Author

anpg

Browsing

Estão abertas, a partir do dia 1 de julho, as inscrições para a 9º edição do Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero. Este ano, as propostas de concursos de redações, artigos científicos e projetos pedagógicos escolares devem basear nas questões da igualdade de condições entre mulheres e homens.

A escolha do tema é livre, porém, é recomendado que reflexões envolvendo formas de discriminação sexual, étnica, racial e por orientação, sejam consideradas durante a construção dos textos. Os docentes também podem participar do prêmio inscrevendo um projeto pedagógico sobre questões de discriminação entre mulheres e homens, raça ou orientação sexual.

A iniciativa dos Projetos Pedagógicos visa ampliar e replicar boas experiências que existam ou serão realizadas nas escolas brasileiras, além de fomentar o envolvimento da comunidade escolar em torno do debate sobre a igualdade.

As propostas devem ser enviadas até o dia 30 de setembro. Para obter mais informações sobre o prêmio, acesse o portal igualdade de gênero.

O Prêmio é organizado pela secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), Ministério da Educação (MEC), Ministério de Ciências Tecnologia e Inovação (MCTI) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e ONU Mulheres.

(Coordenação de Comunicação Social do CNPq)
 

Aula especial no PPGICS traz a socióloga Madel Luz para debater o tema hoje (01/07)
 
Encerrando a disciplina “Seminários Interdisciplinares de Pesquisa I, do Programa de Pós-Graduação em Informação e Comunicação em Saúde (PPGICS/Icict), no dia 1º de julho, será ministrada a aula especial "(Des)Caminhos das Ciências Sociais na(da) Saúde", com a pesquisadora Madel Luz. O evento ocorrerá às 13h30, no Prédio da Expansão do Campus da Fiocruz, sala 710, localizado na Avenida Brasil, 4.036, em Manguinhos.
 
O coordenador da disciplina, professor André Ferreira Neto, fala da relevância de se discutir a interdisciplinaridade em um momento em que os conhecimentos são cada vez mais transversais, com várias faces e também levanta suas inquietações com o assunto. “É um dos grandes temas que nós, professores e alunos nos defrontamos e refletimos: o que é ser interdisciplinar? Como ser interdisciplinar? Como fugir da tradição disciplinar que compartimenta e feudaliza conhecimentos e saberes? Como podemos exercer uma prática de pesquisa e ensino que fuja da tendência massiva dominante?”
 
Diante dos desafios colocados no exercício da interdisciplinaridade, a aula contará com a presença daquela que é considerada uma das pioneiras na reflexão sobre Ciências Sociais e Saúde, Madel Luz, que é professora titular aposentada da UERJ e da UFRJ, além de ser professora colaboradora da UFRGS e da UFF. Com larga experiência em Sociologia da Saúde, com ênfase em Saúde Coletiva, a pesquisadora explora os seguintes temas: racionalidades médicas, práticas integrativas e complementares em saúde, corpo e saúde, políticas e instituições de saúde, trabalho, produção científica e saúde, biociências e cultura.
 
Para enriquecer a discussão para a aula, está disponível no site do Icict, o texto a partir do qual é possível refletir sobre o tema proposto: “Complexidade do campo da Saúde Coletiva: multidisciplinaridade, interdisciplinaridade e transdisciplinaridade de saberes e práticas – análise sócio-histórica de uma trajetória  paradigmática”, da pesquisadora Madel Luz. Para baixá-lo, acessehttp://www.icict.fiocruz.br/content/ciencias-sociais-e-saude-sob-otica-da-interdisciplinaridade
 
A aula é aberta a alunos e docentes de Informação e Comunicação em Saúde, profissionais que atuem na área e público em geral. Não há necessidade de inscrição.

Texto de referência para aula: LUZ, Madel T.. Complexidade do campo da Saúde Coletiva: multidisciplinaridade, interdisciplinaridade e transdisciplinaridade de saberes e práticas – análise sócio-histórica de uma trajetória paradigmática. Saude soc. 2009, vol.18, n.2 p. 304-31
 

3º Salão Nacional de Divulgação Científica da ANPG ocorre dentro da programação oficial

A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) acaba de definir a programação da 65ª Reunião Anual, cuja temática será “Ciência para o novo Brasil”. A reunião acontecerá entre os dias 21 e 26 de julho, em Recife. O 3º Salão Nacional de Divulgação Científica da ANPG ocorrerá dentro da programação oficial do evento, com o tema "Inovação, Desenvolvimento Sustentável e Soberania Nacional". 

