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Ferramenta IpeaGEO permite visualizar dados em seu contexto geográfico e está disponível para download

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) lançou na última quarta-feira, 18 de agosto, o software IpeaGEO, ferramenta de análises estatísticas com foco na análise espacial. O programa permite ao usuário ordenar e visualizar dados em seu contexto geográfico, seja por região, estado, município, ou área do mapa.

O programa, gratuito, foi criado pela Assessoria de Métodos Quantitativos da Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais (Dirur). A ideia é fornecer uma alternativa a softwares já existentes no mercado. Além de ser livre (o programa está disponível para download no sítio do Ipea, pelo www.ipea.gov.br/ipeageo), o IpeaGEO apresenta como diferenciais a inclusão de técnicas espaciais inéditas e o foco no território nacional.

Assim como ocorre em outros programas que possuem a mesma finalidade, no IpeaGEO o usuário seleciona uma malha e a combina com os dados de seu interesse. Uma das malhas disponíveis é a de municípios do Brasil, que pode ser combinada com uma base de dados que incorpora mais de mil variáveis.

Entre as variáveis trazidas pelo IpeaGEO estão estimativa populacional, área da unidade territorial, população e domicílios, censo agropecuário, Produto Interno Bruto, informações de saúde e educação, estatísticas do registro civil, representação política, estatísticas do cadastro central de empresas, instituições financeiras, finanças públicas, frota, pobreza e desigualdade.

Fonte: Assessoria de Comunicação do Ipea.

 







Sites de notícias e telejornais deram destaque à cerimônia de entrega da plataforma política das entidades estudantis . O evento, que reuniu pelo menos 600 estudantes e diversas figuras públicas na terça-feira,11 de agosto, foi divulgado por veículos de imprensa.

Iniciativa da União Estadual dos Estudantes do RJ (UEE-RJ) e da União Estadual dos Estudantes Secundaristas do Rio de Janeiro (UEES-RJ), o encontro aconteceu no Clube Democráticos, na Lapa. Os presentes celebraram ainda o Dia do Estudante e o aniversário de 73 anos da União Nacional dos Estudantes (UNE). O presidente da UNE e o presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), estiveram no ato, assim como Vasco Rodrigo, diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da ANPG.

A principal reivindicação contida no documento é a de que metade do Fundo Social do Pré-Sal seja destinado à educação. Cabral concordou com a proposta, mas disse que a sua realização vai depender de uma decisão do Congresso Nacional sobre a distribuição dos royalties do petróleo.

Assista ao vídeo e clique nos links para ler as notícias:

 

Band – Estudantes pedem que Sérgio Cabral destine recursos da pré-sal para educação

Terra – RJ: estudantes fazem reivindicações ao candidato Sérgio Cabral

O Globo – Estudantes entregam reivindicações a Sérgio Cabral

 

Da redação com Estudantenet.

 




Pesquisadores reunidos no interior de São Paulo nos últimos dias 17, 18 e 19 de agosto, discutiram como difundir a ciência no Brasil e defenderam que incluir o tema na educação infantil é determinante para garantir pesquisas no futuro.

O 1º Seminário do Ciência Web, Agência Multimídia de Difusão Científica e Educacional vinculada ao Instituto de Estudos Avançados – IEA e mantida por meio de convênios com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), aconteceu no Centro de Divulgação Cultural e Científica (CDCC) da USP de São Carlos.

Pelo menos 86 bilhões de neurônios interligados como em uma teia formam o sistema nervoso humano. Mais de 85% dessas conexões neurais formam-se nos primeiros cinco anos de vida. Os neurocientistas sabem disso há mais de uma década. Entendem que as primeiras experiências determinam a capacidade de aprender ao longo da vida. Mas esse conhecimento não trouxe avanços práticos para a educação no Brasil.

