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O Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF) promove Oficina de Instrumentação Científica e Inovação Tecnológica (O2i) a partir de hoje (3), na sede da instituição, no Rio de Janeiro.

Inteiramente gratuita e com vagas limitadas, a iniciativa, voltada para profissionais, empreendedores, professores e estudantes das áreas de física e engenharias, tem como objetivo estimular parcerias e criar ambiente propício à inovação em áreas tecnológicas, colocando em contato esses especialistas, que aplicam ou desenvolvem instrumentação, dispositivos e processos para caracterização, quantificação e controle de parâmetros físicos.

Para os organizadores do evento, a deficiência em instrumentação científica é um dos gargalos do desenvolvimento científico e tecnológico brasileiro. "Formar profissionais qualificados para desenvolver instrumentação para projetos de base científica e tecnológica é certamente um quesito importante para que o país alcance autonomia nesses áreas", afirma Geraldo Cernicchiaro, um dos organizadores do O2i e também coordenador do Mestrado Profissional em Física com ênfase em Instrumentação Científica do CBPF, pioneiro nesse campo de formação e selecionando candidatos todos os semestres.

Com um programa de cursos, palestras e oficinas em Instrumentação Eletrônica,  Sensores, Controle de Processos, Automação, Medidas, Computação, Mecânica e Nanotecnologia, totalizando 18 horas de oportunidades de interação, a ideia dos organizadores do O2i é estabelecer um fórum permanente para articulação de temas de interesse dos grupos atuantes em instrumentação e inovação – os dois "is" conectados na sigla que identifica o evento, previsto para acontecer a cada dois anos.

Para participar do O2i, o interessado deverá se cadastrar no sítio, onde também poderá obter mais informações sobre o evento. Embora não haja limite de data para inscrição, os organizadores lembram que a quantidade de vagas para os cursos é limitada.

 Mais informações: mesonpi.cat.cbpf.br/o2i/

Fonte: Ascom do CBPF

Arqueólogos e pesquisadores estão fazendo um abaixo-assinado eletrônico, que será entregue à Secretaria Estadual de Cultura pedindo que a decisão seja revista.

Bela e imponente, apesar de degradada, a Casa da Fazenda Capão do Bispo está no meio de um impasse. Após 37 anos como sede do Centro de Estudos do Instituto de Arqueologia Brasileira, o imóvel, na Avenida Dom Helder Câmara, em Del Castilho, no Rio de Janeiro, terá de ser desocupado até o fim do mês, voltando para a Secretaria Estadual de Cultura.

No casarão do fim do século XVIII funcionam laboratórios, salas de pesquisa e biblioteca e estão guardadas importantes peças encontradas em sítios arqueológicos no estado (entre cerâmica, líticos e arte rupestres), que terão que ser transferidas.

Inconformados com o repentino despejo, arqueólogos e pesquisadores estão fazendo um abaixo-assinado eletrônico, que será entregue à secretaria pedindo que a decisão seja revista. Até segunda-feira (1), o documento somava 1.008 assinaturas.

Não há justificativa para a decisão, que vai prejudicar o trabalho de uma importante instituição de pesquisa e de vários arqueólogos. Lá há milhares de achados arqueológicos que nós guardamos , protesta o arqueólogo Paulo Seta, vice-presidente do instituto, acrescentando que a instituição, em quase quatro décadas, formou centenas de arqueólogos.

Segundo Seta, a instituição apenas foi informada de que não havia mais interesse do estado em manter o acordo de ocupação do prédio, sem maiores explicações. Ele diz que o uso havia sido acertado num termo de ajustamento de conduta – assinado em 1974, renovado em 1977, e, desde então, renovado automaticamente – em que o instituto comprometeu-se a instalar ali um centro de pesquisa e a cuidar da manutenção. Já o estado, segundo o instituto, ficaria responsável pelas obras de infraestrutura.

A subsecretária estadual de Cultura, Bia Caiado, disse que o acordo de cessão do imóvel feito com o instituto foi assinado em 1974 e expirou após cinco anos. Desde então, segundo ela, nenhum outro documento foi firmado.

O instituto possui outras sedes em Belford Roxo. Eles não vão simplesmente ficar na rua. Queremos transformar o Capão do Bispo num centro cultural totalmente voltado para a população, sem nenhuma área restrita, como fizemos recentemente num espaço que inauguramos em Manguinhos , comentou Bia.

