Manifesto de apoio à greve nas Universidades Estaduais Paulista e em defesa do ensino superior público, gratuito e para todos
O evento engloba qualquer interessado em empreendedorismo tecnológico de todo o Brasil, com ou sem vínculo com a Unicamp
Estão abertas as inscrições para a edição de 2016 do Desafio Unicamp de Inovação Tecnológica, uma competição de modelos de negócios idealizada pela Agência de Inovação Inova Unicamp.
O objetivo da competição é estimular a criação de negócios de base tecnológica a partir de tecnologias protegidas da Unicamp (patentes). O evento engloba qualquer interessado em empreendedorismo tecnológico de todo o Brasil, com ou sem vínculo com a Unicamp.
Interessados em inovação e empreendedorismo tecnológico de todo o país, inclusive não alunos, podem se inscrever até o dia 18 de março. Para participar, é necessário efetuar a inscrição em equipes de três a cinco integrantes.
O grupo vencedor receberá R$ 3 mil para cada integrante, programa de préaceleração pela Baita Aceleradora, formação Green Belt pela FMS2, além de troféus e certificados. Ao longo dos quatro meses de competição, os grupos participam de treinamentos, workshops, mentorias e coaching com profissionais de renome, objetivando facilitar a elaboração de um modelo de negócios de impacto.
Ao final da iniciativa, as equipes classificadas apresentam seus projetos para uma banca final formada por investidores, empreendedores e especialistas e o grande vencedor do Desafio Unicamp é selecionado, em cerimônia que será realizada em junho.
“O Desafio Unicamp vem crescendo exponencialmente e a edição de 2016 promete repetir o sucesso dos anos anteriores. Para este ano, contaremos com a participação inédita de Marco Bravo, diretor de projetos da IC² da University of Texas, que irá ministrar o Workshop de Business Model Canvas (BMC)”, disse Milton Mori, diretor executivo da Inova Unicamp.
Ministros Celso Pansera e Aldo Rebelo, da Defesa, participam da cerimônia de lançamento da pedra fundamental da nova EACF na cidade de Punta Arenas, no Chile. Condições climáticas desfavoráveis impediram deslocamento da comitiva brasileira para a Antártica. Crédito: Ascom/MCTI
No Chile, ministro participou da cerimônia de lançamento da pedra de reconstrução da nova base brasileira. Pesquisas científicas desenvolvidas no âmbito do Proantar terão novo impulso
O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Celso Pansera, participou nesta segunda-feira (29) da cerimônia de lançamento da pedra fundamental de reconstrução da Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF). Uma série de previsões climáticas desfavoráveis impediu o deslocamento da comitiva brasileira ao local onde será construída a nova base, na Antártica, e a cerimônia foi realizada na sede do Instituto Antártico Chileno (Inach), na cidade de Punta Arenas.
A base brasileira, que ocupará o mesmo local da estação anterior, destruída em um incêndio em 2012, dará novo impulso às pesquisas científicas desenvolvidas no âmbito do Programa Antártico Brasileiro (Proantar).
No discurso, o ministro Celso Pansera agradeceu os esforços de todas as instituições envolvidas no projeto e destacou a importância da EACF para o desenvolvimento da pesquisa no Brasil.
“Um investimento desse porte e os desafios financeiros e tecnológicos que foram superados significam que julgamos fundamental, para a ciência brasileira, que a Estação Antártica continue pesquisando e nos fornecendo dados importantes para o meio ambiente, para a geopolítica e para nossa economia”, declarou o ministro na cerimônia. “A todos os pesquisadores aqui presentes, gostaria de dizer que continuaremos apostando cada vez mais no sucesso da pesquisa antártica.”
O ministro da Defesa, Aldo Rebelo, o almirante da Marinha do Brasil, Eduardo Bacellar Leal Ferreira, o secretário-executivo da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (Cirm), contra-almirante José Augusto Vieira da Cunha, e o presidente da empresa chinesa Ceiec, Liu Lie Hong, fizeram o lançamento oficial da pedra fundamental da nova base brasileira na Antártica.
Para o pesquisador e coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) Antártico de Pesquisas Ambientais, Antônio Batista, a construção da nova estação está de acordo com as necessidades da comunidade científica. “Fiz parte das discussões que levaram ao projeto da base com outros representantes da comunidade cientifica, e ele é excelente”, avaliou o pesquisador.
