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Está em tramitação na Comissão de Finanças e Tributação (CFT) da Câmara dos Deputados o chamado “PL dos pós-graduandos”. Trata-se do Projeto de Lei 2315/2003, que dispõe sobre os critérios para definição das bolsas de fomento ao desenvolvimento científico, tecnológico, artístico e cultural.

O projeto é de autoria do deputado federal Jorge Bittar (PT/RJ), licenciado desde 1º de janeiro deste ano para assumir cargo de Secretário Municipal de Habitação no Rio de Janeiro (RJ). Para Bruno Toríbio, vice-presidente da ANPG, “o PL 2315 representa um enorme avanço para a pós-graduação brasileira, pois traz à tona questões importantes, como a licença maternidade e uma proposta de regulamentação dos valores das bolsas”.

Atualmente, o projeto aguarda parecer na CFT, onde o relator é o deputado Jorge Boeira (PT/SC). Conforme acompanhamento do PL pela página eletrônica da Câmara, Boeira "requer seja realizada reunião de audiência pública para debater o Projeto de Lei Nº 2.315/2003". Entretanto, tal audiência ainda não tem data para acontecer.

ANPG quer debater

Bruno Toribio relata que os estudantes de pós-graduação têm interesse em participar ativamente deste debate, pois apesar do projeto trazer pontos positivos, “é preciso avançar em outras questões que afetam fortemente o dia a dia da pós-graduação, como o tempo necessário para a titulação de mestres e doutores”. O vice-presidente da ANPG considera este um assunto de “extrema urgência, pois diversos programas de pós-graduação estão reduzindo aleatoriamente estes tempos sem que haja uma discussão mais aprofundada. Esta antecipação pode levar a uma redução no repasse de verbas para o financiamento das atividades da pós-graduação”, pondera.

Conforme a indicação da data na própria designação do PL, o texto é de 2003 e tem caráter conclusivo nas comissões, o que significa que se for aprovado nas cinco comissões permanentes exigidas pelo regimento interno da casa legislativa, o projeto vai direto para o Senado, sem precisar passar pelo plenário da Câmara.

Tramitação

A tramitação do PL dos pós-graduandos tem que passar pelas Comissões de Educação e Cultura, Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, Finanças e Tributação e Comissão de Constituição e Justiça e de Redação da Câmara Federal. Já foi aprovadas nas três primeiras comissões e aguarda parecer na CFT.

A reivindicação da ANPG é que a audiência pública prevista seja amplamente divulgada, pois a entidade pretende garantir presença e articulação com outras entidades educacionais e científicas, a fim de pautar essas e outras questões levantadas no 37º CONAP da ANPG e em outros fóruns pelo país.


Da Redação

Confira abaixo a programação do III Seminário Margem Esquerda. As mesas podem ser acessadas no site da IPTV USP, na seção de transmissões ao vivo.  Clique aqui para informações sobre inscrições e certificado.

PROGRAMAÇÃO

USP (São Paulo) 
Auditório da História (FFLCH)
Rua do Lago, 717 – Cidade Universitária
 

18/8, terça-feira
14h: O poder da ideologia
Miguel Vedda, Osvaldo Coggiola, Virginia Fontes e Wolfgang Leo Maar
19h: Trabalho e alienação
Giovanni Alves, Jesus Ranieri, Ricardo Antunes e Ruy Braga
 

19/8, quarta-feira
14h: Marx, Lukács e os intelectuais revolucionários
Antonino Infranca, Emir Sader, Maria Orlanda Pinassi e Ricardo Musse
19h: Para além do capital – a crise estrutural do capital
Edimilson Costa, François Chesnais, Jorge Beinstein e Leda Paulani
 

20/8, quinta-feira
14h: Para além do capital – lógica destrutiva e questão ambiental
Brett Clark, Carlos Walter Porto-Gonçalves, Mohamed Habbib e Plínio de Arruda Sampaio
19h: Educação e socialismo
Afrânio Mendes Catani, Décio Saes, Isabel Rauber e Roberto Leher
 

21/8, sexta-feira
14h: Marxismo, lutas sociais e revolução na América Latina
Aldo Casas, Francisco de Oliveira, Gilmar Mauro e Lúcio Flávio de Almeida
19h: CONFERÊNCIA – A necessária reconstituição da dialética histórica
István Mészáros (precedido por um solo de Bach em viola, por Susie Mészáros)

