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Veja abaixo as datas de inscrição dos processos seletivos da pós-graduação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

 

Doutorado em Biotecnologia e Biociências: até 15 de fevereiro
Mestrado e Doutorado em Neurociências: até 17 de fevereiro
Doutorado em Economia: 1º a 10 de fevereiro
Mestrado e Doutorado em Arquitetura e Urbanismo: 6 de fevereiro a 6 de março
Mestrado e Doutorado em Educação: fevereiro
Mestrado em Nutrição: abril
Mestrado em Educação Científica e Tecnológica: maio (ingresso em 2013)
Mestrado em Engenharia Civil: 15 de junho a 31 de julho (ingresso no 3º trimestre de 2012)
Mestrado e Doutorado em Engenharia de Produção: 1º a 27 de setembro
Mestrado em Agroecossistemas: 3 a 28 setembro
Mestrado em Engenharia Elétrica: setembro a novembro
Doutorado em Farmacologia: “janelas” de entrada em março, junho, setembro e dezembro
Mestrado em Engenharia Mecânica: 1º de outubro a 30 de novembro
Mestrado e de Doutorado em Farmácia: até 31 de outubro (fluxo contínuo)
Doutorado em Ciência e Engenharia de Materiais: fluxo contínuo (ingresso no início de cada trimestre letivo)
Doutorado em Engenharia de Automação e Sistemas: fluxo contínuo
Doutorado em Engenharia Civil: fluxo contínuo (avaliação feita 15 dias antes do início de cada trimestre)
Doutorado em Engenharia Mecânica: fluxo contínuo
Doutorado em Engenharia Elétrica: fluxo contínuo
Mestrado e Doutorado em Enfermagem (CANDIDATOS ESTRANGEIROS): fluxo contínuo

Fonte: UFSC

 

O ministro Marco Antônio Raupp, de Ciência, Tecnologia e Inovação reuniu-se ontem (07/02), em Brasília, com lideranças das entidades estudantis. Daniel Iliescu, presidente da UNE, Manuela Braga, presidente da UBES, Elisangela Lizardo, presidente da ANPG e demais diretores das três entidades também puderam conversar com o Diretor do Departamento de Popularização e Difusão da Ciência, da Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social do MCTI, Ildeu de Castro Moreira. 

Durante o encontro, o ministro recebeu a pauta de reivindicações do movimento ligadas a C,T, &I. Nela constam reivindicações como valorização da pesquisa: ampliação das bolsas PIBIC e PIBIC Ensino Médio; imediato reajuste das bolsas de mestrado e doutorado; destinação de 50 % do Fundo Social do Pré-sal para a educação, ciência, tecnologia e inovação; mais investimento em ações de popularização da ciência, dentre outras. 

A presidente da ANPG, Elisangela Lizardo, aproveitou a ocasião para reforçar  "A formação de recursos humanos com vistas ao desenvolvimento econômico e social do país é a pauta que unifica a ANPG, a UNE e a UBES. Sendo assim, o aumento das bolsas de Pibic, mestrado e doutorado é pauta central para as entidades e não descansaremos enquanto isso não acontecer", disse.

De posse dos cálculos do CNPq sobre as bolsas, o ministro demonstrou sensibilidade e vontade de promover, durante a sua gestão, o tão esperado aumento.

Há exatos 1348 dias os valores estão congelados. Em 2005, quando o salário mínimo era de R$ 300, os valores das bolsas de mestrado eram próximos de três salários e os das bolsas de doutorado passavam dos quatro. Já em 2012, com o salário mínimo de R$ 622, as bolsas de mestrado ficaram inferiores a dois mínimos e as de doutorado inferiores a três. 

A garantia de 50% do Fundo Social do Pré-Sal para educação, ciência e tecnologia, 10% do PIB para Educação e queda dos juros são bandeiras defendidas pelas entidades que receberam apoio do ministro. Além disso, Raupp ressaltou a importância dos investimentos privados, em especial no desenvolvimento da inovação no país.

