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Foi assinado nesta quarta-feira, dia 16/6, o termo de cooperação entre o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e a Fundação Cousteau, para implementar programas de parceria em educação ambiental, com foco em recurso hídricos

Nesse contexto, o MCT vai disponibilizar R$ 8,5 milhões para a construção de uma unidade do Centro de Aquicultura e Pesca em Uberaba (MG). A assinatura do acordo com a Fundação Cousteau é mais um passo para consolidar a Fundação Hidroex (centro de educação para as águas da América Latina) como polo de recursos hídricos no país.

 O ministro Sergio Rezende destacou que a parceria entre o Brasil e a Fundação Jacques Cousteau é muito importante para o desenvolvimento do Brasil e a preservação ambiental. "Nosso país é muito grande e temos água nas mais diversas condições climáticas e ambientais. Construir centros e investir nessa área é a melhor forma de entendermos a nossa riqueza natural e preservá-la", disse.

 Francine Cousteau, presidente da fundação e viúva de Jacques Cousteau, destacou que o acordo firmado é um importante instrumento para as futuras gerações. "A água é fundamental para a vida do nosso planeta. Se soubermos preservá-la vamos garantir o futuro de milhares de pessoas. Essa é a filosofia da Fundação", afirmou.

 O termo de cooperação entre o MCT e a Fundação Cousteau prevê também investimento para a construção da Cátedra de Ecotenia. A Cátedra será instalada pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM). A cátedra foi desenvolvida por Jacques Cousteau. O objetivo principal desse centro de estudos é o desenvolvimento de técnicas e programas para a recuperação e preservação de áreas degradadas. Serão investidos R$ 14 milhões no projeto. Os recursos serão liberados por meio de um Termo de Descentralização de Crédito. 

(Felipe Linhares, da Assessoria de Comunicação do MCT)

 

Fonte: Jornal da Ciência




Está disponível desde 14 de junho até 28 de julho a Consulta Pública para a revisão da Lei dos Direitos Autorais (9610/98).

Atualmente, práticas comuns como copiar as músicas de um cd para um aparelho mp3, para uso privado, ou mesmo tirar xerox de um capítulo de um livro na universidade, são considerados crimes. Então é o momento de se perguntar: quem está errada, a sociedade ou a lei?

No último Congresso de Pós-Graduandos foi aprovada uma moção pela Reforma da Lei. Agora, na fase de Consulta Pública, não só os estudantes, mas a sociedade em geral vai poder opinar sobre os rumos da nova Lei.

Uma das principais contribuições da proposta de revisão da Lei do Direito Autoral, o Fair Use (uso justo) deverá ter impacto direto na forma como a Internet é utilizada no Brasil, explica o diretor do Centro de Tecnologia e Sociedade da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Ronaldo Lemos.

Dentro do espírito do Fair Use, a revisão da lei permitirá o uso de material protegido por lei, para fins educacionais ou no caso de reprodução de obra esgotada, e também autoriza a cópia para uso privado – CDs e DVDs vendidos no País, por exemplo, poderão ter que permitir esse tipo de cópia em seus dispositivos antipirataria.

Além de legalizar a prática cotidiana, uma das intenções do governo ao propor a reforma é  supervisionar o Ecad – entidade que arrecada valores a título de direito autoral e distribui os recursos a compositores musicais. A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados, por exemplo, analisa projeto (PL 818/07) que fixa a divulgação dos critérios de cobrança e arrecadação no site do Ecad.

Para dar sua opinião sobre o anteprojeto acesse http://www.cultura.gov.br/consultadireitoautoral/.

 

Da redação.

 
As Tecnologias de Informação e Comunicação o Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento: o protagonismo da juventude.
 
por Thiago Oliveira Custódio*
 
Acelerar a convergência entre o plano conjuntural e o projeto estratégico foi uma das lições ensinadas por Gramsci à modernidade: “é preciso organizar a vontade coletiva”. De uma auto-estima ininterruptamente castigada pelas moscas bem entendidas em tirania da República das Bananas, o Brasil passou a ser o país do nunca antes na história desse país, e aquele que fora dado como morto mostrou-se forte e puljante, sob égide do epíteto nacional: sou brasileiro e não desisto nunca, a versão popular do verás que um filho teu não foge à luta. E existem alguns instrumentos que podem nos auxiliar os nossos próximos desafios e vitórias.
 
Quando a democracia de mais de 200 anos ininterruptos de pilhagem, guerra e genocídio em nome do capital, disse aos ex-humilhados dos trópicos, é impossível; quando o braço armado dessa potência revelou sua profunda verossimilhança com os inimigos do passado ao assumir a suástica como método; quando a estúpida ironia em forma de caricatura apoderou-se do tom das notícias do PIG; foi para desgosto de todos esses donos do poder que nosso governo ergueu-se e com ele um povo que não reconhece mais as algemas do passado, afirmando tão alto, por cima do vôo da águia do império, aqui não há desistentes. Foi nesse momento que vencemos, pois ninguém reclama o derrotado, ninguém desenha caricaturas do inexistente, ninguém se arma sem propósito. E hoje, a caricatura reconheceu sua estupidez, e os angustiados só são lembrados pela violência. Sem dúvida, esse é o cenário recorrente, por sinal o que melhor se fixa, dos últimos movimentos da política externa do Governo Lula. E como todas essas questões foram twiitadas, como blogueiros escreveram sobre isso. Nunca antes na história do país a rede foi tão utilizada em defesa do Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento, mas ela não é neutra o combate de idéias precisa disputá-la.
 