 

UNESP (Araraquara) 
Anfiteatro B
Rod. Araraquara – Jaú Km1
 

24/8, segunda-feira
19h30: A crise estrutural do capital
Aldo Casas, Gilmar Mauro e Maria Orlanda Pinassi

 

UNICAMP (Campinas) 
Auditório I (IFCH)
Cidade Universitária – Barão Geraldo
 

25/8, terça-feira
14h: A crise estrutural do capital
Aldo Casas, Caio Navarro de Toledo, Plínio de Arruda Sampaio Jr. e Ricardo Antunes

 

CUFSA (Santo André) 
Auditório do Colégio da FSA
Av. Príncipe de Gales, 821
 

26/8, quarta-feira
19h30: Crise do capital e perspectivas do trabalho
Antonio Rago Filho, Everaldo de Oliveira Andrade, Livia Cotrim e Miguel Vedda

 

UERJ (Rio de Janeiro) 
Auditório 11
Rua Sao Francisco Xavier, 524 – Maracanã
 

25/8, terça-feira
18h: A necessária reconstituição da dialética histórica
István Mészáros; comentários de Emir Sader e Gaudêncio Frigotto

 

UFRJ (Rio de Janeiro) 
Auditório Pedro Calmon
Av. Pausteur, 250 – Urca
 

26/8, quarta-feira
17h30: Perspectiva do socialismo hoje
Carlos Nelson Coutinho, Jorge Giordani e José Paulo Netto
19h30: Conferência – A necessária reconstituição da dialética histórica
István Mészáros (precedido por um solo de Bach em viola, por Susie Mészáros)

 

UFRGS (Porto Alegre)
Av. Paulo Gama, 110
 

27/8, quinta-feira (Salão de festas da reitoria)
18h: Conferência – A necessária reconstituição da dialética histórica
István Mészáros; comentários de Jorge Giordani
 

28/8, sexta-feira (Auditório da Faculdade de Economia)
14h: A transição para além do capital em Mészáros
Carla Ferreira, Jorge Giordani e Nildo Ouriques

 

CEFET-MG (Belo Horizonte) 
Auditório do Campus 1
Av. Amazonas, 5253
 

27/8, quinta-feira
15h: Para além do capital: crise do capital e perspectivas do trabalho
Ester Vaisman, Milney Chasin, Nicolas Tertulian e Rodrigo Dantas

 

UNB (Brasília) 
Anfiteatro 09/ICC-Norte
ICC – Ala Norte
 

1/9, terça-feira
15h: A crise estrutural do capital e o desafio do socialismo no século XXI
Gilson Dantas, Rodrigo Dantas e Valério Arcary

 

Com informações do Blog da Boitempo Editorial

O Prêmio ODM Brasil premia ações e projetos que convergem para o cumprimento do Pacto do Milênio, que objetiva alcançar os Oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) da ONU, e busca estimular o debate e o engajamento de toda a sociedade na solução dos grandes problemas mundiais. A iniciativa do Prêmio é do Governo Federal, e conta com o apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e do Movimento Nacional pela Cidadania e Solidariedade, além de um conjunto de organizações do setor privado e da sociedade civil.
 

São premiadas duas categorias diferentes, sendo uma dirigida às melhores práticas de Governos Municipais e a outra às iniciativas provenientes das Organizações (setor privado, associações da sociedade civil, fundações, universidades, entre outras).
 

Ao longo do Seminário, será lançada a Rede ODM Brasil que tem como objetivo estabelecer estratégias de cooperação entre os municípios brasileiros para melhor responderem às Metas do Milênio. Ainda, pretende-se formar uma comissão Estadual para Disseminação dos ODM.
 

O Seminário contará com a presença  do Ministro Luiz Dulci, da Secretaria Geral da Presidência da República, do Prefeito Márcio Lacerda, de autoridades dos governos federal, estadual e municipal, bem como lideranças da sociedade civil. 
 

