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Para ministério, parte do texto que fala sobre ensino religioso fere legislação e pode gerar discriminação em escolas públicas. Itamaraty diz que o MEC deu parecer favorável ao artigo em dezembro de 2007; a CNBB nega privilégio à Igreja Católica no acordo.

 

Um artigo sobre ensino religioso faz com que o acordo entre o Brasil e a Santa Sé seja criticado dentro do próprio governo federal. O documento foi assinado em novembro de 2008 e está prestes a ser votado no Congresso Nacional.

Um dos pontos do texto diz que "o ensino religioso, católico e de outras confissões religiosas, de matrícula facultativa, constitui disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental".

A discórdia está na expressão "católico e de outras confissões religiosas". Isso porque a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, de 1996, ao falar sobre o ensino religioso, não menciona nenhuma fé específica e também veda o "proselitismo", ou seja, a promoção de uma religião.

Por isso, em parecer datado de junho deste ano, a Coordenadoria de Ensino Fundamental do MEC afirma que o acordo fere a legislação brasileira e poderá gerar discriminação dentro da escola pública. No caso da particular, o documento ressalta que as instituições de ensino cristãs têm autonomia para deliberar sobre o conteúdo.

Controvérsia

O Itamaraty diz que o MEC havia dado parecer favorável ao artigo em dezembro de 2007. Já o ministério afirma que já havia manifestado sua discordância anteriormente.

A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) nega privilégio à Igreja Católica no artigo. "Por que aparece "católico’? Porque está falando do acordo com a Igreja Católica. Se fosse com a religião budista, diria "budista e de outras confissões religiosas’", disse na sexta-feira dom Geraldo Lyrio Rocha, presidente da entidade.

"O fato de o texto nomear uma religião e referir outras a esta a coloca em uma situação de privilégio", rebate Maria José Rosado Nunes, coordenadora-geral da ONG Católicas pelo Direito de Decidir.

A ONG encomendou ao instituto Ibope pesquisa que mostra que a maior parte da população brasileira rejeita a ideia de a Igreja Católica ganhar mais poderes no país.

Foram entrevistadas 2.002 pessoas de todo o país. Era feita a afirmação: "Atualmente, existe no Congresso uma proposta de acordo entre o Brasil e a Igreja Católica, que dará mais direitos à Igreja Católica em território nacional". Em seguida, os entrevistados diziam se concordavam ou não com três frases que eram lidas.

O resultado reforça o apoio à laicidade: para 46%, "o governo não deve fazer acordo com nenhuma religião, pois não existe uma religião oficial no país". Para outros 32%, ele não deve ser feito porque desrespeita outras religiões. Ou seja, 78% são contrários ao acordo. Manifestaram-se favoravelmente 15% dos entrevistados, por ser o catolicismo a religião da maioria dos brasileiros.

Para a CNBB, a formulação da pergunta foi tendenciosa, porque sugere um privilégio aos católicos.

(Folha de SP, 25/8)

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) abriram as inscrições para o segundo cronograma do Edital Nº 007/2009 – ARC. O objetivo é apoiar a realização no Brasil de congressos, seminários, ciclos de conferências e outros eventos relacionados à Ciência, Tecnologia e Inovação, entre 1º de janeiro e 30 de junho de 2010.

No total, são R$ 20 milhões em recursos globais, R$ 15 milhões do CNPq e R$ 5 milhões da Finep. Os eventos marcados para o segundo semestre de 2009 receberão R$ 12 milhões e, para o primeiro semestre de 2010, serão destinados R$ 8 milhões. Poderão apresentar propostas pesquisadores, professores e especialistas vinculados a instituições de ensino superior, centros e institutos de pesquisa e desenvolvimento públicos e privados, empresas públicas ou dirigentes de associações científicas ou tecnológica de âmbito nacional.

Os projetos deverão ter prazo máximo de execução de 12 meses. As propostas estão enquadradas nas seguintes faixas: eventos novos e/ou episódicos com histórico inferior a dez anos; eventos regulares de pequeno porte com histórico superior a dez anos; eventos regulares de médio porte com histórico superior a dez anos; e eventos regulares de grande porte com histórico superior a dez anos.

