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A popularização da ciência é tema de grande importância para a ANPG. Reconhecer a ciência presente no cotidiano das pessoas também é tarefa diária de dois importantes personagens do cenário científico nacional: Miguel Nicolelis e Ildeu de Castro Moreira.

Nicolelis é uma das personalidades mais influentes no mundo da neurociência. Responsável por pesquisas que buscam soluções para o mal de Parkinson e para pessoas com paralisia,é ferrenho defensor da popularização da ciência, de novas estratégias de educação e da tese de que a democratização do conhecimento é crucial para a redução das desigualdades. É idealizador do Instituto Internacional de Neurociências de Natal. Já o prof. Ildeu de Castro Moreira é diretor do Departamento de Popularização e Difusão de C&T do Ministério da Ciência e Tecnologia. Sob sua coordenação acontece, anualmente, a Semana Nacional de C&T, quando diversas atividades visam aproximar a sociedade dos conhecimentos científicos.

Reconhecemos a intrínseca relação entre educação e ciência. Contribuir para que a separação que existe entre essas áreas diminua e fazer com que a ciência esteja presente no cotidiano das pessoas são desafios a que se propõe a ANPG, disse Elisangela Lizardo, presidente da ANPG.

 Popularização da ciência também é o mote de um grupo canadense que realiza atividades científicas para crianças. Confira a entrevista do grupo Mad Science ao portal IG.


 




Quem quer ser cientista?

Grupo criado no Canadá em 1986 ensina ciência para as crianças de forma divertida. Leia entrevista

Foto: Tricia Vieira / Fotoarena

Kelly Cosmos, integrante do grupo: ciência aliada à diversão

O grupo Mad Science surgiu em 1986, no Canadá, e leva experimentos científicos divertidos para as crianças. Presente em 29 países, o grupo dá cursos para escolas e apresenta shows em festas de aniversários e outros eventos. A trupe de São Paulo falou ao Delas sobre os pontos altos, as recompensas e as ideias envolvidas em seu divertido trabalho de cientista maluco.
iG: Como nasceu a Mad Science?
Dany Artel, da Mad Science: Dois irmãos canadenses de Montreal, Ariel e Ron Shlien, tinham um grande interesse na realização de experiências científicas para crianças. Eles acabaram desenvolvendo programas e oficinas na escola local e centros comunitários e, com o tempo, isso tornou-se uma franquia que hoje está presente em 29 países.
iG: Qual mensagem vocês querem passar para as crianças?
Dany: Acho que a maior mensagem é desenvolver o pensamento crítico. Em todas nossas apresentações, falamos sobre coisas simples que as crianças encontram no seu dia a dia, e usamos os princípios da metodologia científica, que consiste em observação, hipótese, experimentação e conclusão. Claro que isso é adaptado a cada faixa etária e se traduz em participação: muitas perguntas, mão na massa e novas descobertas. O importante é que cada criança faça a sua descoberta e leve para a sua realidade algumas respostas de como algumas coisas funcionam e fiquem muito mais curiosas para realizarem ainda mais perguntas. Claro, tudo isso envolto num clima descontraído e muito divertido.
iG: Quantas pessoas formam o grupo de cientistas malucos e qual a formação delas?
Dany: Os cientistas malucos da Mad Science São Paulo possuem formações diversas. Há atrizes e atores, economista, jornalista, administrador de empresas, publicitário e até cientista mesmo.
Jéssica Warzea Lima, a Jessi Júpiter do Mad Science: Sou formada em artes cênicas. Encontrei a Mad Science e já estou aqui há dois anos.
iG: O que um cientista maluco faz?
Jéssica Lima:
Eu apresento os shows. Mas todos nós somos um pouco ator, recreador… Seguimos um roteiro, fazemos experiências, brincamos e mantemos as crianças interagindo.
iG: No que vocês se baseiam para criar suas experiências?
Dany:
Vamos mudando os eventos conforme as reações das crianças. Buscamos um humor simples e que dá certo. Em tudo que fazemos procuramos trazer experiências positivas para as crianças. Criamos um ambiente de respeito mútuo e que dá segurança para elas se exporem e aproveitarem ao máximo esta experiência de vida.

