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Implantado em 2007 através do Decreto nº 6.096, de 24 de abril de 2007 , o Programa de Apoio ao Plano de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais – REUNI , foi o tema da mesa redonda da tarde desta segunda-feira,no Anfiteatro F, da Escola de C&T da Universidade Federal do Rio Grande do Norte(UFRN).

A mesa foi proposta pela ANPG e pela UNE e faz parte das atividades da 62ª Reunião Anual da SBPC e reuniu professores, estudantes e gestores de Educação em torno de exposições e discussões acerca do tema.

Gustavo Balduíno, Secretário – Executivo da ANDIFES, abriu a mesa com uma exposição sobre os detalhes do programa e sua evolução nesses três anos.



Prof Murilo Silva, Elisangela Lizardo, Prof. Edna, Augusto Chagas e Gustavo Balduíno. Foto: Vanessa Stropp


Representando o Ministério da Educação, o Prof. Murilo Silva de Camargo, Coordenador Geral de Expansão usou a Universidade Federal do ABC como exemplo da expansão ocorrida nas universidades federais desde a adesão ao REUNI. "A UFABC é um ótimo exemplo quando se fala de expansão através do REUNI não só pelo recorte das áreas do conhecimento dos cursos ali criados, mas também pela cultura acadêmica que foi implementada", destacou.

"Educação é direito, não é serviço!”

Embora garantida como direito na Constituição Federal de 1988, a Educação brasileira ainda está longe de ser o ideal desejado pelos estudantes.Elisangela Lizardo e Augusto Chagas deixaram claro em suas intervenções o reconhecimento pelos avanços na expansão da rede federal de ensino superior. Entretanto, Augusto colocou que a exclusão ainda é marca do ensino superior público no país. Por isso a necessidade de se colocar em prática políticas afirmativas, como as cotas nas Universidades. Para o presidente da UNE, novos desafios estão postos. Entre eles a disputa de opinião no interior da universidade, “muitos ainda acham que a Universidade Pública é para poucos. Essa opinião conservadora é forte e estamos prontos a combatê-la. A busca por uma universidade cada vez mais popular deve ser mantida”, disse.

Elisangela destacou uma bandeira histórica da ANPG, a ampliação não apenas do número de vagas nas universidades, mas também a ampliação da absorção dos mestres e doutores, tanto pelo setor do conhecimento, como pelo setor produtivo. “Reconhecemos os vários avanços recentes na área de C&T, contudo, esses avanços vieram suprir uma lacuna resultante de anos de estagnação. Ainda há muito que avançar”.



Foto: Vanessa Stropp


Relembrando que na última Conferência Nacional de Educação(Conae), uma das grandes preocupações levantadas foi a necessidade de articulação dos sistemas municipais, estaduais e federal de educação, ela encerrou sua fala dizendo que “ a universidade pública deve ser para todos que nela queiram estar. Defendo isso não só pela minha origem, mas pela minha maneira de observar a realidade".

Acompanhe a cobertura da 62ª Reunião anual da SBPC e do 2º Salão Nacional de Divulgação Científica, siga @salaonacional.

De Natal, Eleonora Rigotti.



Valor total do investimento deve chegar a 865 milhões de reais

O documento que autoriza o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Financiadora de Estudos e Projetos(Finep) a lançarem editais na área de Ciência e Tecnologia foi assinado pelos representantes das entidades, respectivamente, e também pelo presidente da SBPC, Marco Antonio Raupp e pelo Ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende.

O principal deles é o novo edital nacional de subvenção econômica, que vai destinar R$ 500 milhões para projetos de inovação desenvolvidos por empresas nas áreas estratégicas da Política de Desenvolvimento Produtivo e do Plano de Ação de Ciência, Tecnologia e Inovação.

Em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Mobilização Empresarial para Inovação (Mei) também será disponibilizada uma chamada pública no valor de R$ 100 milhões para estruturação de núcleos de gestão de inovação nas empresas brasileiras.

O restante dos recursos é para pesquisas em universidades e instituições de ciência e tecnologia.

Os momentos difíceis ficaram para trás”

A frase é do Ministro de Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende. Ao referir-se ao valor dos editais, ele destacou que o montante é quase cinco vezes maior que o orçamento do Ministério em 2002 . Ele destacou os avanços não só na área de C&T, mas também na Educação, o que só foi possível, segundo o ministro, graças à valorização dessas áreas durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Lula, inclusive, cobrou do ministro, em entrevistas concedidas no início do ano, que até o final de 2010 fossem investidos os R$ 41 bilhões que foram destinados para a área.

