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Em menos de 100 dias de governo, o Ministro da Educação, Ricardo Vélez, foi demitido. É nítida a fragilidade e o amadorismo do governo de Bolsonaro para comandar o Brasil. O próprio assume isso ao afirmar que não nasceu para ser presidente da República.

A curta passagem do ex-ministro Vélez combinou a falta de experiência administrativa a um nefasto projeto educacional, o que trouxe um resultado explosivo. A lista dos estudantes do FIES não enviadas para as universidades, R$170 mil desperdiçados com demissões, atraso na elaboração da prova do ENEM, ameaças de alterações das questões do ENEM com critérios ideológicos, carta enviada para as escolas com o slogan político da campanha eleitoral foram alguns dos descalabros protagonizados pelo ex-ministro. Num último esforço para se manter no posto, Véles fez a absurda proposta de alterar os livros didáticos que contam sobre a assassina ditadura que tivemos no Brasil, além de se omitir diante dos quase 6 bilhões de reais em cortes realizados pelo titular da Fazenda, Paulo Guedes.

Vélez foi sabatinado pelo congresso nacional e demonstrou, para quem tinha dúvida, sua total incapacidade de dirigir o Mistério da Educação.

Porém, ao indicar para o cargo o ministro Abraham Weimtraub, o governo reafirma a mesma linha para o MEC – ou seja, trata-se de um projeto.

O conteúdo vai ficando claro: transformar esse instrumento fundamental de estruturação da educação brasileira em uma máquina de perseguição política e ideológica e agravar o processo de submissão aos setores financeiros ligados à educação privada. O objetivo destes é o sucateamento da universidade pública, visando assegurar espaço para a expansão desregulamentada do ensino privado, a exemplo da abertura ao mercado do ensino à distância.

Abraham possui registradas declarações em que afirma que é preciso combater o “marxismo-cultural” nas universidades e diz ser necessário vencer o “comunismo” existente no Brasil, reproduzindo o discurso do autointitulado filósofo Olavo de Carvalho. O novo ministro fez parte da equipe que elaborou a desastrosa proposta de Reforma da Previdência, em trâmite no Congresso Nacional, que tem por objetivo impedir a aposentadoria da população mais carente do nosso país.

A quem interessa colocar um ministro da educação ligado ao sistema financeiro? Abraham, apesar de ser professor universitário, tem experiência vasta com bancos e especulação financeira, mas nenhum histórico como gestor na educação. Aliás, não possui doutorado, pré-requisito para ser Reitor em sua universidade.

Precisamos continuar atentos. Caiu um ministro incompetente, mas o projeto que representava permanece. Por isso, as entidades estudantis UNE, UBES e ANPG vêm publicamente apresentar nossa pauta para a educação brasileira, contribuindo para um verdadeiro projeto para o MEC:

1) A defesa intransigente da gratuidade e da autonomia universitária, assegurando o caráter público, gratuito, laico e de qualidades das nossas instituições, conforme a Constituição Brasileira;

2) A defesa da escola pública democrática e sem mordaça, em conjunto com a defesa da carreira de professor, que se encontra cada vez mais desvalorizada;

3) O fim da EC do Teto de gastos e dos contingenciamentos na Educação e na Ciência. Queremos 10% do PIB investidos em Educação Pública;

4) Em defesa do FUNDEB permanente;

5) A manutenção do Plano Nacional de Assistência Estudantil;

6) A continuidade das políticas de democratização do acesso à educação superior, como PROUNI, ENEM-SISU, Cotas Raciais e investimentos na expansão da universidade pública;

7) A defesa das bolsas de pesquisa e seu reajuste imediato;

8) Modernização dos equipamentos escolares e acompanhamento psicológico para levar paz ao ambiente educacional. Mais armas não!;

9) Em defesa do Plano Nacional de Educação e do Plano Nacional de Pós-Graduação.

A audiência pública realizada pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais, nessa quarta-feira, para tratar do colapso financeiro que ameaça a FAPEMIG e a produção científica mineira, mobilizou centenas de estudantes, pesquisadores, reitores de universidades, entidades científicas e estudantis, além de 16 deputados estaduais.

