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2009

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Discípulo do também húngaro Georg Lukács, Mészáros é considerado um dos maiores pensadores marxistas da atualidade. Sua obra é fundamental para o entendimento do sistema do capital, bem como de sua crise estrutural e da sua necessária superação. Alguns dos mais importantes intelectuais do Brasil e do exterior ajudam a construir sua trajetória de reflexão e de lutas, sob o legado marxista. O seminário, para além da análise e do balanço da obra de grandes autores clássicos e contemporâneos, pretende abrir novos caminhos e perspectivas.

 

Inscrições

Todas as palestras serão públicas e gratuitas. Apenas para a emissão de certificados será cobrada uma taxa prévia de R$ 15,00. Os interessados devem fazer sua inscrição e o pagamento da taxa até as 16 horas do dia 17 de agosto (segunda-feira). O depósito deve ser identificado* e, para tanto, feito diretamente em um caixa do Banco Itaú.

 

Seguem abaixo os dados bancários:
Banco Itaú
Jinkings Editores Associados Ltda.
CNPJ: 00.558.458/0001-60
Agência 2925
c/c 03559-0
* O depósito será identificado pelo cpf do pagante.
 

 

Além do pagamento, para efetuar a inscrição deve ser feito um cadastro, enviando um email para [email protected], com o assunto “Pedido de inscrição para certificado”.
No caso específico de São Paulo, será exigida a participação em pelo menos cinco das oito mesas previstas na USP para a obtenção do certificado. Haverá listas de presença nos eventos.

 

Programação

 

USP (São Paulo) 
Auditório da História (FFLCH)
Rua do Lago, 717 – Cidade Universitária
 

18/8, terça-feira
14h: O poder da ideologia
Miguel Vedda, Osvaldo Coggiola, Virginia Fontes e Wolfgang Leo Maar
19h: Trabalho e alienação
Giovanni Alves, Jesus Ranieri, Ricardo Antunes e Ruy Braga
 

19/8, quarta-feira
14h: Marx, Lukács e os intelectuais revolucionários
Antonino Infranca, Emir Sader, Maria Orlanda Pinassi e Ricardo Musse
19h: Para além do capital – a crise estrutural do capital
Edimilson Costa, François Chesnais, Jorge Beinstein e Leda Paulani
 

20/8, quinta-feira
14h: Para além do capital – lógica destrutiva e questão ambiental
Brett Clark, Carlos Walter Porto-Gonçalves, Mohamed Habbib e Plínio de Arruda Sampaio
19h: Educação e socialismo
Afrânio Mendes Catani, Décio Saes, Isabel Rauber e Roberto Leher
 

21/8, sexta-feira
14h: Marxismo, lutas sociais e revolução na América Latina
Aldo Casas, Francisco de Oliveira, Gilmar Mauro e Lúcio Flávio de Almeida
19h: CONFERÊNCIA – A necessária reconstituição da dialética histórica
István Mészáros (precedido por um solo de Bach em viola, por Susie Mészáros)

 

UNESP (Araraquara) 
Anfiteatro B
Rod. Araraquara – Jaú Km1
 

24/8, segunda-feira
19h30: A crise estrutural do capital
Aldo Casas, Gilmar Mauro e Maria Orlanda Pinassi

 

UNICAMP (Campinas) 
Auditório I (IFCH)
Cidade Universitária – Barão Geraldo
 

25/8, terça-feira
14h: A crise estrutural do capital
Aldo Casas, Caio Navarro de Toledo, Plínio de Arruda Sampaio Jr. e Ricardo Antunes

 

CUFSA (Santo André) 
Auditório do Colégio da FSA
Av. Príncipe de Gales, 821
 

26/8, quarta-feira
19h30: Crise do capital e perspectivas do trabalho
Antonio Rago Filho, Everaldo de Oliveira Andrade, Livia Cotrim e Miguel Vedda

 

UERJ (Rio de Janeiro) 
Auditório 11
Rua Sao Francisco Xavier, 524 – Maracanã
 

25/8, terça-feira
18h: A necessária reconstituição da dialética histórica
István Mészáros; comentários de Emir Sader e Gaudêncio Frigotto

 