É o que apontaram pesquisadores reunidos nesta semana em seminário sobre difusão científica como fonte para a educação. No encontro, organizado pelo Instituto de Estudos Avançados do campus da Universidade de São Paulo (USP) na cidade de São Carlos, eles afirmaram que a primeira infância ainda é ignorada no sistema educacional brasileiro.

O coordenador de comunicação institucional da UnB, professor Isaac Roitman, lembrou que a capacidade de absorver informações, se não estimulada nessa fase da vida, dificilmente é recuperada mais tarde. "Aqueles que recebem mais estímulos cognitivos na primeira infância chegam à escola em melhores condições de aprender", explicou. E defendeu a educação científica já na primeira infância.

Feiras de Ciências são um exemplo de atividades nas quais a Ciência pode se aproximar do cotidiano das crianças. Foto: Projeto Divulgando Ciência na Escola

"A ciência é o melhor caminho para se entender o mundo. Ela desenvolve habilidades, define conceitos, estimula a criança a observar, questionar, investigar e entender de maneira lógica os seres vivos, o meio em que vivem e os eventos do dia a dia", afirma. "Mostrar a ciência aos pequenos, que já são cientistas por natureza, é garantir o interesse pelas pesquisas no futuro".

Roitman destacou que a educação científica tem recebido alguma atenção nos últimos dez anos e enumerou alguns projetos de ensino de ciências a alunos do ensino fundamental e médio. Um exemplo é o Mão na Massa, que acontece no próprio Centro de Difusão Científica e Cultural de São Carlos, onde ocorreu o encontro. "Mas para os pequenos não há nada. Imaginem quantos talentos não desperdiçamos só aí", indagou o professor, que apresentou durante o encontro a revista DARCY, da UnB, como exemplo de projeto voltado para estudantes do ensino médio.

A professora Ivone Mascarenhas, da USP São Carlos, organizadora do seminário e coordenadora do projeto de divulgação científica Ciência na Web foi além. "Não negligenciamos a ciência somente na primeira infância, quando ela representa um potencial a ser explorado, mas também quando está pronta e acabada. Nossos melhores pesquisadores não ficam aqui. Não há nada para eles. A maioria está fora do Brasil", afirmou.

Futuro

A editora-executiva da revista Ciência Hoje, Alicia Ivanissevich, defendeu pesquisas, desenvolvimento e implementação de atividades paradidáticas para meninos e meninas de zero e cinco anos como jogos e brincadeiras que despertem a curiosidade da criança para a ciência e a estimule a pensar criticamente. "Temos de investir na formação das crianças desde muito cedo. Os países que estão no topo do ranking dos melhores em educação constroem educação científica desde que a criança começa a se relacionar", disse.

Ampliar o ensino infantil e incluir o despertar para a ciência não é o único caminho apontado pelos especialistas para difundir a ciência. Capacitar professores, valorizar a educação enquanto política pública, aproximar cientistas de jornalistas e investir em projetos de divulgação da ciência, principalmente pela internet, são outras ferramentas consideradas importantes. "Tratamos nossos alunos hoje como tratávamos há 50 anos", criticou Isaac Roitman. "Precisamos de uma escola que seja atrativa, que possa atrair para a ciência e a arte", defendeu a secretária de Educação do município de São Carlos, Lourdes Moraes.

Violência

A falta de atratividade das escolas foi, inclusive, apontada pela professora Lúcia Williams do Departamento de Psicologia da Universidade Federal de São Carlos e coordenadora do Laboratório de Análise e Prevenção da Violência, como uma das causas das agressões no ambiente escolar. "Há um problema grave de violência nas escolas e ela não ocorre só em consequência das relações estabelecidas entre pais e alunos e entre os próprios alunos, mas entre escola e alunos", disse.

Lúcia detalhou, durante o encontro, o conceito de bullying, descreveu de que maneira ele ocorre e apresentou pesquisas desenvolvidas nas universidades brasileiras e no exterior sobre o tema. "Os dados mostram que o bullying acontece em todos os colégios, mas muitos deles fazem vista grossa, o que contribui ainda mais para essa prática", comentou.

