Author

Jornalista ANPG

Browsing

A Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciência (ABCMC), fundada em 15 de julho de 1999, surgiu para unir ideias, compartilhar experiências, projetos e possibilitar um grande intercâmbio entre os Centros e Museus de Ciência de todo o Brasil. Faz parte da sua missão promover diálogo com as autoridades públicas, nas suas diversas instâncias, no sentido de contribuir para o fortalecimento de programas de divulgação científica e de articulação de uma Política Nacional de Popularização da Ciência. O diálogo com esse Ministério, que coordena as políticas públicas federais para a popularização da ciência, se deu de forma proveitosa desde a fundação da nossa entidade.
Depois de um longo período de ampliação do campo da popularização da ciência, e dos centros e museus de ciências em particular, acompanhamos com pesar o atual momento de grande perplexidade e receio quanto ao futuro desse campo. Esse desenvolvimento foi especialmente verificado a partir dos anos 1980, conforme pode ser observado nas edições de 2005, 2009 e 2015 do Guia de Centros e Museus de Ciência do Brasil, coordenado pela ABCMC, que registram respectivamente 110, 190 e 268 instituições dessa natureza no país. Apesar do grande desenvolvimento citado acima, trata-se de uma política historicamente muito recente, com importantes questões a serem equacionadas. Por exemplo, podemos observar no Guia 2015 que muitas capitais não dispõem sequer de um museu de ciência de porte, que possa atender à população local e funcionar como centro propulsor da popularização da ciência nesses Estados.
Lamentamos, ainda, o desmonte gradual de museus históricos, como a Estação Ciência e o Museu de Ciência e Tecnologia da Bahia (MCT/BA), entre outros que passam por dificuldades até para permanecerem funcionando.
O museu Estação Ciência (USP) iniciou um processo de dispersão de profissionais altamente qualificados para outras unidades da universidade, depois veio o fechamento provisório e finalmente foi anunciado o fechamento definitivo dessa referência do nosso campo.
Exemplo de decadência, decorrente da falta de consciência em relação à importância da popularização da ciência para a formação cidadã de jovens e adultos, é o caso do Museu de Ciência e Tecnologia da Bahia. O MCT/BA, que tem um papel histórico de pioneirismo entre os museus interativos brasileiros, há muitos anos vem sendo sucateado, assim como sua unidade móvel, o “Ciência Móvel”. Trata-se de um patrimônio do Estado da Bahia que foi ao longo dos anos posto à deriva. O seu prédio, especialmente projetado para servir de sede para o museu, portanto, portador de valor histórico, foi transformado em área administrativa e a população privada do seu importante acervo.
Outros museus vivem em permanente expectativa quanto à própria sobrevivência, por dificuldades financeiras, políticas e administrativas, inclusive alguns ameaçados de extinção. Nos últimos tempos nos chegaram relatos preocupantes desse tipo de problemas sobre alguns espaços de Vitória (ES), como o Planetário de Vitória (1995), a Praça da Ciência (1999), a Escola da Ciência – Física (2000) e a Escola da Ciência – Biologia e História (2001); sobre a Fundação Zoobotânica do Rio Grande Do Sul (FZB), que presta relevantes serviços à sociedade por meio de seus três órgãos, o Museu de Ciências Naturais, o Jardim Botânico e o Parque Zoológico; sobre o Museu Ciência e Vida, implantado no Município Duque de Caxias (RJ), que passa pelas mesmas dificuldades do Estado do Rio de Janeiro. Algumas instituições afirmam que montaram grupos de trabalho para tratar dessas questões, mas as dificuldades vêm se perpetuando ao longo do tempo.
