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A ciência no Brasil está no limite. Sob o governo Bolsonaro, além de termos chegado aos menores valores de investimento na ciência dos últimos 20 anos, aí da teve 42% do orçamento da pasta congelados.
Dada a urgência de se reverter taus medidas para assegurar 2% do PIB para a ciência e tecnologia.
A S.O.S Ciência é uma campanha de engajamento cujo para dar continuidade à luta contra os cortes na educação e na ciência que levaram milhões de brasileiros às ruas nos dias 15 e 30 de Maio. O objetivo é coletar milhares e milhares de assinaturas na petição eletrônica para pressionar o governo federal a rever os cortes no MEC e MCTIC em 2019 e garantir que o Congresso Nacional aprove mais verbas para a ciência no orçamento de 2020.
A ciência e o Brasil precisam do seu apoio. Assine e compartilhe a Campanha S.O.S Ciência!
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O QUE DEFENDEMOS?
1) REAJUSTE DAS BOLSAS: Além de reverter os cortes de bolsas realizado pela CAPES, defendemos que o Congresso Nacional garanta recursos no orçamento para o reajuste das bolsas de mestrado e pós-graduação, que estão defasadas desde 2013. Os valores de hoje são R$ 1500 para mestrado e R$ 2200 para doutorado. Se apenas a correção inflacionária fosse realizada, esses valores iriam para R$ 2063 e R$ 3026, respectivamente. O pesquisador bolsista é obrigado a manter dedicação exclusiva e não pode ter qualquer vínculo empregatício, mas com o valor pago pelas bolsas é quase impossível viver dignamente. Campanha Nacional pelo Reajuste de Bolsas já!
2) DIREITOS PREVIDENCIÁRIOS: Muito se fala na Reforma da Previdência, mas nenhuma atenção foi dada para os pós-graduandos que, em média, levam 6 anos a mais para ingressar no mercado de trabalho formal por causa das pesquisas. Isso impacta em menor tempo de contribuição e, consequentemente, mais dificuldade para obter os direitos previdenciários. Defendemos que o tempo de estudo seja contado para fins do INSS, como acontece com os jovens que ingressam nas Forças Armadas, por exemplo, ou que seja criada uma alíquota de contribuição diferenciada e simplificada para que os pós-graduandos possam contribuir e ser assistidos pelos mesmos direitos.
3) RECURSOS DO FUNDO SOCIAL DO PRÉ-SAL PARA C&T: Defendemos que a ciência e tecnologia precisam ser alçadas a políticas de Estado, tendo fontes de financiamento asseguradas e minimamente previsíveis. Por isso, lutamos pela aprovação de projetos de lei que preveem a destinação de parte dos recursos do fundo social do pré-sal para a ciência e tecnologia. Tais projetos já tramitam na Câmara e no Senado, por isso, com prioridade política podem ser votados rapidamente.
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Mário Schenberg foi um dos mais importantes físicos brasileiros, mas sua atuação abrangeu também a matemática, a crítica de artes e a política. Nascido no Recife, em 1914, viveu parte da infância no Rio de Janeiro e, de volta à terra natal, ingressou na Faculdade de Engenharia, em 1931.
Dois anos depois vai para São Paulo, onde se forma como engenheiro elétrico pela Escola Politécnica e matemático pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, ambas da USP. Nesse período, Schenberg é muito influenciado pelos professores Gleb Wataghin e Giuseppe Occhialini, debruçando-se em temas fundamentais para as teorias da física, como sobre forças nucleares e partículas fundamentais, sendo um dos pioneiros desses estudos no país.
Em 1939, na Europa, desenvolveu estudos acadêmicos em Roma, Zurique e Paris. Nos Estados Unidos, em 1940, teve passagens pela Universidade de Washington e de Chicago, tendo realizado pesquisas com o físico indiano Subrahmany Chandrasekhar, que mais tarde ganharia o prêmio Nobel de Física, no Observatório Astronômico de Yelkes.
Da produção científica de Mário Schenberg destacam-se o “Processo Urca”, desenvolvido em conjunto com o ucraniano George Gamow, e o “limite Schenberg-Chandrasekhar”, realizado com o físico indiano acima referido, ambos no campo da astrofísica.
Schenberg teve destacada atividade política. Influenciado pela teoria marxista, ligou-se ao Partido Comunista. Na Constituinte de 1946, foi eleito deputado estadual e, ao lado de Caio Prado Jr., teve papel fundamental na aprovação da lei que daria origem à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Teve o mandato cassado quando o Partido foi colocado na ilegalidade.