Um amigo me ensinou que a política também se faz por sinais, nesse sentido relembro a recente frase do presidente do IPEA, Marcio Pochmann, ao afirmar que “o embate eleitoral que se aproxima será mais ideológico”. Não há dúvidas quanto a isso, seu caráter ideológico, ao contrário dos que pautam falsas alienações, está radicalizado na profunda participação dos movimentos sociais, de mãos dadas e cérebros em ritmo de elaboração comum, sintetizando vozes em plataformas, tal como aconteceu no último Congresso da ANPG, com mais de seiscentos pós-graduandos aprovando a tese Movimento um Passo a Frente.
 
O País busca um novo marco civilizatório, que já é reconhecido pela sigla NPND, Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento, fato notório no CONCLAT. No plano tático a capacidade organizativa do movimento social é surpreendente, e justamente por isso, não será televisionada.
 
Venho de uma geração posterior à queda do Muro de Berlim, e sinceramente minhas primeiras lembranças são da Copa de 1994, principalmente do golaço do Branco contra a Holanda. Falo de uma geração que viu o esfacelamento da URSS no youtube, que possui facilidade em todos esses instrumentos de Tecnologias de Informação e Comunicação e que justamente por causa dessa interposição é considerada a geração do apático em relação ao fora Collor, geração esta que por sua vez é considerada apática em relação à geração da Ditadura Militar, que foi considerada apática em relação à geração do Petróleo é Nosso, que foi considerada apática em relação à geração abolicionista, cujo exemplo é Castro Alves, patrono da UJS. Sinceramente, quem acompanhou a Movimentação da Campanha do 50% do Fundo Social do Pré-Sal para a Educação, teve uma belíssima lição de dialética, pois com os mesmos instrumentos, até certo ponto vistos negativamente, tecnologias pelas quais vimos a queda do Muro de Berlim, e o esfacelamento da URSS, com esses mesmos instrumentos de Tecnologia da Informação e Comunicação, pressionamos os senhores senadores e mais uma vez ganhamos. Para dizer a verdade é sobre as Tecnologias de Informação e Comunicação que gostaria de dar alguns pitacos.
 
Nossa geração, sem dúvida, é uma geração de quadros de base e intermediários com ampla capacidade argumentativa, as tecnologias têm temperado o aço. Mas não quero converter e a técnica em chave mágica de nossa redenção, é preciso levar em conta que essencialmente o papel dessas Tecnologias de Informação e Comunicação, mais conhecidas sobre a sigla TIC’s, são definidas socialmente.
 
A UJS vai garantir o quarto gol na copa, porque os três primeiros serão marcados com nossa mobilização para o 15º Congresso da UJS em Salvador, ao lançar a plataforma UJS na Rede, trata-se de uma avançada plataforma com profunda capacidade de meta programação sincronizada. Estou da falando da plataforma que utilizamos para cadastrar nossos militantes. O que significa é isso, camarada?
 
Muito bem, muitos de nós temos Orkut, facebook, twitter e blog’s. Conseguimos, é verdade, linkar esses instrumentos que são na maioria das vezes nossos perfis sociais, isso é meta-programação, um programa que fala ou gerencia outros programas. Já a sincronização é a capacidade subordinar todas essas tecnologias a uma mesma ação, por exemplo, postagem no twitter que aparece imediatamente no blog.
 
Mas o que isso significa do ponto de vista organizativo? Significa mais agilidade na capacidade de mobilização, comunicação, formação e informação. Em Estados que enfrentam profundas desigualdades regionais, como o meu querido Estado do Pantanal, a Rede UJS é aposta concreta na superação de dificuldades como está. 
 
Essa é a primeira perspectiva que gostaria de apontar, a relação das Tecnologias de Informação e Comunicação com a superestrutura, e sua forte influência como tecnologia no acúmulo de forças no plano tático na construção da contra-hegemonia, reforçando mais uma vez que a técnica não é neutra, seu aspecto ideológico é definido socialmente, e ela está subordinada à luta de classes.
 
A outra perspectiva em que gostaria de abordar as TIC’s diz respeito à sua alta capacidade de gerar valor tecnológico industrial agregado. Ou seja, a relação das Tecnologias de Informação e Comunicação com Ciência e Tecnologia e o setor produtivo.
 
O motivo é pretensamente óbvio: o projeto de desenvolvimento nacional deverá absorver as tecnologias de informação e comunicação ao setor produtivo para garantir agilidade ao processo de industrialização, seja por incorporação de hardware ou software.
 