 

De Natal, Eleonora Rigotti.

  O Centro Universitário de Cultura e Arte da UNE – Cuca Natal-RN – terá uma programação especial durante a 62ª Reunião Anual da SBPC, que acontecerá de 25 a 30 de julho de 2010. No Centro de Biociências da UFRN – CB, o Cuca montará sua estrutura em parceria com a Associação Nacional de Pós-Graduandos – ANPG, e estará promovendo intervenções artísticas no decorrer do 2º Salão Nacional de Divulgação Científica, resignificando o espaço do CB, com ações que pretendem provocar uma reflexão acerca da relação da ciência com a arte e a cultura.

           Entre Mostras Científicas, Mesas Redondas e Conferências, indo além do seu espaço de concentração, os cuca-personagens intervirão com arte o vai-e-vem nos corredores do circuito praça cívica – campus. Fomentando a participação de todos, qualquer pessoa terá acesso à cola, papel e tesoura para fazer a sua própria interferência artística em todo o espaço que engloba o evento.

Na sua sala de emergência cultural, o Cuca apresentará ao público no dia 27, a instalação multimídia Halterofilismo Mental de Igor Lucena. Na quarta (28) teremos o ensaio fotográfico “Um olhar nostálgico sob a cidade do sol”, de Nathália Santana. E na quinta (29) entra em cena a exposição fotográfica Disperso Olhar, do jornalista Alexandre Santos, que irá poetizar o cotidiano potiguar.

De 26 a 30 a “SBPC Semana Boa para Produção de Charges: ciências do mar e sátiras do cartunista” será o registro gráfico das apresentações e discussões científicas, que proporcionará uma exposição final dos participantes no último dia, 30. As charges deverão ter seu processo produtivo baseado no contexto do 2ª Salão Nacional de Divulgação Científica.

Nos dias 28 e 29, o Cuca fará atividades de cunho didático, como a oficina Danças Populares Nordestinas (ciranda e coco) sob a orientação de Jordana Lucena, que acontecerá na Sala dos Epitélios ST – 1/Térreo do CB; e a oficina Construção Rítmica com Danúbio Gomes, coordenador do projeto de extensão Pau e Lata, na Sala dos Embriões ST – 2/Térreo do CB. As oficinas acontecerão no horário de 10h às 12h.

Destacamos no dia 29 o Lançamento da 7ª Bienal de Cultura, Ciência e Arte da UNE, às 13h30min no CB – Anfiteatro de Fisiologia, Sala 1 DFS-2º Andar. O tema será “Cordel Digital: imaginário popular em rede”.

Durante todo o momento do 2º Salão Nacional de Divulgação Científica o Cuca estará como a raiz artística do evento, proporcionando momentos de observação e participação da relação da arte com a ciência, fomentando uma erudição reflexiva. Aguardamos a participação de todos!

 

Fonte: CUCA da UNE.

 







A ANPG reproduz na íntegra a entrevista do secretário geral da SBPC, Aldo Malavasi, ao Diário de Natal. Nela, ele fala principalmente sobre o tema da reunião deste ano.

O tema desta 62ª Reunião Anual da SBPC é Ciências do Mar: herança para o futuro, que vem ao encontro da campanha da UNE, UBES e ANPG em defesa de que 50 % dos recursos do Fundo Social do Pré-Sal sejam destinados à Educação.

RN se afirma como polo de ciência
Andrielle Mendes //
[email protected] especial para o Diário de Natal

Para conhecer um pouco mais sobre o maior evento científico do país, o Diário de Natal entrevistou o secretário geral da SBPC, Aldo Malavasi. Ele conta a ideia de escolher Natal partiu dele. Na escolha, levou em consideração o fato de a cidade ser atraente e contar com uma universidade federal atuante no cenário nacional. Ele ressaltou o papel das pesquisas para o país e disse que o estado que investe em ciência e tecnologia se desenvolve mais rápido.

Já se conhecia o tema central da 62ª Reunião Anual da SBPC, quando Natal foi escolhida como sede? A escolha da cidade-sede e do tema central tem alguma relação?

