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Na manhã da terça-feira, 27/07/10, em conferência na 62ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), o Ministro da Defesa Nelson Jobim discursou sobre as atuais ações do ministério e o relevante papel da Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) para o fortalecimento brasileiro.

Em mesa presidida pelo presidente da SBPC, Marco Antônio Raupp, o ministro abriu sua conferência traçando um breve painel do tema “Defesa” na academia. Nelson Jobim destacou a dificuldade de abordar o tema dentro das instituições e justificou: “O professor que quer discutir ‘Defesa’ dentro da academia sofre com o isolamento e preconceito de seus colegas”. Usando a expressão “Brasil Forte”, Nelson Jobim procurou demonstrar a íntima relação da estratégia nacional de desenvolvimento e a estratégia nacional de defesa, atuando conjuntamente como instrumentos primordiais para se alcançar a independência e garantir a soberania de nosso território.

Avançando para o setor de infraestrutura, o ministro chamou de “infraestrutura crítica brasileira” toda a matriz de produção energética, vias de transporte e rede de telecomunicações, destacando como a lógica de desenvolvido e tarifação de produtos favorece a concentração dessas nas regiões sul e sudeste do país. Dessa maneira, foi abordada a questão da infraestrutura nacional e regional e a profunda interdependência de ambas nas diversas áreas de defesa propriamente dita, apresentando as estruturas militares do Exército, Aeronáutica e Marinha brasileiros. Usando o trinômio Defender, Desenvolver e Fortalecer o ministro abordou alguns dos planos para as forças armadas, sobretudo os planos para as regiões fronteiriças terrestres, marinhas e aéreas brasileiras através da priorização de estruturas para a otimização dos serviços de logística propiciando o estabelecimento de bases multitarefas, incluindo a atuação de pesquisadores nessas áreas.

Ministro da Defesa, Nelson Jobim.  Foto: Vanessa Stropp.
André Cardoso(Tato), Vice-presidente SP da ANPG, durante a conferência. Foto: Vanessa Stropp.

Entre as principais ações no setor de Ciência, Tecnologia e Inovação aplicadas para Defesa, foram mencionadas a elevação no nível de capacitação científica e tecnológica de recursos humanos para a área, integração de iniciativas conduzidas nos Institutos de Tecnologia e universidades, aprimoramento da infraestrutura de apoio e implantação de créditos específicos para a área.

O ministro Nelson Jobim encerrou sua fala mostrando um quebra-cabeça no qual as peças sugeridas eram: BID, Defesa, Academia e CT&I e frisou:

Todo mundo acha que é mais importante que o outro, quando, na verdade, são todos dependentes uns do outros (…). Nesse sentido os esforços do Ministério da Defesa se concentram tentando juntar essas frentes”.

Para finalizar a sessão, Marco Antônio Raupp concordou com a posição do ministro em relação ao papel estratégico da CT&I, mas salientou ainda a importância do setor privado neste cenário e sua contribuição para a superação dos gargalos e embargos impostos.

 

De Natal, André Cardoso (Tato).

Presidente da APG UNIFESP  e Vice-Presidente SP da ANPG.

 




O Plano Nacional de Pós-Graduação (PNPG) 2011-2020 terá novidades em relação ao projeto dos anos anteriores. A primeira delas é a integração ao Programa Nacional de Educação do Ministério da Educação (PNE/MEC), que na edição 2001-2010 não contemplou a pós-graduação.

De acordo com o diretor de Programas e Bolsas da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC), Emídio de Oliveira Filho, o PNPG será mais estratégico e mais amplo. “Pela primeira vez desde que foi instituído o programa ficará em vigor por dez anos. Temos um desafio maior para deixar tudo bem costurado”, disse.

Prof José Ivonildo do Rêgo, reitor da UFRN, assiste a mesa sobre o PNPG. Foto: Vanessa Stropp

Elisangela Lizardo, presidente da ANPG, ressaltou a necessidade de regulamentação da pós lato sensu e sugeriu que o PNPG seja colocado em Consulta Pública, para que toda a sociedade possa opinar sobre o assunto. “A pós graduação brasileira precisa responder aos anseios da sociedade. Para tanto, precisa estar conectada com o projeto de desenvolvimento do país”, disse. A pós-graduação foi tema de uma mesa-redonda na 62ª reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). O encontro acontece na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) em Natal. Também estiveram presentes na atividade a vice-presidente da ANPG, Carolina Pinho, o diretor Júlio Neto e eu ex-presidente Hugo Valadares, membro da comissão de elaboração do PNPG.