Essa afirmação não é blefe, a média das 59 empresas líderes em TIC’s no país (não quer dizer que são sangue puro tupiniquim) revela uma absurda capacidade de gerar valor tecnológico e industrial agregado. O investimento dessas empresas em TIC’s, na ordem de 2,3 bilhões gerou uma receita final de 260 bilhões. Em outras palavras, essa terceira revolução industrial com certeza garantiu sobrevida à composição orgânica do capital, e sinceramente, não quero nem imaginar a mais valia relativa no setor.
 
A realidade nacional apresenta dificuldades que precisam ser superadas. O câmbio e o imposto sobre a entrada de capital estrangeiro no setor afastam as TIC’s do projeto de desenvolvimento nacional, até certo ponto, reforçando a tese de que o Brasil cresce com processo de desindustrialização. No saldo de comércio exterior as TIC’s caíram 30% entre 2003 e 2006 devido ao aumento de importações.
Essa afirmação é justificada pela composição do setor: 47,8% em 2006, do valor gerado em TIC’s são provenientes de conglomerados em Telecomunicação internacionais e profundamente radicalizados no capital financeiro internacional. A distribuição da produção das TIC’s em relação aos setores estratégicos é a seguinte: 74,4% nos serviços, 23,0% na indústria e 2,6% no comércio. Vale notar que o valor gerado no setor bateu a casa dos 80 bilhões em 2006, ou seja, expressão numérica cinco vezes maior, para ser modesto, que o dispêndio em ciência e tecnologia do MCT no mesmo ano.
O Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento deve entender as TIC’s como setor estratégico em Ciência em Tecnologia 1) pela alta capacidade em gerar valor tecnológico agregado; 2) pela relação das TIC’s com a superestrutura. Uma política de transferência de tecnologias que não combata o capital financeiro internacional com um Estado forte e centralizador estaria fortemente fadado ao fracasso. Nesse sentido é preciso convergir uma política financeira e de ciência e tecnologia com fortes raízes no setor produtivo, para garantir esse sucesso.
 
Quando as TIC’s colocam em jogo a disputa entre pós-graduação e mercado, o Estado é novamente derrotado, o salário médio do setor TIC é em 2006 é de 2200 R$ e sobe para 3000 R$ se limitado à subárea de Telecomunicações, contra os franciscanos 1800 R$ da bolsa de doutorado de hoje, quatro anos depois do levantamento do IBGE.
 
Para concluir essa primeira investida sobre o papel das Tecnologias de Informação e Comunicação é importante relembrar que essas tecnologias estão presentes na nossa vida política e o avanço de nossa capacidade organizativa pode ser definido com o sentido social com que nos apoderamos desses instrumentos. Mais do que isso, precisamos definir um papel para as TIC’s no Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento. As TIC’s já são parte integrante de nossa subjetividade está na hora de operá-la do ponto de vista da organização político, nisso a UJS vêm mostrando que é craque. Precisamos ir para o ataque sem esquecer que nossa defesa está no setor produtivo. E está na hora do país parar de jogar na retranca no que diz respeito ao seu processo de industrialização.
 
*Thiago Oliveira Custódio é Diretor de Tecnologias da Informação e Comunicação da ANPG, mestrando em educação pela UFMS e blogueiro: www.camaradapuff.blogspot.com

 

A Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE), abrem de 1º a 15 de junho de 2010, o 2º processo de seleção para 3 estudantes negros (pretos e pardos) cursando  mestrado ou doutorado na área de Cuências Humanas ou Sociais, interessados em estagiar na Delegação Permanente do Brasil em Genebra, Suíça e acompanhar as atividades do Alto Comissariado de Direitos Humanos das Nações Unidas (ONU).

O estágio terá duração de três meses (ano de 2011), não será remunerado e está inserido no Programa de Formação Complementar e Pesquisa na Área de Direitos Humanos da Agência Brasileira de Cooperação, que oferecerá os recursos para passagem, hospedagem, alimentação e transporte dos candidatos selecionados. A análise dos currículos será realizada por Comissão Científica composta por representantes dos Ministérios  proponentes e da Sociedade Civil.
 

Os pré-requisitos para as vagas são:

• Ter idade máxima de 35 anos;
• Ter concluído ou estar em vias de concluir pós-graduação (“stricto sensu”) em área conexa aos temas abrangidos pelo programa de formação complementar e pesquisas humanas e sociais;
• Ter domínio comprovado da língua inglesa;
• Ter disponibilidade de dedicar-se em tempo integral.