 

Pronatec

O Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) também foi assunto destacado na reunião. Este ano o programa vai oferecer quase 1,2 milhão de vagas em cursos de qualificação em áreas como construção civil, informática, mecânica, turismo e enfermagem.

De acordo com Raupp, é necessária a aceleração da formação de profissionais com capacidades tecnológicas para desenvolvimento do Brasil.

Para Manuela Braga, a expansão qualificada do ensino técnico e de projetos como o PRONATEC são muito importantes. “Sempre me incomodei em conhecer estudantes pobres que não assistiam aula por não ter dinheiro para o transporte, sempre me incomodei em conhecer alunos do turno da noite que não possuíam dinheiro para a alimentação. Essa ainda é a realidade de muitos, não somente no nordeste, mas em todo o país”, afirma

No ano de 2011, foram criados quase 2 milhões de empregos com carteira assinada. No setor de serviços, foram 925 mil vagas, no comércio, 452 mil, e na construção civil, foram 223 mil novos empregos. “O jovem que tem a possibilidade de se capacitar torna-se um trabalhador com carteira assinada e tem acesso a benefícios como décimo terceiro salário, férias remuneradas e outros”, finalizou.

 

CD do CNPq e Congresso da ANPG

Em relação à participação da ANPG no Conselho Deliberativo (CD) do CNPq, a ANPG reforçou a pressão para que a indicação, prometida pelo então ministro Sérgio Rezende aconteça. Raupp se dispôs a conversar com Glaucius Oliva, presidente do CNPq, para reforçar o pleito. Vale ressaltar que no último encontro da ANPG com o CNPq (leia aqui) Glaucius prometeu colocar o assunto na pauta da próxima reunião em março de 2012.

Por fim, o ministro demonstrou a vontade de participar do 23° Congresso da ANPG, previsto para acontecer de 3 a 6 de maio de 2012.

Na avaliação de Elisangela, o encontro foi bastante produtivo, principalmente por conta da sinalização positiva do ministro em relação ao reajuste das bolsas.

A Campanha de Bolsas da ANPG continua! Clique aqui e saiba mais.

Veja a pauta completa do movimento estudantil em carta entregue ao ministro da Educação, Aloizio Mercadante, no final do mês de janeiro.

 

Da Redação.

 

Está aberta a seleção para a concessão de 5 bolsas de auxílio à conclusão da dissertação de mestrado e 1 bolsa de auxílio à conclusão da tese de doutorado.

A iniciativa é do Centro Internacional Celso Furtado de Políticas para o Desenvolvimento.

O valor da bolsa de mestrado é de R$1568,40 e a de doutorado R$2965,20.

 

Temas

As bolsas se destinam ao apoio de pesquisas que tratem, na perspectiva da Economia ou de outras Ciências Sociais e tendo por referência o Brasil e outros países em desenvolvimento, de um dos temas seguintes:

·                     Agricultura, recursos naturais e desenvolvimento;

·                     Aspectos políticos e institucionais do desenvolvimento;

·                     Desenvolvimento e mudança estrutural;

·                     Desenvolvimento local e regional no Nordeste;

·                     Desenvolvimento, política industrial e inovações tecnológicas;

·                     Emprego, distribuição de renda e pobreza;

·                     Financiamento do desenvolvimento;

·                     Integração regional e desenvolvimento;

·                     O pensamento de Celso Furtado;

·                     Restrição externa, crescimento e inflação;

·                     Teorias do desenvolvimento

 

Acesse o edital e os formulários de inscrição aqui.

 

Cronograma

Inscrições:

13 dezembro de 2011 a 17 de fevereiro de 2012
Prazo para análise: 17 a 27 de fevereiro de 2012
Divulgação dos resultados: 29 de fevereiro de 2012
Início da concessão das bolsas aos selecionados: 1º de março de 2012

 

O Centro

O Centro Internacional Celso Furtado é uma associação civil de direito privado, de interesse público, sem fins lucrativos. Nasceu de uma proposta do então Presidente Luís Inácio Lula de Silva, apresentada a Celso Furtado em junho de 2004. A esse “centro irradiador de projetos e políticas inovadoras no combate à fome, à pobreza e aos gargalos do desenvolvimento” o Presidente propôs dar o nome de Celso Furtado. Sua criação constitui justa homenagem a um dos maiores economistas do século XX.