Tudo é pensado junto. Eu lembro exatamente quando nós pensamos em Natal. Eu lembro até o dia e a hora. Veja que interessante. Estávamos em Tabatinga, no Oeste Amazônico, lá na fronteira com a Colômbia, quando vimos todas as dificuldades que estávamos enfrentando no Amazonas. Eu disse ‘olha pessoal, quem tem interesse em sediar o evento e tem uma estrutura fantástica é a UFRN. Eu vou ligar para Ivonildo (Ivonildo Rêgo, reitor da UFRN)’. Liguei na hora e disse ‘Ivonildo, porque você não faz uma reunião da SBPC ano que vem (2010)?’. Estávamos em março de 2009. Ele perguntou ‘tem candidatos? Eu disse: tem, mas estamos querendo Natal, porque a universidade tem uma estrutura boa’. Ele disse ‘eu vou falar com meu pessoal e te dou um retorno’. No dia seguinte, ele retornou e disse: ‘Aldo, vamos fazer’. De fato existe uma indução nossa na escolha da sede.Nós já sabemos as cidades que podem sediar o evento nos próximos dois anos. Mas o fato de existir uma universidade muito ativa no Rio Grande do Norte nos dava uma tranquilidade enorme. Então, quando nós decidimos fazer o evento aqui, começamos a pensar ‘o que interessa o Rio Grande do Norte?’. E aí conversando com o pessoal, surgiu o tema ‘o mar’. Então, vamos discutir o mar. Discutimos a ideia com a administração da UFRN e a SBPC e chegamos a este tema. Uma coisa que é rara e que não conseguíamos há muitos anos era realizar um concurso para confeccionar o cartaz da reunião. Esse cartaz foi feito aqui, através de um concurso. Aqui (na UFRN) as coisas acontecem de forma muito mais tranquila devido ao compromisso do pessoal. O pessoal é muito compromissado, o que dá muito tranquilidade.

O compromisso da UFRN lhe surpreendeu?

Não, não me surpreendeu. Eu já esperava. Por isso, nós já induzimos. Quando entrei em contato com Ivonildo, eu já sabia que o pessoal era muito dedicado. Agora eu digo uma coisa: está melhor do que eu esperava.

O senhor foi eleito secretário geral da SBPC em 2007. Que temas foram tratados nestes três anos?

Durante as Reuniões Anuais da SBPC, tentamos tratar os assuntos que mais afetam o Brasil na atualidade. Abordamos Ciência e Cultura em 2009, no Amazonas. Antes disso, tratamos da energia elétrica, em Campinas (SP). E este ano estamos tratando da questão do mar, que é uma questão, que para nós, ainda é muito relegada ao segundo plano. É muito difícil fazer pesquisa relacionada ao mar, em função das dificuldades operacionais. Algo que nos interessa muito é tentar desenvolver os estudos relacionados a este tema. Essa é uma diferença muito grande em relação às edições passadas, porque a questão da energia e a questão da Amazônia são muito estudadas no Brasil. Enquanto que a questão do mar não.

Qual o diferencial desta reunião em relação à anterior?

A última reunião foi realizada numa cidade (Manaus) que ficava muito isolada do ponto de vista do transporte. Para chegar ao Amazonas é muito difícil. As pessoas chegam lá ou de barco a partir de Belém ou de avião. A vantagem desta reunião é que Natal tem uma característica marcante, que é o apelo turístico. Por isso, nós estamos com mais de nove mil inscrições até o momento, o dobro de inscrições do ano passado. Com a realização da reunião em Natal, a gente está querendo que os participantes vejam ciência, mas também vejam a cidade. Este ano, temos o dobro de pessoas inscritas, o que é muito importante. Para mostrar um pouco mais da cidade, nós vamos fazer uma excursão com professores da universidade orientada por uma turismóloga. Mas não é só o turismo. Na verdade, os participantes da excursão vão entender o que são as dunas, a vida, a biodiversidade do ambiente que estão conhecendo. Um turismo orientado, com respeito ao meio ambiente e conhecendo a própria biodiversidade. Essas são características importantes desta reunião.

Como cientista e secretário geral da SBPC, o senhor deve ter tido oportunidade de conhecer várias regiões do país. Nasua avaliação, as pesquisas científicas tecnológicas ainda estão muito concentradas no eixo Rio-São Paulo?

