
Ocorreu hoje de manhã, 19/10 em uma cafeteria de Recife o lançamento do Manifesto Democrático em Defesa da Universidade, com a presença de reitores, professores, pesquisadores, do governador Paulo Câmara (PSB), da deputada federal e futura vice-governadora Luciana Santos (PCdoB), do senador Humberto Costa (PT) e de representantes UNE e ANPG.
Acadêmicos pernambucanos assinaram o manifesto, como a economista Tânia Bacelar, o ex-ministro da Ciência e Tecnologia Sérgio Rezende, o ex-reitor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Amaro Lins, o reitor da Universidade de Pernambuco (UPE) Pedro Henrique Falcão, e o Pró-Reitor Comunitário da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) Padre Lúcio Flavio Cirne.
Leia o manifesto aqui: MANIMESTO
Matéria sobre o evento no site do Jornal do Commercio:
https://jconline.ne10.uol.com.br/canal/politica/eleicoes-2018/noticia/2018/10/18/vamos-ajudar-o-haddad-a-vencer-diz-paulo-camara-358832.php

A ANPG participou de uma aula pública em defesa da democracia organizada por estudantes e professores da Universidade do Vale dos Sinos (Unisinos).
Estiveram presentes importantes lideranças da região, como Fernanda Melchionna, Luciana Genro e Ana Affonso, além da convidada especial Sônia Guajajara e Melchionna, Ana Affonso, Giovanni Culau e Natasha, Cléber.
A vice-presidente da ANPG na região sul, Marianna Rodrigues, fez uma fala em torno da questão “qual é o papel da Universidade na defesa da democracia?”.
Através da história da Universidade brasileira, Marianna contou sobre o surgimento da ANPG e a importância da entidade na defesa dos investimentos em ciência e tecnologia para o país.
Neste contexto de ataque às liberdades democráticas e avanço de programas que interrompem o investimento público em pesquisa, a ANPG convoca a todas e todos para se manterem em luta pela democracia brasileira!

A Associação Nacional de Pós-graduandos, entidade representativa de todos os pós-graduandos no Brasil, fundada em 1986, vem a público expressar sua preocupação e seu posicionamento em relação à conjuntura eleitoral desenhada no segundo turno das eleições presidenciais neste ano de 2018.
Partimos do entendimento que está colocado em jogo o futuro do país e da democracia brasileira, entre dois projetos: o primeiro representado pela candidatura de Fernando Haddad e a deputada estadual pelo RS, Manuela D’Ávila, enquanto o segundo é representado pelo deputado Jair Bolsonaro e o General Mourão. Diante dessa conjuntura, a ANPG toma para si mais uma vez a responsabilidade histórica de tomar posição sobre os rumos do nosso país. Afinal, o resultado do segundo turno não é indiferente à vida de nenhum de nós.
O descrédito com a política fomentado pela campanha midiática diária que afasta a população do interesse pela participação política alimentou candidaturas que manifestam na aparência a negação e a criminalização da política institucional. A maior expressão desse cenário é a ascensão da extrema-direita, apologista de idéias fascistas e reacionárias e defensora da ditadura civil-militar que acometeu nosso país no século passado.
O projeto representado pela candidatura de Jair Bolsonaro, assentado no ódio e no obscurantismo, tem impulsionado uma onda de intolerância, colocando brasileiros uns contra os outros e ameaçado a nossa jovem democracia. Democracia esta, cara às entidades estudantis que foram as primeiras vítimas da ditadura de 64 justamente por sempre estarem na linha de frente da defesa do povo brasileiro. Estudantes foram brutalmente perseguidos, torturados e assassinados pelo regime ditatorial. Por isso, nossa obrigação histórica é colocar-mo-nos contra qualquer projeto e candidatos que defendam a tortura, o autoritarismo, expressem discursos fascistas e ameacem a nossa democracia.
Não obstante, Jair Bolsonaro tem sido representante do atraso e da continuidade da equivocada política econômica do ilegítimo Michel Temer que ataca os direitos do povo brasileiro e a soberania do país. O candidato além de defender cortes em direitos sociais, trabalhistas e previdenciários, defende a Emenda Constitucional 95 que congela investimentos públicos em setores estratégicos para retomada do desenvolvimento nacional, como Educação e Ciência e Tecnologia. Além disso, já proferiu ataques ao Estado brasileiro e contra os investimentos públicos em áreas sociais e estratégicas: ataques ao caráter público do ensino superior; a pretensão em acabar com o Ministério da Ciência e Tecnologia; privatizar as empresas estatais brasileiras – bases para nosso desenvolvimento econômico e cientifico; e, entregar as nossas riquezas ao capital estrangeiro. Riquezas essas que deveriam estar a serviço do povo brasileiro, como o pré-sal. Jair Bolsonaro representa um projeto privatista e entreguista em escala sem precedente na história do país.