No total, a SBPC promoverá 266 atividades, com a participação de pesquisadores renomados do Brasil e exterior, e gestores do sistema estadual e nacional de C&T. Haverá 82 conferências, 87 mesas-redondas, 60 minicursos, 16 encontros, nove sessões especiais, seis simpósios e seis assembleias.
 
Entre os temas que serão debatidos nas conferências, mesas-redondas e simpósios estão: Educação, ciência e tecnologia – são pilares para a inovação; Agricultura Brasileira: 40 anos de contribuição da Embrapa; Impactos das células-tronco no tratamento da insuficiência renal aguda; Amazônia Azul – A governança necessária; Novas oportunidades para a inovação em fármacos; Sistema nacional de ciência, tecnologia e inovação: trajetória recente e novos desafios; e Impacto e avaliação da pesquisa.
 
Dentre as atividades preparadas pela ANPG para a reunião, incluem-se mostra científica, seminário de formação de pós-graduação em saúde, debates, conferências, oficinas, feira de ciências e apresentações culturais.
 
Um dos participantes da 65ª Reunião Anual da SBPC será o pesquisador alemão Ulrich Glasmacher, da Universidade de Heidelberg, célebre universidade alemã. Ele irá proferir, no dia 23/06, a conferência Climate change: geological and social properties.
 
Conforme a SBPC, “assim como ocorre em todas as reuniões anuais da SBPC, a de Recife tem como um de seus objetivos principais popularizar e valorizar a produção científica nacional e inseri-la no cotidiano dos cidadãos. Também a exemplo dos eventos anteriores, a 65ª Reunião Anual será um importante fórum para a difusão dos avanços da ciência nas diversas áreas do conhecimento e um espaço de debates de políticas públicas para a ciência e tecnologia.”
 
Junto com a 65ª Reunião Anual da SBPC, serão realizadas também a SBPC Jovem, a SBPC Cultural, a ExpoT&C e a SBPC Mirim. A SBPC Jovem é um evento com atividades que visam despertar o interesse dos jovens pela ciência e tecnologia. A programação contará com oficinas, salas temáticas, apresentações culturais, além da Feira SBPC Jovem, para a qual foram selecionados 50 trabalhos científicos, entre os enviados por estudantes e professores do ensino básico de todo o Brasil.
 
Na SBPC Cultural serão realizadas diversas atividades culturais com foco na tradição regional. A ExpoT&C, por sua vez, é uma mostra de ciência, tecnologia e inovação (C,T&I) que reunirá centenas de expositores, como universidades, institutos de pesquisa, agências de fomento, entidades governamentais e outras organizações interessadas em apresentar novas tecnologias, produtos e serviços.

O evento contará com pavilhões climatizados onde ficarão abrigados os estandes dos expositores. A ANPG estará presente com estande na exposição, recebendo os participantes e colocando-os em contato com os diretores de todo país.

 
A novidade da 65ª Reunião Anual é a SBPC Mirim, um espaço para a realização de oficinas, contação de histórias e atividades de iniciação à pesquisa, só para crianças. Confira aqui a programação completa. 

 

 A Associação Nacional de Pós-Graduandos divulga a lista de trabalhos aprovados na Mostra do 3° Salão Nacional de Divulgação Científica, atividade que integra a programação da 65° Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência. 

Os trabalhos aprovados com pendência têm até o dia 02 de julho para enviar as correções, no seguinte endereço eletrônico: [email protected]. Dúvidas sobre a mostra também podem ser enviadas para o mesmo e-mail. 

A comissão organizadora orienta que os autores fiquem atentos aos prazos do edital:

02 de Julho. Envio das correções para os trabalhos aprovados com pendência

08 de julho.  Prazo final para confirmação do pagamento de inscrição. 