Para candidatar-se ao programa, o estudante deverá enviar até dia 15 de junho o currículo pelo e-mail [email protected]

 

Fonte: Comunicação Social/ SEPPIR

        

 

         A Universidade do Estado da Bahia (UNEB), através do Departamento de Ciências Humanas e Tecnologias do Campus XXIII, Seabra, promoverá o I Congresso Internacional de Línguas e Literaturas Africanas e Afro-brasilidades (CILLAA) de 21 a 24 de outubro de 2010. O evento reunirá personalidades de reconhecimento internacional, oriundas do Brasil; de países africanos e de outros países nas áreas de línguas e literaturas africanas; de identidades nacionais africanas e afro-brasilidades. Na oportunidade, estudantes, professores e congressistas poderão ouvir e dialogar com várias vozes autorizadas, inclusive de África, estabelecendo contatos diretos.

           O CILLAA tem por objetivo principal contribuir para a formação e aperfeiçoamento de profissionais nas temáticas sugeridas por ele, além de oportunizar o diálogo com estudiosos consagrados e entre estes estudiosos no centro geográfico da Bahia. Será mais um importante passo dado pela UNEB no sentido da formação de professores e demais interessados em temáticas afro e afro-brasilidades.

Eixos Temáticos

  • África e afro-brasilidades e a formação do professor
  • Áfricas e afro-brasilidades em cena
  • Alteridades artísticas e culturais: etnias, LGBT e gêneros
  • Cartografias literárias africanas e afro-brasileiras
  • Críticas diaspóricas e suas interfaces
  • Línguas Africanas e suas (re) invenções
  • Memória: entre a rasura e a reescrita
  • Mitologias africanas, afro-brasileiras e de outras latitudes
  • Performances negras contemporâneas

Para mais informações sobre programação, inscrições e normas para apresentação de trabalho acesse o http://www.cillaa.uneb.br/#.

 

SERVIÇO:
O quê?
I Congresso Internacional de Línguas e Literaturas Africanas e Afro-brasilidades (CILLAA)
Quando? 21 a 24 de outubro de 2010.
Onde? 
UNEB – DCHT – Seabra – Rua Padre Justiniano Costa, s/n – Alto da Boa Vista – Seabra/BA
Quanto? Inscrições variam entre R$60,00 e R$310,00

 

Da redação com informações da Universidade do Estado da Bahia (Uneb).

Em 21 de maio de 2010 a Associação de Pós-Graduandos da Universidade de São Paulo emitiu uma pública sobre as recentes declarações do reitor da Universidade, prof. João Grandino Rodas, acerca da greve dos funcionários.

O intuito do lançamento da nota, segundo a APG, é denunciar o clima de medo que o reitor tenta instaurar na Universidade, com comentários que vão no sentido de criminalizar os movimentos sociais e acirramento das tensões entre o movimento grevista e a administração superior.

A greve

Os funcionários da Universidade de São Paulo (USP) estão em greve por tempo indeterminado desde o dia 5 de abril.

Estão prejudicados os serviços nas bibliotecas, nos quatro refeitórios e nos laboratórios onde ocorrem as aulas práticas. As duas linhas de ônibus internas também foram atingidas, além do atendimento nos museus.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores da Universidade de São Paulo (Sintusp), a categoria reivindica reposição de 16% e incorporação de R$ 200,00 ao salário-base. Os grevistas também querem a extensão, para todos os servidores das universidades estaduais paulistas, do reajuste de 6% retroativo a fevereiro concedido aos professores no início de março.

Entrevista do reitor à rádio Bandeirantes no dia 08 de maio

No dia 8 de maio, o reitor João Grandino Rodas concedeu entrevista à Rádio Bandeirantes, em que falou sobre a greve na Universidade, o uso e a segurança do campus, entre outros assuntos.

Clique aqui para ouvir a entrevista.

 

 

 

 

 








Leia a nota da APG na íntegra:

 

Nota da Coordenadoria da Associação dos Pós-Graduandos da USP/Capital (21 de maio de 2010)

(Favor divulgar amplamente)

Preocupada com a preservação do respeito mútuo entre a Reitoria da USP e as entidades representativas de professores, funcionários e estudantes, a APG-Capital vem a público enfatizar a necessidade de um efetivo e respeitoso diálogo no seio da comunidade universitária, tendo em vista que as últimas declarações do reitor da USP à imprensa só têm contribuído para agravar as tensões, tão prejudiciais às atividades de pesquisa dos pós-graduandos.

Em entrevista à Rádio Bandeirantes, em 8 de maio, o Reitor João G. Rodas afirmou haver “mercenários dentro da USP, de alta estatura e envergadura, amedrontando fisicamente as pessoas”. Depois, acrescentou: “o pessoal do sindicato, isso é comprovável, não são só eles, existem pessoas contratadas por eles às dezenas, que fazem, por assim dizer, grande parte do serviço sujo”. Dada a gravidade dessas e outras acusações, faz-se necessária a devida apresentação de provas, até então desconhecidas.

Durante a entrevista, os dois radialistas e o Reitor da USP passaram a nomear os funcionários em greve como “invasores” e “pessoas inescrupulosas”, responsáveis por “jogar o nome da USP no lixo”. Consideramos lamentável que o Reitor da USP tenha investido todo o seu poder e responsabilidade em uma estratégia de desqualificação de seus opositores políticos, como já havia feito em artigo publicado na Folha de S. Paulo e em entrevista ao programa Provocações.

