A Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), vem a público manifestar sua indignação e repúdio à brutal repressão da polícia sobre manifestação do dia 7 de março ocorrida na USP.
Nesse dia as entidades representativas da comunidade acadêmica da USP (ADUSP, SINTUSP, DCE-USP) organizaram uma manifestação contra a votação apressada pelo Conselho Universitário do documento Parâmetros de Sustentabilidade Econômico-Financeira da USP. É lastimável que o Reitor da USP, professor Marco Antonio Zago, em vez de dialogar preferiu lançar a repressão policial sobre a comunidade acadêmica.
Nós, da ANPG, estamos do lado dos estudantes, professores e funcionários em seu clamor pela anulação da Reunião do Conselho Universitário de 7 de março de 2017. É inaceitável que em uma universidade as decisões do seu conselho superior sejam tomadas esmagando o direito de livre manifestação.
Já parou para pensar que a ciência está presente em tudo o que acontece no mundo? Ela salva vidas, ajuda a entender o comportamento humano e ainda colabora para a construção de uma economia sustentável e eficiente.
Para chamar a atenção da comunidade sobre a importância da ciência e dar visibilidade à pesquisa científica brasileira, a cidade de São Paulo será palco de um movimento internacional que ocorre no próximo mês, a Marcha pela Ciência.
Organizada por cientistas e entusiastas que reivindicam maior reconhecimento da sociedade e dos governantes, a mobilização teve início nos Estados Unidos e já ultrapassa a marca de 300 marchas satélites em diversos países, envolvendo instituições de ponta em ciência e educação. Em São Paulo, a iniciativa partiu de alunos e professores da USP, em parceria com a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG).
Para os organizadores, um dos objetivos principais da mobilização é democratizar os estudos científicos e torná-los mais acessíveis e abertos à comunidade. “Precisamos aproximar a sociedade da ciência, pois ela é utilizada para o bem comum”, comenta Flávia Virginio Fonseca, aluna de doutorado do Departamento de Parasitologia do Instituto de Ciências Biomédicas da USP. “As pessoas não se interessam pela ciência e parte disso se deve à falta de preparo dos próprios cientistas para lidar com a divulgação dos estudos de maneira fácil e objetiva”. Por isso queremos também conscientizar a comunidade científica sobre a importância dessa parceria com a comunidade. “A ciência deve ser inclusiva”, comenta.
A data escolhida para o manifesto, 22 de abril, coincide com o Dia Internacional da Terra, e representa a união dos cientistas e da sociedade em geral pela valorização das pesquisas na manutenção de políticas públicas e o incentivo para o desenvolvimento de soluções inovadoras e sustentáveis. “No Brasil, temos uma carência de investimentos em pesquisa e de políticas públicas. Estudos que podem trazer benefícios à saúde pública, ao meio ambiente e novas tecnologias sustentáveis enfrentam a falta de apoio das autoridades”, afirma Felipe Simões, aluno de graduação em Biologia pela Universidade de São Paulo.
Boa parte da população brasileira, segundo os cientistas, enxerga a ciência como algo de difícil acesso e compreensão. “Para esses ela parece complexa porque envolve experimentos e tecnologia, o que não significa que seja difícil ou chata. A ciência é uma excelente ferramenta no desenvolvimento do pensamento crítico, necessários em todas as esferas da vida”, destaca a Nathalie Cella, docente do Instituto de Ciências Biomédicas da USP.
Reunindo o maior número possível de instituições e parceiros, a Marcha pela Ciência – SP pretende disseminar a ideia de que a ciência é fundamental para a construção de políticas e regulamentos de interesse público. Além disso, a organização criou uma página no Facebook com o objetivo de divulgar o evento e mostrar que acreditam em uma educação científica mais aberta e consciente. Nas próximas semanas, será publicado um manifesto com mais informações sobre o evento. Os entusiastas da causa também poderão contribuir com os custos operacionais do evento através de crowdfunding. Serviço:
22 de Abril de 2017 às 14h no Largo da Batata – São Paulo
Financiamento coletivo: http://www.catarse.me/marcha_pela_ciencia_sao_paulo
Petição: http://bit.ly/2mfcVPn
Facebook: www.facebook.com/marchapelacienciasp
Website: www.marchapelacienciasp.com | Contato: [email protected]
Twitter: @marchacienciasp | Instagram: @marchapelacienciasp
À comunidade Mackenzista,
No dia 8 de março de 2017, dia em que se comemora a luta das mulheres por uma sociedade mais igualitária, mais justa e fraterna, a Universidade Presbiteriana Mackenzie recebeu em seu campus Higienópolis o deputado Jair Bolsanaro.
Bolsonaro foi à Universidade, a convite de um professor, para conhecer o centro de pesquisa Grafeno e, como conta o próprio professor em sua página do Facebook, debater estratégias de contra-ataque de supostas fake News.