Inicialmente presidido por Luiz Gonzaga Belluzzo, Maria da Conceição Tavares e Rosa Freire d’Aguiar Furtado, o Centro conta hoje 175 sócios e foi apoiado desde a sua fundação por quatro empresas públicas: BNDES, Petrobras, Caixa Econômica Federal e Eletrobras, a que se juntou o Banco do Nordeste do Brasil (BNB) em 2010.

 Da Redação com informações do Centro Internacional Celso Furtado.

Em seu 1º dia como ministro da Educação, Aloizio Mercadante recebeu as entidades estudantis. Agora é a vez do novo ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antônio Raupp, reunir-se em Brasília com representantes da ANPG, UNE e UBES.

Além desse assunto, as entidades também pretendem apresentar propostas para o programa Ciência Sem Fronteiras, além de políticas de inovação social e ampliação da representação da sociedade civil em instituições que debatem C&T, como o Conselho de Ciência e Tecnologia (CCT) da Capes e o Conselho Deliberativo do CNPq (CD). O encontro será na tarde desta terça-feira (7) e a principal pauta levantada pela ANPG será o reajuste das bolsas de mestrado e doutorado. Há exatos 1347 dias os valores estão congelados. Em 2005, quando o salário mínimo era de R$ 300, os valores das bolsas de mestrado eram próximos de três salários e os das bolsas de doutorado passavam dos quatro. Já em 2012, com o salário mínimo de R$ 622, as bolsas de mestrado ficaram inferiores a dois mínimos e as de doutorado inferiores a três. 

 

Da Redação.

O Programa Institucional de Iniciação a Docência (Pibid) da Universidade Estadual de Maringá (UEM) realiza, de 14 a 16 de março, o 1° Encontro do Pibid/UEM, com o tema Licenciaturas: desafios e perspectivas.

O evento tem como objetivo a troca de experiências desenvolvidas por programas Pibid em todo o Brasil nas diversas áreas das licenciaturas, por meio da abordagem de dois eixos principais: ciências naturais e matemática e ciências humanas.

Entre as atrações previstas na programação do encontro estão palestras, exposições de painéis, relatos de experiências de projetos e comunicações orais. O prazo para a submissão de trabalhos segue até o dia 2 de março de 2012.

Os interessados devem se inscrever pelo sítio do evento.

Acesse a progamação.

Mais informações pelo telefone (44) 3011-5816.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social da Capes 

Está em consulta pública aberta até 5 de março, na internet, a proposta de Plano de Investimento do Brasil para o FIP, cujo principal objetivo é construir de forma participativa as ações prioritárias do país relacionadas ao Programa de Investimentos em Florestas (FIP). A consulta faz parte de um processo que incluirá sessões presenciais e que continuará durante a fase de análise e preparação dos projetos propostos no âmbito do plano de investimento.

O FIP, criado no âmbito dos Fundos de Investimento Climático (CIF), visa catalisar políticas e ações e mobilizar fundos para facilitar a redução do desmatamento e da degradação florestal e promover a melhoria da gestão sustentável das florestas, contribuindo para a redução de emissões e a proteção dos estoques de carbono.

O programa conta com aproximadamente US$ 550 milhões para aplicação em oito países-piloto, selecionados dentre mais de 50 países em desenvolvimento. Além do Brasil, foram selecionados Burkina Faso, República Democrática do Congo, Gana, Indonésia, Laos, México e Peru. Ao Brasil deverão ser alocados entre US$ 50 e 70 milhões.

Além disso, será colocado em funcionamento o Mecanismo de Doação Dedicado a Povos Indígenas e Comunidades Locais, com o intuito de promover uma plena e efetiva participação desse público na concepção e implementação dos planos de investimento dos países-piloto. O instrumento deverá prover até US$ 6,5 milhões em financiamento para ações no Brasil.

