[pdf-embedder url=”https://www.anpg.org.br/wp-content/uploads/2019/04/20190430-NOTA-DEFESA-DAS-UNIVERSIDADES-FEDERAIS.pdf”]
Em meio à programação do II Encontro de Jovens Cientistas Negros e Negras da ANPG, foi realizada também a Conferência Livre de Saúde da Juventude Negra e Quilombola, etapa preparatória para firmar a participação dos pós-graduandos na 16ª Conferência Nacional de Saúde. A CNS será realizada em Brasília, entre os dias 4 e 7 de agosto.
Foi um dia inteiro de debates sobre questões candentes que impactam a vida dessa parcela da população. As mesas abordaram temas como o racismo estrutural e saúde, vulnerabilidade às infecções sexualmente transmissíveis, violência, mortalidade e saúde mental.
Manuelle Matias, enfermeira e vice-presidenta da ANPG, considera importante ter uma delegação de pós-graduandos na Conferência Nacional de Saúde para travar o embate em defesa do Sistema Único de Saúde. “O desmonte da política pública de saúde está muito acelerado, a gente vê uma política muito exitosa como o SUS sendo desmontado dia a dia e quem mais sofre com o desmonte das políticas públicas são os negros, a juventude negra, que são maioria entre os assistidos pelo sistema e a corda mais fraca dele”, diz.
Ela apresentou estatísticas devastadoras para quem ainda considera “vitimismo” a abordagem de especificidades que atingem determinadas parcelas da população. “A gente tem estatísticas que comprovam que o maior índice de suicídio é entre a juventude negra, a cada 10 suicídios de jovens, 6 são negros. Também tem o alto índice de doenças infecciosas, DST/AIDS, o alto índice de violência obstétrica nas mulheres negras, menor anestesia em procedimentos médicos. Daí a importância de um encontro nacional como este abordar esses temas”.
Fernanda Garrides, 1ª diretora de saúde da ANPG, disse que as atividades da conferência livre foram pensadas a partir do entendimento do racismo como causa social fundamental das desigualdades em saúde, já que os negros são maioria em funções no mercado de trabalho com baixos rendimentos e grande exposição a fatores de risco. “Alguns indicadores indicam a desvantagem da população negra [nas desigualdades em saúde], que apresenta menor expectativa de vida, maior mortalidade prematura, maior adoecimento por doenças infecciosas e maior prevalência de doenças crônicas”, alega.
Esse quadro, que já é grave, se manifesta de forma ainda mais efetiva no que tange à mulher negra. “O racismo coloca negros em pior situação na estrutura social, mas os modelos que mantêm o poder social da masculinidade e dos homens vão produzir subordinação, violência e inferiorização diferenciadas para as mulheres negras. São ela
Então finalmente chegou o momento da sua pós-graduação. Você finalmente terminou sua graduação – ou está em vias de terminá-la – e está ansioso pelo próximo passo. Talvez você tenha muitas dúvidas e não saiba ainda se o melhor caminho para você é um mestrado ou um MBA. Ou talvez você não saiba todas as opções que têm para a sua pós.
Seja qual for a cena em que você se encontra, tenha certeza que sairá daqui como um herói, com todas as armas necessárias para enfrentar esse dragão tão sonhado chamado “pós-graduação”.
E não é só isso, para termos certeza que aqui você vai encontrar todas as informações que precisa sobre a pós-graduação; ainda falaremos desses assuntos:
Dica: você pode clicar no que quer ler para ir direto no conteúdo desejado.
- MAS O QUE É A PÓS-GRADUAÇÃO?
- COMO FUNCIONA UMA PÓS-GRADUAÇÃO?
- QUAIS OS TIPOS DE PÓS-GRADUAÇÃO?
- QUAL A CARGA HORÁRIA DE UMA PÓS?
- QUAL É O MÉTODO DE INGRESSO?
- COMO É A DINÂMICA DAS AULAS?
- PODE FAZER PÓS GRADUAÇÃO EM QUALQUER ÁREA?
- QUAL O IMPACTO DA PÓS-GRADUAÇÃO NA SUA CARREIRA?
- QUAL O INVESTIMENTO NUMA PÓS?
- COMO O PROJETO DE PESQUISA DEVE SER APRESENTADO?
- COMO CONSEGUIR BOLSA PARA PÓS-GRADUAÇÃO EM INSTITUIÇÃO PARTICULAR?
- O QUE É CAPES E A QUAL SUA IMPORTÂNCIA PARA A PÓS-GRADUAÇÃO
Mas o que é a pós-graduação?
Ás vezes ficamos perdidos em meio à tantas opções de estudo. Ou pelo contrário, achamos que só há um caminho. Por isso vou te explicar com detalhes como funciona cada pós-graduação; a stricto sensu e a lato sensu, e você vai analisar qual é a melhor para você, combinado?
Como funciona uma pós-graduação?
Pela razão de haver tantas opções, muitas vezes acabamos por receber informações incompletas ou mesmo incorretas. Há quem acredite que MBA é a mesma coisa que mestrado, ou ainda, que não há diferença nenhuma entre ambos especialização e mestrado. Outros diferem MBA de especialização como se fossem coisas totalmente opostas.
Antes de mais nada é importante deixar claro que todo curso feito depois de concluir a graduação, é, como o próprio nome já diz, uma pós-graduação.
As diferenças que ocorrem são os segmentos em que ela é dividida. Stricto sensu e Lato sensu são os dois grandes grupos que dividem os cursos feitos após se formar.
Quais os tipos de pós-graduação?
Existem dois grandes grupos, a pós-graduação Lato Sensu e a Stricto Sensu. Elas diferem em quesitos como competências desenvolvidas ao longo do curso, carga horária e também o foco profissional do aluno.
Lato sensu
São cursos centrados no ganho de prática e no estudo de técnicas que ajudarão o profissional no cotidiano de trabalho. Dessa forma, são indicados para quem busca desenvolver suas experiências e conhecimentos e enriquecer o currículo.
Por concentrar alunos que já estão trabalhando inseridos em diferentes cargos do ambiente corporativo, cursos de lato sensu possuem uma carga horária mais flexível que não sobrecarrega o profissional.
A duração é de, em média 360 horas de aula. Metade dos professores devem ser mestres e doutores. Enquanto a outra metade dos professores devem ter pelo menos uma pós graduação ou lato sensu. Como titulação, o aluno recebe um certificado de conclusão que entretanto, não é válido como diploma.
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MBA
Sigla para “Master of Business Administration” é indicado para os profissionais que já estão há algum tempo no mercado e que estejam visando a promoção a altos cargos.
Aliando network a aquisição de know-how acerca da gestão de pessoas, projetos e negócios, o aluno se desenvolve ao ponto de poder atuar em cargos vitais dentro de uma empresa e também, ser o responsável por tomadas de decisão dentro do trabalho.
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Especialização
É um curso onde o aluno aprimora seus conhecimentos dentro de uma área específica do seu campo de atuação. Ele possibilita que o profissional alcance domínios ante as mais distintas abordagens, interpretações e execuções de problemas e soluções relacionadas ao conteúdo estudado. Pode inclusive ser feito por profissionais que recém entraram no mercado, ou mesmo pelos que nunca trabalharam. É um curso que visa afunilar e especializar o profissional.