Foi professor catedrático da USP e entre 1953 e 1961 foi diretor do Departamento de Física da universidade, além de ter sido um dos fundadores da Sociedade Brasileira de Física, tendo presidido a entidade. Com a ditadura militar, em 1964, volta a sofrer perseguições políticas e chega a ser preso. Foi aposentado compulsoriamente pelo AI-5, ficando inclusive proibido de frequentar a universidade, à qual só foi reintegrado 10 anos depois, com o início do período de distensão e abertura do regime.
Sua obra científica foi registrada pela professora Amélia Império Hamburguer no livro Obra Científica de Mario Schönberg, vencedor do prêmio Jabuti de 2010 na categoria Ciências Exatas. Mário Schenberg morreu em São Paulo, em 10 de novembro de 1990.
A ciência está presente no cotidiano das pessoas, mas muitas vezes elas não se dão conta disso e a consideram uma atividade inalcançável e até misteriosa, feita por alguns poucos “gênios” ou predestinados e não por pessoas de carne e osso.
A ANPG considera que um dos grandes desafios para a valorização da ciência no Brasil é torná-la mais visível para o conjunto da população. É importante mostrar que por trás da descoberta da cura para uma doença, do surgimento de um novo remédio ou vacina, está o trabalho árduo e muitas vezes anônimo de pesquisadores que se dedicam ao estudo científico.
Uma recente pesquisa realizada pela Fiocruz com 2 mil jovens mostra que a maioria deles (51%) tem interesse pela ciência, mas muito consideram difícil seguir tal carreira e só buscam ou recebem informações sobre o tema de vez em quando. A prova contundente de que a ciência é um assunto de poucos no país é que 93% dos jovens entrevistados não sabiam dizer de pronto o nome de um cientista brasileiro.
Pensando em contribuir para mudar isso e dar maior visibilidade a grandes nomes da ciência nacional, a ANPG lança a campanha “Grandes Cientistas Brasileiros”. A ideia é trazer semanalmente um curto perfil biográfico de pesquisadores brasileiros e suas principais obras. Acompanhe em nossa página.
Veja alguns nomes:
A Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) chega aos 33 anos nesse mês de julho. A entidade é fruto do Movimento Nacional de Pós-Graduandos e nasceu em meio à efervescência democrática que tomou conta do país e ajudou a derrotar uma ditadura de mais de duas décadas. Oriundos da luta pela liberdade, sabemos bem o valor da democracia e de tudo que ela nos proporcionou alcançar.
Não foram poucas as batalhas e as conquistas nesse período. A expansão da rede de universidades federais e dos programas de mestrado e doutorado, a política afirmativa de cotas na pós-graduação e a licença-maternidade para as mães pós-graduandas são exemplos concretos de vitórias obtidas recentemente. Porém, a realidade atual é de resistência aos efeitos da profunda crise que aflige o país.
Do ponto de vista econômico, a situação é desoladora. Após anos de recessão que produziram um recuo de 7% do PIB em dois anos, os dados para 2019 apontam para estagnação ou nova queda, o desemprego ultrapassa 12% e atinge mais de 13 milhões de pessoas. Ao lado destes, subsistem cerca de 28 milhões de subocupados, vivendo a agonia de se submeter a qualquer tipo de trabalho precário para ganhar o pão.
Mas há ainda um subproduto da crise: a desesperança e o descrédito nas instituições, que embutem verdadeiros riscos de retrocessos civilizatórios para o Brasil. São múltiplas ameaças à ordem jurídico-institucional e a preceitos basilares da democracia e dos direitos fundamentais consagrados na Constituição Federal.
Os cortes brutais que atingiram a Educação e congelaram 42% do já insuficiente orçamento do Ministério de Ciência e Tecnologia são os pontos mais visíveis de um retrocesso muito mais amplo. As milhares de bolsas de mestrado e doutorado ceifadas, economizando tostões enquanto centenas de bilhões são drenados pelo capital financeiro, ameaçam as metas do PNPG e projetam danos que podem perdurar por décadas. A face mais perigosa dessa política de sabotagem à produção do conhecimento está expressa no culto ao obscurantismo, na negação da ciência, na perseguição à liberdade de cátedra e à autonomia universitária.
Em situação tão adversa, como estimular o jovem a sonhar com a ciência como caminho possível? De que maneira vamos convencer quem sabe que seu projeto de pesquisa – e por não dizer de vida? – está por um fio, à mercê do próximo burocrata que não titubeia em exterminar o futuro para atender às pressões do agora?