É inadmissível a situação dessas instituições, que fizeram história na área da popularização da ciência, sobre as quais não sabemos qual será o final e consideramos imperiosa uma ação desse Ministério, órgão máximo das políticas públicas para a área, através de iniciativas no seu próprio âmbito e de articulações com outras instâncias governamentais que possam reverter esse difícil momento.
Uma questão que certamente viria atender a algumas necessidades imediatas de muitos museus seria a liberação dos restos a pagar da Chamada MCTI/CNPq/SECIS nº 85/2013 – Apoio à criação e ao desenvolvimento de Centros e Museus de Ciência e Tecnologia com recursos do FNDCT. Pelo que sabemos dos R$ 20 milhões previstos no edital, mais da metade desse valor ainda não foi liberado.
Por outro lado, a comunidade dos centros e museus de ciência reclama por informações desse Ministério a respeito de novos editais para a área, neste ano de 2017. Os editais se mostraram um importante mecanismo de alocação de meios, dado o seu caráter democrático e sua exigência de projetos qualificados. Como grande parte dos centros e museus de ciência desenvolve outras atividades de popularização da ciência, essa comunidade demanda também apoios e editais específicos para Olimpíadas Científicas, Feiras e Mostras Científicas, projetos Ciência Móvel, Planetários Móveis e eventos em geral da área, como a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia e o Biênio da Matemática, que a ABCMC também participa da Coordenação Nacional e que engloba a Olimpíada Internacional de Matemática, em 2017, e o Congresso Internacional de Matemáticos, em 2018.
O atual documento da ENCTI (Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação- 2016/2019) ao definir a temática “Ciências e Tecnologias Sociais” como um de seus temas estratégicos, confere especial atenção à importância da educação científica da população brasileira como forma de garantir a soberania do país no século XXI nos âmbitos nacional e internacional. Essa temática tem sido continuamente contemplada em documentos estratégicos na área de Ciência e Tecnologia, frutos das Conferências Nacionais de Ciência e Tecnologia que aconteceram, em 2001, 2005 e 2010. Nesta última, na IV Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, foi aprovada a agenda “Pop Ciência 2022”, à qual sugerimos especial atenção. O tema da Educação Científica da população brasileira também foi foco da ENCTI 2012-2015. A atual ENCTI, ao definir como um de seus objetivos “Desenvolver e difundir conhecimento e soluções criativas para a inclusão produtiva e social, a melhoria da qualidade de vida e o exercício da cidadania”, estabelece a meta “Promover a melhoria da educação científica, a popularização da C&T e a apropriação social do conhecimento” como uma das estratégias associadas ao referido objetivo.
O cenário exposto evidencia o papel estratégico da Divulgação e Popularização da Ciência e Tecnologia e a necessidade do reconhecimento da socialização da cultura científica enquanto determinante para a formação cidadã e para o crescimento da produção científica e tecnológica do país e, consequentemente, de dar sequência à implantação de políticas estruturantes para o setor, assim como ao oferecimento de meios mais robustos, regulares e sistemáticos que garantam a continuidade do desenvolvimento do campo da popularização da ciência, através de editais e outras formas de fomento.
Agradecemos a atenção e nos colocamos à disposição para discutir as questões elencadas acima e outras que sejam colocadas em pauta e contribuir para o enfrentamento dos desafios, que ainda são muitos, para a melhoria da educação científica e da popularização da cultura científica em nosso país.
Atenciosamente,
José Ribamar Ferreira
Diretor Presidente
Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciência (ABCMC)

