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Youtube, twitter e wikipedia são ferramentas cada vez mais usadas nas publicações de divulgação científica e ajudam o leitor a compreender melhor o mundo da ciência. Esta é a opinião de Bernardo Esteves, editor executivo da revista Ciência Hoje On-line, presente ao seminário "A Capes e os Novos Paradigmas da Comunicação Científica".

 

Em palestra feita na segunda-feira (26/4), Esteves abordou as novas mídias como as redes sociais e destacou a evolução de cada uma delas, assim como o aumento de redes que se dedicam à divulgação de assuntos ligados à ciência e tecnologia.

 

Entre as mídias, foram citadas as de vídeo, como Youtube, pelo qual a revista Ciência Hoje on-line tem divulgado vídeos em complemento às suas matérias. Um vídeo apresentado pelo editor mostra como as ferramentas áudio visuais podem contribuir para a divulgação da C&T. Um vídeo foi apresentado por Esteves como exemplo da mídia utilizada como forma de complementar uma matéria da revista CH on-line.

 

O editor falou ainda do Twitter e como a ferramenta tem sido usada por cientistas e instituições para divulgação de ações e também como um elemento de comunicação com o público leigo. Entre os usuários voltados à comunidade científica o editor citou o da Casa da Ciência, do cientista Gilberto Câmara, da revista Ciência Hoje e o da Capes.

 

Bernardo Esteves falou ainda da popularidade da Wikipédia e a importância de os cientistas passarem a alimentá-la para que os usuários passem a ter conteúdos de mais qualidade e com boas referências.

 

A ferramenta possui reconhecidamente grande volume de acesso, principalmente por adolescentes e jovens, mas por ter a característica de ser alimentada por quem se dispõe a fazê-la, muitas informações ali colocadas não são confiáveis. "Gosto de repetir uma frase ‘a Wikipédia é um ótimo local para se começar uma pesquisa, mas nunca para terminá-la’. Depende do perfil e do conhecimento do usuário para que ela seja utilizada com cautela."

 

Fonte: Jornal da Ciência

 

Interessados em flora e fauna brasileiras encontram, a partir da última terça-feira (27/4), mais de 100 espécies nativas da Amazônia no site www.petrobras.com.br/biomapas.

A pesquisa sobre os ecossistemas nos arredores da Província Petrolífera de Urucu – base de produção da Petrobras -, foi realizada pela companhia, em parceria com alguns centros de pesquisa da região. 

 

Depois de ter originado um livro ("Biodiversidade na Província Petrolífera de Urucu") em 2008, o material foi ampliado pelo Projeto Biomapas e transformado agora em fonte de consulta na Internet. São encontradas curiosidades sobre espécies nativas vegetais como goiaba de anta, caroba, breu, Pará-pará, e animais, como piaba e estalador-do-norte.

 

A visualização e pesquisa de forma georreferenciada, através do Google Maps (e também do Google Earth), é o principal destaque do site. Vídeos e fotos sobre expedições realizadas nos últimos anos por biólogos, engenheiros florestais e de coletores locais, entre outros especialistas ambientais, estão disponíveis no YouTube, Flickr e Picasa.

 

Fonte: Jornal da Ciência

 

 

SP: Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) de Guarulhos procura docentes

Há vagas para professor adjunto I, em diferentes áreas do conhecimento

As inscrições terminam entre 24 e 26 de maio, de acordo com a área de interesse do candidato.

Mais informações: http://concurso.unifesp.br/

 

 

MG: Universidade Federal de Itajubá (Unifei) realiza concurso para docentes

São 46 vagas para professores adjuntos e assistentes, em diferentes áreas do conhecimento

Foram publicados cinco editais, com diferentes prazos de inscrição. Todos estão disponíveis no seguinte endereço: http://www.unifei.edu.br/cops/concurso-publico-docentes-2010

 

SC: Departamento de Metodologia de Ensino da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) seleciona professores

Inscrições até 10 de maio

Há vagas na classe adjunto I nas áreas de Ensino de Ciências e de Biologia; Matemática – Ensino e Aprendizagem; Matemática – Ensino e Aprendizagem da Matemática para a Educação no Campo; Ensino de História; Ensino de Ciência e de Biologia – Educação no Campo; Educação Pré-escolar; Metodologia de Ensino e Estágio Supervisionado de Filosofia; Ensino de Física e Ensino de Geografia.

O edital disponível no endereço https://php.coperve.ufsc.br/cpdo/editais.php

 

Da redação, com informações do Jornal da Ciência

 

 

No último dia 14 de abril, em quase todas as capitais brasileiras foi realizado um Ato Público em prol da Campanha Nacional de Valorização da Residência Médica, concomitante à paralisação das atividades da categoria  por 24 horas. As ações não ficaram restritas às capitais, mas também se estenderam pelas principais cidades do país.

Leia publicação assinada pelo presidente da Associação dos Médicos Residentes do Estado de São Paulo (Ameresp) a respeito da paralisação:

Os médicos residentes desejavam demonstrar para o Poder Público e gestores do sistema de saúde que temos, sim, condições de nos organizar em favor das melhorias das nossas condições de trabalho e aprendizado.

Reivindicações

A pauta de reivindicações tem quatro pontos principais: 1 – reajuste imediato das bolsas em 45,8%; 2 – definição dum período do ano para discussão e definição de reajuste – que passaria a ser anual; 3 – pagamento da 13ª bolsa para todos os médicos residentes e pós-graduandos brasileiros; e 4 – ampliação da licença maternidade das médicas residentes para seis meses. As três últimas propostas já contam com Projetos de Lei (PL) específicos em tramitação na Câmara dos Deputados (respectivamente, PL 7064/2010; 6146/2009; 7055/2010). O primeiro item deve ser definido pelos Poderes Executivos Federal, Estadual e Municipal (incluindo os Ministérios da Educação e da Saúde e as Secretaria Estaduais e Municipais de Saúde), além de instituições filantrópicas e privadas.

Paralisação – Em São Paulo

Graças à participação dos médicos residentes de diversos hospitais e instituições do Estado de São Paulo, conseguimos reunir no vão livre do MASP aproximadamente 1700 jovens médicos, todos preocupados com suas condições de trabalho e também com a situação estrutural do atendimento prestado à população brasileira.

Contamos ainda com a participação de representantes do CREMESP, do Sindicato dos Médicos de São Paulo (SIMESP), do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública de São Paulo (SINDSEP) e também com a presença do deputado federal Arlindo Chinaglia (PT – SP), autor dos PLs citados anteriormente.

Reunião com a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo

Depois de caminharmos até a Secretaria de Estado da Saúde, fomos recebidos por representantes do senhor Secretário de Saúde Luis Roberto B. Barata e obtivemos apoio às reivindicações, com a ressalva, porém, de dificuldades orçamentárias no momento.

