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Inscrições devem ser realizadas exclusivamente pela internet, com, no mínimo, 90 dias de antecedência da viagem

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) divulgou edital para seleção de candidatos ao programa de Intercâmbio Científico Brasil-Alemanha de Curta Duração, realizado em parceria com o Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (DAAD).

O objetivo é fortalecer a cooperação científica entre os dois países parceiros, por meio do financiamento da ida de pesquisadores de instituições brasileiras à Alemanha e da vinda de pesquisadores de instituições alemãs ao Brasil.

Para se inscrever, o candidato ao programa deverá, entre outros requisitos, ter diploma de doutorado há, pelo menos, dois anos; possuir atuação acadêmica qualificada na área e reconhecida competência profissional com produção intelectual consistente; ser pesquisador ou docente vinculado a uma instituição de ensino superior e/ou de pesquisa, preferencialmente com atuação na pós-graduação; e ter nacionalidade brasileira ou visto de residência permanente no Brasil, no caso de estrangeiro.

As inscrições serão gratuitas e realizadas exclusivamente pela internet, com, no mínimo, 90 dias de antecedência da viagem. No ato da inscrição, os candidatos devem anexar a documentação exigida no edital e preencher o formulário. Para solicitação de vinda de pesquisador alemão ao Brasil, a inscrição deverá ser submetida pelo professor da instituição brasileira responsável pelo convite.

As missões devem ter duração, de, no mínimo, 30 e, no máximo, 90 dias, improrrogáveis. Para realização das missões, a Capes concederá auxílio deslocamento no valor de US$ 2.200 e diárias no Brasil no valor de R$ 240.

A seleção será feita seguindo as seguintes etapas, todas eliminatórias: análise documental, análise de mérito e seleção final. Serão concedidos auxílios em todas as áreas do conhecimento. A divulgação do resultado final ocorre por meio de correspondência enviada via correio tradicional e eletrônico.

Mais informações pelo e-mail [email protected]

Para dúvidas e solicitações referentes ao formulário eletrônico, utilize o email [email protected] ou o telefone (61) 2022-6160.

O edital está disponível em: http://www.capes.gov.br/images/stories/download/bolsas/Edital58_Capes_DAAD2010.pdf

Fonte: Jornal da Ciência, com Assessoria de Comunicação da Capes

Jornalistas da "Folha de SP", "TV Cultura", "Revista Eco 21", "O Povo", entre outros veículos, participam de oficina até esta terça-feira, dia 14, em Campina Grande (PB).

A oficina marca o lançamento da Agência de Notícias do Semiárido Brasileiro (SAB Notícias), criada e gerenciada pelo Instituto Nacional do Semiárido (Insa).

De acordo com o diretor do Instituto, Roberto Germano Costa, apesar dos seus 982.500 quilômetros quadrados de extensão, cerca de 20 milhões de habitantes, e, também, de abrigar a Caatinga, único no mundo, o Semiárido ainda é pouco conhecido do brasileiro.

Grande parte das pesquisas e estudos desenvolvidos por institutos, universidades e centros de pesquisas instalados na região termina por não chegar às pessoas. Isso se deve, em parte, ao fato de não haver um fluxo bem estruturado entre a comunicação daqueles organismos e a mídia.

"Esse descompasso é somatório de uma série de questões que se delinearam ao longo da história e a SAB Notícias é uma das formas de contribuição para reparar esse desnível de informações", afirma.

Germano acredita que "a experiência profissional e convivência dos jornalistas com os assuntos de ciência, tecnologia e meio ambiente, certamente contribuirá para outro quadro de entendimento e conhecimento sobre essa região estratégica tão importante para o desenvolvimento do país".

Fonte: Jornal da Ciência, com Assessoria de Comunicação do Insa

Prêmio Marechal-do-Ar Casimiro Montenegro Filho foi instituído em agosto e recebe inscrições até 29 de outubro.

A premiação tem a finalidade de estimular a produção de estudos e de pesquisas voltadas para assuntos que concorram para o desenvolvimento científico e tecnológico estratégico, ao fortalecimento da Defesa Nacional e aos setores estratégicos aeroespacial, de tecnologias de informação e comunicação, de energia nuclear e de biotecnologia.

O prêmio é um concurso de teses de doutorado defendidas e com depósito da versão definitiva entre 1º de janeiro e 29 de outubro de 2010. Podem concorrer candidatos de qualquer nacionalidade, idade ou formação acadêmica com curso de doutorado em diversas áreas do conhecimento.