Carolina Pinho, vice-presidente da ANPG. Foto: Eleonora Rigotti

O PNPG

O Plano Nacional de Pós-Graduação (PNPG) é um documento que sintetiza as diretrizes que norteiam as políticas públicas de qualificação de pessoal em nível de mestrado e doutorado. Editado a cada seis anos, o Plano faz um diagnóstico da pós-graduação nacional. A partir desta avaliação, apresentam-se propostas de diretrizes, cenários de crescimento do sistema, metas e orçamento para a execução de ações. A versão atual do PNPG compreende o período de 2005 a 2010.

Mais informações sobre o PNPG aqui.

 

Eleonora Rigotti, de Natal com Assessoria de Comunicação do MCT.

 




A ExpoT&C é uma mostra de ciência, tecnologia e inovação (C,T&I) que integra as atividades do maior evento científico do país, a 62ª Reunião Anual da SBPC, que acontece de 25 a 30 de julho no campus da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)

A exposição reúne 120 expositores, entre universidades, institutos de pesquisa, agências de fomento e órgãos governamentais, além de outras organizações de todo o país, interessadas em apresentar novas tecnologias, produtos e serviços. Entre elas estão o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep); o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq); a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e a ANPG.

de cima para baixo: Stand da ANPG na ExpoT&C; diretores da ANPG; estudantes leem a programação do 2º Salão.

No stand da ANPG os visitantes podem conhecer a entidade, retirar materiais como a Cartilha de construção de APG e a Revista Científica. Além disso podem assistir vídeos da gestão, fazer sua carteira de estudante (UNE, UBES e ANPG) e ainda bater um papo sobre ciência e movimento estudantil com os diretores.

"A ExpoT&C é uma vitrine do que está sendo feito nas grandes universidades e centros de pesquisa do Brasil em termos de pesquisa, desenvolvimento, educação e inovação", afirma a coordenadora do evento, Simone Santana Franco. "Ela está se fortalecendo, a cada ano, como uma exposição sênior de projetos de pesquisa e desenvolvimento realizados por instituições de C&T consolidadas no panorama nacional", avalia.

Os expositores da mostra ocupam uma área de 6 mil m2, em tendas climatizadas, que estão localizadas no estacionamento do campus da UFRN, ao lado do campo de futebol.

Eleonora Rigotti, de Natal com Assessoria de Imprensa da SBPC.

 




A oportunidade da América Latina se tornar um pólo de opinião contra-hegemônica foi destacada pela Prof. Iole Ilíada Lopes, da Fundação Perseu Abramo,em conferência proferida hoje (28), durante o 2º Salão Nacional de Divulgação Científica, na 62ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Natal (RN).

Nunca antes na história deste continente esta oportunidade foi tão grande. Tanto para construir uma nova ordem mundial como para reforçar um desenvolvimento de cunho social é preciso fortalecer a integração latino-americana,” disse.

 
 Iole Ilíada (Fundação Perseu Abramo) e José Monserrat Filho (MCT). Foto: Vanessa Stropp

Embora a integração seja um principio constitucional, acredito que precisamos de um PAC da América Latina. Pensado num viés de solidariedade e justiça, com desenvolvimento social e ambientalmente sustentável”, ressaltou.

Ronaldo Carmona, da Fundação Mauricio Grabois, ressaltou que a América do Sul possui uma característica singular: suas enormes riquezas naturais. Grande volume de água doce, de terras agricultáveis e uma das poucas regiões do mundo que possui auto-suficiência energética.

Essa singularidade potencializa a possibilidade de desenvolvimento, uma vez que energia é pré-requisito para tanto.

A grande identidade cultural entre os povos da América Latina também foi lembrada por todos os palestrantes.

José Monserrat Filho,chefe da Assessoria de Assuntos Internacionais do Ministério da Ciência e Tecnologia, citou Câmara Cascudo, folclorista natalense, para ilustrar o sentido principal de sua fala: “O homem moderno tem que ter um olho no microscópio e outro no telescópio" , disse ele referindo-se à necessidade de discussão sobre as questões internacionais. “Política externa deve ser tema recorrente em nossas atividades. Precisamos integrar a América Latina sem perder de vista as questões mundiais e a resolução dos problemas internos de cada país”, destacou.

 

De Natal, Eleonora Rigotti.

 

 




Sobre o impacto dos Fundos Setoriais, a avaliação foi positiva, embora se reconheça a necessidade de criar um Fundo Setorial específico para o mercado financeiro, com rebatimento dos resultados na área social.

 
Luiz Antonio Elias (MCT). Foto: Eleonora Rigotti.