Infelizmente, as pesquisas ainda estão muito concentradas no Sudeste. Só que o Nordeste, como um todo, oferece uma condição muito maior de você fazer pesquisa científica e tecnológica do que há duas décadas. E essa minha percepção é muito clara, porque eu próprio sou exemplo disso. Eu sou professor titular aposentado da Universidade de São Paulo (USP) e me mudei para o Nordeste. Por quê? Porque hoje há muito mais condições aqui. Têm muito mais transportes, mais comunicações. Hoje, a internet é rápida tanto aqui quanto em São Paulo. Não há uma diferença grande em relação a isso. Então, aquilo que assustava um pouco as pessoas, não existe mais. Cito um exemplo. A UFRN é líder na área das engenharias, na área da saúde no Brasil. As universidades federais de Campina Grande, Recife, Ceará são referências nacionais. Vários professores do sul e do Sudeste vieram para o Nordeste, atraídos pelas novas condições de pesquisa que surgiram. Hoje existe uma política brasileira de apoio às regiões menos aquinhoadas com recursos, como a região Norte e Nordeste. Antigamente a gente achava que o Nordeste tinha problemas ou poucos recursos. Hoje não. É a região Norte. Nós não estamos preocupados com o desenvolvimento do Nordeste. O Nordeste está numa linha de desenvolvimento tão grande que ninguém para mais. Agora não tem como parar. O desenvolvimento do Nordeste já é absolutamente sustentável. Então cada vez mais vai ter recursos no Nordeste. Quando você vai para o Norte, a situação está um pouco mais complicada. A região Norte ainda tem um segmento de pesquisa muito pequeno. Você tem poucos recursos lá. Então a nossa preocupação, e por isso fizemos uma reunião lá e faremos outra em Boa Vista, é tentar mostrar que a Amazônia precisa de mais pesquisas. Nós precisamos fazer pesquisas sobre a Amazônia dentro da Amazônia. Então, eu diria que essa concentração de pesquisas científicas e tecnológicas no Sudeste ainda existe, infelizmente, mas a situação muda a cada ano. Você percebe nitidamente que existe uma quantidade, uma massa crítica de pesquisadores, cada vez maior na região Nordeste, o que é o ideal.

Nos últimos anos, o Rio Grande do Norte deu alguns passos no que diz respeito à realização de pesquisas científicas e tecnológicas. Hoje, por exemplo, temos o Instituto Internacional de Neurociências Edmond e Lily Safra e o Instituto Internacional de Física. Com a implantação desses institutos, o RN entra na rota da ciência?

Na realidade, o RN já faz parte da rota. Outro dia saiu na Folha de São Paulo o número de doutores existentes no Brasil e a concentração por universidade. Em primeiro lugar, ficou a Universidade de São Paulo, a USP. Fiquei feliz porque no gráfico publicado na Folha, você vê que hoje a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) é a terceira mais produtiva do Nordeste. A primeira é a federal da Bahia. A segunda é a de Pernambuco e a terceira é a do RN. Então quando você pega esses índices de trabalhos e doutorados defendidos, vê que a UFRN cada vez mais se destaca, a ponto de aparecer num gráfico nacional. Isso é bastante significativo. Isso mostra que a UFRN está no caminho certo.

Na sua avaliação, qual o legado que a 62ª SBPC deixa para o estado? Qual o impacto de uma reunião como essa?

Eu acho que a interação dos estudantes desta universidade com mais de 300 pesquisadores de fora vai impactar de forma significativa as pesquisas que aqui são feitas.

 

Fonte: Diário de Natal.

 



Foto: Vanessa Stropp
Diretoria da ANPG e Augusto Chagas com Aziz Ab’Saber

Na noite deste domingo, cerca de mil pessoas estiveram presentes no Centro de Convenções de Natal para o ato de abertura da 62ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). O diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da ANPG, Vasco Rodrigo, fez a primeira fala da abertura, abrindo, ao mesmo tempo, o 2º Salão Nacional de Divulgação Científica.

Os homenageados da noite foram o geógrafo Aziz Ab’ Saber , considerado um dos geógrafos mais importantes do mundo, e o folclorista Câmara Cascudo, nascido em Natal.

Marco Antonio Raupp, presidente da SBPC, a prefeita de Natal, Micarla Araújo de Souza, o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Carlos Aragão, e o Ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, entre outras autoridades, assistiram às emocionantes homenagens. O reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) José Ivonildo do Rêgo, recebeu uma placa de homenagem em nome do folclorista natalense, já falecido.

Foto: Vanessa Stropp
Vasco Rodrigo, diretor de C,T&I da ANPG, foi o primeiro a falar na abertura da 62ª Reunião Anual da SBPC.

ANPG na SBPC

A primeira fala foi do diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da ANPG, Vasco Rodrigo, que pautou a importância dos avanços em educação e ciência e tecnologia nos últimos oito anos, destacando o vertiginoso crescimento do número de escolas técnicas do país e os recentes decretos que conferiram maior autonomia à universidade brasileira. Ao saudar o presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Augusto Chagas, e o presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), Yann Evanovick, o diretor da ANPG fez também a abertura do 2º Salão Nacional de Divulgação Científica, organizado pelas três entidades, e parte integrante da programação oficial da 62ª Reunião Anual.

