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Força feminina no movimento estudantil leva mulheres à presidência das principais entidades

Atualmente, no Brasil, as mulheres são maioria nas universidades e no eleitorado, mas representam apenas 10% no Congresso Nacional. Nesse sentido, o 8 de março torna-se um importante momento de luta por mais direitos que garantam a igualdade entre homens e mulheres, por uma sociedade justa e igualitária.

No movimento estudantil, a participação das mulheres cresce e se fortalece. As três principais entidades estudantis do Brasil, UNE, UBES e ANPG são atualmente presididas por elas.

Na ANPG, entidade com apenas 29 anos, as mulheres estiveram à frente nove vezes. Tamara Naiz, pesquisadora, especialista em Cultura pela UFG, mestra em História pela UFG e doutoranda em História Econômica pela mesma universidade é a terceira presidenta consecutiva desde 2010. Para ela, a luta por mais espaços para as mulheres não significa querer apenas ocupar os espaços historicamente masculinos. ”Queremos promover igualdade de oportunidades para o empoderamento feminino. A participação das mulheres nos espaços de decisão é ainda muito insuficiente. Desse modo, a luta precisa continuar e cada mulher em espaço de poder significa passos andados na direção de uma sociedade mais igualitária”, avaliou.

Virgínia Barros, presidenta da UNE, é a quinta mulher à frente da entidade em 77 anos de história. Aos 27 anos, a pernambucana de Garanhuns afirma que é preciso seguir na luta para aprofundar cada vez mais a conquista pelos direitos das mulheres. ‘’A luta contra a violência contra as mulheres ainda é bastante atual. Convivemos com denúncias frequentes de abusos às meninas nas universidades e escolas. Existem outros temas que considero fundamentais na luta feminista, como a legalização do aborto e a igualdade salarial. Infelizmente, nosso Congresso está cada vez mais conservador, então só com muita mobilização das mulheres de todo o país faremos avançar estas pautas”, salientou.

Na UBES, a mulher eleita em novembro de 2013 foi Bárbara Mello, carioca e técnica de administração. Aos 20 anos, ela é a oitava presidenta em 66 anos de vida da entidade. “Estou muito honrada e feliz em estar na presidência, mas sinto na pele os preconceitos que a mulher sofre na política”, conta.

Para ela, a mulher deve lutar pelos seus direitos, pois eles foram historicamente negados. ‘’A mulher já pode votar, mas poucas mulheres são eleitas. O feminismo está mais atual do que nunca, em especial pela resistência necessária a essa composição reacionária do Congresso Nacional. Sem falar dos recorrentes casos de estupro no Brasil e no mundo e do machismo incentivado pela mídia”, salientou.

As mulheres são a maioria do eleitorado no Brasil, porém a representatividade nas urnas não corresponde à participação na política. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o número de eleitoras chega a 52%, enquanto entre os 513 deputados federais somente 51 são mulheres (10%). Nas últimas eleições elas representaram apenas 30,7% dos candidatos.

‘’Por isso é muito simbólico que os estudantes tenham alçado às presidências das entidades três mulheres. Sentimos que podemos fazer parte dessa mudança tão necessária’’, falou a presidenta da UNE.

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Essa luta nos une

Não é recente a luta pelo direito das mulheres dentro do movimento estudantil. A UNE denuncia a violência em todas as suas formas de expressão, como a opressão sexista, os baixos salários e a invisibilidade do trabalho feminino. A história da entidade é marcada por importantes questões como a legalização do aborto, o combate ao machismo e à homofobia, a defesa de mais direitos para as estudantes grávidas e com filhos e a promoção de mais mulheres aos espaços de direção do movimento estudantil.

A participação na Coalizão pela Reforma Política e Democrática e Eleições Limpas também é outro meio de estimular a participação das mulheres. A alternância de gênero está prevista no projeto de Lei da Reforma Política Democrática e visa à destinação de 50% das vagas de candidatos para elas, estabelecendo também que o partido ou coligação que apresentar candidato ou candidata incluído em movimentos sociais terá acrescido em 3% sua participação no Fundo Democrático de Campanha.

Para conhecer mais sobre o projeto, acesse – http://www.reformapoliticademocratica.org.br/

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EME

A UNE também realiza o Encontro de Mulheres Estudantes (EME) desde 2005. O evento surgiu por iniciativa da diretoria de Mulheres da UNE, com o objetivo de ser um espaço de auto-organização e fortalecimento do debate feminista na entidade, contribuindo no combate ao machismo e todas as formas de opressão sofridas pelas mulheres dentro das universidades e no movimento estudantil.

Em sua última edição, realizada na cidade de Camaçari, na Bahia, o 5º EME da UNE reafirmou a luta contra o machismo na universidade e a necessidade do fim dos trotes sexistas. As mais de 200 estudantes presentes discutiram a importância da construção de processos que afirmem o direito à autonomia econômica das mulheres e à divisão igualitária do trabalho doméstico e de cuidados, somando-se na luta pelas creches públicas e universitárias e reivindicando uma política nítida de assistência estudantil.

