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Jornalista ANPG

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Primeira edição latinoamericana do evento acontecerá na USP

No próximo dia 16 de novembro, acontecerá, na Universidade de São Paulo (USP), a conferência “Destination Europe”, organizado pela comissão europeia da EURAXESS Links, responsável pela divulgação do concurso EURAXESS Science Slam Brazil. O objetivo do evento é apresentar as oportunidades de financiamento e de carreira na Europa para estudantes de pós-graduação e pesquisadores de qualquer nacionalidade e de todos os níveis de pesquisa. Além da feira, na qual os pesquisadores poderão conversar diretamente com os representantes da Comissão europeia e de 9 países europeus, cada um fará uma apresentação dos seus programas e iniciativas em 20 minutos. O evento ainda trará pesquisadores que realizaram parte das suas carreiras na Europa e fornecerão depoimentos sobre suas experiências.

Desde seu lançamento, em 2012, mais de 2000 pessoas já participaram do Destination Europe, que terá sua primeira edição na América Latina e contará com tradução simultânea inglês/português.
Para participar, o interessado deve se inscrever previamente pelo site https://destinationeurope-saopaulo.teamwork.fr/en/, onde é possível achar mais informações.

Além do evento principal em São Paulo, EURAXESS Links organiza duas sessões de informação com representantes da União Europeia sobre financiamentos e suporte oferecidos aos pesquisadores. Estas sessões ocorrerão em Florianópolis no dia 17/11, na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), e no Rio de Janeiro no dia 19, na Casa Europa, das 9h30 às 11h45, e serão abertas a todos os pesquisadores e estudantes.

Da redação

Leila Macedo, presidente da ANBIO foi condecorada, em outubro de 2015, com o prêmio Heróis Mundiais da Biossegurança, da Federação Internacional de Associações de Biossegurança (IFBAO)

No Brasil, enquanto a biossegurança de organismos geneticamente modificados (OGM) é altamente regulamentada e fiscalizada, outros agentes biológicos de risco que não usam a tecnologia do DNA recombinante têm controle deficiente. “É importante termos um olhar mais globalizado e holístico, pois os riscos não obedecem a fronteiras e não estão relacionados somente às tecnologias.” A avaliação é da presidente da Associação Nacional de Biossegurança – ANBIO – Leila Macedo. A doutora em Microbiologia e Imunologia foi condecorada em outubro com o prêmio Heróis Mundiais da Biossegurança, título que, neste ano, foi compartilhado com outros dois pesquisadores de outras partes do mundo.

Marca do IFBAO prêmio é concedido anualmente pela Federação Internacional de Associações de Biossegurança (IFBA, na sigla em inglês). O objetivo dessa entidade, que reúnestakeholders focados na harmonização de medidas de controle de risco em todo o mundo, é discutir questões relacionadas ao tema de maneira ampla. Em 2015, foram laureados, além de Leila, a epidemiologista malaia TS Saraswathy e o ministro de Saúde Pública e Saneamento queniano, Albert Bunyasi. O prêmio é concedido a pesquisadores que trabalham para ampliar a biossegurança em países onde, tradicionalmente, esse assunto não é prioridade.

Para Leila Macedo, que já presidiu a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), órgão responsável pela avaliação dos OGM no Brasil, o advento da Lei 11.105/05 foi um divisor de águas no País. “A partir da aprovação dessa Lei, passamos a contar com um marco regulatório muito rigoroso no que diz respeito à biossegurança de transgênicos.” A pesquisadora, revela, entretanto, que outros agentes biológicos, que muitas vezes oferecem um risco maior que os OGM, não contam com leis ou ações efetivas para seu controle. “Devemos pensar que há uma série de riscos que podem estar relacionados com treinamento, contenção de laboratórios, trânsito transfronteiriço de materiais biológicos, entre outros”, pontua.

A biossegurança é uma questão mundial, como mostraram os recentes casos de epidemias mundiais de Ebola e H1N1.  Além disso, a presença de patógenos em cargas de alimentos, por exemplo, pode prejudicar o comércio internacional. “Esperamos que o prêmio alerte o poder público para a importância da capacitação de recursos humanos nesta área”. Para Leila, o principal desafio do Brasil é a quebra de paradigma relacionado à biossegurança. “As políticas sobre esse assunto devem estar focadas no risco e não na tecnologia; hoje ela está centrada no DNA recombinante como se ele oferecesse mais perigo e isso não é verdade.”