08 de julho. Prazo final para envio do documento de apresentação do trabalho.

08 de julho. Divulgação da programação final. 

22 a 26 de julho. Realização da Mostra Científica. 

Confira aqui a lista dos trabalhos aprovados:https://www.anpg.org.br/admin/biblioteca/docs/Trabalhos_aprovados_._quadro.pdf

Os estudantes enfatizam a importância da mobilização social para a democracia e expressam repúdio ao antipartidarismo, ao racismo e à repressão policial

Pós-graduandos e pesquisadores que vivem fora do país publicaram uma carta aberta sobre as recentes manifestações. Os estudantes expressaram alegria em relação às mobilizações que, segundo eles, fortalecem o espaço público e o diálogo social. Contudo, também demonstraram forte preocupação com os setores sociais que buscam sufocar a presença dos partidos e abaixar as bandeiras. A carta pretende reforçar valores democráticos, repudiando, também, reinvindicações de cunho racista e a repressão policial. Estudantes que vivem fora do país e quiserem assinar a carta devem mandar nome, universidade, curso e alguma identificação por número de documento (e.g. número de CPF) para: [email protected].

Leia a carta na íntegra abaixo ou clicando aqui.

Carta aberta de estudantes de pós-graduação e pesquisadores que vivem fora do País

É com alegria e preocupação que – não estando em casa para poder caminhar pelas ruas – contribuímos por  meio  da presente carta com as atuais manifestações que ocorrem no Brasil. Alegria porque democracia é a livre  manifestação de pensamento e é também o fortalecimento do espaço público por meio do diálogo social. Preocupação porque  notamos,  de  parte  de  um  grupo  setorizado  e  infeliz,  uma tentativa  de transformar o atual momento  histórico em uma farsa golpista  onde  a diversidade de opiniões  e de partidos  é vista erroneamente como um atentado  à “pátria”.

Explicamo-nos: suprapartidarismo faz parte da democracia, antipartidarismo faz parte da ditadura.  Se o Brasil, com as presentes reivindicações de melhor qualidade  de transporte público e de direito à cidade, aprofunda sua democracia, só o faz porque a sua Constituição e os atos do seu Governo Federal garantem o direito  à livre associação e ao livre pensamento. Aqueles que foram para as ruas essa semana com o intuito de levantar apenas a sua voz e abafar todas as bandeiras – que não a do Brasil
– fazem um desserviço à própria nação que dizem defender e corroboram com aquela mesma violência policial que alvejou (e, infelizmente, ainda alveja)  a população em várias partes do país. Bandeira alguma deve ser imposta – muito menos a bandeira do silêncio e do único pensamento. Assim:

– repudiamos aqueles que não permitem  o uso de bandeiras de partidos políticos e movimentos sociais;

– repudiamos todo tipo de reivindicação de cunho racista e antidemocrático;

– repudiamos a reação desproporcional das forças policiais;

– lembramos que nosso país passou por longos anos de ditadura militar, no qual as bandeiras e a diversidade de partidos eram proibidas, onde a nossa dívida  externa  cresceu exponencialmente e onde a miséria social foi disseminada;

– afirmamos que o presente Governo Federal foi democraticamente eleito e que vivemos num Estado Democrático de Direito.

Posicionamo-nos pela manutenção da Democracia na forma do atual Governo Federal e convidamos todos ao exercício do respeito democrático à diversidade de opiniões e ao processo eleitoral através do voto.

Saudações,

Clique aqui para ver as assinaturas.

 
O Ministério da Saúde ainda está recebendo inscrições para o 8° Concurso do XII Prêmio de Incentivo em Ciência e Tecnologia para o Sistema Único de Saúde (SUS) deste ano. A iniciativa, também promovida pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, pretende valorizar o pesquisador em saúde e reconhecer a sua contribuição ao desenvolvimento social e econômico do país. As inscrições poderão ser feitas até o dia 26 de julho no portal da saúde do governo. 
 
