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Entre os dias 5 e 8 de outubro, Belo Horizonte receberá estudantes, pesquisadores, gestores  de C&T, empreendedores e expositores para a 6ª edição da INOVATEC.

A feira é um ambiente que estimula o diálogo em torno da inovação visando disseminar uma cultura que acelere o processo de desenvolvimento de novas soluções tecnológicas e gerenciais em benefício da sociedade. O evento reúne os atores da inovação para a exposição de demandas empresarias e ofertas tecnológicas, criando oportunidades para o desenvolvimento de parcerias globais. Com o foco em “Inovação e Negócio”, a 6ª edição da Inovatec reforça a inovação como um elemento estratégico que potencializa a competitividade de um país, criando diferenciais no mercado nacional e internacional.

Para Vasco Rodrigo, diretor de Ciência e Tecnologia da ANPG, a participação da entidade será de suma importância para estreitar as relações com demais parceiros e aprofundar as opiniões da entidade acerca dos temas expostos.

 

Objetivos da Feira

  • Promover a integração entre empresas, instituições de ciência e tecnologia (ICT), pesquisadores e governo para o intercâmbio de novas tecnologias, processos, produtos e serviços inovadores;
  • Gerar o desenvolvimento de novos negócios e projetos de pesquisa, para maior competitividade das empresas mineiras no Brasil e no mundo;
  • Oferecer suporte para viabilizar novos projetos de inovação;
  • Facilitar a obtenção de recursos financeiros para o desenvolvimento de projetos;
  • Realizar encontros de inovação com o foco em pesquisa e negócio.

Temas âncora desta 6ªedição

ENERGIA LIMPA – A produção de energia a partir de fontes renováveis que reduzem passivos ambientais é um dos grandes desafios do mundo contemporâneo. A Inovatec vai promover o debate, com foco em tecnologias e negócios voltados para as fontes energéticas eólica, solar, biomassa e hidráulica.

COPA 2014 – O Governo estadual, municipal e demais instituições envolvidas na realização deste importante evento esportivo poderão apresentar demandas tecnológicas. As discussões terão o objetivo de levantar as oportunidades que as empresas, ICT e pesquisadores terão ao desenvolver produtos, processos e serviços inovadores demandados para a Copa 2014. A Inovatec é uma excelente oportunidade para apresentação de ideias, projetos e protótipos a serem viabilizados até a realização do mais importante evento esportivo do mundo e que podem resultar em soluções para vários setores da economia.

Edição 2009

A 5ª edição da Inovatec – Feira de Inovação Tecnológica – colocou definitivamente o Estado de Minas Gerais no calendário de importantes eventos do setor no Brasil e no Mundo. Entre os dias 6 e 9 de outubro de 2009, mais de 12 mil pessoas estiveram no Expominas, em Belo Horizonte, e participaram de palestras, debates, reuniões e encontros que tinham o objetivo de promover o diálogo entre empresários, investidores, governo, pesquisadores, cientistas e estudantes em torno da inovação, fundamental para o desenvolvimento econômico, social e cultural.

Confira aqui o relatório da edição 2009.

 

Da redação, com colaboração de Vasco Rodrigo e informações do Portal Inovatec.

 

 







A ANPG, em conjunto com a UNE e a UBES, realizará o 2º Salão Nacional de Divulgação Científica durante a 2ª Reunião Anual da SBPC, de 25 a 30 de julho, em Natal (RN). Já estão abertas as inscrições para a Mostra Científica do 2º Salão. As inscrições podem ser feitas por este site, preenchendo o formulário de inscrição, de acordo as normas previstas no edital, e o prazo limite para submissão de resumos é 30 de junho.

 

O objetivo do Salão de Divulgação Científica é permitir uma integração dos estudantes de Ensino Médio, Técnico, Graduação e Pós-Graduação e a difusão das diversas pesquisas produzidas no Brasil.

2º Salão será realizado entre 26 e 30 de julho de 2010, em Natal (RN), na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, juntamente com as atividades de 62ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

Integração e interdisciplinaridade

Poderão apresentar trabalhos estudantes dos três níveis de ensino, vinculados a instituição de ensino e/ou pesquisa no país ou no exterior.