Por outro lado, a candidatura do professor e pesquisador Fernando Haddad vem se comprometendo com a defesa dos direitos, da democracia brasileira, com a luta contra o autoritarismo e apresenta um roll histórico de realizações no setor educacional e cientifico brasileiro. Os avanços nos investimentos públicos de educação do último período têm assinatura e digital de Fernando Haddad enquanto Ministro de Estado da Educação. Haddad possibilitou o aumento e expansão dos indicadores científicos e do número de matrículas nas universidades públicas, em especial na pós-graduação stricto sensu, que é responsável por quase 90% da ciência produzida no país além do cumprimento das metas iniciais do Plano Nacional de Pós-Graduação (2010/2024) em titulações de mestres e doutores no Brasil. A partir dessas políticas públicas foi possível desenhar um cenário onde temos um parque de pós-graduação com mais de 300 mil estudantes de mestrado e doutorado (sendo 84% matriculados em instituições públicas de ensino), mais de 12 mil residentes em diversas áreas como saúde, medicina e tecnologia, além de mais de 3 milhões de especializações em todo o país.
Ademais, Fernando Haddad assina compromisso com as pautas defendidas pela Associação Nacional de Pós-Graduandos, incluindo a defesa da universidade brasileira e da educação pública, do sistema nacional de pós-graduação e Ciência e Tecnologia, defesa de saúde pública e de qualidade e defesa da soberania brasileira e de suas riquezas. Esse compromisso abre espaço para realizações de anseios do movimento nacional de pós-graduandos. Um Brasil capaz de crescer com igualdade econômica, social e política, tendo a educação e ciência como alicerces para um projeto nacional. Um país com pleno emprego, e emprego qualificado em todas as áreas do conhecimento, com garantia de saúde, educação, transporte e moradia digna para a maioria da população.
Por esses motivos expostos, acreditamos que quem representa melhor os interesses da democracia, da defesa dos direitos dos estudantes de pós-graduação no Brasil e da sociedade brasileira e da defesa da soberania nacional, é a candidatura de Fernando Haddad. Acreditamos no povo brasileiro e sua potencialidade. Com investimentos públicos em setores estratégicos conseguirá construir um projeto nacional de desenvolvimento para atender suas necessidades. Sabemos que a educação e a ciência e tecnologia têm enorme capacidade e potencial para a geração de riquezas e de transformação social e que esse conhecimento deve contribuir para reduzir as desigualdades socioeconômicas de nosso país.
Indubitavelmente, a candidatura de Fernando Haddad representa a melhor possibilidade de avançarmos em pautas históricas de luta da ANPG como a assistência estudantil, o reajuste das bolsas de pós-graduação e a previdência social para os pós-graduandos e pós-graduandas, para garantir melhores condições para o desenvolvimento da ciência em nosso país.
Assim, convocamos a todos os estudantes de pós-graduação a somarem esforços às diversas mobilizações de estudantes nas universidades, comunidades e bairros que vem acontecendo no país de forma a garantir a discussões sobre o rumo do país, a defesa da democracia e nossos direitos e um projeto que vise o desenvolvimento de nossas potencialidades.
Diretoria Executiva ANPG, 17 de outubro de 2018
Na semana passada, ex-reitores de universidades federais brasileiras, incluindo UFPE, UFSCar e UFRGS, divulgaram uma carta pública em apoio a Fernando Haddad. O documento relembra que o candidato à Presidência da República, quando ministro da Educação, manteve diálogo aberto com a classe, respeitando a autonomia das universidades e instituindo novos centros de ensino superior aumentando o número de campos em todo o país. Veja a nota aqui: EX REITORES APOIAM HADDAD
A Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior) também se posicionou em favor a democracia. Leia aqui
A Universidade Federal de Pernambuco também soltou uma nota ontem se posicionando para o segundo turno dessas eleições. Leia aqui. E a Universidade de Pernambuco também (leia aqui).