Os interessados devem enviar as propostas até 26 de setembro, por meio do Formulário de Propostas Online, disponível na Plataforma Carlos Chagas. A divulgação dos resultados no Diário Oficial da União está prevista para dezembro deste ano. Para mais informações acesse o edital: http://www.cnpq.br/editais/ct/2009/docs/007a.pdf

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do CNPq
 

A promessa mais palpável das células-tronco começa a sair do papel. Pesquisadores nos EUA conseguiram usar versões reprogramadas dessas células para simular, em laboratório, uma moléstia devastadora do sistema nervoso. De quebra, usaram isso para testar remédios contra ela.

O ponto crucial é que as células foram obtidas de crianças e adolescentes com a doença. Por isso, são geneticamente idênticas aos neurônios dos doentes e permitem estudar o problema com grande precisão.

Lorenz Studer e seus colegas do Instituto Sloan-Kettering, em Nova York, relatam os resultados em artigo na revista científica "Nature" desta semana. A moléstia estudada é a disautonomia familiar, que atinge famílias de origem judaica.

Por causa de uma troca numa "letra" química de DNA, os portadores sofrem degeneração dos neurônios sensoriais (tendo problemas na percepção da dor ou no paladar) e autônomos (que controlam a respiração e a digestão). Poucos chegam aos 30 anos de idade.

Reprogramação celular

É muito difícil estudar a evolução da doença, conta Studer. "As pessoas tentavam fazer isso com camundongos, mas os bichos morriam cedo demais." Contudo, a história seria outra se fosse possível enxergar a progressão do sistema nervoso dos próprios doentes. Entra a cena a reprogramação celular.

Adicionando certos genes a uma célula da pele, por exemplo, dá para fazer com que ela "pense" ser uma célula-tronco embrionária -capaz, portanto, de assumir o papel de qualquer tecido do corpo. Ela se transforma numa célula iPS, conhecida como célula-tronco "ética", porque não envolve destruição de embrião.

Usando outras substâncias, é possível transformar essa célula em num neurônio (veja quadro). Tal neurônio terá a mesma carga genética do paciente e, espera-se, vai se comportar de forma muito parecida com os neurônios naturais.

E é o que os dados obtidos indicam. O estudo verificou que os neurônios assim produzidos não conseguem assumir sua função correta no sistema nervoso, o que explicaria os sintomas dos pacientes.

Stevens Rehen, biólogo da UFRJ, aponta outro detalhe. "Eles mostraram que os neurônios obtidos também têm dificuldade de migrar de um lugar para outro", conta. Isso impediria que as células assumissem sua posição correta.

Testes abrem possibilidades

Rehen também ressalta o fato de que os pesquisadores usaram as células para testar drogas contra a doença. Um exemplo é a cinetina, um hormônio vegetal que se mostrou capaz de impedir a produção da proteína doente codificada pelo gene alterado dos pacientes. "Para testar medicamentos, a resposta desse tipo de modelo será bem melhor do que o que vemos em camundongos nocauteados", diz Studer.

Alguns especialistas apontam até que esse será o principal e talvez o único uso biomédico das células-tronco no futuro próximo, porque ainda é difícil controlar a especialização delas. Transplantá-las em pessoas ainda envolve incertezas, como o risco de tumores. "Creio que há certo grau de verdade nessa visão", diz Studer. "Em doenças como o mal de Alzheimer, na qual há danos extensos em várias áreas do cérebro, esse tipo de transplante seria mesmo inútil."

Fonte: Reinaldo José Lopes, Folha de S. Paulo – 20.08.09

Criado em 2000, o prêmio visa a valorizar ações voltadas ao desenvolvimento sustentado em diversas comunidades, que podem ser utilizadas como exemplo aplicável às mais variadas situações geoeconômicas do país.

Podem concorrer projetos de empresas, organizações não-governamentais, indivíduos e instituições do poder público de qualquer ponto do território nacional, associados ou não à entidade promotora, com iniciativas e projetos de destaque em três categorias: Humanidade, Tecnologia e Natureza.

