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Até 1999, 13 estados nunca haviam formado um doutor; agora, só Acre e Roraima estão fora da lista.
Universidades, públicas ou privadas, de 13 Estados brasileiros do Norte, Nordeste e Centro-Oeste não haviam formado sequer um doutor até 1999. Uma década mais tarde, esse quadro mudou bastante.
A formação de mestres e doutores nessas três regiões cresce proporcionalmente mais do que no Sul e Sudeste, elevando sua participação no mapa atual da pós-graduação e da produção científica do país, graças ao maior fluxo de recursos do governo federal e de agências estaduais de fomento à pesquisa.
A desigualdade na oferta de programas de mestrado e doutorado, contudo, persiste – fator que retarda o desenvolvimento e os avanços do sistema educacional, do nível básico ao superior.
O cenário regional revela forte concentração nos Estados mais ricos: em 2009, 79% dos pesquisadores brasileiros saíram das universidades do Distrito Federal, do Sul e do Sudeste, 15% das instituições de ensino superior do Nordeste e 6% das regiões Norte e Centro-Oeste; a mesma relação há dez anos apresentava distorção maior: 88%, 9% e 3%, respectivamente.
Demanda reprimida
Para Danielle Carusi, pesquisadora do Centro de Estudos sobre Desigualdade e Desenvolvimento da Universidade Federal Fluminense (Cede-UFF), o atraso na criação de programas de pós-graduação e a falta de investimento nos anos 1980 reprimiram uma grande demanda no interior do país.
"Estamos num momento de retomada, o que é positivo porque descentraliza cada vez mais a formação educacional do eixo Rio-São Paulo e contribui para o desenvolvimento regional", avalia a economista.
Odenildo Sena, diretor-presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Amazonas (Fapeam), reconhece a descentralização da aplicação de recursos federais em favor da produção de conhecimento no interior do país, mas ressalva que o momento é de "correr atrás do prejuízo".
"As melhores universidades e os melhores centros de pesquisa e de inovação tecnológica estão em São Paulo. Como competir com isso, enquanto estamos no centro da maior biodiversidade do planeta, com milhares de espécies de peixes e plantas medicinais à espera de classificação, e nos falta capital intelectual para transformar isso em conhecimento, em riqueza?", questiona.
Desigualdade histórica
Outra explicação para a desigualdade é histórica, diz Emídio Cantídio, diretor de programas e bolsas da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), agência de fomento à pesquisa do Ministério da Educação (MEC).
"A pós-graduação no Brasil é muito jovem, dos anos 1950, 1960. Começou com o nascimento das agências de fomento governamentais [Capes, CNPq e Fapesp] e se desenvolveu mais rapidamente no Sudeste, no Rio e em São Paulo, onde as universidades eram tipicamente de pesquisa."
No resto do país foi adotado um modelo de universidade focado na graduação. "Havia poucos mestres e doutores, titulação não era obrigação para dar aula. Os professores eram mais ligados ao mercado de trabalho e isso não permitia levar adiante programas de pós-graduação", lembra Cantídio, que fez parte de uma grande leva de acadêmicos brasileiros que se doutoraram no exterior nos anos 1970.
A partir desse período, os programas de pós-graduação começaram a se espalhar. Foram criadas exigências de qualificação e produção de pesquisa, seguidas primeiramente por universidades do Sul e Sudeste e, com maior atraso, por instituições do Norte e Centro-Oeste.
Universidades do século 21
Goiás, por exemplo, formou seu primeiro doutor em 2000, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, em 2006. Em Rondônia, o primeiro doutorado foi concluído há apenas dois anos, com a apresentação de uma pesquisa reconhecida internacionalmente sobre o controle epidêmico da malária na região amazônica.
Já Acre, Amapá, Tocantins e Roraima, todos com universidades particulares, estaduais e federais consolidadas, ainda não entraram nessa lista – Acre e Roraima são os únicos Estados do país ainda sem programas de doutorado em andamento. "A primeira pesquisa de mestrado no Acre começou em 2006, se leva algum tempo para chegar ao curso de doutorado", explica Cantídio.
O diretor da Capes acrescenta que um conjunto de políticas foi criado nos últimos anos para fortalecer a pós-graduação em regiões desfavorecidas, priorizando linhas de pesquisa com perfil regional e apostando no aumento da distribuição de bolsas de estudo.