Já a Universidade do Amapá já se posicionou desde de 28 de setembro a favor da democracia. Leia aqui
A ANPG atualizará essa matéria conforme mais notas forem publicadas. Última atualização 16/10/2018 12:05

De acordo com a publicação no Portal do Paraná, o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) proibiu a realização de uma reunião entre alunos da Universidade Federal do Paraná (UFPR) para discutir a violência nas eleições.
A reunião estava sendo organizada pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) e abordaria, também, a agressão sofrida por um jovem, na semana passada, na Reitoria da universidade. O rapaz teria sido agredido por apoiadores do candidato Jair Bolsonaro (PSL) porque usava um boné do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
A reunião aconteceria na quarta-feira (11), com o nome Reunião Aberta: #EleNão. Mais de 200 pessoas haviam confirmado presença.
Leia a notícia completa aqui
A ANPG reforça a importância e necessidade da Universidade estar aberta para o livre debate de ideias.
A entidade se coloca mais uma vez em defesa da democracia e de uma Universidade Pública, laica e gratuita baseada na liberdade de expressão do corpo docente das Universidades assim como de seus alunos.

Hoje, 12 de outubro de 2018, as diretorias executivas das entidades estudantis ANPG, UNE e UBES se reuniram em São Paulo para decidir o posicionamento para o segundo turno. Após o intenso debate, as entidades firmaram o apoio ao candidato Fernando Haddad para o segundo turno das eleições presidenciáveis no Brasil pelo entendimento de ser uma candidatura comprometida com a defesa da democracia, educação, da ciência, dos direitos sociais e da soberania nacional.
“Essa reunião reflete a necessidade histórica que está diante desta geração. A geração que tem a tarefa de derrotar o fascismo em nosso país. Fascismo que está ganhando força não só no Brasil como no resto do mundo. Esta é a batalha entre o campo progressista democrático contra as ideias obscurantistas e autoritárias de intolerância e ódio na sociedade brasileira. Sociedade que sempre foi reconhecida como diversificada em sua cultura. E é esta essência do povo brasileiro que está ameaça nestas eleições. Temos uma tarefa, principalmente os pós graduandos de enfrentar um discurso muito comum na ciência, Que é a neutralidade. Esse tipo de discurso favorece o fascismo. Não tomar lado é se omitir da principal batalha neste segundo.turno. O que está em é a nossa possibilidade de futuro”, disse a presidenta da ANPG.

Marianna Dias, presidenta da UNE, também afirmou: “Nós somos a esperança de construir um país melhor. A nossa geração precisa assumir a sua voz e se organizar contra o que existe de mais cruel atualmente na política brasileira”.
Já o presidente da UBES, Pedro Gorki, relembrou o papel fundamental das entidades estudantis. “Que a luta dos estudantes que morreram na ditadura não seja em vão. Não podemos cair no caminho do retrocesso, precisamos dos estudantes unidos neste momento”.
Também participaram da reunião Adilson Araujo, presidente da Central de Trabalhadoras e Trabalhadores do Brasil, Olívia Carolino, do Projeto Brasil Popular e Ronald Sorriso, secretário nacional da Juventude do PT.
ANPG, UNE e UBEs entregam carta para Manuela D´àvilla
No final da reunião, os presidentes das entidades e estudantes reunidos receberam a candidata a vice-presidente Manuela D´àvilla na sede das entidades para a entrega da Carta aprovada durante a reunião. Veja o discurso da candidata neste link: https://www.facebook.com/anpgbrasil/videos/341912393034774/
Baixa a carta aqui: carta estudantes 11.10 une ubes anpg segundo turno
Diretoria executiva da ANPG se reúne na manhã para debater exclusivamente
a pós-graduação
Na manhã do dia 12 de outubro a diretoria executiva da ANPG, mais alguns diretores, estiveram reunidos na sede das entidades para a segunda Reunião Executiva da Gestão 2018-2020. Estiveram presentes a presidenta da ANPG, Flávia Calé, a vice-presidenta, Manuelle Matias, e mais 7 representantes.