Bolsonaro, atualmente, é réu no Supremo Tribunal Federal por incitação ao estupro e acusado de apologia ao crime e injúria. Bolsonaro já foi condenado pelo TJ do Distrito Federal pelo mesmo crime e, pela 6ª vara cível do Fórum de Madureira, no Rio de Janeiro, por declarações homofóbicas, por defender o uso de violência em manifestantes e por enaltecer a ditadura militar.
Em um momento em que o país vive uma crise institucional, precisamos garantir que, sob a égide da liberdade de expressão, não sejam autorizados discursos fascistas, misóginos, homofóbicos, em especial nos espaços de aprendizagem.
Bolsonaro não representa um posicionamento político, não representa um ponto de vista, mas a negação dos direitos humanos, do respeito às diferenças, da igualdade de gênero, temas essenciais a uma sociedade democrática.
Pelo exposto, nós, alunas e alunos da Pós-Graduação, atuais e egressos, desagravamos sua presença na Universidade e aguardamos a posição oficial da instituição sobre o lamentável ocorrido.
Adriano Camargo Barbosa-Mestrando em Direito Político e Econômico
André Hoffman- Doutorando em Direito Político e Econômico
André Pereira R. Tokarski – Mestre em Direito Político e Econômico
Barbara D. Lago Modernell- Mestranda em Direito Político e Econômico
Camila Pellegrino- Mestra em Direito Político e Econômico
Carolina Lopes Placca-Mestranda em Direito Político e Econômico
Claudia Marcia Costa- Doutoranda em Direito Político e Econômico
Cristiane Alves Macedo- Secretaria do Programa de Pós-Graduação em Direito Político e Econômico
Eugenia Maria Veloso de Araujo Pickina- Mestra em Direito Político e Econômico
Felipe Rebêlo – Doutorando em Direito Político e Econômico
Fernando R. M. Bartoncello- Doutorando em Direito Político e Econômico
Isabella Christina Bolfarini-Doutoranda em Direito Político e Econômico
Isabelle Dias C. Santos – Doutoranda em Direito Político e Econômico
Jana Maria Brito Silva- Doutoranda em Direito Político e Econômico
Juliana Leme Faleiros-Mestra em Direito Político e Econômico
Júlio Cesar Silva Santos- Mestre em Direito Político e Econômico
Leticia M. Borges- Mestra de Direito Político e Econômico
Maykel Ponçoni- Mestranda em Direito Político e Econômico
Monica Sapucaia Machado- Doutoranda de Direito Político e Econômico
Nathalia Lima-Mestranda de Direito Político e Econômico
Patrícia Cristina Brasil-Doutoranda em Direito Político e Econômico
Patrícia Roguet- Mestra em Direito Político e Econômico
Paula Brasil-Doutoranda em Direito Político e Econômico
Roberta Dib Chohfi-Mestra em Direito Político e Econômico
Teddy Falcão – Mestrando em Educação, Arte e História da Cultura
Vera Gers Dimitrov- Mestranda em Direito Político e Econômico
Os dados da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) sobre o Sistema Nacional de Pós-Graduação apontam que as mulheres são maioria nessa modalidade da educação brasileira. Os números mais recentes, de 2015, indicam 175.419 mulheres matriculadas e tituladas em cursos de mestrado e doutorado, enquanto os homens somam 150.236, uma diferença de aproximadamente 15%.
Apenas na modalidade de mestrado acadêmico, as mulheres somaram 11 mil matrículas a mais que os homens e aproximadamente 6 mil títulos a mais foram concedidos a mulheres do nesse ano. A modalidade de doutorado também traz realidade semelhante, com um total de 54.491 mulheres matriculadas e 10.141 tituladas, ao passo que os homens somaram 47.877 matrículas e 8.484 títulos naquele ano.
Ainda que o crescimento da participação feminina seja uma realidade, existe uma série de desafios para uma plena igualdade de gêneros, inclusive na ciência e na pós-graduação. Áreas do conhecimento tradicionalmente masculinas, como Engenharias, Computação e Ciências Exatas e da Terra continuam com a presença maciça de homens, ainda que a perspectiva apresentada com os números dos últimos 15 anos seja de maior igualdade nessa relação.
Além disso, apesar de hoje, as brasileiras serem maioria da população, viverem mais, acumularem mais anos de estudo e terem aumentado ano a ano a responsabilidade por manter os domicílios do País, ainda ganham menos que os homens brasileiros e são vítimas de violência doméstica, deixando o Brasil com a quinta maior taxa de feminicídio do mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
O rendimento médio mensal real das mulheres é menor que os homens: R$ 1.480 para mulheres e R$ 1.987 para homens, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad 2014). Na comparação, as mulheres receberam em média 74,5% do rendimento de trabalho dos homens em 2014. Confira os dados:
Total de discentes por situação, nível, e sexo, ano de 2015.