O projeto federal Bolsa para Todos prevê que 100% dos doutorandos das regiões Norte e Centro-Oeste e grande parte dos mestrandos recebam auxílio no curto prazo. "Isso precisa ser impulsionado, é uma ideia que pressiona os pesquisadores e profissionais a permanecerem na região e ajuda no desenvolvimento, qualificando a demanda por investimentos produtivos", avalia Danielle.
De acordo com levantamento do Valor, com base em dados da Capes, entre os mais de 220 programas de mestrado e doutorado identificados hoje nas regiões Norte e Centro-Oeste destacam-se pesquisas interdisciplinares que associam direito, ciências agrárias, energia, planejamento urbano, diversas modalidades de engenharia, saúde e várias outras áreas a temas relacionados ao ambiente.
O único doutorado do Amapá, por exemplo, intitula-se biodiversidade tropical, curso que prepara pesquisadores e profissionais altamente qualificados para o aproveitamento sustentável da floresta amazônica. Além disso, há programas tradicionais, como ciências da computação, ciências sociais, administração e cursos na área de educação, cujo o alvo é melhorar a educação básica.
"Só é preciso tomar cuidado com a qualidade dos cursos oferecidos", pondera Danielle. A maioria dos programas de pós-graduação das regiões Norte e Centro-Oeste tem conceitos inferiores em comparação com as avaliações de qualidade dos cursos consolidados do eixo Sul/Sudeste. "Os cursos são avaliados a cada três anos, portanto é preciso esperar pela evolução", explica Maria das Graças Nascimento Silva, pró-reitora de pós-graduação e pesquisa da Universidade Federal de Rondônia (Unir).
Primeiro doutor de RO deu "muitas voltas"
A trajetória acadêmica do médico paulista Mauro Tada até o doutoramento pode ser tomada como referência para ilustrar o quadro de desigualdade regional no setor de pós-graduação e produção científica no Brasil. Em 2008, ele entrou para a história de Rondônia como o primeiro doutor titulado no Estado, mas precisou "dar muitas voltas".
Graduado pela Universidade de Brasília (UnB) em 1986 e apaixonado por medicina tropical, Tada prestou concurso e se tornou servidor público de Rondônia, onde pôde conduzir pesquisas sobre malária em Costa Marques, cidade na divisa com a Bolívia. A universidade mais próxima dali estava a mais de 500 quilômetros.
Na Secretaria Estadual de Saúde, ele dirigiu o Centro de Pesquisa em Medicina Tropical (Cepem), mantido por recursos federais e de entidades internacionais. "Fui um privilegiado porque trabalhei com apoio e no maior laboratório ao ar livre para estudar malária. Não faltam recursos para a área de saúde e ambiente na nossa região, até o Bill Gates investe aqui, mas não há o mesmo interesse em outras áreas", conta Tada.
Mesmo com apoio, o pesquisador não conseguiu dar sequência aos estudos formais em Rondônia. Se deslocou para Minas Gerais para fazer uma especialização de dois anos e voltou para a UnB para o mestrado em medicina tropical, concluído em 1995. "Não havia estrutura nas universidades daqui e até hoje faltam pessoas com nível para formar novos doutores, é um processo demorado", pondera Tada.
O médico só deu início ao doutorado em 2005, desta vez em Porto Velho – a Universidade Federal de Rondônia (Unir) estava estreando a pós-graduação em biologia experimental, que atualmente abre dez vagas por ano. O primeiro trabalho de doutorado do Estado, sobre novas técnicas de controle da malária, detectou portadores assintomáticos da doença nas comunidades ribeirinhas do rio Madeira e hoje orienta políticas públicas de prevenção.
Dificuldades e "fator amazônico"
Passamos por uma série de dificuldades: o custo de vida aqui é muito alto, há problemas de comunicação com o resto do país, problemas para o levantamento da bibliografia, numa situação comum jamais podemos pensar no que eu fiz", diz Tada, em referência à segurança financeira que tem por ser funcionário público e fazer parte de um centro de pesquisas reconhecido internacionalmente.