O documento em consulta contém proposta de articulação de ações dos ministérios do Meio Ambiente (MMA), da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para o bioma Cerrado.

Acesse aqui o formulário para participação na consulta pública.

Para mais informações, leia matéria elaborada pela Secretaria de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda.

Da Redação, com informações do MCTI.

 

Já estão abertas as inscrições para a 64ª Reunião Anual da SBPC, que acontecerá em São Luís (MA), de 22 a 27 de julho, na Universidade Federal do Maranhão (UFMA), com o tema “Ciência, Cultura e saberes tradicionais para enfrentar a pobreza”.

A inscrição é necessária para quem for apresentar trabalhos científicos nas sessões de pôsteres, para quem for assistir a um dos minicursos que serão oferecidos durante o evento, ou ainda receber a programação impressa e atestado geral de participação. Para assistir às demais atividades, como conferências, simpósios, mesas-redondas,  ou visitar a SBPC Jovem, SBPC Cultural e ExpoT&C não é necessária inscrição, pois a Reunião Anual da SBPC é aberta  ao público.

Aos que forem submeter resumos de trabalhos científicos, haverá desconto na taxa de inscrição somente até o dia 13 de fevereiro. Veja no sítio do evento as normas, os prazos e os valores.

Serão aceitos resumos de trabalhos científicos de qualquer área do conhecimento, desenvolvidos por estudantes, professores e/ou pesquisadores. A expectativa é que sejam apresentados mais de 4 mil trabalhos em cinco sessões de pôsteres, como tem ocorrido nas edições anteriores. É importante que, antes de submeter o resumo, os autores observem se o mesmo está adequado às normas, para não ser recusado por não estar em conformidade com o estabelecido.

A programação científica da 64ª Reunião Anual é de interesse de toda sociedade, não apenas da comunidade científica e estudantil. Além de sessões de pôsteres e minicursos, as conferências, os simpósios e as mesas-redondas discutirão políticas públicas em ciência, tecnologia e inovação, educação, saúde e meio ambiente e abordarão também os avanços da ciência nas mais diversas áreas do conhecimento.

Nesta edição da Reunião Anual da SBPC, atividades desenvolvidas por representantes das comunidades tradicionais possibilitarão discutir saberes tradicionais e questões relativas a estes povos.

Fonte: SBPC

José Gomes Temporão é ex-ministro da Saúde e Reinaldo Guimarães foi secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde. Artigo publicado no jornal O Globo de 27 de janeiro deste ano.

*As opiniões aqui reproduzidas são de responsabilidade de seus autores e não representam, necessariamente, a opinião da entidade. Artigos podem ser enviados para [email protected] 

São intensas e crescentes as relações entre a saúde e a economia. Representando no Brasil cerca de 9% do PIB e empregando 4,5% da força de trabalho, o setor incorpora um poderoso complexo econômico de indústrias e serviços de saúde. Disso decorre que a questão central da política pública de saúde, que é a ampliação do acesso da população a bens e serviços de qualidade, está crescentemente matizada por condicionantes postos pelo complexo econômico-industrial da saúde. E como consequência de decisões políticas, na última década, pesquisa, desenvolvimento, inovação e política industrial vêm se tornando temas importantes dessa política pública.

A política industrial brasileira recente é uma política transversal formulada sob a liderança do Ministério do Desenvolvimento, em particular através do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Mais recentemente, com o aumento da musculatura da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação tem também ocupado posição de liderança nessa matéria. Mas um dos aspectos relevantes dessas políticas é a presença crescente do setor de saúde como segmento industrial prioritário e a presença do Ministério da Saúde como ator central no seu gerenciamento.

