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Jornalista ANPG

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O Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) abriu o processo seletivo para 2017. Ao todo são 4,7 mil vagas em 144 cursos técnicos, de graduação, Projea e pós-graduação em 21 cidades. Candidatos têm até o dia 3 de novembro para se inscreverem.
As vagas são para as cidades de Araranguá, Caçador, Canoinhas, Chapecó, Criciúma, Florianópolis, Garopaba, Gaspar, Itajaí, Jaraguá do Sul, Joinville, Lages, Palhoça, Palmitos, São Carlos, São José, São Lourenço do Oeste, São Miguel do Oeste, Tubarão, Urupema e Xanxerê.
Mais informações: https://curso.ifsc.edu.br/

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Você sabia que existe um Portal da Transparência do Capes? Por meio dele você pode consultar informações sobre bolsas, institutos, entre outros.
O site vem encontro com a Lei de Acesso à Informação que regula os procedimentos a serem observados pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios, com o fim de garantir o acesso a informações previsto no inciso XXXIII do art. 5o, no inciso II do § 3º do art. 37 e no § 2º do art. 216 da Constituição Federal.
Confira:
 http://transparencia.capes.gov.br/transparencia/xhtml/index.faces

Confira a Nota circular do MEC sobre o impedimento de abertura de novas vagas para residência médica e multiprofissional:
sei-mec-0385397-oficio-circular:
LINK:
http://sei.mec.gov.br/sei/controlador_externo.php?acao=documento_conferir&codigo_verificador=0385397&codigo_crc=7B20377E&hash_download=8a70f3c8c142ef89b2b8b25f88b17d2cb50bcfad329731dfd775b5464f2df3cfccc89d4a03bd048c71fa9fe4554e740f2303fa8db23ca35cec315ce75bb203c6&visualizacao=1&id_orgao_acesso_externo=0
 

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No dia 27 de setembro aconteceu em Brasília a 72ª reunião do Conselho Superior da Capes. Entre as pautas propostas para discussão estavam: o programa Ciência sem Fronteiras, o  prêmio Anísio Teixeira e a proposta de orçamento para a Comissão de Aperfeiçoamento de Pessoal do Nível Superior (CAPES). A presidenta da ANPG, Tamara Naiz, esteve presente e explica alguns pontos debatidos.
Sobre o Ciências sem Fronteira, Naiz contou “De fato o Ciências sem fronteira acabou,  mas a Capes tem a intenção de em menor escala (e dependendo de um orçamento específico) retornar o programa  (com um outro nome, este está em litigio). Mas não há previsão. Defendi, nesta questão, a necessidade de uma avaliação do programa para reconhecer seus aspectos positivos e negativos. Mas sobretudo que o processo de internacionalização da ciência e das universidades brasileiras não seja interrompido”, explicou.
Na reunião também foram apresentados os ganhadores do prêmio Anísio Teixeira. “Debatemos sobre a necessidade de se premiar também professores da educação básica e não somente professores universitários. Esse pedido foi aceito e já nesta edição vão tentar incluir a premiação de um professor (a) da Educação Básica”, contou Naiz.
Sobre o orçamento, o conselho apresentou para o ano de 2016 e 2017, mas de modo geral, sem especificações e explicou que em 2017 o Ciência sem Fronteiras deixará de ser um impacto no orçamento da agência porque só haverá as bolsas residuais. “Questionei como ficariam os orçamentos para Proap e Proex e eles serão reestabelecidos ao patamar de 2014 (antes do contingenciamento de 75%). Outro assunto que levantei foi o retorno das bolsas ao sistema (em março deste ano, em torno de 7 000 bolsas foram retiradas do sistema e a maioria ainda não retornou, faltam quase 4 000 – saiba https://www.anpg.org.br/?p=11624) e foi apresentado pelo conselho que 1050 bolsas voltarão ao sistema, mas não para os programas, mas para as pró-reitorias. O presidente do Forprop informou ainda que vai diminuir a distância entre o financiamento dos cursos 3 e 5”, apresentou Naiz.
Na reunião a SBPC também questionou se os cortes na diretoria de educação básica permanecerão (foram da ordem de 30% a partir de 2015) e o conselho respondeu que não há ainda previsão de contingenciamento.  “Reiterei nossa defesa do retorno das bolsas no país e no exterior. Assim como os recursos para custeio e equipamentos.  Também apresentei e pedi apoio do Forprop, Andifes, SBPC, demais entidades, professores  e Capes para a inclusão de um eixo sobre ciência e tecnologia na conferência regional de educação superior que será realizada na Argentina em 2018 e posteriormente na conferência mundial de educação superior”, contou Naiz.