Os pós-graduandos hoje tem direito a contribuir para a previdência? O que muda para os pós-graduandos com a proposta de reforma da previdência do governo Temer? Confira as respostas para essas perguntas, detalhadamente explicadas, neste artigo. Como é hoje.
São em média 6 anos de estudos de pós-graduação até se obter o título de doutorado (2 de mestrado e 4 de doutorado – claro, não contando casos como o de Alexandre de Moraes). Este tempo pode ser precioso para o recebimento da aposentadoria, além de outros benefícios previdenciários como Salário-maternidade, Auxílio-acidente e Saúde. Os pós-graduandos carecem, entretanto, de uma regularização específica para sua contribuição previdenciária.
Por isso o movimento nacional de pós-graduandos chegou em 2014, no Congresso Nacional de Pós-Graduandos, à conclusão de que devemos lutar por uma categoria específica de previdência para os pós-graduandos. Sem contribuição nós perdemos os 6 anos de pós-graduação na contagem do tempo de serviço, além do que ficamos em uma situação precária em caso de maternidade/paternidade, doenças temporariamente (ou permanentemente) incapacitantes, desemprego e acidentes durante pesquisas.
Se você é pós-graduando e já procurou saber sobre como contribuir ao INSS, você deve saber, é muito difícil contribuir nas regras atuais. Hoje, a Previdência Social conta com 6 categorias de contribuição, são elas:
Os pós-graduandos não se enquadram perfeitamente em nenhuma faixa de contribuição, apesar da categoria de Filiação Facultativa mencione explicitamente “estudantes bolsistas”. É alarmante! O Estado Brasileiros não distingue o trabalho de pesquisa dos pós-graduandos no sistema da Previdência Social das pessoas “não-remuneradas”. Por isso, aqueles que se preocupam com o seu futuro – e com o seu presente – são obrigados a se enquadrar nesse sistema, ou fazer malabarismos jurídicos para contribuir à Previdência Social.
Basicamente, há duas maneiras com as quais os pós-graduandos podem contribuir com a previdência hoje. A primeira é se inscrever como Contribuintes Facultativo, sendo obrigado a pagar uma porcentagem sobre o valor da bolsa. Segundo o site oficial da Previdência Social: O Contribuinte Individual e o Facultativo que pagam o INSS através do Plano normal de contribuição (alíquota de 20%) poderão, a qualquer momento, optar pelo pagamento neste Plano simplificado (alíquota de 11%).
Fazendo as contas temos os seguintes valores de contribuição nesses Planos:
Imaginem vocês, se está difícil passar o mês com o valor das bolsas pensa em viver com 20% ou 11% a menos. Mas, há um meio de “contornar” esses valores – entrando no terreno dos “malabarismos jurídicos”. Você pode contribuir apenas sobre o salário mínimo no Plano Simplificado, em vez de contribuir sobre o valor real da bolsa. Nada na lei te impede de fazer isso, uma vez que sua contribuição é facultativa ela pode ser feita sobre qualquer valor declarado, inclusive o valor mínimo que a lei estabelece, que é o Salário Mínimo. Nesse caso teríamos a seguinte tabela de contribuições:
Você pode estar começando a pensar que vale a pena fazer isso, mas veja você, há um pequeno “porém” no Plano Simplificado. No site oficial da Previdência Social explica-se que ele “não dá direito a Aposentadoria por Tempo de Contribuição e Certidão de Tempo de Contribuição”. Assim, se o objetivo era somar os 6 anos de pós-graduação ao tempo de contribuição, o projeto vai por água abaixo.
Há, entretanto, um outro malabarismo jurídico pelo meio do qual você pode “contornar” os 20% da regra do Plano Normal. Você pode abrir uma Microempresa Individual (MEI). Nesse caso, a contribuição se dá da seguinte forma:
Novamente a Previdência Social, alerta que esse tipo de contribuição “não dá direito a Aposentadoria por Tempo de Contribuição e Certidão de Tempo de Contribuição”. Observem que a contribuição na forma do MEI pode ser posteriormente complementada (em um futuro otimista onde estaríamos “bem de grana”) para contar no tempo de contribuição: Se após o recolhimento como MEI, houver interesse de contar esse tempo de contribuição para um dos casos acima, deverá ser feita a complementação da contribuição mensal, mediante o recolhimento de mais 15% sobre o valor do salário mínimo que serviu de base para o recolhimento, acrescido de juros moratórios.
(fonte: http://www.previdencia.gov.br/servicos-ao-cidadao/informacoes-gerais/microempreendedor-individual/ )
Para resumo geral, confira a tabela comparativa para todas as opções disponíveis hoje para os pós-graduandos:
É notável, que a Associação Nacional de Pós-Graduandos não dispõe de nenhum dado em âmbito nacional sobre quantos pós-graduandos atualmente contribuem para a previdência social. Mas, eu posso dizer pela minha própria experiência, e consultando os amigos, que a grande maioria não paga qualquer tipo de contribuição.