Coube a Augusto parabenizar a SPBC pelo acerto no tema da Reunião “Ciências do Mar: herança para o futuro”. O presidente da UNE destacou ainda a campanha da UNE, UBES e ANPG, que reivindica 50% dos recursos do fundo social do pré-sal para a educação.

Ao final do ato, os presentes se dirijam para a UFRN para o show de abertura com a cirandeira Lia de Itamaracá e o cantor Zeca Baleiro.

A prefeita de Natal brincou com o público presente, dizendo que certamente alguém trouxe a chuva de outro lugar, já que Natal é a cidade com mais dias de sol do Brasil, o que lhe rende o título de “Cidade do Sol”. “Desejo que todas as crianças que passem pela atividade sejam contagiadas pelo vírus da ciência”, disse ainda prefeita.

 

Fotos: Vanessa Stropp
De cima para baixo, diretoria da ANPG e Augusto Chagas com o presidente da SBPC, Marco Antônio Raupp, e como presidente do CNPq, Carlos Aragão.

O Salão

As entidades nacionais de representação dos estudantes brasileiros realizam , de 25 a 30 de julho, no Centro de Biociências da UFRN (CB), o 2º Salão Nacional de Divulgação Científica.

Com o tema “Integração Científica e Tecnológica da América Latina”, o 2º Salão Nacional de Divulgação Científica é um espaço para debater a produção e aplicação do conhecimento produzido no continente e também para revelar talentos e potencialidades, por meio das diversas atividades, sobretudo a Mostra Científica, para a qual estudantes de todos os níveis de ensino podem inscrever trabalhos.

Os homenageados

Aziz Ab’Saber, paulista de São Luiz do Paraitinga, é geógrafo, conhecido mundialmente. Foi presidente da SBPC nos anos de 1993 a 1995.

Luís da Câmara Cascudo (Natal, 30 de dezembro de 1898 – 30 de julho de 1986) foi um historiador, folclorista, antropólogo, advogado e jornalista brasileiro.

De Natal, Eleonora Rigotti

Entre os dias 25 e 30 deste mês, durante a Reunião Anual da SBPC em Natal, acontece o 2º Salão Nacional de Divulgação Científica promovido pelas entidades estudantis. O evento se propõe a ser um espaço de integração entre estudantes do Ensino Médio, Graduação e Pós-Graduação, e conta com debates, mostra científica, atividades culturais e oficinas.

Destaques da programação

Já na terça feira, 27, acontece o XXII Encontro Nacional de Jovens Cientistas: popularização da Ciência e Educação Científica, com a presença da Prof. Wrana Panizzi , representante do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

No mesmo dia, a Mesa Redonda: Mobilidade Acadêmica e Educação à Distância no Cenário da América Latina recebe o representante da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Marcos Formiga, como um dos debatedores. A presença da CNI reforça a importância do debate sobre inovação e sobre o papel do setor produtivo no financiamento de pesquisas voltadas para este fim.

Na quarta, 28, o presidente da SBPC, Marco Antônio Raupp, participa da mesa O protagonismo do Brasil no mundo e a integração latino-americana.
No fim da tarde, as discussões são em torno das riquezas marinhas, com a Mesa Redonda: A Amazônia Azul e o Projeto Nacional de Desenvolvimento. Fazendo referência ao tema geral da reunião da SBPC: Ciências do Mar: heranças para o futuro. O Contra-Almirante Ilques B. Junior – Secretário de C&T e Inovação da Marinha já está confirmado, assim como o presidente da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Haroldo Lima.

Na quinta-feira, 29, acontece o grande debate sobre o tema do 2º Salão, a Mesa Redonda: Integração Científica e Tecnológica na América Latina. Hélgio Trindade, da Universidade da América Latina (UNILA) e José Montserrat Filho, do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), compõem a mesa. Além das presenças de Alvaro Maglia, da Associação de Universidades do Grupo de Montevidéu (AUGM) e Ernesto González , da UNESCO.

Encerrando a programação, o debate Ciência e Tecnologia na Redução das Desigualdades Regionais conta com a participação do professor de Economia da UNICAMP, Wilson Cano.

O Salão

O 2º Salão Nacional de Divulgação Científica é promovido pelas entidades estudantis nacionais – Associação Nacional dos Pós-Graduandos (ANPG), União Nacional dos Estudantes (UNE), União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) – e a Comissão Executiva Nacional do Programa de Educação Tutorial (CENAPET). Em parceria com a Organização Continental Latino Americana e Caribenha dos Estudantes (OCLAE). A atividade é parte da programação oficial da 62ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

Cerca de 5000 estudantes são esperados para a atividade.