Apesar de o legislativo indicar importantes iniciativas visando recuperar os investimentos na pesquisa científica local, a falta de soluções a curto e médio prazos e a insensibilidade do governo estadual frustraram as expectativas de estudantes e pesquisadores.

Para Mariana Bicalho, diretora da ANPG, o governo não trata a questão como uma obrigação legal e nem prioriza a ciência para impulsionar a economia local. “Precisamos investir no futuro e recuperar o crescimento por meio da ciência e da tecnologia. No caso da FAPEMIG, não se tratam de números ou opções de governo, mas de direito. O governo precisa cumprir a constituição estadual e repassar um por cento da receita orçamentária do estado à entidade”, declarou.

A destacada presença de reitores demonstra que os cortes na Fapemig se propagam na rede de universidades mineiras. Compareceram à audiência pública a reitora da Universidade Federal de Minas Gerais, Sandra Almeida; Walder Steffen, reitor da Universidade Federal de Uberlândia; Claudia Aparecida de Lima, reitora da Universidade Federal de Ouro Preto; Marcus Vinicius David, reitor da Universidade Federal de Juiz de Fora; Lavínia Rodrigues, reitora da Universidade Estadual de Minas Gerais; Antônio Alvimar, reitor da Universidade Estadual de Montes Claros; e Claudio Eduardo Rodrigues, vice-reitor da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri. A professora Sandra frisou que, na UFMG, “o impacto dos cortes provenientes da Fapemig, na UFMG, já chega a 15 milhões”.

A ampla mobilização em solidariedade à FAPEMIG não foi suficiente para que o governo se comprometesse a normalizar os repasses constitucionais para a instituição, que perfazem cerca de R$ 300 milhões ao ano, divididos em 12 parcelas. Deputados da base governista disseram que a administração só pode assegurar o repasse de 20% do valor.

Indignados com a falta de resposta à altura das necessidades, parlamentares da ALMG já trabalham a proposta de transformar em crime de responsabilidade a retenção de recursos para a entidade, prática iniciada em 2016 e que agora tem causado cortes de bolsas e suspensão de programas de apoio realizados por ela.

Outra proposta, sugerida pela ANPG e encampada por parlamentares na audiência pública, é a destinação de recursos para pesquisa e produção científica através da criação do Fundo Social do Minério. Na Assembleia Legislativa, os debates e a pressão pela normalização dos repasses e valorização da FAPEMIG devem prosseguir por meio da Frente Parlamentar em Defesa da Pesquisa, proposta aprovada na audiência pública.

Da redação, com informações de almg.gov.br

 

Foto: G1 MG

ANPG acaba de lançar um novo site para melhorar o relacionamento e a comunicação com os pós-graduandos de todo o país. Aqui, você terá todas as informações sobre a entidade e as campanhas que temos desenvolvido pelo reajuste das bolsas de estudo e pela valorização dos pesquisadores e da ciência. Precisamos do seu engajamento nessas causas!
Para impulsionar essa nova ferramenta de diálogo, estamos realizando um sorteio de lançamento do seu novo site. A campanha tem como prêmio a formatação de trabalhos de monografia, dissertação ou tese com no máximo 150 páginas. O sorteio acontecerá no dia 12/04 (sexta-feira) e já está mobilizando centenas de pessoas.
Para participar é fácil:
1) Você precisa ter o documento nacional do estudante da ANPG (carteira de estudante).
Se você ainda não tem, pode pedir pelo site que dá tempo! É só entrar no: documentodoestudante.com.br
2) Agora, siga o perfil da @anpgoficial no Instagram e marque mais 3 amigos no post.

3) Pronto! É só torcer para ser sorteado.

Se você também quer concorrer, clique aqui!

 

Confira – O que é ABNT  /  Como fazer uma capa ABNT

 

O II Encontro de Jovens Cientistas Negros da Associação Nacional de Pós-graduandos já tem data marcada: nos dias 19, 20 e 21 de abril de 2019 na Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói (RJ). O Evento será realizado em conjunto com o 6º Encontro de Negros e Negras da UNE.