Outras informações podem ser obtidas pelos telefones (31) 3217-2035 / 3217-2345 / 3217-2346, pelo email: [email protected], ou ainda: www.odmbrasil.org.br, www.redeodm.org.br  e www.nospodemosminas.org.br 

 

CONFIRME SUA PARTICIPAÇÃO NO E-MAIL: [email protected]

 

Fonte: Rede Mineira de Cidadania

A comissão analisa o Projeto de Lei 4212/04, do deputado Átila Lira (PSB-PI) e outros que tramitam em conjunto. Entre eles, o projeto de reforma universitária encaminhado pelo Executivo ao Congresso em 2006 (PL 7200/06) e a proposta (PL 5175/09) apresentada pela Comissão de Legislação Participativa por sugestão da União Nacional de Estudantes (UNE).

Guimarães destacou o principal critério com o qual Capes lida: qualidade. "Quaisquer que sejam os desdobramentos da reforma, não se pode abrir mão da qualidade. E para haver qualidade é necessário haver avaliação", concluiu. Nesse sentido, o pró-reitor da UFMG, José Nagib, falou sobre o sistema de avaliação promovido pela Capes e aprimorado pela própria comunidade científica. "Trata-se de uma experiência única no planeta. O Brasil talvez nunca tenha tido uma política pública coesa sobre educação, mas obtivemos êxito em relação à pós-graduação", explicou.

O presidente da Capes também destacou um dos desafios que a Capes tem enfrentado nos últimos tempos, a formação na área tecnológica. De acordo com Guimarães, a importância de investir em capacitação tecnológica está ligada ao desenvolvimento de projeto de país. "Trata-se de um segmento que gera emprego, desenvolvimento, renda e distribuição de renda", afirmou.

O representante da CNI, Rafael Lucchesi, reafirmou a importância de o governo investir neste segmento. "Formamos muitos advogados, mas poucos engenheiros. Essa formação precisa surgir da indução em forma de políticas públicas do Estado", explicou Lucchesi.

A Comissão Especial da Reforma Universitária foi criada para propor um novo modelo de gestão para as universidades públicas e privadas no país. Informações adicionais podem ser obtidas na comissão pelo telefone (61) 3216-6232.
 

Fonte: Jornal da Ciência
 

Discípulo do também húngaro Georg Lukács, Mészáros é considerado um dos maiores pensadores marxistas da atualidade. Sua obra é fundamental para o entendimento do sistema do capital, bem como de sua crise estrutural e da sua necessária superação. Alguns dos mais importantes intelectuais do Brasil e do exterior ajudam a construir sua trajetória de reflexão e de lutas, sob o legado marxista. O seminário, para além da análise e do balanço da obra de grandes autores clássicos e contemporâneos, pretende abrir novos caminhos e perspectivas.

 

Inscrições

Todas as palestras serão públicas e gratuitas. Apenas para a emissão de certificados será cobrada uma taxa prévia de R$ 15,00. Os interessados devem fazer sua inscrição e o pagamento da taxa até as 16 horas do dia 17 de agosto (segunda-feira). O depósito deve ser identificado* e, para tanto, feito diretamente em um caixa do Banco Itaú.

 

Seguem abaixo os dados bancários:
Banco Itaú
Jinkings Editores Associados Ltda.
CNPJ: 00.558.458/0001-60
Agência 2925
c/c 03559-0
* O depósito será identificado pelo cpf do pagante.
 

 

Além do pagamento, para efetuar a inscrição deve ser feito um cadastro, enviando um email para [email protected], com o assunto “Pedido de inscrição para certificado”.
No caso específico de São Paulo, será exigida a participação em pelo menos cinco das oito mesas previstas na USP para a obtenção do certificado. Haverá listas de presença nos eventos.

 

Programação

 

USP (São Paulo) 
Auditório da História (FFLCH)
Rua do Lago, 717 – Cidade Universitária
 

18/8, terça-feira
14h: O poder da ideologia
Miguel Vedda, Osvaldo Coggiola, Virginia Fontes e Wolfgang Leo Maar
19h: Trabalho e alienação
Giovanni Alves, Jesus Ranieri, Ricardo Antunes e Ruy Braga
 

19/8, quarta-feira
14h: Marx, Lukács e os intelectuais revolucionários
Antonino Infranca, Emir Sader, Maria Orlanda Pinassi e Ricardo Musse
19h: Para além do capital – a crise estrutural do capital
Edimilson Costa, François Chesnais, Jorge Beinstein e Leda Paulani
 