Em virtude da realização de eventos mundiais no Brasil, como a Copa do Mundo em 2014 e os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016, foram criadas algumas regras que estão relacionadas com biossegurança. Leila, entretanto, observa que essas medidas são pontuais. “Para os transgênicos existe um trabalho consolidado e sistemático, todavia, para outros agentes de risco, as medidas são esporádicas e ocasionadas apenas por eventos globais”.

Fonte: CIB

Em palestra proferida na Fiocruz na última quarta-feira (28/10), o médico norte-americano Bruce Beutler falou sobre sua trajetória profissional e descobertas que o fizeram receber o reconhecimento internacional

O ganhador do Prêmio Nobel de Medicina de 2011, Bruce Beutler, ministrou palestra na última quarta-feira (28/10) na Fundação Oswaldo Cruz. Durante o evento, o cientista norte-americano falou sobre sua trajetória profissional e descobertas que o fizeram receber o reconhecimento internacional, concedido desde 1901 a personalidades que se destacam por promover avanços na ciência e para a humanidade.

O médico contou que o interesse pela imunologia veio, além do incentivo do pai, também cientista, porque doenças infecciosas eram — e ainda são — uma das maiores causas de morte, mesmo com a introdução dos antibióticos há mais de 70 anos. O problema é agravado pela resistência que os microrganismos causadores de infecções vêm desenvolvendo aos remédios.

Suas descobertas consistiram em identificar as células que reconhecem mais rapidamente essas infecções, pois são elas as responsáveis por “dizer” ao sistema imunológico que inicie o ataque contra corpos estranhos, processo chamado de inflamação. Bruce Beutler, junto aos pesquisadores Jules Hoffmann e Ralph Steinman, conseguiu distinguir que células são essas e já detectaram centenas de genes que regulam tais respostas imunológicas.

O evento foi promovido pela biofarmacêutica AstraZeneca, em parceria com o Nobel Media. A visita é parte do Nobel Prize Inspiration Initiative (NPII), um programa global que leva premiados pelo Nobel para universidades e centros de pesquisas a fim de inspirar e envolver jovens cientistas, a comunidade científica e o público. Durante a visita ao País, Bruce Beutler esteve também na Universidade de São Paulo (SP) e na Universidade de Brasília (DF).

Atualmente, ele é professor regente e diretor do Center for Genetics of Host Defense na UT Sowthwestern Medical Center em Dallas, EUA e professor de genética e imunologia no The Scripps Research Institute (Instituto de Pesquisa Scripps) na cidade de La Jolla, Estado da Califórnia

Confira a entrevista de Bruce Beutler à Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (Obsma) e à Coordenadoria de Comunicação Social/Fiocruz:

O senhor poderia falar sobre sua descoberta e o impacto dela para o desenvolvimento de novos tratamentos contra doenças infeciosas?

Bruce Beutler: Ao contrair uma infecção por uma bactéria, por exemplo, você começa a ter calafrios, pode ter dor de cabeça e náuseas. Com um número suficiente de bactérias, você pode desmaiar, sua pressão sanguínea baixar ou ter algo como uma septicemia. A pergunta é: como você reconhece a bactéria e como seu sistema imunológico a reconhece rapidamente nos primeiros minutos depois da inoculação [introdução da bactéria no organismo]? O mesmo processo ocorre se você é infectado naturalmente quando, por exemplo, você cai e machuca seu joelho e a bactéria entra em seus tecidos. Suas células a reconhecem e se preparam para atacá-la imediatamente.

Nós descobrimos os receptores que permitem que o sistema imunológico fique atento à infecção nos primeiros minutos. Cada um dos dez receptores presentes nos seres humanos informa ao sistema imunológico quando há uma infecção e, então, ele vai passar a reagir com uma reposta inflamatória. É por isso que acontecem todos aqueles sintomas. Mas isso também salva sua vida, na maior parte das vezes.

O que a descoberta pode fazer, falando de forma prática? Poderia ser usada para a produção de vacinas, de mecanismos que estimulem o sistema imunológico e a resposta dos anticorpos, ou mesmo para entender nossa imunidade, pois quando você tem uma doença autoimune, há uma inflamação a qual ninguém sabe ainda como é provocada. Acreditamos que isso possa ter a ver com um desses receptores, mas isso ainda é uma dúvida.