Os eventos têm como objetivo principal debater o papel do negro na ciência, as realidades dos cientistas negros, desde a graduação, e as formas de estímulo e democratização, tanto do acesso quanto dos objetos científicos, para a presença de negros cientistas na comunidade científica brasileira. O I Encontro aconteceu durante a entre os dias 30 e 31 de janeiro de 2016, na cidade de Fortaleza, e culminou na atualização das pautas da ANPG para o movimento e na posterior conquista da Portaria do Ministério da Educação para Ações Afirmativas na Pós-Graduação.

Nesta edição, os eventos trarão o tema “Meu quilombo, meu lugar: nas ruas, nas periferias e nas universidades” e busca reforçar a necessidade da auto-organização para resistência do povo negro dentro dos espaços universitários, na ciência e na sociedade.

Os eventos promoverão o debate sobre a democratização da universidade brasileira a partir da pós-graduação; estreitará as relações com os movimentos sociais que buscam fomentar mais democratização e diversificação étnica no ensino superior e debaterá e aprofundará a opinião do movimento nacional de pós-graduandos e do movimento negro sobre os desafios de descolonização dos objetos científicos, através do combate às diversas formas de racismo na Academia.

Na programação do encontro estão previstos debates, mesas de discussão com convidados, Grupos de Trabalho e uma Plenária Geral. As inscrições para participar podem ser feitas AQUI.

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Este ano o encontro também realiza uma Mostra Científica que tem o mote “Epistemicídio e a Circulação do Conhecimento”. Um dos principais objetivos da Mostra será a circulação de conhecimento, o fortalecimento dos espaços de pesquisa e a ampliação do diálogo da produção de pesquisadores negros e negras.

A inscrição de trabalhos pode ser feita pelos links abaixo, mas antes de enviar é preciso ler com atenção o EDITAL. Podem participar jovens negros graduandos e pós-graduandos de todas as áreas do conhecimento.  O prazo de submissão de trabalhos foi prorrogado até às 23h59 da próxima quarta-feira (3), conforme o cronograma do evento. Os lista de trabalhos aceitos e os respectivos Gt’s serão divulgados na próxima dia 6 de abril. A participação de ouvintes e inscrições para todos os participantes, internos e externos à instituição, às palestras, mesas, minicursos e oficinas terão o mesmo prazo seguirá de acordo com o cronograma oficial dos eventos.

Acesse o EDITAL

Faça sua INSCRIÇÃO:

Está marcada para o dia 03 de abril, na próxima quarta-feira, a audiência pública a ser promovida pela Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais para debater as dificuldades orçamentárias que obrigaram a Fapemig (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais) a suspender bolsas de programas de iniciação científica BIC e BIC Junior, além de não lançar novos editais de apoio à pesquisa.

A Fapemig, segunda maior agência de fomento à pesquisa do país, comunicou a necessidade de cortes e readequações no último dia 22 de fevereiro, em virtude da crise fiscal que assola as contas do estado, o que tem feito o governo mineiro atrasar os repasses constitucionais que compõem o orçamento da fundação.

A audiência pública será mais um momento para debater e pressionar o governo a rever o contingenciamento de 40% feito sobre o repasse constitucional de 1% da receita ordinária do estado (artigo 212 da Constituição Estadual), modelo que tem estrangulado o financiamento da pesquisa em Minas.

Segundo a mestranda Marianna Ribeiro, diretora da Associação de Pós-Graduandos da Universidade Federal de Viçosa, na audiência será encaminhada a proposta de constituição de um grupo de trabalho da ciência para discutir de maneira permanente o problema do financiamento. “Estamos articulando um grupo de trabalho que deve ser composto pelo Fórum Mineiro de Instituições Públicas Superiores, a FAPEMIG, o governo de Minas, através da Secretaria de Fazenda e Planejamento. Estamos formando também um Fórum de APGs, que seria dirigido pela ANPG e que teria cadeira nesse grupo”, afirma Marianna.

Outra alternativa que o movimento estudantil mineiro levanta, através das entidades UEE-MG e UCMG, é a destinação de recursos do fundo social do minério para a educação, incrementando também os investimentos na área de ciência e tecnologia.

