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Por Laís Moreira Silva*

As desigualdades sociais que decorrem do racismo e da discriminação racial foram frequentemente negadas no Brasil e para iniciar esta reflexão é necessário admitir que a academia deu grande contribuição para produção e reprodução desse quadro de desigualdade étnica e racial. Nós cientistas olhamos imersos até o pescoço nas desigualdades na universidade, entre alunos, técnicos  e docentes para este problema, o desafio é da universidade. Fazer com que reflita a nova sociedade em todas as instâncias. A experiência das cotas na graduação nos trouxe importantes questionamentos teóricos e metodológicos, por vezes bem mais complicados que se apresentam. Teorias como da mestiçagem, da democracia racial demonstram a imposição da sociologia dominante sobre o povo brasileiro. As polêmicas deste debate nos levam a discursos racializados, feitos com um cenário de pluralidade que deveria ser a universidade brasileira.

Como disse José Jorge de Carvalho temos que olhar as cotas como o que elas são, um fenômeno que rompe radicalmente a lógica de funcionamento do mundo acadêmico reposicionando as relações sociais e especialmente raciais na universidade. Com o aumento da entrada de estudantes negros e de baixa renda na graduação (quase que consequentemente) aumentou-se a demanda para a pós graduação, porém essa demanda tem se refletido e m sua maioria com mais negros em cursos de lato-sensu, que respondem muito mais hoje a lógica de mercado que acadêmica em algumas instituições, e no entanto dificuldade em inserir este público na strictu sensu que ainda é bem mais rica, branca e velha.

Ressaltamos inevitavelmente a dificuldade maior em implementar as cotas na pós devido a ausência de um sistema único de acesso. Ainda assim temos universidades que já implantaram e colhem as primeiras mudanças, inclusive no rumo das pesquisas. Surpreso? Sim! A aplicação das cotas étnicas e raciais traz consigo também a variedade no campo da pesquisa, é carregado de elementos culturais, antropológicos e raciais que trarão novas descobertas.

Com passos de formiga vamos avançando já são 20% na UFG, 40% na UFBA, na USP  bônus extra para quem se declara preto, pardo ou indígena, na UFRJ 20% das vagas e nota de corte menor. Cada universidade tenta adequar a sua realidade e traz novas experiências e desafios. Segundo o IBGE, apesar de 51% da população serem pretos e pardos, somente 18% dos brasileiros com mestrado e 14% com doutorado, pertencem a este grupo étnico.

A verdade é que o mundo acadêmico quer uma resposta: Se a ênfase no mérito for abrandada ou relativizada em nome da justiça social a pós-graduação perderá sua eficiência? E o centro deste debate é que a principal pergunta já vem carregada de elementos que exigem discussão profunda. Nossa luta precisa ser para ter uma universidade racialmente integrada, democrática e popular.

*Laís Moreira Silva é Bacharel em Educação Física, Especialista em Docência do Ensino Superior e Especialista em Psicopedagogia Clínica e Institucional

Os artigos publicados não expressam necessariamente a opinião da ANPG e são de total responsabilidade dos autores.

Confira abaixo a lista das delegadas e delegados deferidos e indeferidos para o 40° CONAP. Os indeferimentos levaram em consideração as inscrições que não enviaram a ata padrão com a indicação da(o) delegada(o).
 