A atuação do Ministério da Saúde no campo do fomento industrial direto é muito limitada, restringindo-se à pequena, embora importante, rede de laboratórios oficiais produtores de medicamentos. Mas, por outro lado, em quatro outros aspectos da política industrial – que são mecanismos indiretos de fomento industrial -, o ministério vem tendo atuação crescente. São eles: as articulações com o BNDES e a Finep no sentido de estabelecer o rol de produtos prioritários para o sistema público de saúde e que serão objeto de fomento prioritário pelas duas agências; esforços no sentido do deslocamento da política de propriedade intelectual em direção ao interesse público; o estabelecimento de parcerias entre indústrias privadas e laboratórios oficiais para a produção de medicamentos e vacinas prioritários para o SUS; utilização do poder de compra de produtos industriais pelo SUS (hoje, em torno de R$12 bilhões/ano) como ferramenta de fomento industrial indireto.

Temos uma situação nova no Brasil e no mundo. Por aqui, há uma indústria farmacêutica que se reorganiza em bases muito mais sólidas do que jamais tivemos. Hoje, ela já é grande produtora de genéricos (80% do mercado fabricado no País) e dando seus primeiros passos em direção a produtos inovadores. No terreno dos equipamentos médico-odontológicos, as indústrias de capital nacional estão ainda numa situação de relativa fragilidade, mas grandes empresas multinacionais do complexo eletroeletrônico estão para fazer investimentos produtivos no País.

No mundo, a luta por consumidores é feroz e especialmente o mercado brasileiro vem sendo disputado agressivamente, para venda de produtos que vão desde automóveis a frangos e suínos, passando por eletroeletrônicos. Na área da saúde, o nosso mercado público oferece espaço de compras centralizadas em escalas imensas, e isso tem feito a alegria dos importadores. Por que não estimular a produção nacional?

O déficit da balança comercial setorial da saúde passou de US$11 bilhões em 2011. É legítimo se perguntar: mas qual o problema se a balança comercial é, no agregado, superavitária? Dois pontos importantes: a velocidade do crescimento do déficit – em 2005, não passava de US$3 bilhões. Talvez a meta não seja ser superavitário no setor, mas reverter uma taxa de crescimento do déficit que é avassaladora; trata-se de um setor estratégico, inclusive no conceito militar – na Guerra das Malvinas nossos vizinhos ficaram sem insulina, por dificuldades na importação e falta de produção local.

A visão de que a política pública de saúde deve andar de mãos dadas com as políticas de desenvolvimento e de inovação faz bem à saúde da população e do País.

A queda chegou a quase 50% em dois anos e foi obtida com a conclusão da informatização dos processos, mas o órgão responsável, o Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), esbarra agora na falta de pessoal para atingir em 2015 a meta de quatro anos, compatível com padrões internacionais.

A redução foi a mais significativa obtida pelo INPI desde o início de sua reformulação para aperfeiçoar a proteção dos diretos sobre produtos e processos criados por empresas e pesquisadores e incentivar a elevação dos investimentos em inovação no setor privado. Em 2008, o prazo médio estimado para um depósito de patente era de 10,3 anos, mantido em 2009 (10,2). Em 2010, o indicador caiu para 8,3 e terminou o ano passado em 5,4.

Em entrevista ao Estado, o presidente do INPI, Jorge Ávila, disse que o órgão praticamente esgotou os ganhos de produtividade possíveis com automação e a reorganização das divisões técnicas especializadas, que aumentaram de 6 para 20 em 6 anos. Isso permitiu a identificação e arquivamento de cerca de 30 mil processos inadimplentes ou com documentação falha, reduzindo a fila, que não para de aumentar. Cerca de 160 mil ainda aguardam a patente do INPI.

"Ganhamos produtividade ao equacionar a fila de pedidos usando racionalização e informatização, mas agora só conseguiremos reduzir significativamente os prazos com mais examinadores", disse Ávila.

"Quatro anos é um prazo compatível com as melhores práticas internacionais para garantir análise confiável e dar segurança às empresas para desenvolver o produto de suas tecnologias." O INPI espera ficar fora da tesoura do Orçamento para realizar ainda este ano novos concursos e ampliar o quadro atual, de 273 examinadores. Ávila não detalha os números, mas o quadro considerado ideal seria de 700 para atender o crescimento da atividade de inovação que a política industrial do governo quer incentivar, inclusive a atraindo centros de pesquisa de multinacionais.

