e a integração dos programas de ensino, pesquisa e extensão.

Minas Gerais é o estado brasileiro com o maior número de universidades federais. Na avaliação dos reitores, a integração das que estão distribuídas em algumas regiões estratégicas se tornaria necessária como forma de evitar a duplicação de meios para fins idênticos ou equivalentes e ainda, para o fortalecimento, por meio da integração, que possibilite atender com mais segurança às necessidades regionais, estaduais e nacionais.

Propostas
 

Implementação de políticas de integração e complementaridade de ações acadêmicas e administrativas visando o fortalecimento do ensino nas universidades parceiras; Criação de novos grupos de pesquisa em áreas com falta de profissionais, como nanotecnologia, biotecnologia e estudo de fitoterápicos; Incentivo à mobilidade estudantil por meio de bolsas de estudo e investimento direcionado para alunos que fazem transferência de município; Investimento em especialização de docentes e funcionários em unidades vizinhas; Aplicação dos mesmos parâmetros de avaliação para ingresso dos alunos na universidade; Realização de pesquisas estratégicas para o desenvolvimento sustentável e social; Promoção de práticas para desenvolvimento de tecnologias e conhecimento; Implementação de políticas integradas de gestão de pessoas; Promoção de ações integradas de graduação e de pós-graduação; Desenvolvimento de integradas de impacto social; Promoção de políticas de assistência estudantil voltadas para inclusão e permanência discente.

 

Fonte: Estado de Minas

Está em fase de elaboração o Plano nacional de Pós-Graduação (PNPG) 2011-2020. O Plano é a referência em termos de diretrizes e metas para a implementação das políticas públicas relacionadas à pós-graduação brasileira e, por isso, não poderia ser elaborado sem a contribuição do segmento discente, representado na Comissão de Elaboração do PNPG pela Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), na figura do seu ex-presidente Hugo Valadares.
 

No próximo dia 22 (de outubro), haverá reunião da Comissão do PNPG para fechar o documento que irá a debate público. No intuito de agregar contribuições de estudantes, parceiros e sobretudos APGs de todo o país, a ANPG lança este Blog do PNPG, cujo documento de abertura do debate é um relatório produzido pelo Hugo, já com algumas propostas sobre em que pontos a ANPG deveria intervir neste debate.
 

A proposta é que sejam enviados artigos, relatos de debates, propostas e outras contribuições a serem publicados e debatidos por meio de comentários neste blog.

 
Todos(as) que desejarem contribuir com o debate devem escrever comentários no blog e/ou enviar suas contribuições para o e-mail comunicaçã[email protected], com a linha de assunto PNPG.

 

Participe deste debate e acompanhe o debate sobre os rumos da pós-graduação brasileira!

 

Associação Nacional de Pós-Graduandos – ANPG

      

Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) distribuirá R$ 13,5 milhões nas chamadas

Entre os editais lançados na quinta-feira, dia 7, está o inédito Apoio ao Estudo da Biodiversidade do Estado do Rio de Janeiro (Biota-RJ). O objetivo da chamada é financiar pesquisas interdisciplinares que ampliem o conhecimento sobre a biodiversidade.

 Serão oferecidos R$ 4 milhões, que serão pagos em duas parcelas. As propostas deverão ser distribuídas entre as principais linhas temáticas: fauna, flora e microbiota. Os projetos deverão estar enquadrados em uma de três faixas: entre R$ 300.001 e R$ 500 mil; entre R$ 150.001 e R$ 300 mil; e até R$ 150 mil.

As inscrições para esse programa se encerram em 18 de novembro, e a entrega da cópia impressa da documentação da proposta deve ser feita até 26 do mesmo mês. A divulgação dos resultados está prevista para acontecer a partir de 16 de dezembro. Acesse o edital em http://www.faperj.br/redir.php?obj_id=6712.

Já os programas Apoio à Pesquisa Clínica em Hospitais Universitários e Apoio a Incubadoras de Empresas de Base Tecnológica no Estado do Rio de Janeiro, também lançados nesta quinta-feira, dia 7, estão em sua segunda edição.