No caso das regiões Sul, Sudeste e do Distrito Federal, as teses devem ter sido defendidas em cursos avaliados com conceito 7 pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). No caso das regiões Região Norte, Nordeste ou Centro-Oeste, as teses podem ter sido defendidas em cursos com notas 6 e 7.

Também podem participar doutores formados nos cursos desenvolvidos por escolas militares e por unidades de pesquisa vinculadas ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).

Será premiada a melhor tese de cada área do conhecimento, em cada Instituição de Ensino Superior (IES) participante. A premiação consiste no pagamento em dinheiro do valor de R$ 8 mil e a publicação da tese. Os prêmios serão pagos pela SAE e os valores estarão sujeitos à incidência, dedução e retenção de impostos, conforme legislação em vigor, por ocasião da data de pagamento.

Mais informações: http://www.sae.gov.br/site/?page_id=3884
 
Fonte: Jornal da Ciência

46 comissões de avaliação, compostas por 877 pessoas participaram do processo de Avaliação Trienal 2010 dos Programas de Pós-Graduação stricto sensu no Brasil, divulgada nesta terça-feira (14) neste link. Entre os avaliadores, figura o representante da ANPG Thiago Matsushita, atual 2º Diretor de Relações Institucionais da entidade e membro do Conselho Técnico Científico (CTC) da CAPES. O diretor da ANPG trabalhou em defesa da qualidade e da democratização do acesso aos cursos durante a avaliação.

Os dados analisados, referentes ao período de 2007 a 2009, são dos 2.718 programas do país. Entre 19 de julho e 14 de agosto deste ano foram feitas as avaliações presenciais. Os resultados produzidos pelas comissões de área foram levados à deliberação e chancela do Conselho Técnico Científico da Educação Superior (CTC-ES) na sua 120ª reunião, ocorrida entre 30 de agosto a 3 de setembro de 2010, e refletem o desempenho dos programas de pós-graduação nesse triênio 2007/2009.
 
Muito esperada pela comunidade cientifica nacional, a Avaliação Trienal da CAPES apresenta positivamente um aumento da produção científica e um crescimento expressivo dos cursos de pós-graduação credenciados nas universidades brasileiras. Entretanto, este crescimento, embora expresse uma redução das disparidades regionais no cenário científico-acadêmico, ainda é marcado por muita concentração.
 
Em que pese o crescimento do número de cursos tenha sido maior nas regiões Norte (35,3%), Nordeste (31,3%) e Centro-Oeste (29,8%), a concentração no Sudeste – que teve o menor crescimento, de 14,9% – ainda a diferencia muito das demais regiões. A região Sul teve crescimento de 24,3% de cursos avaliados em relação ao ano de 2007.
 

Concentração alarmante
 
A região Sudeste concentra o maior número de cursos. São 2.190, representando 53,4% do total. O Sul representa 19,8%, com 810 cursos; Nordeste, 16,4%, 672; Centro-Oeste, 6,6%, 270 e a região Norte com 157 cursos, 3,8%. A presidente da ANPG, Elisangela Lizardo, considera “alarmante” o grau dessa concentração de produção na região Sudeste, onde também se concentram os maiores índices de desenvolvimento econômico do país. 

 

Elisangela Lizardo e Jorge Guimarães durante mesa de debate da 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (CNCTI)

Para ela, “é preciso valorizar e, mais ainda, avançar nas políticas que propiciem desenvolvimento científico e econômico no país, que possui, por exemplo, uma grande demanda de exploração científica nacional das regiões amazônica e do Pantanal”.
 
Notas revelam necessidade de crescer os investimentos
 
Como já consagrado pela avaliação, os programas receberam notas numa escala de 1 a 7, sendo que: 1 e 2 indicam o descredenciamento do programa, enquanto notas 6 e 7 indicam desempenho de referência e de inserção internacional. Para programas que tenham apenas mestrado 5 é a nota máxima.
 
De acordo com o relatório, 2,7% dos programas (o que equivale a 75 cursos) obtiveram notas 1 ou 2, consideradas insuficientes e que provocam o descredenciamento. Outros 32% receberam nota 3, que significa desempenho regular, atendendo ao padrão mínimo de qualidade. Por outro lado, houve ligeiro aumento dos cursos com a nota mais alta possível (7), que equivale ao padrão internacional. Segundo a avaliação da Capes, 4,1% dos programas conseguiram a nota mais elevada neste ano, enquanto em 2007 esse índice ficou em 3,6%.
 