É que somos resilientes, acreditamos na força da democracia e do povo brasileiro, que há de virar essa página triste de nossa história e construir um novo amanhã. Não temos o direito de deixar os desígnios do atraso inviabilizarem uma nação tão pujante, com recursos naturais abundantes e com um povo uno em sua imensa diversidade, criativo e trabalhador para enfrentar de cabeça erguida as dificuldades do cotidiano.
Acreditamos no potencial do Brasil e temos sonhos e lutas para finalmente realizá-lo!
A primeira delas é a valorização da ciência como elemento fundamental e indispensável para o desenvolvimento da nação e geração de riqueza para nosso povo. Isso significa compreender que os recursos empregados na área não são gastos, mas sim investimentos sem os quais o país estará relegado à segunda divisão da competição mundial pelas fronteiras tecnológicas. Significa dizer que o Brasil deve valorizar as empresas públicas, de economia mista ou de capital nacional em setores estratégicos, muitas delas referências internacionais e que produzem tecnologia de ponta, e não desnacionalizá-las, como na lesiva entrega da Embraer e nas privatizações que atingem a cadeia de petróleo e gás.
Reivindicamos condições dignas de vida para os pesquisadores, por isso, lutamos pela garantia dos recursos para o reajuste das bolsas de estudo de mestrado e doutorado, que estão corroídas pelo acumulado da inflação desde 2013, tendo perdido parte significativa de seu valor real. Não é possível que os estudantes-trabalhadores da ciência, que realizam grande parte da pesquisa científica do país e agregam valor à produção nacional, estejam relegados ao último plano da política governamental. É inadmissível que as autoridades assistam inertes à fuga de cérebros e talentos formados aqui e que, sem perspectivas no mercado de trabalho, migram para ser mão-de-obra qualificada a serviço do desenvolvimento de outras nações.
Reivindicamos igualdade de direitos aos pós-graduandos, porque somos profissionais híbridos, estudantes-trabalhadores da pesquisa, e atualmente temos atraso médio de 6 anos até o ingresso no mercado de trabalho formal, tempo este que não é computado para fins previdenciários. Propomos que o bolsista possa ter os anos de pesquisa contados como tempo de trabalho ou que ele possa aderir a alíquotas diferenciadas e simplificadas de recolhimento, de maneira a contribuir com a Previdência Social e ter os mesmos direitos que todos.
E temos propostas para o financiamento da política de ciência, tecnologia e inovação em nosso país. O pré-sal é fruto direto do trabalho sério e denodado de pesquisadores, é exemplo de como o investimento científico produz resultados incrivelmente superiores aos dispendidos. Reivindicamos a aprovação dos projetos que tramitam no Congresso, fruto de elaboração da ANPG e demais entidades científicas, e preveem a destinação de parte dos recursos do fundo social do pré-sal para a ciência e tecnologia. Isso é possível, necessário e não desconhece a dura realidade fiscal do país.
O Brasil das próximas décadas será construído ou desconstruído a partir das decisões tomadas hoje. O mundo discute robótica, nanotecnologia, inteligência artificial, questões que ditarão os novos padrões de produção e acumulação do capital. Perder esse passo pode condenar o país ao retorno à condição colonial. Isso jamais admitiremos!
Por isso, a melhor homenagem dos atuais pós-graduandos aos 33 anos de nossa entidade é construir no presente a resistência democrática que nos garantirá um futuro de paz, soberania, desenvolvimento e justiça social.
Confira os documentos para meia entrada
Bertha Becker foi uma importante e premiada geógrafa brasileira, pós-doutorada pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT) e professora livre-docente na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Foi titular da Academia Brasileira de Ciências e presidenta da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Geografia (ANPEGE).
Nascida em 1930, no Rio, dedicou-se principalmente aos estudos da Amazônia brasileira e as transformações decorrentes da ocupação da região, tema em que se tornou uma das maiores referências. Colaborou em projetos de pesquisa e na formulação de políticas públicas junto aos ministérios de Integração Nacional, Ciência e Tecnologia e Meio Ambiente.
Escreveu destacadas obras, como “Geopolítica da Amazônia” (1982), “Amazônia” (1990), “Migrações Internas no Brasil – Reflexo da Organização do Espaço Desequilbrada”, dentre outras. Faleceu no ano de 2013.