Stricto Sensu
São cursos que tem como objetivo aprofundar os conhecimentos teóricos de maneira que o aluno consiga desenvolver ideias originais e portanto, se tornar um pesquisador.
No stricto sensu, as discussões e análise de conceito, as teorias e os conhecimentos plurais de diferentes perspectivas e momentos históricos, servem de base para os estudos do aluno.
Geralmente, quem busca esses cursos tem o objetivo de ingressar na carreira acadêmica e desenvolver conhecimentos e produções científicas.
Todas as opções de cursos stricto sensu ajudam o aluno a se desenvolver em diferentes abordagens metodológicas e científicas. Dessa forma ele aprende a traçar linhas de investigação para o objeto de estudo que possui.
A duração média de um mestrado é de 2 anos e de um doutorado é de 4 anos. Quanto a formação dos professores, todos devem possuir diploma de pós stricto sensu. Ao final da formação, o aluno recebe um diploma e um título de mestre ou doutor.
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Mestrado Acadêmico
Este mestrado é indicado para profissionais que queiram se tornar professores e lecionar, tanto em escola quanto em faculdade. Isso porque ao longo do programa do curso, o aluno se dedica a um assunto de seu interesse e aprende sobre práticas educativas
Ele também desenvolve competências necessárias para transmitir um conhecimento de grande complexidade intelectual dentro de sala.
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Mestrado Profissional
Apesar de manter a mesma estrutura de tempo, metodologia de pesquisa e avaliação, o mestrado profissional se difere do tradicional em sua abrangência e aplicação. Sua abordagem vai além do aspecto acadêmico e inclui estudos, técnicas e conceitos que podem ser inseridas no mercado de trabalho. Assim, ao concluir o mestrado acadêmico, o profissional pode tanto se dedicar à docência quanto se capacitar profissionalmente para atuar em empresas públicas ou privadas.
A CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) emitiu um artigo esclarecedor sobre o mestrado profissional, do qual destacamos o seguintes trecho:
“Antes de mais nada, o mestrado profissional (MP) é um título terminal, que se distingue do acadêmico porque este último prepara um pesquisador, que deverá continuar sua carreira com o doutorado, enquanto no MP o que se pretende é imergir um pós-graduando na pesquisa, fazer que ele a conheça bem, mas não necessariamente que ele depois continue a pesquisar. O que importa é que ele (1) conheça por experiência própria o que é pesquisar, (2) saiba onde localizar, no futuro, a pesquisa que interesse à sua profissão, (3) aprenda como incluir a pesquisa existente e a futura no seu trabalho profissional. Nada disso é trivial. O terceiro ponto é, por sinal, razoavelmente difícil. Por isso, o MP não pode ser entendido como um mestrado facilitado.”
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Doutorado
O doutorado exige que o pesquisador já tenha um grande amadurecimento de ideias e métodos de pesquisa. Isso porque, o curso exige a defesa de uma tese de doutorado e não apenas uma dissertação de mestrado.
A tese envolve intimidade com o mundo acadêmico e um avanço considerável no desenvolvimento, produção, adequação e experimentação da pesquisa que será desenvolvida durante essa pós-graduação.
Por esse motivo, é comum os alunos fazerem mestrado para só então caminharem ao doutorado. Isso permite ao profissional crescer academicamente, assim como suas ideias de pesquisa.
No entanto, essa não é uma exigència pois não existe ordem para se fazer pós graduação, sendo esse inclusive, um conhecimento equivocado entre os alunos. O chamado Doutorado Direto é quando o aluno passa para o curso de doutorado sem fazer o mestrado. Apesar disso o curso é o mesmo e só muda a forma de ingresso.
Também é relevante que, ao seguir a sequência ‘tradicional’, o aluno pesquisador se sente mais seguro em elaborar seus conhecimentos e mais pronto para ofertar à comunidade acadêmica e social a sua tese e suas aplicações.
Qual a carga horária de uma pós?
Diferentemente das aulas da graduação, as aulas da pós não costumam ser diárias. Elas são realizadas em alguns dias úteis e em alguns casos têm uma carga horária mais intensa nos finais de semana.
Para as modalidades MBA e especialização a carga horária é de, no mínimo, 360 horas. Isso porque nos cursos Lato Sensu as aulas são desenhadas pensando nos profissionais que vão conciliar os estudos com o trabalho. Assim as atividades da pós graduação podem ser feitas nas horas livres sem comprometer a vida profissional.
Para ser aprovado no final do curso, o aluno deve elaborar uma monografia semelhante ao tcc da graduação. Ele receberá enfim, um certificado de conclusão e não um diploma.
Já para os cursos de mestrado e doutorado é diferente. A duração é de 18 a 24 meses para o mestrado e de 25 a 42 meses para doutorado. No entanto, no caso do mestrado profissional, a duração muda e vai de 12 a 18 meses. Em todo caso, cursos Stricto Sensu exigem uma dedicação integral a princípio. Mas também não é impossível cursar juntamente do trabalho.
Nesse caso é indicado que você tenha uma maior flexibilidade no horário de trabalho e possa assim participar de congressos, palestras e aulas.
Ao final dos cursos de mestrado, o aluno deve entregar uma dissertação. Não obstante, para o doutorado, o aluno desenvolverá uma tese original para a sua conclusão. Nesses dois casos, o aluno recebe um diploma de mestre ou de doutor.
Qual é o método de ingresso?
Para cursos de especialização, o processo seletivo é mais simples. Consistindo em análise do currículo do candidato e ocasionalmente carta de apresentação. Isso acontece porque a especialização tem uma maior oferta de cursos e é mais popularizada entre as opções de pós graduação.
Para os cursos de MBA, a seleção é mais minuciosa e prioriza profissionais relevantes dentro de suas áreas de atuação ou que ao menos tenham afinidade com as matérias do curso. Por conseguinte, a presença desses profissionais enriquecerá o curso.
A escolha é feita por análise de currículo com especial atenção à carreira do profissional dentro do mercado de trabalho. A seleção também pode conter debates de cases onde se utiliza situações reais do mercado de trabalho.
A conversa muda para os cursos de mestrado e doutorado, em que a concorrência é acirrada. Assim, o processo seletivo envolve análise de currículo, prova escrita sobre a área de conhecimento do curso, prova de língua estrangeira, apresentação do projeto de pesquisa que será desenvolvida ao longo do curso e por fim, entrevista com uma banca de docentes da instituição de ensino.
Como é a dinâmica das aulas?
Contando com um modelo de aulas mais tradicional e semelhante ao da graduação, cursos de especialização costumam possuir seminários e aulas expositivas. Além disso eles também compreendem aulas práticas como parte da carga horária obrigatória. Isso porque um dos focos do curso é a aplicação do conteúdo aprendido no cotidiano laboral.
Nas aulas do MBA os orientadores lançam mão de ferramentas de gestão, junto aos alunos, a fim de buscar soluções para problemas reais das empresas.
O cenário é completamente diferente nos cursos Stricto Sensu (mestrado, mestrado profissional e doutorado). Nesses os alunos estudam ferramentas de pesquisa e seus esforços são direcionados a um aprofundamento teórico e desenvolvimento de ideias originais. Também contam com leitura de novos artigos e bibliografia básica, bem como discussões que elevem e fortaleçam o pensamento crítico.