O 2º Salão Nacional de Divulgação Científica, com o tema "A integração científica e tecnológica na América Latina", terá programação composta por debates, grupos de discussão, mostras científicas e atividades culturais, que ocorrerão nas dependências da UFRN.

"Achamos muito importante a participação da ANPG na Reunião Anual da SBPC", diz o secretário geral da instituição, Aldo Malavasi. "E queremos que os estudantes em nível de graduação e pós-graduação tenham uma participação cada vez maior e mais ativa nos nossos eventos, porque é neles que está a força da pesquisa no Brasil", analisa.

Por Luana Bonone e Gabriele Gottlieb.

 

Atualizada em 14 de junho para correção de informação.




1) Informações gerais

 

O objetivo do Salão de Divulgação Científica da UNE, UBES e ANPG é permitir uma integração dos estudantes de Ensino Médio, Técnico, Graduação e Pós-Graduação e a difusão das diversas pesquisas produzidas no Brasil. O 2º Salão realizar-se-á de 26 a 30 de julho de 2010, em Natal, na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, juntamente com as atividades de 62ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência.

Poderão apresentar trabalhos estudantes de qualquer nível, vinculados à instituição de ensino e/ou pesquisa no país ou no exterior.

 

 

2) Datas e Prazos

03/06 a 30/06

Prazo para Submissão de Resumos

05/07

Divulgação dos Trabalhos Aprovados

17/07

Disponibilização da programação preliminar – com data e hora de apresentação

23/07

Divulgação da programação FINAL

26/07 a 30/07

Mostra de Divulgação Científica da ANPG

 

3) Envio dos resumos

 

a) Os resumos dos trabalhos deverão ser enviados através do link Inscrição de Trabalhos, com o preenchimento de todos os campos obrigatórios do formulário;

 

b) Sugere-se aos autores que façam a edição e revisão do texto de seus resumos em arquivo externo e, posteriormente, colem nos campos do formulário;

 

c) Podem se inscrever todos (as) os (as) pós-graduandos (lato e stricto sensu), de todas as áreas de conhecimento, além dos estudantes da graduação e também do Ensino Médio. A Mostra Científica do 2º salão Nacional de Divulgação Científica preza pela troca e compartilhamento de experiência de pesquisa.

 

d) Cada inscrição permite o envio de um resumo como autor principal. Se todos os autores de um trabalho desejarem, deverão também se inscrever. O prazo final para inscrições de trabalho é 30 de junho.

 

e) Envio do resumo: Prepare o resumo de acordo com estas normas:

 

TÍTULO: 400 caracteres, em maiúsculas.

Nomes dos autores e Instituições de Vínculo: Até 6 nomes, incluindo o orientador. Máx. 60 caracteres cada. Nome por extenso, em caixa alta e baixa. Com a instituição do autor, informar sua titulação.

Ex: Fulano de Tal, autor, Mestrado em Ciência na Universidade Federal – UF; Beltrano, co-autor, Estudante de Ensino Médio, 3º ano, Escola, Município – UF.

Introdução: No máximo 1300 caracteres. Descrever uma visão geral sobre o tema com definição dos objetivos do trabalho e relevância da pesquisa.

Metodologia: No máximo 1300 caracteres. Descrever como o trabalho foi realizado (procedimentos, estratégias; sujeitos participantes, documentos; equipamentos, ambientes; etc.).

Resultados: No máximo 1300 caracteres. Descrição e discussão dos resultados obtidos incluindo, se for o caso, a metodologia estatística empregada. IMPORTANTE: No caso de trabalhos de extensão, este item pode ser deixado em branco.

– Conclusão: No máximo 1300 caracteres. Descrever a conclusão dos autores com base nos resultados, relacionando-os aos objetivos da pesquisa. No caso de trabalho de extensão, descrever o saldo da ação desenvolvida e de que forma o trabalho ajudou a aproximar a produção científica da vida cotidiana.

Instituição de fomento/apoio: Nome da instituição, se for o caso; 150 caracteres.

Trabalho de Iniciação Científica ou Trabalho de Extensão: Se for o caso, identificar.

Palavras-chave: três palavras, máx. 60 caracteres cada.