Fonte: União Nacional dos Estudantes

Por Tamara Naiz*

O Dia Internacional da Mulher é uma data a ser comemorada e refletida, pois carrega o simbolismo de todas as lutas e vitórias que as mulheres obtiveram ao longo da história. Desde a luta por melhores condições de trabalho e vida, à luta por direitos políticos e civis, direitos sexuais e reprodutivos, as pautas permanecem atuais. Comemorar o dia 8 de março significa compreender a importância dessa trajetória.

Na atualidade as mulheres se esforçam cada vez mais para desempenharem seus múltiplos papeis sociais, encarando muitas vezes jornadas duplas. Entretanto, esse esforço é ainda pouco refletido na ocupação de espaços de empoderamento na sociedade.

Estamos habituadas a ouvir, por exemplo, que alguns espaços não são para as mulheres.O meio cientifico é um exemplo:a ciência foi vista e registrada ao longo do tempo como uma atividade essencialmente masculina, todavia a contribuição das mulheres se deu desde seus primórdios. Hoje muitos historiadores e outros pesquisadores se dedicam a trazer à tona as trajetórias dessas mulheres, de modo que suas contribuições sejam reconhecidas em diversos campos.

Em que pese o fato de que, no Brasil, na ultima década, tivemos significativas mudanças que ampliam as possibilidades de emancipação das mulheres, nosso país ainda ostenta péssimos índices: a cada 12 segundos uma mulher é vitima de violência no país e mais de 50 mil pessoas são estupradas por ano, a maioria absoluta meninas e mulheres.

Ainda hoje, em pleno século XXI, nós mulheres brasileiras lutamos por igualdade de oportunidade profissional e salário, pois mesmo tendo uma média de escolarização superior à masculina, temos menores salários; trabalhamos em média três horas a mais que os homens (segundo a ONU) semanalmente e temos menos chances de promoção (Segundo uma pesquisa da revista Forbes, 96%, das 500 executivas entrevistadas, disse ter sido prejudicada em promoções por serem mulheres). Na pós-graduação essa realidade não é diferente, para se ter uma  ideia, segundo dados da Capes (Mestres2012), uma mulher com a titulação de mestre ganha me media 42% a menos que um homem com a mesma titulação, uma desigualdade maior que no mercado de trabalho em geral (uma diferença media de 19%, segundo o Banco Mundial);.

A representatividade e a igualdade de oportunidades são das questões mais centrais da luta feminista na atualidade. Nós mulheres lutamos há séculos para ter oportunidades de estar em espaços públicos, em espaços de decisão. Não se trata de querer ocupar os espaços masculinos, mas de promover igualdade de oportunidades para o empoderamento.

A participação das mulheres nos espaços de decisão é ainda muito insuficiente.Um exemplo dessa disparidade é a legislatura iniciada pela Câmara Federal em 2015, onde,dos 513 parlamentares empossados apenas 51 são mulheres.Isso representa menos de 10% do número de parlamentares, quando as mulheres são mais de 50% da população brasileira, ou seja, há uma sub-representação, e ela está refletida em diversos setores da sociedade.  Essa é uma questão que devemos encarar com cada vez mais responsabilidade, ter mulheres em espaços de decisórios é representativo e faz muita diferença, mostra que as mulheres são tão capazes quanto os homens. Portanto a defesa de uma REFORMA POLÍTICA COM PARIDADE DE GÊNERO é fundamental para que se aprofunde a democracia em nosso país.As mulheres comprometidas com a justiça social e com a transformação de nosso país devem ter voz e presença em todos os espaços, começando pelos partidos, parlamentos e governos, até os demais setores da sociedade, como universidades, associações, ONGs, empresas públicas e privadas, judiciário, etc.

Como se vê, há muito no que avançar para a conquista de melhores condições de vida das mulheres e do povo, essa é uma luta de todos nós.Há mais de oito décadas, as mulheres brasileiras saíram às ruas pelo direito ao voto, agora retornaremos em milhares, por mais mulheres na politica, pelo fim do poder econômico nas eleições e por mais mecanismos de democracia direta. Essa reforma política deve ser para que homens e mulheres, de diferentes classes possam disputar com as mesmas condições de serem eleitos, assim teremos mais vozes femininas e poderemos transformar mais profundamente a vida das mulheres e do povo brasileiro.

Um registro necessário

                Quero aproveitar para registrar aqui, nesse texto, que é mais uma reflexão particular do que qualquer outra coisa, a minha satisfação de participar desta entidade, a Associação Nacional de Pós-Graduandos.

Estar à frente da ANPG não é uma tarefa simples, ou fácil, é complexa e exige grande dedicação, que deve ser encarada com determinação de quem deve honrar a confiança que lhe é dada. A ANPG, ao longo de sua trajetória, teve postura de defesa incondicional da Educação, da Ciência e da Tecnologia em nosso país.Parto dessa defesa e da compreensão de que essas são áreas fundamentais para um país que quer e que precisa se desenvolver em novos patamares.