O motivo é óbvio: as regras atuais são tão desvantajosas para os pós-graduandos – alta carga de contribuição (20%) combinado com o baixo valor das bolsas – que a maioria simplesmente prefere não contribuir ao INSS. Ou, simplesmente, sequer sabe dos meios pelos quais pode contribuir (por isso expliquei essas questões detalhadamente acima). Como ficaria com a reforma da previdência.
A Confederação Nacional dos Trabalhadores na Educação (CNTE) em seu último congresso (em janeiro de 2017) decidiu construir uma “Greve Geral da Educação” por tempo indeterminado a partir do dia 15 de março.
O mote da greve é bem claro: a reforma da previdência deve ir a voto no Congresso Nacional em fins de março e a categoria está profundamente preocupada com as consequências de uma eventual aprovação desta lei.
Uma comparação esquemática entre “como é hoje” e “como pode ficar com a reforma” elucida a angústia dos trabalhadores em relação a reforma:
Um exemplo talvez ajude a ilustrar o significado das alterações. Considere uma pessoa muito sortuda. Ela entrou na universidade com 17, se formou na graduação em 4 anos, passou para o mestrado imediatamente, fez logo em seguida o doutorado, somando tudo isso lhe custou 6 anos de grandes esforços. Recebeu bolsa nesse período todo e não contribuiu como facultativo à Previdência Social e não trabalhou em outra coisa durante esse tempo. Então, a pessoa começa a trabalhar com 27 anos, data em que começa a contribuir para a previdência. Hoje, se ela fosse se aposentar, para receber o benefício integral, ela precisaria:
A atual lei, na categoria menos favorável, não tendo um emprego de professor e sendo homem, a pessoa do exemplo poderia se aposentar com 62 anos de idade. Com a proposta do governo Temer – todas as categorias – só se aposentam com 76 anos. São 14 anos de diferença!
Mas o que significa esses 14 anos? Se você é o estudante prodígio descrito acima e no ano de 2017 conseguiu o seu primeiro emprego, você terá que trabalhar, no mínimo, até 2066 para se aposentar (quando, então, terá 76 anos). O IBGE tem uma projeção de esperança de vida que é a seguinte:
Em vermelho é a faixa dos 76 anos de idade. Se você for homem a expectativa é que por volta de 2060 sua esperança de vida seja de 78 anos (hoje é 71,6 anos) – segundo o IBGE. Caso seja aprovada a reforma da previdência de Temer e você não ficar desemprego nenhuma vez nos próximos 49 anos na década de 2060 você curtirá apenas 2 anos de aposentadoria integral antes de falecer.
Porém, na vida real, é extremamente incomum que uma pessoa consiga contribuir initerruptamente para a previdência por 49 anos seguidos, em particular no setor privado. Logo, o mais provável é que não se consiga aposentar com 76 anos, e sim com 78 ou 80 anos! Ou seja, boa parte da população estará literalmente condenada a “trabalhar até morrer” sem jamais conseguir acessar o benefício integral para o qual contribuiu a vida toda.
É contra essa perspectiva macabra que a Associação Nacional de Pós-Graduandos decidiu em sua última reunião de diretoria (1 de fevereiro) convocar os pós-graduando a apoiarem a greve convocada pela CNTE no dia 15/03.
Pós-graduandos, nós temos muito a perder com essa reforma da previdência! Por isso vamos todos juntos: 15/03 – Início da Greve Nacional da Educação contra a Reforma da Previdência e dia de Paralisação das Centrais Sindicais.
Em referência ao Dia Internacional das Mulheres, a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) homenageia as mulheres cientistas com nomes de destaque nos debates por mais espaços de poder e representatividade feminina na ciência no Brasil e no mundo. Na biografia e nas pesquisas dessas cientistas destaca-se o enfrentamento para afirmarem sua capacidade e competência nos diversos ramos da ciência. Algumas delas, mesmo que não tenham sofrido diretamente certa discriminação de gênero, ainda dedicam suas pesquisas a temas de direitos sociais.
A ANPG é uma entidade de muita luta que se honra de fazer parte dos que defendem uma sociedade mais justa e um desenvolvimento amplo da Ciência, Tecnologia e Inovação. Por isso destaca nesse momento especial algumas das grandes cientistas que também lutam pela ciência e por mais direitos. Assim, espera que elas também possam inspirar todas as mulheres que dedicam e querem dedicar sua vida à ciência e a uma sociedade mais avançada e realmente justa. 1 – Bertha Maria Julia Lutz (SP 02/08/1894 – RJ16/09/1976)
Bertha Lutz foi uma da pioneira enquanto feminista e cientista. Docente e pesquisadora do Museu Nacional foi a segunda mulher a entrar para o serviço público nacional. E uma das pioneiras do movimento feminista do Brasil, responsável direta por ações políticas resultantes de leis que deram direito ao voto às mulheres e igualdade de direitos políticos no início do século XX. Bertha era bióloga graduada na Sciences (ciências naturais) de Sorbonne em Paris, especialista em anfíbios.
