Category

Notícias

Category

 

Os candidatos as eleições deste ano têm até a próxima quinta-feira – 30 de setembro – para enviar assinatura e foto para a coordenação do Movimento Pacto pela Juventude. O nome e o número dos candidatos que se comprometeram com as propostas dos jovens brasileiros serão amplamente divulgados na véspera da eleição. As propostas defendem a inclusão dos 50 milhões de jovens brasileiros na estratégia de desenvolvimento nacional.

A publicação do Pacto pela Juventude é composta por nome, número e partido do candidato e lembra os modelos das tradicionais “colinhas” utilizadas pelo eleitor para lembrar os números na hora da votação. As tabelas serão amplamente divulgadas pela Internet, através das redes sociais e pelos meios de comunicação das organizações da sociedade civil que compõem o conselho. 

As propostas da campanha, que tem como lema Apostar na Juventude é Investir no Brasil, foi amplamente divulgada por meio da internet, nos sites de entidades, portais de notícias e blogs. 

Até o momento candidatos de 20 estados se comprometeram com as bandeiras defendidas no Pacto, desses 14 são candidatos aos governos estaduais. 

Os candidatos que ainda não assinaram o documento, ou que ainda não enviaram cópia da assinatura para o e-mail da coordenação podem fazê-lo até às 18 horas da próxima quinta-feira, quando será finalizado o documento de recomendação. 

Pedido dos jovens

O Pacto pela Juventude é uma iniciativa das 67 entidades que compõem o Conselho Nacional de Juventude (Conjuve). O Pacto 2010 reúne ideias e propostas nas áreas de Educação, Trabalho Decente, Esporte, Cultura, Lazer, Saúde, Meio Ambiente, entre outras, e propõe aos candidatos à Presidência, Senado, Câmara Federal, Assembléias Estaduais e Governos Estaduais o trabalho conjunto para atingir os objetivos citados no documento.

Segundo o documento, o Brasil tem atualmente a maior quantidade de jovens, em termos absolutos, de toda a história. Entretanto, um terço deles podem ser considerados pobres e apenas 15,7% tem renda superior a dois salários mínimos.

O documento pede, entre várias outras reivindicações, a erradicação do analfabetismo e a criação de políticas públicas que aumentem a escolaridade da população brasileira, além de expansão da universidade pública e políticas de assistência estudantil. 

Também está no Pacto Pela Juventude o pedido para que sejam asseguradas iniciativas que promovam a inclusão dos jovens no mercado de trabalho, sem entretanto utilizar o trabalho de aprendizes e estagiários como forma de precarização do trabalho juvenil.

Serviço:

Para fazer parte da lista de apoiadores do Pacto pela Juventude o candidato deve enviar cópia digitalizada da página de assinatura e foto do momento da adesão. O e-mail para envio de fotos e assinatura é [email protected].

Para ler e/ou baixar o texto do Pacto pela Juventude clique AQUI 
Para ver quem já assinou o Pacto clique AQUI.

Fonte: Conjuve

 

 

O Congresso de Pós-Graduação da Universidade Federal de Lavras (UFLA), em Minas Gerais, ocorre nesta semana, em conjunto com a Reunião Regional da SBPC na cidade. Outros quatro eventos serão realizados nesta mesma semana: de 27 de setembro a 1º de outubro.

 
Uma semana inteira dedicada à formação acadêmica, debates, simpósios, inovação, transferência de tecnologia e desenvolvimento social e sustentável. De 27 de setembro a 01 de outubro, a Universidade Federal de Lavras (UFLA) será o pólo mineiro de produção de conhecimento, reunindo pesquisadores, professores, estudantes e profissionais de diversas áreas para discutir e fazer ciência. São seis grandes eventos acontecendo simultaneamente e que vão movimentar todo o campus universitário. A abertura oficial está marcada para esta segunda-feira, a partir das 10h, no Salão de Convenções.
Renomados pesquisadores de várias instituições mineiras, como as Universidades Federais de Juiz de Fora (UFJF), Viçosa (UFV), São João Del Rei (UFSJ), Itajubá (Unifei) e Alfenas (Unifal) participam destes eventos com palestras e conferências para discutir ações dentro da temática “Ciência, Tecnologia, Inovação e o município”. Essa abordagem é uma proposta da Reunião Regional da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) que, desde 1984, tem o propósito de reunir estudantes, professores, pesquisadores e a população em geral para discutir políticas públicas de ciência e tecnologia (C&T) e disponibilizar conhecimentos que possam ajudar a promover a inovação, de forma a estimular o desenvolvimento econômico e social da região.
 