Da Redação

“O Rancho do Novo Dia
O Cordão da Liberdade
E o Bloco da Mocidade
Vão sair no carnaval
É preciso ir à rua
É preciso ter coragem
(…)
Minha gente, vamos lá
Nossa turma vai sair
Nossa escola vai sambar
Vai cantar pra gente ouvir
Tá na hora, vamos lá
Carnaval é pra valer
Nossa turma é da verdade
E a verdade vai vencer”

A eleição de Jair Bolsonaro para Presidência do Brasil representou o fim de um ciclo político no Brasil estabelecido pelo primado democrático da Constituição de 1988. O momento atual é de resistência e traz novos desafios para o povo brasileiro.
O governo vai concluindo o seu terceiro mês e já demonstra para que veio. Seu viés é de direita ultraliberal na economia, conservador nos costumes e politicamente autoritário, não aceitando as regras democráticas expressas na Constituição. Um governo que ameaça a democracia, o patrimônio, a soberania nacional, os direitos sociais e persegue abertamente os movimentos socias e os partidos políticos de esquerda.
Não obstante, os tempos atuais estão marcados por ataques à ciência brasileira, que nos últimos tempos vinha crescendo e se fortalecendo. Vivemos sucessivos cortes e contingenciamentos do orçamento para o setor, o que atingiu, entre outros projetos, as duas principais agências de fomento à pesquisa nacional – a Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) e o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) -, desmantelando todo o parque tecnológico brasileiro e colocando em risco pesquisas cientificas que são importantes para o país.
As universidades e empresas públicas e estatais estão às voltas com a escassez de recursos e ameaçadas por investidas privatizantes e entreguistas. Além desse estrangulamento nos investimentos, instituições, pesquisadores e professores ainda estão tendo que lidar com a perseguição ao pensamento livre e crítico através da criminalização da atividade docente, cerceamento de ideias.
Diante desse cenário, muitos desafios se descortinam para nós, pós-graduandos. Ainda mais porque somos um dos elementos fundamentais da produção científica brasileira, mas continuamos produzindo ciência sob condições precárias. Estamos ligados diretamente a cerca de 90% da produção cientifica do país, porém ainda não temos direitos trabalhistas e estudantis garantidos por lei. A situação é agravada pela inexistência de mecanismo de reajuste anual para as bolsas de estudos, o que já lhes consumiu 1/3 de seu valor real ao longo desses últimos seis anos sem reajuste.
Os pós-graduandos devem estar unidos para enfrentar uma tarefa histórica nesse próximo período: a defesa do Reajuste de Bolsas Já! Defender a urgência do reajuste das bolsas é valorizar o pesquisador e a ciência. A valorização da ciência e tecnologia como elementos fundamentais a um projeto de desenvolvimento soberano do país, se entrelaça com defesa da democracia brasileira, dos direitos sociais e previdenciários. Por isso, nesse próximo dia 28 de Março, vamos sair às ruas junto aos estudantes secundaristas e universitários em uma grande jornada de lutas por:

1- EM DEFESA DO REAJUSTE DAS BOLSAS DE ESTUDO. Investir em ciência é desenvolver o Brasil: Reajuste de Bolsas já!
2 – EM DEFESA DA EDUCAÇÃO PÚBLICA e DA CIÊNCIA BRASILEIRA: defesa do cumprimento do Plano Nacional de Educação, do Plano Nacional de Pós-Graduação e da destinação de 10% do PIB para a educação e a manutenção das cotas; Em defesa do pré-sal pra educação, ciência e tecnologia. Defesa da garantia de orçamento para a educação, da revogação da Emenda do Teto dos Gastos. Em defesa do fomento à pesquisa e às políticas de assistência estudantil.
3 – LIBERDADE DE PENSAMENTO E AUTONOMIA UNIVERSITÁRIA: Em defesa da escola e da educação democrática. Defendemos a liberdade e a laicidade do ensino, o respeito às diferenças de ideias e não permitiremos a volta da censura e da perseguição política autoritária com as implicações do projeto “Escola sem Partido”. Defendemos que as consultas para reitor nas universidades federais mantenham o peso do voto do estudante igual ao dos professores e técnicos.
3 – LIBERDADES DEMOCRÁTICAS E CONSTITUIÇÃO: Reafirmamos nosso compromisso com a democracia brasileira e a liberdade. Diremos não a qualquer ameaça à nossa frágil democracia e à qualquer apologia a volta da ditadura.
4 – EM DEFESA DA LIVRE ORGANIZAÇÃO: Defesa das entidades e liberdade de organização do movimento estudantil. Contra qualquer perseguição aos movimentos sociais. Nossos centros acadêmicos não são “ninhos de rato”, como disse Bolsonaro, e não toleraremos que a rede do movimento estudantil seja ameaçada pelo presidente.
5 – CONTRA AS PERSEGUIÇÕES POLÍTICAS: denunciamos que a prisão de Lula se trata de uma arbitrária condenação. Exigimos justiça para Marielle Franco e Anderson; que sejam encontrados os mandantes desta execução política. Lamentamos profundamente que Jean Willys não tenha tomado posse para o mandato eleito por voto popular e exigimos saber quem o ameaça. Denunciamos também as perseguições espetaculosas que a Polícia Federal tem feito com reitores, como no caso do ex-reitor da UFSC, Cancellier. Ainda, é preciso identificar a rede de robôs e empresas de disparo de mensagens que criam e propagam fakenews.
6 – EM DEFESA DE NOSSA SOBERANIA: Não permitiremos que vendam nosso patrimônio nacional. Defenderemos nossas estatais, nossa biodiversidade, nossa produção de tecnologia e lutaremos contra as privatizações previstas por Bolsonaro.
7 – EM DEFESA DOS DIREITOS SOCIAIS: Não aceitaremos que haja retrocessos nos direitos sociais duramente conquistados pelo povo brasileiro. Defendemos um SUS de qualidade e acessível para todos, uma educação pública, gratuita, emancipadora e de qualidade para todos, o direito à moradia, à terra e à demarcação das terras indígenas e quilombolas.
8 – EM DEFESA DO DESENVOLVIMENTO: lutaremos pela retomada da geração de empregos em nosso país e em defesa de um desenvolvimento que reduza as desigualdades, emancipe nosso país e preserve o meio-ambiente. Crimes como o de Brumadinho, causado pela Vale, precisam ser investigados e os responsáveis da empresa punidos e obrigados a pagar o prejuízo a comunidades.
9 – CONTRA AS REFORMAS DA PREVIDÊNCIA E TRABALHISTA: Defendemos uma ampla articulação do movimento estudantil com as centrais sindicais e sindicatos para a organização da resistência à Reforma da Previdência que Bolsonaro e Paulo Guedes apresentam ao país. Somos contrários à fraude da chamada “carteira verde e amarela”,
10 – EM DEFESA DA PAZ E DA AUTO-DETERMINAÇÃO DOS POVOS: O movimento estudantil brasileiro tem na sua história a defesa da solidariedade internacional e o princípio da não-intervenção, também princípio ratificado pela constituição. Por isso rechaçamos a ameaça de intervenção militar no Venezuela, visto que seus efeitos seriam desastrosos e em nada resolveriam os problemas econômicos do país, alimentados pelo boicote das grandes empresas e as medidas de sanção econômica de países imperialistas.
11 – CONTRA O PACOTE DE SÉRGIO MORO E O GENOCÍDIO DO POVO NEGRO: O pacote de Sérgio Moro em relação à segurança pública apenas reforça o cenário de elevados índices de homicídio no Brasil, cujas principais vítimas são jovens negros e moradores das periferias urbanas. O projeto visa instituir a “licença para matar” aos profissionais de segurança pública, bem como objetiva o encarceramento em massa. Devemos, portanto, encampar um projeto de segurança em aliança com os demais movimentos sociais, que seja baseado na valorização da vida e no aumento de investimento público para políticas de prevenção à violência. Chega de guerra nas periferias!

Dando sequência aos encontros com representantes da comunidade científica e autoridades de governo para apresentar as demandas da pós-graduação, a ANPG participou da 183ª reunião do Conselho Deliberativo do CNPq, no último dia 20 de março. Na ocasião, estiveram presentes os presidentes da Capes, Anderson Ribeiro Correia, e da Finep, Waldemar Barroso, além de Júlio Semeghini e Marcelo Morales, dirigentes do Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações.