Também participaram da solenidade o tenente brigadeiro da Aeronáutica Nivaldo Luiz Rossatto, o comandante da Força Aérea do Chile, general do ar Jorge Rogles Meira, e os ministros da Defesa do Chile, José Antonio Gómez Urrutia, e das Relações Exteriores em exercício, Edgardo Riveros Marín, além de outras autoridades. Nova estação
Com uma área de aproximadamente 4,5 mil metros quadrados, a nova EACF contará com 17 laboratórios, ultrafreezers para armazenamento de amostras e materiais usados nas atividades científicas, setor de saúde, biblioteca e sala de estar. A área de pesquisa científica da nova estação foi projetada para atender a uma multiplicidade de exigências, com prioridade para os projetos do Proantar.
O projeto, que usa tecnologia de ponta, foi concebido com a participação direta da comunidade científica, e as obras serão executadas pela empresa China Electronics Import and Export Corporation, vencedora da licitação.
A Estação Antártica Comandante Ferraz foi instalada em 6 de fevereiro de 1984, dois anos após a criação do Proantar. Está localizada na Península Keller, interior da Baía do Almirantado, na Ilha Rei Jorge. Desde a sua instalação, a estação vem contribuindo de forma decisiva para a formação de centenas de cientistas e a construção de um grande acervo de estudos em diversas áreas do conhecimento. Proantar
O Programa Antártico Brasileiro foi criado em 1982 por um grupo de pesquisadores com o objetivo de desenvolver um programa científico que incluísse o Brasil entre os países do Tratado da Antártica. Em 1991, a assinatura do Protoloco de Madri classificou a Antártica como reserva natural dedicada à paz e à ciência.
Atualmente, o Proantar realiza 19 projetos e conta com dois INCTs dedicados à pesquisa científica na Antártica. Entre os projetos desenvolvidos por pesquisadores brasileiros no âmbito do Proantar estão ações preventivas sobre o impacto das mudanças globais na Antártica e suas consequências para o Brasil; previsão meteorológica nacional sobre frentes frias antárticas, bem como monitoramento preventivo da radiação solar e da camada de ozônio; aplicações médicas e farmacêuticas e desenvolvimento de bioprodutos a partir de conhecimentos sobre a biodiversidade; e produção de conhecimento aplicado à gestão governamental para subsidiar o Brasil na tomada de decisões políticas sobre a Antártica, inclusive para nosso posicionamento em convenções internacionais.
Menos da metade das academias têm políticas em vigor para aumentar a igualdade de gênero entre seus membros
A primeira pesquisa global sobre a representação das mulheres no mais alto nível da comunidade científica mostra que menos de um oitavo dos membros de academias de ciências de todo o mundo são mulheres.
As mulheres representam apenas 12% dos membros entre 69 academias que foram pesquisadas entre 2013-14, informaram a Academia de Ciências da África do Sul (ASSAf) e a InterAcademy Partnership (IAP) nesta segunda-feira, 29 de fevereiro. A Academia de Ciências de Cuba teve a maior proporção de mulheres, 27%, enquanto a Academia de Ciências da Tanzânia e a Academia Polonesa de Ciências tiveram os mais baixos níveis, 4%.
O texto completo está disponível em inglês: Nature
Ocupe Brasília: Acampamento de pós-graduandos(as) em frente ao MEC para pressionar contra os cortes na Educação. Foto: Natasha Ramos
A Associação Nacional de Pós-Graduandos vem acompanhando no Congresso Nacional, desde o ano passado, a tramitação de projetos que visam a rever o modelo de partilha do pré-sal. O primeiro é o Projeto de Lei 6.726/2013, de autoria do deputado Mendonça Filho (DEM-PE), que substitui o atual modelo de exploração do pré-sal de partilha para o modelo de concessão. O segundo é o Projeto de Lei do Senado 131/2015 de autoria do Senador José Serra (PSDB-SP), com teor semelhante.
Caso sejam aprovados esses projetos alteram o regime de exploração dos recursos naturais do pré-sal, a educação pode perder até R$ 360 bilhões nos próximos 15 anos, ou R$ 24 bilhões por ano. A estimativa é do assessor legislativo da Câmara dos Deputados, Paulo César Ribeiro de Lima.
“A perda de 360 bilhões na educação a partir da revisão do modelo de partilha coloca diretamente em risco a pós-graduação brasileira. Já estamos passando por um momento crítico se formos observar a perda de recursos nos últimos anos. A esperança de crescimento do número de mestres e doutores, indexadores de qualidade, expansão das bolsas de estudo no Brasil e no exterior, tudo isso está em risco”, afirma Tamara Naiz, presidenta da ANPG.