Durante a reunião, que este ano acontece em Lavras, serão realizadas conferências e mesas-redondas com a participação de pesquisadores e gestores do sistema de ciência e tecnologia municipal e estadual. Durante o evento, também serão oferecidos cerca cem minicursos. Os interessados devem se inscrever no evento através do site www.sbpcnet.org.br/lavras, e pagar uma taxa de R$ 15. Este valor dará direito ao inscrito optar por dois mini-cursos com carga horária de duas horas ou escolher por um de quatro, seis ou oito horas de duração.
 
APG insere Congreso de Pós-Graduação na programação
 
Entre as atividades previstas, ocorre o XIX Congresso de Pós-Graduação da UFLA. Realizado pela Associação de Pós-graduandos da UFLA (APG), que em seus 25 anos de existência promove anualmente congresso de âmbito nacional – em sua 19ª edição. É uma oportunidade para alunos de mestrado e doutorado exporem seus trabalhos e mostrar os resultados de pesquisas desenvolvidas.
 
 
Confira abaixo os outros eventos que contemplam a programação da Reunião Regional da SBPC
 
XXIII CIUFLA
O Congresso de Iniciação Científica da Ufla está em sua 23ª edição e tem o objetivo de abordar os desafios da pesquisa em um momento de grandes mudanças no conhecimento científico e tecnológico do Brasil e do mundo.
Durante o Ciufla acontecem, também, o XVIII Seminário de Avaliação do PIBIC/CNPq, o XIII Seminário de Avaliação do PIBIC/FAPEMIG e o V Seminário de Avaliação do Programa BIC Júnior. O público-alvo são alunos de graduação da Ufla, das instituições parceiras UFJF, UFSJ, Unifei, Unifal e UFV e estudantes do ensino médio do Programa BIC Júnior.
 
V CONEX
O V Congresso de Extensão da Ufla (CONEX) tem como público alvo toda a comunidade da região e tem por finalidade mostrar o que a ciência e tecnologia efetivamente fazem para a melhoria de renda, a geração de emprego e a melhoria social da comunidade. Os organizadores do evento esperam obter subsídios para aumentar as ações futuras da ciência e tecnologia no contexto regional, promovendo um treinamento dos participantes, com cursos e reuniões temáticas, com foco em responsabilidade social e ambiental.
O objetivo principal do congresso é de promover a mobilização dos atores sociais da região, visando as ações para o desenvolvimento sustentável. Para tanto, pretende-se realizar trocas de experiências interinstitucional e comunitária quanto aos projetos e programas de extensão desenvolvidos na região.
 
II Encontro Sulmineiro Sobre Arborização Urbana
Este encontro será realizado nos dias 28 e 29 de setembro, quando serão apresentadas questões relativas à Gestão Ambiental no Município e criação dos Conselhos Municipais de Meio Ambiente (Condemas), fatores fundamentais na efetivação de uma arborização urbana eficiente.
Em destaque as questões relativas à arborização e ao espaço urbano, integração entre árvores e rede de energia elétrica, qualidade da muda e qualidade do plantio, entraves na implantação da arborização municipal e produção comercial de mudas para a arborização urbana. Podem participar destes debates estudantes dos cursos de graduação e pós-graduação, técnicos de prefeituras municipais, profissionais autônomos, empresas e demais interessados em arborização urbana.
 
IV Simpósio Sobre Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia
Promovido pela Pró-Reitoria de Pesquisa (PRP), por meio do Núcleo de Inovação Tecnológica (Nintec), o simpósio tem por finalidade a disseminação de conhecimentos na área de propriedade intelectual e promoção de debates acerca do tema entre a comunidade científica e a sociedade. O evento é direcionado para professores, alunos de graduação e de pós-graduação, pesquisadores, empreendedores e gestores em propriedade intelectual.
Da redação, com assessoria da UFLA
Vasco Rodrigo representou a ANPG na abertura da 62ª Reunião Anual da SBPC, ocorrida em julho deste ano em Natal (RN)

O diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da ANPG, Vasco Rodrigo*, aborda a importância da Inovação Tecnológica para o desenvolvimento nacional. O artigo se insere no contexto de mobilização para a mesa-redonda “Inovação e pós-graduação: um novo paradigma para a pesquisa”, que sera realizada com apoio da UFMG durante a 6ª Feira de Inovação Tecnológica (Inovatec), que ocorre em Belo Horizonte de 5 a 8 de outubro.