Foto: Tricia Vieira / Fotoarena

Jessi Júpiter, uma das cientistas malucas do Mad Science

iG: Vocês se lembram de algumas reações marcantes das crianças?
Kelly Guidotty, a Kelly Kosmos do Mad Science:
Uma menininha veio no final da festa e falou que aquele era o dia mais feliz da vida dela. Escutar isso de uma criança de seis anos foi gratificante.
Jéssica: Uma vez, depois de uma peça de teatro chamada “Uma viagem pela ciência”, todas as crianças saíram suadas, emanando uma energia muito boa. Outra vez, em uma festa de aniversário, o pequeno disse para mim: “Vou ser cientista quando crescer”. Algumas ligam aqui e pedem pra falar com o cientista que fez a festa, pedem experiências pra fazer em casa…
iG: Que tipo de experiências as mães podem pegar como exemplo para entreter a criançada?
Jéssica:
O vulcão de espuma é fácil e divertido. Basta misturar vinagre com bicarbonato para criar uma reação. Nós acrescentamos corante alimentício e detergente, para liberar uma espuma colorida. Os pequenos adoram, pedem para tocar a espuma.
Dany: Acho que simplicidade é a chave do sucesso. A experiência mais divertida é aquela em que pais e filhos passam o tempo juntos de verdade. Agora há centenas de experiências divertidas e seguras para fazer em casa. Uma coisa que nós aprendemos com o tempo é que, às vezes, elas parecem simples demais (como o próprio vulcão de espuma), mas só sentimos o verdadeiro impacto depois de realiza-lá junto com uma criança. Elas possuem uma admiração e entusiasmo por muitas coisas que infelizmente, nós adultos já perdemos.
iG: O que é mais legal em levar a "ciência maluca" para os pequenos?
Dany:
Recentemente realizamos um evento que durou o dia inteiro. As crianças passaram toda a manhã em oficinas científicas, realizando diversos experimentos. Na hora do almoço, quando os pais estavam junto, ouvi coisas do tipo: “mãe, vou colocar um pouco de ‘ácido acético na minha salada’ e “pai, quando chegar em casa, vou usar este vinagre pra te mostrar uma coisa muito legal”. Este tipo de retorno não tem preço.
iG: Vocês recrutam novos cientistas?
Dany:
Sempre. Estamos sempre à procura de novos cientistas. Temos até um e-mail [email protected] para receber e analisar CV´s de candidatos.
iG: O que é necessário para ser um cientista maluco do Mad Science?
Dany:
Na verdade há duas condições fundamentais para ser um de nossos cientistas malucos: ter disposição para estudar e pesquisar muito e gostar de crianças. Depois de selecionados, os cientistas malucos passam por um processo de seleção e treinamento.
iG: Como essa brincadeira pode influenciar na personalidade da criança? Já apareceram crianças dizendo que queriam ser cientistas?
Dany:
Várias. Recebemos e-mails, desenhos e depoimentos de pais e mães falando que o filho agora quer ser cientista. Já teve até professor que falou que as crianças estavam mais interessadas nas aulas de ciências. Para nós, divertimento e aprendizado são palavras que caminham sempre juntas e incentivar as crianças a estudarem mais por meio de experiências divertidas é muito gratificante.

 

Fonte: Portal IG

 

Leia mais: Arte e Tecnologia juntas no Salão de Arte Tecnológica da FAPERN









Grupos de Portugal e do Brasil participam, de 12 a 15 de agosto, em Fortaleza, do IV Ciência em Cena – Encontro Nacional de Teatro Científico, promovido pela Seara da Ciência – espaço de divulgação científica e tecnológica- da Universidade Federal do Ceará (UFC).

A mostra acontecerá no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura e, além das apresentações teatrais, promoverá também oficinas. Toda a programação é aberta ao público em geral e gratuita.