Quais são os métodos de avaliação?
Dentro de um curso de pós-graduação, os métodos avaliativos podem variar bastante de acordo com a área de estudo e com a instituição. Entre as opções de aplicação estão provas orais e discursivas; debates, seminários, provas práticas, produção de artigos entre uma infinidade de métodos avaliativos que são escolhidos visando o melhor aproveitamento dos alunos.
Pode fazer pós graduação em qualquer área?
Você pode fazer uma pós graduação em uma área completamente diferente da sua formação, ou mesmo semelhante. Inclusive, os cursos feitos após a faculdade são uma boa opção para quem deseja mudar de área sem precisar fazer uma nova faculdade.
De acordo com o Ministério da Educação na resolução CNE/CES 1/2007:
“3° Os cursos de pós-graduação lato sensu são abertos a candidatos diplomados em cursos de graduação ou demais cursos superiores e que atendam às exigências das instituições de ensino.”
Ou seja, qualquer pessoa que seja graduada está apta a fazer uma pós. E isso, independentemente da área original escolhida e da opção para pós graduação ser MBA, mestrado, mestrado profissional ou doutorado. Falaremos melhor sobre isso mais pra frente.
Note também que pessoas formadas em cursos tecnólogos também estão aptas para fazer pós graduação, seja qual for o curso de pós escolhido.
No entanto, vale notar que, a faculdade de ingresso à pós é quem vai determinar os requisitos, como por exemplo quais aulas o aluno deverá frequentar. Assim como, os termos a serem seguidos para a matrícula e o acompanhamento das aulas.
Vale se ater ao fato de que a pós-graduação em uma outra área não dá direito ao exercício de profissões regulamentadas como: engenharia, nutrição, e medicina por exemplo.
A pós graduação em outra área também é uma ótima opção para expandir seus horizontes e enriquecer seu trabalho. Isso porquê ter conhecimento de outras áreas e uma visão mais abrangente pode te ajudar muito a resolver problemas e a traçar novas estratégias no âmbito profissional.
Qual o impacto da pós-graduação na sua carreira?
Agora você já tem conhecimentos macro e micro sobre a pós-graduação e está apto para escolher com propriedade qual o melhor curso para a sua carreira. Chegou o momento de entender qual vai ser a relevância da pós-graduação na sua vida!
Destaque em processos seletivos
Uma das mais relevantes vantagens da pós, é o ganho que comentamos lá no começo do artigo. O profissional ganha mais destaque em processos seletivos e sai à frente de seus concorrentes, podendo conseguir mais facilmente o cargo que almeja.
Ademais, qualificação é exatamente o que as companhias têm procurado. Um diploma de graduação é considerado o básico aceitável para um profissional atuante. Mas quase nunca é o suficiente para que as empresas o queiram como parte do quadro de funcionários. Isso porque um currículo mais completo vai além de experiências anteriores e dos tradicionais cursos de informáticas e idiomas.
As companhias buscam profissionais que estejam em constante aprendizado e desenvolvimento. Para que estejam preparados em superar os desafios da empresa e entender a importância da atualização de conhecimentos.
Mais chances de promoções e de conquistar cargos de gestão
Ao fazer uma pós-graduação você se destaca no meio profissional por estar mais preparado para lidar com os desafios da profissão e aprende a atrelar o conhecimento prático ao conhecimento teórico.
Desta forma você passa a imagem de um especialista e não de um funcionário regular. Tal mudança te permite mais chances de bonificações e de promoções.
Já para alçar cargos de gestão, um MBA por exemplo é o melhor caminho. A formação te ensinará a lidar com situações que envolvem liderança e grandes decisões, formando você um gestor orientado a resultados.
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Quanto uma pós aumenta o salário?
O aumento salarial não se dá apenas pelo que está escrito no currículo, mas também no desenvolvimento do profissional e em sua capacidade de aplicar no trabalho o que foi aprendido em sala de aula. Mas pragmaticamente, alguns dados interessantes podem ser apresentados.
Uma pesquisa feita pela empresa de recrutamento Catho em 2018, mostrou que no caso de profissionais em cargos de coordenação tiveram os salários aumentados em até 53,7% e 47,4% após concluir mestrado e doutorado, respectivamente. No cargo de analista, o mestrado ou doutorado pode aumentar o salário em 118%. A 54º edição da Pesquisa Salarial Catho foi feita com 2 milhões de profissionais, de mais de 25 mil empresas em 4.063 cidades de todo país.
Network mais amplo e desenvolvido
Ao estar em contato com profissionais de sua área você faz mais contatos e incrementa seu network. Principalmente em cursos lato sensu, o aluno tem a oportunidade de ter colegas de outras áreas e cargos, das mais variadas empresas e negócios, e que podem te instruir e trocar experiências sobre o mercado e sobre as empresas.
Isso também é um ponto muito relevante pois te permite saber de antemão quando algumas empresas estão contratando e também, orientações de profissionais que já trabalham nelas, te dando mais chances de contratação.
Atualização constante dos conhecimentos e das habilidades
Como já dissemos, as companhias buscam profissionais que estejam em constante movimento de ascensão profissional, ou seja, que busquem capacitação e desenvolvimento, que busquem inovação.
Assim, sair de sua zona de conforto e se “reciclar” é essencial para lidar com problemas corriqueiros da sua profissão, e também, para ter mais chances de promoção.
Formação contínua necessária para lecionar
Para lecionar, é necessário no mínimo uma graduação em licenciatura (ou pedagogia, no caso da educação básica, conforme a Lei nº 12014/09) de acordo com o MEC.
Mas a realidade é mais complexa, as escolas têm buscado profissionais cada vez mais capacitados e com pós-graduação para integrar o corpo docente.
No caso de faculdades isso é ainda mais relevante visto que, de acordo com a Lei nº 9.394/96 exige que pelo meno um terço de todos os que lecionam em ambiente acadêmico tenham titulação de mestre e/ou de doutor.
A razão para isso é que tanto o mestrado como o doutorado, têm a função de ampliar sua visão crítica e te possibilitar se aprofundar em questões mais complexas para serem abordadas em sala de aula. A pós stricto sensu ainda te fornece meios de se tornar um pesquisador com produção científica ativa e constante.
Qual o melhor momento para iniciar uma pós graduação?
Por mais ansioso que você esteja para se aperfeiçoar profissionalmente e estudar, é preciso calma e planejamento. Nos cursos de mestrado, mestrado profissional e doutorado é perfeitamente possível emendar um após o outro depois de finalizar a graduação.
Isso porque você será formado de modo ascendente na carreira acadêmica. Posto a isso, não é preciso uma vivência prévia em ambas áreas de docência e pesquisa, já que é justamente isso que você aprenderá a fazer.
No entanto para os cursos de MBA, é aconselhado que você tenha uma vivência no mercado de trabalho antes. Isso porque a cada aula serão levados cases para serem debatidos entre os alunos e professores.
Se você ainda não teve essas vivências no cotidiano de trabalho será difícil compartilhar da mesma visão lógica e do mesmo raciocínio crítico de quem passar pelos casos de mercado no dia a dia. É necessário que você desenvolva um entendimento de noções e termos ligados ao meio empresarial para estar apto a discutir os problemas e buscar soluções.