Vinicius Soares, diretor de Comunicação da ANPG, apresentou as duas propostas prioritárias da atual gestão, a Campanha Nacional pelo Reajuste das Bolsas e a destinação de parte dos recursos do fundo social do pré-sal para a ciência e tecnologia.

O representante dos pós-graduandos alertou para os impactos negativos para o desenvolvimento brasileiro acarretados pela falta de recursos e de prioridade estratégica para a ciência e tecnologia. “O que está acontecendo no Brasil é um enorme desperdício de talentos, uma fuga de mão de obra altamente especializada para desenvolver outras nações porque não damos condições para o pesquisador prosseguir na carreira”, ponderou.

A defasagem nas bolsas de estudo, sem reajuste desde 2013, é tamanha que se tornou praticamente impossível para o estudante sobreviver mantendo dedicação integral à pesquisa. “Em 2013, a palavra de ordem das manifestações de junho era “mãos para o alto, R$3.20 é um assalto”. Pois bem, de lá pra cá a passagem de ônibus em São Paulo, estopim do movimento, chegou a R$4.30. Só a bolsa do pós-graduando continua o mesmo valor”, comparou Vinicius. A campanha nacional pelo reajuste ganhará novo impulso no próximo dia 28, com a jornada nacional de lutas dos estudantes, que tem essa questão como uma de suas principais pautas.

As agências de fomento e o MCTIC têm demonstrado sensibilidade para a urgência do reajuste das bolsas, tanto que, em palestra realizada na Fiocruz no dia 13/3, o presidente da Capes elencou a ampliação do financiamento como uma das prioridades de sua gestão. “Minha primeira ideia para a Capes é aumentar o orçamento, porque sem isso, as ideias serão só ideias”, afirmou, em relação às restrições financeiras que, entre outras coisas, impactam o reajuste das bolsas de estudo.

Sem projeto de desenvolvimento, explode desemprego entre mestres e doutores

E ainda que consiga passar o rubicão e conclua seu projeto de pesquisa, a persistir a realidade atual, nada indica que as portas do mercado estarão abertas para o novo profissional. Por isso, a ANPG tem defendido uma política permanente de valorização da ciência e tecnologia e dos pesquisadores, através da destinação de parte dos recursos do fundo social do pré-sal para a área. Atualmente, existe um projeto de lei sobre o assunto tramitando no Senado Federal.
Segundo pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o processo de desindustrialização do país fez com que a indústria de transformação regredisse a menor participação no PIB desde 1947, sendo responsável por apenas 11,3% do total. O impacto dessa baixa na absorção de mão-de-obra qualificada é brutal e ajuda a compor um cenário de desemprego avassalador entre mestres e doutores.

“É um escândalo que 25% de mestres e doutores no país estejam desempregados. É como se o Brasil investisse para formar o profissional qualificado e dissesse: “olha, agora que você está pronto, vá gerar riqueza para outro país”. É como renunciar a um futuro melhor. Daí que é tão fundamental investir parte dos recursos do pré-sal nessa área vital para o desenvolvimento nacional”, conclui Vinicius Soares.

Da Redação

Desde o ano passado as bolsas de pós-graduação da Fundação a Amparo da Pesquisa do Estado de Goiás (FAPEG) estão em atrasos. “Em fevereiro pagaram as bolsas de novembro, mas não a dezembro, nem janeiro e nem fevereiro. São três meses em atraso”, explica a Diretora Acadêmico e Científico da ANPG, Raísa Vieira.
A ANPG sempre esteve, incessantemente, em busca de algum posicionamento oficial sobre esses atrasos. Nesta última segunda-feira, 18 de março, a diretora da entidade conseguiu uma reunião com o presidente da FAPEG, Robson Vieira, para falar sobre o assunto. “A FAPEG cobra o relatório final dos bolsistas, que precisam ser entregues pessoalmente, independentemente se o estudante mora longe da Capital, mas não cumpre a sua parte do contrato com esses atrasos constantes”, disse Raísa.