Serão apresentados 13 espetáculos oriundos de museus de ciências e outras instituições de divulgação científica do País. Participam grupos do Ceará (3), Pernambuco (1), Rio Grande do Norte (2), Rio de Janeiro (1) e São Paulo (3), além de dois de Portugal, um de Aveiro e outro de Coimbra.

No palco vão estar os mais variados tópicos científicos, todos com linguagem acessível ao público leigo em ciências. "Queremos encantar os jovens pela ciência e por meio do teatro achamos que é possível tirar o ranço de ciência como coisa complicada", diz o Diretor da Seara da Ciência, Prof. Marcus Vale.

A programação começa no dia 12, às 10h, com cadastramento na Secretaria do Evento (Espaço Mix do Dragão do Mar – em frente ao Planetário). Às 15h, no Planetário, acontece a apresentação "Explorando o Universo". Às 16h, a Seara da Ciência lança o DVD "Ficando por Dentro", sobre a Química da Vida, no Teatro do Dragão do Mar.

A abertura oficial do evento acontece às 17h, seguida da apresentação do espetáculo “Cearense por opção – uma desbiografia de Rodolfo Teófilo”, pelo Grupo de Teatro Científico da Seara da Ciência/UFC (CE), e apresentação do Coral da UFC. Às 20h30min, o Grupo Ciência em Cena/Fiocruz (RJ) apresenta “Pergunte a Wallace”.

Mais informações aqui.

 

Fonte: Seara de Ciência da UFC.

 







Dia 11 de agosto é dia do estudante. Para comemorar a data, o movimento estudantil do Rio de Janeiro entregará nesta quarta-feira sua Plataforma Eleitoral para o governador do Estado, Sérgio Cabral, candidato à reeleição.

 

Segundo a presidenta da União Estadual dos Estudantes do Rio de Janeiro, Flávia Calé, “a plataforma aponta para a necessidade do governo do estado investir pesadamente em educação sob pena de não desenvolvermos nossa economia de acordo com as possibilidades que estão abertas com o Pré-sal, com a Copa e com as Olimpíadas”, disse.

Além do governador, estarão presentes na atividade o prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, o candidato ao senado, Lindberg Farias e o ex-Coordenador de Juventude da prefeitura do Rio de Janeiro, Igor Bruno.

A ANPG, a UNE e a UBES também estarão presentes na atividade. “O movimento estudantil se articula em rede. Comprometer os candidatos com a plataforma formulada e debatida pelos estudantes é tarefa de cada entidade. Neste momento de eleições, queremos debater com todos àqueles que estiverem dispostos”, disseo diretor de Políticas Educacionais da ANPG, Júlio Neto.

 

A atividade acontecerá às 11 horas, no Clube Democráticos.

 

Da redação com informações do Blog da UEE e do Blog Fatos Sociais.

 

De 27 de setembro a 1º de outubro ocorre Reunião Regional da SBPC em Lavras (MG), no campus da Universidade Federal de Lavras (UFLA), com o objetivo de discutir políticas públicas de ciência e tecnologia (C&T) e disponibilizar conhecimentos que possam ajudar a promover o desenvolvimento econômico e social da região. Em conjunto com a reunião, ocorre o 19º Congresso de Pós-Graduação da UFLA.

 
A reunião contará com dezenas de conferências e mesas-redondas, das quais participarão pesquisadores renomados em diversas áreas de especialidade e gestores do sistema de C&T municipal e estadual. O evento, cujo tema central será “Ciência, Tecnologia, Inovação e o Município”, também contará com dezenas de minicursos, com vistas à formação complementar de estudantes de graduação, do ensino médio e de pós-graduação, professores do ensino básico; além de atividades dirigidas para crianças, jovens, produtores rurais e a comunidade em geral.
 