Na conferência Avaliação dos Impactos dos Fundos Setoriais para a Ciência Brasileira, Luiz Antonio Elias, secretário executivo do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) , falou dos desafios a serem enfrentados para dar prosseguimento das atividades inseridas no Plano de Ação de Ciência, Tecnologia e Inovação (PAC,T&I – 2007-2010) e aproximar o país da fronteira do conhecimento.
O secretário lembrou ainda o crescimento constante de aporte financeiro dos Fundos Setoriais – criados em 1998 e hoje em número de 18 – para projetos de pesquisa, aparelhamento da infraestrutura acadêmica e incremento em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) no segmento empresarial.




Entre os desafios relacionados para serem enfrentados está a necessidade de expandir fornecedores para Petróleo e Gás, o fortalecimento das cadeias produtivas voltadas para o mercado interno e fomentar cadeias associadas aos investimentos de infraestrutura. Um dos próximos passos é a criação de um Fundo Setorial voltado para a área de inclusão social, um dos quatro eixos do PAC,T&I 2007-2010.

 

De Natal, Eleonora Rigotti com Assessoria de Comunicação do MCT.

 

Nesta quarta-feira (28/7), diretores da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) participaram do encontro com a candidata Dilma Rousseff, promovido pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Após o encontro, a presidente da ANPG, Elisangela Lizardo, participou, em conjunto com outras entidades estudantis, de reunião em que entregou documento com suas resoluções congressuais à candidata do PT.

 Em discurso bastante direcionado, a candidata do PT pautou temas caros à comunidade científica, como a ampliação de número de mestres e doutores a serem formados no Brasil, o financiamento de pesquisas em inovação,a ampliação dos investimentos em ciência, tecnologia e inovação, e o que chamou de “casamento entre educação, e políticas de ciência e tecnologia”, segundo ela, “uma das questões mais importantes para o nosso país dar um passo decisivo para ser desenvolvido, inclusivo e soberano de acordo com os nossos padrões, nossos critérios, nossos valores”.

 Ciência na pauta

Marco Antonio Raupp (SBPC), Dilma Roussef e Jacob Palis (ABC). Foto:Roberto Stuckert Filho.

Dilma assinou carta com propostas e reivindicações que recebeu da SBPC e da Academia Brasileira de Ciência (ABC), representadas pelos seus presidentes, Marco Antônio Raupp e Jacob Palis, respectivamente.

O auditório da reitoria da UFRN foi pequeno para a quantidade de participantes da 62ª Reunião Anual da SBPC que se mobilizaram para participar do encontro da sociedade científica com a candidata à presidência da república Dilma Rousseff. O encontro ocorreu nesta quarta-feira (28/7) como parte da programação oficial da Reunião, que ocorre em Natal até sexta-feira (30/7).

A diretoria da ANPG se fez presente no debate e, em conjunto com as demais entidades estudantis nacionais, apresentou-se com disposição no encontro, pautando bandeiras como a reserva de 50% do fundo social do pré-sal para a educação, ciência e tecnologia. Dilma Rousseff saudou os estudantes, disse que já fez parte da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e repetiu algumas vezes a concepção de que não há dicotomia entre investimento em educação básica e investimento em educação superior: “fazemos política de educação da creche à pós-graduação”.

Elisangela Lizardo (ANPG) e Yann Evanovick (UBES), durante atividade com a candidata Dilma Rousseff na 62ª Reunião Anual da SBPC. Foto: Eleonora Rigotti.

Após o encontro, a candidata Dilma Rousseff reuniu-se com a presidente da ANPG, Elisangela Lizardo, com o presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Augusto Chagas e com o presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), Yann Evanovick. Os estudantes apresentaram suas respectivas pautas. Elisangela entregou uma pasta com materiais da ANPG que continha o leque com 10 pautas distribuídas na reunião da SBPC e reforçou que entre os materiais seguia a cartilha com o conjunto das Resoluções do XXII Congresso da entidade.

Combate à desigualdade

Para a presidente da ANPG, Elisangela Lizardo, quem for eleito ou eleita à presidência deve ter como desafio central a “implementação de políticas ousadas, especialmente em educação e ciência, tecnologia e inovação, que efetivamente contribuam no avanço às desigualdades sociais, para a construção de uma sociedade justa”.

Entretanto, o grito “Olê, olê , olê, olá, Dilma, Dilma” veio quando a candidata disse que o governo Lula voltou a investir nas universidades federais. Em seguida, emendou: “podem ter certeza que eu vou expandir ainda mais”. Ainda sobre educação, Dilma pautou também a importância dos investimentos feitos em ensino técnico, sempre pautando a necessidade de expandir ainda mais e também a importância de integrar o ensino médio com o técnico.