Eixo Temático: Conforme Anexo I, deste Edital (ao fim da página);

Área de Conhecimento: conforme Anexo I deste Edital (ao fim da página);

E-mail para divulgação com o resumo: Apenas do 1º autor. IMPORTANTE: É neste endereço de e-mail que o autor receberá o resultado da avaliação, se o trabalho foi selecionado ou não para se apresentar no Salão.

 

Obs.: Como utilizamos as mesmas regras que a SBPC adota para os trabalhos em suas reuniões anuais, exemplos de resumos de trabalhos podem ser encontrados no endereço http://www.sbpcnet.org.br/livro/60ra/resumos/listaresumos.htm

 

g) Áreas do Conhecimento. Veja ao fim da página, no Anexo I.

 

h) Eixo temático: mantendo a idéia de que a apresentação dos trabalhos deve ocorrer em Grupos de Discussão interdisciplinares, neste salão adotaremos Eixos Temáticos para apresentação dos trabalhos, que permitirão que diferentes áreas que pesquisam sobre o mesmo tema possam criar um rico ambiente de discussão e debate. Os Eixos Temáticos sugeridos do 2º Salão de Divulgação Científica da ANPG estão no Anexo I deste edital.

No caso do trabalho não se enquadrar em nenhum dos Eixos propostos, orienta-se os autores a marcar a opção “Outros” e sugerir o Eixo de enquadramento.

IMPORTANTE: A Comissão Organizadora terá liberdade de acatar ou não a sugestão de Eixo aos trabalhos propostos.

 

h) Confira o resumo: Sugerimos que todos os autores (principalmente o orientador) tenham conhecimento da submissão do resumo e, antes de submeter à ANPG, efetuem rigorosa revisão gramatical, ortográfica e de digitação, em todos os dados, incluindo título, nomes de autores etc., pois serão utilizados como forem submetidos, sem correções posteriores.

 

i) Avaliação dos Trabalhos: Uma vez recebido o resumo o texto será encaminhado para a avaliação de forma e conteúdo por um membro da Comissão Científica da Mostra. O avaliador poderá aprovar sem ressalvas, solicitar modificações obrigatórias ou opcionais ou rejeitar o resumo.

 

 

4) Da apresentação dos trabalhos

 

As sessões de apresentação dos trabalhos serão organizadas a partir dos Eixos Temáticos indicados pelos autores.

 

Os trabalhos serão apresentados em sessões públicas, que terão sua programação preliminar divulgada em 17/07, no Site da ANPG.

 

Os autores que tiverem apresentação de trabalho concomitante na Reunião Anual da SBPC deverão, de forma improrrogável, remeter e-mail para [email protected] até a meia noite do dia 22/07/10, informando a concomitância das apresentações.

 

Em 23/07/10 serão divulgado no Site da ANPG a programação final do Salão.

 

Cada autor terá 15 minutos para exposição do seu trabalho, podendo utilizar-se de recursos de vídeo, desde que, com arquivos em formato Power Point 2003 ou PDF.

 

5) Certificado

Os participantes do Salão receberão certificados na data da apresentação.

 

6) Publicação

Os resumos serão publicados nos anais do Salão, no sítio eletrônico da ANPG.

 

7) Do pagamento

 

A taxa de inscrição para o 2º Salão de Divulgação Científica da ANPG é de R$ 20,00 e deve ser depositada na seguinte conta:

 

Banco do Brasil

Titularidade Associação Nacional de Pós-graduandos

Agencia: 4328-1

Conta Corrente: 6698-2

 

O comprovante deverá ser enviado por e-mail no endereço [email protected] ou apresentado no dia da Mostra.

 

8) Casos Omissos

Os casos omissos serão decididos pela Comissão Organizadora.

 

Anexo I







Pesquisas poderão ser feitas em seis países: Brasil, China, Índia, Malásia, México e Paquistão

Em conjunto com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico(CNPq), a Academia de Ciências para o Mundo em Desenvolvimento (TWAS) está recebendo inscrições para mais de 280 bolsas de estudo. Podem se candidatar pesquisadores que desejam cursar o doutorado ou o pós-doutorado fora de seus países ou realizar pesquisa avançada em nações em desenvolvimento. Também há vagas para que pesquisadores seniores façam visitas de curta duração à China e à Malásia.