UFRJ (Rio de Janeiro) 
Auditório Pedro Calmon
Av. Pausteur, 250 – Urca
 

26/8, quarta-feira
17h30: Perspectiva do socialismo hoje
Carlos Nelson Coutinho, Jorge Giordani e José Paulo Netto
19h30: Conferência – A necessária reconstituição da dialética histórica
István Mészáros (precedido por um solo de Bach em viola, por Susie Mészáros)

 

UFRGS (Porto Alegre)
Av. Paulo Gama, 110
 

27/8, quinta-feira (Salão de festas da reitoria)
18h: Conferência – A necessária reconstituição da dialética histórica
István Mészáros; comentários de Jorge Giordani
 

28/8, sexta-feira (Auditório da Faculdade de Economia)
14h: A transição para além do capital em Mészáros
Carla Ferreira, Jorge Giordani e Nildo Ouriques

 

CEFET-MG (Belo Horizonte) 
Auditório do Campus 1
Av. Amazonas, 5253
 

27/8, quinta-feira
15h: Para além do capital: crise do capital e perspectivas do trabalho
Ester Vaisman, Milney Chasin, Nicolas Tertulian e Rodrigo Dantas

 

UNB (Brasília) 
Anfiteatro 09/ICC-Norte
ICC – Ala Norte
 

1/9, terça-feira
15h: A crise estrutural do capital e o desafio do socialismo no século XXI
Gilson Dantas, Rodrigo Dantas e Valério Arcary

 

Fonte: Boitempo Editorial

As inscrições devem ser feitas pessoalmente ou por procuração, de segunda a sexta-feira, das 14h30 às 17h, na secretaria do programa, que fica na sala 4234, 4º andar do prédio da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, à avenida Antônio Carlos, 6627, campus Pampulha. Serão aceitas também inscrições pelo Correio, desde que sejam enviadas com remessa sedex e tenham data de postagem até 11 de setembro para o doutorado e até 18 de setembro para para o mestrado.
Mais informações pelo telefone (31) 3409 5072 ou pelo e-mail [email protected].

Informações detalhadas poderão ser obtidas nos E-mail descritos.

Centro de Energia Nuclear Na Agricultura – CENA
[email protected]
01 Professor Titular, referência MS-6, em RDIDP, junto à Divisão de Produtividade Agroindustrial e Alimentos.
Inscrições abertas pelo prazo de 180 dias, no período de 06/05 a 03/11/2009. Diário Oficial de 06/05/2009.
Edital 004/2009

Escola de Artes, Ciências e Humanidades – EACH
[email protected]
02 Professores Titulares, referência MS-6, em RDIDP (dedicação exclusiva), na área de conhecimento Artes, Ciências e Humanidades.
Inscrições abertas pelo prazo de 180 dias, no período de 16.02 a 14.08.2009. Diário Oficial de 13.02.2009.
Edital 006/2009

Fonte: USP

O tema do ensaio contemplará obrigatoriamente referências temáticas da vida e obra de Euclides da Cunha, bem como de sua repercussão na literatura brasileira.


Os trabalhos deverão ter de 8 a 12 laudas (incluída a bibliografia), com formatação Times New Roman, fonte 12, espaço 2, alinhamento justificado. Deverão, ainda, ser entregues em 3 (três) vias, sem identificação de autoria, em envelope lacrado e acompanhado de uma ficha de inscrição onde conste:


1. nome do autor; 
2. título do trabalho;
3. endereço para correspondência; 
4. telefones;
5. e-mail; 
6. instituição a que está filiado;
7. nível: aluno de graduação, aluno de especialização, aluno de mestrado, aluno de doutorado.
Os trabalhos poderão ser entregues no Setor de Literatura Brasileira (UFRJ/ Faculdade de Letras/ Ilha do Fundão), ou remetidos pelo correio para Condomínio Boa Vista, rua 2, casa 300. Itaipu. Niterói. RJ. CEP 24.346-000, a/c da Profa. Anélia Montechiari Pietrani.

As inscrições dos trabalhos acontecerão até 1º de setembro de 2009, considerando-se, no caso de remessa por via postal, a data de postagem nos Correios. Os trabalhos inscritos não serão devolvidos.

O resultado do concurso será divulgado durante a Semana Euclides da Cunha-UFRJ, que acontecerá de 29 de setembro a 1 de outubro de 2009, na Faculdade de Letras da UFRJ.
Os dois melhores ensaios (um de Graduação e outro de Pós-Graduação) serão premiados com livros e publicados nos anais da Semana Euclides da Cunha.