Filha de Adolfo Lutz, cientista e pioneiro da Medicina Tropical, e de Amy Bruce Lee, enfermeira inglesa[1], Bertha era bióloga de profissão. Licenciou-se em 1918 em Sciences (ciências naturais) em Paris, na Sorbonne, com especialização em anfíbios anuros. No ano seguinte, passou em um concurso e se tornou docente e pesquisadora do Museu Nacional, tornando-se a segunda brasileira a fazer parte do serviço público no Brasil.
No ano de 1932 o Código Eleitoral concedeu às mulheres do Brasil o direito ao voto. Resultado de muitas lutas dos movimentos feministas da época tendo Bertha como uma de suas líderes. Outras bandeiras feministas também foram levantadas por esta bióloga e advogada combativa, como: luta pelo direito feminino ao trabalho, luta pela licença maternidade, luta contra o trabalho infantil, equiparação de salários e direitos entre homens e mulheres.
2 – Celina TurchiMartelli
Graduada em Medicina pela Universidade Federal da Goiás, mestrado em epidemiologia pela London School of Hygiene & Tropical Medicine/UK, doutorado pelo Departamento de Medicina Preventiva da USP. Pesquisadora e Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq (PQ 1C) . Membro do Comitê Assessor do CNPq (2004-2010). Professora titular aposentada do Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública da Universidade Federal de Goiás/ Departamento de Saúde Coletiva. Pesquisadora do Instituto de Avaliação de Tecnologia em Saúde e membro do Comitê Gestor. Atua como Pesquisadora no Centro de Pesquisa Aggeu Magalhães – Fiocruz/Pernambuco com Bolsa de Especialista Visitante desde 2014. Orientadora no Programas de Pós-graduação: Medicina Tropical e Saúde Pública em Doenças Infecciosas/UFG; Universidade Federal de Pernambuco e do CPqAM – Fiocruz (PE). Experiência na área de Epidemiologia das Doenças Infecciosas. Endereço para acessar este CV: http://lattes.cnpq.br/5867052489026059
A professora e pesquisadora Dra Celina está entre as dez cientistas mais influentes do mundo, segundo a revista britânica Nature (2016). Ela coordena pesquisas, do Grupo de Pesquisa da Epidemia da Microcefalia (MERG), sobre a microcefalia no Brasil e a sua relação com o zika vírus. Celina foi responsável por trazer informações sobre o zika e a relação com a má formação em fetos, questão essa de urgência na saúde pública de nosso país.
3 – Helena Bonciani Nader
É presidenta da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em sua terceira gestão, Professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e doutora em biologia molecular pela mesma universidade. Professora HonorisCausa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) (2005). E também Professora visitante das universidades: Loyola Medical School (Chicago, USA), W. Alton Jones Cell Science Center (NY, USA), Istituto Scientifico G. Ronzoni (Milão, Itália) e Opocrin Research Laboratories (Modena, Itália). Endereço para acessar este CV: http://lattes.cnpq.br/7175631659428994
A Professora Helena tem sido combativa e jogado importante papel nos últimos anos na defesa da ciência e da educação brasileira. Colocou-se firme contra a fusão do Ministério da Ciência e Tecnologia com o das Comunicações, assim como, luta pelos recursos para a Ciência. Helena afirma que os cortes nas universidades públicas e nos programas de investimentos na Ciência, como na Capes e Ciências Sem Fronteira sejam catastróficos para o desenvolvimento nacional.
4 – Raquel Rolnik
Possui graduação e mestrado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de São Paulo (USP) e doutorado em Graduate School Of Arts And Science History Department – New York University (1995) e livre docência pela FAUUSP (2015). Desde 1979 é professora universitária no campo da arquitetura e urbanismo, sendo atualmente Professora Associada e chefe do Departamento de Projeto da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP. Urbanista, foi Diretora de Planejamento da cidade de São Paulo e consultora de cidades brasileiras e latinoamericanas em política urbana e habitacional. Foi também Secretária Nacional de Programas Urbanos do Ministério das Cidades entre 2003 e 2007. É autora de livros e artigos sobre a questão urbana e foi Relatora Internacional do Direito à Moradia Adequada do Conselho de Direitos Humanos da ONU (2008-2014). Desde 2011, é bolsista de produtividade de pesquisa do CNPq. Endereço para acessar este CV: http://lattes.cnpq.br/4877046230472486
A professora e urbanista Raquel tem dedicado seus estudos à luta pelo direito à moradia, foi relatora especial da ONU para o Direito à Moradia Adequada por seis anos. Em livro lançado recentemente, Guerra dos Lugares, Raquel denuncia a financeirização da moradia no Brasil e no mundo e denuncia a maximização dos lucros em detrimento da pobreza da maioria da população.