17202869_1081807395258522_4275248747914731233_n
 
A ANPG participou, entre os dias 9 e 12 de março da reunião do Secretariado Geral da Organização Continental Latino-Americana e Caribenha de Estudantes (OCLAE), na cidade de Buenos Aires, Argentina.  O encontro reuniu entidades nacionais e federações estudantis de toda a América Latina e Caribe para debater e construir uma plataforma comum das reivindicações estudantis no continente.
O último dia do encontro, 11 de março, aconteceu na Faculdade de Econômicas da Universidade de Buenos Aires e nele foram discutidos os informes sobre o Festival Mundial da Juventude e dos estudantes FMJE; Jornada continental de luta; Encontro Continental de estudantes secundários; Sedes da próxima reunião do secretariado geral da oclae e do próximo Congresso Latino Americano e Caribenho de estudantes – CLAE e a aprovação das resoluções de Educação e conjuntura e demais documentos da reunião.
No final do debate foi aprovado que a próxima sede do CLAE será em Córdoba, Argentina, por conta do Marco na Reforma de Córdoba. O evento acontecerá em junho de 2018.
Também foi aprovado o manifesto contra a PISA. “Um importante ponto foi o repúdio contra a avaliação PISA, que será feito em todos os países. Isso coloca a politica de ranking como prioridade, mas deveria termos uma politicas de renovação e restauração da educação pública em toda a América Latina”, explicou Camila Lanes, presidenta da Ubes.
Além disso foi aprovado que o secretariado geral da Oclae será em Havana, entre os  dias 12 a 16 de Fevereiro de 2018; foi feita uma convocação para que os estudantes latinos participem do 19 FMJE (Rússia) e para a jornada continental de lutas estudantis.
Em outubro também acontecerá na Colômbia o Encontro Continental de estudantes secundários. “Receberemos na Colômbia o II Encontro latino-americano e caribenho de estudantes secundaristas com muita alegria. Vamos construir uma agenda conjunta de lutas que permita seguir mobilizando os estudantes pela garantia de uma educação de direito, publica. Também discutiremos a perspectivas das ocupações, a necessidade de fortalecimento das relações entre as nossas organizações, assim como a aposta de uma construção de um manifesto limiar dos estudantes secundaristas como aporte a atualização do manifesto de Córdoba em seu marco centenário”, contou Deisy Aparicio, Asociación Nacional de Estudiantes de Secundaria- ANDES.
Jairo Marques, diretor das relações internacionais da UBES, também comentou sobre o Encontro Continental de Estudantes secundaristas. “Frente as grandes mobilizações dos estudantes secundaristas no continente as organizações secundaristas da OCLAE convocam o II Encontro latino americano e caribenho de estudante secundarista que é um espaço muito importante para a articulação e formulação sobre a escola que queremos a, existe hoje um ambiente de muita luta as ocupações no brasil a luta dos estudantes colombianos pela implementação dos acordos de paz , a luta dos estudantes chilenos para a aprovação de uma reforma educacional e a bravura dos estudantes cubanos na luta contra o bloqueio. Neste sentido iremos realizar em outubro na Colômbia este grande encontro dos bravos estudante secundaristas organizados na OCLAE”.
A ANPG esteve representando os estudantes de pós-graduação de toda a América Latina e Caribe no secretariado geral da OCLAE. “Nós da ANPG valorizamos e lutamos pela integração educacional e científica e tecnologia em nosso continente, também pela cooperação solidária entre nossos povos. A OCLAE tem se revelado cada vez mais um importante espaço para a discussão dessa temática e acredito que temos boas contribuições para tal debate e para a organização dos pós-graduados em nossa região”, disse Tamara Naiz, presidenta da ANPG, que esteve em Buenos Aires.
RESOLUÇÕES E DOCUMENTOS APROVADOS
Baixe aqui:
Manifiesto contra PISA suscribir

Jornada Continental de Lucha por la democracia y contra el neoliberalismo 2017
Llamamiento a la juventud del mundo a participar en el 19 Festival Mundial de la Juventud y los Estudiantes
Convocatoria a la Caravana Che
Solidaridad Puertoo Rico
Día Internacional de la Mujer OCLAE
 

oclae_capa
A Organização Continental Latino-Americana e Caribenha de Estudantes (OCLAE) está celebrando seus 50 anos. E para comemorar lança sua revista em qual conta seus anos de luta.
Você pode baixar neste link; Revista de la OCLAE ESPECIAL 50 AÑOS
SOBRE A OCLAE
A OCLAE foi fundada em 1966, reúne 38 federações estudantis de 24 países do continente, inclui organizações do movimento estudantil secundarista, universitário e de de pós-graduação, tem assento no conselho consultivo da ONU. Participa, ainda, do Instituto Internacional da Unesco para Educação Superior da América Latina e Caribe (Iesalc) e compõe a comissão de segmento da rede de enlaces da Unesco.
Entre os seus principais objetivos de trabalho estão:  lutar pela erradicação do analfabetismo, a acessibilidade da educação, bem estar do estudante e igualdade na cobertura à educação; a defesa da autonomia universitária, liberdade e pluralidade da academia e da educação pública e gratuita; promover e desenvolver a solidariedade efetiva dos alunos na sua luta contra o fascismo, o imperialismo, o colonialismo, neocolonialismo, a fome, a injustiça social e toda conduta ou afirmação que fere a dignidade humana e para a unidade e integração latino-americana.
A OCLAE vem se consolidando como importante espaço de discussão para definir os rumos da educação no continente. Seus fóruns discutem questões como a regulamentação do ensino privado, o fortalecimento da educação pública, a mobilidade acadêmica e a integração latino-americana, condição para um desenvolvimento soberano do Brasil, e um tema caro para a ANPG.