Na Rádio, o Reitor, mais uma vez, resolveu criminalizar os opositores e se reportar, genericamente, à “sociedade”: “peço que a sociedade verifique, mande ver, porque realmente nós estamos fazendo da Universidade de São Paulo os morros do Rio de Janeiro, guetos, e com o tempo, ficarão absolutamente impraticáveis, se é que já não estão”. A preconceituosa associação entre o crime e os morros do Rio de Janeiro, analisada e posta em questão há anos por diversas pesquisas de Ciências Humanas, torna-se ainda mais grave quando utilizada pelo Reitor da maior universidade do país com o intuito de questionar o legítimo direito de greve dos funcionários.

Chamamos a atenção para os graves efeitos de uma declaração de tal teor, emanada do mais alto cargo da Universidade. Além do já exposto, o Reitor da USP investiu, ainda, na instauração de um clima de medo, absolutamente estranho ao cotidiano da comunidade universitária, ao afirmar que a USP é “uma terra de ninguém” ou sugerindo até mesmo a instalação de uma placa na entrada da Universidade com os dizeres: “entre por sua conta e risco”.

Manifestamos o nosso repúdio à criação de um clima artificial de medo e insegurança, criado justamente pelo autor do parecer que autorizou a entrada da PM no campus. Desde que a Força Tática da Polícia Militar deixou a Universidade em 2009, após lançar bombas de gás sobre chefes de departamento, professores e alunos (grevistas e não grevistas), cessou-se, entre nós, qualquer motivo para insegurança.

Espera-se do Reitor da USP o cumprimento de suas responsabilidades como gestor público. Isto implica em uma posição ativa nas reuniões de negociação entre o Cruesp e o Fórum das Seis, contribuindo para a sinalização de um meio termo capaz de dar fim à greve e permitir a reabertura das bibliotecas, dos restaurantes e dos demais serviços essenciais à pesquisa e ao ensino. O silêncio absoluto do Reitor da USP na última reunião de negociação, no dia 18 de maio, contrasta com a disposição manifestada em suas recentes declarações à imprensa.

Receosos de que a curta “era do diálogo” seja substituída por uma “era do medo”, a APG-Capital reafirma sua convicção de que a única saída existente para os conflitos no seio da comunidade universitária é a efetiva negociação e o efetivo respeito às diversas entidades representativas de funcionários, professores e estudantes.

 

Da redação com informações da APG USP-Capital, Sintusp e Sala de Imprensa da USP.

 







Financiamentos são assinados em evento realizado pela Fieg em parceria com a Comissão Pró-Desenvolvimento da Região Metropolitana de Goiânia, da Câmara Municipal, e com a UFG







Tamara Naiz, vice-presidente regional centro-oeste da ANPG,Luis Fernandes, presidente da FINEP e Gledson Rocha,presidente do DCE do IF goiano.

Por meio de três convênios, a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) irá investir R$ 24,5 milhões em projetos de pesquisa científica e de inovação tecnológica dentro de universidades e empresas goianas. A assinatura dos acordos ocorreu nesta quarta-feira, dia 9, durante evento realizado na sede da Federação das Indústrias de Goiás (Fieg), realizado em parceria com a Comissão Pró-Desenvolvimento da Região Metropolitana de Goiânia, da Câmara Municipal, e com a Universidade Federal de Goiás (UFG).

O aporte financeiro às empresas será oferecido pelo edital do Programa de Subvenção à Pesquisa em Microempresas e Empresas de Pequeno Porte no Norte, Nordeste e Centro-Oeste (PAPPE Integração). Ao todo, serão destinados R$ 11 milhões para Goiás, sendo que cada empresa pode captar até R$ 400 mil, na forma de subvenção. Dessa forma, fica dispensado o reembolso do financiamento. O governo estadual ainda oferecerá uma contrapartida de R$ 5,5 milhões, que amplia os investimentos para o total de R$ 16,5 milhões.

A estruturação do projeto Laboratórios Multiusuários do Centro Tecnológico do Estado de Goiás receberá outros R$ 7,5 milhões. Os recursos serão destinados à criação das estruturas de pesquisa. No laboratório serão realizadas análises, modelagem e simulação de alto desempenho em atividades de agronegócio. O projeto será desenvolvido em parceria entre a Fundação de Amparo à Pesquisa de Goiás (Fapeg), a UFG e a Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia (Sectec). O governo estadual também oferecerá contrapartida de R$ 4,5 milhões. Já um projeto para desenvolvimento de tecnologias para o biodiesel a partir de microalgas será contemplado com R$ 4,7 milhões. O projeto foi proposto pela Fapeg e pela UFG.

Dependência

A assinatura dos convênios precedeu uma palestra proferida pelo presidente da Finep, Luis Fernandes. Na ocasião, o professor afirmou que sem desenvolvimento tecnológico o Brasil se coloca no papel de colônia em relação ao mercado mundial. “Somente exportar produtos primários nos torna dependentes e subalternos. Temos de agregar valor”, disse.  