Próximos Passos – CONASS e CONASEMS / Apoio da Comissão Nacional de Residência Médica

A Associação de Médicos Residentes do Estado de São Paulo (AMERESP), representante oficial de cerca de 45% dos médicos residentes do país, tomou a iniciativa de propor a participação de nossa entidade na próxima reunião dos Conselhos Nacionais de Secretários Estaduais e Municipais de Saúde (CONASS e CONASEMS, respectivamente) , programada para ocorrer no final do mês de abril. Além disso, já apresentamos as mesmas propostas junto à Comissão Nacional de Residência Médica, em nome da Associação Nacional de Médicos Residentes (ANMR), recebendo apoio unânime da entidade e de seus membros constituintes.

A AMERESP participará também da próxima reunião dos órgãos estaduais de representação dos médicos residentes, no dia 01 de maio, em Belo Horizonte/Minas Gerais, tendo por objetivo estabelecer as próximas etapas da Campanha, incluindo a proposta de paralisação generalizada das atividades dos médicos residentes brasileiros, além de divulgarmos as notícias e iniciativas discutidas nesse fórum.

Defesa da Dignidade Profissional

Poucas, porém importantes instituições e serviços médicos se colocaram contra a manifestação, mesmo com os residentes locais se posicionando favoravelmente às pautas.

O Novo Código de Ética Médica, posto em vigor no dia anterior à nossa manifestação, estabelece claramente em seu Inciso XV “O médico será solidário com os movimentos de defesa da dignidade profissional, seja por remuneração digna e justa, seja por condições de trabalho compatíveis com o exercício ético-profissional da Medicina e seu aprimoramento técnico-científico” e também no Capítulo VII – Relação entre Médicos – Artigo 49 “É vedado ao Médico: Assumir condutas contrárias a movimentos legítimos da categoria médica com a finalidade de obter vantagens.”

Assim, a AMERESP solicita aos seus filiados e representados que tragam ao conhecimento desta diretoria os nomes dos responsáveis pelos serviços médicos que tiveram seus residentes trabalhando no dia da manifestação por obrigatoriedade ditada pelo supervisor ou responsável por tal serviço, para que as medidas cabíveis sejam tomadas.

Parabéns a todos os médicos residentes de São Paulo pela organização e mobilização!

São Paulo, 21 de abril de 2010.

            João Paulo Cechinel Souza
            Presidente AMERESP
 

 

Movimento Nacional de Pós-Graduandos

* Fortalecimento do trabalho da ANPG na área internacional; continuidade de nossa presença na OCLAE; articulação com o movimento internacional de pós-graduandos, com entidades similares e com entidades estudantis de regiões receptoras de brasileiros no exterior, buscando acompanhar a atividade de bolsistas em intercâmbio, defendendo seus direitos e contribuindo para amenizar a “fuga de cérebros”;

 

* Presença mais constante – se possível através de assessoria profissionalizada – no Congresso Nacional;

* Consolidação da Revista da ANPG – Ciência, Tecnologia e Políticas Educacionais;

* Auxílio da ANPG no sentido de reforçar a representação discente nos órgãos colegiados das universidades; campanha nacional junto aos reitores das universidades para garantir espaços para a representação estudantil dos pós-graduandos nos conselhos e espaços deliberativos e consultivos das instituições;DESTAQUE

* Denúncia junto às autoridades competentes do comércio de teses e dissertações;

* Articulação da ANPG com as federações de cursos e fóruns de entidades de área, reforçando sua presença em movimentos setoriais como o da residência médica; ampliação do trabalho da ANPG junto a cada área do conhecimento; reivindicação de assentos em conselhos e demais fóruns de cada área;

* Estímulo à criação de grupos de estudo sobre Educação, Ciência, Tecnologia & Sociedade, de forma a desenvolver uma visão crítica sobre o tema; mais elaboração sobre a temática da ética em pesquisa;

* Manutenção da participação da ANPG na Semana Nacional de C&T, como parceira do Ministério e incentivando a inscrição de atividades da rede do movimento;

* Continuidade do Projeto Memória da ANPG, com ampliação dos esforços para o recolhimento de documentação referente, em particular, às gestões da ANPG que tiveram lugar entre 1987 e 2004, para que possamos completar os registros de todas as diretorias da Associação;

* Parcerias com entidades e órgãos governamentais em torno de uma campanha pela modernização e melhoria do ensino de ciências nas escolas;

*Participação da ANPG no projeto de integração da Plataforma Lattes com a Biblioteca Digital de Teses e Dissertações, mantida pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict).

* Assistência estudantil para os pós-graduandos, principalmente os que não têm bolsas.

*Inserir ativamente os pós-graduandos estrangeiros dentro das propostas da ANPG.

 

 

Confira aqui o conjunto de resoluções aprovadas no XXII CNPG

 

Leia a moção de solidariedade ao Iuperj

 

Leia a Moção de Apelo pela Reforma da Lei de Direitos Autorais

 

Há mais de dois meses os jovens cientistas brasileiros já se organizavam para o XXII Congresso Nacional de Pós-Graduandos. Plenárias nas universidades, reuniões e construções de APG’s já diziam qual seria o tamanho e o grau de mobilização política da atividade.

 

Na última sexta-feira (16), quem passou pelo Centro de Ciências da Saúde (CCS) da UFRJ pode perceber cerca de 600 pessoas (entre estudantes, professores e pesquisadores) que lá estavam, participando da programação do Congresso.

 

Presidentes de importantes instituições prestigiaram o evento, entre eles o presidente da FINEP, Luis Fernandes e o presidente da SBPC, Marco Antonio Raupp.Ildeu de Castro Moreira, do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Sandoval Carneiro Junior da CAPES e Ana Estela Haddad do Ministério da Saúde também foram presenças importantes.

 

 

Mesas-redonda

 

O XXII Congresso da ANPG teve início na sexta-feira, 16 de abril, com rico debate sobre o papel da residência médica e do mestrado profissional no desenvolvimento do Brasil. A mesa contou com a participação da Diretora de Gestão em Educação na saúde, do Ministério da Saúde, a professora Ana Stela Haddad e do Diretor de Saúde da ANPG, o mestrando em Saúde Coletiva da Unicamp, Luis Carlos Jr.  Em pauta, alguns problemas enfrentados pelos residentes e algumas propostas para o desenvolvimento nacional, como a ampliação da residência em saúde da família.

 

A mesa de abertura contou também com a participação de  Augusto Chagas, presidente da União nacional dos Estudantes (UNE) e Yann Evanovick, presidente da União Brasileira de Estudantes Secundaristas (UBES),que saudaram os presentes e reafirmaram a parceria entre as entidades, e a defesa de bandeiras comuns, como a reivindicação do investimento de 50% do Pré-Sal para a Educação.