20/8, quinta-feira
14h: Para além do capital – lógica destrutiva e questão ambiental
Brett Clark, Carlos Walter Porto-Gonçalves, Mohamed Habbib e Plínio de Arruda Sampaio
19h: Educação e socialismo
Afrânio Mendes Catani, Décio Saes, Isabel Rauber e Roberto Leher
 

21/8, sexta-feira
14h: Marxismo, lutas sociais e revolução na América Latina
Aldo Casas, Francisco de Oliveira, Gilmar Mauro e Lúcio Flávio de Almeida
19h: CONFERÊNCIA – A necessária reconstituição da dialética histórica
István Mészáros (precedido por um solo de Bach em viola, por Susie Mészáros)

 

UNESP (Araraquara) 
Anfiteatro B
Rod. Araraquara – Jaú Km1
 

24/8, segunda-feira
19h30: A crise estrutural do capital
Aldo Casas, Gilmar Mauro e Maria Orlanda Pinassi

 

UNICAMP (Campinas) 
Auditório I (IFCH)
Cidade Universitária – Barão Geraldo
 

25/8, terça-feira
14h: A crise estrutural do capital
Aldo Casas, Caio Navarro de Toledo, Plínio de Arruda Sampaio Jr. e Ricardo Antunes

 

CUFSA (Santo André) 
Auditório do Colégio da FSA
Av. Príncipe de Gales, 821
 

26/8, quarta-feira
19h30: Crise do capital e perspectivas do trabalho
Antonio Rago Filho, Everaldo de Oliveira Andrade, Livia Cotrim e Miguel Vedda

 

UERJ (Rio de Janeiro) 
Auditório 11
Rua Sao Francisco Xavier, 524 – Maracanã
 

25/8, terça-feira
18h: A necessária reconstituição da dialética histórica
István Mészáros; comentários de Emir Sader e Gaudêncio Frigotto

 

UFRJ (Rio de Janeiro) 
Auditório Pedro Calmon
Av. Pausteur, 250 – Urca
 

26/8, quarta-feira
17h30: Perspectiva do socialismo hoje
Carlos Nelson Coutinho, Jorge Giordani e José Paulo Netto
19h30: Conferência – A necessária reconstituição da dialética histórica
István Mészáros (precedido por um solo de Bach em viola, por Susie Mészáros)

 

UFRGS (Porto Alegre)
Av. Paulo Gama, 110
 

27/8, quinta-feira (Salão de festas da reitoria)
18h: Conferência – A necessária reconstituição da dialética histórica
István Mészáros; comentários de Jorge Giordani
 

28/8, sexta-feira (Auditório da Faculdade de Economia)
14h: A transição para além do capital em Mészáros
Carla Ferreira, Jorge Giordani e Nildo Ouriques

 

CEFET-MG (Belo Horizonte) 
Auditório do Campus 1
Av. Amazonas, 5253
 

27/8, quinta-feira
15h: Para além do capital: crise do capital e perspectivas do trabalho
Ester Vaisman, Milney Chasin, Nicolas Tertulian e Rodrigo Dantas

 

UNB (Brasília) 
Anfiteatro 09/ICC-Norte
ICC – Ala Norte
 

1/9, terça-feira
15h: A crise estrutural do capital e o desafio do socialismo no século XXI
Gilson Dantas, Rodrigo Dantas e Valério Arcary

 

Fonte: Boitempo Editorial

As inscrições devem ser feitas pessoalmente ou por procuração, de segunda a sexta-feira, das 14h30 às 17h, na secretaria do programa, que fica na sala 4234, 4º andar do prédio da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, à avenida Antônio Carlos, 6627, campus Pampulha. Serão aceitas também inscrições pelo Correio, desde que sejam enviadas com remessa sedex e tenham data de postagem até 11 de setembro para o doutorado e até 18 de setembro para para o mestrado.
Mais informações pelo telefone (31) 3409 5072 ou pelo e-mail [email protected].

Informações detalhadas poderão ser obtidas nos E-mail descritos.