Mas registro que não partimos do zero, mas de um caminho trilhado, com determinação, por gestões anteriores.Por isso mesmo, mantenho a convicção de que estamos no rumo, e que não podemos nos cansar ainda, pois há muito a se fazer para pavimentar o caminho da construção do Brasil dos nossos sonhos. Tenho orgulho em saber, que ao longo da trajetória dessa entidade, por diversas ocasiões houve mulheres como dirigentes principais.AANPG teve nove presidentas ao longo de seus 29 anos de história:Thereza Galvão da Silva (1986-1987), Soraya Smaili (1989-1990), Elvira Maria Ferreira Soares (1996-1997), Tatiana Lobato de Lima (2001-2002), Elisa Campos Borges (2005-2006), Maria Luiza Nogueira Rangel (2006-2007), Elisangela Lizardo Oliveira (2010-2012) e Luana Meneguelli Bonone (2012-2014).Isso demonstra não apenas o quão arejada é a entidade, mas também reflete, sem dúvida,um avanço da luta das mulheres, pois a luta feminista é por igualdade, e as mulheres tem se dedicado muito à sua formação e qualificação profissional.Infelizmente isso nem sempre se reflete em igualdade de oportunidade ou de direitos, mas há uma mudança em curso, a luta feminista avança, e ter mais mulheres em espaços de empoderamento reflete esse avanço.

Sabemos que ainda há muito em que se avançar e cada mulher em espaços de poder significa passos andados na direção de uma sociedade mais igualitária. Considero, a mim e a esta gestão, herdeiras da trajetória de luta destas mulheres e dos pós-graduandos.Vamos continuar firmes, reforçando nosso compromisso com a construção de uma nova sociedade, pois acreditamos que todos, mulheres e homens, devem ter direito a igualdade de oportunidades e a viver uma vida sem violência e opressão.

*Tamara Naiz é doutoranda em História pela UFG e presidenta da ANPG

Os artigos publicados não expressam necessariamente a opinião da ANPG e são de total responsabilidade dos autores.

CONVOCATÓRIA: Neste domingo os movimentos feministas levarão para as ruas de São Paulo a luta pela democracia, pela reforma política, pela água e pelo fim da violência

O dia Internacional das Mulheres, que será comemorado neste domingo, 08 de março, é mais do que uma data festiva, é um dia de luta para as mulheres em todo o mundo. Neste ano, além de promover atos em defesa dos direitos das mulheres, a ANPG, entidades dos movimentos sociais e os movimentos feministas vão as ruas com a pauta “AS MULHERES EM DEFESA DA DEMOCRACIA COM REFORMA POLÍTICA, PELA ÁGUA, PELO FIM DA VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES E POR MAIS DIREITOS”.

A presidente da ANPG, Tamara Naiz, destaca que a luta pela reforma política com igualdade de representação de gênero é “fundamental para se aprofundar a democracia em nosso país”, pois segundo ela “hoje há uma sub-representação da mulher nos parlamentos e espaços de decisão e poder”. Tamara destaca, ainda, que “na legislatura iniciada pela Câmara Federal em 2015, onde, dos 513 parlamentares empossados apenas 51 são mulheres, o que representa menos de 10% do total, quando as mulheres são mais de 50% da população brasileira”.

Serviço

O que: Ato “As mulheres em defesa da democracia com reforma política, pela água, pelo fim da violência contra as mulheres e por mais direitos”

Horário: Concentração às 10h

Onde: São Paulo: em frente ao MASP – Av. Paulista

Grupos de trabalho do Seminário de Saúde, organizado pela ANPG durante a 9a Bienal da UNE, criam carta à população, em busca de um Sistema Único de Saúde com mais qualidade

grupos de trabalho

Rio de Janeiro, 4 de fevereiro de 2015

Carta das Juventudes ao Jovem povo Brasileiro

Nos dias 3 e 4 de fevereiro, durante a 9ª Bienal de Arte e Cultura da União Nacional dos Estudantes (UNE), ocorreu o “Seminário Educação, Saúde e Desenvolvimento: A juventude por mudanças na saúde do Brasil para cuidar bem das pessoas”, realizado em uma parceria entre UNE e a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) e idealizado pelo Fórum Nacional de Pós-Graduandos em Saúde (FNPGS) da ANPG e pelas lideranças ligadas a saúde da UNE. O evento contou com cerca de 300 jovens que representam as pluralidades da população brasileira. O seminário foi realizado em duas manhãs, sendo a primeira de um amplo debate com a participação do Ministério da Saúde, do Conselho Nacional de Saúde (CNS) e da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO) e do público presente. Já na segunda manhã foram realizados quatro grupos de trabalho com os seguintes temas: Direito à saúde com ampliação do acesso e atendimento de qualidade; Financiamento adequado do SUS; Valorização do Trabalho e Educação em Saúde, Ciência, Tecnologia e Inovação no SUS; Fortalecimento da participação e controle social na saúde.