O tema Inovação está cada vez mais na ordem do dia, entretanto nos cabe realizar algumas reflexões no intuito de desanuviar preliminarmente questões tidas pelo senso comum como verdadeiras panacéias ao país. A questão que nos prende e nos deixa mais próximo a opinião vigente repousa no âmbito da importância fundamental em gerar e incentivar pesquisas com foco inovativo. Nessa perspectiva, nossa compreensão em relação à forma em que se vem alavancando a respectiva gênese de Inovação ofusca a centralidade da questão macroeconômica. Por outro lado, cabe-nos uma reflexão a cerca da interrelação a que deva ser ainda mais desenvolvida e potencializada, entre a Universidade, especialmente a pós-graduação, e setor empresarial, público e privado. Seguiremos as três premissas supracitadas no desenvolvimento preliminar do tema proposto.

O processo de integração diferencial dos mercados mundiais estabeleceu a ampliação da lacuna entre os países produtores de bens primários e insumos e os de bens materiais/imaterias de alto valor agregado. A produção de bens por empresas com capacidade de Inovação permite ao país ingressar de forma soberana na contemporânea divisão internacional do trabalho. Todavia, ao visualizarmos uma relativa desindustrialização no cenário brasileiro, nos coloca uma preocupação, mas além disso, um desafio, o de pensarmos a Inovação como instrumento de grande valia ao processo de ganho em valor agregado, ampliação do setor empresarial – renda nacional – e fundamentalmente, propiciar ao país uma absorção qualificada de novos postos de trabalho.
 
Olhamos com certa inquietude a questão em que os estímulos à inovação tenham sua maior relevância nos estímulos fiscais, o que reproduz uma tendência mundial. Entretanto o cenário brasileiro nos coloca em condições diferentes dos países em que tem utilizado tal mecanismo de estímulo.  O primordial é salientar a capacidade de formação de capital financeiro nacional, ou mesmo uma poupança interna que permita grandes investimentos diretos (ID) no âmbito não somente no desenvolvimento de Inovação, mas também em infraestrutura. A questão macroeconômica tem apresentado um cenário pouco atrativo aos ID`s no setor empresarial, visto a condição da política monetária e taxa de juros. Sem dúvida os incentivos fiscais e as compras governamentais representam grande avanço ao salto inovativo a que as empresas necessitam, entretanto não podemos admiti-la como a ferramenta primordia, negligenciando a política macroeconômica.
 
O desafio que é colocado ao setor empresarial e à universidade, numa relação em que têm que navegar numa mesma direção em igual embarcação. A conjuntura coloca o desafio em que estão designados aqueles atores, no sentido de imbricarem suas atividades de pesquisa e inovação. Nisto os programas de pós-graduação possuem o "know how" e a capacidade de formar e gerar pesquisadores e pesquisas que convirjam em direção à empresa. 
 
Por via de tais reflexões sucintas e preliminares buscamos lançar luzes a importância e centralidade da Inovação ao desenvolvimento soberano a que ao país é tão caro. Entretanto foi necessário lançar o desafio a agentes em que na nossa opinião tem grande importância e capacidade de prover os meios de alçar o desenvolvimento inovativo.  
 
*Vasco Rodrigo Rodrigues Lourenço é diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da ANPG e mestrando em Planjamento Urbano e Regional do Observatório Imobilíário de Políticas do Uso do Solo (OIPSOLO / IPPUR / UFRJ).
 

 

A Associação de Mésdicos Residentes do Estado de São Paulo (Ameresp), por meio do Ofício Circular 81/2010, expressa o posicionamento de não legitimação do que define como "suposto congresso" da Associação Nacional de Médicos Residentes (ANMR), convocado para os dias 24 e 25 de setembro em Porto Alegre (RS). A opinião foi aprovada por unanimidade em assembleia estadual da entidade. 

Confira a íntegra do documento

Da redação, com informações de Paulo Navarro de Moraes, tesoureiro da Ameresp e Diretor de Saúde da ANPG

O físico Jean Albert Meyer morreu na sexta-feira (24/9), aos 85 anos, em Paris, em decorrência de um derrame. O velório será no crematório do cemitério Père-Lachaise, na capital francesa, na quarta-feira (29/9) às 10h20.
 