5º SALÃO NACIONAL DE DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA

“Impacto da ciência na sociedade”

lineINÍCIO | NOTÍCIAS | INSCRIÇÃO | PROGRAMAÇÃO | EDITAL

Salão Nacional de Divulgação Científica

Os Salões Nacionais se consolidaram como uma das principais atividades da ANPG e expressam um espaço diversificado de atividades com o intuito de promover a divulgação científica, a cultura nacional e a popularização do conhecimento. O evento é aberto e gratuito, e busca integrar estudantes, professores, pesquisadores, pessoas responsáveis por políticas públicas e a comunidade em geral.

O 1º Salão Nacional de Divulgação Científica debateu a “Popularização da Ciência no Brasil”, e aconteceu durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, entre 21 a 23 de outubro de 2009, na PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo). A iniciativa para a realização do evento partiu das entidades estudantis: ANPG, União Nacional dos Estudantes (UNE) e União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), junto com a Comissão Executiva Nacional do Programa de Educação Tutorial (CENAPET). Em 2010, fizemos o 2º Salão Nacional de Divulgação Científica, durante a 62ª Reunião da SBPC, no qual discutimos a “Integração Científica e Tecnológica da América Latina”, na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Nestes encontros, a ANPG alavanca debates específicos – como os direitos dos pós-graduandos – assim como discute temas mais gerais, como a educação em todos os níveis de ensino, e as ciências – humanas, exatas e biológicas – e a tecnologia no Brasil.

A ANPG defende e valoriza a educação científica e busca articular a produção de conhecimento à realidade social brasileira.

O 5º Salão nacional de Divulgação Científica da ANPG acontecerá entre 16 e 22 de julho de 2017, em Belo Horizonte.

Ainda não entendeu o que é o Salão Nacional? Saiba mais AQUI

fora-tener-capa
O dia 15 de março será o Dia Nacional de Luta contra a Reforma da Previdência. Este será um dia de mobilização dos trabalhadores e estudantes, da rede pública e do setor privado, juntamente com todas as demais categorias, contra os ataques aos direitos previdenciários e trabalhistas.
A ANPG tem o dia 15 em seu calendário de Lutas (veja mais aqui). A entidade reforça a contrariedade da proposta de reforma da previdência aprovada no Congresso Nacional que coloca em prática o fim da aposentadoria integral. Isto porque só quem contribuir por 49 anos de idade terá direito a ela.
As novas regras da previdência afetam diretamente os pós-graduandos e pesquisadores, que retardam sua entrada no sistema providenciaria, para qualificar altamente a formação. Com as novas normas uma pessoa que decida fazer pós-graduação só poderá se aposentar com rendimento integral por volta dos 75 anos de idade – uma injustiça para quem dedicou um tempo precioso da sua vida para a pesquisa brasileira.
Leia mais sobre o assunto neste artigo: https://www.anpg.org.br/e-a-previdencia-dos-pos-graduandos-como-e-e-como-ficaria-com-a-proposta-de-temer/
 

marchapelaciencia

EVENTO | NOTÍCIAS | CALENDÁRIOINFORMAÇÕES

 
Line-Divider

Em protesto contra algumas das decisões do governo de Trump, nasceu o movimento March for Science que levará os pesquisadores estadunidenses a Washington  em 22. Em apoio a Marcha original cientistas e pesquisadores de vários países farão marchas a partir do dia 22/04. 

ANPG

A ANPG convocou uma jornada de lutas com o objetivo de mobilizar a ciência e os pós-graduandos em defesa do reajuste de bolsas, da previdência para os mesmos, da implementação de ações afirmativas na pós-graduação e pela defesa do orçamento público da ciência e tecnologia. A Marcha pela Ciência, também convocada pela entidade, faz parte do calendário da Jornada de Lutas 2017. Veja mais aqui

A MARCHA

A marcha no Brasil está sendo organizada pela ANPG, SBPC e intelectuais renomados. E deve mobilizar as principais entidades científicas e organizações do Estado. Inscreva-se aqui para saber de mais informações.