Fonte: UFRJ

Reunida no dia 5 de agosto, na sede da ABC, no RJ, a comissão julgadora decidiu conceder cinco bolsas para a área de Ciências Biomédicas, Biológicas e da Saúde, uma à área de Física e uma à área de Química. As selecionadas são:

– Ciências Físicas

Elysandra Figueredo, da USP, com o projeto "Formação de Estrelas de Alta Massa"

– Ciências Químicas

Annelise Casellato, da UFRJ, com o projeto "Desenvolvimento de Novos Complexos com Potencial Atividade Biorremediadora"

– Ciências Biomédicas, Biológicas e da Saúde

Alexandra Ioppi Zugno, da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc), com o projeto "Avaliação da atividade da acetilcolinesterase e alterações comportamentais induzidas por ketamina em um modelo animal de esquizofrenia em ratos"

Flavia Carla Meotti, da UFSC, com o projeto "Envolvimento do receptor TRPA1 na hipersensibilidade da bexiga urinária"

Lea Tenenholz Grinberg, da USP, com o projeto "Demência vascular, uma doença prevenível, pode ser muito mais comum do que imaginada. Um estudo com autopsias de casos pertencentes ao Banco de Encéfalos Humanos do Grupo de Estudos em Envelhecimento Cerebral da FMUSP"

Sheila Cavalcante Caetano, da USP, com o projeto "Estudo genético do sistema dopaminérgico em famílias de crianças com transtorno do humor bipolar"

Valeria Cristina Sandrim, da Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte, com o projeto "Avaliação da expressão gênica global em culturas de células endoteliais incubadas com plasma de gestantes com pré-eclâmpsia severa: enfoque no valor preventivo e terapêutico dessa ferramenta (microarray)"

Julgamento

Participaram da reunião que escolheu as vencedoras da bolsa Suely Bordalo, diretora científica da L’Oréal Brasil; Pedro Lessa, representando a Unesco; e os membros titulares da ABC, Jacob Palis e Marcelo Miranda Viana da Silva, das Ciências Matemáticas; Beatriz Leonor Silveira Barbuy e Belita Koiller, das Ciências Físicas; Lucia Mendonça Previato e Mayana Zatz, das Ciências Biomédicas; e Francisco Mauro Salzano, das Ciências Biológicas.

Os relatos dos acadêmicos Cid Bartolomeu de Araújo, das Ciências Físicas e Jailson Bittencourt de Andrade, das Ciências Químicas, impossibilitados de comparecer, foram lidos durante a reunião.

Após exame detalhado dos currículos e avaliação da qualidade e viabilidade de execução dos projetos pelas proponentes, a comissão identificou as melhores candidatas nas áreas de Ciências Biomédicas, Biológicas e da Saúde, Ciências Físicas e Ciências Químicas.

No caso das Ciências Matemáticas, entendeu-se que, embora a lista de candidatas inclua jovens pesquisadoras muito promissoras, nenhuma atendeu aos critérios da comissão. Foi observado que esse fato deve estar ligado a especificidades da Matemática, onde a publicação de artigos científicos normalmente só tem início algum tempo após a defesa da tese.

As vencedoras receberão uma bolsa auxílio grant no valor equivalente a US$ 20.000 (vinte mil dólares) cada. A cerimônia de premiação acontecerá na cidade do Rio de Janeiro, no dia 23 de setembro.

Fonte: Jornal da Ciência

Para traçar a imagem do país construída pela música, o sociólogo Daniel Martins, da UFMG, selecionou 165 composições dentre as cerca de cinco mil músicas mais tocadas lançadas no período escolhido. Na triagem, foram descartadas as músicas cantadas por artistas brasileiros em idioma que não fosse o português, as composições estrangeiras e as que versavam sobre o amor romântico, devido à vastidão de composições que se dedicam a esse assunto.

As canções restantes se dividiam em nove temáticas. O pesquisador então escolheu para a análise os temas mais recorrentes: religiosidade, política, gênero e sexualidade, questões étnico-raciais e assuntos urbanos. Apesar de ter descartado alguns temas, como mobilidade social e meio ambiente, o sociólogo ressalta a importância de todos os assuntos abordados nas composições para se compreender o Brasil.

A análise mostra que algumas questões figuram há décadas na música brasileira, como a vida nas favelas e o preconceito religioso, de gênero e racial. “Isso acontece porque esses são problemas que ainda hoje não têm solução”, justifica Martins.