Podem participar do prêmio pesquisadores, estudiosos e profissionais da saúde ou de qualquer área científica, com produção em nível de pós-graduação e trabalho aprovado em banca ou publicado, no período entre 21 de maio de 2012 e 9 de junho de 2013. A temática a ser apreciada deverá pertencer à área de Ciência e Tecnologia em Saúde. Clique aqui para ver o cartaz de divulgação com detalhes sobre as categorias e premiações.
O Prêmio de Incentivo em Ciência e Tecnologia para o SUS busca incorporar inovações produzidas pelo conhecimento científico ao sistema de saúde e faz parte da estratégia de Sustentação e Fortalecimento do Esforço Nacional em Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde.  Clique aqui para ver o edital do concurso. 
 

Mariana Tokarnia

Repórter da Agência Brasil
Brasília – Movimentos sociais e organizações que atuam em educação pedem a aprovação do Plano Nacional de Educação (PNE). Eles defendem o PNE como o "verdadeiro Pacto pela Educação Pública", proposto pela presidenta Dilma Rousseff em resposta às manifestações que ocorrem em todo o país. O PNE estabelece metas para serem cumpridas no setor até 2020, como a destinação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro para educação, e que atualmente está em tramitação no Congresso Nacional.
A reivindicação está em carta aberta da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, rede composta por mais de 200 organizações em todo o Brasil. "Achamos uma pena ela não ter falado do PNE. O plano é autorizado pela Constituição Federal e é o verdadeiro pacto pela qualidade na educação pública", diz o coordenador da campanha, Daniel Cara.
Entre as metas do PNE está: ter 100% das crianças e jovens de 6 a 14 anos na escola, alfabetizar todas as crianças até no máximo os 8 anos de idade, oferecer educação em tempo integral em 50% das escolas públicas de educação básica e atender, na pré-escola, 100% das crianças de 4 e 5 anos e, nas creches, 50% das crianças até os 4 anos de idade. O movimento pede a aprovação do PNE sem as alterações feitas no Senado Federal.
Além da aprovação do PNE, as organizações pedem a destinação dos royalties do petróleo à educação. As entidades dizem, no entanto, que o Projeto de Lei 5500/2013 – enviado ao Congresso Nacional pela presidenta Dilma Rousseff e destacado por ela como uma forma de melhorar a educação pública e garantir a meta dos 10% do PIB – é insuficiente para cumprir a meta estipulada pelo PNE.
"Para cumprir com a correta meta de investimento equivalente a 10% do PIB em educação pública, a área necessita de toda a receita arrecadada com o petróleo oriunda de contratos exploratórios atuais e futuros na área de concessão, além da totalidade do Fundo Social do Pré-Sal. E outras fontes de recursos podem ainda ser necessárias", diz a carta.
O texto acrescenta: "A presidenta Dilma Rousseff está certa ao dizer que o Brasil precisa investir mais recursos em políticas públicas educacionais. Mas isso não basta. Os recursos novos precisam ser aplicados em um plano de Estado capaz de fazer com que a União, os 26 estados, o Distrito Federal e os 5.565 municípios caminhem para um mesmo destino, unindo esforços rumo à universalização do direito à educação pública de qualidade para todos e todas".
Edição: Fábio Massalli
 
(Agência Brasil)
 
Texto do governo destinava 100% dos royalties para a educação. Proposta é considerada prioritária pela presidente Dilma Rousseff para dar resposta às manifestações que cobram mais recursos para o setor

O Plenário aprovou, na madrugada desta quarta-feira (26), o projeto que destina os recursos dos royalties do petróleo à educação pública, com prioridade para a educação básica, e à saúde. A matéria foi aprovada na forma de um substitutivo do deputado André Figueiredo (PDT-CE) ao Projeto de Lei 323/07, que precisa ser votado ainda pelo Senado.

 
O texto prevê o uso de recursos dos contratos já existentes, contanto que os poços entrem em operação comercial após 3 de dezembro de 2012. Isso abrangeria vários contratos atuais de blocos de exploração que ainda não chegaram a essa fase, em que o poço começa a produção em escala comercial.
 
Para a educação, serão destinados 75% dos recursos; e 25% irão para a saúde, segundo emenda do líder do DEM, deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO).
 