Sobre a expansão das universidades, a petista destacou que, para que haja qualidade, é preciso mudar o status social do professor, o que se faz com “salário digno”.

Diretrizes e metas

Rousseff falou também das diretrizes para Ciência e Tecnologia do seu programa, quando destacou a importância da educação básica; o papel do Estado no estabelecimento dos objetivos prioritários da pesquisa; a difusão do conhecimento de forma equilibrada pelo Brasil; a transferência de tecnologia como contrapartida de empresas estrangeiras que entram no mercado brasileiro. Dilma estabeleceu ainda algumas metas que norteiam sua proposta, dentre as quais, ampliar os investimentos em políticas de desenvolvimento tecnológico e inovação para 1,8% a 2% do PIB (atualmente esta porcentagem está em 1,34%, segundo a própria Dilma) e a formação de 220 mil mestres e doutores por ano (a candidata informou que hoje o Brasil forma 50 mil por ano). Sobre o último ponto, Dilma destacou que tal meta exige o investimento em bolsas de pesquisa e também o envio de estudantes pesquisadores para intercâmbios no exterior.

No início do debate, estudantes da própria UFRN levantaram cartazes e gritaram palavras de ordem cobrando professores no curso de Medicina. Raupp passou a palavra ao reitor da universidade, professor José Ivonildo do Rêgo, que afirmou que a pendência é de dois professores e que o processo de seleção está em curso. O reitor garantiu que até o reinício das aulas, em 9 de agosto, a questão estará resolvida.

De Natal, Luana Bonone, Diretora de Comunicação da ANPG.

 







Popularização da Ciência sempre foi uma bandeira levantada pela ANPG. Não por acaso este foi o tema do 1º Salão Nacional de Divulgação Científica ocorrido em 2009 na PUC-SP. Este ano o tema é “Integração Científica e Tecnológica na América Latina”, entretanto, a discussão da relação ciência-sociedade continua presente. O XII Encontro de Jovens Cientistas, atividade que a ANPG tradicionalmente realiza nas Reuniões Anuais da SBPC, agora é parte da programação do 2º Salão.

A Prof. da UFRGS , Wrana Panizzi, foi recebida calorosamente por cerca de 70 estudantes e pesquisadores, na escola de C& T da UFRN na manhã desta terça-feira. A professora fez um retrospecto da política nacional de C&T, pontuando que , atualmente,ela vem sendo desenvolvida de forma contínua e articulada. Não apenas com o aumento de investimentos financeiros mas também com uma equilibrada distribuição dos recursos entre as várias áreas do conhecimento. Para a vice-presidente do CNPq, os cientistas devem ser preservadores, mediadores e antecipadores, “é necessário preservar o conhecimento já produzido, mediar a relação entre ciência e sociedade e antecipar as descobertas. Acredito que só unindo razão e sensibilidade podemos fazer as coisas de forma adequada”, disse.

Prof Wrana Panizzi (CNPq), Elisangela Lizardo (ANPG) e prof. Ildeu de Castro Moreira (MCT). Foto: Vanessa Stropp

Popularização da Ciência é a especialidade do Prof. Ildeu de Castro Moreira, diretor do Departamento de Popularização e Difusão de C&T do Ministério da Ciência e Tecnologia. Sob sua coordenação acontece, anualmente, a Semana Nacional de C&T, quando diversas atividades visam aproximar a sociedade dos conhecimentos científicos. Dias de portas abertas em instituições de pesquisa e ensino; tendas da ciência em praças públicas; feiras de ciência e concurso são algumas das atividades promovidas durante a Semana.

Ildeu destacou para a platéia, majoritariamente composta por jovens, que a inquietação é característica comum aos cientistas, “manter vivo o seu lado criança é fundamental. Nossas perguntas não podem acabar”, finalizou.

De Natal, Eleonora Rigotti.

 

 

 

 

No fim da tarde de ontem,segunda-feira, 26, o Diretor de Cultura e Eventos Científicos da ANPG, Marcelo Ramos, esteve presente no Simpósio: Absorção e Mobilidade dos Doutores. Na ocasião, Eduardo Baumgratz Viotti (Columbia University) e Rosana Baeninger (UNICAMP) comentaram detalhes do livro Doutores 2010: estudos da demografia da base técnico-científica brasileira. O simpósio é parte da programação da 62ª Reunião Anual da SBPC .

O livro se dedica a aprofundar e divulgar conhecimentos sobre a formação, o emprego e as características demográficas dos doutores. Nele são apresentadas informações detalhadas e na sua maior parte originais sobre a formação de doutores titulados no Brasil no período 1996-2008 e sobre o emprego destes no ano de 2008. A essas informações foi adicionada uma análise demográfica que buscou situar essa população específica na dinâmica populacional brasileira mais ampla.