Caixa de surpresas

O estudo também revela mudanças inesperadas de comportamento. Um exemplo é que o número de canções que falam da emancipação feminina de forma positiva cresceu, embora o Brasil seja considerado um país machista. Segundo o sociólogo, no início as músicas eram extremamente machistas. “Com o passar do tempo, a construção da imagem de uma mulher mais forte se torna constante e positiva e se iguala à imagem masculina”, diz Martins. “Foi a única temática com avanços significativos”, completa.

Outra conclusão surpreendente da análise diz respeito à representatividade das diferentes religiões nas músicas. Apesar da estimativa de que 89% da população brasileira sejam cristãos – entre católicos e evangélicos –, o cristianismo não tem tanto destaque.

Segundo Martins, as crenças afro-brasileiras são mais citadas, principalmente pelos artistas da MPB e do samba, gêneros que estão entre os mais difundidos pelas rádios. Mas ele frisa que umbanda, candomblé e outras religiões de matriz africana são mais bem aceitas na música do que no cotidiano. Já os cantores católicos e evangélicos ficam restritos a alguns nichos, o que dificulta o aparecimento de suas canções entre as mais tocadas no país.

O pesquisador ressalta que seu trabalho mostra a validade da música como objeto de estudo sociológico, embora este seja um caminho não convencional no meio acadêmico. Frente à escassez da literatura sobre sociologia musical no Brasil, Martins buscou na antropologia, na comunicação e na história as bases teóricas para sua pesquisa. “A música se mostrou um instrumento rico e pouco explorado que nos permite interpretar pedaços da nossa brasilidade”, avalia. E completa: “Quando você lê nas entrelinhas, você vê um Brasil profundo.” 

Raquel Oliveira
Ciência Hoje On-line

Os ganhadores do concurso, realizado em parceria com o portal SciVee, especializado no compartilhamento de vídeos científicos, foram anunciados na semana passada. A iniciativa premiou vídeos nas categorias individual, produzidos por pesquisadores autônomos, e institucional, financiados por corporações. Para cada categoria, foram eleitos os favoritos dos leitores e de um corpo de cinco jurados, que incluía pesquisadores e especialistas em divulgação científica.

Entre os vídeos independentes, o escolhido pelo júri foi Synaptic cleft [Fenda sináptica], a paródia de um rap do grupo Wu-Tang Clan’s que teve sua letra modificada para explicar o fenômeno de transmissão de informação entre os neurônios. O vídeo foi produzido pelo estudante de biologia Tom McFadden, da Universidade de Stanford, na Califórnia (EUA), e estrelado por vários amigos seus. 
 

 

 

 

Clique na imagem para assistir ao vídeo eleito o melhor na categoria individual pelos jurados (em inglês). Produzido pelo estudante de biologia Tom McFadden, o vídeo traz a paródia de uma música de rap adaptada para explicar a transmissão de informação entre os neurônios.

Tom possui um canal próprio no YouTube, com 9 vídeos publicados, vários deles sobre o conteúdo das matérias que cursava na universidade. Quando ele se tornou monitor das aulas de biologia, aliou sua paixão pelo rap e por essa disciplina e decidiu criar vídeos para estimular os alunos e ajudá-los a estudar para as provas.

“Creio que o concurso fez um bom trabalho ao promover vídeos curtos como um jeito novo e criativo de apresentar a ciência para o grande público”, conta ele em entrevista à CH On-line. “Como meu objetivo é compartilhar o amor pela biologia com o maior número possível de pessoas, estou muito feliz por ser reconhecido com o prêmio.” Tom conta ainda que está investindo agora em vídeos voltados para estudantes de ensino fundamental.

De estilo mais sério é o vídeo escolhido pelo público, Fencing flamingos [Cercando flamingos], da aluna de ecologia e biologia evolutiva Marita Davison, da Universidade Cornell, também nos Estados Unidos. A estudante registrou os passos de sua pesquisa com flamingos bolivianos da região de Laguna Colorada, em uma reserva de proteção ambiental na fronteira da Bolívia com o Chile. Essas aves, hoje raras, eram consideradas extintas até sua redescoberta em 1957.