O tema central foi posicionamento da entidade no segundo turno e informes gerais sobre o movimento dos pós-graduandos. Em um segundo momento foram dados os informes relacionados as movimentações que estão sendo feitas dentro das Universidades sobre o assunto como, por exemplo, criações de assembleias e cronograma de ações. “O principal intuito é concentrar esforços para essa campanha do segundo turno. Por um lado temos um projeto que tem a democracia em sua raiz e no outro, um projeto que representa a barbárie e insufla a violência em vários locais do país. Os estudantes precisam se colocar no lugar e rejeitar o discurso da neutralidade. O conhecimento que a gente constrói dentro da Universidade é imbuído de valores e o nosso projeto também deve ser. A democracia está acima de tudo e vamos lutar por ela.”, disse Manuelle Matias.
O resultado das eleições nesse primeiro turno tem provocado sentimentos diversos na sociedade e mesmo entre segmentos da esquerda brasileira. A expressiva votação obtida por Jair Bolsonaro (PSL) no primeiro turno, que quase o levou à vitória neste domingo (07/10), projeta um cenário complexo para a segunda etapa dessa batalha.
Por outro lado, a perspectiva de uma disputa em segundo turno deixou um ar de frustração entre os apoiadores do candidato. É preciso partir do entendimento de que não existe jogo jogado e a partida só termina quando o juiz apita. Há um profundo debate a ser travado junto à sociedade brasileira até o dia 28 no sentido da defesa da democracia, dos direitos do povo e da soberania do país.
Assim, vale refletir sobre alguns rumos dos debates e construção política importantes para esse segundo turno. Podemos apresentá-los em três linhas:
PT x fascismo: Postura recorrente e previsível por parte do Partido dos Trabalhadores que acredita ser o único porta-voz da esquerda brasileira. Se ocorrer, seria um equívoco decisivo. O antipetismo fortaleceria ainda mais a campanha pró-Bolsonaro e jogaria indecisos e eleitores de outros candidatos do primeiro turno para o lado de lá. Se isso ocorrer, podemos dar a faixa presidencial para o capitão da reserva agora.
Defesa da democracia: A polarização com Bolsonaro torna a defesa de um Brasil democrático em grande trunfo nesse segundo turno. Essa deve ser a bandeira em torno da qual possam se unir todos os setores possíveis. Devemos buscar canalizar em torno da candidatura de Haddad e Manuela toda a oposição ao #elenão expressado nas manifestações dos últimos dias ao mesmo tempo que todos os setores interessados em um país democrático. Trabalhar, assim, na construção de um amplo bloco social e político que supere os debates mesquinhos e sectários sobre alianças. Assim, na foto devem estar de Guilherme Boulos à família Marinho, passando por Requião, FHC, Alckmin, Ciro e Marina juntamente com setores da economia nacional. Além de dividir segmentos do bloco que apoia Bolsonaro.
Programa: A defesa da democracia deve ser o lastro em torno do qual unifiquem-se amplos setores da sociedade brasileira. Para isso, é preciso materializar esse amplo espectro político e social em um programa democrático para o país. A simples defesa da democracia não ganha o povo. É preciso apresentar alternativas para o país que visem a profunda democratização da sociedade. Assim, democracia precisa significar comida na mesa do povo, direitos laborais para os trabalhadores, combate ao machismo, racismo e homofobia, além de medidas de estímulo ao desenvolvimento e à soberania nacional.
Do ponto de vista eleitoral, cabe refletir sobre outras 3 direções:
Eleitores de Ciro, Marina, Boulos e Alckmin: há entre aqueles que votaram nesses candidatos posições que refutaram tanto Bolsonaro quanto o PT. Por isso, não cair na polarização PT x fascismo, assim como o programa é estratégico. Esse eleitorado se dividirá nesse segundo turno. É preciso disputá-lo.
Abstenções: se colocados em ordem, as abstenções ficariam em terceiro lugar nesse pleito. Em geral, são pessoas que estão desmotivadas e descrentes no sistema político brasileiro. Ainda que expressem uma tendência das últimas eleições convencê-los a votar e, mais que isso, fazê-lo para fortalecer a candidatura democrática é uma tarefa central.
Tirar votos da candidatura fascista: esses eleitores agem como se estivessem imbuídos de uma verdade absoluta. Acreditam que aquilo que defendem são fatos e contra fatos não há argumentos. São a maior parcela daqueles que se informam através de redes sociais. Esses são espaços para a difusão de informações descontextualizadas, parciais e difusas e são assumidas como verdade por parte desses eleitores. Nesse cenário, muitas pessoas de formação humanista e progressista tem caído no canto da sereia. É fundamental ter uma estratégia para esse público.