A avaliação trienal aponta, ainda, que a pós-graduação brasileira continua com uma forte taxa de crescimento e que cerca de 71% dos programas mantiveram a nota anterior, 19% obtiveram aumento de nota e 10% receberam notas menores.
 
Para Elisangela Lizardo, “os índices de riqueza de um país estão diretamente relacionados com sua capacidade de produzir ciência, tecnologia e inovação. Investir em programas de pós-graduação de alto nível é fundamental para garantir a formação de recursos humanos qualificados, capazes de produzir tais inovações. O aumento dos cursos de nível internacional é significativo para tais avanços, mas é imprescindível que haja maiores financiamentos para que os cursos 3 e 4 se qualifiquem para alcançar tais parâmetros”.
 
Na avaliação do presidente da Capes, Jorge Guimarães, o crescimento da pós-graduação no país não foi só quantitativo, mas também qualitativo. "Do ponto de vista do desempenho científico, houve melhora considerável. O Brasil vem galgando posições cada vez mais altas nos rankings internacionais", afirma.
 
Posição do Brasil no mundo
 
Hoje o país é 13º do mundo em produção científica do ponto de vista da quantidade de publicações. O presidente da agência espera que em 2010 o país chegue ao 12º lugar.
 
Já sob no aspecto qualitativo, que leva em conta o número de citações de artigos brasileiros em publicações de todo o mundo, o país ocupa o 22º lugar entre os 30 países que dominam 98% da produção científica no mundo.
 
Nos próximos dias, publicaremos uma conversa com o nosso representante no CTC da CAPES, Thiago Matsushita e com a presidente da entidade, Elisangela Lizardo. Convidamos ainda aqueles que desejarem enviar opiniões, comentários, críticas, pautas e sugestões sobre a avaliação a enviarem mensagens para comunicaçã[email protected].
 
 
Da redação, Luana Bonone, diretora de comunicação da ANPG, com Agência Brasil e SBPC

Artigo do presidente dos Estados Unidos Barak Obama defende modelo com maior participação do Estado na educação superior do país. Apesar da postura controversa do governo estadunidense, o artigo evidencia a crise de políticas liberalizantes e enseja importante debate sobre o papel do Estado na educação.

Em que pese a postura controversa do governo norte-americano, que permanece com política guerreira sobre outros povos e nações, o artigo de Barak Obama se traduz como elemento interessante ao debate educacional, pois o modelo estadunidense de ensino superior, absolutamente privatizado, serve há muito tempo como exemplo e justificativa para a implementação de políticas privatizantes em diversos países do mundo. 

A defesa do presidente dos Estados Unidos de maior intervenção do Estado para garantir uma melhor política educacional evidencia o momento de crise de políticas liberalizantes no mundo e enseja importante debate sobre o papel do Estado na educação.

Leia a íntegra do artigo:

Nas faculdades e universidades dos Estados Unidos, estudantes dirigem-se para suas salas de aula, muitos pela primeira vez. Vocês estão participando de uma jornada que não só determinará seu futuro, mas o futuro do país.

Por Barak Obama

Sabemos, por exemplo, que, no final desta década, oito de cada dez novos empregos exigirão mão de obra qualificada ou com curso superior. E sabemos que, numa economia global, os países que hoje têm níveis superiores ao nosso no campo educacional, amanhã serão mais competitivos do que nós. No século 21, o sucesso dos Estados Unidos vai depender do ensino oferecido aos nossos alunos.

E por isso, logo depois de assumir o governo, propus uma meta ambiciosa: em 2020 os EUA novamente serão o país com o maior número de estudantes formados em faculdade em todo o mundo. E nos últimos 18 meses estamos adotando políticas que nos auxiliem a cumprir esse objetivo.

Primeiro, estamos tornando a faculdade mais acessível. Vocês, estudantes, sabem como isso é importante. Nos últimos dez anos, os custos de um curso universitário aumentaram mais rápido do que os gastos com habitação, transporte e até com a saúde. O volume de empréstimos para os estudantes aumentou quase 25% em apenas cinco anos.