Vídeos institucionais
Na categoria de vídeos institucionais, o escolhido dos jurados foi Tree of life [Árvore da vida], produzido pela Wellcome Trust, organização britânica que arrecada fundos para pesquisa em biomedicina. O documentário conta em seis minutos a história da evolução das espécies e pode ser visto também em uma versão interativa na página da instituição.

A escolha do público foi Pioneering new frontiers in tumor angiogenesis [Novas fronteiras pioneiras na angiogênese de tumores], da empresa de biotecnologia norte-americana Amgen. O vídeo mostra o processo de crescimento de novos vasos sanguíneos que alimentam o desenvolvimento de tumores malignos.

Clique na imagem para assistir ao vídeo eleito o melhor na categoria institucional pelo público (em inglês). Produzido pela empresa Amgen, o trabalho apresenta o crescimento de vasos sanguíneos que alimentam tumores.

É cada vez mais comum entre cientistas o uso de vídeos para a divulgação científica. Além do próprio SciVee, no ar desde 2007, uma iniciativa que mostra o crescimento desse campo é a existência doJournal of Visualized Experiments, periódico dedicado exclusivamente à publicação de pesquisas da área biológica em vídeo. A revista tem revisão por pares e já publicou centenas de vídeos desde sua criação em 2006.

Sofia Moutinho
Ciência Hoje On-line

O conselho da Universidade Federal do Paraná (UFPR) aprovou na sexta-feira, dia 7, a criação do Instituto Mercosul de Estudos Avançados (Imea). O instituto é a unidade precursora da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), instituição que terá sede em Foz do Iguaçu e cujo projeto de criação foi aprovado pela Câmara dos Deputados e será agora apreciado no Senado Federal. A Universidade Federal do Paraná é tutora da Unila.

 

O instituto, explica o presidente da comissão de implantação da Unila, Hélgio Trindade, possibilita iniciar este mês as três primeiras atividades acadêmicas da futura instituição. No próximo dia 19 será instalado o conselho consultivo da Imea, integrado por especialistas de 23 países das três Américas. Todos os países da América do Sul estarão representados no conselho.

 

De 19 a 22 de agosto, acontecerá um colóquio internacional sobre educação para a integração latino-americana. A abertura do colóquio será feita pelo reitor da Universidade Andina Simon Bolívar.

 

De 31 de agosto a 5 de dezembro, o Imea vai instalar dez cátedras de estudos latino-americanos. Cada cátedra, diz Hélio Trindade, terá um patrono, que homenageia uma personalidade que teve atividade expressiva na educação e um fundador, geralmente um professor e pesquisador em atividade no continente latino-americano.

 

A cátedra Ciência, Tecnologia e Inclusão Social, que homenageia o cientista e pesquisador argentino Amílcar Herrera, será a primeira a ser instalada. A fundadora dessa cátedra é a antropóloga Hebe Vessuri, pesquisadora sênior do Instituto Venezuelano de Investigações Científicas.

 

A dinâmica das cátedras, segundo Trindade, começa com apresentação do tema pelo fundador, seguida de debates. Nos dias seguintes, esse professor terá encontros com os professores visitantes do Imea para orientar e sugerir áreas de pesquisa.

 

As cátedras, que têm uma semana de duração, e 15 horas de atividades acadêmicas e científicas, serão abertas a estudantes de pós-graduação da região da tríplice fronteira – Brasil, Argentina e Paraguai. O pós-graduando receberá certificado de participação que contará créditos no seu curso.

Fonte: Jornal da Ciência

Os resultados apontam uma queda da influência do fator racial na determinação do caminho profissional e acadêmico dos jovens. Segundo a pesquisa, já não é mais válido o cenário em que os brancos estudam mais e os negros começam a trabalhar mais cedo, verificado até há pouco tempo.

Os pesquisadores utilizaram dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foram avaliados dados sobre jovens com idade entre 19 e 25 anos – a faixa etária em que eles concluem o ensino médio ou já ingressaram no ensino superior.

A análise dos dados da PNAD mostrou que, em 2002, ser branco aumentava em 114% a chance de pertencer à categoria considerada a mais indicada para o jovem: estudar e não trabalhar. Três anos depois, esse percentual havia caído para 53%. As mudanças também foram observadas na proporção de jovens que precisam trabalhar além de estudar. Em 2002, ser negro aumentava em 112,9% a chance de um jovem pertencer a esse grupo. Em 2005, a taxa havia passado para 82%.