Delegados deferidos para o CONAP
UF Instituição Delegado 1º suplente 2º suplente
DF Candido Mendes Maria Celia Rabelo da Silva Katiuscia Cristina Serafim Bianca de Oliveira Coda
DF UNB Gabriel Nascimento dos Santos
GO ICB-UFG Carlos Eduardo Klein Oliveira Cristiele Barbosa Valente
GO PUC-GO Neusa Valadares Siqueira
GO UFG Raisa Romênia Silva Vieira Maria Eugênia de Oliveira Ferreira Marcelo Bruno Pessoa
MS UEMS-PBA Fernando Helder C. da Silva Leandro Batista de Castro
MS UFGD Bruna Amaral Dávalo
MS UFMS Carolina da Silva Costa
MS UNIDER Anderson Farias Silva
MT UFMT João Batista Alves dos Santos Alex Zopeleto da Silva Aline Wendpad Nunes de Siqueira
MT UNEMAT Henrique Nicolau Maranagli Andrea Rodrigues Veja Marina Marques de Arruda
AC UNINORTE Nataniel Francisco da Silva Giovanny Kley Silva Trindade
AP FATEC-MACAPÁ “APOENA” Amarildo de Oliveira Cortes Maria Pinho Gemaque Amós do Amaral de Souza
AP UNIFAP Marcos de Morais
PA FIBRA Yara Oneiza Miranda
PA UFPA Sidney Barros Miranda Andreza Cardoso Ferreira Najara Mayla do Socorro Veiga
BA FACTAE-Albert Einstein Arayan Alexsandra F. Sousa
BA UESB-Jequié Epaminondas Reis Alves
BA UESC João José dos Santos Eduardo Almeida da Costa Rivia de Jesus Santos
BA UFBA Clara Lima de Oliveira Klessyo do Espírito Santo Freire Moises Henrique Zeferino Alves
BA UNIME Thiago dos Santos Fernandes
CE ATENEU Mateus Ferreira de Souza Francisco Edvan da Silva Filho
CE FIC Claudia Rodrigues de Lima Martins Adriana Holanda
CE IFCE Tatiane Silva de Lima Bruno da Costa Macario
CE INTA Maira Joseana Aguiar Maia
CE UECE Elaine Gomes Xavier Barbalho Elenice Rabelo Costa Edvando Gomes Guimarães
CE UFC Paulo Henrique Albuquerque do Nascimento Diego Mendonça Viana
CE UNIFOR Rafael Magalhães Grangeiro
PB UFPB Roberto Nunes Junior Daniela Gomes de Brito
PE CEFAPP Andressa Queiroz Ribeiro Jaffia A. Mello
PE Fac Redentor Thays Muniz Barbaran
PE FACOL Alinny Alves de Paina Rafael Araujo
PE FACOTUR Cristiane José Aleixo
PE FAINTVISA Joely Taline Pereira Alana de Moraes Leite
PE FATIN Adja Joseane da Cruz Fonseca
PE FG Edilene Maria da Silva Susana Casula Lima
PE FIOCRUZ Aline Cavalcanti de Lira Debora dos Santos Augusto
PE FUNDAJ Wallace de Melo Gonçalves Tatiane Moura
PE IDOT Anali Bezerra de Carvalho
PE IMIP Danielle Pricila Melo de Lima
PE Joaquim Nabuco Késia Santos Gomes
PE Nova Roma/FGV Alcides dos Anjos Leitão Cynthia do Rego Barros
PE Residentes-PE Melka Roberta Pinto Giselli de Santana Gomes
PE UFPE Hercilia Melo do Nascimento Breno Caldas de Araújo Fabio da Silva Paiva
PE UFRPE Filipe Daniel Silva Barreto
PE UNICAP Dana Paula Silva Sousa Diandra Melo Campos
PE UPE Thaislla Elamma Bezerra Nilson Vellazquez
RN UFRN Camila Kayssa Targino José Ribamar Ferreira Jr.
SE UFS Luiz Paulo Bezerra Ulisses Nicola Martins Carlos Adriano Santos Sousa
PR CESUMAR Michael Gomes de Oliveira Genofre
PR UEL Fabio de Sousa Oliveira Haroldo José da Silva Júnior
PR UNIOESTE Layse Fernanda Antonio de Souza
RS UFSM Iolanda Araujo Ferreira dos Santos