Físico experimental, Meyer trabalhou na Itália e em laboratórios europeus, além de ter dado contribuições significativas na Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), nas universidades federais da Bahia e do Rio de Janeiro, no Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF, do qual foi membro fundador), e em diversos órgãos de fomento à pesquisa no Brasil. Foi diretor-presidente do Conselho Técnico-Administrativo (CTA) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) de 1976 a 1980
 
Meyer nasceu em Dantzig (atualmente Gdansk), na Polônia, em 25 de maio de 1925. Com as perseguições nazistas contra os judeus, veio com a família a São Paulo, em 1940. Estudou no Colégio Franco-Brasileiro e trabalhou como operário em uma indústria química, até terminar o curso universitário.
 
"Esse intermezzo operário foi extremamente interessante porque aprendi a fazer coisas que dificilmente aprenderia na universidade", disse em entrevista ao professor Shozo Motoyama, diretor do Centro Interunidade de História da Ciência da USP, no livro "FAPESP 40 anos – Abrindo Fronteiras" (2004), organizado por Amélia Império Hamburger.
 
Indeciso entre física e filosofia, conheceu o professor Gleb Wataghin (1899-1986), então diretor do Departamento de Física da Universidade de São Paulo, e entrou para o curso de física. Começou a trabalhar em experiências sobre raios cósmicos, construindo detectores geiger.
 
"Era um curso com muito poucos alunos e muito bons professores. A iniciação com raios cósmicos foi dirigida por Wataghin, Marcello Damy e Cesar Lattes. Fizemos experiências que tiveram uma repercussão internacional. Participei desse começo", disse.
 
Depois da volta de Wataghin à Itália, em 1949, Meyer tentou continuar o grupo de raios cósmicos, mas não teve apoio. De 1951 a 1953, esteve na França, no Laboratório do professor Leprince Ringuet, na Escola Politécnica de Paris.
 
Voltou à USP, mas em 1956 partiu novamente para a Europa, primeiro em Pádua, Itália, e em seguida na França, em Saclay, onde trabalhou com física nuclear e física de partículas elementares. Em 1968, recebeu convite para retornar à USP, "mas veio o AI-5 e não voltei", disse.
 
"Meyer não é muito conhecido no meio brasileiro. Provavelmente, isso ocorre, sobretudo, por três razões: pela evidência internacional de alguns colegas da sua geração como César Lattes, José Leite Lopes e Roberto Salmeron; por ter vivido a maioria do seu tempo fora do país e, por isso, a sua atuação ter ocorrido mais no estrangeiro; e pela sua modéstia e senso crítico em relação ao seu trabalho. Entretanto, os seus numerosos trabalhos na área de raios cósmicos, física nuclear, de partículas elementares, criogenia e de energias alternativas não deixam dúvidas quanto a sua capacidade como pesquisador", disse Motoyama.
 
Em 1969, trabalhou no Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern), na Suíça, em experiências com aceleradores de partículas. Organizou um programa de pesquisas apoiado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), sobre fontes de energias alternativas e, em 1975, voltou ao Brasil, dessa vez na Unicamp, para liderar um grupo no então novo campo de pesquisa. Foi nessa época que assumiu o cargo de diretor-presidente da Fapesp.
 
"Jean Meyer foi, desde o início, um dos impulsionadores do projeto do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS). Não apenas no âmbito político, onde seu apoio (dentro e fora do laboratório) foi fundamental, mas também em questões organizacionais e técnicas. Sua experiência de trabalho em ‘big science’ no Cern, seu bom senso e seu bom humor, sua apreciação irônica e, ao mesmo tempo, generosa da natureza humana e sua extensa rede de relacionamentos estiveram sempre à disposição da jovem e inexperiente equipe do LNLS. Era um prazer trabalhar com ele. A comunidade usuária do LNLS deve mais a Jean Meyer do que sabe ou imagina", disse Cylon Gonçalves da Silva, presidente da Ceitec, professor emérito do Instituto de Física da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e coordenador adjunto de Programas Especiais da Fapesp.
 
Em 1980, Meyer voltou à França para o Comissariado de Energia Atômica, onde já tinha estado. Aposentou-se em 1990, "acabando a carreira como diretor do Laboratório da Escola Politécnica de Paris, onde comecei com Leprince Ringuet. Fechei o ciclo. É complexa a vida", disse.
 