 

Acesse o sítio do salão e confira a programação completa.

 

Da redação.







A programação do 2º Salão Nacional de Divulgação Científica já possui diversos nomes confirmados, entre eles está o de Ernesto González , representante do Instituto Internacional de la Unesco para la Educación Superior en América Latina y el Caribe(IESALC/UNESCO).

 

Peruano, residente na Venezuela desde 1974, graduou-se em Biologia em 1971 e Medicina em 1972 pela Universidade Peruana Cayetano Heredia, Lima, Peru. Possui mestrado em Biologia e doutorado em Fisiologia e Biofísica pelo Instituto Venezuelano de Pesquisa Cientifica IVIC e pós-doutorado pela universidade de Yale nos Estados Unidos.
Desde 2005 é Membro da Academia de Ciências da América Latina (ACAL) e desde 2008, Consultor Acadêmico de UNESCO-IESALC.

 

A mesa tema da atividade Integração Científica e Tecnológica na América Latina, ocorrerá na quinta – feira, 29 de julho, às 14 horas e contará também com os seguintes debatedores:

Hélgio Trindade – UNILA  

José Montserrat Filho – MCT

Alvaro Maglia- AUGM  –  (Uruguai) 

 

Confira aqui a programação completa do 2º Salão Nacional de Divulgação Científica.

Acesse o hotsite do 2º Salão.

 

Da redação.

 

 

 

 

 

 







Estudantes do Brasil todo se reunirão durante a 62ª Reunião anual da SPBC em Natal (RN) em meio a debates, mostra científica e oficinas.

Confira abaixo destaques dos palestrantes em cada mesa da atividade:

 

27/07/2010 terça-feira

Mobilidade acadêmica e educação a distância no cenário da América Latina

Marcos Formiga – UNB/CNI 

Jorge Abrahão de Castro – IPEA    

Anísio Brasileiro de Freitas Dourado – FOPROP

René Barreira – CONSECTI  – SBPC

Marcos Formiga

É graduado e pós-graduado em Economia (UFPe) e em Políticas de Ciência e Tecnologia (Universidade de Londres). Atua há quase três décadas em áreas de Economia Regional e Educação Internacional, C&T e Educação Aberta e a Distância. A tualmente é Assessor Especial da Presidência da CNI e Vice-Presidente da ABED-Associação Brasileira de Educação a Distância.

 Jorge Abrahão de Castro

Bacharel em Estatística, pela Universidade de Brasília (UNB). Doutor em Economia – Área de concentração Política Sociais, pelo Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (IE-UNICAMP).  É Diretor do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada/Diretoria de Estudos e Políticas Sociais  (IPEA/DISOC) desde 2007 .

http://lattes.cnpq.br/6594943575825417

 

 Anísio Brasileiro de Freitas Dourado

Possui Graduação em Engenharia Civil pela Universidade Federal de Pernambuco (1977), Mestrado em Engenharia Industrial pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1981), Especialização (1987) e Doutorado em Transportes pela École Nationale des Ponts et Chaussées (1991), com Pós-Doutorado no Laboratoire Téchniques, Territoires et Société (LATTS), associado à École Nationale des Ponts et Chaussées, Université Marne La Valée et Université Paris XI (2000). Em novembro de 2009 assumiu a presidência do Fórum Nacional de Pró-Reitores de Pesquisa e Pós-Graduação das Universidades Brasileiras.

http://lattes.cnpq.br/6594943575825417

 

 René Teixeira Barreira

Presidente do Conselho Nacional dos Secretários Estaduais para Assuntos de CT&I

 

28/07/2010  quarta – feira

O protagonismo do Brasil no mundo e a integração latino-americana

Ronaldo Gomes  Carmona –FMG

Iole Ilíoda Lopes – Fundação Perseu Abramo

Marco Antônio Raupp – SBPC.

Renan Alencar – OCLAE

 Ronaldo Gomes Carmona

Mestrando em Geografia na USP. Tem experiência na área de Sociologia, com enfase em Formação Social Brasileira, e em Relações Internacionais, Estudos Estratégicos e Geopolítica, com enfase em América Latina.

http://lattes.cnpq.br/3395370000710275

 

Iole Ilíoda Lopes

Bacharel em Geografia, mestre e doutora em Geografia Humana pela Universidade de São Paulo (USP).