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As Universidades e Instituições federais estão organizando suas comissões para apresentarem uma proposta de uma política de inclusão de negros, indígenas e pessoas com deficiência nos programas de pós-graduação.
A Universidade Federal da Bahia (UFBA) já protocolou sua comissão e o reitor, José Carlos Salies Pires da Silva, apresentou o documento. “A comissão pró-cotas criada pelo professor e reitor José Carlos Salies é bastante importante para a democratização do acesso de estudantes negros e negras no âmbito da pós-graduação na Universidade da Bahia. Esta iniciativa já foi construída desde 2015, quando eu, diretor da ANPG, e a presidenta da entidade, Tamara Naiz, fizemos uma reunião com reitor e o pró-reitor de ensino de pesquisa de pós-graduação, Olival Freire, apresentando a demanda por um debate, criação e instituição das cotas na pós-graduação. Naquele momento, um compromisso de avanço foi firmado”, explicou Flávio Franco de Santana de Jesus, diretor de relações internacionais da ANPG.
Para Flávio, a comissão formada é bem mista e conta com representantes de diversas áreas do ensino, incluindo Clara Lima, diretora da ANPG para Movimentos Sociais. “Esperamos que esta comissão possa refletir e fazer também uma avaliação sobre o perfil socioeconômico dos estudantes que estão na pós-graduação, já que os programas atuais não fazem este tipo de avaliação. Também é importante levar em consideração os direitos dos estudantes negros cotistas que vão ingressar na pós. Iremos acompanhar os 60 dias de debates na UFBA e contribuir para que se crie uma proposta que dialogue não só com os pós-graduandos, como também com outros setores do movimento negros pela cidade”, completou.
 

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JR. Álvaro González – VisualHunt.com

O artigo do pesquisador Remi Castione, da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB), apresenta argumentos que contemplam uma discussão sobre o processo de distribuição das Bolsas de Produtividade em Pesquisa do CNPq.
Remi descreve a evolução dos programas de pós-graduação no país, em particular, na área de educação.  “Nestes 50 anos de trajetória da pós-graduação, cujo marco foi a regulamentação do Parecer nº 977, de 3 dezembro de 1965, do então Conselho Federal de Educação (CONSELHO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, 1965), o Brasil duplicou o número de programas de mestrado e doutorado, quadruplicou o número de títulos de mestrado concedidos e quintuplicou o número de doutores formados pelas universidades brasileiras (BRASIL, 2010; CGEE, 2012). Dessa forma, os Planos Nacionais de Pós-Graduação cumpriram importante papel na formação da infraestrutura de pesquisa e da pós-graduação no Brasil. Apesar do esforço empreendido pelos quase 3 mil programas de mestrado e 1,5 mil de doutorado, ainda estamos longe da média mundial na formação de doutores”, escreve em seu artigo.
Com esses dados, Remi problematiza a contribuição desses programas para a educação básica e identifica que uma das formas de estimular essa relação é o sistema de Bolsas de Produtividade. No entanto, a escassa transparência sobre o processo de distribuição dessas bolsas e sua excessiva concentração em determinadas regiões do país corroboram para a defesa de reforçar o papel dos grupos de pesquisa e a redefinição de novos critérios de seleção dessas bolsas, considerando as demandas do novo Plano Nacional de Educação.
“Ressaltamos que os Planos Nacionais de Pós-Graduação contribuíram de modo significativo para a formação de pesquisadores no Brasil. Recentemente, essa ação foi potencializada pelo processo de expansão das universidades que aderiram ao REUNI. Entretanto, o esforço empreendido para a formação de mestres e doutores ainda esta aquém da média mundial. Desta forma, ficou evidente que houve um aumento substancial dos grupos de pesquisas cadastrados nos Diretórios dos Grupos de Pesquisa do CNPq. O que demonstra um avanço na organização desses grupos nas universidades brasileiras, que passaram de 43 instituições federais, em 148 campi, para 59 instituições, em 274 campi, (Senado Federal, 2013). Porém, questionamos sobre as reais contribuições que o sistema de bolsas de produtividade tem dado para o país. Parece-nos que a concessão de bolsas baseada, notadamente, nos critérios bibliométricos não sugere um bom caminho. Tentamos retratar, em nossa reflexão, que essas bolsas parecem reproduzir uma hierarquia dificilmente suplantada, uma vez que têm privilegiado os pesquisadores que publicam, mas que pouco se conhece sobre a sua contribuição para as demandas enfrentadas pelo país”, apresenta em sua conclusão.
Para ler o artigo na íntegra acesse: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-40362016000100199&lng=en&nrm=iso&tlng=pt