Com R$ 5 milhões em recursos, o edital para Apoio à Pesquisa Clínica em Hospitais Universitários visa financiar a aquisição e manutenção de equipamentos, além de custear obras de infraestrutura que facilitem a execução de pesquisas clínicas, visando ao diagnóstico, prognóstico e tratamento de enfermidades. Os projetos devem ser encaminhados por pesquisadores do corpo clínico dos hospitais universitários fluminenses.

As propostas serão classificadas em uma de duas faixas: entre R$ 250.001 e R$ 500 mil; e valor inferior ou igual a R$ 250 mil. As inscrições para esse programa serão encerradas em 25 de novembro. A entrega da documentação impressa da proposta deverá ser feita até 3 de dezembro e a divulgação dos resultados está prevista a partir de 16 de dezembro. Acesse o edital em http://www.faperj.br/redir.php?obj_id=6709.

 Já o edital para Apoio a Incubadoras de Empresas de Base Tecnológica investirá R$ 3 milhões, a serem pagos em duas parcelas. Com inscrições abertas até o dia 11 de novembro, os proponentes deverão fazer a entrega da documentação impressa de suas propostas até 19 do mesmo mês. Os resultados deverão ser divulgados a partir de 9 de dezembro. O edital está disponível em http://www.faperj.br/redir.php?obj_id=6711.

 Por fim, o quarto edital lançado pela Faperj, de Apoio à Melhoria do Ensino em Escolas Públicas, chega a sua quarta versão. Tal como em suas edições anteriores, a chamada contemplará projetos que abordem temas relevantes ao processo de ensino-aprendizagem e que permitam o aprimoramento da infraestrutura das escolas públicas de nível médio e fundamental.

 O programa disponibilizará R$ 1,5 milhão. Segundo o cronograma do edital, a submissão de projetos poderá ser feita até 25 de novembro, e o prazo para a entrega da documentação impressa da proposta se encerra em 3 de dezembro. A divulgação de resultados está prevista para ocorrer a partir de 16 de dezembro. Acesse o edital em http://www.faperj.br/redir.php?obj_id=6710.

(Boletim On-line da Faperj)

 

Fonte: Jornal da Ciência

A mesa redonda “Inovação e pós-graduação: um novo paradigma para a pesquisa”, organizada pela ANPG na última quarta-feira (6) durante a 6ª Feira de Inovação Tecnológica (INOVATEC), em Belo Horizonte, contou com presenças ilustres: o presidente Conselho Federal das Fundações de Amparo à Pesquisa (CONFAP), Mário Borges Neto, o reitor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG),  Clélio Campolina, o diretor da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) Flávio Roscoe, e com o Secretário-adjunto de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Estado de Minas Gerais (SECTES), Evaldo Vilela.  

Da esquerda para a direita: Mário Borges (CONFAP e FAPEMIG), Flávio Roscoe (FIEMG), reitor Clélio Campolina (UFMG), Elisangela Lizardo (ANPG) e Evaldo Vilela (SECTES)
 
Tratando da relação entre a produção econômica nacional e o desenvolvimento científico e tecnológico de um país, o presidente do CONFAP pontuou a necessidade de investimentos específicos em Inovação para garantir melhor posição do Brasil no que diz respeito a patentes e à geração de bens de consumo com valor tecnológico agregado. Borges defendeu também mais investimentos em educação, a priorização de tecnologia para inovação e o fortalecimento do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I), para que seja robusto e vislumbre a pós-graduação como setor estratégico, a partir de uma visão sistêmica institucional e estatal. 
 
O presidente da FAPEMIG apresentou o Programa Mineiro de Capacitação Docente (PMCD)
Ainda, pontuando as políticas desenvolvidas pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG), da qual Mário Borges também é presidente, ele ponderou que a pós-graduação, relacionada com o setor empresarial brasileiro, é imprescindível para a participação do país no mercado tecnológico internacional.
 
Já o reitor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG),  Clélio Campolina, afirmou que a Inovação é o motor para o desenvolvimento do país e para a resolução de desigualdades regionais. Campolina também ressaltou que a Inovação se relaciona com a dimensão política, e citou a energia atômica como exemplo de uma inovação tecnológica que sofre barreiras. 
 