Para Marcelo, tão importante quanto possuir os dados em mãos, é interpretá-los. “Entender as razões e desdobramentos da concentração da formação de doutores em determinadas regiões do país e em determinadas classes sociais é uma tarefa que está posta a todos os interessados nos rumos da pós-graduação brasileira”, disse.

A expectativa dos autores é a de que esses registros possam vir a constituir-se em importante fonte de informações sobre carências do mercado de trabalho brasileiro.

De Natal, Eleonora Rigotti e Marcelo Ramos.

Confira nosso artigo sobre mapa-múndi






Os jovens premiados na Intel ISEF 2010 (International Science and Engineering Fair) também estiveram presentes no ato de abertura da 62ª Reunião Anual da SBPC, em Natal. O secretário geral da SBPC e mestre de cerimônias da solenidade, Aldo Malavasi, saudou os jovens pela presença e vitoriosa participação na feira.

William Lopes, autor do trabalho "Utilização do Fungo Aspergillus Niger no Tratamento de Esgotos II" e Karoline Elis Lopes Martins "Construindo um Sistema SODIS de Fluxo Contínuo com Garrafas PET Integrados ao Sistema de Tratamento de Água e Esgoto" foram premiados na categoria "Agente Secreto da Mudança: transformando o nosso mundo em um lugar melhor através de mudanças inovadoras".
William, de 20 anos é do Rio Grande do Sul e Karoline, de 18 , é estudante do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais, de Belo Horizonte (MG).

 

A maior do mundo



O Brasil quebrou seu recorde de prêmios na Intel ISEF 2010, considerada a maior feira de ciência e engenharia do mundo para estudantes. O evento ocorreu nos Estados Unidos em maio deste ano.



Delegação brasileira na Intel ISEF 2010.



Os brasileiros competiram com outros 1500 estudantes e levaram 19 prêmios e duas menções honrosas, o que levou a delegação brasileira à 3ª posição. O evento contou com a participação de 50 nações de todo o mundo.

 

 

De Natal, Eleonora Rigotti.

 

 




Sou estudante, não abro mão. Quero Pré-Sal pra Educação!”. Aqueles que passaram pelos arredores do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte(IFRN) na manhã desta segunda-feira certamente ouviram esse refrão. Ele era cantado por cerca de 300 estudantes que reuniram-se no ginásio do Instituto para o Ato de Abertura do 11º Encontro Nacional de Escolas Técnicas da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas(UBES).

 

 
Ato de Abertura do 11º ENET da UBES. Foto: Vanessa Stropp

O reitor do IFRN, Prof. Belchior de Oliveira Rocha, deu as boas-vindas aos participantes e ressaltou em sua fala um avanço conquistado pelos Institutos Federais que as Universidades ainda não possuem, em relação à autonomia. Sua observação se referiu à eliminação da lista tríplice para escolha do reitor dos Institutos, diferentemente das Universidades, onde é feita uma consulta aos estudantes, docentes e técnicos. A lista dos três mais votados é então enviada ao Presidente da República para nomeação. Não necessariamente o mais votado é o indicado a ocupar o cargo.

O orgulho que o IFRN sente em sediar uma atividade da UBES também foi nítida em sua fala.

 

 

 

Foto: Vanessa Stropp
Foto: Vanessa Stropp

Elisangela Lizardo, presidente da ANPG, também esteve presente. Única mulher a compor a mesa, além de saudar as estudantes presentes ela também usou sua fala para convocar os jovens estudantes secundaristas a tornarem-se jovens cientistas. “A UBES é a principal entidade do movimento estudantil. Ela se preocupa com a arte, com a cultura e com a ciência, está claramente comprometida com o futuro do país" destacou. Ao encerrar sua fala no Ato de Abertura do 11º ENET, Elisangela aproveitou para convidar os estudantes a participarem do 2º Salão Nacional de Divulgação Científica, realizado pela ANPG, em parceria com a UNE, a UBES e a Comissão Executiva Nacional do Programa de Educação Tutorial (CENAPET), "os cientistas devem estar comprometidos com o seu povo", disse.




Para Yann Evanovick, presidente da UBES, a julgar pelo Ato de Abertura o 11º ENET já é um sucesso, “os estudantes das escolas técnicas sabem a responsabilidade que têm na condução do futuro do país”, finalizou.

 

Mais sobre o 11º ENET da UBES.

Mais sobre o 2º Salão.

 De Natal, Eleonora Rigotti.