Marco Antonio Raupp

Matemático, doutorado pela University of Chicago (1971). Atual Presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC e, Diretor Geral do Parque Tecnológico de São José dos Campos. Foi Diretor Geral do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais INPE e Diretor do Laboratório Nacional de Computação Científica LNCC/MCT. Na pesquisa, trabalha em Análise Numérica.

http://lattes.cnpq.br/7231137336910240

 

 Renan Alencar

Secretário-Executivo da Organização Caribenha e Latino Americana dos Estudantes (OCLAE).

 

29/07/2010  quinta – feira

Integração científica e tecnológica na América Latina

Hélgio Trindade – UNILA  

José Montserrat Filho – MCT

Alvaro Maglia- AUGM  –  (Uruguai) 

Ernesto González – IESALC UNESCO
Hélgio Henrique Casses Trindade
Pesquisador Seniôr-CNPq.Doutor em Ciência Política pelo Institut d´Etudes Politiques de Paris/Université de Paris I /Panthéon-Sorbonne (1971). Professor Titular de Ciência Política da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS); Atualmente é Coordenador da Comissão Instituto Mercosul de Estudos Avançados (IMEA) para Implantação da Universidade Federal da Integração Latino-Americano (UNILA).

http://lattes.cnpq.br/4339380249964583

 

José Montserrat Filho
Vice-presidente da Associação Brasileira de Direito Aeronáutico e Espacial (SBDA), membro da diretoria do Instituto Internacional de Direito Espacial, membro da Academia Internacional de Astronáutica e do Comitê de Direito Espacial da International Law Association (ILA), professor de Direito Espacial, autor de "Introdução ao Direito Espacial" e "Direito e Política na Era Espacial – Podemos ser mais justos no espaço do que na Terra?"

 Alvaro Maglia

Representante da Asociación de Universidades Grupo Montevideo (AUGM).

 Ernesto González

Representante do Instituto Internacional de la Unesco para la Educación Superior en América Latina y el Caribe(IESALC/UNESCO).

 30/07/2010 sexta-feira

Ciência e Tecnologia na Redução das Desigualdades Regionais

José Ivonildo do Rêgo – UFRN

Wilson Cano- UNICAMP

Divina das Dôres de Paula Cardoso – ANDIFES

José Ivonildo do Rêgo

José Ivonildo do Rêgo, 56, é graduado em engenharia elétrica pela UFRN, mestre e doutor em Engenharia Elétrica pela COPPE/UFRJ  e pós-doutor em Engenharia Elétrica pela Texas A&M University (EUA).

http://lattes.cnpq.br/8764140247078923

 

Wilson Cano

Possui graduação em Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1962) e doutorado em Ciências Econômicas pela Universidade Estadual de Campinas (1975). Atualmente é prof. titular da Universidade Estadual de Campinas, membro vitalício do conselho curador da Fundação Economia de Campinas e consultor da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo. Tem experiência na área de Economia, com ênfase em Desenvolvimento Econômico, Economia Brasileira, Economia Latino-americana e Economia Regional.

Divina das Dôres de Paula Cardoso

Possui graduação em Ciências da Saúde pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (1974) , especialização em Microbiologia pela Universidade Federal de Goiás (1976) , mestrado em Biologia Celular pela Universidade Federal de Goiás (1985) , doutorado em Ciências Biológicas (Microbiologia) pela Universidade de São Paulo (1997) e pós-doutorado pelo Fundação Oswaldo Cruz (2001) . Atualmente é professor titular da Universidade Federal de Goiás.

http://lattes.cnpq.br/9770835116155857







Sobre crises, mensalidades e direitos!

 

Por Josué Medeiros, Vice-presidente Regional Sudeste da ANPG
 

Desde que a crise do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro, o IUPERJ, se tornou pública, no início do ano, o professor Simon Schwartzman vem defendendo (Os estudantes de pós-graduação devem pagar por seus estudos? artigo publicado em 29/03/2010)que a solução para os descaminhos do IUPERJ, bem como para os problemas de toda a pós-graduação brasileira, é o da cobrança de mensalidades aos estudantes de mestrado e doutorado das universidades públicas ou dos institutos privados que ainda oferecem pós-graduação gratuita.

 

O argumento manjado, antigo, sempre é usado para sustentar a tese de cobrança de algum tipo da taxa para os alunos de graduação das universidades públicas. Mesmo sem nunca ter convencido a maioria da população brasileira, retorna com uma teimosia impressionante: os estudantes brasileiros são uma elite privilegiada, que tem condições de pagar pelo ensino e pela pesquisa, e que, portanto, nada mais justo do que desonerar o Estado brasileiro deste gasto desnecessário com o topo da pirâmide.