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Uma das mais importantes revistas sobre pesquisas cientificas no mundo, a Nature, trouxe em sua edição de setembro a discussão sobre a desigualdade na ciência.  Para a publicação, o discurso que “nada mais importa na ciência exceto a qualidade do trabalho das pessoas” está longe de ser uma realidade para muitos pesquisadores.
De acordo com a Nature, as condições financeiras do pesquisador importam sim, pois poucos estudantes de meios desfavorecidos conseguem fazer ciência. “Poucos países recolhem dados detalhados sobre o nível socioeconômico, mas os números disponíveis mostram consistentemente que as nações estão desperdiçando o talento de jovens carentes que poderia ser utilizado para enfrentar os desafios na área da saúde, energia, poluição, alterações climáticas e uma série de outras questões sociais”. Para falar dessas questões, a publicação traz oito textos sobre diferentes países: Estados Unidos, Inglaterra, China, Brasil, Japão, Índia, Rússia e Quênia.
O texto sobre o Brasil foi escrito por Jeff Tollefson e ele aborda, entre outras questões, uma pesquisa realizada em 2014. Ela mostra que apenas 57% dos jovens de 19 anos do país haviam concluído o ensino médio. Tollefson reforçou que o Brasil pode estar começando a ver os frutos dos esforços do governo Lula-Dilma para melhorar a pesquisa e levar mais estudantes para carreiras científicas. A matéria afirma que uma divisão no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação se concentra totalmente na “inclusão social”, com programas para melhorar as escolas públicas e promover a investigação em domínios que afetam as comunidades locais, tais como nutrição e sustentabilidade.
Tamara Naiz, presidenta da ANPG, comentou a reportagem: “É preciso que o trabalho de inclusão de mais estudantes em programas como o Ciências sem Fronteira e de reforço do ensino básico e médio seja uma luta. E é preciso estar atento para que o governo atual, de Michel Temer, não tire os direitos já conquistados”, disse.
Leia mais: http://www.nature.com/news/is-science-only-for-the-rich-1.20650
 