Para a autora do estudo, a socióloga Danielle Cireno Fernandes, da UFMG, o percentual ainda é alto, mas está havendo uma redução efetiva da desigualdade social. “Isso se deve à interferência do governo no acesso ao ensino superior”, explicou ela à CH On-line. “Além disso, o Brasil ingressou em um novo modelo de produção em que o ensino superior passou a ser mais valorizado”. A interferência do governo no acesso ao ensino superior ajudaria a explicar a redução da desigualdade racial na educação, segundo a socióloga. 

Mas não há razão para otimismo, segundo Rafael Guerreiro Osório, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Não houve queda nos níveis de desigualdade racial na avaliação do sociólogo, que participou da mesa-redonda com Danielle Fernandes. Osório afirma que o racismo incide no processo de mobilidade social e mantém a desigualdade de renda. “Relativamente, os negros ocupam o mesmo lugar social que seus pais ocupavam no contexto social em que viviam: uma posição inferior”, ressalta.

Demanda por qualificação
A educação também foi pauta do debate realizado no congresso entre Fernandes, Osório e Marcelo Medeiros, também do Ipea. Um estudo desenvolvido por Osório mostra que, na década de 1970, um diploma do ensino médio praticamente assegurava que o indivíduo estivesse fora da linha de pobreza. Nos dias de hoje, o mesmo nível de escolaridade não oferece garantia de boa posição econômica.

Para Medeiros, o investimento na qualificação da mão-de-obra é um dos passos urgentes para diminuir a desigualdade social. “No Brasil, a ênfase das políticas públicas costuma ser na educação primária”, afirma. “É preciso agora investir nos ensinos médio e superior, já que a qualificação é uma demanda do modelo de produção mais complexo no qual o Brasil ingressou”, afirma.

Ele acrescenta que são necessárias mudanças na estrutura de produção para que seja possível a absorção da massa da população adulta pouco qualificada pelo mercado de trabalho, além da realização de programas de distribuição de renda em larga escala.

Fonte: Ciência Hoje (CH On-line)

 

Na última quarta-feira (5/8), a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou o relatório do deputado federal Dr. Rosinha (PT-PR), favorável ao projeto de criação da Unila. Como tramita em caráter conclusivo, a matéria segue diretamente para o Senado e, na sequência, à sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, caso não haja alterações.

A Universidade Federal do Paraná (UFPR), na condição de tutora da Unila até que o Congresso Nacional aprove o projeto de lei que autoriza sua criação, viabilizará as contratações. O projeto de lei, de número 2.878/08, prevê a contratação de 250 professores efetivos, 250 professores visitantes e 206 servidores técnicos e administrativos (67 de nível superior e 139 intermediário). As aulas dos cursos de graduação começam em março de 2010.

Colóquio

As primeiras atividades acadêmicas da nova universidade começam no próximo dia 19 de agosto, quando será instituído o Conselho Consultivo do Instituto Mercosul de Estudos Avançados (Imea), no primeiro dia do 1º Colóquio Internacional “Educação para a Integração Latino-Americana”. A criação do Imea foi aprovada na última sexta-feira (7/8) pelo Conselho Universitário da UFPR. Ao lado, foto da Visão aérea do terreno doado por Itaipu onde será construída a sede da Unila.

O conselho será formado por especialistas brasileiros e estrangeiros de excelência em suas áreas de atuação. Será um órgão da Unila dedicado à pesquisa e à pós-graduação que funcionará em rede com as demais universidades da região.

O colóquio acontece até o dia 22 de agosto, no Parque Tecnológico de Itaipu [íntegra da programação abaixo]. A abertura será feita pelo reitor da Universidade Andina Simon Bolívar, com sede no Equador, Enrique Ayala Mora. O reitor da UFPR, Zaki Akel Sobrinho, participa do evento.

Cátedras

Entre os meses de agosto e dezembro, o Imea irá instalar dez cátedras de estudos latino-americanos. Cada cátedra terá um patrono, que homenageia uma personalidade que teve atividade expressiva na educação e um fundador, geralmente um professor e pesquisador em atividade no continente latino-americano.

A cátedra Ciência, Tecnologia e Inclusão Social, que homenageia o cientista e pesquisador argentino Amílcar Herrera, será a primeira a ser instalada. A fundadora da cátedra é a antropóloga Hebe Vessuri, pesquisadora sênior do Instituto Venezuelano de Investigações Científicas.