O Objetivo deste seminário foi a produção desta carta a ser disseminada a toda juventude do país. Queremos que os ecos das vozes do Brasil presentes no debate cheguem aos Centros Acadêmicos, Diretórios Centrais Estudantis, Executivas de Cursos, Associações de Pós-Graduandos e a toda a sociedade jovem organizada deste país continental que luta por um Sistema Único de Saúde Público, Equânime e Universal. Acima de tudo queremos incentivar que VOCÊ, jovem, participe das etapas da 15ª Conferência Nacional de Saúde que ocorrerão a partir de março nas Plenárias Populares Regionais, seguidas das Conferências Municipais, Estaduais, até culminarem entre os dias 23 e 26 de Novembro na Conferência Nacional.

O tema central do debate ocorrido foi sem dúvida a ampliação da participação popular na construção e na consolidação do Sistema Único de Saúde – SUS público. A presidenta do CNS, Maria do Socorro, evidenciou a vontade de participação da juventude na vida política do país a partir das mobilizações de junho de 2013. O Representante do Ministério da Saúde, Heider Aurélio Pinto, trouxe as mudanças ocorridas no último período em termos de saúde pública como a chegada de médicos a cerca de 50 milhões de brasileiros que estavam desassistidos, graças ao programa “+Médicos para o Brasil +Saúde para você”. Dados contestados pela representante da ABRASCO, Dra. Lígia Bahia, que trouxe em sua fala o grande desmonte do SUS idealizado pelo movimento de Reforma Sanitária dos anos 80 e a clareza de mercantilização da saúde e da privatização do setor no país. O debate girou em torno da necessidade de defender um SUS público gerido pelo estado e que a grande luta neste momento é sem dúvida ser contra as Privatizações que dilaceram o Sistema no país, através de Organizações Sociais (OS e OSCIP), Fundações e Empresas públicas (como a EBSERH).

Já os grupos de trabalho trouxeram as seguintes proposições e bandeiras em relação aos temas.

Direito à saúde com ampliação do acesso e atendimento de qualidade

– Garantir políticas públicas para formação e direcionamento adequado do profissional de saúde, técnico ou graduado, qualificando-os para as necessidades do SUS. Como estratégia para efetivação desta ação se faz necessário implantação de disciplinas específicas voltadas para os novos desafios do SUS, a ampliação das residências em saúde (médicas e multiprofissionais, de preferência integradas) e a capacitação continuada dos profissionais de saúde em todos os níveis.

– Garantia de atendimento qualificado a todas as populações de modo a considerar as vulnerabilidades, levando em conta suas subjetividades e especificidades, tais como: população LGBT, juventude negra, pessoas em situação de rua, gestação não desejada, entre outras. Para esta ação se faz necessária a ampliação das especialidades médicas voltadas para juventude, para a população LGBT, bem como revisão da metodologia de acolhimento, humanização e classificação de risco nas unidades básicas de saúde para estas populações, em especial nas especificidades das pessoas trans e das em situação de rua. Além de mais consultórios de rua e unidades móveis de testes rápidos voltados para estes públicos.

– Promover a integração entre o sistema de saúde e educação, garantindo  o acesso a informação em saúde desde os primeiros anos escolares do indivíduo. Para tal ação propomos a estratégia de implementação de ações (disciplinas ou espaços de debate) que tragam temas relacionados a saúde pública no contraturno das escolas integrais. Garantir dentro dos conselhos de saúde cadeiras para o movimento estudantil local, assim como para representação juvenil. Criar conselhos de saúde infanto-juvenis para que crianças e adolescentes conheçam o funcionamento dos conselhos, a fim de promover o interesse pela causa desde cedo; e aumento no financiamento nas pesquisas voltadas para educação em saúde.

Financiamento adequado do SUS

– Reafirmamos a necessidade dos 10% do Produto interno Bruto Nacional para financiamento adequado da Saúde Pública. Somamos força a grande mobilização em torno do projeto Saúde +10, contudo colocamos o posicionamento de que este dinheiro seja aplicado em saúde pública estatal. Além de termos a clareza da necessidade de uma auditoria popular da dívida pública, para que os ralos de dinheiro da nossa nação sejam esclarecidos.

– A efetivação da Lei complementar nº141/12, pela perspectiva da equidade. Na garantia de recursos para políticas para adolescentes e jovens, bem como a participação dos mesmos nos espaços deliberativos com direito a voto.

– Garantir a participação ativa de jovens, em seus diferentes contextos e realidades sociais, nos espaços de cogestão da saúde. Inclusive nas ações, deliberações, fiscalização e acompanhamento de políticas públicas de saúde em todos os níveis.

Valorização do Trabalho e Educação em Saúde, Ciência, Tecnologia e Inovação no SUS

– Valorização do SUS pela Educação em Saúde em todos os níveis de escolaridade, desde o ensino fundamental, perpassando pela graduação até a pós-graduação em saúde, utilizando práticas interdisciplinares supervisionadas desde os anos iniciais da formação profissional, embasadas em projetos em rede entre universidade/escola – serviços de saúde/SUS, tais como saúde na escola, VER SUS, ligas acadêmicas, entre outros.