O estado de conservação do prédio é precário. Segundo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que tombou o imóvel em 1947, tanto o Inepac quanto o Instituto de Arqueologia já foram oficiados sobre a necessidade de restauração. Com características comuns às construções rurais que ocupavam a região na época, a casa, que pertenceu ao primeiro bispo do Rio, tem capela interna e varanda com colunas toscanas. De acordo com o instituto, o governo estadual pouco investiu na manutenção do prédio. Ainda segundo os arqueólogos, a intervenção mais recente foi feita na década de 90, mas sequer foi acabada.

 

História

Criado em 1961, o Instituto de Arqueologia Brasileira é presidido por Ondemar Dias, um dos mais renomados arqueólogos do País. A instituição presta serviços de arqueologia a instituições públicas e tem estado à frente das mais importantes descobertas registradas nos últimos 20 anos no Rio. Entre elas, a de uma paliçada (espécie de cerca que constituía uma fortificação), achada em 2007, no subsolo da igreja de Nossa Senhora do Carmo, na Praça Quinze, primeira prova material da presença europeia no Rio antes mesmo da fundação da cidade, em 1565.

 

Fonte: O Globo

Presença Internacional do Brasil destaca em sua reportagem de capa que, da mesma forma que as empresas, a ciência brasileira também se torna cada vez mais global.

Em reportagem de 12 páginas, a publicação bimestral da Totum Excelência Editorial, com edições em português e inglês, apresenta exemplos do crescimento da ciência, tecnologia e inovação (CT&I) no País e como esse cenário positivo tem ampliado a internacionalização nesse setor.

"Entre 1997 e 2007, o número de artigos brasileiros em publicações científicas internacionais mais que dobrou, chegando a 19 mil por ano – mais que Holanda e Suíça. A participação brasileira nas publicações científicas internacionais subiu de 1,7%, em 2002, para 2,7%, em 2008." Esses são alguns dos indicadores apresentados pela reportagem a partir de dados do Relatório Unesco sobre Ciência 2010.

Outro indicador importante é o aumento na quantidade de pesquisadores no Brasil por milhão de habitantes, que subiu de 401, em 2000, para 657, em 2007.

A reportagem também aponta a ampliação de acordos de cooperação em CT&I firmados por instituições do Brasil e do exterior. Entre os destaques são citados acordos assinados pela Fapesp com agências de fomento e instituições de ensino superior e de pesquisa na França, no Reino Unido e em diversos outros países.

"Essa parceria tem gerado intenso tráfego de pesquisadores de lá que vem para cá, e daqui que vão para os Estados Unidos", disse à reportagem Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da Fapesp. De acordo com a revista, a "cooperação de pesquisadores brasileiros com seus colegas europeus nas duas organizações contribuirá para elevar os índices do País no ranking de colaboração científica internacional (…). O momento, no entanto, é bom para subir degraus".

"A ciência no Brasil já atingiu um patamar que facilita as parcerias internacionais, e há muita gente de outros países interessada em parcerias em áreas como bioenergia e agricultura, entre outras", disse Brito Cruz.

A reportagem cita como exemplo do aumento do interesse internacional pelo Brasil como parceiro de pesquisas a criação, em 2010, de um escritório local do Centre National de La Recherche Scientifique (CNRS) da França, principal instituição estatal francesa de fomento à pesquisa, com orçamento anual de 3,4 bilhões de euros.

"É um esforço de mão dupla. Além de identificar oportunidades de conjugação de esforços, o escritório também exibirá mais claramente a realidade brasileira para os franceses. Mostrará que aqui também há pesquisadores, instituições e estruturas de pesquisa de primeira linha", disse Jean Pierre Briot, diretor do escritório sediado no Rio de Janeiro.

Mas a reportagem ressalta que não basta se tornar mais internacional. "Para render os efeitos econômicos e sociais esperados das economias do conhecimento, a pesquisa e a ciência brasileiras precisam enfrentar ainda o desafio de integrar-se mais decididamente à atividade econômica privada, criando raízes nas empresas de forma a gerar inovação em produtos e serviços oferecidos no mercado."