A dinâmica das cátedras começará com apresentação do tema pelo fundador, seguida de debates. Nos dias seguintes, esse professor terá encontros com os professores visitantes do Imea para orientar e sugerir áreas de pesquisa.

As cátedras, que têm uma semana de duração e 15 horas de atividades acadêmicas e científicas, serão abertas a estudantes de pós-graduação da região da tríplice fronteira – Brasil, Argentina e Paraguai. Ao final, o pós-graduando receberá certificado de participação que contará créditos em seu curso.


Helgio Trindade, presidente da comissão de implantação da Unila
Conforme Helgio Trindade, coordenador da comissão de implantação da nova universidade, a opção da contratação temporária foi escolhida porque a realização de concurso público só poderá ser feita após a aprovação definitiva do projeto. "Os professores visitantes vão contribuir para o planejamento dos cursos de graduação e pós-graduação de 2010, além de trabalhar em conjunto com as cátedras, se envolvendo no primeiro ciclo de estudos da Unila", explica Trindade.

Há vagas para professor visitante em 22 diferentes áreas de atuação [lista abaixo]. Os candidatos devem ser doutores nas respectivas áreas. Os brasileiros ainda precisam ser aposentados de instituições federais de ensino superior ou de instituições públicas não federais. Os estrangeiros podem ou não estar ativos em suas instituições. A seleção ocorrerá por meio de avaliação curricular e será concluída até o fim de agosto. Os interessados devem enviar seus currículos para o e-mail [email protected].
As 22 diferentes áreas de atuação nas quais há vagas para professor visitante na Unila

História
Geografia
Antropologia
Letras – Intercultural
Letras – Literatura
Letras – Português/Espanhol
Artes
Comunicação
Relações Internacionais
Planejamento e Gestão da Educação
Educação Superior Comparada
Sociologia Rural
Agronomia
Ciência Política
Economia
Biologia
Ecologia
Engenharias Macro e Sistemas
Química
Física
Saúde Coletiva
Matemática


Programação do 1º Colóquio Internacional
Educação para a Integração Latino-Americana

19 de agosto
Quarta-feira

20h00 às 21h30
Palestra magna de abertura do Colóquio

Tema: A Universidade e a integração latino-americana

• Enrique Ayala Mora, reitor da Universidade Andina Simón Bolívar, Sede Equador

20 de agosto
Quinta-Feira

10h00 às 11h30
Sessão Solene de Abertura do Colóquio e de Instalação do Instituto Mercosul de Estudos Avançados (Imea)

Presidência
• Ministro da Educação do Brasil, Fernando Haddad

Ministros de Educação do Mercosul
• Ministro de Educação e Cultura do Paraguai, Luis Alberto Riart Montaner
• Ministro de Educação da Argentina, Juan Carlos Tedesco
• Ministra de Educação e Cultura do Uruguai, Maria Simón

Autoridades convidadas
• Reitor da Universidade Federal do Paraná, Zaki Akel Sobrinho
• Presidente da Comissão de Implantação da Unila, Hélgio Trindade
• Secretária da Seti/PR, Lygia Pupatto
• Secretária de Educação Superior do MEC/Brasil, Maria Paula Dallari
• Presidente da Andifes, Alan Kardek Barbiero
• Diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Jorge Miguel Samek
• Diretor-Geral Paraguaio da Itaipu Binacional, Carlos Mateo Bamelli
• Prefeito Municipal de Foz do Iguaçu/PR, Paulo MacDonald Ghisi
• Diretor-Superintendente da Fundação PTI, Juan Carlos Sotuyo
• Parlamentares e autoridades civis

12h00 às 13h00
Inauguração das instalações provisórias da Unila/Imea no Parque Tecnológico Itaipu – PTI

13h00
Almoço

14h30 às 16h30
Painel 1: Conhecimento, poder e mudança social: o papel da universidade na América Latina
Mediador: Zaki Akel Sobrinho, Reitor da Universidade Federal do Paraná (UFPR)
• Michael W. Apple, Professor de Currículo e Ensino e de Estudos sobre Política Educacional, Universidade de Wisconsin-Madison (EUA)
• Jessé José Freire de Souza, Coordenador do Centro de Pesquisas sobre Desigualdade (CEPEDES) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
• Axel Didriksson Takayanagui, secretário de Educação do Governo da Cidade do México, Coordenador Geral da Rede de Macro-universidades Públicas de América Latina e Caribe e ex-diretor do CESU/UNAM (México)