"Um médico concursado ganha mais de R$ 9 mil e pode se virar sem bolsa, mas é difícil um biólogo ou qualquer outro pesquisador tocar o trabalho com auxílio de R$ 3 mil por mês." Atualmente, o piso das bolsas de estudo das duas principais agências de fomento federais (Capes e CNPq) é de R$ 1,8 mil e R$ 3,3 mil para programas de mestrado e doutorado, respectivamente.
Para minimizar problemas de desigualdade na pós-graduação, Tada sugere a adoção de um "fator amazônico", ou seja, um mecanismo para garantir mais recursos públicos para bolsas de estudo e fomento à pesquisa nas regiões Norte e Centro-Oeste. "É necessário que se coloque em evidência a regionalização e os gastos para cada local. Muitos pesquisadores ganham apenas para sobreviver."
Inaugurada em 1982, a Universidade Federal de Rondônia só começou a oferecer cursos de pós-graduação em 2001, com o mestrado em biologia experimental. Atualmente são oito cursos de mestrado e um de doutorado.
Segundo a pró-reitora de pós-graduação e pesquisa Maria das Graças Nascimento Silva, a Unir tem investido em parcerias com universidades do Sudeste para ampliar o quadro de professores-doutores da Unir e, assim, criar novos programas de pós-graduação e núcleos de pesquisa.
Combate à fuga de massa crítica
"Eles fazem o doutorado em universidades de fora do Estado, mas voltam para cá para darem sequência ao trabalho. O próximo passo é abrir nossos próprios cursos, já que não teremos mais fugas de massa crítica como no passado", conta ela.
Maria das Graças informa ainda que a Unir espera da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) autorização para a abertura de três novos programas de doutorado (literatura, matemática e engenharia agrária) e sete de mestrado (desenvolvimento regional, administração de empresas, psicologia, letras, ciências da linguagem, geografia e educação).
"O próximo passo é melhorar o conceito dos nossos cursos para torná-los mais competitivos em relação ao resto do país, aí sim podemos dizer que a desigualdade está sendo reduzida", afirma.
Nota da Redação do Jornal da Ciência: A reportagem acima, reproduzida do jornal "Valor Econômico", deu informação incorreta sobre os valores das bolsas de mestrado e doutorado oferecidas pelo CNPq e pela Capes. O valor correto é R$ 1.200 (mestrado) e R$ 1.800 (doutorado) e não R$ 1.800 e R$ 3.300, respectivamente.
Fonte: Jornal da CIência.
Publicado originalmente no jornal Valor Econômico, em 9/9, por Luciano Máximo
86,7% dos votantes garantiram, por meio de plebiscito oficial instituído pelo Conselho Universitário, o fim da cobrança de taxas e mensalidades das especializações lato sensu e dos MBAs
A comunidade universitária da Universidade Federal Fluminense (UFF) aprovou, por meio de plebiscito oficial reconhecido pela administração superior, o fim dos cursos pagos na instituição, inclusive cursos de especialização lato sensu e Master of Business Administration (MBA).
De acordo com a presidente da Associação dos Docentes da UFF (Aduff Seção Sindical), Gelta Terezinha Ramos Xavier, essa vitória é importantíssima para os três seguimentos (docentes, técnicos e estudantes), porque consolida a compreensão constitucional de que a universidade deve ser pública e gratuita em todos os níveis.
“Nós – docentes, técnicos e estudantes – trabalhamos juntos na construção de uma campanha pela gratuidade total dos cursos e garantimos que a UFF seja a primeira universidade do país nessas condições. Agora, queremos multiplicar a informação para estimular outras instituições de ensino superior a debaterem o assunto e adotarem a mesma medida”, afirma.
Construção democrática
O processo de plebiscito resulta de uma decisão do Conselho Universitário (CUV) de 1998 que, em atendimento às reivindicações da comunidade universitária, decidiu pela constituição de uma Assembléia Estatuinte para a elaboração da proposta do Novo Estatuto da UFF.
Decidiu também que os pontos divergentes entre os textos aprovados pela Assembléia Estatuinte e o Conselho Universitário seriam definidos pela própria comunidade universitária, por meio de plebiscito.