Ela criticou a maneira como os jornais tratam os fatos relacionados à violência nas escolas e defendeu uma abordagem científica em matérias também de educação. "A mídia nos ajuda, mas se torna um complicador quando trata a violência escolar de maneira sensacionalista, sem responsabilidade, espalhando medo", afirmou. "É importante que o jornalista se preocupe sempre em falar com base em pesquisas, ver qual o referencial científico. No caso do bullying, é importante mostrar como acontece e os efeitos que o provoca
e, fundamentalmente, insistir na prevenção", argumentou.

O jornalista Denis Burgierman, que trabalhou por dez anos na revista Super Interessante e atualmente tem um projeto de divulgação científica pela internet, o Webcitizen, enfatizou que a ciência não é apenas um tema de cobertura jornalística. "A ciência é um método e está em todos os lugares, na economia, na política, na saúde, na educação. É possível divulgar ciência em qualquer área do jornalismo", explicou. "A ciência está em tudo. Sem a ciência e a tecnologia não teríamos acesso a simples serviços", completou Alicia Ivanissevich, da Ciência Hoje.

Ela destacou as dificuldades de se divulgar ciência no Brasil e defendeu a difusão do conhecimento. "No Brasil temos uma missão redobrada quando falamos em divulgação científica, porque não temos tradição de leitura, faltam professores capacitados, poucos cientistas valorizam a divulgação de seus trabalhos e a mídia não vê a ciência como um tema lucrativo", explicou. "Se levarmos a ciência para as escolas de ensino infantil, criaríamos um pensamento crítico que dispensaria em série de esforços futuros que hoje estamos discutindo", concluiu.

Fonte: UnB Agência

 

 




O Ministério da Educação (MEC) publicou hoje,19 de agosto, no Diário Oficial, a relação de novos cursos de mestrado e doutorado aprovados nas últimas reuniões do conselho técnico-científico da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Ao todo, foram 215 em todo o País.  Os cursos estão divididos em nove grandes áreas do conhecimento: Ciências Agrárias, Ciências Biológicas, Ciências da Saúde, Ciências Exatas e da Terra, Ciências Humanas, Ciências Sociais Aplicadas, Engenharias, Lingüística, Letras e Artes e Multidisciplinar. E nas seguintes modalidades: Mestrado Acadêmico, Doutorado, Mestrado Profissional e Mestrado Acadêmico/Doutorado.

A relação completa de cursos autorizados pode ser acessada aqui.

 

Da redação.

 




Com o objetivo de qualificar e capacitar profissionais na área da gestão ambiental e fortalecer os processos de fiscalização e controles externos através das prefeituras e autoridades municipais constituídas, o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) do Estado do Pará lançou ontem,18, o curso de pós-graduação em auditoria da gestão municipal do meio ambiente.

De acordo com o presidente em exercício do TCM, José Carlos Araújo, essa é a primeira vez que ocorre uma iniciativa dessa natureza no Estado. A ideia surgiu a partir de um projeto implementado no Rio de Janeiro e visa acompanhar de perto todas as áreas de desenvolvimento do Pará. “Diferente de outros Estados, o desenvolvimento no Pará desemboca em todas as regiões, cada um com suas especificidades. O Tribunal de Contas dos Municípios precisa ter qualidade para exercer o trabalho de fiscalizador. Agora, mais do que verificar se os recursos foram aplicados corretamente, também vamos analisar a qualidade desses serviços”, disse.

O curso será realizado em parceria com a Universidade Federal do Pará (UFPA) e o Ministério Público do Estado do Pará junto ao TCM. Serão oferecidas 60 vagas, sendo 15 para servidores efetivos dos 15 maiores municípios do Pará ou daqueles onde existam projetos que possam causar impacto ao meio ambiente; 10 para a sociedade em geral e 35 para funcionários do TCM e MP junto ao TCM.