Os países participantes do programa são Brasil, China, Índia, Malásia, México e Paquistão. As bolsas são oferecidas em cooperação com agências e órgãos nacionais de Ciência e Tecnologia, universidades e centros de pesquisa.

Os pesquisadores não podem se candidatar para bolsas oferecidas em seus países de origem – um brasileiro, por exemplo, será considerado inelegível se pleitear uma bolsa em instituições brasileiras.

Também serão desconsiderados os candidatos que já  moram no país onde querem estudar. Cada bolsa requer uma idade limite e tem critérios de elegibilidade próprios.

Acesse aqui as informações sobre o programa

http://www.cnpq.br/editais/ct/2010/twas.htm

http://twas.ictp.it/prog/exchange/fell

 

Histórico                

Criada em 1983, por Abdus Salam, paquistanês laureado com o Prêmio Nobel em física, com o nome de Academia de Ciências do Terceiro Mundo (TWAS, na sigla em inglês), a entidade teve entre seus fundadores eminentes pesquisadores brasileiros.

Atualmente denominada Academia de Ciências para o Mundo em Desenvolvimento, é uma das mais importantes organizações associadas à Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), cuja missão é a de promover o desenvolvimento de CT& I nos países em desenvolvimento, reunido em seus quadros os melhores cientistas desses países – Índia, Brasil, China, África do Sul, entre outros.

Em consonância com as diretrizes da política externa brasileira de aproximação com os países vizinhos e com os países da África, a localização de um escritório da presidência da TWAS na América Latina tornou possível, entre outros benefícios, um maior apoio aos programas PROSUL e PROAFRICA, hoje de responsabilidade do CNPq.

Escritório Regional da TWAS para América Latina e Caribe (TWAS-ROLAC)

A criação do Escritório Regional da TWAS para a América Latina e Caribe (TWAS-ROLAC, na sigla em inglês), foi mais uma das conquistas da Academia no plano da chamada diplomacia da ciência, que gerou importante acréscimo de suas atividades internacionais.

O objetivo desse escritório é aumentar a interação da TWAS com seus membros na região, bem como viabilizar a implementação de projetos da organização, tais como a concessão de bolsas de doutorado e pós-doutorado, a realização de projetos conjuntos, a outorga de prêmios, a promoção de diversas atividades visando o estímulo a jovens cientistas, entre outros.

É também função do referido escritório estimular uma maior integração entre os Membros latinoamericanos e caribenhos e destes com outros membros da TWAS.

 

Da redação, com informações da Assessoria de Imprensa do CNPq e do Estadão.

 

 







 Na última sexta-feira, 28, diretores da ANPG se reuniram em Brasília com o Ministro da Educação, Fernando Haddad e com o presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), Jorge Almeida Guimarães.

Na pauta da reunião estavam a instituição da licença-maternidade para as pós-graduandas, o aumento das bolsas em todos os níveis e a necessidade da regulamentação da pós lato sensu.







Foto: Mauricio de Freitas Scherer.

 

Haddad garantiu agilidade junto a CAPES quanto à implementação de licença maternidade para bolsistas de pós-graduação. Com tom simpático, o ministro reconheceu o valor dessa pauta histórica da ANPG afirmando que o ministério já possui estudos estratégicos sobre o tema e que o governo tem condições de enfrentar o impacto imediato no orçamento. Segundo ele é preciso iniciar o processo de garantia da licença maternidade sem prejuízo seja da avaliação do programa, da recepção das bolsas ou ainda da produção intelectual das pós-graduandas brasileiras. Haddad garantiu encaminhamento imediato do estudo a CAPES.

 Aumento de Bolsas

Considerando que as bolsas não tiveram reajustes durante os anos de governo FHC, os dois aumentos ocorridos durante o governo Lula, embora representem um avanço, ainda estão longe de compensar as perdas dos pós-graduandos. Por isso, a entidade também levantou esse tema durante o encontro. Além da compreensão de que o investimento na pós-graduação representa um investimento do Estado pretendendo evitar o êxodo de pesquisadores, tanto para o mercado como para agências internacionais.

 Foto: Mauricio de Freitas Scherer.

A ANPG defende que os pós-graduandos brasileiros sejam tratados como patrimônio nacional.