– Combate a terceirização e precarização do trabalho, por via da criação de carreira de Estado para profissionais de nível médio e superior, nas instâncias municipal, estadual e federal, admitidos por concurso público e apoio às lutas de categorias em prol da jornada de 30 horas semanais.

– Aprimoramento dos mecanismos de gestão dos SUS, dos processos de trabalho e instrumentos de avaliação do serviço, com a participação de todos os atores sociais: usuários, trabalhadores, gestores, graduandos e pós-graduandos.

Fortalecimento da participação e controle social na saúde

– Realização de uma conferência livre entre UNE e ANPG, mesmo que virtual, para pautar a Conferência Nacional de Saúde

– Fomentar e tencionar espaços de participação social como Fóruns e Conselhos, em diálogo com instituições acadêmicas e científicas como ABRASCO, CEBES, Universidades e executivas de cursos de saúde.

– Fomentar espaços formativos de incentivo à participação popular nas questões de saúde.

Estas foram as propostas que o conjunto de jovens traz para serem colocadas no relatório final da 15ª Conferência Nacional de Saúde, contudo, para que isto se efetive precisamos que você jovem esteja presente e nos ajude a colocar estas pautas nos relatórios das conferências municipais e estaduais. Estamos em ano de mobilização, contamos com VOCÊ e sua mobilização, para cada vez mais efetivarmos um SUS público que cuide cada vez mais e melhor do nosso bem mais precioso, o POVO BRASILEIRO.

União Nacional de Estudantes

Associação Nacional de Pós-Graduandos

brics foto da capes

Teve início nesta segunda-feira, 2, em Brasília, o 2º Encontro dos Ministros de Educação do Brics, bloco de países emergentes que inclui Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Entre os principais temas abordados pelo grupo de especialistas em educação dos cinco países, está a mobilidade acadêmica, com foco na pós-graduação.

Segundo Luiz Cláudio Costa, secretário-executivo do Ministério da Educação, o programa Ciência sem Fronteiras pode servir de exemplo para futuras parcerias entre os países membros do grupo. “Com o CsF, o Brasil atingiu um novo patamar no processo de internacionalização da educação superior. Agora, temos o grande desafio de estreitar os laços entre pesquisadores dos países do Brics, de maneira mais efetiva e menos burocrática”, afirmou.

De acordo com Costa, a reunião consolida a recente e promissora cooperação internacional dos Brics, com vistas a promover melhorias mundiais. “Tratam-se de cinco países com muitas diferenças, mas com muitos desafios em comum. Observando essas diferenças, poderemos resolver nossas desigualdades internas. Especialmente ao associar cenários econômicos com os desafios da educação. A história recente da humanidade mostra que não existe desafio que não seja superado com base na educação. O avanço sustentável só é possível pela via da educação”, ressaltou.

Encontro
O encontro busca o aprofundamento na discussão dos temas prioritários estabelecidos na primeira reunião de ministros da Educação, que aconteceu em novembro de 2013, em Paris.
Para o Embaixador José Alfredo Graça Lima, o evento segue a principal diretriz da 6ª Cúpula de Chefes de Estado do Brics, ocorrida em Fortaleza, em julho de 2014, que é o de atenção especial aos temas sociais. “Propostas como a indiana, da criação de um fórum de jovens cientistas, ou a russa, de criar uma liga universitária dos países Brics, estão perfeitamente alinhadas com as prioridades do governo brasileiro, que coloca a educação como principal eixo”, enfatizou.

Segundo o embaixador, a reunião deve gerar resultados robustos no alinhamento da cooperação internacional. “Raras oportunidades terão tanto impacto em nível mundial, já que estamos tratando da educação de 42% da população mundial. Em eventos como esse, percebemos que o Brics se encontra plenamente consolidado e aumenta os impactos positivos sobre influência internacional”, concluiu.

No fim do dia, os ministros assinaram a Carta de Brasília, com as principais decisões do grupo e recomendações para ações futuras na área.

Avanço qualitativo
A preocupação com o crescimento qualitativo da educação foi um dos principais temas abordados pelo vice-ministro da Educação da China, Yubo Du. “Nosso país deu entrada em uma nova fase de crescimento. Nosso foco não deve ser simplesmente na expansão, mas sim no aumento qualitativo”.

A China tem hoje o maior número de matrículas no ensino superior do mundo. “Estamos interessados em uma formação mais adequada às necessidades socioeconômicas do país. Nosso programa pretende melhorar o currículo e, assim, aumentar a capacidade de inovação e de servir à sociedade, com foco na formação de talentos criativos. O governo chinês tem exigido das universidades atenção especial para inovação e para o planejamento de disciplinas e cursos em temas chaves. Assim temos alcançado resultados notáveis”, contou Yubo Du.