Não é um assunto abstrato para nós. Michelle e eu contraímos grandes empréstimos a ser reembolsados quando nos formamos. Sei muito bem o que esse encargo implica. Ninguém nos Estados Unidos deve arcar com uma dívida tão opressiva simplesmente porque quer ter uma boa educação. E a ninguém deve ser negada a oportunidade de tirar o máximo proveito de suas vidas porque não pode pagar por isso.

É a razão pela qual estamos numa luta árdua para vencer uma batalha que há anos domina Washington, sobre como administrar os empréstimos estudantis. Com base no antigo sistema, os contribuintes pagavam aos bancos e empresas financeiras bilhões de dólares em subsídios para servirem de intermediários, um acordo muito lucrativo para eles, mas desnecessário e perdulário. E como esses interesses especiais eram tão poderosos, o desperdício de dinheiro foi mantido por décadas.

Mas, este ano, demos um basta. Como resultado, em vez de transferirmos US$ 60 bilhões em subsídios injustificados para os bancos, estamos redirecionando esse dinheiro para aperfeiçoar as "faculdades comunitárias" (uma faculdade mais barata e popular, onde a maioria dos estudantes universitários conclui as matérias curriculares antes de seguir para as grandes universidades) e torná-las mais acessíveis para quase 8 milhões de estudantes e suas famílias.

Bolsas

Estamos triplicando o investimento em incentivos fiscais para famílias de classe de média com filhos estudando. Aumentamos o valor do Pell Grants (programa de concessão de bolsas de estudo) e decidimos que ele aumentará anualmente de acordo com a inflação. O reembolso dos empréstimos ficará mais administrável para mais de um milhão de estudantes.

Os futuros tomadores de empréstimo poderão até mesmo optar por um plano de pagamento que tenha como base sua renda, de modo a não precisar separar mais do que 10% do salário por mês para esse resgate. E se você entrar para o serviço público e conseguir cumprir com seus pagamentos em dia, sua dívida remanescente será perdoada depois de dez anos. Como parte desta iniciativa, estamos simplificando os formulários de ajuda financeira, eliminando dezenas de questões desnecessárias.

Quero observar também que uma maneira de ajudar os jovens a pagar a faculdade é ajudando-os a poder ter um seguro de saúde. Pela nova lei que rege o sistema de saúde, os jovens podem ser incluídos como dependentes nos planos de saúde de seus pais até os 26 anos de idade.

Em segundo lugar, o ensino superior precisa mais do que ser acessível; ele necessita também preparar os alunos para os empregos do século 21. As faculdades comunitárias, um ativo tão depreciado neste país, estão bem colocadas para liderar esse esforço. Por isso, estamos procurando melhorar essas instituições, vinculando as competências ensinadas nas salas de aula às necessidades das empresas locais em setores da economia que vêm crescendo.

A terceira parte da nossa estratégia para o ensino superior é assegurar que mais estudantes concluam os cursos. Mais de um terço dos estudantes universitários em nosso país, e mais da metade dos nossos estudantes que pertencem às minorias, não se diplomam, mesmo depois de seis anos.

Não se trata de desperdício de dinheiro somente; é um desperdício incrível de potencial que freia o progresso do país. Não precisamos apenas abrir as portas das universidades para mais americanos; precisamos garantir que os alunos saiam delas com um diploma nas mãos.

Naturalmente, isso depende do estudante. E vocês são responsáveis por seu próprio sucesso. Mas podemos fazer mais ainda para remover as barreiras que impedem a conclusão dos estudos, especialmente no caso daqueles alunos que estudam e trabalham ou têm uma família para sustentar. Assim, sugeri ao College Access and Completion Fund (Fundo de Acesso e Término da Universidade) que desenvolva, aplique e avalie novas alternativas para aumentar o sucesso dos alunos nos cursos e a sua conclusão, particularmente no caso dos estudantes menos favorecidos.

Assim, estamos tornando a faculdade mais acessível, adaptando o ensino que vocês receberem às demandas de uma economia global e adotando medidas para elevar o número dos nossos formandos. Porque é dessa maneira que voltaremos a ser líderes na produção de jovens graduados nas universidades.

É assim que nós ajudaremos estudantes como vocês a realizar seus sonhos. E é dessa maneira que vamos assegurar que os Estados Unidos prosperem neste novo século, aproveitando a nossa maior fonte de energia: o talento do nosso povo.