Ainda segundo Tamara “o projeto de lei [131/2015] também afeta a política de conteúdo nacional. Essa política é muito importante para a Ciência brasileira e para o desenvolvimento nacional, pois tem sido usada tanto para desenvolver setores atrasados historicamente como a indústria naval e a industrialização na área de petróleo e gás, tem contribuído para a geração de empregos formais nos últimos anos quanto, além de contribuído para o fortalecimento de programas de excelência nas engenharias e áreas estratégicas. Ou seja, não é só uma questão orçamentária”, pondera.
Além disso, outro problema desses PLs que flexibilizam a condição da Petrobras como operadora do petróleo no país é a questão da transparência na operação. “A Petrobras, ao desempenhar essa tarefa, possibilita ao Estado um maior controle dos custos e, consequentemente, do excedente gerado da extração do petróleo. Parte desse excedente vai para o Estado e pode ser investido em setores públicos, como Educação e Ciência e Tecnologia”, explica o deputado Davidson Magalhães (PCdoB/BA), presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Pós-Graduação, Ciência e Tecnologia.
Para o ex-diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Haroldo Lima, que participou da elaboração da proposta que resultou no modelo de exploração do pré-sal, no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a decisão brasileira pela partilha na exploração do petróleo no pré-sal foi “minuciosa e demoradamente” discutida no Congresso, e não deve ser modificada.
“Isso não tem precedente, isso é um certo absurdo. Peguem as experiências do mundo, onde há contrato de partilha: Angola, China, Egito, Líbia, Filipinas, Malásia, Peru, Guatemala e por aí afora. É o contrato da modernidade”, argumentou Lima.
Corroborando o que falou Lima, o deputado Davidson afirma “Não é à toa que 80% da produção de petróleo no mundo é controlada por empresas estatais nacionais”. E acrescenta: “Os proponentes do PL que flexibiliza a condição da Petrobras como operadora do petróleo usa como justifica a crise na Petrobras, agravada com a operação Lava-Jato. No entanto, a crise do petróleo não é apenas no Brasil, é mundial. Houve uma redução de 98% no lucro das petroleiras do mundo, com a queda do preço do barril de petróleo em 70%”.
Aprovação da nova partilha do pré-sal no Senado é retrocesso
A aprovação do projeto 131/2015 no Senado Federal, na noite da última quarta-feira (24), que retira a obrigatoriedade da Petrobras ser a operadora única do pré-sal e também a participação de 30% na exploração do recurso foi visto pelas entidades sociais como um duro golpe na democracia e nos investimentos em políticas públicas.
O PLS 131 segue agora para a Câmara dos Deputados e está sujeito a veto da presidenta da República, Dilma Rousseff.
A Associação de Moradores do Conjunto Residencial da USP (AMORCRUSP) realizou na última quarta-feira (24/2) uma roda de conversa com o vice-presidente da ANPG, Cristiano Junta), diretor da UNE (João Luis Lemos) e Marcela Peters da .Comissão de Mobilização pelas Creches da USP sobre permanência estudantil.
Em uma discussão animada, que levantou diversas questões desde os problemas específicos de permanência da USP até o problema da política de ajuste fiscal que vem levando a frente o governo Dilma discutiu-se os rumos para ampliar e unificar a luta dos estudantes, funcionários e professores da USP.
Marcela Peters falou da situação das creches na USP. Marcela lembrou que desde 2015 a USP impede a matricular de novas crianças criança em suas creches. Ela contou sobre o história de mobilizações que a Comissão de creche mobilizada da USP tem realizado com o apoio de diversas entidades e fez a denúncia de que hoje, de acordo com a estrutura atual de cada creche, no cenário atual seria possível atender mais 140 crianças, porém a administração central da USP se nega a acolher nova criança.
João Lemos, também estudante da USP, lembrou que há grande defasagem entre a demanda por assistência estudantil e a estrutura ofertada atualmente pela universidade. Além disso, acrescentou que a USP ainda tem visão pouco avançada na concepção da política de assistência estudantil exigindo contrapartidas em diversas modalidades dos benefícios. Segundo o diretor da UNE, no estado de São Paulo e nas universidades estaduais paulistas estes problemas são especialmente marcantes, contudo estão presentes também nas demais universidades públicas Brasil afora. João Lemos apresentou ainda que a UNE tem lutado contra a política de ajuste e cortes sucessivos dos recursos da educação que é um dos principais riscos de retrocesso para a luta por assistência estudantil.