A seleção é de responsabilidade da UFPA, através de análise de currículos. O curso terá duração de 12 meses e será realizado no próprio TCM, duas vezes por semana. A aula inaugural está prevista para o dia 8 de outubro, proferida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Carlos Ayres de Brito.

 

Fonte: Diário do Pará

Foto: Luana Bonone
O presidente da Ameresp, Paulo Navarro, conduziu a votação que decidiu pela entrada dos residentes paulistas na greve nacional, nesta quinta (19), no vão do Masp

Cerca de 500 médicos residentes do estado de São Paulo decidiram pela adesão à greve nacional durante assembléia organizada pela Associação dos Médicos Residentes do Estado de São Paulo (Amersp) nesta quinta-feira (19), no vão do Museu de Arte de São Paulo (Masp). Residentes da capital e de cidades do interior, como Socoraba, Campinas e região do ABC, participaram da mobilização. A greve nacional dos médicos residentes começou desde terça-feira (17).

 
A greve é organizada pela Associação Nacional de Médicos Residentes (ANMR), que teve sua direção eleita em congresso ocorrido em janeiro, em Manaus (AM). Os estados de São Paulo, Pernambuco, Paraíba, Paraná e Rio Grande do Norte não haviam aderido à greve de forma imediata. O diretor de Saúde da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) e tesoureiro da Associação de Médicos Residentes dos Estado de São Paulo (Ameresp) Pedro Tourinho, explica que o motivo é a própria forma como a mobilização foi puxada: “essa crítica consiste no fato de que a ANMR eleita em Manaus passou por cima das associações estaduais”.
 
Leia também: 
 
Pedro diz que a ANMR não convocou as associações estaduais para debater a pauta ou mesmo para articular como seria organizado o movimento de greve em cada estado. Entretanto, o diretor da Ameresp considera que “a greve é legítima e a pauta é histórica”. Justamente por este motivo, a assembleia paulista aprovou a entrada do estado na greve, por tempo indeterminado. Embora tenha posicionamento crítico à forma como a greve foi convocada, a Ameresp aderiu ao movimento e “São Paulo vai mostrar que é de luta e ajudar a fortalecer o movimento nacional dos médicos residentes”, conforme fala empolgada do presidente da entidade, Paulo Navarro, durante a assembléia no Masp.
 
O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, também é crítico da greve. A assessoria de imprensa disse que a opinião do ministro é de que a greve é “incoerente”, pois “o governo está disposto a negociar”. A assessoria informa que, para o ministro, a greve só se justificaria se esta possibilidade (de diálogo) estivesse esgotada.
 
Foto: Luana Bonone
Ao lado do presidente da Ameresp, o tesoureiro Pedro Tourinho leu a pauta de reivindicações
Pauta histórica
 
Os residentes têm uma pauta de reivindicações que, segundo Pedro Tourinho, é debatida desde 2004. Em 2006 os médicos residentes realizaram uma greve e obtiveram alguns compromissos do governo, como um reajuste de 23,7% das bolsas. Como a promessa não foi cumprida, a defasagem da bolsa cresceu e hoje chega a 38,7%.
 
Na segunda-feira (16), os ministérios da Saúde e Educação oferecem um aumento de 20% das bolsas a partir de 2011, conforme ofício enviado à ANMR. A associação, entretanto, recusou o acordo e o Ministério da Educação (MEC) aguarda receber comunicado oficial para iniciar uma nova rodada de discussões.
 
Em negociação com os médicos residentes desde março de 2010, o governo federal está analisando outras reivindicações do grupo, como a ampliação do período de licença maternidade de quatro para seis meses e o estabelecimento da licença paternidade de cinco dias para médicos residentes. Esses dois pontos já constam de projeto de lei encaminhado ao Congresso Nacional pelos ministérios da Saúde e Educação.
 