16h30
Intervalo para o café

16h45 às 18h45
Painel 2: A Universidade e os desafios da integração latino-americana
Mediador: Alessandro Candeas, membro da Comissão de Implantação da Unila, chefe da Divisão de Atos Internacionais do Ministério das Relações Exteriores
• José Renato Carvalho, Diretor do Instituto Internacional da Unesco para a Educação Superior na América Latina e Caribe – Iesalc (Venezuela)
• Elio Ivan Rodriguez Chavez, presidente da Assembléia Nacional de Reitores (Peru)
• Gustavo Rodríguez Ostria, Universidade Maior de San Simón e Oficial Superior de Cultura de Cochabamba (Bolívia)

21 de agosto
Sexta-Feira

8h30 às 10h30
Painel 3: A universidade latino-americana diante da globalização e da sociedade do conhecimento
Mediador: Célio Cunha, Membro da Comissão de Implantação da Unila, professor da Universidade de Brasília e ex-Coordenador da Unesco/Brasil
• Susan Robertson, Professora de Sociologia da Educação na Faculdade de Educação da Universidade de Bristol e Coordenadora do Centro para Globalização, Educação e Sociedades (Inglaterra)
• Gabriel Macaya Trejos, ex-Reitor da Universidade da Costa Rica e Membro da Academia Nacional de Ciências
• Luis Eduardo González, Diretor do Programa Política e Gestão Universitária do Centro Inter-universitário de Desenvolvimento (Cinda)

10h30
Intervalo para o café

10h45 às 12h45
Painel 4: O saber acadêmico e a produção e difusão do conhecimento na Era da Informação
Mediador: Paulino Motter, Membro da Comissão de Implantação da Unila, assistente do Diretor-Geral Brasileiro da Itaipu Binacional
• Gustavo E. Fischman, Universidade Estadual do Arizona (EUA)
• Hernán Thomas, Universidade Nacional de Quilmes (Argentina)
• Virgilio Álvarez Aragón, Diretor da Faculdade Latino-americana de Ciências Sociais (Flacso), Sede Acadêmica Guatemala

13h00
Almoço

14h30 às 16h30
Painel 5: Universidade Latino-Americana: qualidade acadêmica e relevância social
Mediador: Carlos Roberto Antunes, Membro da Comissão de Implantação da UNILA, professor e ex-Reitor da Universidade Federal do Paraná (UFPR)
• Luis Enrique Orozco, Universidade dos Andes (Colômbia)
• Luis Armando Gandin, Professor da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
• Márcia Rivera, diretora executiva do Instituto Latinoamericano de Educación para el Desarrollo (Ilaedes – Puerto Rico)

16h30
Intervalo para o café

16h45 às 18h45
Painel 6: Universidade Latino-Americana: integração universidade-sociedade
Mediadora: Ingrid Sarti, Membro da Comissão de Implantação da UNILA, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
• Freddy Castillo Castellanos, Reitor da Universidade Nacional Experimental de Yaracuy (Venezuela)
• Gerónimo de Sierra, coordenador da Comissão de Pós-Graduação
• Ronald Glass, Professor da Universidade da Califórnia, Santa Cruz (EUA)

22 de agosto
Sábado

8h30 às 10h30
Painel 7: Universidade e integração: experiências regionais
Mediador: Víctor Chamorro, Reitor da Universidade Nacional del Este (Paraguai)
• Eduardo Francisco José Asueta, Reitor da Universidade Nacional de Entre Rios (Argentina)
• Marcos Costa Lima, Membro da Comissão de Implantação da UNILA, professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e presidente do Fórum do Mercosul (FoMerco)
• Domingo Rivarola, Diretor da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, (FLACSO), Sede Acadêmica Paraguai

10h30
Intervalo para o café

10h45 às 12h30
Conferência de Encerramento
Tema: O papel da educação na integração latino-americana
Mediador: Hélgio Trindade, Presidente da Comissão de Implantação da UNILA, ex-Reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Conselheiro da Comissão de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação (CNE)
• Luis Yarzábal, presidente da Administração Nacional de Educação Pública e diretor nacional de Educação Pública (Uruguai)

13h00
Almoço de confraternização 

Por Fernando César Oliveira [com informações de Itaipu e do MEC]. Fonte: UFPR