Voltada para docentes, pesquisadores, gestores de C&T, estudantes e profissionais e diversas áreas, a Reunião Regional da SBPC em Lavras é o 33º evento de caráter regional que a entidade realiza no país, com o objetivo de promover o desenvolvimento científico e tecnológico de uma região específica. O evento é aberto ao público e a inscrição é obrigatória apenas para aqueles que desejam participar de minicursos.
 
Inscrição de trabalhos
 
As inscrições com submissão de trabalho devem ser feitas por meio do sitewww.sbpcnet.org.br/lavras, no período de 15 de junho a 18 de agosto. O valor da inscrição é de R$15,00 para estudantes de ensino médio, graduação e pós-graduação.
Serviço:
 
XIX Congresso de Pós-Graduação da UFLA:
Contatos: [email protected] e (35) 3829-1216
 
Da redação, com SBPC e APG-UFLA

Confira as matérias publicadas na página da ANPG durante o Salão: 

 

Último dia de apresentações da Mostra Científica

Último dia do 2º Salão Nacional de Divulgação Científica da UBES, UNE e ANPG

Papel das universidades estaduais é discutido na SBPC

Educação à distância é um dos temas polêmicos discutidos na SBPC

Defender, Desenvolver e Fortalecer : Ministro da defesa participa da 62ª Reunião Anual da SBPC

Plano Nacional de Pós-Graduação e o desenvolvimento do país

ExpoT&C : stands ocupam 6 mil m² durante 62ª Reunião Anual da SBPC

Conferência debate Integração latino-americana

Fundos Setoriais em debate

ANPG entrega documento com resoluções a Dilma durante reunião da SBPC

Wrana Panizzi e Ildeu de Castro Moreira discutem a relação ciência-sociedade com jovens cientistas

Doutores 2010: um mapa da formação de doutores no Brasil

Jovens estudantes premiados são saudados pelo Secretário-geral da SBPC

ANPG participa da abertura do 11º ENET da UBES

REUNI em discussão durante 62ª Reunião Anual da SBPC

Editais do CNPq e da FINEP são assinados na 62ª Reunião Anual da SBPC

Cuca Natal fará intervenções artísticas durante o 2º Salão Nacional de Divulgação Científica

Entrevista: Aldo Malavasi, secretário geral da SBPC

Aziz Ab’Saber é o grande destaque no ato de abertura da 62ª Reunião anual da SBPC







Na manhã desta sexta-feira, 30 de julho,  ocorreram as últimas apresentações da Mostra Científica do 2º Salão Nacional de Divulgação Científica da ANPG, evento concomitante à 62ª Reunião Anual da SBPC, visando à integração dos diversos níveis de ensino e promoção da divulgação científica em todas as áreas do conhecimento.

Nesta segunda edição do Salão, foram selecionados 126 trabalhos para apresentação oral, nas diferentes áreas temáticas. Diariamente, de 27 de julho até hoje (30), foram apresentados trabalhos científicos divididos em eixos temáticos correlatos abrangentes, possibilitando uma discussão interdisciplinar dos assuntos abordados e estimulando a interação das áreas.

 

Estudantes apresentam trabalhos. Foto: Vanessa Stropp

Além do grande número de submissões de trabalhos, oriundos de diversos estados brasileiros, o sucesso desta edição tem se evidenciado tanto pelo alto nível das apresentações quanto pelos qualificados debates estabelecidos entres os estudantes.

Nesta oportunidade, o 2º Salão alcançou seu objetivo fundamental de divulgação e interação, tendo como participantes estudantes dos diferentes níveis de pós-graduação, graduação e ensino médio.

A ANPG considera estratégico este tipo de ação. Estimulando a participação e colaboração dos níveis mais fundamentais de ensino por meio da ampla divulgação científica propicia-se a devida apropriação destes conhecimentos produzidos pela comunidade acadêmica, para que assim possam ser usados efetivamente no desenvolvimento cultural e tecnológico brasileiros, atuando na diminuição dos contrastes sociais e como ferramenta fundamental do progresso de nossa nação.

 

De Natal, André Cardoso(Tato).

Presidente da APG UNIFESP e Vice-Presidente SP da ANPG.