Por fim, deve-se compreender que esses eixos e linhas se desenvolvem simultaneamente. Tudo ao mesmo tempo o tempo todo. Como disse Mao Tse Tung, é preciso usar as duas mãos para tocar o piano. E vale agregar: não se pode esquecer dos pedais. Entretanto, não evoluem de maneira linear nem harmônica, assim como não respondem a simples atos de vontade ou desejo.
Sem confundir com posturas conciliatórias ou frouxas o caminho não é o da confrontação. Isso apenas fortalece o lado de lá. É momento para fazer amigos e não inimigos. A principal tarefa desse segundo turno é ganhar corações e mentes para a defesa da democracia, que pressupõe a democratização da sociedade brasileira em uma grande convergência democrática, assim como foi a campanha das Diretas.
*Mateus Fioretini é professor de história formado pela PUC-SP e mestrando junto ao Prolam da USP e Diretor de Relações Internacionais da ANPG
*As opiniões aqui reproduzidas são de responsabilidade de seus autores e não representam, necessariamente, a opinião da entidade.

O apreço pela democracia nunca foi tão forte entre os brasileiros, segundo pesquisa Datafolha e publicada pela Folha de São Paulo, para 69% dos eleitores, o regime democrático é a melhor forma de governo para o país. E a constituição brasileira, publicada em 5 de outubro de 1988, é o principal símbolo deste processo de redemocratização.
“O aniversário da Constituição Federal do Brasil rememora um período de grande luta pelo exercício da democracia. Muitos cidadãos brasileiros já nasceram sob a égide desta Constituição, mas para muitos outros a presente data é motivo de grande celebração do fim de um período de grande opressão que marcou o Brasil anterior à Carta Magna”, explica Welington Oliveira de Souza dos Anjos Costa, Diretor de Direitos da ANPG.
Costa ainda reforça: “Exemplo em garantia de direitos fundamentais, a Constituição Federal está fundamentada na cidadania e na dignidade da pessoa humana, valores muito caros a todos nós e que buscamos diariamente. A Constituição Federal garante diversos direitos que não podem ser banalizados em quaisquer contextos. Ao contrário, devem ser efetivados em todas as leis, especialmente quando falamos em educação para a conquista de uma sociedade cada vez melhor e plural”.
Um longo caminho para a publicação da Constituição
Na época da publicação da Constituição o Brasil vivia uma reabertura política. O país acabara de sair da Ditadura Militar (1964-1984) e a sociedade brasileira buscava criar uma nova Constituição para assegurar a liberdade de pensamento e mecanismos para evitar mecanismos de abuso de poder do Estado.
É importante lembrar que a Constituição anterior havia sido promulgada em 1967 é considerada a mais autoritária das constituições brasileiras por reunir medidas como a eleição indireta para presidente da República, a suspensão de direitos políticos de qualquer cidadão, a censura da imprensa e o poder absoluto para o presidente fechar o Congresso Nacional.
Além dos parlamentares da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, cidadãos e entidades representativas (associações, sindicatos e movimentos sociais) puderam discutir os princípios gerais que deveriam nortear a constituição. Foi a primeira vez que emendas populares (alterações nas leis) foram permitidas em uma constituinte brasileira e que se realizaram audiências e consultas públicas no Congresso. Os artigos que compõem o texto foram sugeridos, escritos e revisados durante 20 meses. Foram mais de 80 mil emendas propostas ao todo.
A Constituição de 1988 foi definida pelo Ulysses Guimarães como “Constituição cidadã” porque amplia os direitos e garantias individuais em várias áreas. Além disso, contou com a participação efetiva da população.
ANPG é filha da abertura democrática
Darcy Ribeiro uma vez nos falou que “O mais importante é inventar o Brasil que nós queremos”. E com e por causa desse sonho, há 32 anos, aos doze dias de julho de 1986, a sociedade brasileira testemunhava a fundação da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG).
Uma invenção do movimento de pós-graduandos que resistia bravamente as repressões, coerções e cerceamento de direitos da ditadura civil-militar, lutando pela democracia e por mais direitos para a categoria e também teve suas contribuições para a Constituição de 1988.