Os projetos serão avaliados por uma comissão constituída por empresários, lideranças sociais, especialistas em cultura e sociedade e jornalistas especializados nas áreas social, cultural e ambiental. Serão considerados especialmente projetos cujo significado coletivo e resultados contribuíram para o desenvolvimento sustentável, independentemente do porte, local de realização e dos recursos investidos.

Os melhores trabalhos em cada uma das três categorias receberão um troféu e um diploma. Os projetos premiados serão divulgados, de forma resumida, em português e alemão na revista Brasil-Alemanha, publicação oficial da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha.

A entrega dos troféus ocorrerá no dia 24 de novembro de 2009, em São Paulo.

Mais informações: www.premiovonmartius.com.br

Fonte: SBPC-PE

O Colóquio Internacional "Novos Padrões de Acumulação Urbana na Produção do Habitat: Olhares Cruzados Brasil – França" ocorre de 14 a 18 de setembro, no Campus Recife da UFPE. O evento é promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Urbano (MDU) e pelo Núcleo de Gestão Urbana e Políticas Públicas (Nugepp) da UFPE e tem como tema "Novos Padrões de Acumulação Urbana na Produção do Habitat. Olhares Cruzados Brasil – França". O colóquio é chancelado conjuntamente pelos Comissariados Brasileiro e Francês como atividade do Ano da França no Brasil.

As inscrições já podem ser feitas através de deposito bancário, no Banco do Brasil, Agência 4890-9, Conta Corrente 5469-0. O valor é de R$ 100,00 para professores, pesquisadores e profissionais e de R$ 50,00 para estudantes. As inscrições efetuadas até dia 31/08 têm 20% de desconto. O credenciamento será realizado no dia 14 de setembro, a partir das 8h, no hall do Centro de Artes e Comunicação (CAC).

A solenidade de abertura ocorrerá no dia 14 de setembro, às 18h. Às 19h, será proferida a conferência de abertura pelo professor François Chesnais da Université de Paris XIII Villetaneuse, intitulada: "A Natureza da Crise Econômica e Financeira Atual, sua Durabilidade Plausível e Algumas de suas Consequências para Vida Cotidiana das Grandes Cidades e para o Mercado Imobiliário", seguida de debate com a professora da UFPE, Tânia Bacelar de Araújo.

No segundo dia do evento (15/9), a programação da manhã fica por conta da Conferência da professora Ermínia Maricato da USP: "Novas tendências da produção imobiliária no Brasil", das 9h às 10h e da mesa-redonda "O mercado imobiliário-turístico e os espaços residenciais fechados e/ou vigiados", das 10h às 12h30.

No terceiro dia (16/9), acontece a conferência da professora Ana Clara Torres Ribeiro. Ippur/UFRJ: "Acumulação urbana e segregação socioespacial do habitat" das 9h às 10h e a mesa-redonda "A segregação socioespacial e a apropriação dos espaços públicos", das 10h às 12h30. No dia 17 (quinta), das 9h às 10h, será realizada a conferência do professor da professor Université Paris 12, Créteil, Jean- Claude Driant: "A questão da habitação na França e as análises sobre as políticas nacionais e locais", seguida da mesa-redonda "Produção social do habitat" das 10h às 12h30, e a conferência de encerramento "As transformações econômicas do mercado imobiliário e a segregação socioespacial e política das cidades". No dia 18, será realizada visita às áreas representativas do fenômeno do habitat urbano na Região Metropolitana do Recife.

As sessões temáticas acontecem de 15 a 17 de setembro, das 14h às 17h, divididas nos seguintes subtemas: Acumulação Urbana Capitalista; Produção do Espaço e Mercado Imobiliário; Mercado Imobiliário Informal; Produção Social do Habitat; Arranjos Institucionais de Governança e Produção Imobiliária; Gestão da Cidade, Atores e Interesses.

 

Fonte: SBPC-PE







Portais de 49 instituições de pesquisa científica brasileira estão entre os mais acessados da área no mundo. O ranking, que lista duas mil instituições, foi divulgado pelo Cybermetrics Lab, um grupo de pesquisa pertencente ao Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC), o maior organismo público de investigação da Espanha. Entre as organizações nacionais, estão o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), primeiro lugar no Brasil e 44º no mundo; a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), segunda no Brasil e 88ª no mundo e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), terceira no Brasil e 112ª no mundo.