SC UFSC Rodrigo Prates de Andrade Ellen Caroline Pereira Cezar Augusto de Aguiar Arpini
ES UFES Nevitton Vieira Souza Marcelo de Almeida Silva Ricardo Carneiro Neves Júnior
MG Estacio Denise Gabriela Carneiro Russo
MG IFNMG Marcos Luis Amaral Magalhães
MG Prominas Lais Moreira Silva
MG UFJF Astrid Sarmento Cosac Laiz Perrut Marendino Rodrigo Ayres Almeida Camuça
MG UFLA Elcio Athayde Bueno Filho Guilherme Ramos Demetrio Vinicius do Couto Carvalho
MG UFMG Alysson Quirino Siffert Samuel Amador dos Santos Quirino Natália Almeida Ribeiro
MG UFVJM Tarcisio Tomás Cabral de Sousa Margarete Ferreria de Sousa Thamyres Sabrina Gonçalves
MG UFOP Pedro Luiz Teixeira de Camargo Luiz Fernando Gomes dos Santos Priscila Oliveira Barbosa
MG UFV Ana Cristina de Souza Maria Silvia Paula de Oliveira Ludmila Von R AB Pandolpho
MG Unimontes Aracele Cangussu de Castro Marcos Avelino dos Santos Fernanda de Souza Cardoso
RJ Fiocruz Geovane Dias Lopes Maria Fantinatti F. da Silva José Joaquim Carvajal Cortes
RJ IUPERJ Andrez Wescley Machado Leonardo Neves
RJ PUC-RJ Lucas Machado dos Santos Ana Carolina Radd Lima
RJ UENF Clivia da Conceição Mar Diederson Bortolini Santana
RJ UERJ Manuelle Maria Marques Matias Alessandra Aniceto Ferreira de Figueiredo Natalia Leao Siqueira
RJ UFF Rodrigo Francisco dos Santos Pedro Silva
RJ UFRJ Alice Matos de Pina Felipe Mousovich Neto Heloisa Melino de Moraes
RJ UFRRJ Allysson Lemos Gama da Silva Alberto P. Filho Talita Almeida Ferreira
SP FESP Ismael Almeida Chaves
SP Geografia-USP/Capital Aline Franco Diniz Paulo Miguel de Bodas Terassi Marcio Greyck G. Correa
SP ICB-USP/Capital Luiz Gustavo de Almeida Henrique Iglesias Neves
SP IEA-USP/Capital Thiago Luis Felipe Brito Natalia Dias Tadeu Adilson Pio da Trindade Júnior
SP IMECC Felipo Bacani Elizeu Cleber dos Santos França
SP IQ-USP/Capital Marina Moraes Leite
SP Saúde-USP/Capital Ana Claudia Sanches Baptista Priscila Pereira Machado Naia Ortelan
SP SENAC-SP Wilma Simone de Araújo
SP UFSCAR Gustavo Henrique Canevazzi Mariana Morozesk
SP UNESP-RC Victor Hugo de Q. Henrique Cristiane Dambrós
SP UNIMAR Yasmin May Pilla Geni Natalia Amorim Barbara Teruel
SP USP-RP Samara dos Santos Sampaio Fernanda Marques Rey Claudimar Amaro de Andrade Rodrigues
SP USP-SANCA Herisson Joaquim de Oliveira Rafael Tuma Guariento Tuani Guimarães Avila Augusto
BR FEPODI Yuri Nathan da Costa Lannes
MG UFU Luiz Paulo de Melo Costa Isley Borges Junior Inae Soares do Nascimento
RS IFRS Yuri Ferreira Machado
SE UNIT Jeruzia Silva dos Santos
SP CENA-USP Andressa Adame Amanda R. Martins da Silva Susilaine Maira Savassa
SP UNIMEP Arary Lima Gaalvão de Oliveira João Paulo Pires das Neves Viviane Maria Luiz
SP UNINOVE Leonardo Raphael Carvalho de Matos
SP UNIFESP Marlon Ribeiro da Silva
Inscrições Indeferidas
PA UFOPA Instituições indeferidas por não apresentarem a documentação mínima, principalmente por não terem apresentado ao menos o nome do(a) delegado(a) eleito(a)
SC UNIDESC
SP ESALQ-USP