"Nessa área, parece haver ainda longo caminho a ser percorrido. Afinal, lembra Brito Cruz, em 2009 foram concedidas, nos Estados Unidos, exatas 103 patentes a inventores brasileiros – apenas cinco a mais do que em 2000 (inventores indianos, por comparação, registraram 679 patentes em 2009, ante 131 em 2000)", disse a revista.

De acordo com o estudo da Unesco, em 2008 o setor público ainda respondia por 55% do investimento bruto em pesquisa no Brasil, cabendo às empresas os 45% restantes – na União Europeia, o índice correspondente ao setor privado atinge 65% do total.

"Na opinião de Brito Cruz, o menor desenvolvimento da pesquisa empresarial não decorre de falta de recursos ou estímulos, pois há aqui ações de fomento competitivas com as de outros países: ele se deve, principalmente, a questões macroeconômicas, como a carga tributária e o custo do capital muito elevados. ‘Também é preciso mais estímulo à exportação, pois o mercado internacional exige competitividade, o que demanda mais pesquisa’", destacou a PIB.

 

A reportagem Nas redes do conhecimento integra o número 13 – Mar/Abr 2011 da revista, que pode ser lido gratuitamente em www.revistapib.com.br/pdf/PIB-ed13.pdf

Fonte: Agência Fapesp

Com o tema “2011 razões para marchar por desenvolvimento sustentável com justiça, autonomia, igualdade e liberdade”, a 4º edição da Marcha das Margaridas acontece nos dias 16 e 17 de agosto, em Brasília, e são esperadas mais de 100 mil mulheres. A passeata é organizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetags) e Sindicatos de Trabalhadores Rurais.

A Marcha das Margaridas é uma ação estratégica das mulheres do campo e da floresta para conquistar visibilidade, reconhecimento social, político e cidadania plena. Realizada nos anos 2000, 2003 e 2007, a marcha vem se consolidando na luta contra a fome, a pobreza e a violência sexista, entretanto há um longo caminho para trilhar por mais políticas estruturantes e políticas públicas para as mulheres.

Os assuntos que são discutidos neste ano são “Biodiversidade e Democratização dos Recursos Naturais”, “Terra, Água e Agroecologia”, “Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional”, “Autonomia Econômica”, “Trabalho e Renda”, “Educação Não Sexista”, “Sexualidade e Violência”, “Saúde e Direitos Reprodutivos” e “Democracia, Poder e Participação Política”.

“No mês da Jornada de lutas dos movimentos sociais e sindicais, a UNE se soma as causas das trabalhadoras rurais, apoiando as conquistas e as reivindicações que vão apresentar em Brasília, com a Marcha das Margaridas”, diz o presidente da UNE, Daniel Iliescu.

Além da participação da União Nacional dos Estudantes (UNE), União Brasileira dos Estudantes (UBES) e Associação Nacional dos Pós-Graduandos (ANPG)a marcha conta com a presença da União Brasileira de Mulheres (UBM), Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Conselho Nacional de Saúde (CNS), Movimento da Mulher Trabalhadora Rural (MMTR), Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB), Marcha Mundial das Mulheres (MMM), – Coordenação das Organizações dos Produtores Familiares do Mercosul (Coprofam), Rede de Mulheres Rurais da América Latina e Caribe (REDELAC), Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB), dentre outros.

 

Programação

A agenda da marcha concentra as atividades a partir das 20h do dia 15 de agosto, quando as primeiras delegações chegam. Para a manhã do dia seguinte estão previstos a inauguração da Mostra Nacional das Margaridas, Painéis de Debates, o lançamento da Campanha Contra Agrotóxicos e do Projeto de Lei de Iniciativa Popular para Reforma Política, além de atividades culturais, uma sessão solene no Congresso Nacional e Exposição Fotográfica sobre a trajetória de lutas das mulheres trabalhadoras rurais. À tarde acontece o lançamento do CD Canto das Margaridas e à noite show com Margareth Menezes.

No dia 17 de agosto, a Marcha das Margaridas caminha rumo à Esplanada dos Ministérios pela manhã, lá as mulheres realizam o ato político da Marcha em frente ao Congresso Nacional. A presidenta Dilma já confirmou, por meio da Secretaria-Geral da Presidência da República, que encontrará as mulheres logo após o ato.