Qual o investimento numa pós?
Com tantas vantagens em se fazer uma pós-graduação, é de se prever que o investimento não seja dos menores. No entanto os valores variam muito entre as instituições. Em universidades públicas por exemplo, o MBA é pago, porém muito abaixo da variação particular que é de R$ 4.400 a R$ 19.800 no valor total.
Já em universidades públicas, o mestrado costuma ser gratuito assim como graduação. E em instituições privadas vão de R$ 33.937 a R$ 54.574. Você também pode buscar bolsas de estudos ou planos de financiamento estudantil.
Qual é o valor de uma bolsa de estudo na Pós-Graduação?
Em universidades públicas e particulares o aluno pode pleitear a bolsa de auxilio à pesquisa. Órgãos de amparo a pesquisa como a Capes e a Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) há a possibilidade de o estudante ser pago para fazer sua pesquisa. Nesses casos o estudante não pode ter vínculo empregatício de nenhuma espécie. Para conseguir a bolsa, o estudante deve submeter o projeto de pesquisa à avaliação do órgão de amparo.
| Bolsas regulares FAPESP | Valores vigentes a partir de 01/09/2018 | Valores vigentes até 31/08/2018 |
| Iniciação Científica (IC) | R$ 695,70 | R$ 676,80 |
| Mestrado I (MS-I) e Doutorado Direto I (DD I) | R$ 2.043,00 | R$ 1.988,10 |
| Mestrado II (MS-II) e Doutorado Direto II (DD II) | R$ 2.168,70 | R$ 2.110,20 |
| Doutorado I (DR-I) e Doutorado Direto III (DD III) | R$ 3.010,80 | R$ 2.929,80 |
| Doutorado II (DR-II) e Doutorado Direto IV (DD-IV) | R$ 3.726,30 | R$ 3.626,10 |
| Pós-Doutorado (PD-BR) | R$ 7.373,10 | R$ 7.174,80 |
(FONTE) Site Fapesp acessado em 23-04-19
Como é a solicitação da Bolsa de Mestrado da FAPESP?
Para exemplificar como funciona a requisição de bolsa de pesquisa, vamos pegar como exemplo o órgão de fomento Fapesp. Entretanto, cada órgão tem seus próprios pré-requisitos e editais.
Para poder pleitear essa bolsa o aluno deve estar regularmente matriculado em curso de pós-graduação (mestrado acadêmico) ou seja, stricto sensu. Também é necessário que o projeto de pesquisa resulte em uma dissertação final e também deve ser cursado em instituição localizada no Estado de São Paulo.
Quanto ao orientador também há pré requisitos, ele deve ter o título de doutor ou qualificação equivalente avaliada por sua súmula curricular. Porém a verificação da regularidade da situação de credenciamento do orientador fica de responsabilidade da instituição de ensino
O aluno pode solicitar a Bolsa de Mestrado antes mesmo do término do curso precedente (graduação), respeitando-se os prazos definidos pela FAPESP. Porém a apresentação dos comprovantes correspondentes à sua conclusão da graduação é imprescindível para que ele possa confirmar interesse na bolsa.
É interessante notar que a FAPESP prioriza candidatos recém-formados e que tenham concluído o curso de graduação dentro do prazo normal de sua duração, além de possuírem excelente histórico escolar e preferencialmente com estágio bem sucedido de iniciação científica. Isso porque as bolsas de pós-graduação visam principalmente a formação de profissionais para o sistema de pesquisa do Estado de São Paulo e por isso o seu sistema de filtragem acaba sendo mais rígido.
Como o projeto de pesquisa deve ser apresentado?
O projeto deve ser apresentado de forma clara e resumida, ocupando assim, no máximo, 20 páginas digitadas com espaçamento duplo. No caso de as propostas serem encaminhadas através do Sistema de Apoio à Gestão (SAGe), o formato deve ser tipo DOC ou PDF e ter até 5Mb.
O projeto submetido deve conter:
- resumo (no máximo 20 linhas);
- introdução e justificativa, com síntese da bibliografia fundamental;
- objetivos;
- plano de trabalho e cronograma de sua execução;
- material e métodos;
- forma de análise dos resultados
A responsabilidade pelo projeto é do orientador, porém o candidato deve estar preparado para discuti-lo e analisar os resultados. É assim esperado que o candidato participe intensamente da redação do projeto.
É interessante notar que para bolsas de mestrado, doutorado e doutorado direto, o valor vai crescendo conforme o tempo de pesquisa avança. São portanto colocados como níveis [MS-I (mestrado nível 1 para o primeiro ano) e MS-II (mestrado nível 2 para o segundo ano e portanto, conta com um acréscimo na bolsa)]. A bolsa de mestrado tem duração máxima de 24 meses (dois anos).
No caso do doutorado direto, no primeiro ano de pesquisa (DD I) o aluno ganha o mesmo que um mestrando em seu primeiro ano de mestrado (MS-I). No segundo ano de doutorado direto (DD II) o aluno ganha o mesmo que um mestrando em seu segundo ano (MS II).
No terceiro ano no doutorado direto (DD III) o aluno ganha o mesmo que o um doutorando “regular” em seu primeiro e segundo anos. Finalmente no quarto ano do doutorado direto (DD IV) o aluno ganha o mesmo que um doutorando “regular” em seu terceiro e quartos anos de pesquisa. Isso acontece para que não haja uma diferença injusta entre quem entrou no doutorado sem fazer mestrado (doutorado direto) e quem começou o doutorado após o mestrado, como é mais comum e usual.
A solicitação de bolsas não depende de abertura de edital, podendo ser feita durante todo o ano.
E em caso de intercâmbio durante o mestrado?
Uma vez que o aluno não pode acumular dois benefícios ao mesmo tempo, ou seja, bolsa de mestrado e de intercâmbio, a bolsa de mestrado deve ser interrompida enquanto a outra estiver vigente. Entretanto essa interrupção pode ser feita por até 6 meses.
Para que essa substituição de bolsas ocorra, o orientador deve solicitar autorização à Fapesp, e incluir uma justificativa circunstanciada. Caso o órgão de fomento autorize a interrupção, o tempo utilizado para a atividade no exterior não será descontado do tempo total da bolsa concedida.
A interrupção da bolsa de mestrado para que o aluno use a Bolsa de Estágio de Pesquisa no Exterior (BEPE) é feita automaticamente assim que é aprovada a proposta BEPE. Para ser reativada a bolsa, o aluno deve fazer uma solicitação assim que retornar do estágio de pesquisa do exterior.
A reativação da bolsa de mestrado, com início no dia seguinte ao retorno do bolsista ao Brasil, deve ser solicitada no processo de bolsa no país, indicando o estágio da pesquisa e a previsão de sua conclusão.
Para processos que funcionem eletronicamente via SAGe (sistema online da Fapesp) o pedido deve ser feito no sistema através da submissão de Solicitação de Mudança do tipo “Reativação de Processo”, que deve ser elaborada pelo bolsista e submetida pelo orientador.
Para processos submetidos à FAPESP em formulário impressos, a solicitação deve ser enviada pelo orientador. No caso de processos submetidos à Fapesp em formulários impressos, a solicitação deve ser enviada pelo orientador, através de correspondência assinada ou via sistema Agilis.