Contratos posteriores
 
A base usada pelo relator foi o Projeto de Lei 5500/13, do Executivo, que tramita com urgência constitucional e trancava os trabalhos. O texto do governo previa o uso somente dos royalties e da participação especial dos contratos assinados depois dessa data, quando ocorreu a publicação da nova lei sobre divisão dos royalties entre os estados.
 
Essa lei (12.734/12) está pendente de decisão final do Supremo Tribunal Federal (STF) quanto à constitucionalidade da nova divisão entre os estados com base nos critérios de rateio dos fundos de participação dos municípios (FPM) e dos estados (FPE).
 
Na mesma data, foi publicada a Medida Provisória 592/12, que já destinava todos os recursos dos royalties à educação, mas também apenas quanto aos contratos novos. "Com o substitutivo, poderemos valorizar mais os professores com recursos a curto e médio prazo, sem precisarmos esperar dez anos para usar o dinheiro do pré-sal", afirmou o relator.
 
Para Caiado, prevaleceu o bom senso. "Não fizemos um repasse indefinido do Fundo Social a essas áreas e resgatamos o compromisso dessa Casa para atender a educação e também a saúde", afirmou.
 
Exploração comercial
 
Cálculos do relator indicam que o total de recursos à disposição dessas áreas aumentaria de R$ 25,8 bilhões para R$ 335,8 bilhões ao longo de dez anos (2013 a 2022).
 
Segundo ele, isso seria possível graças aos contratos mais antigos que irão começar a produzir comercialmente nos próximos anos sob qualquer tipo de contrato: concessão (Lei 9.478/97), cessão onerosa à Petrobras (Lei 12.276/10) ou de partilha de produção (Lei 12.351/10).
 
Em todos os casos, trata-se da lavra apenas na plataforma continental, no mar territorial ou na zona econômica exclusiva.
 
Fundo Social


Outra fonte de recursos para a educação prevista no relatório é o Fundo Social do pré-sal, criado pela lei que regulamentou a exploração do petróleo nessa camada geológica.
 
De acordo com o projeto do governo, seriam usados para a educação 50% dos rendimentos desse fundo, para o qual devem ser destinados os royalties e a participação especial da União referentes ao petróleo do pré-sal extraído sob o regime de concessão.
 
O substitutivo de Figueiredo determina o uso de 50% de todos os recursos recebidos pelo fundo nesse setor e não apenas metade de seus rendimentos. Entretanto, nas últimas negociações antes da votação, ele impôs um limite ao uso desse dinheiro.
 
Ele deverá ser usado até que sejam alcançadas as metas do Plano Nacional de Educação (PNE), que prevê o alcance de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) aplicados na educação.
 
Atualmente, segundo a lei, o dinheiro do fundo poderá ser usado também para projetos nas áreas de cultura, esporte, saúde pública, ciência e tecnologia, meio ambiente, e mitigação e adaptação às mudanças climáticas.
 
Sobre o uso do capital principal do fundo, o líder do governo, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) alertou que isso pode comprometer esse fundo. "Eu temo pela proposta", disse, lembrando ainda que a matéria pode ser considerada inconstitucional por redirecionar recursos vinculados a contratos antigos.
 
Área de exploração
Também deverão ser destinadas à educação as receitas conseguidas pela Petrosal em negociações com a empresa que explora blocos cuja jazida se estenda além da área concedida para outras não concedidas ou não partilhadas. Esse procedimento é conhecido como individualização da produção.
 
A Petrosal é uma estatal criada para gerenciar os contratos sob o regime de partilha da produção, no qual a União fica com parte do petróleo produzido para venda posterior.
Adicionalmente, André Figueiredo propõe que o excedente de óleo da União seja de, no mínimo, 60% da parcela que sobrar depois de deduzidos os custos calculados em óleo e os royalties.
 
Na lei atual, cabe ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) definir os critérios para encontrar esse excedente e o percentual mínimo.
 
Pesquisa e lavra


Para viabilizar a votação, André Figueiredo concordou em retirar artigos que previam uma última fonte de recursos para a educação: a decorrente de contratos de prestação de serviços que seriam assinados pela União com a Petrobras para a realização de atividades de pesquisa e lavra em áreas do pré-sal.
 