Essa descoberta já tem sido aplicada atualmente, por exemplo, em algumas drogas para tratamento de verrugas, e tem funcionado. Há outras drogas semelhantes sendo desenvolvidas e, em poucos anos, haverá mais e, então, teremos que descobrir qual o melhor uso para cada uma delas: se poderão tratar verrugas ou, em alguns casos, até alguns tipos de câncer.

A Fiocruz desenvolve muitas pesquisas em malária e dengue. Qual o atual panorama no campo do tratamento de doenças infecciosas?

BB: Essas doenças são muito desafiadoras no que diz respeito ao desenvolvimento de vacinas. Em relação à dengue, uma das vacinas que foi experimentada fez a doença ficar pior. No caso da malária, ela simplesmente é resistente a todas as tentativas de reestabelecer o sistema imunológico. Isso não quer dizer que é impossível, mas, claramente, é difícil. E requer alguns ‘truques’ que nós simplesmente não conhecemos até agora. Nossa descoberta poderia ser aplicada nessas doenças e, talvez, em outras.

Quais são os principais desafios no que diz respeito ao campo de doenças infeciosas no mundo?

BB: Há tantos desafios! Geralmente mencionamos a aids como a doença número 1 e, de certa forma, ela ainda é. Ela tem sido controlada, por conta dos importantes avanços no tratamento da doença, que é milagroso de alguma forma. Se a aids tivesse chegado anos antes, provavelmente grande parte da população mundial teria sido extinta e teria havido uma catástrofe global. Mas, ao contrário, nós conseguimos lidar com isso.

Podemos dizer que a terapia antimicrobiana em geral conseguiu lidar com muitas doenças infecciosas. Mas isso vai durar para sempre? Apesar de termos descoberto o antibiótico, por exemplo, nada pode garantir que o problema está resolvido permanentemente. Há muitas bactérias resistentes a medicamentos surgindo e nossos filhos e netos não têm o tipo de proteção que eu, por exemplo, tive ao longo de minha vida. Há recém-nascidos que morrem de infecções. Isso é muito comum em algumas partes do mundo, como a África. Em todo o caso, o desafio é ‘estarmos à frente’ dos micróbios, esse será sempre o jogo que jogaremos. E eles sempre chegarão com formas criativas de derrotar nosso ‘armamento antimicrobiano’. É uma luta da qual não podemos desistir.

Como o senhor vê o trabalho de uma instituição como a Fiocruz para a formação de jovens cientistas?

BB: Entendo a Fiocruz como uma universidade, pois vocês tem estudantes aqui, de graduação e pós-graduação. Fui para a faculdade de medicina não porque amava a medicina clínica, mas porque era um modo de aprender sobre os problemas que existem nesse universo.

A Fiocruz está aqui no epicentro de várias doenças que são muito raras na América do Norte. É mais fácil entender sobre elas, como se desenvolvem, como tratá-las e suas características. Pode-se dizer que isso é muito oportuno, pois aposto que os estudantes aqui têm contato com esse aspecto da medicina que não estão tão acessíveis na maioria dos outros países do mundo.

E essa é uma instituição importante também na pesquisa de doenças negligenciadas.

BB: Sim! São chamadas de negligenciadas porque são raras na Europa, na América do Norte e há uma tendência em não considerá-las prioridades por pesquisadores desses países. Aqui, obviamente elas não são negligenciadas, pois vocês têm uma posição dominante para entendê-las e enfrentá-las.

Na Fiocruz, os estudantes estão trabalhando com uma nova fronteira para a biologia. Estão em posição de entender e enxergar as coisas antes de quaisquer pesquisadores em outras partes do mundo.

Quais são suas impressões sobre o papel do Brasil no cenário científico global?

BB: Entendo que o Brasil tem um grande papel a desempenhar. O Brasil é o 5º maior país do mundo em território e população e destina muitos recursos para a educação. Com isso, vocês têm condições de exercer um grande impacto no cenário global da pesquisa. Sei que cada país tem seu conjunto de problemas, mas o Brasil tem várias vantagens também.

Estar próximo da ocorrência de uma série de doenças infecciosas, ter acesso direto ao problema é uma grande vantagem. O Brasil é um país já bastante desenvolvido que pode estar na liderança em pesquisas sobre a malária, por exemplo. Isso deveria ser visto como oportunidade.

Como recebedor de um prêmio tão importante, de que maneira o senhor vê as contribuições que seu trabalho pode fornecer às novas gerações de cientistas no Brasil?