Artigo escrito para o Portal da Casa Branca (www.whitehouse.gov) e publicado em "O Estado de SP" em 5 de setembro. Tradução de Terezinha Martino

Edição: Luana Bonone, diretora de Comunicação da ANPG

A Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) recebe, até o dia 27 de setembro, inscrições para a edição de 2010 do Prêmio Capes de Teses. Poderão concorrer ao Prêmio Capes as teses defendidas em 2009, no Brasil, em cursos de pós-graduação que tenham tido, no mínimo, cinco defesas de teses. Para o Grande Prêmio Capes de Tese, poderão concorrer as vencedoras do Prêmio Capes de Tese.

A pré-seleção das teses a serem indicadas ao Prêmio Capes de Tese será feita por comissões julgadoras formadas pelos programas de pós-graduação das Instituições de Ensino Superior, e as teses vencedoras deverão ser inscritas pelo coordenador do programa, exclusivamente pelo site.

Outras informações podem ser encontradas no edital do prêmio, pelos telefones (61) 2022 6024 / (61) 2022 6020, ou pelo email [email protected].

Fonte: Planeta Universitário, com assessoria 

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) está lançando um edital, no valor total de R$ 51,7 milhões, para apoiar estudos sobre a biodiversidade brasileira e melhorar  a capacidade do País em proteger sua diversidade frente às mudanças sofridas pelo meio ambiente. Os projetos selecionados farão parte do Progarama Sisbiota, ou Sistema Nacional de Pesquisa em Biodiversidade.

Acesse a íntegra do edital

O modelo do Sisbiota é o programa Biota/Fapesp, implementado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo. Segundo Carlos Joly, diretor do programa estadual paulista, o Biota/Fapesp já previa a replicação do programa em outros Estados, e em escala federal.

Entre os objetos do Sisbiota, estão ampliar a capacidade analítica sobre a biodiversidade; avaliar a eficácia das políticas públicas e estratégias de conservação; e fortalecer os cursos de pós-graduação de áreas relacionadas à biodiversidade; e contribuir para a disseminação do conhecimento sobre o assunto.

Prazo de execução e data de envio

O edital investirá o valor global estimado de até R$ 51,7 milhões para alocação em capital, custeio e bolsas, com prazo máximo de execução de 36 meses.

O formulário de propostas, acompanhado de arquivo contendo o projeto, deve ser encaminhado ao CNPq exclusivamente via internet, por intermédio do Formulário de Propostas Online, disponível na Plataforma Carlos Chagas, até o dia 18 de outubro de 2010.

Fonte: Estadão Online

Os recursos aportados pelo CNPq e pelas FAPs serão destinados a três programas. O Pronem, o Programa Primeiros Projetos (PPP) e o Programa de Apoio a Núcleos de Excelência (Pronex).

O presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT), Carlos Alberto Aragão, assinou na sexta-feira (3), em Belém (PA), com as Fundações Estaduais de Amparo a Pesquisa (FAPs), convênios que juntos totalizam R$ 220 milhões.

 

O convênio foi firmado no Fórum Nacional do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap). Compareceram entre outras autoridades, o secretário-executivo do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Luiz Antonio Rodrigues Elias.

 

Os recursos aportados se destinam a três programas. O Programa de Apoio a Núcleos Emergentes (Pronem), que é inédito, receberá quase R$ 91 milhões, sendo R$ 58,69 milhões do CNPq e R$ 32,29 das FAPs.

 

O Programa Primeiros Projetos (PPP) recebe R$ 63,37 milhões, sendo R$ 39,24 milhões do CNPq e R$ 24,13 milhões das FAPs. Já o Programa de Apoio a Núcleos de Excelência (Pronex) terá R$ 68 milhões, R$ 42,15 milhões do CNPq e R$ 25,90 milhões das FAPs.

 

Programas

 

Pronem – Criado em 2010, o Programa pretende apoiar grupos emergentes de capacidade reconhecida, para ampliar e consolidar a capacidade cientifica e tecnológica instalada de cada unidade da federação. Como se trata de uma ação em parceria com os estados, a ampliação da capacidade de CT&I poderá levar em conta, por meio de chamadas públicas pelas respectivas entidades estaduais, as prioridades estratégicas e estabelecidas em cada unidade da federação.

 

PPP – O programa foi instituído em 2003, no âmbito do Fundo Setorial de Infra-Estrutura (CT-Infra), com o objetivo de atender ao crescente número de recém-doutores em fase de consolidação de carreiras científico-tecnológicas. Neste período foram beneficiados mais de dois mil pesquisadores que antes não recebiam qualquer auxílio financeiros das agências de fomento, exceto bolsas.