(Agência Câmara Notícias)


Foto: Fenafar, mesa 3

O farmacêutico, o medicamento e a farmácia no desenvolvimento econômico, cientifico e tecnológico do Brasil, foi tema de mesa durante o 1ª Seminário Farmácia – Ciência e Tecnologia a favor da vida. Para discutir este tema foram
convidados o presidente da Associação Brasileira de Ensino Farmacêutico – Abenfar, Paulo Arrais, a Associação Nacional de Pós Graduandos – ANPG representada por Jouhanna Menegaz, representando o Conselho Federal de Farmácia, Rogério Hoelfer, Célia Chaves pela Fenafar e Carolina Hasllan Diniz da Sociedade Brasileira de Farmácia Hospitalar, SBRAFH.

por Renata Mielli, de Goiânia

Paulo Arrais centrou sua apresentação nos desafios do ensino de Farmácia, a partir de um panorama atual da sua realidade e sob a luz das necessidades do povo brasileiro, de “desenvolver a produção local de produtos estratégicos para o SUS, do desenvolvimento de serviços farmacêuticos mais eficientes, contribuindo para o debate da criação de um ensino de farmácia de qualidade e com ideias para colocar a ciência e a tecnologia a favor da vida”, disse.

Arrais chamou a atenção o ensino de graduação, tão importante quanto a pós-graduação. Neste sentido, alertou para a fragilidade do ensino e a dificuldade que dos formandos em integralizar todo o conhecimento visto durante o curso de graduação. Por isso, ressaltou “precisamos nos manifestar para que a educação dê o salto necessário e para que a farmácia possa contribuir com a ciência e a tecnologia”.

(clique para acessar a apresentação do Professor Paulo Arrais)

Recursos finitos, necessidades infinitas

A representante da SBRAFH destacou as dificuldades da farmácia e de todo a área de saúde, “num cenário em que os recursos são finitos, enquanto as necessidades são infinitas. Por isso, é fundamental aprender a selecionar, comprar, armazenar e distribuir. E ai é importante o papel do farmacêutico na definição das compras e dos serviços epidemiológicos”, exemplificou.

Carolina falou muito dos desafios da farmácia clínica, uma área na qual a atuação do farmacêutico é muito recente. Neste sentido, falou da importância em haver um hábito mais constante na categoria de realizar o diálogo, o intercâmbio de experiências e elaborações. “A troca qualifica o nosso olhar”.

Conhecimento produzido por e para todos

Jouhanna da ANPG iniciou sua contribuição ao debate pontuando o que, na visão da associação, deve ser visto como ciência e tecnologia. “A ciência é uma das formas de construção de saberes, porque há outras formas, como os saberes populares. Ao lidarmos com as pessoas, é preciso haver uma relação entre estes saberes, para que eles tenham alguma utilidade nas suas vidas”. Considera, também, “que nem sempre a ciência e tecnologia precisa ser um produto, mas podem ser processos que têm que estar a serviço da vida das pessoas”.

Ela ressaltou que “apesar do conhecimento científico ser desenvolvido principalmente na pós graduação, ele precisa ser despertado na graduação e é preciso avaliar se isso tem se dado nos nossos cursos. O que temos visto é que a formação da graduação têm estado cada vez mais tecnicista e voltada para a aplicação e para o mercado e se distanciando da reflexão, da investigação. E isso ocorre até na pós-graduação, uma vez que a especialização está cada vez maior o que leva a uma compartimentalização enorme, isolando os grupos em torno de pesquisas e conhecimentos muito específicos”.

Jouhanna questionou “quanto tempo demora para o conhecimento científico de ponta ter um impacto real na vida das pessoas e serem apropriados pelos profissionais? Quem tem acesso ao conhecimento científico hoje, na forma e nos espaços em que eles estão sendo produzidos? Será que o conhecimento científico só pode ser produzido nas universidades, será que os serviços não poderiam produzir conhecimentos para serem aplicados diretamente nas suas realidades?”