Para o presidente da Finep, o empresariado ainda precisa se conscientizar mais acerca da necessidade de se investir em inovação tecnológica para ter produtos competitivos. “O poder público tem de criar instrumentos para induzir este processo. Eventos como este são fundamentais e este é um desafio nacional”, ressaltou.

Fernandes ainda destacou que estado tem cumprido seu papel de financiar ações dirigidas, e citou casos de sucesso, como das pesquisas do pré-sal, do etanol e do biodiesel. “Temos que criar canais de cooperação e colocar os pesquisadores científicos para dialogar com as atividades empresariais”. 

Desenvolvimento

O vereador Fábio Tokarski (PCdoB), presidente da Comissão Pró-Desenvolvimento da Região Metropolitana de Goiânia, afirmou a necessidade de se criar um projeto estratégico de desenvolvimento para Goiás que pense o estado para os próximos 15 anos, elaborado com a participação dos diferentes setores da sociedade. “Temos de ter capacidade de potencializar convergências, para que as cadeias produtivas se realizem na sua plenitude”, disse.

O presidente da Fieg, Paulo Afonso Ferreira, cobrou mais integração entre as universidades e as empresas, para transformar conhecimento em produtos. O reitor da UFG, Edward Madureira concordou e propôs construir uma nova relação, que trará benefícios para a sociedade.

Também participaram do evento o presidente da Fapeg, Leonardo Guedes, o presidente da Comunidade Tecnológica de Goiás (Comtec), Relly Rangel, o presidente do Sindicato das Empresas de Informática e Similares do Estado de Goiás (Sindinformatica), Ricardo Vaz, o presidente da Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (Adial), Alberto Borges, a diretora da ANPG, Tâmara Naiz,  os vereadores Tatiana Lemos, Daniel Vilela, Agenor Mariano e Anselmo Pereira.

 

Fonte: Alfredo Mergulhão, Assessoria de Imprensa do vereador Fábio Tokarski.

 

Na madrugada desta quinta-feira, 10 de junho, o Senado Federal aprovou (por 38 votos favoráveis, 31 votos contrários e uma abstenção) não só a criação do Fundo Social do Pré-Sal, mas também a emenda da União Nacional dos Estudantes (UNE), União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e Associação Nacional de Pós Graduandos (ANPG) que prevê a destinação de 50% das verbas do Fundo Social do Pré-Sal para Educação.

A vitória histórica dos estudantes foi fruto de ampla mobilização das entidades estudantis: debates,passeatas, atos políticos, pressão corpo a corpo em Brasília. Até guerrilha virtual nas redes sociais fez parte das ações. Milhares de mensagens foram enviadas para todos os senadores via twitter, o que provocou o compromisso público de muitos deles com a votação favorável à emenda.

As entidades criticaram veementemente por meio de nota oficial o primeiro relatório divulgado na terça-feira (8/6), que descaracterizava o objetivo do Fundo Social ao propor que os recursos deveriam ser destinados a diversas áreas, sem dizer claramente qual deveria ser a prioridade. 

Educação, ciência e tecnologia

Para Elisangela Lizardo, presidente da ANPG "A conquista de 50% do Pré-Sal pra Educação é motivo de muita comemoração para a ANPG. Há muito estamos construindo essa campanha em conjunto com a UNE e a UBES. É hora do Brasil pagar de uma vez por todas, a dívida histórica com a Educação. A expectativa agora é pra que haja investimentos em Conhecimento Científico, através do aumento de bolsas de Iniciação Científica, por exemplo. Popularizar a ciência no Brasil é necessário! A batalha das entidades estudantis continua."

A possibilidade de conferir qualidade ao ensino básico, hoje universalizado, e a ampliação de vagas e infraestrutura nas universidades públicas são bandeiras históricas e muito caras ao Movimento Estudantil em geral. A emenda aprovada prevê, ainda, que da verba destinada para a educação, 80% serão destinados ao Ensino Básico. A medida é considerada positiva, entretanto investimentos em Ciência, Tecnologia e Inovação também fazem parte da reivindicação na defesa do tripé universitário: Ensino, Pesquisa e Extensão.

"Essa é uma vitória obtida pelas entidades estudantis, um marco histórico nas conquistas sociais. Cabe salientar, entretanto, para inclusive fomentar o debate, que a produção norteia a demanda educacional e não o oposto. É fundamental que haja investimentos em infra-estrutura que proporcionem o cresimento do país e em ciência, tecnologia e inovação, para que esta produção cresça também em valor agregado. "declarou Vasco Rodrigo, diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da ANPG. 

Sem descanso

A próxima batalha agora é na Câmara dos Deputados. E as entidades prometem não descansar.