 

Pronex – Criado em 1996, o Programa é um instrumento de estímulo à pesquisa e ao desenvolvimento científico e tecnológico do país, por meio de apoio continuado e adicional aos instrumentos hoje disponíveis, a grupos de alta competência, que tenham liderança e papel nucleador no setor de sua atuação. A partir de 2003 os recursos são aportados em partes iguais pelo CNPq e pela entidade local, anualmente e por três anos.

 

Fonte: Jornal da Ciência, com assessoria

 

Na maioria dos países os sistemas educacionais estão passando por uma revisão. Espera-se que ele prepare os jovens para o trabalho, para a independência econômica, para que possam viver no ambiente familiar e comunitário respeitando a diversidade cultural de uma sociedade em constante transformação.

 

Por Isaac Roitmann*

 

Leia também:

Obama: Reformar a educação para seguir liderando

Entidades lançam carta pela educação de qualidade

 

No Brasil, os governos proclamam que a educação é prioritária. Proclamação demagógica e enganosa. Os índices e pesquisas revelam a baixa qualidade na área.

 

Foquemos o ensino médio. Os jovens nessa fase vivem um dilema: Conquistar vaga na universidade ou lugar no mercado de trabalho? O ensino médio é constituído por uma overdose de disciplinas e tem alta taxa de evasão, talvez por não ser atrativo. Mas o ponto central é a figura do professor.

 

Um relatório recente do Conselho Nacional de Educação alerta para uma ameaça que paira sobre o ensino médio: a possibilidade de um "apagão" de professores, com um deficit de 245 mil profissionais, especialmente das disciplinas de química, física, matemática e biologia.

 

Para complicar o quadro, dados do Censo Escolar mostram que dos 461.542 professores do ensino médio brasileiro apenas 228.625 (49,5%) ministram uma só disciplina.

 

Talvez seja a hora de repensar o ensino médio não com um foco na informação mais sim na sistematização e utilização do conhecimento em um cenário de exercício permanente do pensamento.

 

A articulação entre o ensino médio e a formação técnica certamente deve fazer parte da revisão. Nenhum sucesso será alcançado se não valorizarmos o professor, o que implica em uma formação inicial de qualidade, uma formação continuada, salário digno, valorização da carreira e condições de trabalho.

 

Ainda há tempo, adotando as medidas corretas, de tirar o ensino médio da UTI.

 


*Isaac Roitman
é coordenador do Grupo de Trabalho de Educação da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

 

Fonte: Jornal da Ciência

Artigo publicado originalmente na Folha de S. Paulo, em 5/9/10

 

 

Foto: Helder Tobias / Ascom UFLA

“Como professor universitário, valorizo e me orgulho dessa manifestação de apreço, mas na verdade esse não é um título pessoal. Estamos, a muitas mãos, desenvolvendo um trabalho comum voltado para a educação no Brasil. É uma celebração, uma comemoração de um bom momento na educação brasileira, é o começo do processo de reversão em relação ao quadro que se tinha”, afirmou o Ministro da Educação, Fernando Haddad por ocasião do recebimento do título de Professor Honoris causa da UFLA, na última segunda (30/8), no Salão de Convenções.

A visita do ministro à universidade iniciou-se no campus histórico, em frente ao Museu Bi Moreira, prédio construído na época da fundação da UFLA. Acompanhado pelo reitor Antônio Nazareno Guimarães Mendes, pró-reitores e outros membros da comunidade, Haddad fez uma visita a obras no campus.

Canteiro de obras

Já na solenidade, o prof. Nazareno fez uma apresentação das obras iniciadas e concluídas na atual gestão. Ao todo, foram inaugurados 67.500 m2 de novas construções e ampliações de pavilhões de aula, departamentos, restaurante universitário, centro de convivência, anfiteatros, centros de pesquisa e de extensão, biblioteca universitária,  além de 88.750 m2 de reformas e revitalizações de alojamentos estudantis, cantinas e vários setores de 16 departamentos.