BB: Acho que essas contribuições podem ser aplicadas a cientistas em qualquer lugar, não só no Brasil. Todos que estiverem interessados em imunologia e quiserem ir mais longe podem aprender algo sobre o funcionamento do nosso sistema imunológico.

É possível termos um entendimento muito mais avançado sobre os mecanismos da imunidade. Agora que conhecemos os receptores, é uma questão de tempo até que olhemos o sistema imunológico mecanicamente, ou seja, como uma pequena máquina cujas estruturas interagem como engrenagens, porque é isso que realmente ele é.

Fonte: Fiocruz

O evento ocorrerá entre os dias 11 e 14 e novembro de 2015

O XXIV Congresso do CONPEDI sob o tema “Direito e Política: da Vulnerabilidade à Sustentabilidade” ocorrerá entre os dias 11 e 14 e novembro de 2015, na cidade de Belo Horizonte, Minas Gerais.  O Congresso é organizado pelo Conselho Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Direito, dentro de sua agenda regular anual, em parceria com os Programas de Pós-graduação em Direito da UFMG, Universidade Fumec e Escola Superior Dom Helder Câmara, todos localizados na cidade sede.

A parceria entre os Programas, a qual permite que este Congresso seja um evento de Minas Gerais, decorre das atividades iniciadas com a fundação do Fórum de Coordenadores dos Programas de Pós-Graduação em Direito do Estado de Minas Gerais, em 2012, que congrega, além dos três Programas citados, PUC Minas, Faculdades Milton Campos, Universidade Federal de Uberlândia, Universidade Federal de Juiz de Fora, Faculdade de Itaúna e Faculdade de Direito do Sul de Minas.

O tema do Congresso foi pensado primeiramente para se refletir sobre a pobreza e a forma como essa condição vulnera a luta e o usufruto de direitos.  Nas reuniões da Comissão Organizadora discutimos a necessidade de ampliar esse aspecto, tendo em vista que ao lado das circunstâncias materiais de vida, outras formas de vulnerabilidade se agravam e se tornam evidentes, como, por exemplo, aquela que decorre de todo tipo de discriminação racial, social, cultural, de gênero, de idade, entre outras.

Também pensamos que não basta à Ciência e à Pesquisa em Direito realizadas nas Pós-graduações constatar, enunciar ou diagnosticar essas vulnerabilidades, pois é preciso também pensar possibilidades de superação, já que tratamos de uma ciência do dever-ser.  Por isso, surge no tema a dimensão da sustentabilidade, que também envolve o viés ambiental, mas não está restrito a ele.  Sustentabilidade se refere às soluções para as vulnerabilidades pensadas em sua capacidade de equilíbrio entre condicionantes políticas, econômicas, sociais, ambientais e jurídicas.

Em última instância, a conexão entre vulnerabilidade e sustentabilidade está relacionada com a capacidade do Direito produzir Justiça e fazê-lo por meio da Política.  Assim é que a relação entre Direito e Política precisa ser discutida, seja nos seus aspectos filosóficos e das ciências sociais, seja internamente ao Direito quando se pensam as políticas públicas e o funcionamento cotidiano das instituições político-jurídicas.

A Conferência Magna “Legitimation Crisis? On the Political Contradictions of Financialized Capitalism” – Crise de Legitimação? Sobre as contradições políticas do capitalismo financeirizado, que abre o evento no dia 11, foi planejada para ser uma instigação à construção dessas inter-relações. Nancy Fraser, Henry A. e Louise Loeb, da New School of Social Research de Nova Iorque, se debruçam sobre uma teoria de justiça que acopla os aspectos de distribuição, reconhecimento e representação. Essa teoria ganhou grande repercussão no meio acadêmico brasileiro nos últimos anos, principalmente a partir da tradução para o português do conhecido debate com Axel Honneth, que se encontra no livro Da Redistribuição ao Reconhecimento? (1997) e dos artigos O reconhecimento entre a Justiça e a Identidade (Lua Nova, n. 63) e Reconhecimento sem Ética? (Lua Nova, n. 70).  Além disso, Nancy Fraser tem profícua produção no campo do pensamento feminista, tendo sido a obra Políticas Feministas na Era do Reconhecimento, traduzida para o português.  Ela é também editora da Revista Constellations, um dos mais importantes periódicos de teoria crítica do mundo.