É recomendado que a solicitação de reativação da bolsa seja encaminhada 30 dias antes da data prevista para o término da vigência da BEPE, indicada no Termo de Outorga.
Como conseguir bolsa para pós-graduação em instituição particular?
É possível conseguir bolsa de estudos em instituições privadas que podem chegar até 100%, nesse caso cada instituição particular tem sua própria seleção e oferecimento. Nesses casos o aluno fica isento – ou paga um valor reduzido – da mensalidade do curso de pós-graduação.
- FGV
A Fundação Getúlio Vargas (FGV) por exemplo possui duas modalidades de bolsa de estudo para a pós-graduação. Por financiamento próprio da instituição, chamado Fundo de Bolsas. Funciona da seguinte forma, o aluno deve pedir o financiamento semestralmente, podendo também ser solicitado logo no ato da matrícula ou durante o decorrer do curso. O critério para aprovação é apenas econômico e financeiro.
O financiamento de bolsas, com ressarcimento futuro obrigatório e sem juros, é viável graças à colaboração de empresas e pessoas físicas (alunos, ex-alunos, ex-bolsistas, professores e funcionários) e pelo próprio ressarcimento que é corrigido pela variação IGP-M de ex-bolsistas. Atualmente, segundo dados da instituição, cerca de 17% dos alunos de graduação em Administração são atendidos pelo programa.
A FGV dispõe portanto de dois tipos de bolsa, no caso de bolsa restituível o aluno tem as opções: Bolsa de Estudo (que vai de 20% a 100% do valor da mensalidade), Bolsa Material Escolar (auxílio semestral para compra de livros e material escolar), Bolsa Alimentação (auxílio semestral para alunos residentes fora da cidade e São Paulo) e Bolsa Transporte (auxílio semestral para alunos residentes fora da cidade de São Paulo).
Também há a opção da bolsa de estudo não restituível, ou seja, que o aluno não precisa pagar ao final de seu curso. É a Bolsa para Alunos com Dificuldade Econômica, que entretanto, são aplicáveis apenas para alunos da graduação. A instituição pode ainda conceder outras bolsas não reembolsáveis considerando quesitos como diversidade e talentos; que são definidos segundo critérios da FGV/EAESP. As escolas de administração, direito e economia da FGV de São Paulo não cobram mensalidade, mas exigem dedicação integral.
- Anhembi Morumbi
Já a Anhembi Morumbi chega a oferecer bolsas de 100% aos 5 primeiros colocados no edital de mestrado e de 50% para os cinco seguintes. No doutorado há bolsas institucionais para todos os alunos desde que façam um programa de atividades extras com carga de 12 horas semanais.
- ESPM
A ESPM oferece bolsas para mestrado profissional baseada em critérios sociais e de mérito acadêmico. O financiamento da instituição é próprio e sem taxa fixa para alunos de pós lato sensu. Na unidade Rio de Janeiro, pode ser parcelado de 12 a 36 meses e em São Paulo de 17 a 35 meses.
- Mackenzie
Na Mackenzie os quatro primeiros colocado para doutorado não pagam a mensalidade. Para a stricto sensu há o fundo de pesquisa próprio da instituição, chamado Mackpesquisa.
O que é CAPES e a qual sua importância para a pós-graduação
CAPES é a sigla de “Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior” e é uma fundação do MEC (Ministério da Educação). Tem como missão a expansão e consolidação da pós-graduação stricto sensu em todos os estados brasileiros.
Entre as atividades da Capes estão:
- avaliação da pós-graduação de todas as instituições de ensino,
- acesso e divulgação de produção científica nacional,
- investimentos na formação de recursos de alto nível no país e exterior,
- promoção da cooperação científica internacional,
- indução e fomento da formação inicial e continuada de professores para a educação básica nos formatos presencial e a distância.
Pós-graduando de instituições particulares também pode solicitar bolsa de pós
O que nem todos sabem é que estudantes de instituições educacionais particulares também podem pleitear uma bolsa de estudos em órgãos de fomento à pesquisa como Capes; o programa em questão chama-se PROSUP (Programa de Suporte à Pós-Graduação de Instituições de Ensino Particulares).
Poderão solicitar o apoio do programa instituições de Ensino Superior particulares que mantiverem programas de pós-graduação stricto sensu aprovados pela Capes, tendo portanto nota igual ou superior a 3.
Os alunos interessado em obter uma bolsa de pós-graduação do PROSUP devem entrar em contato com as Pró-Reitorias de Pós-Graduação de suas respectivas instituições. Isso porque as bolsas de estudos e taxas escolares são gerenciadas pelas pró-reitorias.
Já o exame de solicitações dos candidatos bem como a seleção e o acompanhamento das bolsas e das taxas escolares são atribuições da Comissão de Bolsas Capes no Programa de Pós-Graduação.
Foi instalada, nesta terça-feira, na Assembleia Legislativa de São Paulo, a CPI das Universidades Públicas. O escopo da investigação é o orçamento das três instituições de ensino superior do estado – USP, Unesp e Unicamp – e a aplicação desses recursos, vinculados ao repasse de 9,57% do ICMS, projetados em 9 bilhões de reais em 2019.
Com domínio do PSDB no governo estadual nos últimos 24 anos, a Alesp tem tradição de ser uma casa dócil ao poder executivo. Durante décadas a oposição, notadamente as bancadas de partidos de esquerda, lutaram para implantar comissões de inquérito para investigar denúncias de desvios no Metrô, na Dersa e outras empresas públicas, nos pedágios, nas merendas escolares e uma infinidade de temas indesejados ao poder estadual.
Ficaram na saudade. A blindagem da tropa de choque governista sempre teve sucesso na tática de protocolar as CPIs “água com açúcar”, sobre temas irrelevantes para o Palácio dos Bandeirantes, como a da gordura trans ou das autopeças, instaladas apenas para evitar as mais espinhosas, porque o regimento interno da casa só permite o funcionamento de 5 comissões ao mesmo tempo.
O que houve, então, para que neste início de governo João Dória fosse possível investigar tema tão relevante como as maiores universidades estaduais do país? Ao que tudo indica, a Inquisição que o governo federal visa dirigir contra a academia e aquilo que chamam de “doutrinação ideológica” ganhou, em São Paulo, um empurrãozinho: a aliança do ultraliberalismo de legendas como o Novo e o obscurantismo representado pelo PSL e setores radicalizados da bancada evangélica.
Aliança obscurantismo-ultraliberalismo
Logo após a sessão inaugural, o presidente eleito da comissão, o deputado Wellington Moura (PRB) concedeu entrevista e disse que, embora a investigação tenha um escopo, outros temas podem ser explorados, como novas formas de eleição e indicação dos reitores e até mesmo a cobrança de mensalidades nas universidades. A intenção manifestada, contudo, além de extrapolar o objeto da CPI, é também um atentado contra a autonomia universitária, prevista no artigo 207 da Constituição Federal.
Para a presidente da ANPG, está em curso no país uma escalada autoritária que tem como um de seus principais alvos a academia. “Temos visto o crescimento de uma onda de perseguições contra professores, cientistas e a comunidade acadêmica em geral. As forças ultraconservadoras sabem que a universidade livre representa um enclave de resistência contra o projeto autoritário e antissocial que querem impor ao país”, afirma.