Começam a ser organizadas em todo o país as Marchas Pela Ciência. Em São Paulo, o evento será no domingo, dia 7.
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FLÁVIA CALÉ,
especial para Direto da Ciência.*
O Brasil foi o último país latino-americano a ter universidade. Os primeiros cursos superiores por aqui datam da vinda da família real, no início do século 19. A primeira universidade, compreendida como instituição pluridisciplinar, é a UFRJ, de 1920. Também retardou a constituição de um plano estruturado para formação de mestres e doutores que pudessem produzir conhecimento científico, além de formar e qualificar as novas gerações – nosso primeiro Plano Nacional de Pós-Graduação é de 1975.
É uma conquista notável que, em relativamente pouco tempo, o país tenha construído uma importante rede pública de universidades federais, muitas delas referências na produção científica, secundada por diversas instituições de ensino superior estaduais, que também têm destacado papel nas realidades locais. Completam o sistema as instituições de fomento que, a partir da Capes, do CNPq e a da rede Fundações de Amparo estaduais, são responsáveis pelo grosso do financiamento à pesquisa e à produção científica no país.
Esse conjunto é um patrimônio de valor inestimável para os brasileiros. Os profissionais ligados a essas instituições estão presentes na descoberta de uma vacina ou fármaco capaz de curar moléstias e salvar vidas; quando se desenvolve uma nova técnica ou se fabrica um defensivo agrícola que aumenta a produtividade do agronegócio; na realização de um novo estudo sobre a formação econômica e social da nação.
Esse edifício do saber, construído durante décadas e a muitas mãos, corre o risco de ruir. Seus alicerces estão sendo minados por uma política irresponsável que, por um lado, corta drasticamente o financiamento e, por outro, asfixia a democracia e a autonomia universitária. Não foi força de expressão quando Bolsonaro disse que sua missão não é construir, mas descontruir.
O que são os R$ 300 milhões retirados da Capes, que se viu forçada a cortar milhares bolsas de estudo, para um país que arrecadou em impostos e contribuições R$ 1,45 trilhão em 2018? Há outros lugares para cortar: dados do TCU apontam que no ano passado foram gastos R$ 279,6 bilhões com juros e encargos da dívida. Vejam: o número depois da vírgula é o dobro do que se pretende “economizar” com o fim das bolsas.
Quando se corta uma bolsa e se interrompe um projeto de pesquisa, ao se perder um jovem talento obrigado a sair do país para continuar sua pesquisa, o dano não é conjuntural – é um prejuízo que impactará o país por décadas. Um verdadeiro crime de lesa-pátria!
A reação dos estudantes e pesquisadores a um governo que elegeu a educação e a ciência como inimigas foi assertiva: as históricas mobilizações realizadas nos dias 15 e 30 de maio. Não sairemos das ruas. Começam a ser organizadas em todo o país as Marchas Pela Ciência. Em São Paulo, o evento será no domingo, dia 7 de julho, no Masp, e contará com uma feira científica pela manhã, sendo concluído com a Caminhada Contra o Obscurantismo, à tarde.
A Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) chega aos 33 anos neste mês de julho. Nascemos no frescor dos ventos que dissiparam a névoa da ditadura, sabemos bem o valor da democracia e de tudo que ela nos proporcionou conquistar. É em sua defesa que marchamos.
FLÁVIA CALÉ é mestranda em História Econômica na Universidade de São Paulo e presidenta da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG).
Milton Santos
Baiano de Brotas de Macaúbas, Milton Santos foi um dos maiores geógrafos brasileiros, reconhecido e premiado internacionalmente por sua obra. Embora graduado em Direito, a geografia humana foi sempre sua grande paixão e disciplina que lhe abriu as portas da academia como professor da Universidade Católica de Salvador e da Universidade Federal da Bahia. Estudioso da ocupação dos grandes centros urbanos nos países do chamado terceiro mundo, sua tese de doutoramento foi intitulada O Centro da Cidade de Salvador.
Em 1964, na esteira do golpe militar, foi preso e exilado, quando passou a lecionar na França nas universidades de Toulouse, Bordeaux e Paris-Sorbonne. Também teve passagens, como docente ou pesquisador convidado, por renomadas instituições de ensino de EUA e Canadá, como MIT (Massachusetts Institute of Technology ) e Universidade de Toronto, dentre outras.
Voltou ao Brasil em 1977 e passou a dar aulas na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) até 1983, quando ingressa como professor titular de geografia humana na Universidade de São Paulo, onde lecionaria até se aposentar, em 1997, como professor emérito.