Sejam todos bem vindos

Os organizadores do evento solicitam aos participantes do XXIV Congresso do CONPEDI que tragam sapatos confortáveis na mala.  O Congresso de Belo Horizonte será realizado, pela primeira vez, em três Programas distintos e em cinco locais da região Centro-Sul da cidade.  Assim, os participantes irão se locomover e poderão conhecer diversos pontos importantes da Capital.

A abertura acontecerá no Cine Theatro Brasil Vallourec, na icônica Praça Sete, marco central da cidade.  O Cine Brasil, inaugurado em 1932, foi o primeiro prédio da cidade sob a influência do estilo Art Déco.  Ao longo dos anos o espaço foi ponto de encontro dos moradores de Belo Horizonte e foi recentemente reformado, preservando suas características originais, e retomando o seu papel de ser um dos palcos mais importantes de Minas Gerais.

Na quinta-feira, dia 12 de novembro, as atividades do Congresso acontecerão na Faculdade de Direito da UFMG, na Praça Afonso Arinos, endereço original de uma das Faculdades mais antigas do País e do primeiro Programa brasileiro de Doutorado.  Ali se reunirão os grupos de trabalho, serão exibidos os pôsteres e acontecerão sete painéis.

Depois do coffee-break, no final da tarde, os participantes poderão assistir à programação dos painéis, três dos quais acontecerão nos auditórios do Circuito Cultural Praça da Liberdade.  A Praça da Liberdade está localizada no Bairro de Lourdes, ao final da Avenida João Pinheiro, em frente ao Palácio da Liberdade. Jardins, coretos e estátuas em mármore de Carrara dão beleza e graça ao lugar.  A praça é enfeitada por duas fileiras de palmeiras imperiais que nos convidam a belas caminhadas e passeios. Foi tombada em 1977 como conjunto arquitetônico e paisagístico da cidade.  Ao seu redor ficam diversos prédios históricos que abrigavam as secretarias do Governo de Minas.  Após a transferência para a Cidade Administrativa, esses edifícios foram transformados em museus e casas de cultura e de conhecimento.   Além da Biblioteca Pública, do Museu de Minas e do Metal e do Museu Mineiro que sediarão os painéis, os participantes podem visitar o Centro Cultural Banco do Brasil, o Memorial Minas Gerais Vale, o Espaço do Conhecimento UFMG e o Centro de Arte Popular CEMIG.

Na sexta-feira, 13 de novembro, o Congresso migra para a sede na Universidade Fumec, na Rua Cobre, 200, no bairro Cruzeiro.  As salas e auditórios do edifício da Faculdade de Ciências Humanas, Sociais e da Saúde (FCH) receberão os grupos de trabalho e depois os painéis.  Nessa região é possível visualizar melhor a Serra do Curral, moldura natural e referência histórica da cidade, que possui uma geografia diversificada com morros e baixadas.  Há poucos metros encontra-se a Praça da Bandeira e a Av. Bandeirantes, locais comuns para caminhadas e a Praça do Papa, a Rua do Amendoim e o Mirante, que valem a visita para que se visualize a cidade em sua extensão.  Após os painéis, vale a pena conferir o vizinho Mercado Distrital do Cruzeiro (Rua Ouro Fino, 452).

O encerramento do XXIV Congresso do CONPEDI acontece na Escola Superior Dom Helder Câmara, na Av. Álvares Maciel, 628, bairro Santa Efigênia.  A mais nova entre as parceiras organizadoras foi criada em 1998, especializada em Direito, vinculada à Companhia de Jesus, e que tem em seu nome a homenagem a uma das grandes figuras dos direitos humanos e da luta por justiça social no Brasil.  No encerramento acontecerá a posse da nova diretoria do CONPEDI e a assembleia geral.  Rosane Roesler, coordenadora da área de Direito na Capes, fará a palestra magna sobre o tema “Pesquisa e Pós-Graduação no Brasil: desafios e perspectivas”

Após o encerramento, já na hora do almoço, os participantes terão oportunidade de aproveitar o Mercado Central, quaisquer dos restaurantes indicados em nosso roteiro cultural e turístico, além de locais como o Parque Municipal e as demais atrações sugeridas.