 

Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Nacional – Desafios na Construção de uma Política de Estado foi tema da mesa de sábado à tarde. Segundo Marcelo André, da APG-Química da Unicamp, não foi só a mobilização que avançou neste congresso: “no congresso passado, em Campinas, debatemos muito os direitos sociais dos pós-graduandos. Agora, no Rio de Janeiro,além de crescermos numericamente, demos um passo a frente e falamos em avançar na pós-graduação para transformar o Brasil. A absorção de jovens mestres e doutores pelo mercado é uma preocupação do movimento e esse encontro nos proporcionou aprofundar ainda mais nossas bandeiras”, comemorou o estudante.

 

 

Ato do Iuperj

 

A ANPG, em conjunto com o Fórum de Estudantes do Iuperj, promoveu um ato de apoio à instituição. Houve a leitura de uma carta dos estudantes e aprovação de uma moção na Plenária Final. É notória e preocupante a crise pela qual o Iuperj passa e o apoio da ANPG vem no sentido de resguardar esse importante centro de pesquisas do país.

 

Mostra Científica

 

De acordo com o Coordenador da II Mostra Científica, Marney Cruz, 258 trabalhos foram submetidos para análise, dos quais 120 foram aprovados e 108 apresentados na tarde de sexta-feira e manhã de sábado.

 

“As nossas expectativas foram superadas e muito nos orgulha contribuir e incentivar com a produção de qualidade na pesquisa do nosso país. A troca de conhecimentos é o principal objetivo da Mostra, por isso mantivemos o caráter interdisciplinar das apresentações. Espero que mais pós-graduandos se sintam incentivados a apresentarem seus trabalhos na próxima edição da Mostra”, declarou Marney.

 

Grupos de Discussão

 

Na tarde de sábado, 5 grupos simultâneos foram realizados: Estatuto da ANPG; Movimento Nacional de Pós-Graduandos – Avanços e Perspectivas; Direitos dos Pós-Graduandos – Contribuições para a Construção do nosso PL; A Reforma da Lei de Direitos Autorais (LDA) e os Impactos na Educação ; O papel do pós-graduando da saúde no desenvolvimento da ciência e tecnologia no Brasil. Nesses espaços os pós-graduandos puderam debater suas ideias e propostas acerca dos temas. As propostas consensuais e divergentes foram apresentadas e votadas na Plenária Final.

 

Para Fernanda Bustamante, presidente da APG da UFLA, “esses espaços de discussão são de fundamental importância para que os pós-graduandos se inteirem sobre os temas e estreitem os laços com a rede do movimento estudantil. Não só com a ANPG, mas também com outras APG’s. A mobilização na UFLA foi intensa, 20 delegados e 2 observadores, e não foi em vão”.

 

O GD de Saúde contou com a participação do professor Emerson Merhy, da Unicamp. Já o grupo que discutiu a Reforma da Lei dos Direitos Autorais teve a participação do professor Bruno Lewicki, da UERJ, do diretor de cultura da UNE e coordenador geral do CUCA Fellipe Redó. Deste último, além das contribuições dos estudantes presentes, houve também a produção de uma moção de apoio à reforma da Lei 9610/98 (LDA), aprovada na Plenária Final.

 

Plenária Final

 

Reunindo quase 500 pessoas em um auditório, a plenária final seguiu com as propostas projetadas em um telão. À medida que iam sendo lidas pela mesa, podiam ser acompanhadas pelo presentes, que apresentavam destaques e faziam suas defesas frente ao plenário, que votava nas propostas.

 

Duas mudanças em relação ao estatuto da ANPG foram aprovadas: ampliação da diretoria de 20 para 31 membros e duração do mandato de 18 a 24 meses – antes era de 12 a 18 meses. Após a aprovação das moções, leitura e votação das propostas, houve a eleição da diretoria da ANPG.

 

Eleita para um mandato de até 2 anos, a chapa única foi encabeçada pela mestranda em Educação, Elisangela Lizardo, da PUC-SP. Reafirmando o compromisso da entidade na defesa de um Brasil soberano, no reconhecimento da Ciência e Tecnologia como setores estratégicos para o país e na defesa dos direitos dos pós-graduandos, Elisangela recebeu a aclamação do Plenário, lotado, ao lado de Hugo Valadares, agora ex-presidente da ANPG.

 

A Plenária Final também aprovou o envio de uma carta ao Ministro Fernando Haddad, na qual a ANPG cobra respostas acerca da última reunião realizada no dia 07 de abril.

 

Fábio Fernandes, da pós-graduação em Engenharia Mecânica e Ensino de Ciências pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), demonstrou seu entusiasmo durante a plenária: “está realmente emocionante. É o primeiro Congresso da ANPG que participo e estou surpreso com o grau de participação e comprometimento das pessoas. Apesar do credenciamento demorado, a Plenária está compensando a nossa vinda de tão longe.”

 

O XXII Congresso demonstrou a capilaridade e o grau de mobilização e politização dos pós-graduandos brasileiros, conduzidos pela gestão de Hugo Valadares à frente da entidade. Novos desafios se apresentam e a nova gestão parece ter tudo para avançar ainda mais na consolidação desse movimento.

 

Por Eleonora Rigotti, de São Paulo.

 

Propostas sobre a conjuntura nacional e internacional:

* Construção de um projeto nacional de desenvolvimento que amplie a democracia e diminua as desigualdades sociais e regionais e fortaleça as instituições estatais numa perspectiva contrária ao neoliberalismo;

* Por uma nova política macroeconômica: redução dos juros, introdução de mecanismos de controle do câmbio, visando ao aumento da competitividade do setor produtivo nacional;

* Defesa da paz! Implementação imediata dos dispositivos de desarmamento nuclear contidos no Tratado de Não-Proliferação (TNP);

* Defesa da autodeterminação dos povos;

* Fim da ocupação militar no Iraque;

* A Amazônia é nossa! Defesa da soberania brasileira sobre essa região estratégica, com ênfase na ocupação científica da Amazônia; contra a intervenção militar norte-americana na Colômbia e as provocações militares em regiões fronteiriças com o Brasil;

* Fortalecimento da integração econômica, social e cultural solidaria da America Latina,

* Denúncia do último reduto do colonialismo na América do Sul: fora Inglaterra das Malvinas!

* Fortalecimento dos organismos multilaterais e, sobretudo, daqueles que visam à preservação do meio-ambiente, à regulação do comércio e à redução das desigualdades sociais;

* Apoio às manifestações contra a globalização neoliberal;

* Ativa participação no calendário da Coordenação dos Movimentos Sociais;

* Preservação do meio-ambiente e uso racional dos recursos naturais; punição exemplar aos poluidores e aos que promovem desmatamentos ilegais; migração dos investimentos em energia para as fontes mais limpas e renováveis; Contra a tendência de flexibilização das normas de proteção ambiental tanto em nível federal com as afrontas ao código florestal quanto no âmbito dos estados e municípios.