 
Da redação
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Na próxima sexta-feira (13), a presidenta da ANPG, Tamara Naiz, estará presente em manifestação que acontecerá na capital federal, juntamente com estudantes de todos os estados brasileiros.

O ato, que é organizado pela União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), fará parte do 41º Congresso da entidade e será em favor da democracia, combate à qualquer golpe institucional no país, bem como lutar pelos investimentos na educação pública e de qualidade para as escolas brasileiras e o combate aos preconceitos, em especial o machismo, o racismo e a LGBTfobia. A passeata conta com o apoio da ANPG, da União Nacional dos Estudantes (UNE) e da União dos Estudantes Secundaristas do Distrito Federal (UESDF).

Tamara irá participar de um debate sobre ensino básico na formação da juventude brasileira, na mesa “Mais Ciência na Escola”, entre as 17 e as 19 horas, durante a manifestação.

Outros movimentos devem participar da passeata, como os de trabalhadores, sem-terra, organizações em defesa das mulheres, negros e LGBT que integram a Frente Brasil Popular.

Tanto a mesa de debates quanto o ato acontecerão no Parque da Cidade, a partir das 9 horas. De lá, os manifestantes seguirão para a Esplanada dos Ministérios.

Da redação com informações do Jornal do Brasil

Para o ministro Aloizio Mercadante (Educação), é preciso aumentar critérios para medir a qualidade de mestrados e doutorados

O Ministério da Educação prepara mudanças na avaliação da pós-graduação do país. Hoje, a nota varia entre 1 e 7 e considera critérios como formação docente, infraestrutura e número de artigos publicados em periódicos.

Para o ministro Aloizio Mercadante (Educação), é preciso aumentar critérios para medir a qualidade de mestrados e doutorados.

“A avaliação é basicamente a meta quantitativa [número de artigos publicados]. São mais de 500 mil publicações científicas, revistas, livros, e o impacto dessas citações [na academia]. Precisamos introduzir mais qualidade na avaliação”, afirmou nesta quarta-feira (11) em audiência pública, na Câmara dos Deputados.

A Capes -autarquia do Ministério da Educação responsável pela pós-graduação- já criou grupo de trabalho e, segundo Mercadante, o novo formato será definido até março de 2016. Em 2013, último ano da avaliação trienal de mestrados e doutorados, o país tinha 3.337 programas de pós-graduação.

PROGRAMA NO NORDESTE

Mercadante reconheceu “restrições orçamentárias severas” neste ano e defendeu a necessidade de fazer “menos com mais”. Ele ainda apontou necessidade de mudanças em programas federais de alfabetização e formação dos professores.

“Fizemos a parceria com as universidades federais e em algumas o resultado é muito bom e em outras o resultado é muito pequeno”, disse em referência ao Pnaic (Plano Nacional de Alfabetização na Idade Certa).

O ministro afirmou que a intenção do MEC é lançar um programa específico para melhorar os índices de alfabetização na região Nordeste, onde há maior concentração de escolas com baixo desempenho na ANA (Avaliação Nacional de Alfabetização).

A última edição do exame apontou que 22,2% das crianças do 3º ano da rede pública do país têm proficiência insuficiente em leitura -em matemática, o índice chegou a 54,1%.

A audiência na Câmara dos Deputados foi realizada a pedido de deputados do PSDB, que criticaram as trocas de comando do MEC. “Primeiro, eu quero desejar vida longa ao senhor. A interrupção prejudica a continuidade de uma política pública tão importante como a educação”, alfinetou o deputado Rogério Marinho (PSDB-RN).

Mercadante argumentou: “Não era esperado, mas aconteceu [a troca]. [Mas] a política é a mesma”, disse.

Fonte: O Tempo

A cerimônia será realizada em Brasília amanhã, dia 12

A editora Elsevier, em parceria com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior do Ministério da Educação (CAPES/MEC), realiza amanhã, 12 de novembro, a entrega do Prêmio Capes Elsevier 2015 a nove pesquisadores de instituições brasileiras. A iniciativa é uma homenagem à produção científica no Brasil e à atuação dos premiados na orientação de novos mestrandos e doutorandos. A cerimônia será realizada no Hotel Brasília Palace, em Brasília.