 Haddad , assim como o Ministro de Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, garantiu a possibilidade de aumento de bolsas para o próximo orçamento. O que deve começar a ser delineado a partir da abertura de uma mesa de negociações envolvendo MCT, CNPq, MEC e CAPES junto à ANPG, já no próximo período.

lato sensu

O MEC também concordou com a preocupação apresentada pela presidente da ANPG, Elisangela Lizardo, quanto à necessidade de se instaurar um processo de regulamentação da pós-graduação lato sensu.

 Foto: Mauricio de Freitas Scherer.

As pós-graduações lato sensu compreendem programas de especialização e incluem os cursos designados como MBA – Master Business. Possuem a  duração mínima de 360 horas e ao final do curso o aluno obtém certificado, e não diploma.

Da redação, com colaboração de Mauricio de Freitas Scherer.

 

Ocorreu nesta sexta-feira (28/5) à tarde, durante a 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (CNCTI), a etapa nacional da Caravana de C,T&I da ANPG. A atividade percorreu o Brasil para consolidar as contribuições dos pós-graduandos, intelectuais, estudantes e sociedade em geral acerca do Novo Plano Nacional de Pós-Graduação, que estabelecerá diretrizes e metas para o Sistema Nacional de Pós-Graduação no decênio 2011-2020.

Leia também: 
Caravana de Ciência, Tecnologia e Inovação da ANPG percorreu as 5 regiões do país

A mesa "A Universidade Brasileira, a Pós-Graduação e a Pesquisa" reuniu a presidente da ANPG, Elisangela Lizardo, o presidente da CAPES, Jorge Guimarães, o presidente do CNPq, Carlos Aragão e o Professor Luiz Bevilacqua, da UFRJ. Os palestrantes abordaram as experiências exitosas da ciência brasileira, como o modelo de avaliação, o Portal de Periódicos, a Plataforma Lattes e o alcance, em 2008, do 13º lugar na produção científica mundial. Os desafios para o avanço das políticas de C,T&I também foram pautados pelos membros da mesa.

Pós-graduandos pela soberania

Durante sua intervenção inicial no debate, que foi transmitido em tempo real pela página da conferência, a presidente da ANPG foi aplaudida pelo plenário ao defender que “os pós-graduandos possuem posição estratégica na elaboração da Ciência e Tecnologia brasileira”. Elisangela também empolgou os participantes quando defendeu que a defesa dos pós-graduandos brasileiros não se reduz a questões corporativistas, mas de soberania nacional, “com conteúdo popular e democrático”.

Foto: ACS/Capes
Da esquerda para a direita: Carlos Aragão (CNPq), Elisangela Lizardo (ANPG), Jorge Guimarães (CAPES) e Luiz Bevilacqua (UFRJ)

O presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento Pessoal de Nível Superior (CAPES), Jorge Almeida Guimarães, citou exemplos de avanços, como o aumento de formação de doutores nos últimos 13 anos. O país partiu de 2.830 doutores titulados em 1996 para 10.705, em 2008. “Recomendo a leitura do livro recém-lançado pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) – Doutores 2010. Nele, vocês vão identificar esses e outros avanços da pós-graduação brasileira”.

Pesquisa deve começar no ensino fundamental 

Já o presidente do Conselho Nacional do Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Carlos Aragão, apresentou algumas necessidades de avanço da pesquisa brasileira, ressaltando que ela deve começar no ensino fundamental. Defendeu que na graduação haja mais participação dos alunos em seminários, eventos, e que haja menos horas-aula e mais incentivo à pesquisa e à leitura.

No ponto de vista da pós-graduação, Aragão salientou a necessidade do fim da cultura de departamentos e o estímulo à mobilidade de estudantes. “Precisamos ainda internacionalizar os nossos padrões de avaliação, mas também adequar formatos e nos modernizar para contemplar o futuro.”

Professor Luiz Bevilacqua, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFR), sugeriu que as duas agências – Capes e CNPq – criem programas de apoio à capacitação, na área de gestão, para o corpo técnico das universidades e centros de pesquisa, com o objetivo de “desafogar” os professores, que utilizam parte de seu tempo com tarefas dessa natureza. Bevilacqua sugeriu ainda que as agências estimulem novas experiências.