 

Marcha das Margaridas

A maior mobilização de mulheres trabalhadoras rurais do campo e da floresta do Brasil tem esse nome, como uma forma de homenagear a trabalhadora rural e líder sindical Margarida Maria Alves.

Margarida Alves é um grande símbolo da luta das mulheres por terra, trabalho, igualdade, justiça e dignidade. Rompeu com padrões tradicionais de gênero ao ocupar por 12 anos a presidência do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Alagoa Grande, estado da Paraíba. À frente do sindicato fundou o Centro de Educação e Cultura do Trabalhador Rural. A sua trajetória sindical foi marcada pela luta contra a exploração, pelos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras rurais, contra o analfabetismo e pela reforma agrária. Margarida Alves foi brutalmente assassinada pelos usineiros da Paraíba em 12 de agosto de 1983.

Acesse o sítio da Marcha das Margaridas.

 

Fonte: Estudantenet

A nova política industrial brasileira – o Plano Brasil Maior – cujo lançamento ocorreu nesta terça-feira (2) pela presidenta Dilma Rousseff, vai permitir um acréscimo de R$ 2 bilhões no orçamento da Finep para 2011. Os novos recursos, que serão aplicados, na forma de crédito, em projetos inovadores de empresas, são provenientes do Programa de Sustentação do Investimento (PSI 3), gerido pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Social (BNDES). 


Durante a solenidade de lançamento da nova política industrial, foi anunciado também que o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) vai mudar de nome. A partir de agora, a pasta ocupada por Aloizio Mercadante vai se chamar Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. 

O novo reforço financeiro da Finep é resultado da execução recorde (90 dias) do primeiro empréstimo tomado junto ao PSI – R$ 1,75 bilhão – a partir de negociação direta entre a presidenta Dilma e o ministro Mercadante. Os recursos serão aplicados pela Finep em cerca de 80 projetos de inovação em áreas consideradas prioritárias, como energia, saúde, tecnologias da informação e da comunicação (TICs), aeroespacial, novos materiais, defesa, sustentabilidade ambiental e biodiversidade. 

Com a meta de execução alcançada, a Finep obteve da presidenta sinal verde para a viabilização de mais um financiamento, o que acaba de ser autorizado. A nova concessão de crédito para que a Finep aplique em projetos inovadores eleva o orçamento total de 2011 da financiadora para cerca de R$ 8 bilhões, incluindo recursos não-reembolsáveis do FNDCT, utilizados para apoio à pesquisa em universidades e instituições de ciência e tecnologia. 

As taxas anuais dos empréstimos da Finep via PSI 3 serão de 4% a 5%. Com orçamento total de R$ 75 bilhões, o programa será estendido até dezembro de 2012. 

Para o presidente da Finep, Glauco Arbix, o expressivo aumento de recursos para a inovação precisa estar colado com o crescimento do padrão de qualidade dos projetos. “Para isso, as análises devem ter foco em pesquisa, desenvolvimento e tecnologia sem perder de vista o componente inovador”, afirma Arbix. 

“Inovar para competir. Competir para crescer” 

Com o slogan “Inovar para competir. Competir para crescer”, o Plano Brasil Maior prevê uma série de ações iniciais que vão desde a desoneração das exportações, com a criação do Reintegra, até a regulamentação da Lei de Compras Governamentais, passando pelo fortalecimento da defesa comercial e pela criação de regimes especiais setoriais, com redução de impostos. 

 

Fonte: MCT

Congresso será de 10 a 14 de agosto em Montevidéu. UNE defenderá o fortalecimento da integração latino-americana por meio da educação

 

O 16º Congresso Latino-Americano e Caribenho de Estudantes (Clae), importante espaço de discussão para definir os rumos da educação no continente, acontece na cidade de Montevidéu, no Uruguai, durante os dias 10 a 14 de agosto. Na ocasião, questões como a regulamentação do ensino privado, o fortalecimento da educação pública e a mobilidade acadêmica serão temas fortemente discutidos.

De acordo com o comitê organizador do encontro, mais de três mil delegados já confirmaram presença.  A União Nacional dos Estudantes (UNE), a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e a ANPG estarão presentes.