Universidade laica
 
Acerca da relação entre Universidade e Empresa, Campolina resgatou o caráter laico e apartidário que constitui o papel da universidade, ressaltando que ela não visa às necessidades das empresas, mas sim à formação de recursos humanos. Isso resulta em uma encruzilhada entre pensamento livre e os objetivos de mercado, diante da dificuldade das empresas absorverem os pesquisadores com pós-graduação. O reitor ainda disse que, apesar do crescimento da empresa nacional em Minas Gerais ter sido grande nos últimos anos, ainda é preciso fortalecer essa relação conjunta.
 
O público que participou da mesa era formado por estudantes da graduação e da pós, mobilizados pela ANPG em conjunto com a União Estadual dos Estudantes de Minas Gerais (UEE-MG) e o Diretório Central dos Estudantes da UFMG (DCE-UFMG).
 
O diretor da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), também presidente do Sindicato das Indústrias Têxteis de Malhas no Estado de Minas Gerais (SINDIMALHAS/MG), Flávio Roscoe, pregou que a mentalidade do acadêmico deve ser alterada a partir da graduação, visto que sua formação se volta à academia e não ao setor empresarial. Roscoe disse que a grade de ensino da graduação também deve ser mudada, pois a universidade deve contemplar, com maior intensidade, o mercado no ciclo da formação acadêmica, e assim inovar, dando também base à atuação do acadêmico com vistas ao mercado e à inovação nesse âmbito. Ainda acrescentou que o diálogo entre Estado, Universidade e Empresa deve ser incentivado, com o intuito de favorecer a todos.
 
Secretário-adjunto de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Estado de Minas Gerais, Evaldo Vilela (SECTES) apontou como pressuposto indispensável à produção científica nacional a necessidade da sistematização do método científico. Assim, as pesquisas de qualidade em pappers e patentes são fatores indispensáveis ao sucesso da P&D no país, que precisa dialogar tanto com a Academia quanto com as empresas privadas. Vilela ressaltou também que os alunos da pós-graduação precisam de condições objetivas para a Inovação, e disse ainda que é necessário levar em conta o fato de que o mundo adentra um novo paradigma, onde a economia do conhecimento é direcionada à relação entre capital e trabalho.
 
Elisangela Lizardo, entre o reitor Clélio Campolina e Evaldo Vilela
Opinião da ANPG
 
Para a presidente da ANPG, Elisangela Lizardo, o debate provou que “o país ainda tem desafios grandiosos na conquista de seu desenvolvimento soberano, como o estabelecimento de uma relação entre o setor produtivo e a Academia que, ao mesmo tempo, garanta o livre pensamento , a livre pesquisa, e tenha condições de dar resposta às grandes demandas sociais, incluída aí a necessidade do Brasil ter maior destaque no cenário da prdução tecnológica internacional”.
 
 
De Belo Horizonte, Thiago Oliveira Custódio e Vasco Rodrigo Rodrigues
Edição: Juliana Cruz e Luana Bonone
 
 

 

Reitores de universidades federais brasileiras divulgaram no último sábado (2), véspera do dia da votação do primeiro turno das eleições presidenciais, manifesto intitulado “Educação – O Brasil no Rumo Certo”, defendendo o governo Lula como “aquele que mais se investiu em educação pública”. O manifesto foi publicado na página da Associação Nacional de Dirigentes de Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) e pode ser conferido na íntegra: clique aqui.

Leia também: ANPG participa do Pacto pela Juventude Brasileira
(plataforma da juventude para os candidatos nas eleições 2010)

 

 

Representantes das entidades defendem que a gestão de órgãos de pesquisa possa ser feita por meio de organizações sociais (OS)

O presidente da SBPC, Marco Antonio Raupp, e o diretor da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Evando Mirra de Paula e Silva, reuniram-se na sede do STF, na última quinta-feira (30/9), com o ministro Ayres Britto, vice-presidente da corte e relator da Ação Direta de Inconstitucionalidade 1.923 (Adin), que questiona a legalidade da gestão de órgãos públicos por Organizações Sociais (OS).