Entretanto, o Congresso Nacional vive período de “recesso branco”, motivo de crítica da Ameresp ao momento da greve: “o momento de eleição favorece a pressão política sobre os ministérios, mas, por outro lado, o Congresso Nacional está em ‘recesso branco’, não está votando nada relevante, o que dificulta as negociações, visto que muitas das nossas reivindicações já estão previstas em Projetos de Lei”, constata o tesoureiro da Ameresp.
 
Foto: Luana Bonone
O presidente da Amerusp, Gerson Salvador, apresentou a programação de mobilizações, lembrando que "greve não é férias"
Na greve, muito trabalho
 
Nesta quinta (19), os residentes de São Paulo, que são 45% dos 22 mil médicos residentes que atendem pelo SUS no país, decidiram pela adesão à greve. Mas o presidente da Associação de Médicos Residentes da Universidade de São Paulo (Amerusp), Gerson Salvador, lembrou que “greve não é férias”. Antes de anunciar a programação das mobilizações de greve, provocou: “quem fica parado não disputa nada, quem fica em casa colabora com quem é contra a gente”. Gerson convocou as centenas de mobilizados a fazerem greve “dentro dos hospitais”. Os residentes vão realizar, a partir de sexta-feira (20), concentração nos hospitais onde trabalham para conversar com os usuários do SUS, explicar as motivações da greve. A programação prevê ainda doação de sangue e um ato público na Praça da Sé na segunda-feira (23), a partir das 10h.
 
Uma pauta importante, apresentada sob efusivos aplausos pelo presidente da Ameresp, Paulo Navarro, é a presença de um representante de São Paulo no comando nacional de greve. Durante a assembléia, foi formado ainda um comando estadual de greve, com um representante de cada hospital presente.
 
O presidente da Associação Médica dos Servidores Públicos e diretor do Sindicato dos Médicos de São Paulo, Otelo Chino Jr., declarou apoio das entidades à greve. A ANPG também tinha diretores no ato, apoiando o movimento, visto que os residentes são estudantes de pós-graduação. Representante da Central Única dos Trabalhadores de São Paulo (CUT-SP) também manifestou solidariedade aos diretores da Ameresp.

No Rio, residentes estão em greve desde terça-feira (17), quando teve início o movimento nacional
Rio de Janeiro
 
Outros estados, como o Rio de Janeiro, já estão em greve desde terça-feira (17). Lá, a paralisação já atingia cerca de 80 hospitais durante a semana. O movimento é liderado pela Associação de Médicos Residentes do Estado do Rio de Janeiro (Amererj), que convoca nova  mobilização para a próxima terça-feira (24), às 11h, no Auditório do Hospital Federal da Lagoa. Nesta quinta (19), os médicos residentes cariocas também estiveram reunidos em ato público, que ocorreu na Cinelândia.
 
“A área mais afetada é a do SUS (Sistema Único de Saúde) porque o atendimento é feito por cerca de 70% de médicos residentes. O atendimento também diminui no setor do ambulatório e das cirurgias eletivas. A emergência funciona normalmente", declarou a presidente da Amererj, Beatriz Costa.
 
De São Paulo, Luana Bonone, com Ministério da Saúde




Capes e MEC divulgam normas para bolsas. Investimento previsto é de R$9 milhões

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e a Secretaria de Educação Superior (Sesu), do Ministério da Educação, definiram normas para concessão de bolsas de pós-doutorado do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni). Segundo a Portaria conjunta nº 1, publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (17), serão disponibilizados cerca de R$ 9 milhões para o programa.

No total, 14 universidades federais se candidataram a receber recursos do programa com um total de 230 bolsas Reuni de Assistência ao Ensino.

As bolsas só serão concedidas após apresentação de plano de trabalho, com base na proposta institucional aprovada pelo Comitê Gestor de Bolsas Reuni, segundo a portaria.  As universidades têm até sexta-feira (20) para apresentar projetos.

As cotas não poderão exceder aquelas previstas em cada projeto e as bolsas aprovadas para 2010 não poderão ser realocadas para uso em 2011.