Fonte: Conpedi

Prevenção de desastres naturais, recursos hídricos e energias renováveis estão entre as principais linhas de ação dos países do Brics estabelecidas na Declaração de Moscou

Ministros da Ciência, Tecnologia e Inovação dos países do Brics se reuniram na terça-feira (27) e nesta quarta (28), em Moscou, na Rússia. Ao final do encontro, foi assinado documento que define as principais linhas de ação do grupo. A Declaração de Moscou e o Plano de Trabalho 2015-2018 estabelecem como prioridades para as ações de ciência, tecnologia e inovação a prevenção e mitigação de desastres naturais, recursos hídricos e tratamento da poluição, tecnologia goespacial e sua aplicação ao desenvolvimento, energias renováveis e astronomia.

A Declaração de Moscou foi assinada pelo assessor internacional do MCTI, Carlos Henrique Cardim, representando o ministro Celso Pansera, a vice-ministra russa Liudmila Ogorodova, o vice-ministro chinês Jianlin Cao, o ministro indiano Harsh Vardhan, e a ministra sul-africana Naledi Pandor.

Ainda em Moscou, na terça, Cardim participou das discussões sobre “Ciência e universidade”, na Universidade MGIMO, no contexto da Brics Global University Summit. Na quarta, no Open Innovation Forum, acompanhou a abertura do evento junto do primeiro-ministro da Rússia, Dmitri Medvedev, e discutiu o projeto Brics Grain – Rede de Pesquisa Global em Infraestrutura Avançada do Brics, com o ministro da Educação e Ciência da Rússia, Dmitri Livanov.

A 4ª Reunião dos Ministros de Ciência, Tecnologia e Inovação do Brics será realizada, em 2016, na Índia.

Fonte: MCTI

O programa existe há mais de dez anos e tem opções para cadastramento em várias cidades brasileiras

O Educa Mais Brasil destina-se a oferecer inclusão educacional no Brasil e existe há mais de dez anos. Com esse programa, milhares de pessoas, incluindo jovens, adultos e crianças tem acesso a educação de qualidade nas mais variadas instituições de ensino existentes no país.

São cerca de 17 mil estabelecimentos cadastrados, oferecendo desde educação básica até pós graduação. O programa também inclui cursos de línguas estrangeiras, cursinhos, educação de jovens adultos, e educação superior a distância. Nessa década de atendimento, já foram beneficiados mais de 399 mil estudantes, que muitas vezes não poderiam ter concluído os estudos se não tivessem acesso aos descontos oferecidos pelo Educa Mais Brasil. Esses descontos variam, e podem chegar até 70% do valor da mensalidade.

As instituições interessadas em ser parceiras podem ser cadastradas diretamente no site. É também pelo site, que os pretensos alunos se inscrevem e verificam a disponibilidade de bolsas e o valor do desconto. Há como selecionar a cidade desejada e verificar as faculdades e escolas disponíveis na região. Dentre os variados critérios, alguns necessários para obter a bolsa são: Efetividade de vagas; o pretenso candidato ou responsável do candidato não pode ter condições de pagar a mensalidade integral; o candidato não pode ter vínculo educacional com a instituição de ensino para a qual esteja concorrendo bolsa, exceto para cursos de pós-graduação, pois nessa modalidade o candidato pode ter sido aluno de graduação da referida instituição de ensino.

Os interessados podem entrar em contato pelos canais de atendimento, que são o Chat/Sac, por meio dos telefones 4007 2020 (Capitais e Regiões Metropolitanas) ou 0800 724 7202 (demais Localidades), e ter mais informações diretamente no site do “Educa Mais Brasil”. Milhares de instituições de ensino na maioria dos estados brasileiros oferecem em variadas cidades a parceria, portanto é só selecionar o estado e município desejado e fazer a sua inscrição.

Fonte: Blasting News – Educação

anpg

Entidade que estava inativa pode contribuir para o fortalecimento da pós-graduação da universidade

No último dia 26, em Assembleia, estudantes da pós-graduação da Universidade Federal de Uberlândia refundaram a entidade representativa dos pós-graduandos que estava desativada desde 2011. A iniciativa partiu de um grupo de estudantes preocupados com a representação da categoria e com as melhorias dos programas de pós-graduação

Na reunião foram pautadas diversas demandas dos estudantes referentes aos direitos dos pós-graduandos, como uma política efetiva de permanência e mais recursos para pesquisas, ciência, tecnologia e inovação. A diretoria eleita conta com dez estudantes de oito programas diferentes. A Assembleia julgou ser importante acrescentar à dinâmica da entidade pastas referentes à Ciência, Tecnologia e Inovação, Políticas Educacionais e Permanência, Comunicação e Cultura e Diversidade.