5 – Sônia Guimarães Foi a primeira doutora negra em Física, em Materiais Eletrônicos, no Brasil (1989). É professora do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Com Doutorado (PhD) em Materiais Eletrônicos – The University Of Manchester Institute Of Science And Technology, Mestrado em física aplicada e Graduação em licenciatura em ciências ambas pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Endereço para acessar este CV: http://lattes.cnpq.br/3737671551535600
Em entrevista para o Correio Braziliense a Professora Dra Sônia fala um pouco da importância de se estar atenta à discriminação de gênero também em sala de aula. As mulheres são minoria nas áreas de exatas e muitos colocam em dúvida suas capacidades intelectuais para estes cursos superiores – no caso, de engenharia e física, onde a Professora ministra suas aulas. Então, a Professora Sônia propõe o debate em sala e estimula suas alunas a continuarem desenvolvendo seu potencial. INTERNACIONAIS
1 – Katherine Johnson, Mary Jackson e Dorothy Vaughan Mary Jackson at Work NASA Langley Doroty J Vaughan Katherine Johnson
Consideradas como verdadeiros computadores as Matemáticas da Nasa Katherine Johnson, Mary Jackson e Dorothy Vaughan pertenciam ao seleto grupo de matemáticos que fizeram os cálculos essenciais para as operações espaciais à primeira empreitada humana na órbita da Terra. Katherine foi quem fez os cálculos sobre a trajetória da viagem feita por Alan Shepard em 1961 entre outras jornadas ao espaço sideral.
As três matemáticas negras enfrentaram muitos preconceitos e a lei de segregação racial dos Estados Unidos à época, em meados do século passado, que limitava às profissões de uma mulher negra estadunidense. A entrada de Katherine Johnson na NASA só possível para devido à falta de engenheiros pós Segunda Guerra. (Fonte: El País)
2 – Avtar Brah
Socióloga inglesa pela Birkbeck University of London, premiada com a Mais Excelente Ordem do Império Britânico no Palácio de Buckingham (MBE), em 2001, em reconhecimento à sua pesquisa. Foi Professora associada na Leicester University na década de 1980. Já nos idos de 1985 depois tornou-se Professora da Universidade Aberta, mais tarde foi para Birkbeck University e como professora convidada na Universidade da Califórnia. Brah é membro da Academia de Sociedades Aprendidas para as Ciências Sociais e da Associação Sociológica Britânica (tradução livre).
Feminista, Brah é especialista em questões de raça, gênero e identidade étnica. Entre suas várias publicações no Cartographies of Diaspora destaca-se por suas discussões sobre “diferença” e “diversidade” na questões de cultura, identidade e política, aprofundando-se em pontos sobre classe, sexualidades, etnicidade, geração e nacionalismo nos distintos discursos, práticas e contextos políticos.
3 – Doreen Massey (3/01/1944 – 11/03/2016)
A geógrafa inglesa foi Nobel de Geografia no ano de 1998, dentre outros títulos e premiações, graduou-se em Oxford, fez mestrado em Ciência Regional na Universidade de Pensilvânia. No Centro de Estudos Ambientais (CES), em Londres, referência sobre economia contemporânea britânica, Doreen desenvolveu seus estudos em parceria com outros pesquisadores de referência. Mais tarde tornou-se Professora Emérita de Geografia na Universidade Aberta. Doreen destacou-se com estudos de geografia marxista, feminista e cultural. Mesmo depois de aposentar-se na Universidade a Professora seguiu sendo referência e continuou como palestrante, inclusive em programas de tevê.
4 – Sabina Nikolayevna Spielrein (07/11/ 1885 – 12 ou 14/08/1942)
Sabina Spielrein foi uma psicanalista russa, umas das pioneiras mundiais na psicanálise, que desenvolveu pesquisas sobre esquizofrenia e tornou-se membro da Sociedade de Psicanálise de Viena, em 1911. Nos idos de 1923 Spielrein montou um jardim de infância com Vera Schimdt afim de pesquisar o amadurecimento crítico e analítico das crianças. A psicanalista teve um fim trágico em 1942 sendo assassinada junto com suas duas filhas pelos nazistas em Rostov, cidade onde nasceu. Fontes: Sites: El País; Plataforma Lattes; Super Interessante; Correio Brasiliense
Dentre 11 países Brasil e Portugal são os países que mais contam com publicações científicas de mulheres cientistas, 49%. Enquanto que noutros países, como França, Austrália e Canadá, essa taxa varia em torno de 40%. É o que aponta o relatório do Gender in the Global Research Landscape com pesquisas feitas entre os anos de 1996 a 2000 e de 2011 a 2015.