Na reunião ordinária do Conselho Universitário de junho de 2010, houve o entendimento de que os temas "Ouvidoria" e "Conselho Superior Único" deveriam ser excluídos do processo plebiscitário pois já existem leis maiores que regulamentam estas questões. Assim, o único tema para o plebiscito foi o texto sobre a "Gratuidade do Ensino", conforme a decisão tomada na reunião do CUV de 17/12/2008.
No caso em questão, a Assembléia Estatuinte propunha a gratuidade total, enquanto o Conselho Universitário defendia a gratuidade apenas para cursos de graduação, mestrado e doutorado. A posição da Assembléia ganhou por 86,7% dos votos, ou seja, 11.497 optaram pela gratuidade total, enquanto 1.751 membros da comunidade universitária, representando 13,2 % dos votantes, apoiaram a posição do CUV.
O plebiscito
No plebiscito, que ocorreu de 30 de agosto a 1º de setembro em Niterói e nos dias 2 e 3 de setembro nas unidades do interior, foi decidido sobre a manutenção do texto da Assembleia Estatuinte ou a instituição do texto da Comissão de Sistematização do Conselho Universitário:
– Texto da Estatuinte, Art.3°: "A UFF será regida pelos seguintes princípios: … III – da natureza pública e gratuita do ensino, sob responsabilidade da União; …"
– Texto da Comissão de Sistematização do CUV, Art. 2° §2: "O princípio da gratuidade do ensino aplica-se aos cursos de graduação e de pós-graduação stricto-sensu (mestrado e doutorado)".
A pergunta feita à comunidade da UFF foi "Você concorda que deva prevalecer o texto da Estatuinte?", com as opções: "Sim" ou "Não".
Valores
A UFF possui hoje 131 cursos de especialização lato sensu, entre especializações e MBAs, que envolvem 7,5 mil estudantes. A maioria é paga. Em alguns casos, muito bem paga.
A pós-graduação em Destística, oferecida pela Faculdade de Odontologia, por exemplo, com duração de 12 meses, requer que os alunos paguem R$ 1,1 mil. A especialização em Direito da Administração Pública sai a uma mensalidade de R$ 550, além da taxa de inscrição de R$ 100.
Há alternativas mais em conta, principalmente em cursos relacionados à formação de professores. Gratuidade completa, entretanto, é rara, mas existente. A Faculdade de Educação, na qual Gelda está lotada, não oferece nenhum curso pago e evita, inclusive, cobrar taxas de inscrição. Atualmente, oferecem nove dos 131 cursos de especialização da UFF, mas já chegaram a ofertar doze concomitantemente.
“Nossa experiência da Faculdade de Educação prova que a oferta de especializações gratuitas é perfeitamente viável. Os professores, em sua maioria, trabalham em regime de Dedicação Exclusiva. Não há razões para cobranças de taxas e mensalidades”, defende.
UFF em números
A UFF possui 2.852 professores efetivos e 4.005 servidores técnicos administrativos. São 35.599 estudantes de graduação, sendo que 6.386 estão matriculados em cursos de educação à distância, e 11.675 pós-graduandos, entre cursos de especializações, mestrados e doutorados.
Quer saber mais sobre o plebiscito da UFF? Acesse http://www.plebiscito2010.uff.br/
Da redação, com ANDES-SN e UFF
Na última quarta-feira (15/9), foi lançado o 1º Salão de Pesquisa em Pós-Graduação da UFRGS. O evento é promovido pela APG-UFRGS em parceria com a Pró-Reitoria de Pós-Graduação da Universidade.
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O objetivo é possibilitar a divulgação das pesquisas desenvolvidas na Universidade, bem como, integrar pós-graduandos e docentes de todas as áreas de conhecimento e promover um amplo debate sobre a situação e os rumos da pós-graduação na UFRGS.
A expectativa é que a primeira edição do evento seja o pontapé inicial para a consolidação de um amplo debate que envolva discentes e docentes envolvidos na pós-graduação. Os trabalhos apresentados na Mostra Científica serão apresentados em Eixos Temático, como forma de fomento à interdisciplinariedade e inspirado no sucesso desta metodologia no II Salão da ANPG.