Clique aqui para ver o calendário de atos pelo Brasil

fc4542f2-6a1c-4f3c-b0ac-c3ed7f155572
Tamara Naiz, presidenta da ANPG

A ANPG participa, entre os dias 9 e 12 de março da reunião do Secretariado Geral da Organização Continental Latino-Americana e Caribenha de Estudantes (OCLAE), na cidade de Buenos Aires, Argentina.
O segundo dia de sessão da reunião do secretariado geral da OCLAE, 10 de março, ocorreu na Faculdade de Direito da Universidade de Buenos Aires e foi centrado em debates sobre a educação. Neste bloco foi discutido o panorama da educação no contexto da América Latina e Caribe, além de um manifesto contra PISA e a caravana educacional da OCLAE, na qual foi definido seus eixos centrais, formato e algumas datas.
Para Tamara Naiz, presidenta da ANPG, o debate educacional acontece num momento fundamental para se pensar nos desafios educacionais neste momento pré-CRES 2018. “Devemos aproveitar esse momento para pensar o papel da universidade na sociedade, assim como refletir sobre qual tipo de contribuição a Universidade deve dar para a formulação de projetos para o desenvolvimento da sociedade e das pessoas, além de combater o processo de mercantilização da educação superior que cresce fortemente em nosso continente e no mundo”.
Em sua intervenção Tamara destacou ainda que a universidade é por excelência um espaço de produção do conhecimento, de vanguarda, é uma instituição construída a partir do compromisso de alavancar o desenvolvimento humano e social por meio da formação de pessoas, do caráter científico e da promoção de ações voltadas para a sociedade, expressando assim seu compromisso social e conectando-se com a vida das pessoas. “A Unesco já classificou, em 2009, a educação superior como patrimônio público, com o dever de responder às necessidades sociais por meio da pesquisa comprometida e do ensino de qualidade, acredito que é dessa forma a universidade contribui para o desenvolvimento do país. Para tal torna-se importante a participação de estudantes, professores e pesquisadores na definição das prioridades sociais no campo da educação, da ciência e da tecnologia. Dessa forma a Universidade contribuirá para a promoção da transformação social, do desenvolvimento sustentável e da inserção soberana e competente do país no cenário internacional”, disse.
SAIBA MAIS SOBRE O PISA:
O Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) foi criado em 2000 pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e tem como objetivo realizar uma comparação entre o desempenho de alunos na educação básica em 65 países. Acontece a cada três anos e abrange três áreas do conhecimento: leitura, matemática e ciências. As entidades estudantis secundaristas da América Latina e Caribe, como a UBES, tem duras criticas ao exame, pois o veem apenas como um ranking, sem o compromisso dos governos em melhorar a educação básica e provocar uma educação mais emancipadora e transformar a vida das pessoas.
“La campaña internacional contra la lógica de la estandarizacion en la educacion pública, mediante el manifiesto contra la prueba PISA, busca generar el debate y combate a este tipo de pruebas que buscan la homogenidad en los sistemas educativos, eliminando la diversidad de modelos y contenidos en la educacion. Como evaluacion estas pruebas tienen efectos punitivos para el magisterio y para el estudiantado ya que condiciona presupuestos a la educacion publica.
Demandamos la cancelacion de los contratos con la OCDE por parte de nuestros gobiernos quien administra la aplicacion de PISA y que para 2018 ha sedido a la trasnacional pearson la aplicacion de esta”, Veronica Teneria, RED SEPA e UNAM, México.
DEBATE SOBRE EDUCAÇÃO SUPERIOR
421a8291-26b6-498d-821c-6286b39ac43b
Ainda no segundo dia de atividades, aconteceu o painel “ENLACES y Conferencia Regional de Educación (CRES) – Camino al Centenário de la Reforma de Córdoba”. Estiveram presentes o conselho interuniversitário da argentina e da coordenação da CRES 2018 com Hugo Juri Reitor da Universidade Nacional de Córdoba (UNC) e Guillermo Tamarit Reitor da  Universidad Nacional del Noroeste de la Provincia de Buenos Aires (UNNOBA) e Presidente do Comitê Interuniversitário Nacional da Argentina (CIN)
CRES 2018
O Instituto Internacional para a Educação na América Latina e Caribe, ligado a Unesco, escolhei Córdoba como a sede da Conferência Regional da Educação Superior 2018. Todo o sistema de educação apoiou, pois reconhece e homenageia a Reforma Universitária de 1918, em seu centenário.
A CRES acontecerá em Córdoba dentro de dois anos e é uma reunião preparatóriqa para a Conferência Mundial da Educação Superior que acontecerá em Paris em 2019. Na ocasião, cada continente levará suas propostas para a educação do ensino superior. Todas as conferencias, tanto regionais como a mundial, são organizadas pela Unesco.
A organização do CRES 2018 estará a cargo, conjuntamente, a Iesalc e UNC, com respaldo da CIN e da Secretária de Políticas Universitárias das Nações.
A ANPG participará da construção da participação estudantil para a CRES 2018. Em setembro de 2016 a entidade participou do I Foro Averto de Ciências da América Latina e Caribe em Montevideo, organizado pela Unesco e AUGM, onde propôs a inclusão de um eixo sobre CTI na CRES 2018, com a justificativa de que as universidade não são mais apenas formadoras de recursos humanos, mas instituições fundamentais para o desenvolvimento cientifico na região. Em janeiro, durante o II seminário sobre a internacionalização da ciência brasileira (veja aqui), a entidade realizou a mesa “A CRI na Conferencia Regional de Educação Superior (CRES 2018)”, com a presença do presidente da Comissão organizadora da CRES, professor Francisco Tamarit, da universidade de Córdoba.
A entidade também conseguiu aprovar na CRES a inclusão do eixo “La investigación científica y tecnológica y,  la innovación como motor del desarrollo humano, social y económico de América Latina y el Caribe”. Uma vitória que precisa ser comemorada!