* Apoio às iniciativas e campanhas visando à democratização dos meios de comunicação;

* Apoio às reformas agrária e urbana;

* Realização de uma reforma tributária progressiva, que taxe as grandes fortunas e não o consumo, e garanta o princípio segundo o qual quem tem mais deve pagar proporcionalmente mais;

* Continuidade da implementação de políticas públicas contra os preconceitos de raça/etnia, gênero, religião e orientação sexual;

* Redução da jornada de trabalho para 40 horas sem redução de salário!

* Não aceitamos pagar pela crise!

* Todo o petróleo para a nação! Apoio ao projeto da FUP: Monopólio do Petróleo para a Petrobras 100% Estatal!

* Pela intensificação da solidariedade do povo brasileiro ao Haiti. O governo brasileiro e os demais governos progressistas da América Latina devem exigir que os Organismos Internacionais financiem a reconstrução e o desenvolvimento econômico e social do país, permitindo a gradativa retirada das tropas da ONU. Perdão da dívida externa e participação da Jornada Internacional de apoio e solidariedade ao povo haitiano no dia 1 de junho de 2010.

* Atualização dos índices de produtividade da terra! Reforma Agrária já!

* Fim das bases militares na Colômbia e da Quarta Frota no litoral do Brasil!

* Abertura imediata dos arquivos da ditadura militar! Pela constituição da Comissão Verdade já!  Punição dos assassinos e torturadores!

*Pela unificação na luta contra a privatização do serviço público.

* Contra a tendência de flexibilização das normas de proteção ambiental, tanto em nível federal com as afrontas ao código florestal, quanto no âmbito dos estados e municípios.

* Reestatização da Vale e da Petrobras.

 

Educação

* Desenvolvimento do Sinaes e aumento do rigor na avaliação da educação superior, com punições exemplares às instituições privadas de baixa qualidade;

* Criação de um sistema de avaliação para a pós-graduacao lato sensu

* Padronizacao das nomenclaturas e conteúdos mínimos para os cursos Lato sensu

* Gratuidade da pós-graduacao latu sensu nas IES públicas.

* Reserva de 50% das vagas em instituições públicas para estudantes oriundos de escolas públicas;

* Apoio ao Prouni;

* Adoção de metas de crescimento quantitativo e qualitativo para todas as áreas de conhecimento.

 

Financiamento

* Criação de marco legal que garanta a continuidade da expansão e ampliação das vagas nas Universidades Federais. Cobrança nas metas de expansão e ampliação das vagas com garantia de qualidade e como política de estado e não de governo;

* Garantia de recursos adequados aos projetos de reestruturação aprovados nos órgãos colegiados das universidades;

* Retirada da meta de 90% de aprovação incluída no Reuni;

* Contra a utilização da bolsa tutor como maneira de utilizar estudantes de pós-graduação em substituição aos docentes;

* Apoio a projetos de reestruturação que sintonizem a vocação da universidade com as demandas regionais;

* Flexibilização dos projetos de reestruturação para que cursos de diferentes áreas operacionalizem de forma diferente a relação entre formação profissional e propedêutica.

* Ampliação dos investimentos públicos nas instituições de ensino superior; aumento gradativo das verbas para as universidades federais em 10% todos os anos (em valores presentes), até que quintupliquem de tamanho;

* Fim dos cortes e contingenciamentos de recursos destinados à educação e à C&T;

* Criação de marco legal que garanta a continuidade da expansão e ampliação das vagas nas Universidades Federais. Cobrança nas metas de expansão e ampliação das vagas com garantia de qualidade e como política de estado e não de governo.

* Engajamento da ANPG na campanha pelos 50% do Fundo Social do Pré-Sal para a educação, a ciência e a tecnologia.

 

Autonomia universitária

* Estruturação de novo modelo jurídico capaz de garantir maior autonomia técnica, patrimonial, pedagógica, administrativa e de gestão, principalmente financeira para as universidades e institutos de pesquisa federais;

* Realização de eleições diretas para todos os cargos da administração das instituições de ensino superior;

* Democratização da gestão nas IES.

* Realização de campanha contra a desnacionalização da educação

 

Plano Nacional de Pós-graduação

* Tratamento da pós-graduação como política de Estado, através da obrigatoriedade de aprovação e cumprimento dos Planos Nacionais de Pós-Graduação, tal como estabelece o Art 6º do PL 7200/06;

* Participação da ANPG na comissão responsável pela elaboração do Plano Nacional de Pós-Graduação 2011-2020;

 

PAPG – Ifes

* Apoio à expansão e interiorização dos cursos de pós-graduação; implementação imediata do PAPG-Ifes;

 

Mestrado Profissionalizante

 

* Distinção clara entre mestrados profissionais, voltados à inovação e ao desenvolvimento tecnológico, e especializações, voltadas à formação técnica em determinada subárea de atuação profissional, preparando profissionais para o uso de tecnologias já existentes;

* Mestrado profissional restrito às áreas e casos justificáveis (há áreas onde não há necessidade de distinção entre o perfil acadêmico e o profissional); definição de critérios claros e rigorosos para abertura e avaliação de mestrados profissionais;

* Percentual mínimo de 75% de doutores no corpo acadêmico dos mestrados profissionais;

* Retirada da “revisão bibliográfica” como produto aceitável do mestrado profissional;

* Estímulo à criação de novos mestrados profissionais a partir do incremento da densidade de pesquisa de boas especializações já existentes;

* Gratuidade dos mestrados profissionais, no caso das instituições públicas;

* Contra a proposta de “doutorados profissionais”;

 

Avaliação Institucional

* Participação de representantes discentes, indicados pela ANPG, nos comitês de avaliação de área;

* Contra o uso da sistemática de avaliação da Capes para forçar os programas a comprimirem de forma artificial o tempo de titulação de seus bolsistas;

* Contra o sistema pass/fail; atribuição de pelo menos três conceitos de avaliação às dissertações e teses;

* Reconhecimento, na avaliação da CAPES, das atividades de extensão com grande relevância social como critério complementar de pontuação;

* Reconhecimento, na avaliação da CAPES, do registro de patentes como critério complementar de pontuação, considerando a relevância social das invenções e evitando que esse critério seja usado para ranqueamento de instituições, o que estimularia a prática de registrar qualquer coisa, perdendo-se de vista a qualidade e a relevância daquilo que está sendo patenteado;

* Maior clareza nos critérios utilizados para elaborar os  Qualis;

* Continuidade da rediscussão do valor do livro nas diferentes áreas do conhecimento, ainda insuficientemente valorizados pela CAPES;

* Apoio à criação do qualis anais de congressos;

* Contra critérios que prejudiquem programas por reprovarem teses que não trazem contribuição original à área.