O levantamento considerou parâmetros como o número de páginas web recuperadas dos buscadores Google, Yahoo, Live Search e Exalead, o número total de links de sites externos recebidos, a quantidade de formatos Adobe Acrobat (pdf), Adobe PostScript (ps), Microsoft Word e Powerpoint recuperados pelos buscadores no site considerado e o número de citações do domínio acadêmico recuperadas pelo Google Scholar (ferramenta que permite pesquisar em trabalhos acadêmicos, literatura e artigos variados).

Outras instituições brasileiras que aparecem na lista são o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), quarto no Brasil e 140º no mundo; o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), quinto no Brasil e 148º no mundo; o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sexto no Brasil e 171º no mundo; o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), sétimo no Brasil e 178º no mundo; o Instituto Nacional de Metrologia (Inmet), oitavo no Brasil e 230º no mundo; o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), nono no Brasil e 233º no mundo e o Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa), décimo no Brasil e 235º no mundo.

O Cybermetrics Lab é um grupo de pesquisa dedicado à análise quantitativa do conteúdo da internet e especialmente àquelas relacionadas com os processos de geração e comunicação de conhecimentos científicos acadêmicos. Esta é uma nova disciplina emergente que tem sido chamado Cybermetrics ou Webometrics.

Por meio deste ranking, Cybermetrics Lab pretende motivar acadêmicos e instituições que têm presença na web. Se o site de uma instituição tem desempenho abaixo do esperado, de acordo com a posição de excelência acadêmica, deveria reconsiderar a política na web, promovendo um aumento substancial do volume e qualidade das publicações.

Fonte: Boletim Eletrônico LQES NEWS (publicação eletrônica quinzenal gratuita, do Laboratório de Química do Estado Sólido, do Instituto de Química da UNICAMP, Campinas, São Paulo, Brasil)

 

No último final de semana, cerca de 30 APGs, comissões Pró-APGs e Universidades e 70 pós graduandos reuniram-se, na cidade de São Carlos, para o 37º Conselho Nacional de Associações de Pós-graduandos da ANPG.

Com o tema “Os Desafios para a pós-graduação brasileira frente à crise mundial: Cortes no orçamento, PNPG (Plano de Pós Graduação) e PL (PL dos pós-graduandos)”, o CONAP se mostrou um qualificado espaço de debate e organização dos pós-graduandos brasileiros e traçou encaminhamentos importantes para a efetivação de suas pautas reivindicativas. O CONAP também lançou duas importantes campanhas: Dossiê do REUNI – que visa colher opiniões de pós-graduandos de todo o Brasil sobre a implementação do Plano de Reestruturação e Apoio à Expansão das Universidades Federais – e a Caravana dos Pós-graduandos, que visa centralmente a recomposição do orçamento dos ministérios de Ciência e Tecnologia e da Educação e a aprovação do PL dos Pós-graduandos.

Para Hugo Valadares, presidente da ANPG, o CONAP foi um marco para a luta dos pós-graduandos e para a organização da ANPG. “Conseguimos aprovar uma pauta reivindicativa, desenvolvida pelas APGs, que será encaminhada a Brasília na nossa caravana. A partir daí, pretendemos de fato aprovar o PL dos pós-graduandos, que visa estabelecer critérios para os valores das bolsas de fomento, e garantir um maior investimento em ciência e tecnologia.”      

Programação do CONAP

O CONAP começou por volta das 10h do dia 30 de maio com a saudação da ANPG e das APGs realizadoras do Conselho: APG-UFSCar e APG-USP São Carlos.
 
Logo após a saudação, foi iniciada a mesa “ANPG em movimento: em defesa dos direitos dos pós-graduandos”, com Vladmir Silveira, doutor em direito pela PUC e ex-diretor da ANPG; e com Luisa Barbosa, mestranda em Sociologia e Antropologia pela UFRJ e diretora de comunicação da ANPG.