Critiano Junta, falou sobre a situação política nacional e afirmou que é um verdadeira tragédia que o governo Dilma, eleito para levar à frente as aspirações populares e as revindicações dos trabalhadores, esteja aplicando um brutal ajuste fiscal com redução de verbas para Educação. O vice-presidente da ANPG lembrou ainda que a USP, UNICAMP e UNESP perderam mais 233 milhões de reais em 2016 como resultado do corte de verbas feito pelo governo Alckmin, o que agrava ainda mais a crise financeira em que a USP se vê afunda já a alguns anos. Ele concluiu que só é possível reverter essa situação com um amplo movimento na USP unificando o movimento estudantil, de professores e funcionários para combater o desmonte da univeridade.
Aline Franco, diretora da ANPG e também diretora da AMORCRUS, fez um retrospecto das lutas da Associação e afirmou que os estudantes do CRUSP tem vindo em grande quantidades às assembleias e estão dispostos a lutar pela melhoria do CRUSP que se encontra com diversas debilidades em virtude da posição retrógrada da administração da USP em relação as reivindicações dos estudantes.
Quase todos os presentes falaram e opinaram sobre as diversas questões colocadas. Um discussão com diversas opiniões em que foram respeitas das divergência políticas e apontou que o caminho para reverter os problemas de permanencia estudantil na USP, bem como a grave crise que atravessa o pais, é a união dos movimentos dos trabalhadores e estudantes em torno e uma pauta objetiva de reivindicações.
A ANPG, em conjunto com as Frentes Povo sem Medo e Brasil Popular, convoca para o Dia Nacional de Mobilização. Marcado para o dia 31 de março, o ato terá marcha em Brasília, além de manifestações em várias cidades brasileiras. Além disso, no dia 18, também serão realizadas diversas manifestações em várias cidades brasileiras.
Com os seguintes eixos principais de luta: Contra a Reforma da Previdência, Não ao Ajuste Fiscal e cortes nos investimentos sociais, em defesa do Emprego e dos Direitos dos Trabalhadores, Fora Cunha e contra o Impeachment, o ato do dia 31 tem previsão de mobilizar 100 mil pessoas.
“Este é um dia fundamental de luta para os estudantes e os trabalhadores. Ele representa a mais ampla unidade contra o ajuste fiscal que esta afundando o pais em um grave recessão econômica e ameça as verbas para Educação com os cortes no orçamento e os direitos com a reforma da previdência. É absolutamente inaceitável que o governo Dilma continue com essa política contrária aos interesses daqueles que foram as ruas para defender o seu mandato no ano passado”, disse o vice-presidente da ANPG, Cristiano Junta.
O conjunto das pautas desta jornada será apresentado nos próximos dias em uma Carta Convocatória.
A ANPG, em conjunto com a Frente Parlamentar em Defesa da Petrobras, convoca um grande ato nacional em defesa da empresa estatal e do pré-sal. Marcado para a próxima quarta-feira (02), o ato será realizado em Brasília e terá concentração às 10h na Câmara dos Deputados.
Vem tramitando no Congresso Nacional, desde o ano passado, projetos polêmicos que propõem rever o modelo de partilha do Pré-sal. O primeiro é o Projeto de Lei 6.726/2013, de autoria do deputado Mendonça Filho (DEM-PE), que substitui o atual modelo de exploração do pré-sal de partilha para o modelo de concessão. O segundo é o Projeto de Lei do Senado 131/2015 de autoria do Senador José Serra (PSDB-SP), com teor semelhante.
“A ANPG expressa total preocupação com o andamento dos dois projetos, tendo em vista que o Senado Federal se propõe a votar a proposta do Senador José Serra ainda neste primeiro semestre. O Pré-sal é uma conquista do povo brasileiro e deve servir para permitir a emancipação humana e o desenvolvimento nacional através da ciência e tecnologia. A revisão do modelo de partilha implica, primeiramente, em ataque à Petrobrás, hoje uma das empresas que mais investem em ciência e cultura no Brasil, e, em segundo lugar, na perda de mais de 480 bilhões em recursos que podem e devem ser investidos em educação, ciência e tecnologia”, afirmou a diretoria da ANPG em nota publicada esta semana.