De São Paulo, Luana Bonone, com CAPES

 

 

A etapa nacional da Caravana de Ciência, Tecnologia e Inovação da ANPG foi nesta sexta-feira (28/5), durante a mesa "A Universidade Brasileira, a Pós-Graduação e a Pesquisa" da 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (CNCTI). A caravana percorreu as cinco regiões do Brasil para sistematizar as contribuições de pós-graduandos, intelectuais e estudantes sobre o Novo Plano Nacional de Pós-Graduação, que estabelecerá diretrizes e metas para o Sistema Nacional de Pós-Graduação no decênio 2011-2020.

A diretora da ANPG Tamara Naiz, com os membros da mesa

Etapa Centro-Oeste: Goiás

No dia 21 de maio deste, cerca de 120 pessoas participaram, no auditório da Pontifícia Universidade Católica de Goiânia, do Debate: A formação de recursos humanos no desenvolvimento científico, educacional e tecnológico.

José Clecildo, da Fundação de Amparo à Pesquisa do estado de Goiás(FAPEG), e João Francisco da Silva Mendes, da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (FIEG) foram algumas das presenças no debate. Além de representantes da Universidade Federal de Goiás (UFG), da PUC e da União Goiana dos Estudantes Secundaristas (UGES).

Uma atividade dessa importância deve servir também para aproximar a academia da sociedade. A opinião de todos os setores é bem-vinda, disse Tamara Naiz, vice-presidente regional Centro-Oeste da ANPG.

150 estudantes participaram do debate na PUC de Goiânia. O presidente da UGES, Diego "Catraca", coordenou a mesa junto com a diretora da ANPG Tamara Naiz

Algumas das questões debatidas:

– a necessidade de absorção dos doutores e mestres pela indústria;
– a importância da ciência e tecnologia para um novo projeto nacional de desenvolvimento que ajude a desenvolver a economia do país, mas que também contribua significativamente para a redução das desigualdades;
– inclusão social e popularização da ciência;
– importância de se fortalecer os sistemas estaduais de ciência, tecnologia e inovação.

Os diretores da ANPG Vasco Rodrigo e Gabriele Gottlieb, com estudantes e o prof. Dante Barone

Etapas Sul e Norte: Rio Grande do Sul e Pará

No dia 20 de maio ocorreram duas etapas da Caravana de Ciência, Tecnologia e Inovação da ANPG. Em Porto Alegre, o professor Lívio Amaral, diretor de avaliação da CAPES e o coordenador do CENAPET, Dante Barona, participaram da etapa sulista da atividade. Lá, o debate foi o Seminário de Desenvolvimento de Recursos Humanos em Ciência e Tecnologia. O diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da ANPG, vasco Rodrigo, coordenou as atividades em conjunto com a vice-presidente regional Sul da entidade, Gabriele Gottlieb.

Confira abaixo as fotos da atividade no Rio Grande do Sul.

No Pará, a mesa relaizada na Universidade do Esatdo do Pará (UEPA) foi composta pelo ex-presidente da ANPG, Hugo Valadares, por Franceinei Monteiro, da Coordenação de Tecnologia Aplicada a Educação (CTAE), órgão da Secretaria de Educação (Seduc) e pelo representante da União Acadêmica Paraense (UAP), Henos Silva. Francinei falou dos projetos de popularização da ciência junto à educação básica e os estudantes presentes ao debate pautaram a demanda de bolsas para a especialização, visto que atualmente só existem bolsas para estudantes que cursam mestrado ou doutorado.

Etapa Nordeste: Pernambuco

A Formação de Recursos Humanos no Projeto de Desenvolvimento Científico e Tecnológico Nacional foi o tema da etapa pernambucana ocorrida no dia 25 de março, compondo a programação da 1ª CECTI de Pernambuco. Organizada em conjunto com a União dos Estudantes de Pernambuco (UEP), a atividade contou com a presença de reitores e representante da Confederação Nacional da Indústria (CNI), além da secretária estadual de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente, Luciana Santos.

Leia mais sobre a caravana em Pernambuco

 

O debate em Minas Gerais ocorreu na Assembleia Legislativa do estado.   (Fotos: Willian Dias/ALMG)


Etapa Sudeste: Minas Gerais

Na segunda-feira, 17, estudantes, professores, parlamentares e cidadãos se reuniram na Assembléia Legislativa, na capital mineira. O debate público "Ciência, Inovação para o Desenvolvimento Nacional – Perspectivas e Contribuições de Minas para a IV Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação" e o Painel: Pesquisa e Desenvolvimento contemplaram a proposta da Caravana.