 

Ciência, tecnologia e sociedade

* Articulação da política de C&T com outras políticas setoriais – em particular a industrial – para fortalecer o desenvolvimento sócio-econômico e redefinir a posição do país na divisão internacional do trabalho e do conhecimento;

* Linhas de pesquisa das universidades públicas voltadas ao interesse público e coletivo;

* Não às limitações à realização de pesquisas na área de tecnologias sensíveis, como a nuclear, cujo desenvolvimento nos países do chamado “3º mundo” encontra-se cada vez mais sujeito a restrições, inibindo o desenvolvimento de setores inteiros da indústria nacional;

* Participação da ANPG na recém-fundada Frente Plurissetorial em Defesa da C&T;

* Fortalecimento das fundações estaduais de amparo à pesquisa, com cumprimento dos percentuais a elas destinados;

* Ampliação dos programas e linhas do BNDES voltados à inovação; mais recursos de subvenção econômica nas prioridades setoriais da política industrial, nas atividades de P&D de pequenas e médias empresas e na equalização das taxas de juros;

* Debate e aprovação de legislações estaduais que reflitam os princípios e fundamentos jurídicos da Lei de Inovação;

* Contra a aplicação dos recursos dos Fundos Setoriais em compra de equipamentos e tecnologia e/ou em atividades de baixo teor tecnológico, como serviços de engenharia e assistência técnica;

* Envolvimento, no processo de financiamento da inovação, de outras agências e bancos públicos para além da Finep e do BNDES (Banco do Brasil, CEF, bancos regionais, etc);

* Legislação para estimular o investimento de risco; criação de fundos de Venture Capital; criação de fundos para apoiar empresas de base tecnológica (EBTs) nascentes (fundos-semente);

* Mais incubadoras e arranjos produtivos locais (APLs) para desenvolver a inovação em pequenas e médias empresas;

* ampliação do conteúdo generalista dos programas de formação corporativa (in company);

* Investimento em tecnologias que permitam o acesso ao conhecimento, visando à geração de emprego e renda;

* Democratização ampla das instâncias de decisão em C&T; maior representação, no Conselho Nacional de Ciência & Tecnologia (CCT), da comunidade científica, dos trabalhadores, dos movimentos sociais e dos empresários ligados à C&T;

* Priorização dos investimentos em tecnologias menos poluentes ou que consomem menos recursos naturais;

* Defesa do Estado laico; contra a intromissão de princípios religiosos na prática científica e nas políticas públicas;

* Estabelecimento da obrigatoriedade de publicação de ementas e demais materiais didáticos on line, para livre acesso por qualquer internauta, reforçando o caráter público do conhecimento acadêmico;

* Apoio à ampliação do Portal de Periódicos da Capes; continuidade da política de tornar on-line os periódicos; implementação de políticas que tornem cada vez mais os periódicos, inclusive os estrangeiros, de consulta livre, sem custo, para os pesquisadores brasileiros; implementação de uma política que induza à ampliação dos periódicos nacionais indexados;

* Maior utilização das pesquisas pós-graduadas na elaboração de políticas públicas;

* Maior integração científico-tecnológica e cultural entre os países da América Latina;

 

Conferencia Nacional de C&T

* Defesa de uma política nacional de C&T como assunto de Estado e não apenas de Governo, com permanência e sólidos alicerces na sociedade;

* Participação dos pós-graduandos nos debates da 4º Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação.

 

Direitos dos pós-graduandos

* Implementação de licença-maternidade e paternidade para TODOS OS PÓS-GRADUANDOS; implementação em todas as agências de auxílio-maternidade e concessão de adiamento de prazo para as parturientes;

* Implementação imediata de políticas previdenciárias para os pós-graduandos; contagem do período da bolsa como tempo de trabalho para fins de aposentadoria, sem que haja descontos na bolsa para fins de contribuição previdenciária;

* Não à obrigatoriedade dos estágios em docência;

* Implementação de modalidades opcionais de estágio em docência, nas quais o estagiário complemente e auxilie o docente em suas atividades, sem jamais substituí-lo; acompanhamento dos estágios docência dos bolsistas pelo orientador,

* Melhoria das condições de segurança para os pós-graduandos nos laboratórios de pesquisa e maior rigor no controle do descarte de resíduos perigosos.

* Contra a cobrança de mensalidades e taxas de qualquer natureza nas universidades públicas;

* Discussão, elaboração e implementação de uma norma ética nacional que estabeleça os limites dos programas nas exigências que são feitas aos estudantes de pós-graduação, evitando que sejam utilizados como mão-de-obra barata;

* Denúncia dos casos de assédio moral na relação orientador-orientando.

 

Política de emprego para recém mestres e doutores

* Ampliação do financiamento pelos editais universais do CNPq, em particular para jovens talentos e grupos emergentes;

* Adoção de medidas de estímulo à capacidade institucional de absorção de jovens doutores; ampliação do valor das bolsas e do número de beneficiados pelos programas de fixação de doutores Profix (Programa de Fixação de Recém-Doutores/CNPq) e Prodoc (Programa de Absorção Temporária de Doutores/Capes); convênio Capes/CNPq para o aproveitamento, em programas de pesquisa nas universidades, dos jovens doutores não aprovados nos últimos editais Profix e Prodoc por falta de vagas;

* Regulamentação criteriosa do ensino à distância, de maneira a garantir o emprego de titulados como docentes efetivos;

* Implementação de planos de carreira que impeçam demissões arbitrárias nas particulares;

* Mais bolsas de produtividade em pesquisa para recém-doutores;

* Criação de indicadores atualizados que permitam conhecer o destino profissional de egressos da pós-graduação, bem como compreender as motivações, incentivos e barreiras ao emprego de pós-graduados em empresas;

* Fortalecimento do Programa Primeiros Projetos (PPP) para jovens pesquisadores;

 

Sistema de bolsas

* Reajuste imediato das bolsas de mestrado e doutorado (30%) e residentes (60%)

* Reajustes anuais para as bolsas de pesquisa e residência

* Aprovação imediata do Projeto de Lei dos Pós-Graduandos, que prevê uma política permanente de valorização e ampliação do sistema de formação de recursos humanos e preenche o vazio legal ocasionado pela extinção do Decreto 2370/97 (que desvinculou o valor das bolsas do salário dos docentes universitários);

* Implementação das recomendações do PNPG sobre valorização e reposição gradual da defasagem no valor das bolsas de formação; realização de novo reajuste das bolsas ainda em 2010;

* Isonomia nos valores das bolsas e taxas pagas pelas diversas agências;

* Expansão imediata do número de bolsas Capes e CNPq, buscando sua universalização; maior equilíbrio na concessão de bolsas por região;

* Aumento do número de bolsas de formação no exterior; mais programas de cooperação internacional, com destaque para as nações emergentes, países ibero-americanos e de língua portuguesa;

* Pagamento das bolsas Capes diretamente aos bolsistas, como é feito pelo CNPq;

* Retorno do auxílio tese para os bolsistas Capes e CNPq;

* Critérios transparentes na concessão de bolsas, sob a supervisão de representantes discentes eleitos;

* Elaboração de critérios mais qualitativos, por parte das agências, para os relatórios de bolsas (professores e alunos);

* Pagamento das taxas escolares e de bancada aos bolsistas Capes e CNPq; taxas de bancada também para bolsas parciais;

* Rediscussão da obrigatoriedade de assinatura do termo de compromisso que impede os bolsistas de trabalharem, pelo menos até que os valores das bolsas sejam recuperados;

* Vagas para todos os filhos de pós-graduandos nas creches das universidades!