A coordenação divulgará o número de bolsas a serem concedidas até 27 de agosto. As bolsas entram em vigor até 30 de agosto e têm vigência de até doze meses, com possibilidade de renovação por igual período.

Segundo a portaria, os candidatos às bolsas deverão desenvolver, durante o período de recebimento da bolsa, pesquisa acadêmica que vise a melhoria e a inovação do ensino de graduação e a integração com a pós-graduação, na área de atuação docente, gerando objeto educacional de interesse da instituição, sem prejuízo do atendimento dos demais requisitos e regulamentação inerentes aos bolsistas Capes.

Até 30 de agosto de 2011, as universidades federais deverão enviar à Sesu e à Capes relatórios de acompanhamento da execução do plano de trabalho, com resultados obtidos.

Veja os valores que poderão ser disponibilizados para as universidades federais:

Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) – 5 bolsas – R$ 198 mil
Universidade Federal de Goiás (UFG) – 4 bolsas – R$ 158,4 mil
Universidade de Minas Gerais (UFMG) – 12 bolsas – R$ 475,2 mil
Universidade Federal do Paraná (UFPR) – 20 bolsas – R$ 792 mil
Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) – 30 bolsas – R$ 1,19 milhão
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) – 25 bolsas – R$ 990 mil
Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) – 55 bolsas – R$ 2,18 milhões
Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) – 2 bolsas – R$ 79,2 mil
Universidade Federal de Roraima (UFRR) – 10 bolsas – R$ 396 mil
Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) – 8 bolsas – R$ 316,8 mil
Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) – 40 bolsas – R$ 1,58 milhão
Universidade Federal do Amazonas (Ufam) – 3 bolsas – R$ 118,8 mil
Universidade Federal do Rio Grande (Furg) – 12 bolsas – R$ 475,2 mil
Universidade Federal de Viçosa (UFV) – 4 bolsas – R$ 158,4 mil



Da redação com G1 e Assessoria de Comunicação da Capes.

 

 




A FAPESP e a Braskem/Ideom lançam nova chamada de propostas de pesquisa a serem desenvolvidas por pesquisadores de instituições de ensino superior e de pesquisa no Estado de São Paulo.

Os projetos selecionados deverão contribuir para o avanço do conhecimento e da tecnologia nas áreas de: Processos de síntese de intermediários, monômeros e polímeros a partir de matérias primas renováveis; Captura, armazenamento e conversão de CO2; Estudos e desenvolvimento de materiais que atribuam aos polímeros (obtidos a partir de matérias primas renováveis, ou não) as propriedades físico-químicas que possibilitam sua utilização nas diferentes aplicações demandadas pelo mercado; Poliolefinas (catálise, modificação química, outros); Formação de recursos humanos altamente qualificados nos itens descritos.

Ao manter nesta segunda chamada no âmbito do convênio entre as instituições os temas relacionados aos processos de síntese de intermediários, monômeros e polímeros a partir de matérias primas renováveis (foco da primeira chamada de propostas), e ao ampliar com temas relacionados à indústria petroquímica já instalada, a FAPESP e a Braskem/Ideom reconhecem a importância e necessidade da autonomia tecnológica do Brasil no setor petroquímico.

Aplicam-se à chamada as condições e restrições do Programa de Apoio à Pesquisa em Parceria para Inovação Tecnológica (PITE), da FAPESP, excluindo-se aquelas restrições e condições explicitamente excepcionadas na chamada.

As propostas deverão buscar alguns ou todos os seguintes objetivos de pesquisa: Soluções novas e criativas; Relevância imediata; Disseminação e comunicação; e Propriedade intelectual dos resultados.

O total de recursos para atender às propostas selecionadas é de R$ 10 milhões, sendo R$ 5 milhões da FAPESP e R$ 5 milhões da Braskem/Ideom. A adequação do orçamento proposto aos objetivos e à capacidade da equipe proponente constitui-se em aspecto relevante que será considerada na análise e seleção das propostas.