A mesa, que contou com ampla participação de APGs de diversas partes do Brasil, destacou a importância do investimento em ciência e tecnologia e da ampliação dos direitos dos pós graduandos. “A ciência do Brasil é feita principalmente pelos pós-graduandos, que desenvolvem pesquisas cotidianamente. Valorizar esses agentes é também investir na ciência do Brasil e no desenvolvimento nacional”, destacou Luisa Barbosa. As APGs também, a partir da discussão no plenário, levantaram a importância da mobilização dos pós-graduandos brasileiros e da organização de Associações de Pós-graduandos em cada universidade e instituição de ensino.
 
À tarde, o Conselho se concentrou no debate atual sobre a crise econômica e o impacto para a pós-graduação brasileira. Com o tema “A pós-graduação e a pesquisa frente à crise econômica mundial”, os presentes debateram sobre a origem da crise, seus desdobramentos e o papel do movimento social nesse cenário. A mesa contou com Antônio Carlos Spis, da CMS (Coordenação dos Movimentos Sociais); Edison Cardoni, do CONDSEF; e Celina Arêas, da CONTEE.

Após o debate, os pós graduandos ainda se reuniram em 3 grupos de discussão com o tema: “Desafios para o Movimento  Estudantil de Pós-graduação no atual período”  e encaminharam importantes sugestões para a ação da ANPG. Entre elas, destacou-se a proposta de uma caravana para Brasília a fim de pressionar pela aprovação da pauta reivindicativa da entidade. 
 
No último dia, após informes das APGs presentes e das comissões de trabalho da ANPG sobre o PNPG (Plano Nacional de Pós-graduação) e sobre o REUNI, inicio-se a plenária final.

A plenária aprovou as propostas e encaminhamentos apresentados nos grupos de discussão, a pauta reivindicativa da ANPG para a Caravana dos Pós-graduandos e três moções apresentadas pelas APGs presentes. Foi aprovado ainda o Regimento do XXII Congresso da ANPG.

Confira abaixo à pauta reivindicativa da ANPG:   

PAUTA NACIONAL DE LUTAS:

Recomposição do orçamento do MCT e MEC de 2009;
Aprovação do PL dos Pós-Graduandos;
Direito à licença-maternidade para todas as pós-graduandas;
Direito ao meio-passe;
Direito à meia-entrada;
Valorização e ampliação das bolsas;
Aumento do número de bolsas;
Taxa de bancada para todos os pós-graduandos;
Mobilidade Acadêmica para o pós-graduando;
Auxílio Tese para todos os pós graduandos;
Política de incorporação de jovens mestres e doutores no mercado de trabalho;
Pelo desenvolvimento de políticas de assistência estudantil para os pós graduandos nas universidades;
Defender a expansão da universidade pública e institutos de pesquisa, como forma de democratização da educação, combate à crise incorporação qualificada de mestres e doutores;
Que as universidades públicas tenham dotação orçamentária própria para o investimento de pesquisa de forma autônoma
Criação de uma ampla Caravana dos pós-graduandos: luta por nossas pauta de reivindicação. 

Indicativo de data: 2ª semana de agosto e que coincida com a data de reunião da comissão de tributação e finanças.   

 

De São Carlos, Luisa Barbosa

Documento do Conselho Nacional de Educação (CNE) relaciona desafios que deverão ser superados nos próximos dez anos. Entre eles, a eliminação do analfabetismo, a expansão da educação profissional e a ampliação do investimento em educação pública. ANPG concorda com bandeira apresentada, de vinculação de 10% do PIB para investimentos em Educação.

A comissão nacional preparatória da 1ª Conferência Nacional de Educação (Conae) recebeu nesta quarta-feira (19) um documento do Conselho Nacional de Educação (CNE) que visa orientar e subsidiar as discussões. O documento aborda a educação básica e superior, traça prioridades e os desafios para o período de 2010 a 2020.
 

De acordo com o coordenador da comissão preparatória da Conae e secretário executivo adjunto do Ministério da Educação (MEC), Francisco das Chagas, a contribuição do CNE representa "uma soma de forças" que une a sociedade civil, o poder público e o parlamento.
 