 

Obviamente, os defensores desta proposta não desconhecem que existem estudantes tanto de graduação quanto de pós-graduação que não podem pagar para estudar. Para esta minoria, contudo, as soluções são fáceis, e aparecem em duas alternativas. Os mais condescendentes propõem simplesmente estabelecer um sistema de bolsas de estudos. Já aqueles que acreditam mais radicalmente na proposta da cobrança de mensalidades pelo ensino acham melhor um regime de crédito estudantil, no qual o estudante devolva o dinheiro aos cofres públicos após sua formação, quando certamente estará muito bem posicionado no mercado de trabalho.

 

Em artigo publicado em seu blog, o professor Schwartzman acerta em um ponto, quando analisa a posição contrária a sua, na qual eu me incluo, acusando-nos de não levar em conta os dados da realidade, mas sim de apresentar um princípio, o de que a educação deve ser gratuita, e que universidades que cobrem pela graduação e pós-graduação serão mais parecidas com empresas.

 

É exatamente isto professor. Para muitos brasileiros e brasileiras, estudantes de todos os níveis, professores dos mais variados tipos, cidadãs e cidadãos em geral, a educação pública é um DIREITO de todos e uma obrigação do Estado. Esta é uma concepção tão hegemônica em nossa sociedade que é defendida por todos os movimentos sociais do campo da educação, está presente como missão acadêmica e nos estatutos de todas as universidades públicas brasileiras, e por fim e mais importante, está garantido pela Constituição de 1988.

 

Além disso, é isso é o que mais nos deixa indignados. Este grupo de baluartes da privatização do ensino parte da constatação de que o ensino superior e de pós-graduação no Brasil é elitizado, e simplesmente não buscam soluções para alterar este quadro, para que a pesquisa e o ensino em nosso país sejam de fato democratizados, para que cada vez um conjunto maior da nossa população tenha acesso a esse direito. Pelo contrário, eles simplesmente apresentam uma proposta que reforça a elitização.

 

O professor desrespeita toda a nossa carta magna quando chama em seu blog o direito à Educação pública de benefício. Felizmente, todo o movimento de educação está alerta contra ataques deste tipo, e nos últimos oito anos tivemos um governo que em nenhum momento colocou em risco este direito fundamental e constitucional, conquistado com tanta luta.

 

Ah, e para concluir, vale registrar que está em curso uma solução pública para o IUPERJ, com a incorporação dos professores pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) em regime de professores visitantes, e com promessa de concurso público para a incorporação do quadro docente ao longo dos próximos cinco anos, e com a transferência dos alunos para aquela universidade nos próximos meses.

 

Mais uma vitória de todas e todos que defendem a Educação e a pós-graduação no Brasil como um direito!

 

 

 

Confira a lista de trabalhos selecionados

 

Estudantes de todo o país e dos três níveis de Ensino (Médio, Graduação e Pós) inscreveram trabalhos para a Mostra. Ao todo foram 139 trabalhos selecionados, 78 de estudantes de pós-graduação, 53 de graduação e 8 de estudantes de ensino médio. O CNPq é responsável pelo financiamento  de 22 trabalhos e a Capes por 29, sendo 80 trabalhos financiados por agências de fomento, ao todo. O Eixo 2 – Educação tem o maior número de trabalhos inscritos, com 36 trabalhos.

Para Vasco Rodrigo, diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da ANPG e Coordenador-Geral do 2ºSalão, a atividade já é um sucesso antes mesmo de começar. “Houve um crescimento de trabalhos inscritos em relação ao 1ºSalão, realizado no ano passado. Nossa expectativa é que a qualidade dos trabalhos também acompanhe esse crescimento. “

Gabriele Gottlieb, Vice – Presidente Regional Sul da ANPG e coordenadora da Mostra Científica ressaltou a diversidade de temas abordados pelos trabalhos, para ela “nosso objetivo inicial foi alcançado. Os estudantes souberam da realização da atividade e dela decidiram participar. Selecionados os trabalhos, vamos agora a Natal para trocar experiências e fazer desse um grande momento de divulgação e popularização da ciência no Brasil”, finalizou.

 

O 2º Salão acontece de 25 a 30 de julho em Natal, na UFRN, e faz parte da programação oficial da 62ª Reunião Anual da SBPC.

 

Confira, em breve, no sítio do Salão, os locais de apresentação dos trabalhos.

 

Da redação.