Ao Presidente da Nação Argentina, Mauricio MACRI; Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação Produtiva, Lino BARANAO; Presidente do CONICET, Alejandro CECCATO;
No mês de outubro de 2016 foi aprovado o Orçamento Geral da Administração Nacional para o Exercício Fiscal 2017, que promulgou um importante corte para a área da Ciência Tecnologia. O presidente Macri, na propaganda eleitoral da aliança Cambiemos, prometeu um aumento de 0,65% até 1,5% do PIB (Produto Bruto Interno) para financiar o sistema científico-tecnológico. Porém, no seu primeiro ano de governo, reduziu o orçamento destinado ao setor, o que teve impacto imediato na atividade científica das Universidades Federais e nos centros de pesquisa do país.
No que refere especificamente ao CONICET, o ajuste se traduz na diminuição de 50% no número de vagas na Carreira de Pesquisador Científico, em relação ao número esperado. Enquanto no ano 2015 foram aprovados 943 candidatos, no ano 2016 o número caiu para 455. Essa redução no número de cargos será repetida no edital do ano 2017, já que o Diretório do CONICET, na sua primeira sessão do ano, acordou só 450 vagas.
Estas decisões foram aprovadas por um Diretório cuja composição é irregular, uma vez que um dos seus membros (Doutor Vicente Macagno) teria que ser liberado das suas funções e substituído pelo Doutor Roberto Salvarezza, que junto ao reeleito Doutor Miguel Laborde, tem há nove meses adiados sues nomeamentos, o que representa um prazo de tempo significativamente maior do que o razoável.
Como foi denunciado desde o ano passado, este corte tem conseqüências direitas nas chances de desenvolvimento científico soberano de nosso país. Os novos institutos terão dificuldades para funcionar pelas restrições de pessoal (pesquisadores, técnicos e administrativos) e pela falta de um Plano de Infraestrutura. Um grande número de equipes de pesquisa não poderá manter e/ou somar pesquisadores novos e centenas de jovens pesquisadores serão compelidos a continuar suas carreiras no exterior, inaugurando desse modo uma nova fuga de cérebros na Argentina.
Nós, pesquisadores e universitários, demandamos uma política de Estado de promoção e desenvolvimento da ciência e da educação, em todos os níveis. Também manifestamos nossa profunda preocupação e nosso repúdio ao governo nacional cuja estratégia central é o ajuste econômico, junto ao ataque aos trabalhadores no geral e ao sistema público de ciência e tecnologia em particular.
Por isso, nós, os trabalhadores abaixo assinado, pedimos:
– Ampliação do orçamento para ciência, tecnologia e as universidades, federalização dos recursos humanos, infraestrutura e desenvolvimento de políticas de vinculação ao setor público;
-Incorporação ao CONICET dos 489 pesquisadores avaliados favoravelmente no edital do ano 2016;
– Aumento do número de vagas para Carreira de Pesquisador Científico previstas no edital do ano 2017;
– Regularização da composição do Diretório do CONICET.
Este é o único caminho para garantir a continuidade do desenvolvimento científico e soberano na Argentina.
Agrupación Construcción de Graduadxs (FCNyM-UNLP)
Ateneo Científicos Tucumanos
Científicos y Universitarios Autoconvocados Bariloche
Científicos y Universitarios Autoconvocados Buenos Aires
Científicos y Universitarios Autoconvocados Córdoba – La 12 de Noviembre
Ciencia y Universidad Ni un Paso Atrás – Mendoza
Científicos y Universitarios Autoconvocados Paraná
Científicos y Universitarios Autoconvocados Rosario
Científicos y Universitarios Autoconvocados Santa Fe
Científicos y Universitarios Autoconvocados Salta
Científicos y Universitarios Autoconvocados La Rioja
Científicos y Universitarios Autoconvocados Patagonia Norte
Frente Universitario Norpatagónico
Trabajadores Autoconvocados CENPAT – Puerto Madryn
Assine aqui