* Retorno do Auxílio Tese e implementação da 13º bolsa.

* Meia-passagem intermunicipal para os pós-graduandos em todo o país.

* Em defesa dos diplomas!

 

C&T e Políticas de Saúde

* Defesa da saúde integral como direito de todos e dever do Estado tal como previsão constitucional;

* Imediata regulamentação da Emenda Constitucional 29;

* Contra a Desvinculação de Recursos da União (DRU) nas políticas sociais. Por um financiamento garantido e suficiente para a saúde pública;

* Aprofundamento no estudo dos impactos da Lei de Responsabilidade Fiscal e da atual estrutura tributária brasileira na implementação das políticas de saúde;

* Defesa de um sistema tributário progressivo que priorize o financiamento da seguridade social. Contra a Proposta de Reforma Tributária (PEC 233) em tramitação no Congresso Nacional;

* Defesa da formação em saúde através das pós-graduações de acordo com as necessidades sociais e em consonância com a efetiva implementação do SUS;

* Defesa da residência médica e das residências multiprofissionais em saúde como melhores maneiras de formar profissionais qualificados na área;

* Repúdio ao uso de residentes e demais pós-graduandos como “mão-de-obra barata”; combate ao trabalho não-remunerado ou mal-remunerado sob a forma de estágio/especialização;

* Adequação da formação em saúde às reais necessidades da população, com problematização dos determinantes sociais da saúde, em especial a questão do trabalho.

* Redução da jornada de trabalho sem redução de salários;

* Discutir a revogação da portaria no 1077 de 12 de novembro de 2009 que alterou a composição da Comissão Nacional de Residências Multiprofissionais em Saúde. Defesa da realização do IV Seminário Nacional das Residências Multiprofissionais em Saúde com a participação dos atores envolvidos no debate;

* Rever os critérios de avaliação da CAPES para compatibilizá-los com as reformas curriculares na área da saúde;

* Incentivo à participação efetiva dos pós-graduandos e das APGs nos espaços de controle social da saúde (conselhos e conferências);

* Contra a criação de fundações estatais de direito privado para os hospitais universitários (PLP 92/2007);

* Apoio ao movimento antimanicomial; defesa da real efetivação da reforma psiquiátrica; contra a psiquiatrização dos problemas sociais;

* Contra pesquisas que promovam a eugenia e a medicalização dos problemas sociais, beneficiando somente à indústria farmacêutica, através do mapeamento cerebral e da subsequente psiquiatrização dos infratores;

* Defesa das pesquisas com células-tronco, inclusive embrionárias, considerando seu potencial benefício à saúde humana;

* Defesa do direito de escolha da mulher em relação à interrupção voluntária da gravidez e da realização desse procedimento pelo SUS;

* Repúdio à indicação de representantes das empresas de biotecnologia como “representantes da sociedade civil” para órgãos públicos que regulam questões de interesse público tais como a dos transgênicos;

* Estímulo à patente das pesquisas brasileiras na área da saúde buscando a efetiva soberania nacional no desenvolvimento da ciência.

* Defesa incondicional da responsabilidade direta do Estado brasileiro pela gestão dos serviços públicos de saúde. Contra as Organizações Sociais (OSs) e Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIPs) enquanto entidades gestoras de serviços do SUS.

*QUE A ANPG CONSTRUA ATÉ ABRIL DE 2011 SEMINÁRIO NACIONAL COM O INTUITO DE DISCUTIR AS ORGANIZAÇÕES SOCIAIS, OS’s.

 

Movimento nacional de pós-graduandos

 * Autonomia e independência da ANPG face a governos, partidos e empresas;

* Realização, durante a próxima gestão, de pelo menos dois Conaps e de uma ampla campanha de formação de APGs;

* Realização da II Caravana dos Pós-Graduandos pela Aprovação do PL 2.315/2003 (PL dos pós-graduandos);

* Promoção do II Salão Nacional de Divulgação Científica;

* Maior integração entre as APGs e a ANPG;

* Integração permanente com a Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS) 

* Maior divulgação da Cartilha da ANPG de construções de APGs.

* Liberdade de organização estudantil, com garantia de espaço físico para as entidades; proibição expressa de punições e perseguições aos líderes estudantis, em particular em instituições militares, confessionais e particulares;

* Maior espaço para o movimento de pós-graduandos em conselhos de órgãos de fomento estaduais;

* Maior divulgação e coletivização do debate sobre a participação da ANPG nos conselhos onde tem assento, bem como no processo recém-instituído de indicação, pela entidade, de nomes para o Conselho Nacional de Educação;

* Ampliação do Conselho Deliberativo (CD) do CNPq, em particular para jovens talentos e grupos emergentes;

* Adoção de medidas de estímulo à capacidade institucional de absorção de jovens doutores; ampliação do valor das bolsas e do número de beneficiados pelos programas de fixação de doutores Profix (Programa de Fixação de Recém-Doutores/CNPq) e Prodoc (Programa de Absorção Temporária de Doutores/Capes); convênio Capes/CNPq para o aproveitamento, em programas de pesquisa nas universidades, dos jovens doutores não aprovados nos últimos editais Profix e Prodoc por falta de vagas;

* Regulamentação criteriosa do ensino à distância, de maneira a garantir o emprego de titulados como docentes efetivos;

* Implementação de planos de carreira que impeçam demissões arbitrárias nas particulares;

* Mais bolsas de produtividade em pesquisa para recém-doutores;

* Criação de indicadores atualizados que permitam conhecer o destino profissional de egressos da pós-graduação, bem como compreender as motivações, incentivos e barreiras ao emprego de pós-graduados em empresas;

* Fortalecimento do Programa Primeiros Projetos (PPP) para jovens pesquisadores;

 

Sistema de bolsas

* Reajuste imediato das bolsas de mestrado e doutorado (30%) e residentes (60%)

* Reajustes anuais para as bolsas de pesquisa e residência

* Aprovação imediata do Projeto de Lei dos Pós-Graduandos, que prevê uma política permanente de valorização e ampliação do sistema de formação de recursos humanos e preenche o vazio legal ocasionado pela extinção do Decreto 2370/97 (que desvinculou o valor das bolsas do salário dos docentes universitários);

* Implementação das recomendações do PNPG sobre valorização e reposição gradual da defasagem no valor das bolsas de formação; realização de novo reajuste das bolsas ainda em 2010;

* Isonomia nos valores das bolsas e taxas pagas pelas diversas agências;

* Expansão imediata do número de bolsas Capes e CNPq, buscando sua universalização; maior equilíbrio na concessão de bolsas por região;

* Aumento do número de bolsas de formação no exterior; mais programas de cooperação internacional, com destaque para as nações emergentes, países ibero-americanos e de língua portuguesa;

* Pagamento das bolsas Capes diretamente aos bolsistas, como é feito pelo CNPq;

* Retorno do auxílio tese para os bolsistas Capes e CNPq;

* Critérios transparentes na concessão de bolsas, sob a supervisão de representantes discentes eleitos;

* Elaboração de critérios mais qualitativos, por parte das agências, para os relatórios de bolsas (professores e alunos);

* Pagamento das taxas escolares e de bancada aos bolsistas Capes e CNPq; taxas de bancada também para bolsas parciais;

* Rediscussão da obrigatoriedade de assinatura do termo de compromisso que impede os bolsistas de trabalharem, pelo menos até que os valores das bolsas sejam recuperados;

* Vagas para todos os filhos de pós-graduandos nas creches das universidades!