O embate na comissão vai ser acirrado, caso a base evangélica e o bolsonarismo optem por esse caminho. “Aqui a gente não vai permitir perseguição com vínculo partidário, que queiram diminuir os professores, essa história de taxar que tem ideologia disso e daquilo. Se perceber que tem isso, nós vamos pra cima”, garante a deputada estadual Leci Brandão, do PCdoB.
Desmoralizar e enfraquecer para privatizar
Desejo antigo de grandes grupos privados de educação e do capital financeiro, a privatização das universidades públicas parece ser o amálgama que une os ultraliberais ao conservadorismo neopentecostal. Com efeito, o deputado Daniel José, do Novo, é autor do projeto que visa a cobrança de mensalidades nas universidades públicas. “O conceito de universidade pública, gratuita e estatal deveria deixar de existir”, argumentou o parlamentar em recente entrevista ao jornal Estadão.
Os argumentos privatistas do Novo, que visam acabar com a gratuidade das estaduais e abrir imenso filão ao setor empresarial, cheiram a naftalina. As universidades públicas, além de custarem muito caro e dispenderem muito com professores e servidores de carreira, ao fim seriam frequentadas pelos filhos da elite, que podem pagar. Tal ideia, é claro, não leva em conta que a privatização sepultaria de vez a chance de estudantes pobres acessarem o ensino superior e ignora o papel estratégico da universidade pública na produção de pesquisas essenciais para o desenvolvimento do país e para o bem-estar da população, como as vacinas e fármacos, por exemplo.
Leci Brandão não tem dúvidas: “o pano de fundo da CPI é privatizar as universidades”, sustenta. “O pessoal fala de salários de professores, de gastos, mas existe auditoria, as contas são aprovadas. Agora mesmo, a casa (Assembleia) está parada porque o Dória o PL 01, com as empresas (estatais) que quer acabar”, diz a parlamentar comunista, apontando a conexão entre os movimentos.
A presidenta da ANPG concorda que a ambição de privatizar as universidades é o que move muitos setores que hoje atacam a academia. “Querem estigmatizar o pensamento crítico e a pluralidade de opiniões existentes no ambiente acadêmico, desmoralizar a universidade pública e atacar sua autonomia para, ao fim, privatizá-la”, aponta Flávia Calé.
A sociedade deve pressionar contra os retrocessos
Já na instalação da comissão, os movimentos estudantil e sindical ligados às universidades compareceram à sessão, mostrando que a sociedade organizada está antenada aos debates e mobilizada para evitar retrocessos. Dadas as demonstrações do presidente da CPI e a composição atual da Assembleia Legislativa, a pressão será mesmo necessária.
“Eu tenho que estar lá para defender a universidade, os estudantes. Eu, a Bebel (deputada e presidenta da Apeoesp) e Caruso estamos nessa caminhada. Os movimentos têm que vir para cá, fazer pressão mesmo. Só na pressão essa gente vai entender que eles não vão ficar no poder para sempre. O país tem dono e o dono é o povo”, conclui a deputada Leci.
De São Paulo, Fernando Borgonovi
Foto – karla Boughoff
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No sábado, a programação do II Encontro de Jovens Cientistas Negros e Negras da ANPG teve um de seus debates mais prestigiados, tratando sobre “O epistemicídio do pensamento negro”. Participaram da mesa, que foi mediada por Flávio Franco, secretário-geral da ANPG, o professor da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), Gabriel Nascimento; a mestranda da UFMG Dandara Tonantzin e Gabriel Gaspar, jornalista que fez mestrado sobre a história de Zumbi dos Palmares.

“Epistemicídio” é um conceito, elaborado pelo professor português Boaventura de Souza Santos, que trata da destruição de formas de conhecimento e culturas que não são assimiladas pela cultura do Ocidente branco.

O professor Gabriel Nascimento apresentou uma crítica ao pensamento humanista, que hoje vive uma crise com a ascensão de governantes autoritários. Para ele, tal conceito separou a Humanidade: “o humanismo do Ocidente criou uns como humanos e outros como animais”.
Mas, ao falar da atual conjuntura, Gabriel disse que o momento atual exige a defesa até mesmo desse conceito, pois o fascismo volta a emergir. “A era do humanismo está acabando e quem acabou com ele não foi o negro. Quem acabou com o humanismo foram os fascistas neoliberais brancos, Donald Trump nos EUA, Jair Bolsonaro no Brasil, os partidos de extrema direita na Europa. Então, o humanismo está sendo terminado pelas mesmas mãos brancas que secularmente criaram os modelos de escravização e colonialismo no mundo inteiro”.

O jornalista Gabriel Gaspar questionou se o heroísmo mítico criado entorno da figura de Zumbi não é uma forma de epistemicídio, já que este foi transformado em uma “espécie de Che Guevara negro”.
Para tanto, lembrou que o autor gaúcho Décio Freitas narra uma suposta infância cristã de Zumbi, que teria sido criado por um padre, representação da cultura do opressor, e depois retornaria para liderar os oprimidos. “Ao inserir Zumbi nesse padrão ocidental branco, não seria um marco de epistemicídio? Ainda que o objetivo dela seja criar um herói negro universal, que luta até as últimas consequências pela liberdade, isso continua sendo um epistemicídio?”, indagou.
Gaspar também problematizou se os marcos teóricos desenvolvidos na academia atualmente conseguem superar os conceitos liberais. “Será que os conceitos que temos desenvolvido academicamente estão à altura dos desafios contemporâneos? Lugar de fala, empoderamento, apropriação cultural, acho que esses conceitos não tem a consistência teórica necessária para ultrapassar a logica liberal da representatividade. Dependem de um limite teórico que é a propriedade privada”, analisou.

Dandara Tonantzin abordou a experiência histórica dos negros na academia, que, a seu ver, tem os componentes da estigmatização e da exclusão, mas também da resistência e da superação. “É importante a gente entender o racismo institucional, as formas pelas quais opera para legitimar esse discurso que nos retira desse lugar de protagonismo”.
Para ela, há um ponto de contato entre o epistemicídio negro nas universidades e o desmonte de políticas públicas democratizantes do acesso e da permanência, pois existe uma forma não oficial, mas efetiva, de afastar os negros da academia em razão de um suposto perfil de “estudante ideal” associada a obstáculos econômicos que dificultam a popularização das universidades. “Pensar o epistemicídio é pensar para além da morte simbólica das nossas produções, mas pensar naquilo que está nos matando cotidianamente a ponto de nos fazer evadir da universidade, que não estamos conseguindo concluir nossos cursos porque estão, por exemplo, esvaziando o PNAES, o Plano Nacional de Assistência Estudantil, cortando bolsas”, avaliou.
O II Encontro de Jovens Cientistas Negros e Negras da ANPG somou os pós-graduandos na resistência unitária dos movimentos sociais contra a ofensiva conservadora no país. No mesa sobre conjuntura política, os representantes da UNPG, UNE, Unegro, Levante Popular da Juventude, RUA e parlamentares do campo progressista apontaram que a situação exige unidade de trabalhadores, estudantes e academia para impedir que os retrocessos se imponham em todas as áreas.