De acordo com Alecilda Oliveira, estudante do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais e da diretoria da APG UFU, o primeiro passo para esta diretoria é organizar a casa: “Desde que a APG-UFU deixou de funcionar, os estudantes perderam referência e o suporte fornecidos pela entidade. É preciso ocupar novamente as cadeiras dos Conselhos, envolver os representantes discentes nas pautas nacionais da pós-graduação e também garantir o funcionamento mínimo da entidade, por meio de uma sede, telefone e outros canais de comunicação com os estudantes” afirmou.

Estudantes de qualquer programa de pós-graduação (stricto e lato senso) podem construir a entidade voluntariamente. Caso haja interesse, basta procurar a diretoria recentemente eleita pelo endereço eletrônico: [email protected].

Fonte: APG-UFU

Inscrições seguem abertas até 7 de março de 2016 para estudantes, pesquisadores e equipes dos países membros e associados ao bloco. O tema é “Inovação e empreendedorismo”

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) lançou nesta semana a edição 2015 do Prêmio Mercosul de Ciência e Tecnologia, com o tema “Inovação e empreendedorismo”. As inscrições estão abertas até 7 de março de 2016 para estudantes, pesquisadores e equipes dos países membros e associados ao bloco – Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela –, pelo site www.premiomercosul.cnpq.br.

A partir desta edição, o Prêmio envolve a categoria Pesquisador Sênior, destinada a graduados, estudantes de mestrado, mestres, estudantes de doutorado e doutores com 36 anos de idade ou mais. A mudança ocorreu na 52ª Reunião Especializada em Ciência e Tecnologia do Mercosul (RECyT), em junho, quando os países membros atualizaram o regulamento da disputa.

São, agora, cinco categorias: Iniciação Científica, para alunos de ensino médio e técnico, incluindo educação de jovens e adultos (EJA), com até 21 anos; Estudante Universitário, voltada a quem frequenta cursos de graduação, sem limite de idade; Jovem Pesquisador, direcionada a graduados, mestrandos, mestres, doutorandos e doutores que tenham, no máximo, 35 anos; e Integração, pleiteada por equipes com representantes de mais de um país.

Premiação
Uruguai ou Venezuela podem sediar a solenidade de entrega, já que ocuparão a presidência rotativa do Mercosul no primeiro e no segundo semestre de 2016, respectivamente. A próxima RECyT deve definir data e local da cerimônia. Participam do evento, em geral, agraciados, orientadores e representantes de governo e das comunidades científica, tecnológica e educacional. Ao todo, serão concedidos US$ 25,5 mil, distribuídos entre os campeões das cinco categorias, além de menções honrosas, placas e troféus.

Os projetos candidatos precisam abordar “Inovação e empreendedorismo” – tema aprovado na 51ª RECyT, em 2014, em Buenos Aires –, dentro de uma das linhas do edital: inovação tecnológica; gestão da inovação, que compreende processos, serviços, estratégias e recursos envolvidos; modelos e propostas de ambiente gerador de ideias, no âmbito de empresas ou instituições envolvidas com inovação tecnológica; ferramentas e treinamentos facilitadores da criação e da manutenção de uma cultura empreendedora.

Instituído pela RECyT em 1998, o Prêmio é organizado pela Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Ministério (Setec) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI), com patrocínio da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e apoio institucional da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e do Movimento Brasil Competitivo (MBC).

Os objetivos são reconhecer e premiar os melhores trabalhos de estudantes, pesquisadores e equipes que representem potencial contribuição para o desenvolvimento científico e tecnológico do continente, incentivar a realização de pesquisa e inovação no Mercosul e contribuir para o processo de integração regional entre seus países membros e associados.

Fonte: MCTI

Cortes nas áreas de ciência e educação são medidas que vão impactar consideravelmente o futuro da pesquisa desenvolvida no país, afirmou a professora Helena Nader, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em palestra na manhã desta sexta-feira, 23, no auditório da Reitoria, campus Pampulha. Com o tema Ciência, tecnologia e financiamento à pesquisa, a atividade integra programação da Semana do Conhecimento, que será encerrada nesta tarde.

A presidente da SBPC destacou que o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) completou, neste ano, três décadas de existência e ressaltou sua importância para pesquisa e pós-graduação desenvolvidas no Brasil. Segundo Nader, o país ocupava, em 2013, a 13ª posição no mundo em número de trabalhos indexados publicados.