* Retorno do Auxílio Tese e implementação da 13º bolsa.

* Meia-passagem intermunicipal para os pós-graduandos em todo o país.

* Em defesa dos diplomas!

 

C&T e Políticas de Saúde

* Defesa da saúde integral como direito de todos e dever do Estado tal como previsão constitucional;

* Imediata regulamentação da Emenda Constitucional 29;

* Contra a Desvinculação de Recursos da União (DRU) nas políticas sociais. Por um financiamento garantido e suficiente para a saúde pública;

* Aprofundamento no estudo dos impactos da Lei de Responsabilidade Fiscal e da atual estrutura tributária brasileira na implementação das políticas de saúde;

* Defesa de um sistema tributário progressivo que priorize o financiamento da seguridade social. Contra a Proposta de Reforma Tributária (PEC 233) em tramitação no Congresso Nacional;

* Defesa da formação em saúde através das pós-graduações de acordo com as necessidades sociais e em consonância com a efetiva implementação do SUS;

* Defesa da residência médica e das residências multiprofissionais em saúde como melhores maneiras de formar profissionais qualificados na área;

* Repúdio ao uso de residentes e demais pós-graduandos como “mão-de-obra barata”; combate ao trabalho não-remunerado ou mal-remunerado sob a forma de estágio/especialização;

* Adequação da formação em saúde às reais necessidades da população, com problematização dos determinantes sociais da saúde, em especial a questão do trabalho.

* Redução da jornada de trabalho sem redução de salários;

* Discutir a revogação da portaria no 1077 de 12 de novembro de 2009 que alterou a composição da Comissão Nacional de Residências Multiprofissionais em Saúde. Defesa da realização do IV Seminário Nacional das Residências Multiprofissionais em Saúde com a participação dos atores envolvidos no debate;

* Rever os critérios de avaliação da CAPES para compatibilizá-los com as reformas curriculares na área da saúde;

* Incentivo à participação efetiva dos pós-graduandos e das APGs nos espaços de controle social da saúde (conselhos e conferências);

* Contra a criação de fundações estatais de direito privado para os hospitais universitários (PLP 92/2007);

* Apoio ao movimento antimanicomial; defesa da real efetivação da reforma psiquiátrica; contra a psiquiatrização dos problemas sociais;

* Contra pesquisas que promovam a eugenia e a medicalização dos problemas sociais, beneficiando somente à indústria farmacêutica, através do mapeamento cerebral e da subsequente psiquiatrização dos infratores;

* Defesa das pesquisas com células-tronco, inclusive embrionárias, considerando seu potencial benefício à saúde humana;

* Defesa do direito de escolha da mulher em relação à interrupção voluntária da gravidez e da realização desse procedimento pelo SUS;

* Repúdio à indicação de representantes das empresas de biotecnologia como “representantes da sociedade civil” para órgãos públicos que regulam questões de interesse público tais como a dos transgênicos;

* Estímulo à patente das pesquisas brasileiras na área da saúde buscando a efetiva soberania nacional no desenvolvimento da ciência.

* Defesa incondicional da responsabilidade direta do Estado brasileiro pela gestão dos serviços públicos de saúde. Contra as Organizações Sociais (OSs) e Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIPs) enquanto entidades gestoras de serviços do SUS.

*QUE A ANPG CONSTRUA ATÉ ABRIL DE 2011 SEMINÁRIO NACIONAL COM O INTUITO DE DISCUTIR AS ORGANIZAÇÕES SOCIAIS, OS’s.

 

Movimento nacional de pós-graduandos

* Autonomia e independência da ANPG face a governos, partidos e empresas;

* Realização, durante a próxima gestão, de pelo menos dois Conaps e de uma ampla campanha de formação de APGs;

* Realização da II Caravana dos Pós-Graduandos pela Aprovação do PL 2.315/2003 (PL dos pós-graduandos);

* Promoção do II Salão Nacional de Divulgação Científica;

* Maior integração entre as APGs e a ANPG;

* Integração permanente com a Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS);

* Maior divulgação da Cartilha da ANPG de construções de APGs.

* Liberdade de organização estudantil, com garantia de espaço físico para as entidades; proibição expressa de punições e perseguições aos líderes estudantis, em particular em instituições militares, confessionais e particulares;

* Maior espaço para o movimento de pós-graduandos em conselhos de órgãos de fomento estaduais;

* Maior divulgação e coletivização do debate sobre a participação da ANPG nos conselhos onde tem assento, bem como no processo recém-instituído de indicação, pela entidade, de nomes para o Conselho Nacional de Educação;

* Ampliação do Conselho Deliberativo (CD) do CNPq, com participação de todas as regiões do país e de representante dos estudantes de pós-graduação;

 

Continua…

 Moção

 

O Congresso Nacional de Pós-Graduandos e as entidades estudantis abaixo assinadas expressam sua solidariedade e preocupação com o futuro do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro, IUPERJ. Como é sabido, esta instituição atravessa grande dificuldade em função da crise vivida por sua mantenedora, a Universidade Cândido Mendes, e corre o risco de em um futuro próximo ter suas portas fechadas, o que acarretaria a interrupção abrupta de dois programas de pós-graduação líderes em suas áreas nas avaliações da Capes e a desestruturação de um conjunto valioso de pesquisas em curso.

 

A defesa da continuidade do IUPERJ faz-se com base em sua história e em seu futuro. Esta instituição cumpriu um papel determinante na estruturação da pós-graduação em Ciências Sociais no Brasil, formou inúmeros mestres e doutores, levou adiante projetos de pesquisa que se tornaram referência no debate acadêmico. Além disso, é notória a preocupação do IUPERJ com sua inserção na esfera pública, fazendo da produção do conhecimento um instrumento legítimo de fortalecimento da democracia e de animação da vida pública no país. Mas não é só por sua história, que já perfaz 40 anos de atividades, que o IUPERJ deve continuar existindo, é essencialmente por suas perspectivas, pela continuidade dos projetos que animam seus estudantes e professores, pela atualidade e imprescindibilidade da pesquisa em ciências sociais no Brasil.