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A Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) manifesta posição contrária à edição de Medida Provisória (MP) apresentada em 22 de setembro pelo executivo federal que tem como objeto a reforma do ensino médio. Enquanto entidade representativa dos pós-graduandos brasileiros, a ANPG atua na defesa incondicional da educação no país, na defesa de políticas educacionais de Estado, que visem à emancipação das pessoas e permitam transformações socialmente referenciadas. Diante desta defesa não podemos deixar de nos posicionar de modo contrário à MP em questão, pois ela altera artigos da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) – Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, e da Lei do FUNDEB – Lei nº 11.494, de junho de 2007, legislações que foram amplamente discutidas pela sociedade brasileira até se tornarem leis na última década. A MP institui uma reforma do ensino médio, com mudanças que afetam desde o conteúdo e formato das aulas até a elaboração de vestibulares e ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Entre as medidas trazidas pela MP está a informação que o conteúdo obrigatório será diminuído para “privilegiar” cinco áreas de concentração: linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas e formação técnica e profissional, sendo que o aluno pode optar pelo aprofundamento em uma das áreas já no ensino médio. Outra mudança é a não obrigatoriedade em lei de disciplinas como Artes, Educação Física, Sociologia e Filosofia; está colocada também a exclusão da obrigatoriedade do ensino de espanhol na oferta da disciplina de Língua Estrangeira Moderna, além de acabar com a exigência de diploma superior na área para lecionar, ficando aberta a possibilidade para pessoas de “notório saber”. De igual modo, há a perspectiva do aumento de 800 para 1400 horas aulas na carga horária do ensino médio, mas sem se estipular como ou em qual prazo esta mudança ocorreria.
Acreditamos que a (re)discussão dos marcos legais da educação básica é de grande relevância, mas impor alterações profundas sem qualquer discussão com a sociedade ou entidades cientificas e de pesquisa educacional é um ato autoritário e desprezível. As alterações estão sendo realizadas em um regime de urgência, com força de Lei, através de caminhos encurtados pela edição de uma MP. , Isto não nos aglutina convencimento em torno da proposta e nos coloca na obrigação de contrapor essa medida verticalizada, não amplamente debatida e já recusada por diversas entidades científicas. O aligeiramento da tramitação, dentre demais deliberações, também não coaduna com o debate atual sobre a Base Nacional Comum Curricular, que também está na agenda da discussão de políticas e ações no âmbito educacional.
Na defesa de ações educativas mais equânimes, conclamamos educadores, estudantes, pesquisadores e pós-graduandos a dizer NÃO a essa MP de reformulação do Ensino Médio e apelamos ao Congresso Nacional para a recusa dessa e de quaisquer proposições que não se relacionem com um projeto educacional comprometido com a geração de oportunidades e concatenado com um projeto nacional soberano e igualitário. Todo apoio ao movimento nacional em defesa do ensino médio! Não à MP! Não ao projeto N°. 6048/2013!
Diretoria Executiva da ANPG
23 de setembro de 2016.

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Imagem do Facebook #VOLTA MCTI

Helena Neder, presidente da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciências) esteve recentemente em uma transmissão da TV FOLHA para falar sobre o último ranking Folha de Universidades (RUF). Mas ela chamou a atenção para um assunto grave: o corte de verbas para as pesquisas.
De acordo com que Nader disse à Folha a produção científica brasileira deve começar a cair nos próximos anos como resultado dos recentes cortes no orçamento para ciência. A publicação ainda cita que o orçamento hoje é, em valores corrigidos, 52% menor do que em 2010.
Para Tamara Naiz, presidente da ANPG está é uma situação que necessita de atenção e luta: “A pesquisa no Brasil não pode retroceder” e afirma novamente: “Nenhum governo ilegítimo conseguirá mudar a educação brasileira para pior sem que haja resistência do povo”, conclui.
 

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Gabriel Nascimento, diretor da ANPG, participou como membro do Conselho Deliberativo do CNPq que debateu a chamada para pesquisas em Ciências Humanas, Sociais e Sociais Aplicadas. “A ANPG saúda a boa iniciativa, principalmente porque sempre foi nossa pauta a criação de uma diretoria de ciências humanas no  âmbito do CNPq. Essa chamada é um grande caminho para percorrermos”, avalia o diretor.
Esta chamada está aberta até o dia 24 de outubro  e contemplará propostas nas seguintes linhas temáticas: 1) Educação Básica: Ensino e Formação Docente e 2) Cidadania, Violência e Direitos Humanos.
Segundo o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), esses temas atuais tem como objetivo subsidiar a formulação de políticas públicas e a constituição de parcerias imediatas entre academia e entidades governamentais brasileiras.
Ao todo serão destinados R$ 4 milhões disponíveis do orçamento do CNPq para promover atividades de pesquisa multi e interdisciplinares articuladas entre grupos  de pesquisa nacionais e estrangeiros, de alto impacto científico em Ciências Humanas, Sociais e Sociais e Aplicadas. A chamada prevê a seleção de propostas com orçamento de até R$ 1 milhão, a serem distribuídos nas rubricas de bolsas, capital e custeio. As propostas selecionadas serão contratadas pela modalidade de financiamento APQ (Auxílio Projeto Individual de Pesquisa).
Para mais informações sobre a chamada acesse: http://www.cnpq.br/web/guest/chamadas-publicas?p_p_id=resultadosportlet_WAR_resultadoscnpqportlet_INSTANCE_0ZaM&filtro=abertas&detalha=chamadaDivulgada&idDivulgacao=6902