Centro de Energia Nuclear Na Agricultura – CENA
[email protected]
01 Professor Titular, referência MS-6, em RDIDP, junto à Divisão de Produtividade Agroindustrial e Alimentos.
Inscrições abertas pelo prazo de 180 dias, no período de 06/05 a 03/11/2009. Diário Oficial de 06/05/2009.
Edital 004/2009

Escola de Artes, Ciências e Humanidades – EACH
[email protected]
02 Professores Titulares, referência MS-6, em RDIDP (dedicação exclusiva), na área de conhecimento Artes, Ciências e Humanidades.
Inscrições abertas pelo prazo de 180 dias, no período de 16.02 a 14.08.2009. Diário Oficial de 13.02.2009.
Edital 006/2009

Fonte: USP

O tema do ensaio contemplará obrigatoriamente referências temáticas da vida e obra de Euclides da Cunha, bem como de sua repercussão na literatura brasileira.


Os trabalhos deverão ter de 8 a 12 laudas (incluída a bibliografia), com formatação Times New Roman, fonte 12, espaço 2, alinhamento justificado. Deverão, ainda, ser entregues em 3 (três) vias, sem identificação de autoria, em envelope lacrado e acompanhado de uma ficha de inscrição onde conste:


1. nome do autor; 
2. título do trabalho;
3. endereço para correspondência; 
4. telefones;
5. e-mail; 
6. instituição a que está filiado;
7. nível: aluno de graduação, aluno de especialização, aluno de mestrado, aluno de doutorado.
Os trabalhos poderão ser entregues no Setor de Literatura Brasileira (UFRJ/ Faculdade de Letras/ Ilha do Fundão), ou remetidos pelo correio para Condomínio Boa Vista, rua 2, casa 300. Itaipu. Niterói. RJ. CEP 24.346-000, a/c da Profa. Anélia Montechiari Pietrani.

As inscrições dos trabalhos acontecerão até 1º de setembro de 2009, considerando-se, no caso de remessa por via postal, a data de postagem nos Correios. Os trabalhos inscritos não serão devolvidos.

O resultado do concurso será divulgado durante a Semana Euclides da Cunha-UFRJ, que acontecerá de 29 de setembro a 1 de outubro de 2009, na Faculdade de Letras da UFRJ.
Os dois melhores ensaios (um de Graduação e outro de Pós-Graduação) serão premiados com livros e publicados nos anais da Semana Euclides da Cunha.

Fonte: UFRJ

Reunida no dia 5 de agosto, na sede da ABC, no RJ, a comissão julgadora decidiu conceder cinco bolsas para a área de Ciências Biomédicas, Biológicas e da Saúde, uma à área de Física e uma à área de Química. As selecionadas são:

– Ciências Físicas

Elysandra Figueredo, da USP, com o projeto "Formação de Estrelas de Alta Massa"

– Ciências Químicas

Annelise Casellato, da UFRJ, com o projeto "Desenvolvimento de Novos Complexos com Potencial Atividade Biorremediadora"

– Ciências Biomédicas, Biológicas e da Saúde

Alexandra Ioppi Zugno, da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc), com o projeto "Avaliação da atividade da acetilcolinesterase e alterações comportamentais induzidas por ketamina em um modelo animal de esquizofrenia em ratos"

Flavia Carla Meotti, da UFSC, com o projeto "Envolvimento do receptor TRPA1 na hipersensibilidade da bexiga urinária"

Lea Tenenholz Grinberg, da USP, com o projeto "Demência vascular, uma doença prevenível, pode ser muito mais comum do que imaginada. Um estudo com autopsias de casos pertencentes ao Banco de Encéfalos Humanos do Grupo de Estudos em Envelhecimento Cerebral da FMUSP"

Sheila Cavalcante Caetano, da USP, com o projeto "Estudo genético do sistema dopaminérgico em famílias de crianças com transtorno do humor bipolar"

Valeria Cristina Sandrim, da Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte, com o projeto "Avaliação da expressão gênica global em culturas de células endoteliais incubadas com plasma de gestantes com pré-eclâmpsia severa: enfoque no valor preventivo e terapêutico dessa ferramenta (microarray)"

Julgamento

Participaram da reunião que escolheu as vencedoras da bolsa Suely Bordalo, diretora científica da L’Oréal Brasil; Pedro Lessa, representando a Unesco; e os membros titulares da ABC, Jacob Palis e Marcelo Miranda Viana da Silva, das Ciências Matemáticas; Beatriz Leonor Silveira Barbuy e Belita Koiller, das Ciências Físicas; Lucia Mendonça Previato e Mayana Zatz, das Ciências Biomédicas; e Francisco Mauro Salzano, das Ciências Biológicas.