O evento funcionará a partir de 3 eixos de atividades:
a) Mesas Redondas: que contarão com a participação de discentes e docentes, promovendo a discussão sobre temas como Direitos dos Pós-Graduandos, Novo Plano Nacional de Pós-Gradual e Pós-Graduação e Docência.
b)Mostra científica: onde poderão apresentar trabalhos quaisquer estudantes vinculados aos programas e/ou cursos de pós-graduação da UFRGS.
c) Grupos de Discussão, Oficinas e Reuniões de Área: com inscrição pelo site do evento, no mesmo período dos trabalhos, estas atividades poderão ser propostas e serão incluídas na programação do evento.
O Salão é o primeiro evento promovido pela APG-UFRGS após sua refundação e a expectativa dos diretores da APG e demais envolvidos na organização é que o evento será um sucesso e terá muitas edições futuras.
Visite o site www.salaoufrgs.blogspot.com
De Porto Alegre, Gabriele Gottlieb, vice-prsidente reional Sul da ANPG e presidente da APG-UFRGS
O médico Luiz Hildebrando Pereira da Silva, professor-emérito da USP e da Universidade Federal de Rondônia, recebe nesta segunda-feira, às 19h, no Memorial da América Latina, o Prêmio Averroes 2010
A láurea foi instituída para homenagear profissionais que compartilham o conhecimento da sua área com pessoas ainda em formação. O prêmio leva o nome de Averroes, como é conhecido no Ocidente o filósofo e médico Abu al-Walid Muhammad Ibn Rushd, nascido em Córdoba, Espanha, no século 12.
Ele se destacou pela transmissão de conhecimentos a seus discípulos e pela influência não só no mundo islâmico da época mas também entre pensadores católicos, como São Tomás de Aquino, e judeus, como Maimonides.
Exilado
Exilado por motivos políticos em 1968, Pereira da Silva desenvolveu brilhante carreira como cientista do CNRS (Centro Nacional de Pesquisa Científica da França) no Instituto Pasteur de Paris, alcançando posições de chefe dos Departamentos de Biologia Molecular e de Imunologia e de diretor da Unidade de Parasitologia Experimenta l.
Aposentado na França em 1996, retornou no ano seguinte ao Brasil e criou o Instituto de Pesquisas em Patologias Tropicais de Rondônia, onde continua com seu trabalho de pesquisa em imunologia e epidemiologia da malária.
Fonte: Jornal da Ciência.
Publicado originalmente da Folha de S. Paulo, em 19/9/2010
São duas oportunidades de bolsa pós-doc, financiadas pela Fapesp, dentro do projeto temático "Land use Change in Amazonia: Institutional analysis and modelling at multiple temporal and spatial scales"
A primeira bolsa, de um ano, visa ao desenvolvimento do subprojeto "Construction of computational models and scenarios to represent the social interactions and institutional arrangements".
O candidato deve ter título de doutor em Sensoriamento Remoto, no mínimo 10 anos de experiência no estudo do uso e ocupação da terra na Amazônia e em trabalhos de campo na região para levantamento de dados sócioeconômicos e de dados biofísicos, sólida formação em processamento de imagens orbitais e geoprocessamento para estudos de ocupação antrópica e conhecimento dos processos sociais e econômicos da região. O candidato deve ter motivação e disponibilidade para longos períodos em campo e viagens.
Os interessados devem enviar os seguintes documentos até 24 de setembro: carta de apresentação indicando a razão de interesse na bolsa com um breve relato de sua experiência, curriculum vitae completo e três cartas de recomendação.
O edital está disponível em:
http://www.inpe.br/noticias/arquivos/pdf/EditalBolsaPDEixo4.pdf
A segunda bolsa, também no período de um ano, está inserida no subprojeto "Identification and analysis of institutional arrangements that influence Land Use and Cover Change (LUCC) processes, using social sciences institutional analysis methods".
O candidato deve ter título de doutor em Ciências Ambientais, com experiência em pesquisa empregando metodologias integradas e de múltiplos níveis de análise dos processos sociais e biofísicos do uso da terra e mudanças da cobertura vegetal em biomas tropicais; conhecimento de metodologias de ciências sociais e ecologia, incluindo ferramentas de análise espacial de sensoriamento remoto e SIG para integrar estudos de casos com modelos regionais e globais de mudanças de uso e cobertura vegetal; e experiência nas abordagens acima para avaliar como as instituições e os arranjos institucionais modificam os fatores que causam as mudanças de cobertura vegetal e os impactos sociais e ecológicos destas mudanças.