Leia mais sobre a caravana em Minas Gerais

 
De São Paulo, Eleonora Rigotti e Luana Bonone

Nesta terça-feira (25/5), a nova diretoria da ANPG tomou posse em ato realizado na Câmara dos Deputados, em Brasília (DF). Na mesma data, a diretoria realizou a Caravana da ANPG em defesa dos direitos dos pós-graduandos, cujo ponto alto foi a audiência com o Ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende. Durante a reunião, o Ministro anunciou que está consolidada uma vaga para a ANPG no Conselho Deliberativo do CNPq. A vitória foi comemorada pelo diretor do Instituto Nacional do Semiárido e ex-presidente da ANPG Roberto Germano.

Foto: Ricardo Lemos
A diretoria da ANPG participou em peso da audiência com o Ministro Sérgio Rezende (MCT)

 

O Conselho Deliberativo (CD) é a maior instância de poder decisório do CNPq . Ele é formado pelo presidente e vice-presidente da Instituição; pelos presidentes da Finep e da Capes; Secretário Executivo do MCT e por representantes das comunidades de C&T, empresariais e dos servidores do CNPq. Dentre outras questões, esse conselho trata principalmente da aplicação de recursos, da definição do orçamento, além de ações concernentes às políticas da Instituição.

A ANPG já possui assento no Conselho Superior e no Conselho Técnico Cientifico da CAPES, no Conselho Nacional de Juventude e no Conselho Nacional de Saúde. Entretanto, o CD do CNPq sempre foi o espaço mais almejado pelas diversas diretorias que já estiveram à frente da entidade, pelo peso que joga nas definições das políticas para Ciência e Tecnologia no país.

Reivindicação histórica

A ANPG reivindica esta vaga pelo menos desde a gestão do então presidente da ANPG Roberto Germano (1994-1995). “Os pós-graduandos vêm debatendo os temas e os rumos da Ciência no Brasil. A ANPG, que é ao mesmo tempo incentivadora e fruto desses debates, precisava estar contemplada neste espaço tão importante que é o Conselho Deliberativo do CNPq. Estamos otimistas e certos de que o trabalho será de muito proveito, tanto para nós como para os demais conselheiros, no próximo período”, disse Elizangela Lizardo, presidente da ANPG.

Nesta quarta (26/5), Roberto Germano, que é atualmente Diretor do Instituto Nacional do Semiárido, conheceu a nova presidente da ANPG, durante as atividades da 4ª CNCTI e expressou a opinião de que a coisa mais importante para a ANPG era garantir uma vaga no CD do CNPq. Foi imediatamente informado que se tratava da vitória mais recente da entidade.

Roberto Germano, ex-presidente da ANPG

"Isso é uma bandeira muito antiga. Em 1995 conquistamos a cadeira no Conselho Superior da CAPES e começamos então a lutar por uma vaga no Conselho Deliberativo do CNPq. Na época, conseguimos apenas participar como ouvintes das reuniões. Esta estruturação mostra a representatividade da ANPG e a visibilidade que vem adquirindo, pois o CD é a instância que estabelece as maiores políticas científicas e tecnológicas no Brasil. É muito importante que a ANPG passe a subsidiar este debate". Como bom ex-presidente, além de comemorar a vitória, Roberto Germano também pautou o appel que a ANPG deve jogar no próximo período: "Agora o desafio da ANPG é, junto à SBPC, pautar as grandes bandeiras para o avanço da ciência e da pesquisa no país", finalizou o diretor do INSA.

 

Foto: Ricardo Lemos
Durante a audiência, os documentos foram entregues ao Ministro

Ao Exmo. Sr. Ministro

Durante a audiência com o Ministro Sérgio Rezende, a presidente da ANPG, Elisangela Lizardo, entregou uma carta com reivindicações da entidade e o documento Contribuições da ANPG à 4ª CNCTI, onde consta o conjunto de resoluções aprovadas no último congresso da ANPG.

Por Luana Bonone e Thiago Custódio, diretores da ANPG