Financiamento

Além de avaliar a execução do Plano Nacional de Educação, aprovado pelo Congresso Nacional em 2001, com vigência até 2010, o CNE relaciona dez desafios que deverão ser superados nos próximos dez anos. Entre os desafios, Chagas destaca a eliminação do analfabetismo, a expansão da educação profissional e a ampliação do investimento em educação pública em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). O documento sugere que a educação alcance 10% do PIB, em 2014.
 

Para a diretora de instituições particulares da ANPG, Gisele Natali, a bandeira do financiamento deve mesmo ser central, pois "o financiamento é fundamental para garantir, por exemplo, acesso e permanência, qualificação e plano de carreira para os profissionais da educação". Gisele espera que uma política de qualificação dos docentes possa significar um número maior de titulados (mestres e doutores) em todos os níveis de ensino, e finaliza: "o financimento é fundamental, mas não garantirá a qualidade se não vier acompanhado de uma política de democratização do conhecimento".

Senado e Câmara
 

Também na quarta-feira, os representantes da comissão nacional tiveram reuniões de trabalho com os presidentes das comissões de Educação do Senado, Flávio Arns, e da Câmara, Maria do Rosário. Nos dois encontros, a comissão solicitou a participação das instituições e, individualmente, de senadores e deputados, nas fases preparatórias nos municípios e nos estados e no evento nacional, que será em Brasília, de 28 de março a 1º de abril de 2010.
 

A presidente da Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados, Maria do Rosário (PT/RS), disse que a Conae é uma das prioridades da comissão. Para contribuir com a divulgação e os debates, ela anunciou a realização de seis encontros regionais e um seminário nacional.
 

Os encontros regionais acontecerão entre 17 de setembro e 13 de novembro. O primeiro será em Cuiabá, em 17 e 18 de setembro.

Da Redação, com informações do Jornal da Ciência

Fórum Nacional de Secretários Municipais da Área de Ciência e Tecnologia quer popularizar o conhecimento científico para que ele faça parte do dia a dia das cidades

A diretriz foi traçada durante a 55ª Reunião Geral da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), realizada nesta quinta-feira, dia 20, no Rio. O objetivo é promover a desmistificação da ciência e tecnologia, conforme destacou a vice-presidente do fórum, Edna Antonelli, em entrevista à Agência Brasil.

 

"Porque ciência e tecnologia ficam muito como se fossem hi-tech, uma coisa que está muito distante do dia a dia. E não é isso. O que a gente quer mostrar para os municípios é que a ciência está no nosso cotidiano e a gente tem que quebrar esse paradigma", disse a secretária.

 

Edna lembrou que ciência e a tecnologia podem ser aplicadas na saúde, na educação, na tecnologia da informação e acrescentou que essas áreas do conhecimento estão ligadas ao desenvolvimento econômico e à inclusão social.

 

Ela destacou, ainda, a necessidade de que o próprio Poder Público perceba isso e entenda que ciência e a tecnologia podem ser compartilhadas por todas as secretarias de âmbito municipal. "Isso é muito importante", reforçou.

 

Parceria firmada pelo fórum com o Ministério da Ciência e Tecnologia e a Frente Nacional de Prefeitos permite a realização de cursos em várias cidades, divulgando, entre os gestores, o que já vem sendo feito na área de C&T, além das escolas, como incubadoras de empresas e centros de tecnologia.

 

Edna citou as cooperativas de artesanato como exemplo da presença da ciência entre o povo. "Muitas vezes, essas iniciativas são desconhecidas na própria região", afirmou.

 

Seminários no nordeste

Os próximos seminários para formação de gestores públicos em C&T, cujos projetos serão, posteriormente, levados ao ministério, serão realizados em Recife, Fortaleza e São Luís. Atendendo a uma solicitação do ministério, o fórum vai concentrar os cursos nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, onde há mais dificuldade em se trabalhar ciência e tecnologia.

 

O secretário municipal de Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro, Rubens Andrade, enfatizou a importância da articulação dos municípios e estados com o Ministério da Ciência e Tecnologia para a disseminação do conhecimento científico e sua aplicação no cotidiano.

(Alana Gandra, da Agência Brasil)