Entre os critérios adotados para a seleção dos vencedores, estão pesquisas que causaram impacto na comunidade científica, artigos publicados e indexados na base Scopus e orientações acadêmicas comprovadas pelo Currículo Lattes.

“O Prêmio Capes Elsevier é um reconhecimento da importância do conteúdo produzido pelos pesquisadores brasileiros para o País e o mundo. Além da sua grande importância como orientadores de novos pesquisadores”, diz Ezequiel Farré, diretor regional da Elsevier S&T para a América Latina.

Os Prêmios da Elsevier, que visam o reconhecimento da ciência em todas as áreas do conhecimento, são promovidos em diversos países da América Latina. No Brasil, a Elsevier conta com o apoio constante da CAPES, sendo esta a nona cerimônia de premiação realizada em conjunto. “Com esta iniciativa, queremos estimular cada vez mais a  produção científica nacional e destacar a presença brasileira no exterior”, completa Ezequiel.

Portal de Periódicos da Capes

Em 2015, o Portal de Periódicos completa 15 anos. Com o objetivo de democratizar o acesso ao conhecimento científico produzido internacionalmente, oferece acesso a mais de 37 mil títulos com texto completo, 126 bases referenciais, 11 bases exclusivas para patentes, além de normas técnicas, enciclopédias, estatísticas, conteúdo audiovisual e outros materiais. Este conteúdo está disponível para professores, pesquisadores, funcionários e alunos de 424 instituições de ensino e pesquisa no Brasil.

Portal de Periódicos da CAPES oferece, ainda, conteúdo gratuito selecionado, como bases de livre acesso, periódicos nacionais com boa classificação no Programa Qualis-Capes, além dos resumos de teses e dissertações defendidas no País.

A CAPES, fundação vinculada ao Ministério da Educação (MEC), é responsável pelo Sistema Nacional de Pós-graduação stricto sensu, que contempla os cursos de mestrado e doutorado no Brasil. Além de avaliar e recomendar o funcionamento desses cursos, a CAPES fomenta este nível de ensino, por meio da concessão de bolsas de estudo, de recursos para infraestrutura e para realização de eventos de cunho científico e educacional. Atua ainda na formação de professores da educação básica. As políticas da fundação são tomadas com base no Plano Nacional de Pós-Graduação (PNPG), que está inserido no Plano Nacional de Educação (PNE).

Sobre Scopus:

Scopus, a maior base de dados de resumos e citações de literatura científica, possui ferramentas inteligentes para acompanhar, analisar e visualizar a pesquisa acadêmica. Sua vasta base de dados contém resumos e referências de 21 mil títulos de revistas científicas, 85 mil títulos de livros além de outros tipos de publicações de mais de 5 mil editores em todo o mundo, garantindo ampla cobertura interdisciplinar nas áreas de ciência, tecnologia, medicina, ciências sociais e Artes e Humanidades. Scopus foi projetado e desenvolvido com a participação de pesquisadores e bibliotecários internacionais, e apresenta links diretos para artigos assinados em texto completo, outros recursos de biblioteca e interoperabilidade com aplicativos como o software de gerenciamento de referências.

Sobre a Editora Elsevier:

A Elsevier é líder mundial de soluções de informação que melhoram o desempenho da ciência, saúde e profissionais de tecnologia, capacitando-os a tomar as melhores decisões, oferecer melhor atendimento, e por vezes, fazer descobertas inovadoras que avançam as fronteiras do conhecimento e do progresso humano. Elsevier oferece soluções digitais baseados na web – entre eles ScienceDirectScopusElsevier Research Intelligence, e ClinicalKey– e publica cerca de 2,2 mil periódicos, incluindo The Lancet e Cell, e mais de 25 mil títulos de livros, incluindo uma série de obras de referência.

Fonte: Jornal da Ciência

Devido ao recebimento de dezenas de relatos sobre atraso na bolsas de pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a Associação Nacional de Pós-Graduandos entrou em contato com a agência em busca de respostas e soluções.