Fonte: Jornal da Ciência, com informações da Agência Fapesp
Projeto Temático na Unifesp tem oportunidade de pós-doutoramento. Candidatos devem ter experiência em análise por espectrometria de massa 
 
O Projeto Temático "Microdomínios ricos em (glico)(esfingo)lipídeos e esteróis: organização, função e sinalização", apoiado pela Fapesp, tem uma vaga de bolsa de pós-doutorado.
 
Coordenado pelo professor Hélio Takahashi, o projeto é conduzido no Setor de Imunoquímica de Glicoconjugados na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
 
O candidato deverá apresentar experiência em análise por espectrometria de massa. O objetivo é analisar por espectrometria macromoléculas presentes em lipid rafts de fungos patogênicos visando a uma melhor compreensão da função de lipid rafts na patogenia desses fungos, bem como em mecanismos de escape e de resistência a drogas.
 
Interessados devem apresentar currículo vitae atualizado e enviar a documentação a seguir, em formato PDF, até o dia 15 de outubro: duas cartas de apresentação / recomendação; carta de apresentação com um breve relato de sua experiência e seu objetivo de carreira.
 
Os documentos devem ser enviados para [email protected]
 
A vaga está aberta a brasileiros e estrangeiros. O selecionado receberá bolsa de pós-doutorado da Fapesp, no valor de R$ 5.028,90 mensais.
 
Mais informações sobre o projeto temático: www.bv.fapesp.br/pt/projetos-tematicos/1880
 
Fonte: Agência Fapesp
Professor Marco Antônio Raupp, presidente da SBPC

Artigo do presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Marco Antônio Raupp*, sobre os desafios do(a) próximo(a) Presidente da República.

Diferentemente de seus antecessores, o próximo ou a próxima presidente da República poderá contar com a ciência como protagonista do desenvolvimento brasileiro. Não se trata de proposta inovadora, a ciência sempre foi um dos alicerces do crescimento econômico em qualquer lugar do mundo.

Essa possibilidade não nos ocorreu antes por razões compreensíveis. A ciência é uma atividade recente no Brasil, começou a ser feita de maneira organizada na década de 1930. Impulsos significativos ocorreram apenas a partir dos anos 1950, com a criação de agências de fomento da pesquisa, a institucionalização da pós-graduação e a expansão do sistema universitário.

Apesar de sua juventude, o ponto fundamental é que o Brasil conta hoje com um amplo e dinâmico sistema de produção científica. Temos em atividade cerca de 230 mil pesquisadores, cujo trabalho – mais de 30 mil artigos por ano, publicados em revistas internacionais – representa 2,12% da produção científica mundial. Esse porcentual coloca o Brasil em 13º lugar no ranking da ciência, à frente da Rússia e da Holanda, países com maior tradição nessa atividade. Há 20 anos nossa participação era de 0,63%.

Outro parâmetro da evolução: em 2009 o Brasil titulou 11.368 doutores, 134% a mais do que dez anos antes (4.853 em 1999).

É esse o sistema que o Brasil construiu – e que agora deve dar sua contrapartida à sociedade brasileira, principalmente porque o desenvolvimento econômico no mundo atual não pode prescindir da contribuição da ciência. Essa contribuição exige, porém, políticas públicas apropriadas, bem como a definição de um modelo de transferência do conhecimento da base científica para os setores industriais e de serviços.

De antemão, é preciso ficar claro que transferir os saberes da ciência para o setor produtivo empresarial não é função da universidade. O papel fundamental da instituição universitária é a formação de recursos humanos e a realização de pesquisa científica que contribua para a evolução do conhecimento em suas mais diferentes áreas.

Precisamos, portanto, de mecanismos específicos para a intermediação do conhecimento científico com o sistema produtivo. Nesse sentido, temos no Brasil três experiências extremamente bem-sucedidas a serem consideradas.

Nossa agropecuária é responsável por quase um quarto do produto interno bruto (PIB) brasileiro e em 2009 respondeu por 42% de nossas exportações. As pesquisas realizadas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) estão literalmente na raiz dessa riqueza.

Temos a Embraer, a terceira maior fabricante mundial de aviões, que foi gerada no Centro Técnico Aeroespacial e no Instituto Tecnológico de Aeronáutica.

No setor do petróleo, criamos a Petrobrás, que se fez uma vencedora constante de desafios cada vez maiores graças a seu Centro de Pesquisas, o Cenpes.