Na reunião, o presidente da Fundação explicou que existe uma crise em Goiás, os servidores públicos também estavam com pagamentos atrasados. “Reforçamos que para os pós-graduandos a bolsa é a única fonte de renda e são cerca de 700 bolsistas”. De acordo com a Diretora, Robson Viera afirmou que sabe da importância da Bolsa e esta negociando com a Secretária da Fazenda.
Após a reunião, na terça-feira, 19, a FAPEG lançou um comunicado oficial sobre o assunto. “Conforme determinação do governador Ronaldo Caiado, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg) se prepara para realizar o empenho das bolsas relacionadas ao exercício do ano de 2019. A Fundação aguarda a liberação do sistema por parte da Secretaria da Economia para iniciar o trâmite que envolve diversas etapas internas, incluindo empenho, liquidação e alocação de recursos financeiros para a finalização do pagamento.” Lei nota completa aqui: http://www.fapeg.go.gov.br/comunicado-pagamento-de-bolsas/
A diretora da ANPG, Raísa Viera, afirmou que mesmo com o comunicado é preciso que a pós-graduação fique atenta. “O presidente da FAPEG afirmou que as bolsas de dezembro estão sendo pagas agora em março. Já estamos pressionando para saber quando acontecerão os demais pagamentos e quando a situação irá se normalizar”.

Imagem: diarioarapiraca

Nota de apoio à reitoria da UFAL

A ANPG expressa sua solidariedade à Reitora da UFAL, professora Valéria Correia; ao vice-reitor, professor José Vieira da Cruz, e aos servidores públicos daquela gestão, ante o pedido de prisão realizado por petição da Adufal – Sindicato dos docentes da UFAL, e do Sintufal – Sindicato dos trabalhadores da UFAL na semana passada.

Esse ato ocorre no primeiro trimestre do Governo Bolsonaro, cuja figura e seus ministros, ao expressarem propostas políticas para educação, ciência e tecnologia, tratam a Universidade e o sistema nacional de Pós-Graduação como espaços a serem atacados. Realizam uma política de cortes substanciais no orçamento para as universidades públicas, para a CAPES e para o CNPq, disfarçada de reestruturação da área. Paralelamente, efetuam uma cruzada ideológica com objetivo de identificar a universidade brasileira e o sistema de pesquisa construído no país como lugar de produção da subversão e de descompromisso social.

Diante desse quadro e do inegável perfil engajado da Reitora da UFAL, magnífica professora Valéria Correia, que já demonstrou nacionalmente seu compromisso com a construção de uma universidade socialmente referenciada nos grupos e classes populares, apresentamos esta nota de solidariedade, de irrestrito apoio à construção da autonomia universitária brasileira e de repúdio às tentativas de judicialização da política!

 

São Paulo, 20 de março

Associação Nacional de Pós-Graduandos

A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) está com inscrições abertas para diversos cursos de especialização na área de educação, oferecidos gratuitamente e na modalidade EAD.

O aluno que cumprir satisfatoriamente todas as exigências do curso receberá Certificado de Pós-Graduação Lato Sensu, em nível de Especialização, expedido pela instituição e credenciado pelo MEC.

Os cursos ofertados são (em ordem alfabética):

* Especialização em As Áfricas e suas Diásporas;
* Especialização em Bullying, Violência, Preconceito e Discriminação na Escola;
* Especialização em Educação em Direitos Humanos;
* Especialização em Ensino de Filosofia no Ensino Médio;
* Especialização em Informática em Saúde;
* Especialização em Literaturas de Língua Portuguesa, Identidades, Territórios e Deslocamentos;
* Especialização em Saúde Indígena.

Requisitos:

Possuir formação de nível superior, em nível de graduação, em curso reconhecido pelo MEC. Ter familiaridade com o uso de computador, acesso à internet e e-mail.

Período de inscrição:

Das 0h do dia 14/03/2019 até as 23h59min do dia 14/04/2019 (horário de Brasília).

Para realizar sua inscrição, acesse::

https://webapp.sead.unifesp.br/index.php?c=Formulario&m=preencher&cod=152

Para ler o Edital de chamada, acesse:

https://www.pebsp.com/wp-content/uploads/2019/03/Edital-UAB_2019-202_Alunos.pdf

Aos interessados, portanto, inscrevam-se!