Mas no dia de comemorar 30 anos da Constituição a ANPG alerta para o ataque da democracia que estávamos vivendo. “A Constituição está sob ataque. Ela que tem como caraterística fundamental o bem estar social e assegurar ao cidadão serviços públicos de qualidade e direitos trabalhistas está sendo subjugada. Vivemos um Estado de exceção onde as instituições brasileiras estão diante de uma crise institucional profunda como, por exemplo, o judiciário e a Polícia Federal sobrepondo os outros poderes da república e instaurando um clima de perseguição política e de descumprimento da carta funcional de 88”, explica a presidenta da entidade Flávia Calé.
A presidenta da ANPG ainda reforça. “Precisamos defender a Carta de 1988 e fazer uma retomada do pacto democrático feito há 30 anos”. E ela ainda complementa: “Neste momento em que a constituição está sob ataque ainda temos, dentro do processo eleitoral, candidaturas como, por exemplo a de Jair Bolsonaro e do General Mourão que defendem que deve ser feito uma outra constituição e que ela não necessariamente deve emanar do povo e sim de uma elite escolhida por eles”.
Domingo, 7 de outubro, é a hora de todos nós selarmos novamente o pacto com a democracia através do voto. Viva a Constituição de 1988! Viva a democracia!
No dia 4 de setembro a ANPG lançou sua Plataforma Eleitoral (Veja aqui) com propostas para Educação, Ciência e Tecnologia. Na oportunidade a entidade pediu para os candidatos que apoiassem nossas propostas preencherem um formulário. Confira os candidatos que estão comprometidos com a nossa causa:
Presidente
Fernando Haddad
PT 13
@fernandohaddadoficial
Ciro Gomes
PDT 12
@cirogomes
Guilherme Boulos
PSOL 50
@guilhermeboulos.oficial
Todos os candidatos a presidente foram contactados pela ANPG, mas apenas os nomes citados acima responderam positivamente. Ainda estamos aguardando respostas de Marina e Geraldo Alckmin.
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Governo Estadual
Flávio Dino
PC do B 65
Maranhão
@flaviodino65
Luiz Costa
PC do B 65150
Santa Catarina
@luvizao
Marianna Rodrigues Vitório
PCB 21021
Rio Grande do Sul
@marianna_rodrigues
Fatima Bezerra
PT 13
Rio Grande do Norte
@fatimabezerra
Rui Costa
PT 13
Bahia
@ruicostaoficial
Paulo Camara
PSB 40
Pernambuco
@paulocamara40
___________________________________________________________________________________________________
Senador
Professora Maria Lucia
PC do B 654
Mato Grosso
@marialuciasenadora
Vanessa Grazziotin
PC do B 656
Amazonas
@vanessagrazziotin
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Deputado Federal
Acre
Perpétua
PC do B 6513
Acre -Rio Branco
@perpetua_acre
Amapá
Professora Marcivania
PC do B 6565
@professora marcivania
Amazonas
Yann Evanovick
PC do B 6565
@yannevanovick
Bahia
Alice Portugal
PC do B 6522
@aliceportugal
Valmir Assunção
PT 1310
@depvalmir
Ceará
Silvinha Cavalleire
PC do B 6555
Ceará- Fortaleza
@silvinhacavalleire
Inácio Arruda
PC do B 6510
Ceará- Fortaleza
@inacio_6510
Distrito Federal
Ana Prestes
PC do B 6565
@anaprestesdf
Maranhão
Rubens Júnior
PC do B 6565
@rubenspereirajr65
Marcio Jerry
PC do B 6513
@marciojerry
Minas Gerais
Rogério Correia
PT 1313
Minas Gerais – Belo Horizonte
@rogeriocorreia_
Wadson Ribeiro
PC do B 6565
Minas Gerais-Belo Horizonte
@wadsonribeiromg
Paraná
Isabela Gobbo
PC do B 6515
Paraná -Ponta Grossa
@isabelagobbo_
Pernambuco
Renildo Calheiros
PC do B 6513
Pernambuco- Olinda
@renildocalheiros
Piauí
Isadora Cortez
PC do B 6565
Piauí- Teresina
@isa_mcortez
Rio de Janeiro
Tatiana Roque
PSOL 5010
Rio de Janeiro – Rio de Janeiro
@tatianaroque5010/
Wadih Damous
PT 1322
@wadihdamous_oficial
Daniel Iliescu
PC do B 6555
@dani.iliescu
Jandira Feghali
PC do B 6565
@j.feghali
Celso Pansera
PT 1301
@celsopansera