Esses exemplos mostram que tivemos grande êxito quando fizemos esforços para a integração da nossa base científica e tecnológica com setores econômicos. E um dos fatores determinantes para esse êxito foi a utilização de mecanismos adequados, quais sejam, centros de pesquisa criados com finalidades específicas e desafios predefinidos.

Para cumprir sua missão, esses centros de pesquisa – sem a obrigação de ensinar, como ocorre com as universidades – dispõem das condições ideais necessárias: podem se utilizar do conhecimento já existente, adaptando-o para uma finalidade específica; podem gerar novos conhecimentos e novas tecnologias, para atender a demandas predefinidas; e, isentos de obrigações acadêmicas, têm flexibilidade para se adaptar ao ambiente produtivo empresarial.

A sugestão da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), portanto, é que os centros federais de pesquisa já existentes (a maioria com a denominação de institutos de pesquisa) sejam fortalecidos e tenham seu foco de estudo, seus objetivos e seu financiamento redefinidos em conformidade com os desafios que terão de enfrentar.

Da mesma forma, será fundamental a criação de novos institutos de pesquisa, igualmente dotados das condições para a realização de grandes projetos mobilizadores, capazes de criar novas e vigorosas vertentes na economia nacional. Fármacos e medicamentos, energia e microeletrônica são alguns dos setores em que o Brasil poderia empenhar grandes esforços visando à criação de parques industriais fundamentados na utilização de tecnologias inovadoras geradas aqui mesmo.

O desenvolvimento de tecnologias para a exploração sustentável de nossos recursos naturais, como a Amazônia e o mar, também caberia como desafio para centros de pesquisa dedicados a grandes temas.

Por esse modelo, o agente público e o privado atuam como parceiros. Vale salientar, porém, que esses centros não substituiriam a missão das empresas de realizar suas atividades de pesquisa e desenvolvimento (P&D). Eles atuarão na fase pré-competitiva, gerando conhecimento científico e tecnológico que servirá de base às atividades de P&D das empresas, para que estas possam gerar produtos, serviços e processos inovadores.

Com esse conjunto de atributos e objetivos, esses centros de pesquisa serão um vigoroso instrumento de política pública para a inovação; serão uma forma de participação do governo no esforço de tornar o Brasil um país com alto desenvolvimento tecnológico; e serão também um indutor da inovação tecnológica nas empresas.

Num curto período, o Brasil organizou um sistema que contribui significativamente para a evolução do conhecimento científico. Chegou a hora da contrapartida: a ciência deve agora ser protagonista do desenvolvimento do Brasil.

*Marco Antônio Raupp é presidente da SBPC, diretor-geral do Parque Tecnológico de São José dos Campos.  Foi diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC). 

Fonte: O Estado de S. Paulo 
Artigo publicado em 27/09/2010

Programas de pós-graduação (PPGs) têm até o dia 6 de outubro para inscreverem os trabalhos que concorrerão à premiação
 
O Prêmio Capes de Tese reconhece as melhores teses de doutorado selecionadas em cada uma das áreas do conhecimento reconhecidas pela Capes nos cursos de pós-graduação adimplentes e reconhecidos no Sistema Nacional de Pós-Graduação.
 
A premiação é fruto de parceria entre a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), a Fundação Conrado Wessel e o Instituto Paulo Gontijo. As teses vencedoras do Prêmio ainda concorrem ao Grande Prêmio Capes de Tese.
 
Inscrições
 
A pré-seleção das teses a serem indicadas ao Prêmio Capes de Tese ocorrerá nos PPGs das instituições de ensino superior. Cada programa de doutorado deverá instituir uma comissão de avaliação. Após a indicação da tese vencedora pela comissão, o coordenador do programa de pós-graduação será responsável pela inscrição da tese.
 
Para concorrerem ao Prêmio Capes de Tese, os trabalhos devem, necessária e obrigatoriamente, atender aos seguintes critérios de elegibilidade: estar disponível no banco de teses da Capes; ter sido defendida em 2009; ter sido defendida no Brasil, mesmo em casos de cotutela ou outras formas de dupla diplomação; e ter sido defendida em programa de pós-graduação que tenha tido, no mínimo, cinco teses de doutorado defendidas em 2009.
 
Os resultados da seleção serão divulgados até 26 de novembro deste ano. A solenidade de entrega dos prêmios acontecerá no dia 10 de dezembro, na sede da Capes, em Brasília.
 