De acordo com a assessoria de imprensa do CNPq, a ordem de pagamento foi feita na última quinta-feira (5), data hábil para que os pagamentos caíssem já na última segunda (9), ou quinto dia útil de novembro. Porém, “houve um problema de questão técnica” no Banco do Brasil (BB), que acabou por atrasar os pagamentos e, segundo a agência, só foi percebido após as intervenções e ligações de bolsistas preocupados com suas respectivas bolsas. Após ter tomado conhecimento do ocorrido, o setor financeiro entrou em contato com o BB e, segundo as informações oficiais, os pagamentos já estão em processo de normalização e devem ser depositados ainda hoje.

A ANPG pede que todos os bolsistas que não receberem ao longo do dia de hoje e de amanhã, entrem novamente em contato, tanto com a agência, quando com a Associação, que continua alerta.

Da Redação

As ações do Comitê em Defesa da Educação Pública e Gratuita contra a aprovação da PEC 395/14 têm tido boas respostas em Mato Grosso. Após diversas manifestações por meio de material gráfico, cartas, ato no aeroporto, contato com as assessorias, entrevistas e debate realizado na manhã dessa segunda-feira, 09/11, três deputados federais já se manifestaram e devem votar contra a PEC no segundo turno – dois deles foram favoráveis na primeira votação.

A PEC 395/14 altera a redação do inciso IV do artigo 206 da Constituição Federal, que garante gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais. Se aprovada, o novo texto determinará a “gratuidade do ensino público nos estabelecimentos oficiais, salvo, na educação superior, para os cursos de extensão, de pós-graduação lato sensu e de mestrado profissional, exceções para as quais se faculta sua oferta não gratuita, respeitada a autonomia universitária”. Para o Comitê, esse pode ser um caminho sem volta para a cobrança, em breve, de outros cursos, inclusive de graduação.

“Não é uma coisa simples. Alguns deputados chegaram a colocar como se fosse ‘só a pós-graduação’. Mas essa é a expressão do aprofundamento dessa política de privatização da universidade pública”, disse o presidente da Associação dos Docentes da UFMT (Adufmat-Ssind), Reginaldo Araújo, durante o debate sobre “Educação Pública e Gratuita, e PEC 395/14, realizado nessa segunda-feira no Sindicato.

Somente o deputado Ságuas Moraes (PT) compareceu. Ele se declarou contrário à aprovação da PEC, mantendo sua posição na votação da proposta em primeiro turno.

Por meio da assessoria, o deputado Carlos Bezerra (PMDB) desculpou-se pela ausência, e garantiu que seu voto mudará no segundo turno de votação da PEC 395/14. Agora ele será contrário à sua aprovação. “O PMDB tem um histórico de luta em defesa da educação pública”, informou seu assessor.

O deputado Valtenir Pereira (PROS) havia confirmado presença no debate, mas devido ao atraso em outra agenda, não conseguiu chegar a tempo em Cuiabá. No entanto, ele se colocou à disposição do Comitê e agendou reunião para a manhã da próxima sexta-feira, 13/11. Valtenir também votou favorável à PEC 395/11 e o Movimento está confiante de que ele mudará seu voto no segundo turno.

Também foi contrário à PEC 395/14, no primeiro turno, o deputado Ezequiel Fonseca (PP). Dessa forma seriam, até o momento, quatro deputados favoráveis e quatro contrários. O Comitê continuará desenvolvendo ações para que os parlamentares que votaram a favor da PEC se manifestem e, se possível, reconsiderem seus votos.

Durante o debate na Adufmat-Ssind, Ságuas afirmou que sua trajetória como estudante do curso de medicina da UFMT é o motivo que orienta seu voto contrário à PEC 395/14. “Eu estudei na universidade federal, até mesmo porque não podia pagar um curso particular. Participei de várias mobilizações estudantis contra privatizações e terceirizações que ajudaram a fortalecer a universidade”, ressaltou.