O vice-ministro da Educação da África do Sul, Mduduzi Manana, demonstrou esperança de que o encontro possibilite avanços pragmáticos para cooperação educacional entre os países do bloco. “Estamos bastante satisfeitos com o que está sendo estabelecido aqui. É evidente para nós que os cinco países estão lidando com as mesmas questões, por isso devemos cooperar para resolver esses desafios e nos aproximar de soluções”.

Essa análise é semelhante ao do vice-ministro da Rússia, Alexander Klimov, que também citou o Ciência sem Fronteiras como uma boa plataforma para a mobilidade internacional. “Nossa cooperação pode ser bem sucedida porque compartilhamos problemas comuns. É assim que teremos uma formação mais competitiva internacional”, afirmou.

O vice-ministro indiano, Satyanarayan Mohanty, destacou os temas escolhidos pelo grupo para deliberação. “Parabenizo o Brasil pela criação dessa agenda que abarca educação superior, profissional e indicadores educacionais. Os países do Brics precisam crescer juntos e para isso é importante fortalecer a cooperação internacional em ciência, tecnologia e inovação”.

Grupos de Trabalho
A partir de reunião de grupos de trabalho, realizadas na manhã do dia 2 de março, especialistas e representantes dos governos se debruçaram sobre os principais temas da área de educação.

O grupo que tratou da educação superior, que incluía o presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Jorge Almeida Guimarães, a diretora de Relações Internacionais da Capes, Denise Neddermeyer, o diretor de Políticas e Programas de Graduação da Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação, Dilvo Ilvo Ristoff, e o diretor de Cooperação Internacional do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Paulo Sérgio Beirão, discutiu a criação da rede de universidades do Brics, a formação de uma liga de universidades para desenvolver projetos de pesquisa conjuntos e a intensificação da mobilidade acadêmica de professores, pesquisadores e estudantes do bloco.

O presidente da Capes fez a abertura da mesa revelando ser um encontro muito importante para a educação superior. “Essa é uma ótima oportunidade para discutirmos problemas em comum entre países do bloco e pensarmos em soluções conjuntas, que envolvem a questão da mobilidade e da formação de uma rede de universidades. Temos pouco tempo para discutir muitos assuntos.”

Em seguida, os participantes propuseram uma agenda de encontros para detalhar os termos da cooperação multilateral, identificar as áreas de maior interesse comum e as universidades com trabalho relevante nesses setores. Em princípio, essas áreas seriam qualidade educacional, mudanças climáticas, desenvolvimento sustentável e segurança nutricional, entre outras.

Outros temas abordados foram a educação profissional e tecnológica, em especial como balancear as demandas do mercado de trabalho e a formação nesse nível; e metodologias conjuntas para criação de indicadores educacionais comuns, que contemplem as particularidades do contexto econômico e social dos países do bloco.

Terça-feira
Nesta terça-feira, 3, os ministros da Educação dos países do Brics voltam a se reunir, desta vez com a participação de representantes da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Na ocasião, o subsecretário-geral de educação da Unesco, Qian Tang, apresentará o estudo “Brics – Construir a educação para o futuro”, desenvolvido pela agência sobre a educação nos cinco países do grupo.

Também serão discutidas as possibilidades de cooperação entre a Unesco e o Brics e questões relacionadas à elaboração das metas da Agenda Internacional de Educação pós-2015 e ao Fórum Mundial de Educação, que será realizado na cidade sul-coreana de Incheon, de 19 a 22 de maio próximo.

Estão previstos novos encontros desse grupo para os dias 25 a 29 de abril, em Cuiabá, meados de maio, em São Petersburgo, na Rússia, e em outubro, em Pequim, na China, quando será lançada a Liga de Universidades do Brics.

Fonte: CAPES

Após os atrasos acontecidos durante o mês de fevereiro, a Associação Nacional de Pós-Graduandos voltou a receber relatos de atraso nas bolsas concedidas pela FAPERJ. A entidade representativa dos pós-graduandos entrou em contato com a Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro para buscar mais informações sobre o atraso e pressionar para que o pagamento seja feito o quanto antes.

Segundo nota oficial enviada à ANPG, A FAPERJ afirma que: “O Governo do Estado do Rio de Janeiro, assim como o governo federal e os demais estados da federação, estão realizando adequações orçamentárias neste início de ano. Por conta disso, a liberação das bolsas, por parte da Secretaria de Fazenda, está sendo feita de forma escalonada. A maioria absoluta das bolsas já foi paga. A modalidade em questão é uma exceção à regra – gerida pela Uerj com verba da Faperj – e tem previsão de liberação para os próximos dias, por parte do tesouro estadual. Lembramos que atrasos não são uma realidade na Faperj e temos certeza que, após as devidas adequações, não farão parte da rotina da fundação.

Quanto às bolsas-sanduíche, a entidade afirma que devem ser pagar até o dia 11 de março.
A pós-graduanda Viviane Gomes, da Universidade Estadual do Norte Fluminense, em e-mail para a ANPG, afirma ainda não ter recebido o pagamento referente a fevereiro, o que causa transtorno: “Eu e todos os colegas que não receberam precisam comer, morar e pagar suas contas. Queremos nosso dinheiro!”, afirma. Os bolsistas da UENF, tanto de pós quanto de graduação, farão uma mobilização em frente à Universidade amanhã (05), às 7 da manhã e pretendem fechar a Avenida Alberto Lamego.