Premiação
 
Os selecionados no Prêmio Capes de Tese recebem passagem aérea e diária para o autor e um dos orientadores da tese premiada para que compareçam à cerimônia de premiação; certificado de premiação a ser outorgado ao autor, orientador, co-orientador (es) e ao programa em que foi defendida a tese; medalha para o autor; auxílio equivalente a uma participação em congresso nacional para o orientador, no valor de R$ 3 mil; e bolsa para realização de estágio pós-doutoral em instituição nacional de três anos para o autor da tese, podendo converter um ano em estágio pós-doutoral fora do país em uma instituição de notória excelência na área de conhecimento do premiado.
 
Está prevista a concessão de um prêmio adicional no valor de R$ 15 mil, pelo Instituto Paulo Gontijo, para os autores das teses vencedoras nas áreas de "Astronomia/Física" e de "Matemática/Probabilidade e Estatística".
 
Aos vencedores do Grande Prêmio Capes de Tese serão concedidos passagem aérea e diária para o autor e um dos orientadores da tese premiada para que compareçam à cerimônia de premiação; certificado de premiação a ser outorgado ao autor, orientador, co-orientador(es) e ao programa em que foi defendida a tese; medalha para autor; auxílio equivalente a uma participação em congresso internacional para o orientador, no valor de R$ 6 mil; bolsa para realização de estágio pós-doutoral em instituição nacional de até cinco anos para o autor da tese, podendo converter um ano em estágio pós-doutoral fora do país em uma instituição de notória excelência na área de conhecimento do premiado; e U$ 15 mil para o premiado, concedidos pela Fundação Conrado Wessel.
 
Os benefícios do Prêmio Capes de Tese e do Grande Prêmio Capes de Teses não são acumuláveis, devendo o autor e o orientador optar por um dos dois.
 
 
Informações também pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (61) 2022-6024 (Fernanda) e (61) 2022-6020 (Talita).
 
Fonte: Jornal da CIência

O Conselho Universitário (Consuni) aprovou na quinta-feira, 23 de setembro, uma resolução regulamentando a reprodução, em cópias reprográficas, de livros, revistas científicas e periódicos na UFRJ

A universidade manifestou, também, por meio de moção, veemente repúdio a arbitrária invasão da Escola de Serviço Social por parte da Polícia Civil, dia 13 de setembro, quando foram apreendidos mais de 200 pastas com textos e artigos que se encontravam na fotocopiadora da Escola.

A resolução teve por fundamento o artigo 207 da Constituição Federal, o qual dispõe que "as universidades gozam de autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial, e obedecerão ao princípio de indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão" e objetivando conciliar a proteção dos direitos intelectuais de autores de obras escritas, bem como o direito à informação de estudantes, pesquisadores e docentes, decidiu pela permissão de reprodução, sem finalidade lucrativa, de trechos, como capítulos de livros e artigos de revistas ou periódicos, mediante solicitação individual e para uso próprio.

Além disso, o Conselho aprovou no artigo 2º da resolução, a reprodução integral, em cópias reprográficas, de exemplares de livros, que integrem o acervo das bibliotecas da UFRJ, desde que atenda a pelo menos um dentre quatro pré-requisitos: sejam obras esgotadas sem republicação há mais de 10 anos; obras publicadas no exterior e indisponíveis no mercado nacional; obras de domínio público, e obras nas quais conste expressa autorização para reprodução.

O Consuni autorizou ainda os docentes da UFRJ a disponibilizar material destinado às disciplinas que ministram, com vistas a reprodução reprográfica para estudantes regularmente inscritos.

Manifestações de repúdio

A Escola de Serviço Social (ESS/UFRJ) foi invadida pela Polícia Civil, sem que seus agentes portassem mandado judicial ou qualquer outro documento que autorizasse a ação da força policial. A arbitrariedade foi motivada por uma denúncia anônima de violação da lei de direito autoral.

Os agentes, acompanhados pela delegada-chefe da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM), apreenderam pastas, textos e equipamentos, insultaram estudantes, docentes e funcionários, e demovidos – por pressão destes – da intenção de prender o permissionário do serviço de fotocópias, Henrique Papa, levaram-no à delegacia, onde o interrogaram e indiciaram pelo suposto delito.