Os depósitos já têm crescido cerca de 10% ao ano. Em 2011, o INPI recebeu mais de 30 mil pedidos de patentes. A demora impede que inovações setor nem negócios o quanto antes. O escritório americano de patentes tem 5,4 mil examinadores e 460 mil depósitos anuais, 85 por analista. O europeu tem 3,6 mil técnicos para 150 mil novos pedidos por ano, 41 por examinador. O primeiro concede a patente num prazo médio de 3,5 anos. O segundo, em 4,5 anos.

Já o INPI tem hoje um examinador para cada 110 novos depósitos anuais. O Movimento Empresarial pela Inovação (MEI) pediu ao governo a contratação de pelo menos mais 330 examinadores no curto prazo.

Fonte: O Estado de São Paulo 

Aproveitando a imensa capacidade de geração de energia eólica que o Rio Grande do Norte possui, o alto interesse da indústria de geração de energia e a carência de recursos humanos, a Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Norte (FAPERN) vem coordenando os esforços para a criação de uma rede regional de pesquisas em energia eólica, que poderá tornar o estado em grande produtor de conhecimento e inovação tecnológica e depois vir a integrar-se à rede nacional, proposta pela Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica). A criação do Instituto Internacional de Tecnologia em Energias Renováveis – Divisão Eólica (IITERN) vai tornar o estado pioneiro nesta área na região Nordeste e um dos poucos no Brasil dedicado especificamente a energia eólica.

São objetivos do IITERN prover infraestrutura física e suporte técnico-científico para o desenvolvimento da área de energia eólica; promover a integração de setores da administração pública, Instituições de Ensino e Pesquisa e segmento empresarial para o desenvolvimento científico-tecnológico e inovação em energia eólica; formar recursos humanos e desenvolver estudos e pesquisas que contribuam efetivamente para reduzir os custos da energia eólica, melhorar sua produção e eliminar barreiras para o seu desenvolvimento em pequenos empreendimentos e em larga escala; e incorporar novos focos de atuação e fortalecer as competências existentes de acordo com as demandas do setor produtivo.

 

Recursos
Com a garantia de aporte de recursos do tesouro federal, a FAPERN agora parte para a captação de recursos da iniciativa privada para implementar o IITERN, que será organizado juridicamente sob a forma de Organização Social, envolvendo instituições públicas e privadas. A estimativa de orçamento para a construção de infraestrutura física e aquisição de equipamentos e mobiliário é de R$ 10 milhões. Segundo a presidente da FAPERN, Maria Bernardete Cordeiro de Sousa, o cronograma de implantação será apresentado ainda no primeiro semestre de 2012.

O IITERN vai dedicar-se a pesquisa e desenvolvimento (P&D) de processos e produtos inovadores para implantação, operação e manutenção de centrais eólicas, ampliando o alcance dos trabalhos de pesquisa e extensão realizados em nível técnico, graduação e pós-graduação e permitindo a formação de uma massa crítica para o setor.

 

Referência
“Acreditamos que o IITERN deverá se consolidar como uma instituição de referência mundial na área”, diz Bernardete. Atualmente, o estado já possui uma extensa produção de conhecimento que será centralizado no instituto. Na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, a experiência acumulada na produção de conhecimento em petróleo e gás, avança para outras formas de energia, ampliando suas ações em Energias Renováveis. O estado conta ainda com a infraestrutura do CTGAS-ER, que se constitui em um consórcio entre o SENAI e a Petrobras e com as ações em energias renováveis que começam a ser realizadas na Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), o Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN) e o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (IDEMA).

No projeto estão envolvidos o Governo do Estado do Rio Grande do Norte, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, FAPERN e IDEMA, os Ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação, da Educação e de Minas e Energia, CTGAS-ER, UFRN, Ufersa, UERN, IFRN, Universidade Potiguar, FIERN, Sebrae, empreendedores em energia eólica e instituições empresariais e acadêmicas, nacionais e internacionais conveniadas.

 

Fonte: FAPERN