Para Verônica Lima, primeira mulher negra eleita na cidade de Niterói, amplos setores precisam se aglutinar para responder e derrotar o obscurantismo que emerge atualmente. “Precisamos de uma unidade ampla, porque nossos inimigos podem ter diferenças, mas eles têm unidade no programa que querem implantar no Brasil. Se eles têm unidade, temos que responder com a nossa, e não só para resistência, mas também para acumular força e reverter esse processo”, disse.
Dani Monteiro, eleita a mulher mais jovem deputada estadual da ALERJ, considerou que o atraso do Brasil em sua inserção econômica faz parte do projeto dos países ricos para manter a dependência de uma das maiores economias do mundo. “O que determina o preço do café não é o custo da mão de obra. É a empresa que domina a cadeia produtiva e define, compra o café aqui a vinte centavos e vende na Europa a 40 euros. É o processo do Brasil de extração de comodities que ainda existe no mundo globalizado”.
O discurso de ódio que tem ganhado peso e influência política na sociedade é resultado do esgotamento dos padrões da democracia liberal em tempos de crise do sistema capitalista, na opinião Thais Carvalho “A democracia liberal tornou-se inconciliável com o capitalismo. A “nova direita” canalizou o ódio para, ao invés de as pessoas serem contra o sistema, serem contra o outro. “O problema da luta das mulheres é que elas pegam um vagão para elas na hora que os trabalhadores estão voltando”, ironiza. Mas salienta que isso também é fruto da força que os movimentos sociais e as lutas contra hegemônicas ganharam no último período: “a reação da nova direita também é porque a gente é a juventude que foi pra universidade, que saiu do armário e não volta mais, que não vai largar nosso território”, conclui.
O II Encontro de Jovens Cientistas Negros e Negras da ANPG continua no domingo e deve aprovar propostas da entidade para a democratização da pós-graduação, entre eles a luta pela adoção da política de cotas.
Baixe a Cartilha do 2º Encontro de Cientistas Negros da ANPG
Passaram-se 15 anos desde que a Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) realizou o primeiro processo de seleção com as chamadas “cotas raciais”, reservando parte das vagas para vestibulandos negros e negras.
A atitude pioneira da UERJ atendia a reivindicação antiga do movimento estudantil, mas só logrou virar política pública nacional, abrangendo universidades e institutos federais, a partir de 2012, com a Lei 12.711 sancionada pela presidenta Dilma Rousseff.
A expansão do ensino superior público, as políticas de financiamento estudantil e as políticas afirmativas de reparação histórica promoveram um importante processo de democratização do acesso à universidade no país. Segundo o IBGE, o número negros e pardos entre 18 e 24 anos a frequentar cursos de nível superior quase dobrou entre 2005 e 2015, saltando de 5,5% para 12,8%.
A ampliação da presença de negros e negras na graduação também se refletiu na pós-graduação. Os dados da PNAD mostram que os mestrandos e doutorandos negros aumentaram de 48 mil para 112 mil entre 2001 e 2016, feito que poderia ser ainda maior se vigorasse uma política de cotas para a pós-graduação.
Mesmo com os avanços do último período, a atualidade das políticas afirmativas se revela diante do quadro de que os negros ainda são apenas 28% entre os pós-graduandos. “Temos entorno de 12 anos de políticas de ações afirmativas no âmbito da graduação e, ainda assim, a pós-graduação se constitui num espaço de privilégios e reprodução da estrutura racista que existe na sociedade brasileira”, diz Flávio Franco, estudante da Unicamp e secretário-geral da Associação Nacional de Pós-Graduandos.
Para alterar essa situação, desde 2014 a entidade vem pautando a necessidade de introduzir a política de cotas também para as vagas de mestrado e doutorado nas universidades públicas. “A ANPG vem fazendo uma grande movimentação, discutindo com pró-reitorias, com o GT Social da Capes no sentido de ocupação de negros e negras em todo o processo de desenvolvimento tecnológico, científico da produção dos conhecimentos e dos saberes existentes na universidade”, assegura Flávio.
O II Encontro de Jovens Cientistas Negros e Negras será realizado momento histórico em que são comemorados 15 anos do início dessa experiência exitosa que tem mudado o perfil da universidade, mas também num contexto de resistência dos movimentos sociais contra os retrocessos representados pelo governo Bolsonaro. “É um momento de balanço positivo desses 15 anos, mas principalmente de lutas contra os ataques e tentativas de retrocessos nas políticas afirmativas vindos de um governo autoritário. As dificuldades do presente devem despertar ainda mais a luta pela garantia da liberdade e a democracia no ambiente acadêmico. Por isso, a ANPG reafirmará sua disposição de conquistar as cotas na pós-graduação”, aponta Vinicius Soares, diretor de Comunicação da entidade.
Quando as pesquisas indicam
rejeição da população brasileira à Reforma da Previdência de Jair Bolsonaro, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e sindicatos de todo o país lançam a campanha “QUERO VIVER DEPOIS DE TRABALHAR”
Principal tema do debate público atualmente no Brasil, a proposta
de Reforma da Previdência do governo
Jair Bolsonaro está sendo negada pela maioria dos brasileiros
e brasileiras, como atestam as últimas pesquisas de opinião de institutos como o Datafolha e o Vox Populi. Representando esse sentimento e mobilizando a população a se manifestar contra essa reforma, a
Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras
do Brasil (CTB) lança nesta sexta (12) a campanha “QUERO VIVER DEPOIS DE TRABALHAR – NÃO MEXA NA MINHA APOSENTADORIA”,
um movimento que busca alertar o público em geral sobre os riscos dessa reforma e a ameaça do fim das aposentadorias.
Em um contexto de envelhecimento da população e de graves ataques
aos direitos sociais básicos, a campanha catalisa a expectativa de milhões de pessoas trabalhadoras, principalmente as mais pobres, de poderem viver com dignidade após todos os seus anos de atividade. Segundo o
presidente da CTB, Adilson Araújo,
o movimento sindical tem a responsabilidade de mostrar, à maioria da população com menos renda e recursos, que ela é a principal prejudicada com as mudanças na Previdência que serão votadas pelo Congresso Nacional.
“É um retrocesso que joga o ônus da crise sobre a classe trabalhadora.
Não vai tirar o Brasil dessa situação financeira e sim preservar os privilégios de alguns setores, enquanto ignora a dívida de empresas privadas com a Previdência. O projeto do governo é promover um desmonte da seguridade social”, denuncia.
De acordo com o próprio texto da Proposta de Emenda Constitucional
6/2019, que é o projeto da reforma em andamento, mais de 90% dos valores que o governo espera cortar do sistema previdenciário são do chamado Regime Geral de Previdência Social, ou seja, o que reúne a imensa maioria dos trabalhadores pobres e que recebem aposentadorias
de um ou dois salários mínimos.
REDES, SITE E CARTILHA
A campanha
“QUERO VIVER DEPOIS DE TRABALHAR”
será composta de peças gráficas como cartazes, folhetos e uma cartilha com pontos explicativos sobre de que forma o trabalhador brasileiro será prejudicado com a reforma. A campanha também terá vídeos, ações nas redes sociais e um site para tirar dúvidas sobre
o tema, auxiliando as pessoas, com uma calculadora online, a medirem as diferenças do atual sistema e do novo em relação ao tempo de aposentadoria.