Já a aluna de doutorado-sanduíche na Califórnia, Dani Cassol, também não recebe desde o mês passado. Em sua conta no Facebook, a pós-graduanda desabafa: “É muito desacato com as pessoas! Falta de respeito! Como vou pagar o aluguel na segunda?”. Segundo ela, quando entrou em contato com a Faperj, a agência respondeu que não há previsão para pagamento.

A ANPG continua insistindo para que a FAPERJ dê um posicionamento mais claro quanto aos pagamentos e pede para que todos os pós-graduandos com bolsa em atraso enviem seus relatos, acompanhado de nome, universidade, programa e agência de fomento para [email protected].

Da Redação

Campanha foi iniciada para ajudar vítimas das enchentes no estado. Número de bairros atingidos em Rio Branco já soma 53

Nas ultimas semanas diversas cidades do Estado do Acre vem sofrendo com a enchente dos rios, fazendo com que centenas de pessoas fossem obrigadas a deixar seus lares. Esta semana a alagação chegou a capital acreana de forma assustadora.

Na última semana, a capital Rio Branco ultrapassou a maior enchente já registrada, que aconteceu em 1997, quando o Rio Acre chegou 16,67m. Hoje a cidade vive um pesadelo onde após ultrapassar os 18,30m vem acumulando 53 bairros atingidos, 24,713 edificações afetadas, das quatro pontes de acesso tendo três interditadas e 86,937 pessoas atingidas ou seja quase um terço da população vem sofrendo diretamente. Todas as escolas e universidades suspenderam as aulas em virtude do estado de calamidade pública decretada na cidade.

A população que não foi afetada pela alagação diariamente vem saindo de suas residências com uma ação solidaria para contribuir de forma voluntaria nas cozinhas dos abrigos, realizando trabalhos com as crianças e no transporte dos bens dos familiares atingindo.

Estamos vivendo um pesadelo e necessitamos da contribuição de todos e todas as estas milhares de famílias atingidas. Convidamos as nossas entidades dos movimentos sociais a fazerem parte desta campanha em contribuir com a mobilização e divulgação de nosso anseio.

Foi iniciada uma grande campanha SOS ENCHENTES ACRE, para ajudar os desabrigados pela enchente dos rios acreanos, o movimento Acre Solidário recebeu apoio da Diocese de Rio Branco, que cedeu sua conta do Banco Brasil para receber doações em dinheiro. Depósitos de qualquer quantia podem ser enviados para conta corrente 500-2, agencia 0071-X, Banco do Brasil.

Giovanny Kley Silva Trindade
Presidente da N’ativa
Secretário Nacional de Juventude da UNEGRO

Entre os dias 7, 8 e 9 de outubro de 2015 acontecerá o 5º Congresso Internacional sobre Metáfora na Linguagem e no Pensamento (CIMLP), na Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte.

O evento é considerado importante para a comunidade de pesquisadores interessados na investigação da metáfora e seu papel na linguagem e no pensamento. Nas últimas edições, o congresso contou com a participação de mais de 200 pesquisadores de todo o mundo.

Contemplando diversos aspectos pertinentes à Linguística Cognitiva, em especial o tema “Metáfora e Ensino de Línguas”, o evento abrangerá trabalhos dentro dos seguintes temas:
Metáfora/metonímia e ensino;
Metáfora/metonímia e discurso;
Metáfora/metonímia e multimodalidade;
Metáfora/metonímia e cultura.
Também podem ser submetidos trabalhos que trabalhem perspectivas teórico-metodológicas nas pesquisas sobre metáfora/metonímia.

O 5º CIMLP conta com o apoio da Faculdade de Letras/UFMG, do Programa de Pós-Graduação em Estudos Linguísticos (POSLIN/UFMG), e o Centro de Extensão (CENEX-FALE/UFMG).

A chamada para trabalhos está aberta até 15 de março de 2015. Mais informações no site http://www.letras.ufmg.br/congressometafora/

Da Redação

Na quinta-feira (26), a Emenda Constitucional 85 (EC85), que altera dispositivos na Constituição Federal para atualizar o tratamento das atividades de ciência, tecnologia e inovação no Brasil, foi promulgada pelo Congresso Nacional.

O ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo, afirmou, durante a sessão, que a emenda constitucional é resultado do esforço e da determinação da comunidade científica, dos pesquisadores, professores e da Sociedade Brasileira para o progresso da Ciência (SBPC). Para ele, a ciência, tecnologia e inovação “estão associados à construção de um país próspero, a uma sociedade socialmente equilibrada e a uma democracia profunda, verdadeira e digna.”