Para o deputado Davidson Magalhães (PCdoB/BA), presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Pós-Graduação, Ciência e Tecnologia, “o problema principal desses PLs que flexibilizam a condição da Petrobras como operadora do petróleo no país é a transparência na operação”. A Petrobras, ao desempenhar essa tarefa, possibilita ao Estado um maior controle dos custos e, consequentemente, do excedente gerado da extração do petróleo. Parte desse excedente vai para o Estado e pode ser investido em setores públicos, como Educação e Ciência e Tecnologia.
Aprovação de mudança no modelo de partilha do pré-sal pelo Senado é retrocesso
A aprovação do projeto 131/2015 no Senado Federal, na noite da última quarta-feira (24), que retira a obrigatoriedade de a Petrobrás ser a operadora única do pré-sal e também a participação obrigatória de, no mínimo, 30% na exploração do recurso foi visto pelas entidades sociais como um duro golpe na democracia e nos investimentos em políticas públicas.
Por 40 votos a 26 e duas abstenções, os senadores acataram o projeto de José Serra (PSDB-SP) após substitutivo apresentado pelo senador Romero Jucá (PMDB-RR). Pela lei atual, aprovada em 2010, a Petrobrás deve atuar como operadora exclusiva dos campos do pré-sal com uma participação de, pelo menos, 30%, além de ser a empresa responsável pela condução e execução, direta ou indireta, de todas as atividades de exploração, avaliação, desenvolvimento e produção.
O PLS 131 segue agora para a Câmara dos Deputados e está sujeito a veto da presidenta da República, Dilma Rousseff.
Durante o último mês escrevi quatro artigos abordando sobre os desafios da juventude Brasileira. Em 2050 seremos a maior geração de idosos que o país já teve, e a grande pergunta é: será que dá tempo para fazer as mudanças necessárias para que em nossa melhor idade tenhamos condições dignas de vida?
Como tenho dito já há muito tempo, o principal desafio é dar formação e oportunidades para que nós ainda jovens, para que consigamos trilhar caminhos que auxiliem no desenvolvimento social nosso e do nosso país. Não estou falando de nos orgulharmos de dizer que existem exceções que dão certo, que conseguem Ascenção social. Estou falando de dar boas oportunidades para toda a juventude. Precisamos garantir uma boa educação e oportunidade para todos!
A transformação ocorre com mais facilidade em ciclos de desenvolvimento econômico, sendo assim, o país precisa voltar a crescer, mas precisamos saber aproveitar esses momentos de crescimento para gerar oportunidades e reduzir as desigualdades sociais e melhorar as condições de vida de toda a população. Para termos qualidade de vida é preciso investir na humanização das cidades, transporte decente, parques, saneamento básico, ou seja, qualidade de vida para todos os cidadãos.
Estas mudanças podem contribuir para enfrentar uma série de outros problemas que existem no Brasil como, por exemplo, a questão da segurança pública. Pois um país com menos desigualdades e mais oportunidades certamente terá mais segurança. Agora para se fazer essas mudanças antes de chegarmos em 2050, teremos que começar ontem. Não podemos mais perder tempo. Precisamos para de ser o país do futuro e passar a ser o país do presente, o país da mudança, das oportunidades e das transformações sociais.
*Caiubi Kuhn é professor do Instituto de Engenharia da Universidade Federal de Mato Grosso e Diretor de Política Educacional da Associação Nacional de Pós-graduandos.
A Associação Nacional de Pós-graduandos vem acompanhando no Congresso Nacional, desde o ano passado, a tramitação de projetos polêmicos que propõem rever o modelo de partilha do Pré-sal. O primeiro é o Projeto de Lei 6.726/2013, de autoria do deputado Mendonça Filho (DEM-PE), que substitui o atual modelo de exploração do pré-sal de partilha para o modelo de concessão. O segundo é o Projeto de Lei do Senado 131/2015 de autoria do Senador José Serra (PSDB-SP), com teor semelhante.
A ANPG expressa total preocupação com o andamento dos dois projetos, tendo em vista que o Senado Federal se propõe a votar a proposta do Senador José Serra ainda neste primeiro semestre. O Pré-sal é uma conquista do povo brasileiro e deve servir para permitir a emancipação humana e o desenvolvimento nacional através da ciência e tecnologia. A revisão do modelo de partilha implica, primeiramente, em ataque à Petrobrás, hoje uma das empresas que mais investem em ciência e cultura no Brasil, e, em segundo lugar, na perda de mais de 480 bilhões em recursos que podem e devem ser investidos em educação, ciência e tecnologia.