 




A Conferência Ciência e Tecnologia na Redução das Desigualdades Regionais, que conta com a presença do reitor da UFRN, José Ivonildo do Rêgo é a atividade que encerra, nesta sexta-feira, 30, o 2º Salão Nacional de Divulgação Científica da UNE,UBES e ANPG. Ao mesmo tempo, encerra-se a 62ª Reunião Anual da SBPC, em Natal – RN.

Entre Mostra Científica, Stand na ExpoT&C, Conferências e Oficinas, a programação do 2º Salão pôde oferecer aos estudantes, professores e pesquisadores, diversas oportunidades de debate e troca de experiências acerca da Integração Científica e Tecnológica na América Latina, que foi o tema geral norteador de toda a programação.

Para Vasco Rodrigo, diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da ANPG e Coordenador-Geral do 2º Salão, a atividade alcançou seu objetivo principal,“congregamos estudantes do ensino médio, graduação e pós-graduação em torno de um tema tão caro para nós que é a integração do continente, em especial da América Latina. O papel da ciência como fator estratégico para o desenvolvimento do país precisa ser debatido e a ANPG fez isso com êxito durante o 2º Salão”, disse.

 

De Natal, Eleonora Rigotti.

 

 




O segundo volume da 1ª edição da Revista da ANPG é marca indelével do acúmulo em participação política e elaboração teórica ao longo de duas gestões da entidade.Falamos de um dispendioso desafio, que colocou à prova o conjunto de diretoras e diretores de nossa entidade. A resposta ao desafio encontrou-se no laborioso compromisso com um sentido estratégico e mais amplo de nossa intervenção. Se faz a hora em que os pós-graduandos pensem o Brasil, em suas indissociáveis dimensões política e intelectual, e apresentem seus resultados à comunidade científica.

Nossa revista científica passa a ser também uma revista dos Pós-Graduandos. Tendo em mente o amplo diálogo democrático, entre a construção de um pensamento científico nacional e o progressivo desenvolvimento da pós-graduação brasileira, a Associação Nacional de Pós-Graduandos obteve êxito ao lançar sua revista na 62º Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência(SBPC).

 

de cima para baixo, da esq. p dir: Joao Azuma, Thiago Custódio, Vasco Rodrigo e Carolina Pinho foto 2: André Cardoso (Tato), Felipe, Carliana Rabelo e Hugo Valadares. Fotos: Vanessa Stropp

O lançamento do volume 2 da 1ª edição da Revista da ANPG aconteceu na manhã da quinta-feira, 29, durante o 2º Salão Nacional de Divulgação Científica.

 

De Natal, Thiago Custódio.




Diretor de Tecnologias da Informação e da Comunicação da ANPG.

 

 

 



Formar mão de obra qualificada é apenas uma das funções das universidades estaduais. O papel dessas instituições foi debatido nesta quinta-feira (29) na 62ª reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), por exemplo, tem maneiras alternativas para selecionar os estudantes da graduação. Uma delas é por meio do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). De acordo com chefe de gabinete da reitoria da Unicamp, professor Ricardo Anido, os melhores alunos de cada escola pública do município e os 28 melhores segundo colocados ganham a chance de estudar na universidade.

“É uma maneira alternativa que foi desenhada com a Secretaria de Educação de São Paulo. Dessa forma possibilitamos mais acesso aos alunos de escolas públicas sem enfrentarmos a discussão de cotas”, avaliou Anido.

A disseminação do conhecimento para municípios menores também é destaque na prestação de serviços da universidades estaduais. Em 2009, cerca de 10,1 mil alunos foram matriculados na Universidade do Ceará (Uece).

O reitor da instituição, Assis Araripe, afirmou que a discussão do futuro da ciência e do desenvolvimento do País não pode deixar as universidades de fora. “O papel das universidades estudais e interiorizar o conhecimento. Ciência e tecnologia é prioridade das universidades e estamos recebendo a atenção que sempre merecemos”, disse.