Rio Grande do Norte
Natália Bonavides
PT 1311
@nataliabonavides
Rio Grande do Sul
Fernanda Melchionna
PSOL 5050
@fernandapsol
Giovani Culau
PC do B 6565
@giovaniculau
Santa Catarina
Angela Albino
PC do B 6565
@angelaalbino
São Paulo
Ferraz Junior
Novo 3016
@ferrazjuniorNOVO
Orlando Silva
PC do B 6565
@orlandosilvaoficial
Sergipe
Lucimara Passos
PC do B 6555
@lucimara6555
Professora Ângela Melo
PT 1390
@professoraangelamelo
___________________________________________________________________________________________________
Deputado Estadual
Ceará
Germana
PC do B 65656
Ceará – Fortaleza
@germanaujs
Maranhão
Eri Castro
PT 13065
Maranhão -São Luís
@ericastro
Minas Gerais
Mara Telles
PC do B 65888
Minas Gerais -Belo Horizonte
@maratellesreal
Luanna Ramalho
PC do B 65123
Minas Gerais
@LuannaRamalho65
Pernambuco
Verinha verônica Magalhães
PC do B 65517
Pernambuco – Recife
Verônica Magalhães
PC do B 65517
Pernambuco –Recife
@Verônica Magalhães
Flor Ribeiro
PC do B 65180
Pernambuco –Recife
@florribeirope
Piauí
Floro Mauel
PC do B 65222
Piauí-Teresina
@floromauel
Rio de Janeiro
Dani Balbi
PC do B 65800
Rio de Janeiro – Rio de Janeiro
@danieli.balbi
Robson Leite
PT 13013
Rio de Janeiro – Rio de Janeiro
@robson_leite
Gilberto Palmares
PT 13455
Rio de Janeiro – Rio de Janeiro
@gilbertopalmares
Rio Grande do Norte
Isolda Dantas
PT 13123
Rio Grande do Norte –Mossoró
@isoldadantaspt
Camila Barbosa
PSOL 50180
Rio Grande do Norte –Natal
@camilapsol
Santa Catarina
Lu’isa do Prado
PC do B Número 65099
Santa Catarina – Blumenau
Instagram: @luisadopradodep
São Paulo
Samuel Gomes de Jesus
PC do B 65658
São Paulo – Embu das Artes
@professorSamuel65658
Carina Vitral
PC do B 65180
São Paulo –Santos
@carinavitral
Gustavo Petta
PC do B 65123
São Paulo –Campinas
@gustavopetta
Sergipe
Taíres Santos
PC do B 13500
Sergipe – Itabaianinha
@taires13500
___________________________________________________________________________________________________
Deputado Distrital
Tamara Naiz
PC do B 65000
Distrito Federal
@Tamaranaiz
Guilherme da Hora Pereira
PC do B 65065
Distrito Federal
@guilhermedahora65

Milhares de mulheres saíram às ruas para bradar #EleNão neste sábado, 29 de setembro, em cidades de todas as regiões do Brasil. Unidas, produziram a maior manifestação popular já vista no Brasil.
O número total de pessoas que participaram das manifestações é incerto – a Polícia Militar não divulgou estimativas de público nas principais cidades, como costumava fazer durante as manifestações pró e contra o impeachment de Dilma Rousseff.
Segundo o G1, 114 cidades em 10 estados tiveram manifestações contrárias a Bolsonaro. Também houve atos em diferentes cidades do mundo, como Nova York, Lisboa, Paris, Berlim e Londres. As maiores manifestações aconteceram em São Paulo e no Rio de Janeiro. Por imagens aéreas dos atos, cálculos que consideram a área ocupada pelos manifestantes produzem estimativas do número de presentes em uma análise conservadora e não científica: chega-se a cerca de 100 mil pessoas no Largo da Batata, em São Paulo, e 25 mil na Cinelândia, no Rio, no momento de pico.
“Foi um dia de muita emoção que renovou nossas esperanças no futuro. Foram mais de 200 cidades no Brasil e no mundo. A mais bela demonstração da força social que emerge vigorosa e consistente, a força feminina e feminista. Prevaleceu não o revanchismo, mas os melhores sentimentos humanitários e democráticos. O #EleNão virou um movimento político, que extrapolou qualquer sentimento corporativo que o reduza à temática de gênero. Trata-se da expressão de uma maioria social por tanto tempo invisibilizada, que tomou para si a responsabilidade de contribuir para a construção de um projeto de Brasil”, explicou a presidenta da ANPG, Flávia Calé.