Augusto Chagas, presidente da UNE, esteve presente durante toda a votação em Brasília: “Fiz questão de ficar até o último minuto da votação. Conversei com cada parlamentar. Mostrei a importância da nossa emenda para o futuro da nação. Fiquei realmente muito emocionado quando conseguimos a aprovação. É o sonho geracional de transformação do país. Vamos garantir para os nossos filhos e os filhos dos nossos filhos e toda uma geração de brasileiros e brasileiras um futuro promissor, com uma educação pública, gratuita e de qualidade”, disse. "Agora, vamos lutar da mesma forma e com muito mais mobilização em cada canto do Brasil pela promulgação da emenda".

 

Da redação, com informações do Estudantenet.

 

 

 

Matéria originalmente publicada pela Agência Senado

www.senado.gov.br/agencia/verNoticia.aspx 

Senado aprova criação do Fundo Social do Pré-sal, regime de partilha e distribuição dos ‘royalties’ a todos os estados

 

Após mais de 11 horas de discussão, o Plenário aprovou, no início da madrugada desta quinta-feira (10), o substitutivo do senador Romero Jucá (PMDB-RR) ao projeto de lei do Executivo que cria o Fundo Social do Pré-Sal (PLC 7/10). A matéria – que recebeu 38 votos favoráveis, 31 contrários e uma abstenção – retornará para analise da Câmara, uma vez que o texto aprovado também define que o regime de partilha será o modelo adotado na exploração do petróleo da camada pré-sal, que se estende no subsolo marinho que vai do litoral de Santa Catarina ao Espírito Santo.

Os parlamentares também aprovaram emenda do senador Pedro Simon (PMDB-RS) que distribui os royalties do petróleo entre todos os estados e municípios, estabelecendo que a União compensará os estados produtores – Rio de Janeiro e Espírito Santo – pela perda de recursos. A emenda de Simon foi aprovada por 41 votos favoráveis e 28 contrários. O relator da matéria e líder do governo, Romero Jucá, afirmou, durante o debate do projeto, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá vetar essa determinação.

Também foi aprovada emenda resultante de acordo entre os senadores destinando 50% dos recursos do Fundo Social para a educação pública superior e básica. A emenda determina ainda que, do total, 80% dos recursos precisam ser aplicados na educação básica.

Partilha

O regime de partilha é previsto no PLC 16/10, que se encontra em tramitação no Senado, mas Jucá preferiu incorporá-lo ao seu substitutivo ao PLC 07/10. O senador considera que o Fundo Social é parte integrante do regime de partilha, pois a maior parte de seus recursos virá da receita da comercialização do óleo pertencente à União.

Jucá avaliou ainda que o momento atual não seria propício para discutir alterações na legislação em vigor, já que o PLC 16/10, aprovado pela Câmara, aumenta de 10% para 15% a alíquota dos royalties – compensação financeira devida a estados, municípios e Distrito Federal, bem como a órgãos da administração direta da União, em função da produção de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos sob o regime de partilha de produção, nos termos do parágrafo 1º do artigo 20 da Constituição.

O PLC 16/10 também altera a distribuição dos royalties entre os entes federativos, destitui o tratamento especial conferido a estados e municípios produtores e extingue a participação especial, que vem a ser um adicional que as empresas devem pagar quando a produção de petróleo atinge volume acima do esperado nos campos sob concessão.

Pelo regime de partilha previsto pelo Executivo e mantido no substitutivo de Jucá, o petróleo extraído passa a ser da União, depois de deduzidas as parcelas da empresa contratada referentes ao custo e participação no óleo excedente. O regime de partilha é adotado por países produtores como Síria, Omã, Nigéria, Indonésia, Angola, Egito, Índia e China, assinala Jucá em seu relatório.

Fundo

O Fundo Social é um mecanismo de natureza contábil e financeira, vinculado à Presidência da República, com a finalidade de constituir fonte de recursos para o desenvolvimento social e regional, na forma de programas e projetos nas áreas de combate à pobreza e de desenvolvimento da educação, da cultura, da saúde pública, da previdência, da ciência e tecnologia, do meio ambiente e de mitigação e adaptação às mudanças climáticas. Os projetos e programas do Fundo Social observarão o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e as respectivas dotações consignadas na Lei Orçamentária Anual (LOA).

Entre os objetivos do Fundo Social está o de constituir poupança pública de longo prazo com base nas receitas auferidas pela União; oferecer fonte regular de recursos para o desenvolvimento social e regional; e mitigar as flutuações de renda e de preços na economia nacional, decorrentes das variações na renda gerada pelas atividades de produção e exploração de petróleo e de outros recursos não renováveis. É vedado ao Fundo Social conceder garantias, de forma direta ou indireta.

O Fundo Social terá como recursos a parcela do valor do bônus de assinatura que lhe for destinada pelos contratos de partilha de produção; a parcela dos royalties que cabe à União, deduzidas aquelas destinadas aos seus órgãos específicos; a receita advinda da comercialização de petróleo, de gás natural e de outros hidrocarbonetos fluidos da União, conforme definido em lei; os royalties e a participação especial dos blocos do pré-sal já licitados destinados à administração direta da União; os resultados de aplicações financeiras sobre suas disponibilidades; e outros recursos destinados por lei ao fundo.