OS PERIGOS DA REFORMA
Entre os perigos do projeto de reforma da previdência, a CTB
e as centrais sindicais também denunciam o enfraquecimento da aposentadoria rural, o desmonte do Benefício de Prestação Continuada (BPC), que promove o apoio a indivíduos em situação de pobreza extrema, o fim da aposentadoria por tempo de contribuição e a
proposta de capitalização da previdência pública no Brasil, que já se mostrou desastrosa em outros países como o Chile e contribui para a degradação das condições sociais da população idosa.
A CTB e o movimento sindical também combatem o falso argumento
do governo federal e do ministro da economia, Paulo Guedes, de que há um déficit na Previdência, reivindicando que ela seja contemplada devidamente como parte do sistema de seguridade social brasileiro e que seja garantida como prevê a Constituição Federal
para a proteção da vida e da dignidade dos milhões de brasileiros e brasileiras.
Saiba mais em:
www.viverdepoisdetrabalhar.com.br
facebook.com/viverdepoisdetrabalhar
Foi realizado nesta terça-feira, 9/4, na UFAM, em Manaus, o primeiro encontro de pós-graduandos e pós-graduandas do Amazonas. O evento reuniu mais de 100 estudantes e contou com as presenças dos presidentes de APGs Cristiano da Silva Paiva (UFAM) e Paulo César Marques (UEA), do reitor da universidade federal, Professor Sylvio Mário Puga Ferreira, e da pró-reitora de pesquisa e pós-graduação, Professora Selma Suely Oliveira. Nos debates, foram abordados os desafios nacionais da ciência e tecnologia e as também lutas locais contra a perda de conquistas. Um tema que hoje mobiliza a Universidade Federal do Amazonas é a luta contra o fim do subsídio no restaurante universitário (R.U) para os estudantes da pós-graduação, que está sob ameaça de corte. A atuação da APG já obteve uma primeira conquista com a prorrogação do subsídio, que, conforme informou a reitoria no dia do encontro, irá até o dia 31 de julho. Tempo para novas ações para garantir a permanência do direito. “Nossa ideia é trabalhar pela construção de um edital que atenda critérios justos para que, após o fim do prazo, os estudantes possam continuar utilizando o R.U. Outra questão que estamos propondo é a busca de uma emenda parlamentar que mantenha o subsídio do R.U a todos os pós-graduandos”, afirma Cristiano. Além dessa questão, também foi incorporada às reivindicações do encontro a assistência psicológica aos estudantes, uma vez que têm crescido os casos de adoecimento por assédio moral entre os pós-graduandos. A ANPG tem contribuído nessa luta ao disponibilizar o atendimento da Ouvidoria para que os estudantes possam endereçar suas queixas. Por mais investimentos, contra os cortes na Ciência e na Educação Karen Castelli, tesoureira da ANPG, expôs os desafios dos pós-graduandos no país e criticou os profundos cortes orçamentários que afetaram diretamente os ministérios de Ciência e Tecnologia e da Educação. Atualmente, o MCTIC tem seu pior orçamento dos últimos anos e teve 43% de contingenciamento; na Educação, os cortes chegam a R$ 6 bilhões. Órgãos fundamentais para a pesquisa científica, como o CNPQ, já admitem que só devem ter recursos para pagar os bolsistas até setembro. A diretora apresentou as campanhas nacionais da ANPG pela valorização da ciência e dos pesquisadores, através do imediato reajuste das bolsas de estudo, congeladas desde 2013, e da destinação de recursos oriundos do fundo do pré-sal para a ciência e tecnologia. “O papel do conjunto dos pós-graduandos e da organização estudantil dentro das universidades é alavancar essas lutas para que possamos ter nossos direitos preservados, que a pesquisa e os pesquisadores sejam valorizados”, destacou Karen. O encontro aprovou uma moção em defesa da soberania brasileira sobre a Amazônia e contra a exploração das riquezas locais pelos Estados Unidos, acordo que tem sido aventado pelo governo Bolsonaro.
Diante das informações já divulgadas pela ASSIBGE-SN sobre a reunião com a Presidente Susana Guerra, ocorrida em 28 de março, a Executiva Nacional reafirma que a situação do IBGE é muito grave. A Direção relatou estar se movimentando para obter recursos que viabilizem o Censo 2020, não havendo, portanto, garantias para realização da operação censitária até o momento.
Guerra destacou que a próxima semana será decisiva para o Censo 2020, quando estará em Brasília para negociar o orçamento da operação censitária. Já o diretor da DPE, Claudio Crespo, confirmou que o Censo deve passar por um “ajuste operacional”, o que poderá afetar, inclusive, o questionário. Além disso, de acordo com Susana Guerra “tudo está sobre a mesa”, podendo inclusive ocorrer redução da amostra ou do questionário.
A Executiva Nacional entende que qualquer alteração na operação censitária deve respeitar a avaliação dos técnicos da instituição, que possuem total competência para definir tanto o questionário quanto a amostra, conforme demonstrado em longa e reconhecida experiência internacional na realização de censos. Esses elementos são importantes, em razão do estágio avançado do planejamento da operação. Ainda assim, há um complicador já existente: a proposta inicial de orçamento do Censo foi reduzida pelo IBGE em 25%, de R$ 3,1 bilhões para R$ 2,3 bilhões.
A Presidente confirmou que não haverá concurso em 2019. Ao mesmo tempo, a Direção não colocou em pauta a necessidade de concurso em 2020, trabalhando, sob orientação do Ministério da Economia, com a busca de formas alternativas para recompor o quadro de pessoal de modo a cortar “custos”.
O IBGE pretende suprir a falta de pessoal com remanejamento de servidores de órgãos extintos e estatais privatizadas, valendo-se para tanto da Portaria 193/2018, ainda que não tenha apresentado detalhes práticos e legais da proposta. Outro meio para isso é a terceirização, que depois de alterações normativas recentes (Lei 13.429/2017, Decreto 9507/2018 e a Portaria 443/2018), passou a ser praticamente irrestrita no serviço público.
Entretanto, a maior mobilidade de servidores entre os órgãos pode ter efeito contrário ao desejado para a instituição. O IBGE, inclusive, pode perder trabalhadores, como aconteceu em tempos passados. Já a terceirização pode enfraquecer a capacidade de pressão por melhores condições salariais das carreiras existentes, além da possibilidade de criar quadros em extinção, condenando os aposentados ao congelamento salarial.
Sobre o Plano de Carreira a Direção afirmou que pretende manter as discussões da reestruturação no grupo tripartite (IBGE, ASSIBGE-SN e Ministério), através de um novo método, a ser apresentado na próxima reunião com o Sindicato.
Assim, a situação do IBGE é de muitas incertezas. Isso demonstra que é fundamental o envolvimento dos trabalhadores do IBGE em suas diversas áreas, para lutarmos pelas nossas reivindicações.
. Concurso público!
. Censo 2020 sem cortes, que reflita a realidade do país!
. Reestruturação da Carreira!
Executiva Nacional da ASSIBGE-SN
29/3/2019