Ele destacou que a maioria dos estudantes de pós-graduação é recém formado e ainda não tem estabilidade financeira para pagar o curso.

A representante do Sindicato dos Servidores Técnico-administrativos da UFMT (Sintuf/MT), Elisete Hurtado, solicitou o deputado que intervenha junto aos seus pares para que não aprovem a PEC.

Para o parlamentar, há condições de reverter a aprovação da PEC 395/14 na Câmara. “A maioria dos deputados que votou favorável foi pego de surpresa, não teve a oportunidade de debater a proposta e refletir sobre seus efeitos”, afirmou.

Em sua intervenção, o professor da UFMT, Roberto Boaventura, destacou que a lógica de privatização do Estado é sustentada desde o governo Collor no Brasil, e solicitou que o deputado também transmita ao ministro Aluízio Mercadante o descontentamento dos trabalhadores da educação após quase cinco meses de greve sem ser recebidos pelo responsável pela pasta.

Nove entidades fazem parte do Comitê em Defesa da Educação Pública e Gratuita: ADUFMAT, DCE/UFMT, SINTUF/MT, APG/UFMT, ADUNEMAT, SINASEFE/MT, SESDIFMT, SINTRAE/MT, FITRAE MT/MS

A ANPG defende a educação pública, gratuita e de qualidade no Brasil, e tem se posicionado veemente contra a PEC 395/14 e empreende lutas por mais direitos para as pós-graduandas e pós-graduandos.

Fonte: O Documento

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, deve ir à Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (11) para prestar esclarecimentos sobre como o governo pretende cumprir as metas do Plano Nacional de Educação (PNE) diante das trocas de condução da Pasta e dos cortes orçamentários previstos para o ano que vem. A reunião foi solicitada por deputados da Comissão de Educação.

Mercadante é o terceiro ministro a ocupar o cargo este ano. Antes dele, o ministério foi comandado por Cid Gomes e Renato Janine Ribeiro. Além do Mercadante, foi convidado para o debate o secretário-executivo do ministério, Luiz Cláudio Costa.

O deputado Caio Narcio (PSDB-MG), um dos autores do requerimento para a audiência, lista alguns dos problemas que o setor tem enfrentado e que serão abordados na reunião. “O número de universidades públicas que estão em greve, sucateadas, sem financiamento mesmo para contratar pessoas para limpar as salas; professores em greve; a finalização de vários programas no âmbito da educação, como o Ciência sem Fronteiras; a redução quase a zero do Pronatec; tudo isso está comprometido”, afirma o deputado.

Cortes já previstos
No orçamento enviado ao Congresso, o governo prevê pouco mais de 2 bilhões de reais para o programa Ciência sem Fronteiras, que oferece bolsas para estudantes brasileiros no exterior. O valor é a metade do que estava previsto para este ano.
O Pronatec, o programa de ensino técnico do ministério, também terá menos recursos em 2016: pouco mais de 1 e meio bilhão de reais, contra 4 bilhões em 2015.

O encontro está marcado para as 9h30, no plenário 10.

Fonte: Agência Câmara Notícias

Nos termos do Regimento do 40º CONAP, a Comissão de Organização recebeu 96 pedidos de filiação e credenciamento de delegados. Conferidos os documentos exigidos, 70 organizações cadastradas, a saber:

DF Candido Mendes
DF UNB
GO ICB-UFG
GO PUC-GO
GO UFG
MS UEMS-PBA
MS UFGD
MS UFMS
MS UNIDER
MT UFMT
MT UNEMAT
AC UNINORTE
AP FATEC-MACAPÁ “APOENA”
AP UNIFAP
PA FIBRA
PA UFPA
BA FACTAE-Albert Einstein
BA UESB-Jequié
BA UESC
BA UFBA
BA UNIME
CE ATENEU
CE FIC
CE IFCE
CE INTA
CE UECE
CE UFC
CE UNIFOR
PB UFPB
PE CEFAPP
PE Fac Redentor
PE FACOL
PE FACOTUR
PE FAINTVISA
PE FATIN
PE FG
PE FIOCRUZ
PE FUNDAJ
PE IDOT
PE IMIP
PE Joaquim Nabuco
PE Nova Roma/FGV
PE Residentes-PE
PE UFPE
PE UFRPE
PE UNICAP
PE UPE
RN UFRN
PR CESUMAR
PR UEL
PR UNIOESTE
RS UFSM
SC UFSC
MG Estacio
MG IFNMG
MG Prominas
MG UFMG
MG UFOP
MG UFV
MG Unimontes
RJ Fiocruz
RJ UERJ
SP ICB-USP/Capital
SP IEA-USP/Capital
SP IMECC
SP IQ-USP/Capital
SP Saúde-USP/Capital
SP SENAC-SP
SP UFSCAR
SE UFS

 
Outras 26 estão com cadastro pendente. Os responsáveis pelas organizações abaixo listadas receberão comunicação individual sobre as irregularidades que deverão ser sanadas até o dia 10/11.

ES UFES
MG UFJF
MG UFLA
RJ IUPERJ
RJ PUC-RJ
RJ UENF
RJ UFF
RJ UFRRJ
SP UNESP-RC
SP UNIMAR
SP USP-RP
RJ UFRJ
SP FESP
SP Geografia-USP/Capital
SP USP-SANCA
BR FEPODI
MG UFU
PA UFOPA
RS IFRS
SC UNIDESC
SE UNIT
SP CENA-USP
SP ESALQ-USP
SP UNIMEP
SP UNINOVE
SP UNIFESP

 
Após o prazo de 10/11 as solicitações que não forem regularizadas serão indeferidas. Satisfeitas as pendências a Comissão Organizadora publicará a listagem final de Delegados e Suplentes devidamente pré-credenciados para o 40º CONAP.
Fique Atento!

A violência sexual contra mulheres nas universidades brasileiras será tema de audiência pública da Comissão Permanente Mista de Combate à Violência contra a Mulher, a se realizar na próxima terça-feira (10), às 14h30. A iniciativa é da relatora da comissão, a deputada federal Luizianne Lins (PT-CE), que se ampara em dados da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres segundo os quais uma mulher é vítima de estupro a cada 12 segundos no país.

“Essa situação violenta os direitos humanos das mulheres, e gostaríamos de elaborar propostas e estratégias no sentido de enfrentarmos essa grave problemática”, argumenta Luizianne em seu requerimento.

O tema deverá ser discutido por 12 convidados. Entre eles, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante; a ministra das Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos, Nilma Lino; os reitores das Universidades de São Paulo (USP) e de Brasília (UnB), Marco Antonio Zago e Ivan Marques de Toledo Camargo, respectivamente; a presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Carina Vitral; e o procurador dos Direitos do Cidadão do Ministério Público Federal, Aurélio Virgílio Veiga Rios.

Requerimentos

Antes do debate sobre violência sexual nas universidades, a comissão deverá votar três requerimentos, dois deles de autoria da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM). A parlamentar quer discutir a situação de mulheres mutiladas por seus companheiros, por retaliação à decisão delas de abandoná-los, e também das brasileiras presas (em quase 70% dos casos, por envolvimento com o tráfico de drogas).

O outro requerimento é de autoria da deputada federal Keiko Ota (PSB-SP) e solicita providências da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo contra atos de violência registrados em bailes funk na periferia de São Paulo.

“Por mais de dois meses, o Jornal da Globo percorreu bailes funk de São Paulo, mais conhecidos como ‘pancadões’. A equipe de reportagem encontrou adolescente usando drogas, bebendo e fazendo sexo e sendo violentadas no meio da rua em imagens que se multiplicam nas redes sociais”, afirmou Keiko Ota, vice-presidente da comissão.

COMO ACOMPANHAR E PARTICIPAR

Participe:
http://bit.ly/audienciainterativa
Portal e-Cidadania:
www.senado.gov.br/ecidadania
Alô Senado (0800-612211) 

Fonte: Agência Senado