 

Desta forma, manifestamos nossa solidariedade aos estudantes, professores e funcionários do IUPERJ, que lutam por manter suas portas abertas. Reivindicamos também do poder público e dos órgãos responsáveis pelo sistema de ciência e tecnologia do país uma solução que permita a continuidade deste importante Instituto.

 

Associação Nacional de Pós-Graduandos

 

Rio de Janeiro, 18 de abril de 2010.

Os delegados presentes ao XXII Congresso da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) ,realizado entre os dias 15  e 18 de abril de 2010, na cidade do Rio de Janeiro, vêm a público manifestar seu apoio a uma real reforma da Lei de Direitos Autorais (9610/98) em vigor no país.

Esta lei está caracterizada por um descompasso com a realidade. Entre outras razões, por não conter nenhum dispositivo que contemple as novas possibilidades surgidas com as inovações tecnológicas e com o uso cada vez mais expandido e cotidiano da internet. No campo da educação está entre as normas mais rígidas do mundo e apresenta restrições ao pleno desenvolvimento dos processos educativos.

Na busca por garantir o acesso pleno ao conhecimento, a democratização da cultura no país e um real equilíbrio entre o direito do autor e o interesse público, os delegados entendem que a proposta de reforma da atual legislação (em breve em fase de Consulta Pública) deve contemplar:

·        os novos usos de obras possibilitados pelas novas tecnologias;

·        a permissão plena do uso das obras para fins educacionais e científicos;

·        a reprodução das obras para fins de proteção do patrimônio cultural;

·        mecanismos que garantam a expansão do acervo em domínio público;

·         garantias reais de proteção aos autores, na sua relação com os intermediários culturais.

 

Por essas e outras razões, os delegados presentes ao XXII Congresso Nacional de Pós-Graduandos, apelam pela reforma da Lei dos Direitos Autorais, em nome da garantia da difusão do conhecimento, muitas vezes produzido dentro das Universidades e com incentivos públicos.

 

Rio de Janeiro, 18 de abril de 2010.

XXII Congresso Nacional de Pós-Graduandos.

 

Enquanto o número de delegados e delegadas do último congresso da ANPG – realizado em julho de 2008 em Campinas (SP) – somou 130, o 22º Congresso Nacional de Pós-Graduandos, que ocorreu entre 15 e 18 de abril no Rio de Janeiro (RJ), contou com a participação de quase 600 pessoas, sendo 322 delegados e delegadas ao congresso e cerca de 100 expositores na mostra científica. Além destes, muitos estudantes participaram como observadores e as mesas somaram ao menos 15 palestrantes. 20 estados mais o Distrito Federal participaram do congresso.

Foto: Vitor Vogel
Momento em que o então presidente da ANPG, Hugo Valadares, apresentou Elisangela Lizardo como candidata à presidência da entidade ao plenário

Estes números revelam a força do congresso que aprovou a reformulação do Estatuto da entidade e elegeu uma nova diretoria, com 31 membros, dentre os quais a nova presidente da entidade, Elisangela Lizardo. A nova presidente é bióloga, formada pela Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG) na cidade de Ituiutaba, mestranda em Educação na PUC-SP e ex-tesoureira da ANPG.

Foto: Vitor Vogel
Delegada da UFPR participa da votação no plenário lotado

300 por cento

Para o ex-presidente da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), Hugo Valadares, o crescimento da mobilização tem a ver com uma “maior inserção da ANPG nas universidades e também o crescimento de suas relações institucionais”. Na opinião de Hugo, esse processo ocorreu porque o momento político que vive o Brasil favoreceu uma atividade mais incisiva dos movimentos sociais brasileiros e a ANPG conseguiu aproveitar este momento para realizar atividades amplas, “como o 1º Salão Nacional de Divulgação Científica que realizamos em conjunto com outras entidades durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia e a própria participação da ANPG nas reuniões anuais da SBPC, sempre buscando envolver estudantes de todos os níveis de ensino e dialogando com a comunidade científica nacional”.

Fotos: Vitor Vogel
 
Da esquerda para a direita: o presidente da Ubes, Yann Evannovick, o presidente do CNPq, Carlos Aragão e o então presidente da ANPG, Hugo Valadares. Na foto à direita, o representante do MCT, Ildeu de Castro.

Além dos presidentes da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Carlos Aragão, também participou do congresso no Rio de Janeiro e nomes como o professor Ildeu de Castro, do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). Os presidentes da União Nacional dos Estudantes (UNE) e da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) também figuraram nas mesas de debate, completando o rico rol de convidados. 

A 3ª Mostra Científica da ANPG, que ocorreu durante o congresso, teve 120 trabalhos selecionados, de universidades de todo o país e das diversas áreas de conhecimento. Cerca de 100 deles foram expostos nas 9 salas reservadas para a mostra.

Para a representante da Associação de Pós-Graduandos (APG) da Universidade Federal de Lavras (UFLA), Fernanda Bustamante, a plenária final refletiu que o debate feito hoje na ANPG "é ao mesmo tempo relevante e tem a ver com as pautas que interessam mais diretamente ao pós-graduando". A delegação da UFLA reuniu 22 pós-graduandos e pós-graduandas no congresso.

Nova gestão

O tema do congresso foi “Avançar na pós-graduação para transformar o Brasil” e, segundo a nova presidente eleita da ANPG, Elisangela Lizardo, a nova gestão deve refletir exatamente isso: “’tivemos muitos avanços, significativo crescimento mas é preciso ainda mais. Temos o desafio de atingir as metas do PNPG, na quantidade de vagas de pós-graduação e valores de bolsas. É preciso também nos preocuparmos com a absorção destes novos mestres e doutores no mercado de trabalho".

Não contente em pautar as bandeiras mais relacionadas ao cotidiano acadêmico, Elisangela pautou também as bandeiras da ANPG para o desenvolvimento do país: "A próxima gestão tem como desafio central conquistar os tão reivindicados direitos dos pós graduandos, listados e reivindicados a cada congresso. E para que haja de fato mais investimentos, nos somamos às outras entidades estudantis na reivindicação de 50% das verbas do pré-sal para educação, que inclui a pesquisa científica.” 

Foto: Vitor Vogel
Hugo emocionou-se ao apresentar a candidata Elisangela

O agora ex-presidente da ANPG, Hugo Valadares, emocionou-se ao passar a palavra para Elisangela ao apresentá-la como candidata. Ele parabenizou o conjunto dos diretores pelo sucesso da gestão e chamou à frente do plenário a então tesoureira da entidade, Elisangela Lizardo, utilizando adjetivos como “guerreira” e “forte”. Hugo também valorizou o fato de ser uma mulher negra a assumir a presidência da entidade dos pós-graduandos brasileiros.

Leia em breve a íntegra das resoluções aprovadas no congresso.

Do Rio de Janeiro, Luana Bonone