Bandeiras

A delegação brasileira levanta como principal bandeira no fórum a integração latino-americana para um desenvolvimento soberano do continente por meio da educação. “Defendemos um projeto de desenvolvimento do Brasil, mas isso só é possível com um desenvolvimento solidário ao da América Latina. Queremos, com nossa participação, fortalecer essa integração por meio da educação”, explica o presidente da UNE, Daniel Iliescu.

Um dos principais debates levantados no congresso será a criação de um plano de mobilidade acadêmica para o continente, que preserve o caráter público do ensino e que contribua para a integração justa e solidária dos países da região. “Esse é um elemento muito importante para a integração, e que atualmente não é promovido por nenhum governo na América Latina”, comenta o diretor de Relações Internacionais da UNE e Secretário Executivo da OCLAE, Mateus Fiorentini. “Vamos dar visibilidade a duas experiências concretas que o Brasil tem nessa área, que são a UFFS (Universidade Federal da Fronteira do Sul) e a UNILA (Universidade Federal sa Integração Latino-Americana)”, complementa Iliescu.

As recentes manifestações dos estudantes chilenos contra o governo e a mercantilização da educação também estarão no eixo dos debates do congresso como motivação para se discutir a organização dos movimentos sociais na América Latina. “Os estudantes estão protagonizando essas manifestações contra o governo e esse processo de confronto tem gerado, além do desgaste do governo, um amadurecimento do movimento estudantil do país. Isso culminará em uma organização nacional, que eles ainda não têm”, conclui Mateus.

Programação do Congresso

A direção da UNE também se mobiliza para levar a Montevidéu membros de entidades parceiras para compor as mesas de debate e qualificar ainda mais as discussões. “Abordaremos o tema “Olimpíadas” e queremos levar alguém do Ministério do Esporte para falar sobre como o evento pode ser mais um elemento de fortalecimento da integração do continente”, explica Mateus.

No congresso acontecerão conferências com os temas "A crise do capitalismo e suas alternativas na América Latina", "Educação Pública no século 21" e "A Unidade dos Movimentos Sociais e o compromisso do movimento estudantil na luta emancipatória continental".

Além disso, o evento reunirá as comemorações dos 45 anos da Organização Continental Latinoamericana e Caribenha de Estudantes (Oclae). O encontro será encerrado no domingo, dia 14, com uma Tribuna Antiimperialista, e a Plenária Final, que aprovará resoluções e elegerá a próxima direção da Oclae.

Sobre a OCLAE

Atualmente a OCLAE reúne mais de 30 federações de estudantes de 23 países do continente, tem assento no conselho consultivo da Organização das Nações Unidas (ONU), participa do Instituto Internacional da Unesco para Educação Superior da América Latina e Caribe (Iesalc) e compõe a comissão de segmento da rede de enlaces da Unesco. Em 2009, desempenhou papel de destaque na Conferencia Mundial de Educação, que aconteceu em Paris, na França.

A OCLAE foi fundada em 1966, depois do 5º Congresso Latinoamericano e Caribenho de Estudantes, como uma resposta dos estudantes à intervenção norte-americana na educação dos países do continente. Nesse período, no Brasil, estabeleceu o MEC-Usaid com os Estados Unidos, acordo que promoveu uma reforma no ensino público do país. 

Fonte: Estudantenet

 

Durante a última Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), realizada em Goiânia no mês de julho, aconteceu também mais uma Assembleia Geral da entidade.

Além da posse da nova diretoria eleita em março, Helena Nader (presidente), Ennio Candotti e Dora Fiz (vice-presidentes) e Rute Gonçalves de Andrade (secretária – geral), também foram empossados onze novos integrantes do Conselho da SBPC.

 

 

Moções

Os sócios da SBPC presentes na Assembleia aprovaram o encaminhamento de sete moções. Entre elas, duas tiveram ação destacada da ANPG: uma diz respeito à presença de um representante dos pós-graduandos no Conselho Deliberativo do CNPq (fato que foi garantido pelo então Ministro de C&T, Sérgio Rezende, mas que até hoje não se concretizou). A outra moção foi em defesa de mais recursos para educação pública, ciência e pesquisa para o futuro da Juventude. Aprovada por unanimidade, ela foi elaborada em consonância com a campanha das entidades estudantis que reivindica 10% do PIB para a Educação e a Campanha de Bolsas da ANPG, que exige o aumento do valor das bolsas de mestrado e doutorado, sem reajuste há três anos.