Agora, quando vemos os dados por área de pesquisa aumentam as diferenças de gênero nas publicações. Na área de exatas as publicações científicas feitas por mulheres correspondem a apenas 25% do total no Brasil. Essa baixa representatividade das mulheres nas exatas é observada há anos sem que sejam necessárias pesquisas específicas. A Professora do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), Dra Sônia Guimarães já ressaltou em entrevistas a discriminação notória às mulheres em sala de aula, de tal modo que a motiva dialogar e até ter que provar a capacidade de suas alunas aos duvidosos alunos do gênero masculino.
Noutras instâncias acadêmicas como reitorias e pró-reitorias a desigualdade é ainda maior. São raras as mulheres em cargo de liderança nas Universidades, tal qual no mercado de trabalho. Em entrevista à Folha de São Paulo na data de hoje, 08 de março, a presidenta da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) destaca os entraves que as mulheres precisam superar para seguirem uma carreira acadêmica, como a questão da maternidade. Tamara tem como ponto importante de luta a defesa dos direitos das pesquisadoras que são mães ou tornam-se mães no meio de sua pós-graduação. Essas pesquisadoras em sua maioria sentem resistência por parte de seus orientadores e ainda têm de enfrentar os desafios da maternidade somatizado às suas pesquisas, sem ou quase sem nenhum amparo por parte das Universidades, entre outros.
Segundo matéria do El País, a Nature, revista inglesa, apresentou novos estudos, em meados de janeiro/2017, sobre a questão de gênero com indicativos da baixa participação das mulheres na ciência. Exemplo disso é que mesmo com 28% de representatividade (baixo índice) na União Americana de Geofísica (AGU, sigla em inglês) apenas 20% dessas cientistas é revisora de trabalhos científicos (entre 2012 e 2015). Outro ponto interessante para análise é que ainda que as cientistas tenham mais de 60% de seus trabalhos científicos aprovados a percentagem de trabalhos apresentados por elas para publicação é de pouco mais de 27%.
Ainda na matéria do El País outra pesquisa, agora pela Science, pesquisadores identificaram preconceito de gênero em crianças desde os 6, 7 anos de idade. Na pesquisa as crianças acreditam que pessoas brilhantes são do sexo masculino, inclusive as meninas se consideram menos inteligentes que os meninos, mesmo que elas tirem melhores notas na escola. Já em crianças de até 5 anos as diferenças não foram identificadas. Agora os autores pesquisam as causas desta distinção, desse entendimento equivocado que levam menos meninas a seguirem nas áreas das engenharias, conforme estudo.
Em vários estudos observa-se uma complexidade e fartura de dados indicando a baixa representatividade das mulheres no mundo acadêmico. E apesar das hipóteses pontuais não apresentam pesquisas decisivas sobre a discriminação de gênero, pois parecem ser subliminares às ocorrências cotidianas de preconceito e subjugação da capacidade das mulheres cientistas. Isso fora as barreiras sociais e econômicas enfrentadas pelas mulheres no mundo moderno para superação de desafios diversos, como profissionais e pior ainda como cientistas. Notoriamente, de acordo com as pesquisas feitas, os preconceitos já vão se formando desde a primeira infância. No entanto, os pesquisadores não elencaram ainda a educação que vai passando de geração a geração, constituindo valores e preconceitos em crianças às discriminações de gênero na vida acadêmica, por exemplo – identificaram a discriminação, mas não a causa. Sabe-se o quão fundamental é a formação na primeira infância, podendo gerar inúmeros problemas psicológicos em adultos, do mesmo modo formam-se ainda adultos preconceituosos e futuros pesquisadores discriminatórios e futuras pesquisadoras inseguras de sua inteligência e capacidade intelectual. Bom, seria essa uma das causas de relações tão complexas e que ainda devem ser profundamente pesquisadas, afinal há também uma disputa de espaços de poder em jogo.
“Nunca se esqueça que basta uma crise política, econômica ou religiosa para que os direitos das mulheres sejam questionados. Esses direitos não são permanentes. Você terá que manter-se vigilante durante toda a sua vida.” Simone de Beauvoir
Há mais de um século o 8 de março é a principal data do calendário feminista em todo o mundo. Foi proposta, inicialmente, em 1910, sem data fixa, pela Conferência das Mulheres da Internacional Socialista como Dia Internacional da Mulher Trabalhadora pelo Direito ao Voto. A partir de 1911 em diversos países da Europa e Estados Unidos, após uma tomada de consciência da opressão e discriminação que as mulheres sofriam por milênios, começa-se a comemorar o Dia da Mulher em diferentes datas. Em 8 de março de 1917 (23 de fevereiro no calendário gregoriano) as mulheres russas deram início a uma greve e com ela o início de revolução Russa. No ano seguinte a data se fixa como Dia Internacional da Mulher.