Os interessados devem enviar até 1º de outubro os seguintes documentos: carta de apresentação indicando a razão de interesse na bolsa com um breve relato de sua experiência, curriculum vitae completo e três cartas de recomendação.
O edital está disponível em:
http://www.inpe.br/noticias/arquivos/pdf/EditalBolsaPDEixo1.pdf
Fonte: Jornal da Ciência
Novo prazo vai até o dia 30 de setembro. Podem apresentar propostas doutores em programas de pós-graduação reconhecidos pela Capes
O projeto “Cátedras Ipea/Capes para o Desenvolvimento” visa incentivar o debate sobre o pensamento econômico-social brasileiro, constituir redes de pesquisa, fortalecer o entendimento sobre o desenvolvimento e, finalmente, contribuir para a gestão de políticas públicas sólidas e consistentes com o objetivo de fomentar a construção de uma visão estratégica para o processo de desenvolvimento brasileiro.
Poderão apresentar propostas e concorrer a uma Cátedra Ipea/Capes para o Desenvolvimento docentes integrantes de Programas de Pós Graduação reconhecidos pela Capes. O proponente deverá, ainda, possuir titulação de doutor com comprovada produção acadêmica sobre temas referentes ao desenvolvimento nacional.
As propostas devem ser enviadas ao Ipea até as 18h (hora de Brasília) do dia 30 de setembro de 2010. Mais informações sobre os requisitos podem ser obtidas na própria chamada, pelo link abaixo.
Acesse o hotsite do projeto Cátedras Ipea/Capes para o Desenvolvimento e preencha o formulário
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| APG na posse da reitoria |
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| Membros da APG entregando pauta à nova reitoria |
Pela primeira vez desde que foi criada, em 2007, a Jornada Científica da Embrapa Mandioca e Fruticultura vai ser realizada fora das suas instalações
Este ano, o evento acontece na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), durante a Reunião Regional da SBPC, de 14 a 17 de setembro.
Vão se apresentar na 4ª Jornada Científica 54 bolsistas de graduação da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que desenvolvem seus trabalhos sob orientação de pesquisadores da Embrapa.
"Aproveitando a reunião da SBPC, a interação com os alunos vai ser bem maior. Por conta dos compromissos na universidade, muitos estudantes vinham, faziam suas apresentações e voltavam para lá", explica a pesquisadora Ana Lúcia Borges, uma das coordenadoras da jornada.
São 74 resumos inscritos, incluindo os de estudantes de iniciação científica júnior (ensino médio) que não necessitam participar, mas querem fazer sua apresentação. Nesta edição, a Jornada não inclui trabalhos de pós-graduação porque haverá eventos específicos na Reunião Regional.
A maioria dos trabalhos está relacionada à biotecnologia e ao melhoramento genético. "Há um grande interesse nessas áreas, talvez porque os resultados sejam mais rápidos e, assim, os alunos conseguem publicar um artigo em um período mais curto. No campo, a resposta daquele nutriente que ele aplicou, por exemplo, vai demorar um ano ou mais. Além disso, os equipamentos são de última geração, o que estimula os estudantes", salienta Ana Lúcia.
Como em 2009, os melhores trabalhos de cada categoria serão premiados. Também será entregue o prêmio Orlando Sampaio Passos ao bolsista destaque da 4ª Jornada Científica, que vai receber um troféu, um certificado e uma bolsa de seis meses de um curso de inglês. O melhorista Orlando Sampaio Passos tem mais de 40 anos prestados à citricultura mundial e é um dos mais antigos funcionários da unidade.
SBPC
Com o tema central "Ciência, Tecnologia e Inovação no Recôncavo", a SBPC reúne estudantes, professores e pesquisadores de instituições de ensino superior, médio e fundamental, institutos de pesquisa e o público em geral com o objetivo de promover o desenvolvimento científico e tecnológico na região. Onze mil pessoas já estão inscritas no evento.
Mais informações: http://www.sbpcnet.org.br/reconcavo/home/ e http://www.ufrb.edu.br/sbpc/
Fonte: Jornal da Ciência