Duas moções sobre o Código Florestal serão encaminhadas ao Senado Federal. Uma defende maior participação dos cientistas e da SBPC nos debates sobre o novo Código Florestal, em curso no Congresso, e a outra reivindica a inclusão da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) na relatoria sobre o novo código.

As outras moções aprovadas trataram sobre a situação dramática dos quadros de pessoal dos Institutos de Pesquisa do Ministério da Ciência e Tecnologia; apoio à formulação de políticas públicas de combate à homofobia nas escolas e universidades brasileiras; e repúdio ao projeto que autoriza a contratação de professores temporários sem pós-graduação nas universidades brasileiras (o PLS 220/2010 que trata do assunto está em tramitação no Senado).

 

 

Acesse aqui a íntegra das moções aprovadas. 

 

Da Redação com Jornal da Ciência.

Desafiada por Obama, Dilma Rousseff lança o programa Ciência sem Fronteiras, oferecendo 75 mil bolsas de estudos no exterior. Em fase de elaboração, o programa levanta polêmicas. Por um lado, prioriza somente áreas tecnológicas, principalmente engenharias, onde haveria menor capacidade nacional de formação. Por outro, encaminha os bolsistas às melhores universidades do mundo em cada área, numa lista feita com base em rankings internacionais.

Por Naomar de Almeida Filho, na Folha de S.Paulo


Serão inéditas 25 mil bolsas-sanduíche de graduação. Aplausos! Mas aqui antevejo dois problemas. Primeiro, há incompatibilidade entre as estruturas curriculares dos países receptores e o arcaico regime de formação linear que adotamos no Brasil. 

Na América do Norte e na Europa, egressos do ensino médio em geral não entram diretamente em cursos profissionais. Por mais sem fronteiras que se pretenda o programa, não cabe esperar que as universidades estrangeiras se submetam ao modelo brasileiro, ainda bonapartista.

O segundo problema é mais preocupante. O critério principal de seleção dos estudantes será (e não poderia ser diferente) o domínio do idioma inglês. Ora, este é justamente o novo divisor de classes no Brasil, onde jovens pobres (ou da "nova classe média", como dizem alguns) nunca fizeram intercâmbio nem tiveram bons cursos de inglês ou acesso livre à web. 

Em contraste, os filhos da classe média/alta urbana, fração dominadora da sociedade, tendencialmente são bilíngues e cosmopolitas. A se manter tal critério de seleção, o Estado brasileiro custeará programas de estudos nas melhores universidades do mundo justamente para aqueles que já dispõem de capital econômico, cultural, social e político.

Nesse cenário, a perversão da educação superior completaria uma dinâmica de mal-efeitos: (i) o ensino básico público não prepara seus alunos para acesso às universidades públicas, que (ii) têm ensino de melhor qualidade e que, por isso, recebem em maioria alunos de classe média e alta que, (iii) adestrados pelo ensino médio privado e caro (porém subsidiado por maciça renúncia fiscal), garantem aprovação nos duros processos seletivos das instituições públicas.

Excluir do programa justamente aqueles que mais necessitam de apoio social, jovens de grande potencial, talentosos, porém pobres, apartados da cultura dominante no mundo globalizado, será a quarta perversão, inominável iniquidade.

Proponho duas soluções imediatas: 1) cotas sociais para acesso ao programa, sem prescindir do domínio de língua estrangeira; 2) programas intensivos de preparação realizados na universidade brasileira, com estágio na instituição estrangeira, prévio ao curso. Tais medidas podem ser exigidas nas parcerias interinstitucionais.

Mas há uma solução estratégica e sustentada. Compreende a implantação no Brasil do regime de ciclos, especialmente na modalidade bacharelado interdisciplinar, compatível ao "college" norte-americano e ao "bachelor" de Bolonha. Esse regime já existe em 13 universidades públicas brasileiras, com mais de 9.000 alunos.

Ampliá-lo, por um lado, supera a incompatibilidade entre currículos; por outro, permite preparar alunos de origem social humilde nos repertórios linguísticos e culturais requeridos, além de acolher com mais facilidade os créditos cursados no retorno. Precisamos tornar a internacionalização da educação superior brasileira um instrumento de desenvolvimento social, competente e justo.