“Publicamos em revistas importantes, e nossos artigos alcançam número relevante de citações. Hoje ocupamos o 18º lugar em número de citações no mundo”, afirmou Nader, que refutou críticas que tentam relativizar a relevância do trabalho feito por pesquisadores brasileiros. “Temos hoje, nas pesquisas brasileiras, apenas um terço de autocitações. Os Estados Unidos, por exemplo, são o país que mais utiliza esse recurso”, explicou.

Dados apresentados por Helena Nader mostram que, de 1985 a 1989, o país teve 10 mil artigos publicados. Entre 2010 e 2014, 150 mil artigos de pesquisadores brasileiros foram veiculados em publicações internacionais. “É importante ressaltar também o número de artigos de revisão [escritos por meio de convite] publicados por pesquisadores do país, que aumentou consideravelmente a partir do ano 2000”, destacou. Em relação ao número percentual de artigos publicados no mundo, o Brasil saltou de 0,5%, no período de 1985 a 1989, para 3% nos últimos cinco anos.

“Naquele período, Brasil, México, Argentina, Chile e Colômbia se encontravam praticamente juntos em número de publicações no cenário internacional. Hoje, o Brasil se destaca”, comparou Nader.

Em relação à distribuição dos programas de pós-graduação no país, Helena Nader destacou o avanço ocorrido a partir de 2005. Em 1998, seis estados ainda não contavam com nenhum programa: Acre, Piauí, Rondônia, Roraima, Tocantins e Amapá. Em 2005, apenas o Amapá ainda não possuía cursos de pós-graduação, situação que se alterou há dois anos, em 2013.

“Isso mostra que temos argumentos sólidos para brigar por mais recursos para ciência, tecnologia e pesquisa. Essa mudança no cenário nacional é algo que vai impactar gerações”, afirmou.

Desafios do país
A inovação, segundo Helena Nader, ainda é um desafio para o Brasil, que ocupa, em uma lista de 142 países, a 64ª posição, atrás de outros países latino-americanos, como Uruguai, Argentina, Colômbia e México. “O ambiente brasileiro não é favorável à inovação. Não fosse a qualidade das nossas universidades, estaríamos em situação pior”, explicou.

Em relação a patentes, em 1999, o Brasil registrou cerca de 200 pedidos na USPTO (United States Patent and Trademark Office), obtendo aproximadamente 100 concessões. Em 2013, o número de pedidos de registro mais que triplicou, chegando a 700, mas a quantidade de concessões apenas dobrou, de 100 para 200.

“Precisamos de políticas sólidas e investimentos para ampliar a ciência, a tecnologia e, principalmente, a inovação no país. Além disso, é preciso corrigir as distorções na distribuição dos programas de mestrado e doutorado entre as regiões brasileiras, dando continuidade à política de expansão do sistema de ensino de pós-graduação nacional”, defendeu Nader.

SBPC na UFMG
Em 2017, ano em que completa 90 anos, a Universidade sediará, pela quinta vez, a reunião anual da SBPC. A candidatura da UFMG, que já abrigou quatro edições da reunião – em 1965, 1975, 1985 e 1997 –, foi apresentada aos dirigentes da sociedade no dia 11 julho deste ano pelo reitor Jaime Ramírez.

Cinco dias depois, a escolha foi anunciada pela presidente Helena Nader, em assembleia da entidade.Na época, uma edição especial do Boletim UFMG foi produzida para subsidiar a apresentação da candidatura da Universidade.

Fonte: UFMG

A Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados realiza audiência pública, nesta quarta-feira (28), para discutir as inovações tecnológicas em curso no Tribunal de Contas da União (TCU), voltadas para o controle orçamentário. O tema será debatido com o presidente do TCU, ministro Aroldo Cedraz.

Segundo o deputado Vicente Cândido (PT-SP), que sugeriu a audiência com o ministro, o TCU está cada vez mais informatizado e esse processo vem contribuindo para que o Brasil avance cada vez na transparência pública. “Passar estas experiências para o colegiado e servidores da CFFC será de grande valia para o aperfeiçoamento também dos nossos trabalhos, de forma a um alcance ainda maior na questão da transparência e fiscalização pública”, explica o deputado.

O debate está marcado para as 11 horas, no plenário 9.

Fonte: Câmara Notícias