A diretora da ESS, Mavi Rodrigues, convidada a se pronunciar perante o Conselho, qualificou o ocorrido como um ataque á autonomia universitária. "Além das armas e da truculência, não portavam qualquer procedimento formal, que indicasse o direito de realizar busca e apreensão", protestou Mavi. O discurso de Mavi pode ser visto na íntegra, na filmagem da WebTV.

O conselheiro Anderson Tavares, representante do corpo discente, destacou que a necessidade de acesso a textos e livros entra em contradição com a política de propriedade intelectual. Para o conselheiro, o ocorrido na ESS explicita como o acesso a livros e textos didáticos não foi "abraçado" pela universidade como parte de sua política de assistência estudantil.

A conselheira estudantil Clara Gomide pediu voz a Rafael Lopes, representante do centro acadêmico da ESS, que, em sua manifestação, afirmou que a lei não beneficia os estudantes e, sim, à "máfia" das editoras. "Recebendo uma bolsa de 360 reais, o estudante já tem dificuldades para pagar por xérox, que dirá por livros. O curso de Serviço Social é da classe trabalhadora", destacou o estudante.

Durante a sessão, o reitor Aloisio Teixeira informou que o funcionário Henrique Papa está sendo assistido pelo Núcleo de Prática Jurídica, da Faculdade de Direito.

A Reitoria orientou a Divisão de Segurança (Diseg) a solicitar mandado judicial ou autorização da universidade a autoridades policiais e, na inexistência destes, lhes vedar a entrada nos campi. O reitor esclareceu aos conselheiros que enviou carta ao governador protestando contra a atuação da Polícia Civil e solicitou uma audiência com o secretário de segurança José Mariano Beltrame.

O Consuni aprovou, ao final da sessão, uma moção de repúdio à ação da Polícia Civil, exigindo a devolução do material apreendido.

Fonte: Bruno Franco, do Jornal da UFRJ

É pensando na necessidade de ampliar a inserção da inovação tecnológica no Brasil que se organiza em Belo Horizonte (MG) a Feira de Inovação Tecnológica (INOVATEC), entre os dias 5 a 8 de outubro. A ANPG realiza mesa de debates no evento dia 6. 


A ANPG realizará no dia 6 de outubro, quarta-feira, a mesa-redonda intitulada “Inovação e pós-graduação: um novo paradigma para a pesquisa”, com apoio da UFMG. Com a participação de parceiros dos setores públicos e privados, esta mesa fará uma discussão acerca dos limites enfrentados e as perspectivas que os estudantes podem ter como estímulo para que os trabalhos acadêmicos tenham a inovação enquanto objeto.
 
Com o número estimado de 18 mil participantes, o evento reunirá, no Expominas, estudantes, gestores públicos, professores, pesquisadores, instituições de ciência e tecnologia, empresas, além de profissionais vinculados a inovação em outros países. 
 
Garantindo participação destacada no evento, a ANPG terá ainda o estande número 132, localizado no CEFET-MG e participará de forma propositiva e articulada dos demais debates promovidos pela Inovatec.
 
Novo patamar
 
Sobre a importância da inovação tecnológica para a ANPG, o Diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da entidade, Vasco Rodrigo, considera que “em uma conjuntura global onde o que se desponta no mundo são os bens de alto valor agregado, a Inovação passa ser uma chave que abre as portas a um novo patamar produtivo-empresarial, seja público ou privado. Nessa perspectiva, o papel da pós-graduação é vital, uma vez que esta propicia a ponte entre a ciência pura e a aplicada, a Inovação.”  
 
As discussões de maior destaque estarão voltadas para a geração de energia elétrica através de fontes limpas, a inovação na organização da Copa do Mundo de 2014 e a relação da inovação com os trabalhos que são desenvolvidos nas universidades, onde se encaixa a mesa que será realizada pela ANPG. Estas questões serão voltadas para diversos ramos do conhecimento como a biotecnologia, a produção química, têxtil, eletrônica, automobilística, dentre outras.
 
O cadastramento para entrada e as inscrições para as palestras (gratuitas) devem ser feitas pelo site www.inovatec2010.com.br
 
Serviço:
Mesa- redonda da ANPG na Inovatec: “Inovação e pós-graduação: um novo paradigma para a pesquisa”
Data: 6 de outubro (quarta-feira)
Horário: 18h
Local: Expominas
 
Por Julio Neto, diretor de Políticas Educacionais da ANPG
Alterada em 24/09, para acréscimo de informações sobre o estande