Os relatos dos acadêmicos Cid Bartolomeu de Araújo, das Ciências Físicas e Jailson Bittencourt de Andrade, das Ciências Químicas, impossibilitados de comparecer, foram lidos durante a reunião.

Após exame detalhado dos currículos e avaliação da qualidade e viabilidade de execução dos projetos pelas proponentes, a comissão identificou as melhores candidatas nas áreas de Ciências Biomédicas, Biológicas e da Saúde, Ciências Físicas e Ciências Químicas.

No caso das Ciências Matemáticas, entendeu-se que, embora a lista de candidatas inclua jovens pesquisadoras muito promissoras, nenhuma atendeu aos critérios da comissão. Foi observado que esse fato deve estar ligado a especificidades da Matemática, onde a publicação de artigos científicos normalmente só tem início algum tempo após a defesa da tese.

As vencedoras receberão uma bolsa auxílio grant no valor equivalente a US$ 20.000 (vinte mil dólares) cada. A cerimônia de premiação acontecerá na cidade do Rio de Janeiro, no dia 23 de setembro.

Fonte: Jornal da Ciência

Para traçar a imagem do país construída pela música, o sociólogo Daniel Martins, da UFMG, selecionou 165 composições dentre as cerca de cinco mil músicas mais tocadas lançadas no período escolhido. Na triagem, foram descartadas as músicas cantadas por artistas brasileiros em idioma que não fosse o português, as composições estrangeiras e as que versavam sobre o amor romântico, devido à vastidão de composições que se dedicam a esse assunto.

As canções restantes se dividiam em nove temáticas. O pesquisador então escolheu para a análise os temas mais recorrentes: religiosidade, política, gênero e sexualidade, questões étnico-raciais e assuntos urbanos. Apesar de ter descartado alguns temas, como mobilidade social e meio ambiente, o sociólogo ressalta a importância de todos os assuntos abordados nas composições para se compreender o Brasil.

A análise mostra que algumas questões figuram há décadas na música brasileira, como a vida nas favelas e o preconceito religioso, de gênero e racial. “Isso acontece porque esses são problemas que ainda hoje não têm solução”, justifica Martins.

Caixa de surpresas

O estudo também revela mudanças inesperadas de comportamento. Um exemplo é que o número de canções que falam da emancipação feminina de forma positiva cresceu, embora o Brasil seja considerado um país machista. Segundo o sociólogo, no início as músicas eram extremamente machistas. “Com o passar do tempo, a construção da imagem de uma mulher mais forte se torna constante e positiva e se iguala à imagem masculina”, diz Martins. “Foi a única temática com avanços significativos”, completa.

Outra conclusão surpreendente da análise diz respeito à representatividade das diferentes religiões nas músicas. Apesar da estimativa de que 89% da população brasileira sejam cristãos – entre católicos e evangélicos –, o cristianismo não tem tanto destaque.

Segundo Martins, as crenças afro-brasileiras são mais citadas, principalmente pelos artistas da MPB e do samba, gêneros que estão entre os mais difundidos pelas rádios. Mas ele frisa que umbanda, candomblé e outras religiões de matriz africana são mais bem aceitas na música do que no cotidiano. Já os cantores católicos e evangélicos ficam restritos a alguns nichos, o que dificulta o aparecimento de suas canções entre as mais tocadas no país.

O pesquisador ressalta que seu trabalho mostra a validade da música como objeto de estudo sociológico, embora este seja um caminho não convencional no meio acadêmico. Frente à escassez da literatura sobre sociologia musical no Brasil, Martins buscou na antropologia, na comunicação e na história as bases teóricas para sua pesquisa. “A música se mostrou um instrumento rico e pouco explorado que nos permite interpretar pedaços da nossa brasilidade”, avalia. E completa: “Quando você lê nas entrelinhas, você vê um Brasil profundo.” 

Raquel Oliveira
Ciência Hoje On-line