Na opinião da representante da ANPG, não deve ser prerrogativa das universidades produzir tecnologia. Também, de que “não podemos nos deixar levar pela hierarquização dos processos, quem faz ciência não é mais importante do que quem atua nos serviços ou no atendimento ao usuário”.

Capacitar para a inovação

O representante do Conselho Federal de Farmácia, Rogério fez um apanhado das várias áreas de atuação do Conselho Federal de Farmácia na regulamentação e fiscalização do ensino profissional, bem como suas contribuições para o ensino farmacêutico.

Ele ressaltou a tendência recente do aumento cada vez maior dos lucros da indústria farmacêutica em comparação com outros ramos da economia. Contudo, de outro lado, a mesma indústria farmacêutica está oferecendo à sociedade menos novos fármacos. “E dentro disso cada vez menos fármacos para doenças negligenciadas”.

E alertou que a ciência e a tecnologia precisam ser úteis à sociedade. “Se você faz pesquisa e não disponibiliza essa informação para a sociedade, se ela não é aplicada, não tem sentido”, concluiu.

(clique para acessar a apresentação do CFF)

A presença da Fenafar nesta luta

A tesoureira da Fenafar, Célia Chaves, fez um resgate dos debates realizados pela Fenafar ao longo de sua história sobre a questão da saúde estar ou não a serviço da vida. Mostrou os temas dos Congressos da entidade e também pinçou resoluções da Federação sobre a Política Industrial Farmacêutica como: apoiar iniciativas de fortalecimento e ampliação da capacidade de pesquisa e produção de fármacos e medicamentos pelos Laboratórios Oficiais, incluindo medicamentos fitoterápicos; lutar pelo investimento e fortalecimento da produção nacional, visando a autonomia da produção farmacêutica do país; promover e incentivar o debate sobre a revisão da atual Lei de Patentes fortalecendo a soberania nacional e o acesso a medicamentos a população; implementação de forma intersetorial, e em particular, com o Ministério da Ciência e Tecnologia, de uma política pública de desenvolvimento científico e tecnológico, envolvendo os centros de pesquisa e as universidades brasileiras, com o objetivo do desenvolvimento de inovações tecnológicas que atendam os interesses nacionais e às necessidades e prioridades do SUS.

Também destacou as resoluções da Conferência Nacional de Medicamentos e Assistência Farmacêutica e as participações da Fenafar nas edições do Fórum Social Mundial, sempre levantando a bandeira em defesa da saúde e da vida. Célia abordou, ainda, a iniciativa da Federação de entrar com a ação de inconstitucionalidade contra o dispositivo das patentes pipeline.

(clique para acessar a apresentação de Célia Chaves)

(Notícia originalmente publicada no portal da Fenafar)

 

 

 

 A Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) apoia e participa das manifestações que ocorrem por todo o país. Iniciadas pela justa pauta de redução do valor das passagens do transporte público nas capitais brasileiras, tais marchas assumem o caráter de um grito da juventude por mais democracia e participação. Trata-se da expressão do sentimento de que o povo nas ruas é capaz de promover mudanças, apresentada por uma população historicamente excluída da vida política do país. Continuaremos participando dos atos e convocamos as Associações de Pós-Graduandos e o conjunto dos pós-graduandos brasileiros a se mobilizarem também junto às organizações políticas dos trabalhadores e da juventude por suas reivindicações. Dessa maneira, a ANPG se posiciona veementemente contrária às ações de violência sofridas por militantes de partidos, grupos políticos e entidades sindicais nas manifestações. É preciso combater todo o tipo de manipulação, seja oriunda da grande mídia, seja de setores conservadores. Consideramos que as mudanças estruturais que nos permitam construir um Brasil cada vez mais democrático e justo só podem ser obtidas com a unidade e democracia dentro do próprio movimento. Por isso, nos dirigimos à Dilma para que cumpra sua palavra e faça com que seu governo “escute as ruas” e faça outra política com ações mais incisivas de distribuição de renda, regulamentação da mídia, trabalho decente, moradia digna e saúde e educação de qualidade.

Leia aqui a carta dos movimentos sociais endereçadas à presidenta Dilma: ( https://www.anpg.org.br/gera_noticia.php?codigo=1756&tipo=1)