As propostas serão recebidas até o dia 16 de novembro de 2010.

A Ideom Tecnologia foi criada em dezembro de 2008 para ser a empresa de Inovação e Tecnologia da Braskem, tendo a sua sede localizada no Pólo Petroquímico de Camaçari, na Bahia.

Mais informações sobre a chamada: www.fapesp.br/braskem

 

Fonte: Agência FAPESP

A associação dos Médicos Residentes do Estado de São Paulo (Ameresp) lançou nota crítica à forma e ao momento em que se organiza greve nacional da categoria. A entidade paulista, entretanto afirma que a pauta é justa e consensual dentro do movimento de médicos residentes e convoca mobilização no vão do MASP, em São Paulo, nesta quinta-feira (19).

Leia a nota oficial da Ameresp

 

"A greve é convocada em um momento um bocado inoportuno, em que o congresso está em recesso branco e, na avaliação da Ameresp, com poucas chances de vitória expressiva", analisa o diretor de Saúde da ANPG e tesoureiro da entidade estadual, Pedro Tourinho. 

A greve foi convocada pela Associação Nacional de Médicos Residentes (ANMR) nos 24 esatdos e Distrito Federal, onde atua, a partir das 7h desta terça-feira (17), segundo a assessoria de imprensa da entidade. Informam ainda que a greve acontece por tempo indeterminado.

O ex-presidente da Ameresp, João Paulo Cechinel Souza, informa que os residentes correspondem a quase 70% dos médicos do Sistema Único de Saúde (SUS).

Pauta justa

Segundo Pedro Tourinho, de fato a mobilização dos residentes já está em andamento pelo Brasil afora. Pedro considera ainda que e a pauta de reivindicações é justa: "constitui-se na revisão da bolsa de residência, na extensão da licença maternidade, no estabelecimento de database anual para revisão de bolsa e na 13 bolsa", explica o médico, que completa: "a partir daí, mesmo reconhecendo que o momento não era o mais oportuno para fazer a greve, a Ameresp entendeu que deveria apoiar e fortalecer este movimento, tentando garantir ao máximo possível a conquista das reivindicações históricas do movimento dos médicos residentes. Esperamos assim fortalecer o movimento dos médicos residentes e qualificar os debates e discussões que vêm sendo travados". 

A Ameresp, que participa das negociações estaduais e nacionais, já tendo feito contato com os Ministérios da Educação e da Saúde (MEC e MS), convocou, por ora, apenas uma paralisação de um dia, com assembleia de médicos residentes marcada para ocorrer nesta quinta-feira (19), a partir das 10h, no vão do Museu de Arte de São Paulo (MASP).

Embora a ANMR tenha informado que instituições do Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Paraíba, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe, Rondônia e Roraima tenham aderido ao movimento, a Ameresp critica a diretoria da entidade nacional e afirma que as entidades estaduais não foram chamadas a construir o movimento.

Proposta do Ministério da Saúde

Em nota divulgada na segunda-feira (16), o Ministério da Saúde informou que ofereceu aumento de 20% na bolsa mensal a partir do Orçamento de 2011. A proposta só foi possível por meio do remanejamento de recursos de outros projetos dos órgãos financiadores.O texto também anuncia a criação de um grupo de trabalho para analisar as reivindicações dos médicos residentes. “Em negociação com os médicos residentes desde março de 2010, o Governo Federal está analisando outras reivindicações do grupo, como a ampliação do período de licença-maternidade de quatro para seis meses e o estabelecimento da licença-paternidade de cinco dias para médicos residentes”, afirmou o Ministério da Saúde, em nota.

A ANMR afirmou que a proposta seria analisada nesta quarta-feira (18), em reunião da Comissão Nacional de Greve, que conta com representantes dos estados que aderiram à paralisação. Ainda assim, a proposta de reajuste do Ministério da Saúde foi considerada insuficiente, segundo a assessoria de imprensa da Associação.