A política de investimentos do Fundo Social será definida pelo Comitê de Gestão Financeira (CGFFS), que terá sua composição e funcionamento estabelecidos pelo Poder Executivo, assegurada a participação do ministro da Fazenda; do ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão e do presidente do Banco Central. Aos membros do comitê não caberá qualquer tipo de remuneração pelo desempenho de suas funções. As despesas relativas à operacionalização do comitê serão custeadas pelo próprio fundo.

Partilha

O substitutivo estabelece que a exploração e a produção de petróleo, de gás natural e de outros hidrocarbonetos fluidos na área do pré-sal e em áreas estratégicas serão contratadas pela União no regime de partilha de produção.

A Petrobras será a operadora de todos os blocos contratados sob o regime de partilha, sendo-lhe assegurada participação mínima de 30% em caso de consórcio, que deverá ser constituído com estatal a ser criada quando a petrolífera for contratada diretamente ou no caso de ser vencedora isolada de licitação.

A União não assumirá os riscos das atividades de exploração, avaliação, desenvolvimento e produção decorrentes dos contratos de partilha. Os custos e os investimentos necessários à execução do contrato serão integralmente suportados pelo contratado – a Petrobras ou, quando for o caso, o consórcio por ela constituído com o vencedor da licitação.

A União, por intermédio de fundo específico, poderá participar dos investimentos nas atividades de exploração, avaliação, desenvolvimento e produção na área do pré-sal e em áreas estratégicas, caso em que assumirá os riscos correspondentes a sua participação, nos termos do respectivo contrato.

Previamente à contratação sob o regime de partilha de produção, o Ministério de Minas e Energia (MME), diretamente ou por meio da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), poderá promover a avaliação do potencial das áreas do pré-sal e das áreas estratégicas. A Petrobras poderá ser contratada diretamente para realizar estudos exploratórios necessários à avaliação das áreas a serem exploradas.

A União, por intermédio do Ministério de Minas e Energia, celebrará os contratos de partilha de produção diretamente com a Petrobras, dispensada a licitação, ou mediante licitação na modalidade leilão. A gestão dos contratos caberá a empresa pública a ser criada com este propósito, que não assumirá os riscos e não responderá pelos custos e investimentos referentes às atividades de exploração, avaliação, desenvolvimento, produção e desativação das instalações de exploração e produção decorrentes dos contratos de partilha.

Contratação

O ritmo de contratação dos blocos sob o regime de partilha, observando-se a política energética, o desenvolvimento e a capacidade da indústria nacional para o fornecimento de bens e serviços, será proposto ao presidente da República pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), órgão de assessoramento do Ministério de Minas e Energia.

O CNPE também irá propor os blocos que serão destinados à contratação direta com a Petrobras sob o regime de partilha; os blocos que serão objeto de leilão; os parâmetros técnicos e econômicos dos contratos; a delimitação de outras regiões a serem classificadas como áreas do pré-sal e as que serão definidas como estratégicas; a política de comercialização do petróleo destinado à União nos contratos de partilha, assim como a política de comercialização do gás natural, observada a prioridade de abastecimento do mercado nacional.

Ao Ministério de Minas e Energia caberá planejar o aproveitamento do petróleo e do gás natural, além de propor ao CNPE, ouvida a ANP, a definição dos blocos que serão objeto de concessão ou de partilha de produção.

Também caberá ao Ministério de Minas e Energia propor ao CNPE os critérios para definição do excedente em óleo da União; o percentual mínimo do excedente em óleo da União; a participação mínima da Petrobras no consórcio, que não poderá ser inferior a 30%; os critérios e os percentuais máximos da produção anual destinados ao pagamento do custo em óleo e do volume da produção correspondente aos royalties devidos; o conteúdo local mínimo e outros critérios relacionados ao desenvolvimento da indústria nacional; e o valor do bônus de assinatura, bem como a parcela a ser destinada à empresa pública a ser criada para gerir os contratos.

O Ministério de Minas e Energia também deverá estabelecer as diretrizes a serem observadas pela ANP para promoção da licitação na modalidade leilão, bem como para a elaboração das minutas dos editais e dos contratos de partilha de produção. E ainda aprovar as minutas dos editais de licitação e dos contratos de partilha elaborados pela ANP.

À ANP caberá promover estudos técnicos para subsidiar o Ministério de Minas e Energia na delimitação dos blocos que serão objeto de contrato de partilha; elaborar e submeter à aprovação do ministério as minutas dos contratos e dos editais, no caso de licitação; promover as licitações na modalidade leilão; fazer cumprir as melhores práticas da indústria do petróleo; analisar e aprovar os planos de exploração, de avaliação e de desenvolvimento da produção, bem como os programas anuais de trabalho e de produção relativos aos contratos de partilha, além de regular e fiscalizar as atividades realizadas sob esse regime.

Paulo Sérgio Vasco e Silvia Gomide / Agência Senado

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