A reunião anual da SBPC acontece na Universidade Federal do Rio grande do Norte (UFRN). O encontro que começou segunda (25) e termina amanhã (26).

 

Fonte: Assessoria de Comunicação do MCT.

A ANPG se fez presente na mesa-redonda com o tema “O que a Educação à Distância pode fazer hoje para a Educação”, com a participação do Secretário Geral Rodrigo Cavalcanti e do diretor de Tecnologias da Informação e da Comunicação, Thiago Custódio. A mesa aconteceu na segunda-feira,26, como parte da programação da 62ª Reunião Anual da SBPC, em Natal.

Fredric Litto, presidente da Associação Brasileira de Educação a Distância, explicou a diferença entre educação formal (institucionalmente regrada e de rígido currículo disciplinar), educação informal (aquela sem fixo formato, retirada do dia a dia, das experiências e do aprendizado diário) e educação não-formal (em que se inclui a educação continuada, com regramento acadêmico mais flexível). Também falou do termo andregogia, relativo à educação de adultos, e do termo heutgogia, que diz respeito à autoaprendizagem, tão em voga hoje, tendo em vista, entre outros, o crescimento da internet e suas infinitas possibilidades.

Tema considerado de grande importância pelos membros da mesa, destacado pelo representante da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Professor Marcos Formiga, foi a Educação Aberta, movimento iniciado em 1969 na Inglaterra, sobre a educação de baixo custo focada principalmente naqueles cuja faixa etária não se encontra na média dos que normalmente frequentam determinado grau de ensino.

Mauro Pequeno Cavalcante, da Universidade Federal do Ceará(UFC), abriu sua fala contando sobre a experiência que teve na Amazônia, no que diz respeito à precariedade do ensino formal em diversas localidades e à possibilidade do ensino à distância como garantidor da educação da sociedade em amplo espectro, podendo esta dialogar com educadores e conteúdos de múltiplos âmbitos da ciência.

Wilson Correa, da Universidade Católica de Pelotas(UCPEL), definiu a vida contemporânea como “semi-presencial”, à medida que as relações virtuais adquirem importância ímpar, tornando-se um elemento adicional de interação interpessoal, ao promover o encontro e o desenvolvimento da autonomia e do contato humano para além do presencial. Correa entende que a Educação à Distancia tem grande valia ao possibilitar e agregar à realidade atual da internet e da virtualidade o processo educacional, exaltando qualidades do aluno que este não poderia desenvolver se não fosse por esse caminho, como o autoaprendizado exaltado por Fredric Litto.

Houve consenso na mesa no que diz respeito à importância do EAD para o desenvolvimento da educação e também no que diz respeito ao problema da regulação externa, pelo poder público, de tal vertente de ensino, já que formatar um ensino que diverge da formatação que é atrelada ao ensino formal é uma contradição que deve ser evitada, trazendo a mesa, como solução, a possibilidade da autorregulação pelo próprio sistema de ensino.

A ANPG se fez presente neste debate, sempre preocupada com as diversas formas de difusão do conhecimento que surgem constantemente com a renovação tecnológica da comunicação, fato este que pode e muito favorecer a plena universalização do ensino em todos os níveis, e para todos.

Os diretores da ANPG Rodrigo Cavalcanti e Thiago Custódio viram o debate e as questões levantadas como extremamente salutares, no sentido de que se direcionaram para alguns pontos que entendemos primordiais ao avanço da Ciência e da Tecnologia no país: para a autonomia do Ensino à Distância mediante a autorregulação; para a adequação do ensino às novas formas de comunicação que se configuram na sociedade atual; para a atenção especial à autoaprendizagem, como paradigma que enfrentamos hodiernamente, na diferença e necessária conciliação entre a educação convencional e seus métodos contemporâneos; e para a exponencial possibilidade atual de universalidade do ensino, colocando-o como o aspecto referencial para o desenvolvimento do ser humano e de toda a sociedade.

De Natal, Rodrigo Cavalcanti e Thiago Custódio.