A SBPC e a Academia defendem que a gestão de órgãos de pesquisa possa ser feita por OS em razão da flexibilidade do modelo que utilizam. Cinco órgãos do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) são administrados por OS: Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa), Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), Laboratório Nacional de Luz Síncroton, Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) e Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá.

Criadas por lei em 1998, as OS são entidades de direito privado e não têm fins lucrativos. Elas administram órgãos públicos com recursos orçamentários de governos federal, estaduais ou municipais, num sistema de prestação de serviço. Em razão de sua flexibilidade administrativa, o modelo das OS é cada vez mais aceito pelos gestores públicos. Além do governo federal, OS são utilizadas pelo menos por 14 governos estaduais e por 71 prefeituras.

A Adin 1.923 foi proposta, ainda em 1998, pelo PDT e pelo PT. O modelo é contestado por dispensar licitação nas compras e por ser fiscalizado pelos Tribunais de Contas por amostragem, método considerado frágil.

"O ministro Ayres Brito informou que seu voto está pronto e que já solicitou a inclusão da Adin na pauta", disse o presidente da SBPC. "Pelo bem da ciência brasileira, nossa expectativa é que ela seja rejeitada".

Também estiveram no encontro em Brasília o chefe de gabinete do MCT, Alexandre Navarro, o presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira de Tecnologia de Luz Síncroton, Rogério Cerqueira Leite, e o diretor geral do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa), César Camacho.

Fonte: Jornal da Ciência

 

Seleção de propostas de intercâmbio de pesquisadores entre o Estado de São Paulo e a França, para o biênio 2011-2012, está aberta até o dia 16 de novembro (CNRS)

 

    A FAPESP e o Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS) lançam chamada para seleção de propostas de intercâmbio de pesquisadores entre o Estado de São Paulo e a França no biênio 2011-2012, no âmbito do acordo de cooperação científica entre as instituições.

    Pela FAPESP, poderão se inscrever pesquisadores responsáveis por projetos vigentes nas modalidades Auxílio à Pesquisa – Regular e Projetos Temáticos ou por auxílios desenvolvidos no âmbito dos programas Jovens Pesquisadores em Centros Emergentes e Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid). Pelo lado francês, poderão participar pesquisadores que trabalham em instituições de pesquisa daquele país e que possam receber apoio do CNRS.

    A Chamada FAPESP 13/2010 está aberta a propostas em todas as áreas de conhecimento científico e tecnológico.

    Cada projeto deverá ter a duração de, no máximo, 24 meses. A vigência dos processos que vierem a ser aprovados deverá ser, obrigatoriamente, entre 1º de janeiro de 2011 e 31 de dezembro de 2012.

    As propostas serão recebidas até o dia 16 de novembro e devem ser apresentadas simultaneamente pelo pesquisador do Estado de São Paulo à FAPESP e pelo seu colaborador da França ao CNRS.

    A FAPESP apoiará, nas solicitações aprovadas, recursos para aquisição de passagens aéreas, seguro-saúde e diárias para manutenção de pesquisadores do Estado de São Paulo na França. Os auxílios concedidos como resultado dessa chamada não dispõem de Reserva Técnica.

    O CNRS apoiará, nos projetos a ele submetidos e aprovados, recursos para aquisição de passagens aéreas, seguro-saúde e diárias para manutenção de pesquisadores da França no Estado de São Paulo.

    Mais informações sobre a chamada: www.fapesp.br/acordos/cnrs
 

Fonte: Agência FAPESP, 4/10/10

         

            Será realizada pela Associação Nacional dos Pós-Graduandos (ANPG), em 6 de outubro, a mesa de debates intitulada “Inovação e pós-graduação: um novo paradigma para a pesquisa”, na 6ª Feira de Inovação Tecnológica (INOVATEC), em Belo Horizonte.
            O debate, que tem o apoio do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFMG e também o apoio institucional da universidade, contará com a presença da presidente da ANPG, Elisangela Lizardo, com o presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG) e do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (CONFAP), Prof. Dr. Mário Neto Borges, e com o diretor da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) e Presidente do Sindicato das Indústrias Têxteis de Malhas no Estado de Minas Gerais (SINDIMALHAS/MG), Flávio Roscoe. O evento terá também a participação do reitor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG),  Clélio Campolina, e do Secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Estado de Minas Gerais, Alberto Duque Portugal, garantindo assim a participação de gestores do setor público, representantes do setor produtivo e de estudantes.