* Naomar de Almeida Filho, pesquisador 1-A do CNPq, é professor titular do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia, da qual foi reitor. Ele será um dos convidados a participar do 38º CONAP da ANPG, de 18 a 21 de agosto, em Recife-PE. 

No dia 17 deste mês a Associação dos Pós-Graduandos em Engenharia Elétrica da Unicamp (APOGEEU) realizou uma festa para comemorar os três anos sem reajuste das bolsas de mestrado e doutorado.

Saiba mais sobre a Campanha de Bolsas da ANPG

Veja abaixo os detalhes dessa manifestação na matéria publicada no blog da APG. 

17,63%

Esse foi o aumento, segundo o IPCA, do preço do café em pó na cidade de São Paulo nos últimos 12 meses. Enquanto o combustível da pesquisa mundial teve um aumento de quase 20% no último ano, as bolsas de pós-graduação continuam com o mesmo valor desde junho de 2008. Isso porque até 2008 a bolsa já tinha ficado outros dois anos sem reajuste. Como cereja desse bolo colocamos o fato de que a própria CAPES apontava que, em 2005, as bolsas já eram muito baixas e que deveriam ter seus valores reais reajustados em 50% até 2010. Traduzindo, para ser considerada adequada pelo governo a bolsa de doutorado atual deveria ser de R$2550,00, valor similar ao da FAPESP.

Como esses valores de bolsas de mestrado e doutorado já estão conosco há tanto tempo, não poderíamos deixar seu aniversário passar em branco! Em 17 de junho deste ano a APOGEEU realizou uma festa para "comemorar" os 3 (isso mesmo, TRÊS) anos sem reajuste. Com direito a vela, bolo, refrigerante e salgadinhos, diversos alunos da pós em Engenharia Elétrica da Unicamp festejaram a data, para mostrar sua indignação com relação ao desrespeito que as agências federais tem manifestado com a pós-graduação no país. Confiram aqui as fotos e os vídeos da festa.

Aproveitamos para convidar todos os pós-graduandos a participarem das mobilizações que vão ser realizadas em agosto pelo Pró-Pós (o movimento de pós-graduandos da Unicamp). Confiram o calendário:

  • 09/08 (12h): Ato em frente ao bandejão para inaugurar o contador de dias sem reajuste das bolsas CAPES e CNPq.
  • 10/08 (12h): Ato junto das unidades de ciências biológicas
  • 17/08 (12h): Ato junto das unidades de ciências humanas
  • 24/08 (12h): Ato junto das unidades de ciências exatas, da terra e tecnológicas
  • 31/08 (12h): Mega-show beneficente em frente ao bandejão! Traga suas moedinhas para doarmos em prol da ciência, da tecnologia e do ensino superior brasileiros (suas moedinhas serão devidamente entregues em Brasília pelo Pró-Pós).

Para mais informações e para ajudar na mobilização, nos envie um e-mail através do endereço [email protected].

Relembrar é viver

Esse "respeito" pela pós-graduação por parte dos órgãos que deveriam zelar por ela não é de agora. No final de 2007, com pompa e direito a discurso do então presidente Lula, foi anunciado um reajuste de 20% nos valores das bolsas de mestrado e doutorado, que seria aplicado a partir de março de 2008. No entanto, em 8 de abril de 2008, ou seja, já depois do momento em que as bolsas deveriam ter sido aumentadas, após atrasarem o pagamento das bolsas CAPES e CNPq anunciaram que o reajuste não seria realizado naquele mês e que não saberiam quando os novos valores poderiam ser aplicados. O reajuste só veio em junho daquele ano.

Para saber mais sobre os problemas de 2008, leia:

 

Da Redação com APOGEEU.

Acontece no próximo dia 18 a segunda edição do APG em Debate, organizado pela Associação de Pós-Graduandos da Universidade Federal de Santa Catarina.

A atividade acontece a partir das 14h, no Auditório da Reitoria. O tema é Bolsas na Pós – Graduação. Serão três debates e as inscrições são gratuitas e podem ser feitas no local do evento.

Acompanhe o blog da APG para maiores informações sobre o II APG em Debate, dias e horários das reuniões e  informações sobre a pós-graduação na UFSC.

 

Fonte: APG UFSC