Entre os projetos foram destacados o Plano Ambiental da UFLA, as melhorias no sistema de rede elétrica, a construção do sistema de saneamento básico e da estação de tratamento de esgoto própria, sistema de abastecimento de água, gerenciamento de resíduos sólidos e de laboratórios, duplicação de avenidas e novas vias de acesso ao campus, pavimentação de 40.000 m2 de novos estacionamentos e  preservação de nascentes e matas ciliares com o plantio de 50.000 árvores numa área total de 65 hectares.

Ainda de acordo com o reitor, foram investidos cerca de R$ 77 milhões de reais em capital e R$ 26 milhões em custeio, totalizando mais de R$ 100 milhões no período. “As parcerias foram estabelecidas com várias instituições públicas e privadas, sendo o MEC o principal aliado, com recursos do REUNI, do PNAES e de projetos apoiados pela SESu. Também participaram do financiamento o MCT com recursos da FINEP no CT-Infra; o MAPA, por meio do Consórcio Pesquisa café; a bancada de parlamentares federais com emendas no Orçamento da União para as universidades públicas de Minas Gerais desde o ano de 2004". 

Vários deputados federais e senadores mineiros foram destacados por terem contribuido com emendas para a UFLA (Reginaldo Lopes, Eliseu Resende, Bilac Pinto, Paulo Piau, Gilmar Machado, Virgílio Guimarães, Odair Cunha, Carlos Melles e o ex-deputado Sérgio Miranda); a CEMIG; além das Secretarias de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável – SEMAD, de Ciência Tecnologia e Ensino Superior – SECTES de Minas Gerais; o Consórcio AHE Funil; as Empresas John Deere, Stihl Ferramentas Motorizadas e Ouro Fino Rações; o Banco do Brasil e as Fundações de Apoio FAEPE e FUNDECC.

Honoris causa     

Emocionado, Haddad recebeu a pelerine de Professor Honoris causa, a Medalha do Mérito Universitário e um certificado da UFLA das mãos do prof. Nazareno e da secretária dos Conselhos Superiores, Fátima Elizabeth Silva.
 
O certificado,possuía os seguintes dizeres: “O presidente do Conselho Universitário da UFLA outorga o título de “Professor Honoris Causa” a Fernando Haddad, em reconhecimento aos relevantes serviços prestados em sua gestão à frente do Ministério da Educação, marcada pela competência, equilíbrio e perseverança; por pautar as políticas de educação com a sábia e necessária visão sistêmica, reconhecendo as conexões intrínsecas entre alfabetização, educação básica, profissional, tecnológica, superior e continuada, reforçando-as reciprocamente; e por reconduzir a Educação brasileira ao plano dos debates mais estratégicos do país.
 
A honraria foi outorgada por unanimidade dos membros do Conselho Universitário em junho de 2008, às vésperas do aniversário dos 100 anos da instituição.
 
Como forma de reconhecimento dos técnicos administrativos da universidade, o presidente do Sind-UFLA, Edilson William Lopes, também prestou uma homenagem ao ministro, entregando-lhe uma placa. 
 
250 mil vagas
 
Haddad afirmou que “dados do Censo da Educação Brasileira 2009 que ainda serão divulgados mostram que as universidades federais passaram a oferecer 250 mil vagas, 2,5 vezes o que era oferecido no início da atual política de expansão do Ministério da Educação, isso sem incluir os números de 2010. Se formos considerar as 150 mil vagas do Prouni podemos dizer que quadruplicamos as oportunidades de alguém que não tem recursos para pagar uma faculdade fazer algum curso”.
 
Lavras 
 
“Quando iniciamos a expansão, eram 45 instituições de ensino superior federais, agora são 59. Essa visita à UFLA demonstra isso, afinal há novas obras, uma enorme quantidade de novos equipamentos, laboratórios de última geração, alunos motivados e jovens professores recém-contratados. Isso é a regra, e não é apenas o ensino superior que ganha, as cidades também. Lavras, por exemplo, está passando por uma transformação: são novos negócios entre restaurantes, livrarias e até hotéis. Isso melhora as condições culturais e de ensino como um todo”, continuou Haddad.
 
UFLA

O ministro também parabenizou a UFLA “por tudo o que a instituição vem realizando não só nesse período de expansão, mas em seus 102 anos de história. Por isso mesmo, a UFLA tornou-se uma instituição que está no horizonte não só de mineiros e paulistas, mas também de vários outros locais em regiões bem distantes”.

Fonte: UFLA

 

Sugestão de Alessandra Milezzi, diretora de Ensino à Distância da ANPG e membro da APG da UFLA