Novo patamar

 
            Sobre a importância da inovação tecnológica para a ANPG, o Diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da entidade, Vasco Rodrigo, considera que “em uma conjuntura global onde o que se desponta no mundo são os bens de alto valor agregado, a Inovação passa ser uma chave que abre as portas a um novo patamar produtivo-empresarial, seja público ou privado. Nessa perspectiva, o papel da pós-graduação é vital, uma vez que esta propicia a ponte entre a ciência pura e a aplicada, a Inovação.”  
 
            As discussões de maior destaque estarão voltadas para a geração de energia elétrica através de fontes limpas, a inovação na organização da Copa do Mundo de 2014 e a relação da inovação com os trabalhos que são desenvolvidos nas universidades, onde se encaixa a mesa que será realizada pela ANPG. Estas questões serão voltadas para diversos ramos do conhecimento como a biotecnologia, a produção química, têxtil, eletrônica, automobilística, dentre outras.
 
            O cadastramento para entrada e as inscrições para as palestras (gratuitas) devem ser feitas pelo site www.inovatec2010.com.br. A ANPG terá também um estande no CEFET, em frente à Expominas.
 
Serviço:
Mesa- redonda da ANPG na Inovatec: “Inovação e pós-graduação: um novo paradigma para a pesquisa”
Data: 6 de outubro (quarta-feira)
Horário: 18h
Local: Expominas, sala 11.
 

 

Da redação, Juliana Cruz.

Candidatos dos 27 Estados brasileiros aderiram ao Pacto pela Juventude. A hora é de divulgar ostensivamente a lista final em todos os meios de comunicação disponíveis.

 

 

O Pacto pela Juventude finalizou nesta quinta-feira (30) a lista dos candidatos que aderiram à proposta de políticas públicas de juventude para o próximo mandato, defendida pelas 67 entidades da sociedade civil que compõem o Conselho Nacional de Juventude (Conjuve). Candidatos de todos os Estados do Brasil, e de 17 partidos políticos assinaram o documento.

 A lista ( veja link abaixo) contém nome, número e partido de todos os postulantes à Presidência da República, Senado, Câmara Federal, Governos e Assembléias estaduais que assumiram o compromisso de lutar junto com a juventude por bandeiras de inclusão e desenvolvimento das políticas voltadas aos 50 milhões de jovens brasileiros.

 A partir de hoje a lista será compartilhada pelos meios de comunicação das entidades que assinam e apóiam o Pacto pela Juventude. A intenção é massificar a divulgação da lista na Internet, seja em sites e blogs, ou através do envio de e-mails. Todos podem participar dessa ação reproduzindo as informações na íntegra ou por estado.

 O Pacto pela Juventude é muito mais que uma ação de campanha, é um compromisso apresentado pelas organizações e assumido pelos candidatos com a luta por trabalho decente, educação de qualidade, políticas de saúde específicas, pelo combate ao preconceito e discriminação, por acessibilidade; enfim,  pela implantação de políticas públicas que reconheçam e respeitem a juventude brasileira na sua diversidade. Tais objetivos serão alcançados se os próximos governantes tiverem uma atitude democrática diante destas propostas e, ao mesmo tempo, primarem pela criação e fortalecimento das estruturas governamentais voltas à coordenação das políticas de juventude.

A toda população brasileira a nossa recomendação: conheçam os candidatos e candidatas que assumiram o compromisso com a juventude brasileira. Vamos juntos!

 

Para ler e/ou baixar o texto do Pacto pela Juventude clique AQUI.
Para ver quem já assinou o Pacto clique AQUI.

 

Fonte: Secretaria Nacional de Juventude