Ao manifestar sua posição contrária aos projetos, convidamos a sociedade civil a se ladear a essa luta, contra qualquer manobra que busque entregar os recursos do povo brasileiro a empresas estrangeiras sem compromisso com o nosso projeto de desenvolvimento nacional, com uma ciência que vise a emancipação humana e a justiça social que conta com os recursos do pré-sal para seu custeio e investimento.
Augusto Raupp se reúne com pesquisadores do Rio. Foto: Lécio Ramos
Pesquisadores e representantes de APGs do Rio de Janeiro se reuniram com o presidente da FAPERJ, Augusto Raupp, na última sexta-feira (19), para debater a questão do atraso das 5 mil bolsas de pós-graduação e a possibilidade de corte em 50% do orçamento da Fundação.
Na ocasião, Raupp afirmou não haver previsão para o pagamento das bolsas. “Estamos cobrando do governador, mas a Secretaria Estadual de Fazenda ainda não nos deu nenhum prazo para o pagamento”, afirmou o presidente da Fundação.
Sobre a PEC 19/2016, que reduz em 50% o orçamento da FAPERJ, Raupp demonstrou mais otimismo: “acredito que os deputados na ALERJ não aprovarão a proposta do governo estadual” disse.
A ANPG tem acompanhado o caso, e publicou na última sexta-feira (19) nota contra a PEC 19/2016, que corta pela metade o repasse para a FAPERJ.
Para os representantes dos pesquisadores presentes à reunião, somente com pressão essa situação será revertida. “Na próxima quinta-feira [25], iremos até a ALERJ para conversar com os deputados e pedir que eles recusem a PEC 19”, advertiu Theófilo Rodrigues, diretor da Associação de Pós-Graduandos da PUC-Rio.
Hoje pela manhã (23), os pós-graduandos e representantes das entidades presentes na reunião divulgaram a seguinte nota: #OCUPAFaperj – Pezão, Pague o que nos deve!
O recente anúncio de que o governador Luiz Fernando Pezão pretende cortar 50% do orçamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ) pegou de surpresa os pesquisadores do Estado do Rio de Janeiro. O cenário de crise é ainda pior se levarmos em conta o enorme atraso no pagamento das 5.000 bolsas do mês de janeiro.
Hoje, 19/02, bolsistas da FAPERJ, representantes das Associações de Pós-Graduandos (APGs) e da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) estiveram reunidos com o presidente da FAPERJ Augusto Raupp, com o diretor científico Jerson Lima Silva e com a Diretora de Finanças Ana Paula T. Fernandes da Rocha para tratar do assunto e cobrar o pagamento em dia das bolsas. Contudo, as notícias não foram animadoras: de acordo com a FAPERJ NÃO HÁ PREVISÃO PARA O PAGAMENTO DAS BOLSAS. A expectativa é que na próxima segunda-feira, 22/2, seja divulgada a data para o pagamento.
A Faperj não tem disponibilizado informações com antecedência sobre atrasos e previsões de pagamento.
Seguindo uma agenda de ajustes orçamentários para enfrentar a crise econômica no Estado, foi apresentada à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, pelo Poder Executivo, a PEC 19/2016, que propõe um corte de 50% no orçamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro. A FAPERJ é responsável pelo fomento à Ciência e à formação científica e tecnológica necessárias ao desenvolvimento sócio cultural do Estado do Rio de Janeiro, através do pagamento de bolsas e auxílios para pesquisas. Esse corte representa um retrocesso histórico do papel da Fundação e uma grave ameaça às pesquisas desenvolvidas no Rio de Janeiro, como a recente formação da maior rede brasileira de pesquisa em zika, chicungunha e dengue, constituída por 379 grupos, reunindo mais de mil pesquisadores fluminenses.
Coloca-se em questão as prioridades do atual governo estadual. A situação de calamidade é visível, atingindo os setores da educação, saúde e transporte. Contudo, o governo garantiu a isenção de impostos às concessionárias de transporte e assumiu dívida de 39 milhões de reais da Supervia com a Light. Quem é que paga por essa crise? Crise pra quem?
No próximo dia 25/02 estudantes e pesquisadores de todo o estado do Rio de Janeiro ocuparão as galerias da ALERJ para impedir a aprovação da PEC 19/2016 que reduz o orçamento da FAPERJ em 50% e cobrar o pagamento imediato das bolsas atrasadas. Somente com mobilização e pressão conseguiremos a vitória.