Além do ministro, participaram da mesa solene o senador e vice-presidente do Senado Federal, Jorge Viana, o 1º vice-presidente da Câmara dos Deputados e vice-presidente do Congresso Nacional, o deputado Waldir Maranhão, o 2º vice-presidente da Câmara dos Deputados, deputado Giacobo; e o deputado Sibá Machado. A mesa solene também contou com a presença do senador Renan Calheiros, a deputada Margarida Salomão, primeira signatária da PEC 290/2013, a presidente da SBPC, Helena Nader, e o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Hernan Chaimovich.

A emenda estabelece que o estímulo à articulação entre os entes do setor – públicos ou privados -, na execução das atividades de pesquisa, capacitação científica e tecnológica e inovação e a promoção da atuação no exterior das instituições públicas seja nova função do Estado, tendo como mudanças o estimulo na busca por soluções tecnológicas para problemas enfrentados pelo setor produtivo.

Rebelo disse que, com a promulgação da emenda constitucional, o Congresso Nacional entrega ao país as atribuições, compromissos e horizontes da ciência, tecnologia e inovação. “Esses são três grandes desafios que traduzem as exigências e os anseios do futuro do nosso País”, afirma.

O senador Renan Calheiros lembrou do empenho do também senador Aloysio Nunes Ferreira em perceber a necessidade de deixar explicitado que a pesquisa básica deverá receber tratamento prioritário do Estado. Para Calheiros, sem a explicitação, o incentivo ficava apenas subentendido, podendo dar chance de ser interpretada equivocadamente ou mesmo sofrer descaso.

Aloysio Nunes Ferreira apresentou uma emenda de redação que devolve ao Art. 216, parágrafo 1º da Constituição, a palavra “básica”, motivado pela SBPC, que desde o início da tramitação da PEC na Câmara dos Deputados defendeu a explicitação da palavra no artigo em referência. Além disso, o senador ressaltou, também, que a emenda constitucional 85 demarcou a competência para proporcionar os meios de acesso à tecnologia, pesquisa e a inovação a todos os entes federativos, União, Estados, Distrito Federal e Municípios, o que torna possível que todos os níveis federativos firmem instrumentos de cooperação entre órgãos públicos e entidades privadas. Também caberá aos entes federativos estimular a formação e o fortalecimento da inovação nas empresas e nos demais entes públicos e privados, por meio da criação e manutenção de parques e polos tecnológicos e de outros ambientes que promovam a inovação e atuação de inventores independentes, ajudando ainda na criação, absorção, na difusão e na transferência tecnológica.

“Essa Emenda Constitucional representa um importante avanço no reconhecimento do papel do Estado brasileiro com a promoção da Ciencia, da Tecnologia e da Inovação”, opina Tamara Naiz, presidenta da ANPG.

Da Redação, com informações do Jornal da Ciência

3conferencia

Foto: Secretaria Nacional da Juventude

Durante a tarde de quinta-feira (26), a Associação Nacional de Pós-Graduandos esteve presente no lançamento da 3ª Conferência Nacional de Juventude. O evento de lançamento ocorreu no Salão oeste do Palácio do Planalto e contou com a presença do Secretário Geral da Presidência da República, Ministro Miguel Rosseto, e da Ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.

A 3ª Conferência terá como tema “As várias formas de mudar o Brasil”. Segundo Marcelo Arias, Diretor de Juventude da ANPG, presente no lançamento, “a Conferência acontece em um momento político tenso no país. Há algum tempo se discutem formas para mudar o Brasil profundamente. A ANPG já alerta para algumas delas, como a reforma política democrática e participativa, a democratização das comunicações, a reforma tributária com desoneração dos trabalhadores e taxação das grandes fortunas. Esperamos que a Conferência sirva para debater esses temas com a Juventude e reforçar essas idéias na sociedade”. A 3ª conferência vai debater o Plano Nacional de Juventude, com diretrizes e metas para os próximos 10 anos.

Além de Arias, a Presidenta da ANPG, Tamara Naiz, também prestigiou a cerimônia: “o tema é muito oportuno e tomara que a conferência mobilize milhares e milhares de jovens, como aconteceu das outras vezes, e que os anseios da juventude, bastante visibilizados em 2013, sejam discutidos e transformados em Política Pública, como aconteceu com o Estatuto da Juventude”, comenta.

A 3ª Conferência ainda não possui regulamentação, mas o Conselho Nacional de Juventude e a Secretaria Nacional de Juventude já solicitaram que a ANPG se responsabilize por uma mostra científica relacionada com as discussões temáticas da Conferência, de forma a qualificar as discussões. Para Arias, esse é um desafio que será recebido com prazer. “O conhecimento deve estar a serviço do desenvolvimento do país e das lutas de seu povo. Não nos furtaremos a esse propósito”, afirma o diretor.

Segundo o secretário nacional de Juventude, Gabriel Medina, a grande novidade da conferência é a participação via internet e outros veículos digitais, ampliando os canais de interação digital da conferência. Durante o evento, Daniel Souza, presidente do Conjuve, explicou que o objetivo é articular várias vozes e escutar os desejos de mudar o Brasil.

Da Redação com informações da Secretaria Nacional de Juventude