Escreveu obras de grande repercussão, como O Espaço Dividido, na qual aborda os circuitos econômicos de centros urbanos dos países subdesenvolvidos; Urbanização Desigual, na qual analisa os agrupamentos urbanos nos países do terceiro mundo; ou Por uma outra Globalização (do pensamento único à consciência universal), no qual, como pesquisador engajado, Milton Santos faz a crítica da globalização sob domínio capitalista e as formas de exclusão daí decorrentes.
Em 1994, ganhou o Prêmio Internacional de Geografia Vautrin Lud., considerado a maior honraria da área. Como reconhecimento de sua vasta produção, recebeu o título de Doutor Honoris Causa de doze universidades brasileiras e sete estrangeiras. Faleceu em 2001, aos 75 anos.
Obras de Milton Santos: http://miltonsantos.com.br/site/livros/
SAVE THE DATE!
Em São Paulo teremos três atividades na Avenida Paulista, no dia 07/07:
1) Feira de Ciências do Dia Nacional da Ciência (10h/17h)(inscreva seu projeto de divulgação científica)
2) Varal de Banners de Congresso (14h/17h) (inscreva o trabalho que você apresentou em algum congresso)
3) Caminhada contra o obscurantismo (16h) (traga seus cartazes contra os cortes na Ciência, Tecnologia e Educação)
Em breve colocaremos horários e locais das Marchas por todo o país!
PARTICIPE!
No próximo dia 07 de julho, domingo, os cientistas, pesquisadores, professores e estudantes irão para a Av. Paulista mostrar para a população o trabalho realizado pelos pesquisadores do nosso Estado.
1. Feira de Ciências
07/07 – 10h às 17h – Av. Paulista, altura do número 393
Você tem um experimento? Um projeto de divulgação científica? Pode explicar a sua pesquisa para o grande público? Desenrola e traz seu trabalho e o seu grupo de pesquisa para a Av. Paulista! Teremos barracas para quem se inscrever pelo link
https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdgMmT8nnob2pLv4oW4Fan58Nm15eZ_O23V7rDle6vYAdxorg/viewform
2. Varal de Banners
07/07 – 14h às 17h – Av. Paulista, altura do número 393
Você tem um banner de Congresso aí jogado? Seu grupo coloca os banners em exposição? Vem falar sobre a sua pesquisa para o público da Av. Paulista! Inscreva seu banner aí no link
https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdRf3C-qlPEz6GlOVwNX9v5UYT9se-ykn_OvcPhtBhnC1ZxvA/viewform
3. Marcha pela Ciência
07/07 – CONCENTRAÇÃO às 16h na frente do MASP
A produção de conhecimento e a formação de profissionais qualificados é fundamental para sairmos da crise. Ainda assim, o governo federal congelou o repasse para as universidades, bolsas de pós graduação e projetos de pesquisa. Depois das grandiosas manifestações contra os cortes, em um acordo na Comissão de Orçamento, a oposição no Congresso Nacional conseguiu garantir R$ 1,3 bi para o Ministério da Educação, sendo 330 milhões destinados especificamente para bolsas de pesquisa. Mas, continuamos com 42% dos recursos do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações contingenciados, assim como a maior parte do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.
No Estado de São Paulo, a queda na arrecadação reduziu o recurso disponível para a FAPESP, para as Universidades Estaduais e Institutos de Pesquisa.
O governo estadual, ao invés de ampliar o investimento em pesquisa, enviou e conseguiu aprovar na Assembleia Legislativa o Projeto de Lei de concessão do Jardim Botânico – área fundamental para a pesquisa desenvolvida pelo Instituto de Botânica. Além disso, pretende unificar os institutos de Pesca e o da Aquicultura e transferir o Hospital Vital Brasil, referência internacional no atendimento a pacientes picados por animais peçonhentos, do Instituto Butantã para o Hospital Emílio Ribas.
Defender as instituições de pesquisa é defender o desenvolvimento do Estado de São Paulo.
https://www.facebook.com/events/402781770274332/
ORGANIZAÇÃO
Cientistas Engajados
Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC
Academia de Ciências do Estado de São Paulo – ACIESP
Associação Nacional de Pós Graduandos – ANPG
Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo – APQC
Instituto Questão de Ciência – IQc
Associação dos Docentes da Universidade de São Paulo – ADUSP
Associação dos Docentes da Unicamp – ADunicamp
Associação dos Docentes da UNESP – ADUNESP