987316f5-2cfc-4cfe-ab7f-3923f53e7fc7
Omar A. Gómez Orduz, Associação Colombiana de Estudantes Universitários, Norma Morales de Cortiñas, representante de las Madres de la Plaza de Mayo e a presidenta da ANPG, Tamara Naiz

A ANPG participa, entre os dias 9 e 12 de de março da reunião do Secretariado Geral da Organização Continental Latino-Americana e Caribenha de Estudantes (OCLAE), na cidade de Buenos Aires, Argentina.  O encontro reúne entidades nacionais e federações estudantis de toda a América Latina e Caribe para debater e construir uma plataforma comum das reivindicações estudantis no continente. Na ocasião também será comemorado o aniversario de 99 anos da fundação da Federação Universitária da Argentina (FUA) e da Reforma de Córdoba.
A ANPG está representando os estudantes de pós-graduação de toda a América Latina e Caribe no secretariado geral da OCLAE. “Nós da ANPG valorizamos e lutamos pela integração educacional e científica e tecnologia em nosso continente, também pela cooperação solidária entre nossos povos. A OCLAE tem se revelado cada vez mais um importante espaço para a discussão dessa temática e acredito que temos boas contribuições para tal debate e para a organização dos pós-graduados em nossa região”, disse Tamara Naiz, presidenta da ANPG, que está em Buenos Aires.
Tamara ainda completa: “É muito importante trazer a experiência do movimento estudantil com a pós-graduação para a América Latina. A ANPG está ajudando a organizar entidades por vários países e temos muita história para contar”.
Primeiro dia
A programação do dia 09 foi muito intensa. Entre as ações foi feito um balanço das atividades da OCLAE e das organizações membro no último período, um debate sobre a conjuntura na América Latina e Caribe, um intercâmbio com representantes das Mães da Praça de Maio e um debate com professores da Universidade de Buenos Aires sobre os Impactos e desafios da política de Trump para a América Latina.
SOBRE A OCLAE
A OCLAE foi fundada em 1966, reúne 38 federações estudantis de 24 países do continente, inclui organizações do movimento estudantil secundarista, universitário e de de pós-graduação, tem assento no conselho consultivo da ONU. Participa, ainda, do Instituto Internacional da Unesco para Educação Superior da América Latina e Caribe (Iesalc) e compõe a comissão de segmento da rede de enlaces da Unesco.
Entre os seus principais objetivos de trabalho estão:  lutar pela erradicação do analfabetismo, a acessibilidade da educação, bem estar do estudante e igualdade na cobertura à educação; a defesa da autonomia universitária, liberdade e pluralidade da academia e da educação pública e gratuita; promover e desenvolver a solidariedade efetiva dos alunos na sua luta contra o fascismo, o imperialismo, o colonialismo, neocolonialismo, a fome, a injustiça social e toda conduta ou afirmação que fere a dignidade humana e para a unidade e integração latino-americana.
A OCLAE vem se consolidando como importante espaço de discussão para definir os rumos da educação no continente. Seus fóruns discutem questões como a regulamentação do ensino privado, o fortalecimento da educação pública, a mobilidade acadêmica e a integração latino-americana, condição para um desenvolvimento soberano do Brasil, e um tema caro para a ANPG.
Continue acompanhando a participação da ANPG na reunião do Secretariado Geral da OCLAE.