Apesar de todo esse tempo na luta por direitos as mulheres ainda hoje são desprivilegiadas na hierarquia social. Durante muitos anos tiveram a educação voltada estritamente para cuidado do lar, sendo preparada para ser uma boa dona de casa e esposa. As mulheres entraram no século 20 analfabetas e terminaram o século com escolaridade maior que a dos homens. Em 2001, 52% das pessoas com diploma superior no Brasil eram mulheres.
Apesar da maior escolarização e com entrada massiva no mercado de trabalho continuam sendo as principais responsáveis pela organização do trabalho doméstico e as atividades de cuidado. São a maioria no desempenho do trabalho informal e precarizado, além de receberem em média, 76% do salário dos homens, desempenhando a mesma função – uma mulher negra chega a ganhar 40% menos que um homem branco.
As mulheres correspondem a maioria do corpo discente das universidades, mas representam apenas 28% do conjunto de pesquisadores. As cientistas do sexo feminino quando comparado com os cientistas do sexo masculino, em geral, recebem recursos menores para pesquisa e salários mais baixos, consequentemente apresentam menor desempenho/produtividade, tendo também menor acesso aos altos cargos acadêmicos. De acordo com dados do CNPq 76% dos cientistas de nível sênior que recebem bolsas de pesquisa no país são homens.
Segundo a ONU, no que tange à qualificação e formação superiores as probabilidades de uma mulher obter um diploma de bacharel, mestre e doutor em campos relacionados à ciência seriam de, respectivamente, 18%, 8% e 2%. Para os estudantes homens, os valores aumentariam, chegando a 37%, 18% e 6%.
Pesquisas realizadas em diversos lugares do mundo demonstram que as mulheres ingressam na universidade, fazem mestrado, doutorado e depois abandonam suas carreiras. As conclusões apontam que a dupla jornada e as obrigações com a vida doméstica juntamente com o sexismo do ambiente do trabalho pesam contra elas. Problemas estes muito semelhantes aos enfrentados por mulheres em outras profissões.
É por isso que, neste 8 de março, nós mulheres pós graduandas, nos juntaremos às mulheres trabalhadoras de todo o mundo, seguindo nossas ações para mudar a vida das mulheres e para mudar o mundo. Seguiremos na luta por igualdade em uma sociedade sem exploração de classe, sem racismo, sem opressão das mulheres, com respeito pela diversidade, por uma vida sem violência e que garanta a autonomia e a vida das mulheres.
No Brasil, articulada com a luta contra o golpe e pela recuperação da democracia e por um projeto que avance na construção da igualdade em nosso país levantamos nossa bandeira contra a reforma da previdência e por nenhum direito a menos. Temer sai, aposentadoria fica!
Carolina Radd Diretora de Mulheres ANPG Doutoranda em Ciências Sociais PUC-Rio
O Ministério da Educação liberou, nesta sexta-feira, 3, recursos financeiros da ordem de R$ 316,25 milhões para pagamentos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Esse valor custeará aproximadamente 190 mil bolsas em diversos programas, além de apoiar a realização de eventos científicos e de atividades de pesquisa em programas estratégicos.
A maior parte dos recursos, R$ 182 milhões, será destinada ao pagamento de 90 mil bolsistas em diversas modalidades: mestrado, doutorado, pós-doutorado, professor visitante e professor sênior, além de iniciação científica, supervisão e do programa Idiomas sem Fronteiras. Também estão englobados neste valor pagamentos no âmbito dos programas de Apoio à Pós-Graduação (Proap), de Excelência Acadêmica (Proex) e de Doutorado Interinstitucional (Dinter).
Outros R$ 45,3 milhões permitirão o pagamento de 71.675 bolsas do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid), 5.255 bolsas do Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (Parfor) e 983 bolsas do Observatório da Educação.
Além disso, cerca de R$ 16 milhões serão repassados a 14 mil bolsistas da Universidade Aberta do Brasil (UAB) e 3 mil bolsistas de mestrados profissionais, enquanto R$ 2,5 milhões beneficiarão 2.212 participantes do programa Ciência sem Fronteiras. Está também garantido o pagamento de 2.327 bolsas dos programas tradicionais da CAPES e o custeio de 129 projetos com o repasse de R$ 10 milhões.
Por fim, R$ 40,55 milhões custearão o pagamento de quatro contratos firmados com editoras que fornecem conteúdos à comunidade acadêmica por meio do Portal de Periódicos. Os demais R$ 19,9 milhões referem-se a despesas diversas, como as administrativas, com convênios e de capacitação, entre outras. Com informações do MEC