Posição da Ameresp

Em sua página, a Ameresp publicou, a respeito da greve: 

"A nova diretoria da AMERESP assumiu enfrentando um momento político importante, já que há um movimento nacional de greve dos residentes. A respeito deste tema, gostaríamos de deixar claro o posicionamento dos médicos residentes do Estado de São Paulo, deliberado no COMERESP:

– APOIAMOS INTEGRALMENTE A PAUTA DE REINVIDICAÇÕES DEFENDIDA PELO MOVIMENTO NACIONAL, porque consistem das mesmas reinvidicações que vimos construindo há meses;

– INDICAMOS A PARALISAÇÃO DOS MÉDICOS RESIDENTES NO DIA 19/08/2010, dia em que ocorrerão assembléias de médicos residentes por todo o estado e um grande ato público a ser realizado no vão livre do MASP, a partir das 10h.

– REPUDIAMOS A POSTURA DO COMANDO NACIONAL DE GREVE, que até o momento vem simplesmente excluindo a representação oficial dos médicos residentes do Estado de São Paulo das negociações. Entendemos que tal postura não se justifica nem soma para o sucesso do movimento nacional, mesmo porque o nosso Estado representa cerca da metade dos médicos residentes do Brasil.

– EXIGIMOS A INCLUSÃO IMEDIATA DA AMERESP NO COMANDO NACIONAL DE GREVE E NA MESA DE NEGOCIAÇÕES.A nova diretoria da AMERESP conclama os médicos residentes do Estado a aderir ao movimento, e se compromete em fazer todo o possível para que nós possamos não apenas participar, mas sermos PROTAGONISTAS no processo de negociações e na construção da unidade do movimento nacional dos residentes. Porque unidos, somos mais fortes!

Paulo Navarro de Moraes
Presidente da AMERESP – Gestão 2010/2011"


Por Luana Bonone, diretora de Comunicação da ANPG

 

Médicos residentes que atuam em hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS) de 24 estados e do Distrito Federal estão em greve desde as 7h desta terça-feira (17), segundo a assessoria de imprensa da Associação Nacional dos Médicos Residentes (ANMR). A greve acontece por tempo indeterminado, segundo o órgão.

Aderiram à paralisação, ainda segundo a ANMR, instituições do Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Paraíba, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe, Rondônia e Roraima.

Ainda não há estimativa de quantos médicos residentes estão em greve, mas a Associação afirma que a adesão é maciça nos estados acima, com exceção de São Paulo. Ao todo, de acordo com o órgão, o Brasil tem 22 mil médicos residentes.

Entre as reivindicações da categoria está o reajuste de 38,7% na bolsa-auxílio paga a esses profissionais. Segundo a Federação Nacional dos Médicos (Fenam), os residentes recebem R$ 1.916,45. Eles pedem ainda que seja fixada uma data-base anual para a categoria, a melhoria da supervisão dos programas de residência e o direito a licença-maternidade.

Proposta do Ministério da Saúde

Em nota divulgada na segunda-feira (16), o Ministério da Saúde informou que ofereceu aumento de 20% na bolsa mensal a partir do Orçamento de 2011. A proposta só foi possível por meio do remanejamento de recursos de outros projetos dos órgãos financiadores.
O texto também anuncia a criação de um grupo de trabalho para analisar as reivindicações dos médicos residentes. “Em negociação com os médicos residentes desde março de 2010, o Governo Federal está analisando outras reivindicações do grupo, como a ampliação do período de licença-maternidade de quatro para seis meses e o estabelecimento da licença-paternidade de cinco dias para médicos residentes”, afirmou o Ministério da Saúde, em nota.

A ANMR afirma que a proposta será analisada na quarta-feira (18), em reunião da Comissão Nacional de Greve, que conta com representantes dos estados que aderiram à paralisação. Ainda assim, a proposta de reajuste do Ministério da Saúde foi considerada insuficiente, segundo a assessoria de imprensa da Associação.

Fonte: G1